Na Noite mais Escura

30 O ataque ao Grupo Naraku - parte 2


Kyokotsu estava com a arma engatilhada contra a cabeça de InuYasha e pronto para atirar, mas naquele exato momento eles escutam um barulho vindo dos fundos. KYOKOTSU – O que foi isso? (olhando para o fundo do galpão) – Vai lá ver! Mukotsu saca uma arma de trás da blusa e avança até o local onde eles ouviram o barulho, ele anda com extremo cuidado, olhando para todos os lados, tentando encontrar o responsável pelo barulho até que de repente aparece um gato diante dele. MUKOTSU – Oh bichano! Não me assuste assim! Mukotsu abaixou a sua arma e estava pronto para voltar para junto Kyokotsu, mas de repente Miroku pula em cima dele e os dois começam a brigar e rolar no chão, a demora da volta do parceiro estava preocupando Kyokotsu. KYOKOTSU – Mukotsu! Mukotsu! (gritando) — “O que será que houve com ele? Está demorando muito!” (pensando) Kyokotsu se afastou de InuYasha para ver o que estava acontecendo com Mukotsu e nem percebeu que InuYasha começava a se soltar das correntes que o prendiam e enquanto isso Miroku e Mukotsu continuavam a lutar até que o advogado consegue a posse da arma. MUKOTSU – Quem é você? MIROKU – Você tirou as palavras da minha boca! O que fez com meu amigo? MUKOTSU – Não sei do que está falando! (ele sorri ao perceber a aproximação de Kyokotsu por trás de Miroku) MIROKU – Sabe sim! (ele ainda não percebeu Kyokotsu) – Vai me dizer ou serei obrigado a atirar. MUKOTSU – Será mesmo?! (Kyokotsu aponta a arma para a cabeça de Miroku) KYOKOTSU – Melhor ouvir meu amigo, meu caro! (ele engatilha a arma) – Largue a arma agora! Mas nem tudo estava perdido, pois InuYasha, que tinha se soltado, acerta Kyokotsu com um pedaço de madeira, fazendo-o desmaiar. INUYASHA – Você demorou muito, Miroku! (Miroku percebe os machucados de InuYasha) MIROKU – Me desculpa! INUYASHA – Conseguiu dominar esse sujeito? Vejo que aprendeu alguns truques com o Mestre Zhi! MIROKU – Estou meio enferrujado, mas da para o gasto. (ele sorri e depois olha para Mukotsu) – O que faremos com eles, InuYasha? INUYASHA – Eu tenho muitas perguntas e acho que eles tem as respostas. (ele pega a arma de Kyokotsu e aponta para Mukotsu) MUKOTSU – Você vai me matar? Vai em frente. (Miroku intervém) MIROKU – O que pensa que está fazendo? Não pode matá-lo! O ministro Toukaijin está salvo. INUYASHA – Miroku, o Juroumaru saiu há algum tempo para fazer algo! Tem algo de estranho nessa história! Esses caras me falaram que o objetivo não é matar o ministro. MIROKU – Não?! Então o que Juroumaru foi fazer? INUYASHA – Pois é isso que eu quero saber. (ele olha para Mukotsu) – E você vai me falar! MUKOTSU – Eu prefiro engoli meus dentes! INUYASHA – Isso será um enorme prazer. (ele ia dar um soco em Mukotsu, mas Miroku segura a mão dele) MIROKU – Não temos tempo para isso! Se o que diz for verdade precisamos descobrir o que eles pretendem. Miroku e InuYasha amarraram Kyokotsu e Mukotsu para depois irem para a sala nos fundos e tentar encontrar algo que os leve até Juroumaru e enquanto isso a solenidade de inauguração do hospital estava se iniciando e Rin estava com a palavra. RIN – Obrigado pela presença de todos! Esse hospital será um marco na história dessa cidade e por isso receberemos as duas pessoas responsáveis por essa obra! (ela aponta para o lado) – Kanna, a presidente do Grupo Naraku