Na Noite mais Escura
18 Render-se nunca, desistir jamais - parte 1
Um mês se passou depois dos acontecimentos do capitulo anterior, Sesshoumaru continuava preso pela morte da primeira esposa, ele recebia as visitas de Rin com regularidade, ele podia contar com o amor e confiança da esposa, que ainda não tinha desistido de provar a sua inocência, com relação à Satsuki as coisas não iam bem, ela nunca mais falou com o pai desde a prisão e não atende seus telefonemas e para piorar ela resolveu morar definitivamente com Kagura e sem falar que a garota se afastou de Shippou nesse meio tempo, ainda mais depois que este começou a namorar Soten. Já com InuYasha as coisas iam de ‘vento em popa’, ele continuava firme em seu ‘emprego’ sem levantar suspeitas para Kagome, a crise financeira era coisa do passado, tanto isso era verdade que Kagome, depois de deixar o emprego de secretária de Miroku, se dedicou mais as tarefas domesticas, mas sem deixar de ser independente, já que estava se candidatando ao cargo de presidente do conselho escolar, que visava cuidar dos interesses de todos os pais de alunos, ela resolveu fazer isso depois de ouvir, por intermédio de Shippou, boatos sobre um possível fechamento da escola. Miroku, depois de se destituído do caso do ‘bandido prata’, pediu transferência para Kyoto, assim ele tinha menos chances de se encontrar com sua ex. namorada, a detetive Sango, que continuava na polícia, mas agora como segunda no comando da dupla com Gatenmaru, ela parecia mais conformada com isso e também com relação à Miroku. Para recomeçar a história Kouga e Ayame estão se preparando para sair, eles iriam dar uma força na campanha de Kagome ao cargo de presidente do conselho escolar, Soten já estava cuidando de Genku, que estava no carrinho de bebê. AYAME – Nós já podemos ir. (pegando sua bolsa no sofá) KOUGA – A Kagome já deve estar no colégio. (ele olha para Soten) – Você vem conosco, não é? SOTEN – Sim, mas não ficarei muito tempo. (acariciando Genku) – Eu e o Shippou combinamos de passear no parque, a mãe dele deixou. AYAME – Vão namorar um pouquinho, não é? (com um sorriso malicioso) SOTEN – Sim. (corada) – Mas eu vou levar o Genku comigo e vou cuidar muito bem dele, não se preocupem. KOUGA – Eu sei disso. (pegando uma bolsa) – Da para ver como nesse mês que passou você cuidou bem dele... agora vamos. Eles já estavam prontos para saírem, mas de repente a campainha toca, Kouga foi ver quem era pelo monitor e se surpreendeu em ver a pessoa. KOUGA – Kohaku?! (ele liga o áudio para poder falar com ele) – O que foi Kohaku? KOHAKU – Precisamos conversar. KOUGA – Estamos de saída. KOHAKU – Isso é sério! Não faça perder o meu tempo que não faço perder o seu. KOUGA – Entre. Kouga abre a porta por controle remoto e depois Ayame se aproximou do marido com um ar de seriedade, Soten só ficou observando. AYAME – O que o Kohaku quer? KOUGA – Isso é o que vamos descobrir Enquanto eles falavam, Kohaku passavam por todo o sistema de segurança da casa e depois disso ele entra na sala onde os anfitriões estavam, mas o irmão de Sango estranha a presença de Soten. KOHAKU – Quem é ela? AYAME – O nome dela é Soten, ela é babá do meu filho. KOHAKU – Ela não pode ficar. KOUGA – E não ficará! (ele olha para Soten) – Pode ir na frente com o Genku, nós nos encontramos depois. SOTEN – Sim senhor. Soten estranhou todo aquele mistério, mesmo foi embora levando Genku no carrinho de bebê deixando Kohaku a sós com o casal anfitrião. KOHAKU – Essa menina é confiável? AYAME – Ela é namoradinha do Shippou, não tem perigo. KOUGA – Ela já foi! O