Na Noite mais Escura
10 O retorno do Motoqueiro Noturno - parte 1
Em um quarto na casa de sua mãe, Satsuki era examinada por um médico que depois de um tempo vai falar com Kagura, que estava na porta observando tudo. KAGURA – Ela vai ficar boa, doutor? MÉDICO – Vai sim, ela ingeriu um calmante muito forte que a fez desmaiar, mas com algumas horas de repouso, ela ficará bem. KAGURA – Obrigada, doutor, me desculpa por tê-lo tirado da cama, mas era uma emergência. MÉDICO – Tudo bem. (ele olha no relógio) – São quase duas horas da madrugada, mas a vida de médico é assim mesmo. KAGURA — Eu te acompanho até a saída. Kagura leva o médico até a porta e depois disso volta para o quarto onde Satsuki estava e se senta na cama para acariciar o rosto da filha e nesse momento o celular dela toca e ao ver o número no visor, Kagura sabia quem era. KAGURA – O que foi, Tsubaki? TSUBAKI – Estou te ligando para saber por que não veio ao encontro. KAGURA – Eu tive alguns imprevistos. TSUBAKI – Que tipo de imprevistos? KAGURA – A minha filha quase foi violentada e pretendo cuidar disso. TSUBAKI – A nossa operação é mais importante e... KAGURA – A operação pode esperar, a minha filha é prioridade agora. TSUBAKI – O que é isso, Kagura? Agora quer ganhar o prêmio de mãe do ano? Não conhecia esse seu lado, vou acabar achando que a convivência com sua filha a está fazendo amolecer. KAGURA – Não diga bobagens! Eu sei o meu dever, essa operação pode esperar um pouco. TSUBAKI – Ok! Como quiser. KAGURA – A gente se vê depois. Kagura desliga o celular e sai de casa e enquanto isso, Shippou estava em seu quarto tentando dormir, mas a adrenalina não deixava, a noite tinha sido agitada e por isso ele foi na cozinha beber um copo de água e chegando lá encontra Kagome sentada à mesa. SHIPPOU – Não consegue dormir? KAGOME – Isso mesmo! Essa é a primeira noite de casados que o InuYasha não dorme em casa, me sinto sozinha. SHIPPOU – Mas eu estou aqui. (ele a abraça por trás) KAGOME – Eu sei querido, mas sabe do que estou falando, não é? SHIPPOU – Sei. (ele pega um copo de água) – Sei sim. (ele se senta também) KAGOME – Você não me contou como foi a festa. SHIPPOU – Foi meio chata. KAGOME – Alguém conhecido por lá? SHIPPOU – Tinham uns colegas meus, mas só, ninguém em especial. (mentindo sobre Satsuki) KAGOME – Eu vou tentar dormir. (ela se levanta) – Apague a luz quando sair. SHIPPOU – Ta! (ela ia sair, mas acaba ficando) KAGOME – Shippou. SHIPPOU – Sim? KAGOME – Você se sente sozinho sem a presença de um irmão? SHIPPOU – Eu não sei, Kagome, pode ser que sim, mas eu nunca parei para pensar nisso, por quê? KAGOME – Por nada, só curiosidade, boa noite. SHIPPOU – Boa noite! Shippou notou algo de estranho na mãe adotiva, Kagome que, muito solitária pela ausência de InuYasha, parecia muito triste e enquanto isso, Hiro estava dormindo no sofá, tranquilamente, até que Kagura o agarra pelo colarinho. KAGURA – Agora vamos ter uma conversa nós dois. HIRO – Quem é você, sua maluca? KAGURA – Eu sou a mãe da Satsuki e soube o que fez... ou melhor, tentou fazer com minha filha. HIRO – Não pode provar nada, senhora, pode até chamar a polícia que não vai adiantar de nada, meu pai é um homem poderoso. (rindo) KAGURA – E quem falou em chamar a polícia? (ele fica assustado) HIRO – O que pretende? KAGURA – Eu sei quem é seu pai e só por isso é que eu não dou cabo de você, mas eu vou te dar um aviso. (ela exibe uma chave de fenda) – Se falar, olhar ou chegar perto da minha filha, vou enfiar isso no seu pintinho e você não vai poder fazer mais pipi. (exibindo a chave de fenda bem na cara dele) HIRO – Entendi senhora. KAGURA – Claro que sim e se por acaso não acreditar que possa fazer isso, é só pedir para seu pai verificar minha ficha, já trabalhei no governo e cuidar de vagabundinhos como você é ‘sopa’. HIRO – Sim senhora, eu acredito, juro que acredito. (ela nota que ele tinha \'mijado\' nas calças) KAGURA – Agora estou vendo que acreditou no que disse. (ela sorri) — Então eu já vou indo. Kagura sai triunfante do local deixando Hiro apavorado, ele realmente estava assustado com os olhos de Kagura. QUATRO HORAS MAIS TARDE InuYasha estava com Jakotsu no esconderijo da organização analisando as diretrizes de uma missão especial. JAKOTSU – Você entendeu, querido InuYasha? INUYASHA – Eu estudei essa missão a noite toda. JAKOTSU – Esse contrabando de armas é muito grande e não pode haver falhas. INUYASHA – E quando é que eu viajo? JAKOTSU – Daqui a pouco, vai levar mais ou menos duas horas para chegar em Yokohama, vai em um carro particular INUYASHA – Posso ligar para minha esposa? JAKOTSU – Pode, mas só quando chegar em Yokohama, preciso de sua total atenção durante a viagem. Jakotsu e InuYasha se dirigiram para o local onde estava o carro, a missão parecia ser perigosa. MAIS TARDE Rin acabava de chegar de carro ao estacionamento do Grupo Naraku e ao sair, usou o celular para falar com o marido, que naquele momento estava em Yokohama. RIN – Sesshoumaru, pode me dizer o que está fazendo em Yokohama? SESSHOUMARU – Seguindo pista para a minha matéria, um grande contrabando de armas vindo da China. RIN – Isso não é perigoso, amor? SESSHOUMARU – Claro que é, mas se eu não fizer outro faz. RIN – E eu não sei? Mas tome cuidado, não quero ficar viúva tão jovem. SESSHOUMARU – Não vai, você vai ter que me agüentar por muito tempo. (rindo) RIN – Assim espero, um beijo, tchau. Rin desliga o celular e vai para o interior do prédio do Grupo Naraku e enquanto isso, nos corredores do Grupo Naraku, Kagura falava pelo celular com Tsubaki. KAGURA – Eles já estão indo? TSUBAKI – Sim, acho que chegam a Yokohama em duas horas. KAGURA – Isso é bom, não podemos falhar. TSUBAKI – Mas eu tenho outra notícia. KAGURA – Então fale. TSUBAKI – Soube que seu ex. namorado está xeretando por aqueles lados. KAGURA – Eu sei, não se preocupe com ele, está tudo controlado. Kagura desliga o celular e nota que Rin acabava de sair do elevador indo de encontro a ela. RIN – Como está a Satsuki? Eu liguei de manhã e uma empregada sua disse que ela tinha passado mal. KAGURA – Deve ter sido algo que comeu, mas ela está bem. (elas começam a andar para a sala de reunião) RIN – Não acha que o pai dela devia saber? KAGURA – Não vejo necessidade, mas se quiser pode contar, azar o seu, assim a Satsuki vai gostar menos ainda de você. RIN – Mas é você que está fazendo a cabeça dela contra mim. (a segura pelo braço) KAGURA – Me solta. (Rin solta o braço dela) – Assim é melhor. (ela a encara) – Escute aqui, Rin, sei que não gosta de mim pelo meu passado com seu marido, mas nós trabalhamos na mesma empresa e portanto se quer resolver isso, vamos fazer lá fora, aqui dentro não tem espaço para divergências pessoais. RIN – Está bem! Rin e Kagura entram na sala de reunião, elas eram as últimas a entrarem para a reunião e lá dentro estavam Kanna, Onigumo e outros diretores do Grupo Naraku, sem falar que tinha também a presença de Goshink, presidente da empresa Tesseiga. KANNA – Elas chegaram finalmente. (Kagura e Rin se sentam em suas cadeiras) – Acho que podemos começar... Onigumo. ONIGUMO – Primeiramente gostaria de apresentar Goshink, ele é presidente da Tesseiga e de acordo com o relatório que enviei para cada membro dessa sala, a empresa dele