e Goshink, presidente da Companhia Tesseiga. Uma salva de palmas precede a entrada dos dois presidentes, essa cena era exibida por milhões de televisores por todo o Japão. A primeira palavra era de Goshink. GOSHINK – Obrigado a todos! Essas palmas não deveriam ser direcionadas á mim, mas sim a essa jovem que tornou esse sonho possível! Falo de Kanna, que se mostrou, mesmo que sendo muito jovem, uma excelente empresária, com visão de futuro, mas sem perder seu lado humano, então palmas para essa mulher extraordinária! Ele bate palmas e todos os presentes entre repórteres, empresários e autoridades, todos batiam palmas para Kanna, que ainda meio encabulada se aproxima do microfone para dizer algumas palavras. KANNA – Vocês todos estão sendo muito gentis comigo! Todos sabem da enorme perda que tive há uma semana! Com a morte do meu marido, senti um enorme vazio no peito, mas busquei forças e levei em frente esse projeto do hospital, pois eu tenho certeza que Kohaku, onde ele estiver, está feliz com minha posição! O Hospital é das crianças! Algumas lágrimas percorrem o rosto de Kanna, acontece o mesmo com Sango, pois a imagem do irmão ainda estava viva, Rin, que estava ao seu lado a consolou. RIN – Seu irmão ficaria orgulhoso! SANGO – Ficaria sim! RIN – A Kanna merece isso e muito mais! Mas o que eu quero saber mesmo é qual a surpresa que ela irá revelar a todos. A salva de palmas ainda podia ser ouvida com a pausa feita por Kanna, ela estava se preparando para voltar a discursar e finalmente iria revelar a surpresa. KANNA – Antes de dar a palavra ao ministro Toukaijin, gostaria de revelar algo para todos vocês! Caso não sabem, eu e Kohaku sempre colocamos a nossa vida profissional na frente da pessoal, por isso sempre consideramos esse hospital como se fosse nosso filho, o meu Kohaku foi embora, mas ele deixou uma semente dele dentro de mim. (ela acaricia a barriga) – E ao descobrir isso é que meu deu mais forças para continuar essa luta. Depois de dizer aquelas palavras Kanna derramou mais lágrimas e olhou para Sango, que também estava chorando de felicidade, as duas se abraçaram, essa era surpresa de Kanna, ela estava esperando um filho de Kohaku. RIN – Mas que danadinha! Então era isso? KANNA – Desculpe por esconder isso de vocês, mas queria compartilhar isso com o máximo de gente possível. SANGO – Eu nem acredito que vou ser tia! KANNA – Eu prometo que serei a melhor mãe do mundo. Kanna, Sango e Rin estavam muito felizes com aquele acontecimento, essa cena era vista por Toukaijin, que se aproximou delas antes de ir para o palco. TOUKAIJIN – Meus parabéns senhora Kanna! KANNA – Obrigada senhor ministro! TOUKAIJIN – Foi uma surpresa esse ultimo anúncio! Não é toda hora que vemos algo assim! KANNA – Tem razão! Essas são Rin, que é minha melhor amiga e essa é Sango, que é minha cunhada. TOUKAIJIN – Eu sinto pelo que houve com seu irmão! Aquilo foi ultrajante, ainda mais que soubemos que o assassino dele fugiu. SANGO – Eu sei, mas ainda tenho esperança de ver o assassino do meu irmão atrás da cadeia. TOUKAIJIN – Eu concordo plenamente! Toukaijin sorri para as três e vai para o palco fazer seu discurso e enquanto isso, perto dali, Kagura estava falando, por celular, com Juroumaru. KAGURA – Já chegou? JUROUMARU – Quase! (ainda dentro do furgão) KAGURA – Melhor ir logo! O Kyokotsu me ligou e eu dei ordens para