que você quer? KOHAKU – Eu consegui novos dados para ajudá-los. (ele entrega um cd a ele) KOUGA – Aquele roubo na Companhia Telefônica não serviu para quase nada. KOHAKU – Foi por isso que vim, nesse cd contém as listas de todos os telefonemas dentro do Grupo Naraku nos últimos seis meses. KOUGA – Sério?! (ele se levanta e depois olha para o cd com admiração) – Isso vai nos ajudar muito a provar quem é a ligação do Grupo Naraku com a Ordem da Espada Morta. AYAME – Me diz uma coisa, Kohaku! Como consegue essas informações se não trabalha mais lá? KOUGA – Não é com sua esposa, pois se fosse não demoraria tanto, afinal ela é a presidente da empresa. KOHAKU – Eu não posso dizer, tenho medo que comprometa sua identidade. KOUGA – Isso não importa! O que importa é esse cd. KOHAKU – Tem mais uma coisa. (ele se afasta um pouco e anda ao redor da sala) – Sesshoumaru! Descobriram algo que possa inocentá-lo? KOUGA – Infelizmente não! (ele se afasta para pegar um envelope) – Mas descobri algumas coisas interessantes. KOHAKU – O que é isso? (Kouga da o envelope a ele) KOUGA – São algumas informações que consegui sobre o passado de Onigumo, certamente tem relação com Sara, mostre isso a sua irmã e talvez ela possa fazer algo. KOHAKU – Obrigado. (ele ia embora e Kouga se manifesta) KOUGA – Eu tenho uma coisa para dizer, Kohaku! (ele para de andar e olha para Kouga) KOHAKU – O que foi? KOUGA – Você lembra que eu disse que aquele cd que tem os dados da Companhia Telefônica serviram para quase nada? KOHAKU – Sim! (ele se toca) – Quase nada! Então serviu para alguma coisa? (Ayame toma a palavra) AYAME – Sim. (ele olha para o marido e faz um certo suspense antes de prosseguir) – A única informação válida naquele cd é sobre uma data em especial. KOHAKU – Que data? KANNA – O dia da inauguração do hospital beneficente do Grupo Naraku. KOHAKU – Vocês tem certeza? KOUGA – Absoluta! Eu não sei o que é, mas algo vai acontecer nesse dia e tem haver com a Ordem da Espada Morta, seria bom até pedir a sua esposa que adie essa inauguração. KOHAKU – Eu vou tentar, mas duvido que consiga convencê-la, nesses casos ela ouve muito o Onigumo, então é melhor continuarmos a buscar provas contra Onigumo antes desse dia. KOUGA – Faremos o melhor! Não deixaremos esses loucos da Ordem da Espada Morta destruírem esse país. AYAME – Foi por isso que estamos fazendo tudo, queremos garantir um futuro para as nossas crianças. Agora ficou claro que Ayame e Kouga estavam trabalhando para Kohaku com o objetivo de desmascarar Onigumo temendo que ele estivesse aliado a um grupo de fanáticos internos conhecido como Ordem da Espada Morta. MAIS TARDE Em uma rua que dava acesso ao colégio, Kagome pedia votos para as pessoas que passavam pelo local, InuYasha estava ao seu lado, ele estava admirado com a disposição da esposa em sua nova empreitada. INUYASHA – Está animada, hein? (vendo que naquele momento não passava ninguém) KAGOME – E tenho que estar, não posso deixar a escola fechar, o Shippou estudou por anos aqui. (ela olha para seu relógio de pulso) – O Kouga e a Ayame já eram para terem chegado. (meio decepcionada) INUYASHA – Eles vão aparecer e... (ele nota algo) – Olha quem vem! Kagome olha para onde o marido apontava e viu Shippou e Soten vindo lado a lado, mas ela empurrava um carrinho de bebê, ao ver isso a esposa de InuYasha foi logo falar com ele. SOTEN – Chegamos! Como vai senhora? KAGOME – Eu vou bem e já disse para não me chamar de senhora, pode me chamar pelo nome. SOTEN – Ok! (sorrindo) – Mas olha só quem veio comigo. (apontando para Genku no