pretende fazer uma parceria conosco na construção do hospital. GOSHINK – E complementando o que dizia Onigumo, a minha empresa não cobrará nenhum dinheiro por essa parceria, por isso vim pessoalmente convencer os membros desse conselho a aceitar a minha ajuda. KANNA – Alguém contesta essa parceria? RIN – Eu li atentamente o relatório do Onigumo e não vejo problema algum. KAGURA – Mas eu vejo um. KANNA – O que Kagura? KAGURA – Se não sabem, a Tesseiga é uma empresa de pesquisa genética com fama não muito boa na comunidade, muitos dizem que ela produz lixo tóxico, isso pode ser prejudicial ao projeto. GOSHINK – A fama de produzir lixo tóxico é totalmente infundada, já provamos isso na justiça e processamos quem continue nos caluniando. KAGURA – Veja bem senhor Goshink, eu não sou contra a parceria, apenas estou alertando os membros do conselho, mas se o senhor conseguir mudar a imagem da sua empresa, será muito positivo. GOSHINK – Mas é claro, eu enviarei todos os relatórios sobre essas denuncias e provarei a todos que é mentira. KANNA – Se é só isso, o acordo será assinado na semana que vêm. Kanna encerra a reunião e quando Gonshink ia se retirando, Kagura se manifestou. KAGURA – Senhor Goshink. GOSHINK – Sim? KAGURA – De lembranças minhas ao seu filho. (sorrindo) GONSHINK – O Hiro me contou de sua visita surpresa. KAGURA – Isso mesmo, nós tivemos uma conversa muito esclarecedora. As outras pessoas não entendem a natureza daquela conversa, pois não sabiam os detalhes do caso entre Hiro e Satsuki, acontecido na festa no dia anterior, mesmo com esse mal estar a reunião prosseguiu e todos na sala foram saindo um por um, sendo que Onigumo foi o último e ao sair da sala, ele viu Kanna e Rin conversando com Kikyou, a ex. namorada de InuYasha tinha sido professora das duas e por isso tinham muito respeito por ela, Onigumo pode ver isso e ao ver as duas deixando Kikyou a sós, ele se aproximou dela. ONIGUMO – Veio acompanhar o senhor Goshink? KIKYOU – Entre outras coisas. (os dois olham ao redor para verem se estão sendo observados) ONIGUMO – Vamos para a minha sala. KIKYOU – Certo! Onigumo puxa Kikyou pelo braço sem chamar a atenção de ninguém e quando entram na sala, eles se beijam de maneira apaixonada e depois ficam abraçados. ONIGUMO – Eu senti saudades. KIKYOU – Eu também, uma semana é muito tempo. (ela encosta a cabeça no peito dele) ONIGUMO – Desde aquela viagem para Yokohama. (se afastam para se olharem) KIKYOU – Agora que as empresa vão se unir, é provável que possamos passar mais tempo juntos. ONIGUMO – Você ainda acha melhor continuarmos a esconder esse relacionamento? KIKYOU – Confesso que não sei. (ela se afasta um pouco para olhar pela janela) ONIGUMO – Podemos no ver depois? KIKYOU – Quem sabe. (ela se vira) – Eu não sou tão fácil assim. (sorrindo) ONIGUMO – No mesmo quarto de hotel? KIKYOU – Eu vou estar lá. Kikyou corre para junto de Onigumo e eles se beijam, mas o que não esperavam era a súbita aparição de Kanna na sala dele. KANNA – Olha, Onigumo, a Rin vai sair mais tarde e... Kanna para de falar ao ver a cena, Kikyou e Onigumo se afastam imediatamente e ficam meio constrangidos pelo flagrante. ONIGUMO – Olha, Kanna, eu posso explicar. KANNA – Mas não precisa explicar nada, eu vi tudo. (sorrindo) – Vocês dois juntos?! Isso é que é surpresa. KIKYOU – Acho que não precisamos negar mais, Onigumo. (ela olha para Kanna) – Nós estamos juntos há pelo menos um ano e meio. KANNA – E vocês mantém isso em segredo por todo esse tempo? Mas por quê? ONIGUMO – Achamos que poderia haver conflitos de interesses, por isso achamos de usar descrição. KANNA – Mas para mim