que ele matasse InuYasha. JUROUMARU – Mas como InuYasha descobriu o esconderijo? KAGURA – Eu vou ter que fazer uma investigação interna para descobrir. JUROUMARU – E o ministro? KAGURA – Ele vai começar a discursar! (ela olha para o palco) — Já pode usar o detonador! Está com o cartão de acesso? JUROUMARU – Sim! (ele pega o cartão do bolso) – Estou com ele! (o furgão para) – Acho que já chegamos! Depois nos falamos! Juroumaru desliga o celular ao perceber que o furgão estacionou e ao sair do veículo, ele vê a frente do prédio do Grupo Naraku. JUROUMARU – Com a segurança toda na inauguração, vai ser fácil invadir esse lugar! Juroumaru sorriu e tirou do bolso um detonador, o grupo dele tinha colocado dinamite no interior do hospital, prontas para explodir e enquanto isso Toukaijin continuava a discursar. TOUKAIJIN – E o governo japonês se sente honrado em participar dessa parceria em uma obra tão humanitária e... O discurso do ministro é interrompido por uma súbita explosão acontecida no interior do hospital, o que provocou um corre-corre das pessoas presentes e os agentes levaram Toukaijin para fora dali, temendo que aquilo pudesse ser um atentado, Kanna, Rin e Sango foram para um local mais afastado onde já estava Kagura. KAGURA – Está bem senhora Kanna? KANNA – Estou! Mas o que foi que aconteceu? SANGO – Você tem que sair daqui, Kanna! Fique com o ministro, os agentes te protegeram. KANNA – Mas... SANGO – Pense no filho que espera! Agora vá! Isso deve ser coisa da Ordem da Espada Morta. RIN – O que? SANGO – Eu explico depois, mas agora tem que sair! Vai com ela, Rin! RIN – Entendi Rin e Kanna se juntam ao ministro da saúde e os agentes imperiais que o protegiam, assim Sango fica ao lado de Kagura. SANGO – Como conseguiram explodir o hospital? KAGURA – Eu aposto que colocaram depois da inspeção da polícia e antes da chegada das pessoas, mas os agentes farão um cerco na área, seja o que for que provocou a explosão iremos descobrir e assim acharmos os culpados. Sango e Kagura olhavam para o hospital semi destruído, essa cena também era vista por Rin, Kanna e Toukaijin. KANNA – Por que fizeram isso? TOUKAIJIN – Acho que é minha culpa senhora! Deve ter sido obra da Ordem da Espada Morta, eles estão atrás de mim. RIN – Não diga isso, senhor ministro! A culpa toda é desses fanáticos extremistas. KANNA – Não importa de quem seja a culpa! O meu hospital foi arruinado! Está tudo acabado. Kanna se ajoelhou diante da destruição do hospital, ela estava arrasada, esse era para ser um dia especial, mas estava tudo arruinado e enquanto isso, InuYasha e Miroku continuavam a procurar algo que indicasse a localização de Juroumaru. INUYASHA – Bingo! (ele estava olhando uma folha que tirou da gaveta) – Acho que encontrei! MIROKU – O que foi? (ele se junta ao amigo) INUYASHA – De uma olhada nisso. (ele coloca a folha em cima da mesa) – Isso é a planta dos compartimentos de um prédio, mas eu não sei qual é. MIROKU – Mas eu sei! (ele mostra o verso da folha onde estava o nome da empresa) – Grupo Naraku! INUYASHA – Mas por que lá? MIROKU – Eu não sei, mas temos que avisar Sango! (ele pega o seu celular para ligar para a ex. namorada) INUYASHA – Não, Miroku! O celular dela está comigo! (ele fica pensativo) – Já sei! Ligue para Rin, elas devem estar juntas! Miroku começa a digitar o numero do celular de Rin e enquanto isso, Sango