carrinho) KAGOME – Eu sei que é seu serviço de babá, mas eu vou pegar ele só um pouco. (ela já segurava o menino no colo) SHIPPOU – Como se qualquer um de nós pudéssemos impedi-la. (sorrindo) KAGOME – Claro que não, pois eu adoro esse bebê. (fazendo careta para Genku) – Não é mesmo, Genku? Shippou e Soten riam daquela cena enquanto InuYasha se aproximava de todos. INUYASHA – Olá a vocês dois! (colocando a mão no ombro de cada um) – Vocês demoraram um pouco. SHIPPOU – Não é culpa minha, eu fiquei esperando a Soten. (ele leva um tapa de leve dela) SOTEN – Não seja bobo, Shippou! Sabe bem que me atrasei por que os meus patrões receberam um visita inesperada de um cliente, mas eles já estão a caminho. KAGOME – Agora quero que me ajudem a pedir votos, vocês não querem que a escola feche, ou querem? SHIPPOU – Claro que não! INUYASHA – Eu pensei que a Rin e a Sango iriam aparecer. (olhando ao redor) KAGOME – Elas estão ocupadas com algo, deve ser alguma coisa relacionada à busca da inocência de seu irmão. INUYASHA – Eu tenho minhas diferenças com Sesshoumaru, mas duvido que ele tenha mandado matar a esposa. KAGOME – Mas as provas são irrefutáveis, não podemos fazer nada. Kagome colocou Genku de volta no carrinho de bebê e depois voltou para a esquina pedir votos e enquanto isso, na sala da presidência do Grupo Naraku, Kanna estava, sentada à sua mesa, assinando alguns papeis quando naquele momento Onigumo aparece na porta. ONIGUMO – Posso entrar? KANNA – Claro. (ela para o que estava fazendo) – O que foi Onigumo? ONIGUMO – A Kagura quer uma avaliação sobre perda de credibilidade com a parceria com a Tesseiga. KANNA – Qual é a opinião da Rin? ONIGUMO – Mas é aí que está! Eu não sei, ela não tem aparecido muito nesses últimos dias. KANNA – Ora Onigumo, o marido dela foi preso, é natural que ela fique um pouco desligada, de um tempo a ela. ONIGUMO – Se fosse eu que ficasse relapso no trabalho iriam ‘descer o chicote’ em mim, mas como é sua amiguinha... KANNA – A Rin é minha amiga e está passando por um momento difícil e ela tem a minha compreensão e pronto! ONIGUMO – Sim senhora! KANNA – Quanto à avaliação, eu deixo em suas mãos Onigumo, eu confio em você. ONIGUMO – Sim senhora! KANNA – Se é só isso pode ir! ONIGUMO – Sim. (ele se afasta e de repente para e se manifesta) – A senhora saberia se está confirmada a presença do ministro da saúde na inauguração do hospital? KANNA – Ele confirmou sim. (ela se senta em sua cadeira) – Qual o interesse? ONIGUMO – Nada em especial! (ele volta a andar) – Eu e ele tivemos algumas diferenças no passado. KANNA – Sério?! (surpresa) – O que foi? ONIGUMO – Um dia eu falo, mas agora estou com pressa, tenho que acabar de analisar todos aqueles relatórios financeiros para depois poder sair com a Kikyou. KANNA – Ok! Então pode ir. Onigumo sai da sala de Kanna, a esposa de Kohaku ficou curiosa em saber qual era a rusga que Onigumo teve com o ministro da saúde no passado e enquanto isso naquele momento em um barzinho acontecia uma celebração para Gatenmaru, que tinha sido escolhido como detetive do mês, vários policiais e amigos estavam presentes, Sango também estava prestigiando o parceiro, que estava em cima de uma mesa para discursar. GATENMARU – Obrigado! Obrigado! Mas devo dizer que tenho trabalhado com os melhores policiais do mundo, por isso esse prêmio não é só meu, é de todo o departamento. Depois de fazer esse discurso, Gatenmaru desceu da mesa e foi beijar Yura e assim todos brindaram, exceto Sango que ainda se sentia mal pelo fim do namoro com Miroku e ver a cena de um beijo não ajudava a