isso é ótimo, assim o Kohaku não vai mais precisar ter ciúmes. (ela sorri muito) – Conversamos depois, Onigumo, podem ficar a sós. (ele se manifesta antes que ela saia) ONIGUMO – Senhora Kanna, o que veio dizer sobre a Rin? KANNA – Ah sim! Ela vai se ausentar por uma ou duas horas, tem haver com aquela amiga dela, a Kagome, por isso quando acabar de fazer o relatório da parceria, deixe uma copia para a secretária dela. ONIGUMO – Ok! KANNA – Bem, é só isso. Kanna finalmente sai da sala deixando Onigumo e Kikyou a sós e por isso voltaram a falar no relacionamento deles. KIKYOU – Acho que agora não temos porque esconder. ONIGUMO – Tem razão. (eles se beijam) – Melhor você ir, a gente se vê depois. KIKYOU – Eu vou aguardar. Eles se beijam novamente e Kikyou sai da sala deixando Onigumo com seu trabalho de analisar os riscos financeiros da nova parceria do Grupo Naraku. MAIS TARDE Kagome estava na frente de uma clinica médica esperando por Rin, que finalmente tinha aparecido. KAGOME – Que bom que pode vim. RIN – Confesso que ser a melhor amiga da chefe tem seus privilégios. (sorrindo e depois ficando séria) – Está pronta? KAGOME – Sim, mas queria que o InuYasha estivesse aqui. RIN – Mas eu estou, agora vamos, amiga. Kagome e Rin entram na clinica, a esposa de InuYasha foi buscar os resultados de um exame que ela tinha feito no mês passado sobre a possibilidade dela poder ter filhos, ela temia muito o resultado, pois ela sentia que o vazia no casamento dela era pela ausência de um filho de InuYasha, embora ele nunca tivesse cobrado nada, mas ela se sentia responsável e por isso ficou ali esperando e nesse tempo de espera, Rin contou a Kagome o que tinha ouvido de Kanna. KAGOME – Sério? Onigumo e Kikyou juntos? RIN – Eu nem acreditei, mas foi a própria Kanna que viu, flagrou os dois se beijando. KAGOME – Por causa do InuYasha sempre tive minhas diferenças com a Kikyou, mas não acho que ela merecia o Onigumo. RIN – A professora Kikyou é bem grandinha, sabe se cuidar. KAGOME – O InuYasha me disse que ele e Kikyou não se falam desde que ela se mudou para Yokohama. RIN – Você ainda tem ciúmes dela com InuYasha? KAGOME – Pouco, as vezes, afinal eles tiveram uma história juntos e... Kagome para de falar ao ver o médico, responsável pelo seu exame, a chamar e assim ela e Rin vão até ele, que as convida para entrar na sala dele. MÉDICO – Sentem-se, senhoras. KAGOME – Já tem o resultado, doutor? MÉDICO – Sim. (ele respira fundo) – Eu lamento muito, mas sua infertilidade é irreversível. KAGOME – Não pode ser. (ela fica muito abalada) RIN – Tem certeza, doutor? MÉDICO – Infelizmente sim! O útero sofreu um rompimento muito raro, se tornando impossível a regeneração, eu sinto muito. KAGOME – Esse é meu destino, eu nunca vou ser mãe, nunca! (ela sai do local com a cabeça baixa) RIN – Obrigada, doutor. O médico da um sorriso amarelo, pois não deu a notícia que elas esperavam, Kagome estava do lado de fora da clinica olhando para o nada e Rin chega depois para confortá-la. RIN – Você está bem? KAGOME – Eu nunca vou ser mãe e nem sei por que. (ela olha nos olhos da amiga) – Por que comigo? Há tantas mães abandonando os filhos e eu que quero ter um não consigo. RIN – Eu não sei. (abraçando a amiga) – Eu queria poder ajudá-la, mas não posso. KAGOME – Eu sei, ninguém pode e... (ela olha alguém) – Houjo. Houjo estava vindo na direção das duas, ele veio a pedido de Kagome, pois ela não tinha certeza se Rin poderia vir e assim ele levou as duas para tomar um café ali por perto e lá ela contou as más notícias. HOUJO – Eu sinto por você, Kagome. KAGOME – Eu tenho é mais que me conformar. HOUJO – Por que você e o InuYasha não adotam uma criança? Existem tantas crianças sem mãe. KAGOME – Já pensei nisso. RIN – Olha, Kagome, eu tenho que ir. KAGOME – Obrigado por vir. RIN – Força nessa hora, amiga! (ela olha para Houjo) – Tchau. Rin se despede dos dois e volta para o trabalho e Kagome fica com Houjo e os dois acabam conversando sobre a família dela, que ainda morava na pequena cidade de Urawa, Houjo contou que Souta, irmão de Kagome, iria se formar na academia militar, seguiria os passos do pai e que a senhora Higuhashi estava melhor de saúde, mas em meio a essa conversa, ele contou algo estranho que tinha acontecido há uma semana. KAGOME – O que houve na semana passada? HOUJO – Você se lembra daquele sujeito que fingi que matei, salvando a vida dele? KAGOME – Sim, me lembro, o nome dele é Juroumaru, ele era dono da fatídica jóia de 4 almas que o Kouga e a Ayame roubaram com sua ajuda e dos irmãos Hitten e Mantten. HOUJO – Isso mesmo. KAGOME – Mas o que tem ele? HOUJO – Eu o encontrei em Urawa e ele me deu esse folheto. (ele mostra o folheto para Kagome) KAGOME – Fontes Térmicas Tsu! Por que ele te deu isso? HOUJO – Ele disse que foi agradecimento por ter salvado a vida dele e que nunca esquece das pessoas que fizeram bem e das pessoas que fizeram mal a ele. KAGOME – Ele tem ódio principalmente da Ayame, melhor eu avisá-la. HOUJO – Foi por isso que eu trouxe para você, fale isso com o Kouga. KAGOME – Ok! Eu falo e... (o celular dela toca) – Alô! INUYASHA – Oi, amor, sou eu. KAGOME – InuYasha! Como é bom ouvir a sua voz. INUYASHA – Durante a viagem eu me lembrei que é hoje que você pega o exame na clinica. KAGOME – Eu já peguei, InuYsha e o resultado era o pior possível, minha infertilidade é irreversível. INUYASHA – Desculpa por ter esquecido, amor, eu fiquei tão empolgado com o novo trabalho que me esqueci completamente do seu exame. KAGOME – Me desculpa você por eu não poder dar seu tão desejado filho. INUYASHA – Eu já disse que não preciso de filhos, eu preciso só de você... eu, você e o Shippou já somos uma família, então eu quero que esqueça essa história de culpa por não me dar um filho. KAGOME – Ta bom! INUYASHA – Eu vou ter que desligar, pois meu chefe está me chamando. KAGOME – Então bom trabalho, amor. INUYASHA – Eu vou ter! E você trate de descansar, entendeu? Eu te amo. KAGOME – Eu também te amo. Kagome desliga o celular e do outro lado da linha, InuYasha volta meio bravo para Jakotsu. INUYASHA – Não vê que eu estava com a minha esposa? JAKOTSU – Isso pode esperar! Quero que veja isso. INUYASHA – O que? JAKOTSU – A pessoa que é o contato com os contrabandistas de armas. Jakotsu levou InuYasha para ver no telão a foto do homem que era o negociador de armas e a imagem que aparece era de Juroumaru. JAKOTSU – Esse é Juroumaru, você já deve ter ouvido falar dele através de seu amigo Miroku. INUYASHA – Claro que sim, então ele virou contrabandista? JAKOTSU – Depois de perder a jóia de 4 almas, parece que as finanças dele foram para o vermelho e aí ele fugiu para a China e graças aos contatos que fez quando era negociador de jóias, conseguiu se estabelecer. INUYASHA – Ele ganhou uma segunda chance e não soube aproveitar. JAKOTSU – A sorte é que ele nunca te viu, por isso não terá problemas em falar com ele sem levantar suspeitas. INUYASHA – Se ele é o contato com o contrabando, eu sei o que fazer. InuYasha estava pronto para a missão, que era pegar a lista de fornecedores e receptores das armas, isso seria um trabalho extremamente perigoso. Próximo capítulo = O retorno do Motoqueiro Noturno – parte 2
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