e Kagura estavam próximas ao local da explosão e naquele momento um carro chega perto dali e de dentro dele sai Toutoussai, que logo vai falar com as duas. TOUTOUSSAI – Acho que isso foi obra da Ordem da Espada Morta. KAGURA – O que está acontecendo? (fingindo desconhecer o assunto) SANGO – Essa organização é um grupo de fanáticos que querem matar o ministro Toukaijin. TOUTOUSSAI – Você é a responsável pela segurança do Grupo Naraku? (olhando para Kagura) KAGURA – Sim! TOUTOUSSAI – Preciso que me de uma lista de pessoas que tiveram acesso ao hospital antes da inauguração. KAGURA – Claro senhor agente! Toutoussai e Kagura vão para um lugar mais afastado sob os olhares de Sango, que quase não percebeu a chegada de Rin por trás dela. RIN – Sango! O Miroku quer falar com você. SANGO – Miroku?! Ele está aqui? RIN – Não! Ele ligou para o meu celular! Eu não queria deixá-lo falar com você depois da traição dele e de Kagome e... SANGO – Esquece isso, Rin! Depois eu te explico! Me de o celular. RIN – Ta! (ela da o celular para Sango) SANGO – Miroku! MIROKU – O atentado ao ministro é uma farsa! SANGO – O que? Do que está falando? Aconteceu uma explosão aqui no hospital. MIROKU – Isso não importa! Não é do ministro que eles estão atrás e sim estão atrás de algo no Grupo Naraku. SANGO – Mas onde você está? MIROKU – Estou com InuYasha indo para o Grupo Naraku, tente nos encontrar lá! SANGO – Agora eu não posso! Por causa da explosão, ninguém pode sair do perímetro de segurança. MIROKU – Entendo! Então mande alguém da polícia pegar dois sujeitos que deixamos amarrados, o endereço é rua das flores 240. SANGO – Rua das flores 240! Ok! Vocês estão bem? MIROKU – Estamos! Ande logo, por favor! Miroku desliga o celular e InuYasha, que dirigia o carro, aumenta a velocidade do veículo. INUYASHA – O que houve no hospital? MIROKU – Uma explosão, mas o ministro está bem. INUYASHA – Eu já falei que não é o ministro que é o alvo! O Juroumaru está atrás de outra coisa! O atentado era apenas uma distração. MIROKU – Seja o que for que o Juroumaru está atrás, teremos que cuidar sozinhos disso! INUYASHA – Então vamos mostrar nossa habilidade, meu amigo. InuYasha e Miroku seguiram para o prédio do Grupo Naraku e enquanto isso, sem saber de nada do que estava acontecendo, Shippou finalmente tinha decodificado o CD de Kikyou e algo lhe chamou a atenção. SHIPPOU – “Esses arquivos contém conversas telefônicas! Mas o que Kikyou quer com isso?” (pensando) Shippou tira o CD e o guarda para que ele começasse a trabalhar na reativação do sistema de segurança da casa de Kouga, mas de repente Satsuki entra na sala. SATSUKI – Shippou! Você precisa ver algo. SHIPPOU – O que foi? Satsuki nada fala e apenas corre para outra sala e Shippou vai atrás, nessa outra sala tinha uma TV, nela estava passando a reportagem sobre a explosão no hospital beneficente, eles se sentam para ver melhor o aparelho. SHIPPOU – Isso é terrível! SATSUKI – A minha mãe está lá! Estou tentando ligar, mas ela não atende. SHIPPOU – Calma Satsuki! A reportagem falou que ninguém se feriu, portanto ela está bem. SATSUKI – Tem razão! (ela se levanta) – Eu vou tentar de novo! SHIPPOU – Eu vou cuidar da reativação do sistema de segurança. Enquanto Satsuki tentava falar com a mãe, Shippou se afastou dela e foi para outra sala para usar o seu celular e ligar para Kikyou, que naquele