melhorar. GATENMARU – Não está feliz por mim, parceira? (notando a tristeza dela) SANGO – Desculpe Gatenmaru, eu estou feliz por você, mas não estou no clima de festejar, eu disse que vir aqui seria uma má idéia. YURA – E ficar em casa chorando por um homem é que não ia te fazer bem. GATENMARU – Sango. (colocando a mão no ombro dela) – Você é uma das melhores policiais com quem já trabalhei, eu sei que tivemos nossos problemas, mas ainda bem que superamos, vai superar isso também. SANGO – Obrigado pela força, significa muito para mim. (nesse momento uma música começa a tocar no local) YURA – Por que não dança com Sango? Eu não vou sentir ciúmes. (rindo) GATENMARU – Vamos, Sango? (estendendo a mão a ela) SANGO – Não! Não! Você tem que dançar com sua namorada e, além disso, eu danço mal. YURA – Ta bom! Mas não sabe o que está perdendo. Yura puxa Gatenmaru pelo braço e os dois foram para o centro do local e começaram a dançar junto com várias pessoas, Sango realmente não estava entusiasmada e de repente naquele momento o seu celular toca, imediatamente ela olha para o visor na esperança que fosse Miroku, mas não era o numero dele que aparecia e sim de Rin, assim a detetive atende. SANGO – Fala Rin! RIN – Eu preciso falar com você agora. SANGO – Onde está? RIN – Na penitenciária, vou falar com o Sesshoumaru. SANGO – O que quer de mim? RIN – No seu apartamento eu te conto. SANGO – Ok! Quando? RIN – Daqui a duas horas. SANGO – Ok! Vou esperar. Sango desliga o celular e volta a tomar sua cervejinha e enquanto isso, Rin estava entrando na penitenciária, onde era revistada pelos seguranças do local, até que finalmente ela teve acesso e logo foi à sala de visitas onde os visitantes ficavam separados dos presos por um vidro e só podiam se comunicar através do telefone, que ficava pregado no vidro. RIN – Espero que esse pesadelo acabe logo. Rin disse isso depois de sentar na cadeira e ficar esperando pela chegada do marido e depois de alguns minutos, Sesshoumaru apareceu diante dela, ele vestia um uniforme de presidiário e estava muito abatido e deprimido e ao ver a esposa, logo pega o telefone para falar com ela. SESSHOUMARU – Por que veio? RIN – Ora por quê? Sou sua esposa. SESSHOUMARU – Você não devia perder seu tempo comigo. RIN – Com você, eu nunca perco meu tempo. (colocando a mão no vidro como se quisesse tocar no marido) SESSHOUMARU – Você é jovem, não tem que desperdiçar sua juventude com um derrotado como eu. RIN – Não fale assim, Sesshoumaru! Não foi com esse homem com quem me casei, você não pode desistir de nós, pois eu nunca vou desistir de você. SESSHOUMARU – Eu não mereço você. (ele tinha um olhar perdido) – E quando a Satsuki? RIN – Você conhece sua filha, ela não da a mínima para você, está lá na casa de Kagura. SESSHOUMARU – Ela deve estar sofrendo muito. RIN – Conseguiu falar com ela? Eu pergunto isso porque não tenho contato com ela. SESSHOUMARU – Eu tento falar com ela, mas ela desliga ao ouvir minha voz. RIN – Você sabe a minha opinião sobre sua filha, ela está merecendo umas palmadas, agora ela está pior, soube que nem com o Shippou ela está falando mais. SESSHOUMARU – De um tempo a ela, Satsuki vai acordar para a realidade. RIN – Sei. (não acreditando muito naquilo) – Não foi da sua filha que vim te falar, vim falar sobre uma possibilidade de provar sua inocência e... SESSHOUMARU – Não faça isso! RIN – Por quê? Eu quero te ajudar e... SESSHOUMARU – Por acaso se esqueceu do que houve com Hakudoushi? Sesshoumaru falava sobre o acidente misterioso de carro que Hakudoushi sofreu na viagem de volta da