momento estava na Cia de Goshink e Hiro dentro do carro do empresário. SHIPPOU – Consegui a decodificação! KIKYOU – Excelente! SHIPPOU – Senhorita Kikyou, eu poderia fazer uma pergunta? KIKYOU – Sim. SHIPPOU – O CD contém arquivos de conversas telefônicas, eu poderia saber de quem? KIKYOU – Nós temos um acordo Shippou! Sem perguntas sobre isso! SHIPPOU – Ok! Tem razão! Acordo é acordo! Eu tenho mais uma pergunta senhorita. KIKYOU – O que foi dessa vez? SHIPPOU – Eu poderia acessar facilmente essas informações, como a senhorita tem tanta certeza que não farei isso? KIKYOU – Você é um menino honesto! Vi isso nos seus olhos! Quando me deu sua palavra que não faria isso, eu acreditei e ainda acredito. SHIPPOU – Está certo! Quando vêm pegar o CD? KIKYOU – Durante a semana faço isso! A gente se fala depois. Kikyou desliga o seu celular, Goshink e Hiro ficam olhando para ela. HIRO – A senhorita falou em Shippou? (ele olha para o pai) – Deve ser o pirralho que cortou meu barato com Satsuki. KIKYOU – Então conhece a filha de Kagura com Sesshoumaru? GOSHINK – Sim, eles foram namorados, mas me diga Kikyou, qual seu assunto com esse menino? KIKYOU – Com todo respeito senhor Goshink, isso é assunto particular. Kikyou não queria entrar em detalhes sobre o CD que deu à Shippou e enquanto isso InuYasha e Miroku finalmente tinham chegado ao prédio do Grupo Naraku e logo descem do carro. MIROKU – Aparentemente está tudo calmo. INUYASHA – As aparências enganam! Vamos entrar! MIROKU – Está louco?! (ele o segura) – Não pode entrar! Você é acusado de matar o marido da dona da empresa! Se os seguranças te verem, vão te prender na hora. INUYASHA – Mas eu tenho que arriscar! O Juroumaru deve estar ali dentro. (ele se solta do amigo) – Se quiser ficar aqui fora, pode ficar, mas eu vou entrar. InuYasha ignora os apelos do amigo e entra no prédio e como viu que as coisas não podiam piorar, Miroku foi atrás dele e juntos andavam pelos corredores sem problemas, pois a segurança era pouca por causa da inauguração e os poucos funcionários do local estavam atentos em ver o noticiário sobre a explosão no hospital. MIROKU – Não há nada aqui! INUYASHA – Mas o Juroumaru está aqui! Eu posso até sentir. Eles continuavam a andar até o elevador e quando estavam próximos de conseguir, são abordados por Ban, chefe de segurança do prédio. BAN – Parado vocês dois aí! (se colocando na frente deles) – Eu conheço você! (ele olha para InuYasha) – Você é o assassino do senhor Kohaku! MIROKU – Espere rapaz! BAN – Vocês não vão a lugar algum e... Ban não termina a frase, pois é acertado por InuYasha antes de puxar a arma, ele desmaia imediatamente pelo golpe, isso aconteceu com tanta rapidez e discrição que não chamou a atenção de ninguém e assim InuYasha e Miroku levaram Ban para uma sala. INUYASHA – Coloque-o na cadeira! Vamos precisar acordá-lo. MIROKU – Certo! Enquanto Miroku coloca Ban, desmaiado, na cadeira, InuYasha vai até um filtro para pegar um copo de água e depois volta para junto de Miroku e Ban e joga a água no chefe de segurança, fazendo-o acordar. BAN – O que vão fazer comigo? INUYASHA – Calma! Não vamos fazer mal! Você é quem cuida da segurança do prédio? BAN – Sim! Mas eu não vou ajudá-los a roubar nada e... MIROKU – Cala a boca! Diga-me se aconteceu algo de estranho hoje. BAN – Até agora não! O que vocês querem de mim afinal de contas? INUYASHA – Soubemos que um homem chamado Juroumaru pode estar nesse prédio. BAN – Impossível! O acesso é restrito! Não há como passar sem um cartão de acesso. INUYASHA – Eu sei que o Juroumaru está aqui e... InuYasha não termina a frase, pois naquele momento acontece uma explosão que faz o prédio balançar, assustando a todos. BAN – O que foi isso? MIROKU – Parece uma explosão! INUYASHA – Tem que ser Juroumaru! Os três saem da sala e tentam entrar no elevador, mas não conseguem, pois a porta não abria, deve ter enguiçado por causa da explosão. BAN – Mas o que é isso? (ele vai até a recepção) INUYASHA – Agora acredita em nós? (indo atrás dele) — Alguém invadiu o prédio. BAN – Espere um pouco! (ele mexe no computador da recepção para ver onde foi a explosão) – Foi no subsolo! MIROKU – Você disse que ninguém não autorizado entrou no prédio! BAN – Eu não sei como isso aconteceu! A segurança é rígida! Eu perderei meu emprego por causa disso. InuYasha olha para fora do prédio onde naquele momento passava um caminhão da companhia elétrica que cuidava da manutenção de prédios. INUYASHA – Vocês chamaram alguma equipe de inspeção? BAN – Sim, nós chamamos uma equipe de informática! Recebemos algumas queixas sobre falhas nos computadores e essa equipa está cuidando disso, mas esse trabalho é externo, eles não entram nas instalações a não ser com prévia autorização e ninguém veio falar comigo. INUYASHA – Me mostra o local onde essa equipe foi trabalhar. Ban leva InuYasha e Miroku para uma parte externa do prédio e enquanto isso Juroumaru, depois de explodir o local para impedir o acesso de pessoas, observava seus capangas levarem um aparelho do tamanho de uma CPU para uma saída secreta enquanto falava com Kagura pelo celular. JUROUMARU – Já estamos de saída! KAGURA – Pegaram o aparelho? JUROUMARU – Sim! O MPX1200 será levado ao local de encontro. KAGURA – Ótimo! Tsubaki está esperando por você. JUROUMARU – Já falou com Kyokotsu? Estou tentando falar com ele, mas ninguém atende. KAGURA – Eu também tentei ligar, nem Mukotsu atende! Eu não estou gostando dessa história. JUROUMARU – Eu devo esperá-los? KAGURA – Não! Vá para o local de encontro! Se eles estiverem bem, irão para lá! JUROUMARU – Ok! Juroumaru desliga o celular e entra pela passagem secreta indicada por Kagura, essa passagem dava acesso à outra rua, que era paralela a do Grupo Naraku e lá outro furgão estava estacionado. JUROUMARU – Não vamos esperar ninguém! Vamos embora! Juroumaru entra na traseira do furgão e o motorista da a partida para saírem dali e enquanto isso Sango tinha voltado para a Cia de Kanna, as duas observavam a destruição do hospital e nesse momento Rin se aproxima das duas. RIN – Kanna! Aconteceu outra tragédia! (Kagura que estava por perto ouve aquilo e se aproxima) KANNA – O que foi Rin? RIN – Aconteceu uma explosão no prédio do Grupo Naraku. SANGO – O que? (ela se assusta) – “O Miroku tinha razão! O Grupo Naraku era o alvo o tempo todo.” (pensando) KAGURA – Eu ouvi direito? Uma explosão? Mas por quê? SANGO – Kagura, onde está Toutoussai? KAGURA – Deve estar falando com os outros agentes perto do local da explosão. SANGO – Kanna, eu já volto! RIN – Sango, você sabe de alguma coisa, precisa me contar o que é. SANGO – Depois, Rin! Sango se afastou de todas elas e Rin estava tendo um mau pressentimento sobre tudo aquilo. RIN – O que está