China, onde investigava a vida de Juroumaru por lá, o jovem jornalista parceiro de Sesshoumaru morreu devido ao acidente. RIN – Você acha que as mesmas pessoas que fizeram isso com você foram as responsáveis pelo ‘acidente’ de Hakudoushi? SESSHOUMARU – Claro que sim! Eu estava chegando perto dessa gente e aí aconteceu essa armação comigo. RIN – Então você não acha mais que o Miroku tinha um caso com Sara? SESSHOUMARU – Não! Eu cometi um erro ao prejulgá-lo. RIN – Isso depois que viu o exame de DNA, que provava que o filho que Sara esperava era realmente seu. SESSHOUMARU – Sim. RIN – Isso então é mais uma razão para eu buscar provas de sua inocência e não tenho medo de morrer. SESSHOUMARU – Não fale isso! Eu não quero que nada aconteça a você, eu não suportaria, viva sua vida, tem que ajudar sua amiga Kanna na empresa. RIN – Você é mais importante. (ela se levanta) – Eu vou provar sua inocência. (colocando o telefone no gancho) SESSHOUMARU – Não Rin! Isso é muito perigoso, essa gente pode fazer algum mal. Sesshoumaru falava aquilo inutilmente, pois Rin não podia ouvir e ele batia no vidro implorando para que a esposa desistisse daquela busca temendo pela vida da amada. MAIS TARDE Já estava chegando perto das cinco da tarde e por isso Kagome estava encerrando sua pequena campanha em uma esquina perto da escola, Kouga e Ayame já estavam por lá ajudando no que podiam. KOUGA – Quando é a eleição? KAGOME – Domingo que vem! Estou muito confiante. AYAME – Os meninos estão demorando, não acham? (olhando para o relógio) INUYASHA – Eles devem estar namorando no parque, deixa eles. (falando de Shippou e Soten) AYAME – Mas é que estão com Genku. KAGOME – Eles não deveriam ficar namorando enquanto cuidam do Genku. INUYASHA – Ora Kagome! Fala isso porque queria o Genku aqui conosco. (rindo) KAGOME – E é verdade mesmo. (rindo também) KOUGA – Mas foi bom contratar essa menina, ela cuida bem do Genku. KAGOME – Vocês dois andam muito ocupados ultimamente, quase fui obrigada a arrastá-los para cá. KOUGA – Nós temos uma clientela grande, que nos absorve muito o tempo e a Soten veio a calhar. KAGOME – Mas se ela não puder e precisar de alguém que tome conta do Genku, podem falar comigo, eu cuido com o maior prazer. AYAME – Eu sei disso! (ela segura na mão de Kagome) – Sei que se algo me acontecer, você cuidará bem dele. (Kagome estranhou o jeito dela) KAGOME – Por que está falando isso? (ela encara a amiga) – Por acaso está doente. AYAME – Claro que não, Kagome! Estou falando de maneira geral. KOUGA – Não sabe que a Ayame já foi atriz, ela tem esse jeito meio dramático. (sorrindo) AYAME – Isso mesmo! INUYASHA – Mas que humor o de vocês, hein? Kagome também ficou sorrindo, mas ela ainda estava desconfiada daquelas palavras, ela sentiu um arrepio por dentro, mas preferiu matar o assunto por ali mesmo e enquanto isso, Shippou e Soten estavam se beijando no banco do parque. SHIPPOU – Melhor nós pararmos, se não o Genku pode acordar. (olhando para o carrinho) SOTEN – Tem razão, mas ele vai ter que acordar mesmo. (ela segura a mão de Shippou) – Shippou. SHIPPOU – Sim? SOTEN – Você me ama? (ele fica corado) SHIPPOU – Por que está me perguntando isso? (ele vira para o lado) SOTEN – Porque quero saber. SHIPPOU – Nós somos muito jovens para sentirmos isso, não acha? SOTEN – Acho, mas eu te amo assim mesmo. (ele volta a olhar para ela) SHIPPOU – Olha Soten. (ele pega na mão dela) – Eu gosto de você, dos seus beijos, me sinto bem ao seu lado, mas eu não sei se estou preparado para dizer que amo alguém, eu não quero ser falso com você. SOTEN – Eu