acontecendo? Uma explosão aqui, outra no Grupo Naraku, isso não pode ser coincidência. KANNA – Rin, estou com medo! RIN – Eu também amiga, eu também! Kagura olhava a cena das duas amigas se abraçando e da um leve sorriso enquanto elas observavam Sango indo com Toutoussai para um corredor isolado, onde eles podiam conversar e lá a detetive contou todo o plano de Miroku par libertar InuYasha. TOUTOUSSAI – Está querendo me dizer que fez parte disso? SANGO – No começo não, mas depois que soube da verdade, eu os ajudei. TOUTOUSSAI – Você passou dos limites detetive! SANGO – Se quer me prender tudo bem, mas não está curioso para saber se InuYasha está dizendo a verdade? Ele é seu afilhado! TOUTOUSSAI – Tudo bem, Sango! Eu vou até lá com você, mas se eu descobri que InuYasha tem algo haver com a explosão no Grupo Naraku, serei obrigado a prender todos vocês, falo de você, InuYasha, Miroku e Kagome. SANGO – Certo, mas temos que ir agora! Como Toutoussai era chefe da Segurança Interna, ele tinha o privilégio de passar pelo cerco dos agentes sem qualquer justificativa e assim eles entraram no carro do agente e foram para o prédio do Grupo Naraku e enquanto isso Ban, InuYasha e Miroku chegam ao local onde a equipe que cuida da parte de informática deveria trabalhar, mas não tinha ninguém. BAN – Onde estão todos? Será que fugiram por causa da explosão? INUYASHA – Eu duvido! (ele aponta para uma porta a frente) – Acho que eles foram por ali. BAN – Aí eles não podem ter entrado. MIROKU – O que tem aí dentro? BAN – São projetos da inteligência do Grupo Naraku, tecnologia de armas e coisas assim, mas não tem como passar por aqui, precisa do cartão de acesso. INUYASHA – Mesmo? (ele abre a porta) – Pois eu acho que eles conseguiram. BAN – Isso é impossível! MIROKU – Você já disse isso uma vez! BAN – Aonde vocês vão? InuYasha e Miroku entram pela porta e Ban vai atrás e ao fazerem isso eles se deparam com uma montanha de pedras, pois ali foi o local da explosão. MIROKU – Isso é estranho! Por que eles explodiram? Assim eles não vão poder sair. INUYASHA – Vamos ter que entrar para descobrir. MIROKU – Isso vai demorar muito, InuYasha. INUYASHA – Então vamos começar logo! InuYasha começa a retirar as pedras do caminho, fazendo Miroku ajudá-lo e Ban fica só observando e enquanto isso Shippou, que já tinha terminado a reativação do sistema de segurança da casa de Kouga, falava com Kagome pelo celular. SHIPPOU – Eu já falei Kagome, eu estou bem. KAGOME – Ta bom! Mas por acaso recebeu alguma notícia de InuYasha ou de Miroku? Eu não consigo entrar em contato com eles e o celular de Sango está ocupado. SHIPPOU – Eu também não consegui falar com nenhum dos dois, mas acho que estão bem. KAGOME – A Satsuki está aí? SHIPPOU – Está! (ele olha para ela que sorri para ele) — Foi você que disse para ela que eu estava aqui, não foi? KAGOME – Me desculpe Shippou, mas é que escapou, eu não tive como negar, mas ela atrapalhou em algo? SHIPPOU – Não! Correu tudo bem! Eu dei uma informação importante ao Miroku. KAGOME – Ta bom querido! Você está voltando para casa? SHIPPOU – Sim, eu já acabei tudo por aqui! Até mais! Shippou desliga o celular e Satsuki se aproxima dele depois disso. SATSUKI – Você está chateado por eu ter vindo aqui? SHIPPOU – Não! (ele a encara) – Eu estou chateado por achar que eu estava com Soten as escondidas, eu não preciso disso! Se eu e ela quisermos voltar a namorar, voltaremos e pronto. SATSUKI – Então vocês não voltaram? SHIPPOU – Não! (ele se afasta dela) – A Soten anda me escondendo coisas, mas eu não sei o que é, por isso enquanto ela não me contar, não há a menor possibilidade de voltarmos. (meio triste) SATSUKI – Você gosta dela, não é? SHIPPOU – Olha Satsuki, eu não quero falar disso, ok? SATSUKI – Claro! SHIPPOU – Então vamos embora? Shippou não se sentia a vontade para falar de seu relacionamento com Soten para Satsuki, ela por sua vez ficou incomodada com a tristeza do amigo, aquilo provava que ele sentia algo por Soten, que o fim do namoro deixou marcas no seu coração, a filha de Sesshoumaru ainda não sabia, mas estava morrendo de ciúmes e assim ambos saíram da casa de Kouga. SHIPPOU – Satsuki! Conseguiu falar com sua mãe? SATSUKI – Sim! Ela está bem, mas disse para eu não ligar mais, pois estava esperando chamadas importantes por causa do que aconteceu no hospital. SHIPPOU – Você vai voltar de ônibus? SATSUKI – Sim. SHIPPOU – Mas eu não! Eu vou á pé mesmo! Não é tão longe assim e, além disso, faz bem a saúde. (sorrindo) SATSUKI – Ah então eu vou com você se não se importar. Satsuki agarrou o braço de Shippou, que ficou vermelho com o gesto da amiga, ficar perto dela dava uma sensação gostosa, ele podia sentir o perfume dela, aquela seria uma agradável caminhada. MAIS TARDE Sango e Toutoussai finalmente chegaram ao prédio do Grupo Naraku, lá já haviam algumas ambulâncias, que levavam os feridos para um hospital próximo, assim Sango e Toutoussai descem do carro e vão para a entrada do prédio, onde são recebidos por Ban. SANGO – Pode me ajudar? Eu estou procurando dois amigos e... BAN – Você é a detetive Sango, não é? Eu a reconheci por ser cunhada da senhora Kanna. SANGO – Sim! Sou eu mesma. BAN – Se está falando de Miroku e InuYasha, eles estão no subsolo do prédio com uma equipe de homens que está ajudando a tirar o entulho. TOUTOUSSAI – Então nos leve até lá! Ban conduziu Toutoussai e Sango até o elevador, que já estava consertado, e os levou até o subsolo, ao saírem do elevador, os dois puderam ver a destruição do lugar. SANGO – Mas que estrago! TOUTOUSSAI – Foi uma explosão e tanto BAN – Ainda bem que a estrutura do prédio não foi danificada. Os três desviavam dos escombros no caminho e finalmente viram Miroku e InuYasha, que estavam ajudando a tirar as pedras e eles notaram a presença da detetive e do agente. MIROKU – A Sango trouxe o Toutoussai! Mas por que ela fez isso? INUYASHA – Agora não tem para onde fugir. InuYasha e Miroku continuam a tiras as pedras do caminho enquanto Sango e Toutoussai se aproximam deles o que os fazem parar. TOUTOUSSAI – Estamos te procurando, InuYasha! Não devia nos dar tanto trabalho. (sorrindo) INUYASHA – Padrinho Toutoussai, eu... TOUTOUSSAI – Não fale mais nada! A detetive Sango me contou tudo! O meu dever era te prender, mas vou seguir os meus instintos e confiar em você. INUYASHA – Obrigado. (Toutoussai olha para Miroku) TOUTOUSSAI – E quanto a você, vai ter sorte se continuar a ser advogado, quem dirá não ser preso. MIROKU – Veja o senhor mesmo! (apontando para os escombros) – Juroumaru está ali dentro! Foi ele que causou essa explosão e é um dos responsáveis pela armação contra InuYasha. TOUTOUSSAI – Isso ainda veremos! Próximo capítulo = O ataque ao Grupo Naraku – parte 3