entendo. (ela solta a mão dele) – Você ainda gosta da Satsuki, não é? SHIPPOU – A Satsuki não tem nada haver com isso. SOTEN – Não mesmo?! (ela se levanta irritada) — Tem certeza?! SHIPPOU – A Satsuki não está aqui! (ele se levanta e puxa a menina pelo braço para junto dele) – Você está! Shippou segurou Soten pela cintura e deu um beijo nela, a babá de Genku correspondia ao beijo, mas o que os dois não sabiam era que Satsuki estava atrás de uma arvore vendo toda a cena de longe. SATSUKI – Olha só aquele idiota do Shippou! Como ele pode beijar uma oferecida como essa Soten? (ela balança a cabeça) – “Por que estou me sentindo assim? Por que me sinto tão mal ao vê-los juntos?” (pensando) Satsuki continuou a ficar escondida depois do termino do beijo de Shippou e Soten, que tinha sido interrompido pelo choro de Genku. SHIPPOU – Eu falei que ele ia acordar. (sorrindo) SOTEN – Eu sei. (mostrando a língua e indo até o carrinho) – O que foi meu benzinho. (pegando ele no colo e já sentindo o cheiro) – Tem que trocar de fralda. SHIPPOU – Sabe trocar? SOTEN – Claro que sei! (meio irritada) – Que espécie de babá seria se não soubesse? Agora vem e me ajude. SHIPPOU – Eu tenho mesmo que ajudar. (meio contrariado) SOTEN – Tem sim! Pegue o pano e o estende na grama. Shippou pegou um pano de mesa e o estendeu na grama para que Soten colocasse Genku em cima para que ela pudesse trocar sua fralda e durante essa tarefa, Soten e Shippou sorriam um para o outro, eles pareciam um casal cuidando do seu filho, ver essa cena deixava Satsuki ainda mais brava. SATSUKI – “Eu odeio todos eles! Eu te odeio Shippou!” (pensando) Satsuki não agüentou mais ver aquilo e foi embora correndo e Shippou olhou para a arvore onde Satsuki estava, achando que tinha alguém por lá. SOTEN – O que foi, Shippou? (já com Genku trocado no colo) SHIPPOU – Achei que estávamos sendo observados. SOTEN – Mas é claro que estávamos! Tem um monte de gente nesse parque. (sorrindo e dando um beijo nele) – Não seja paranóico. SHIPPOU – Teve ser isso mesmo. (ele olha com atenção para Soten segurando Genku) SOTEN – O que foi? Por que está me olhando desse jeito? SHIPPOU – Não é nada! Apesar de saber que é babá do Genku, foi a primeira vez que eu te vi cuidando dele, você leva muito jeito, vai ser uma ótima mãe. (ela fica corada ao ouvir aquilo) SOTEN – Não fale assim, Shippou! (olhando para o lado) – Eu fico sem graça. SHIPPOU – Mas é verdade! (sorrindo e deixando-a ainda mais vermelha) SOTEN – Shippou, você pensa no seu futuro? SHIPPOU – No meu futuro? SOTEN – Sim, eu falo de quando você crescer, saber no que pensa em fazer. SHIPPOU – Claro que penso, acho que todos nós pensamos isso alguma hora na vida, por que está me perguntando isso? SOTEN – Por que não vejo a hora de crescer e sair da minha casa. SHIPPOU – Você tem tantos problemas com seu pai assim? SOTEN – Tenho! (ela vira o rosto) – Ele as vezes me obriga a fazer coisas que não gosto, coisas que não quero fazer. SHIPPOU – Você por acaso não está falando de abuso sex... SOTEN – Não! (virando de frente com ele) – Claro que não! Mas mesmo assim eu não gosto. (ela solta um sorriso forçado) – Mas não liga para mim, eu só estou desabafando, acho que todos tem problemas com os pais. SHIPPOU – De certo modo sim. (sorrindo) SOTEN – Acho melhor nós voltarmos. Shippou respondeu com um sorriso, Soten segurou o carrinho com Genku e os dois começaram a andar para sair do parque e voltar para junto de Kagome e os outros. Próximo capítulo = Render-se nunca, desistir jamais – parte 2
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