Na Noite mais Escura

31 O ataque ao Grupo Naraku - parte 3


E de repente naquele momento as pedras começaram a cair o que fez abrir uma passagem entre os escombros, passagem que foi usada por todos e quando chegaram do outro lado notaram que o lugar guardava muitas armas que eram protótipos para serem aperfeiçoados, mas o que chamou mais a atenção era que o lugar estava vazio, sem ninguém. INUYASHA – Mas para onde eles foram? TOUTOUSSAI – Mas não há ninguém aqui. (olhando ao redor) SANGO – Aqui só tem armas! (olhando uma delas) MIROKU – O Grupo Naraku era um grande fabricante de armas! Muitos desses projetos foram abandonados depois que Kanna assumiu a empresa. INUYASHA – Mas pelas datas nas armas, elas foram desenvolvidas nesse meio tempo. SANGO – Ei rapazes! Acho que achei algo. Sango mexia numa espécie de porta falsa, mas como ela era feita de ferro era muito pesada e assim os outros foram lá e a ajudaram a empurrar e com muita dificuldade eles abriram e viram que era uma passagem secreta que dava acesso a uma rua. INUYASHA – Deixa-me adivinhar! Foi por aqui que eles passaram, não é? (indo até a rua) MIROKU – Com certeza! SANGO – Mas e agora? ESCODERIJO DE JUROUMARU TSUBAKI – Correu tudo bem? (eles se beijam) JUROUMARU – Moleza! Foi como tirar doce da boca de criança. TSUBAKI – Soube alguma notícia de Kyokotsu e Mukotsu? JUROUMARU – Não! E eu não estou gostando disso. Juroumaru se afastou um pouco de Tsubaki para usar seu celular e ligar para Jakotsu, que naquele momento estava na banheira de um quarto de hotel, ele pega o seu celular e vê o numero no visor. JAKOTSU – O que você quer agora, Juroumaru? JUROUMARU – Primeiro eu quero saber por qual motivo mandou Mukotsu e Kyokotsu para me supervisionarem? JAKOTSU – Eu não tenho que lhe dar satisfação! São ordens do chefe e pronto! JUROUMARU – Como quiser! Mas tem outra coisa! Os dois ainda não voltaram, acho que aconteceu algo com eles e... JAKOTSU – Eles estavam com o querido InuYasha, não é? JUROUMARU – Como sabe disso? JAKOTSU – Não importa como sei! Mas fique informado que ele conseguiu escapar, sei disso porque fui informado que ele apareceu no Grupo Naraku. JUROUMARU – Será que ele desconfia de algo? JAKOTSU – Eu duvido! Mas assim mesmo devemos acelerar a operação. JUROUMARU – Eu concordo, mas se InuYasha conseguiu escapar, quer dizer que Kyokotsu e Mukotsu foram rendidos ou até mortos. JAKOTSU – Eles estão vivos! Soube que InuYasha os deixou presos no armazém. JUROUMARU – Mas isso é terrível! Eles sabem de toda a operação! Eles podem nos entregar e... JAKOTSU – Eles não vão nos entregar! Já enviei Ginkotsu para cuidar de tudo! Agora continue com o plano. Jakotsu desliga seu celular e volta a relaxar na banheira de hidromassagem e enquanto isso Sango, InuYasha e Miroku estavam no local invadido por Juroumaru esperando por Toutoussai, que naquele momento se junta aos três. TOUTOUSSAI – Vocês escutem isso! (ele ola para uma folha de papel) – Fizemos um inventário sobre todos os objetos dessa seção e descobrimos que a única coisa que falta é um aparelho chamado MPX1200. INUYASHA – MPX1200?! O que é isso afinal? TOUTOUSSAI – Eu não sei ao certo, mas se trata de um catalisador de energia, mas é apenas um protótipo, ainda está em desenvolvimento. SANGO – Mas o que o Juroumaru quer com isso? TOUTOUSSAI – Precisamos achá-lo! Só assim ficarem sabendo o que ele quer. (ele olha para InuYasha) – Á propósito InuYasha, eu acabei de falar com um de meus agentes! Ele disse que a bomba que colocada no hospital estava lá desde a época que você estava preso, portanto não tem culpa nisso. INUYASHA – Mas e quanto ao fato de fugir da cadeia? TOUTOUSSAI – Você terá que se entregar, mas diante do que vi, acho que a polícia ficará inclinada a te deixar livre. (ele coloca a mão no ombro do afilhado) – Eu falarei em sua defesa. INUYASHA – Obrigado padrinho! Eu preciso ficar livre para provar minha inocência, mas primeiro precisamos saber onde Juroumaru está. MIROKU – Nós podemos conseguir essa informação daqueles dois que deixamos amarrados. SANGO – Já liguei para Gatenmaru! Pedi que ele levasse aqueles dois para o departamento de polícia. TOUTOUSSAI – Bem, então vamos para lá! SANGO – Tem mais uma coisa senhor Toutoussai! Eu gostaria que o senhor não falasse que eu sabia sobre o InuYasha. TOUTOUSSAI – Claro detetive! Eu não vou entregar nem você e nem Miroku! Eu prometo! MIROKU – Obrigado! Os quatro saíram do local para irem ao departamento de polícia e enquanto isso, atendendo á um pedido da detetive, Gatenmaru e o capitão Jinenji estavam no local onde Kyokotsu e Mukotsu estavam amarrados. JINENJI – Ora! Ora! Tem dois homens amarrados mesmo! A Sango não estava de brincadeira. GATENMARU – Ela disse que eles são criminosos, portanto vamos levá-los para o departamento. MUKOTSU – Eu juro que seus ossos vão queimar no inferno! KYOKOTSU – Espere Mukotsu! Talvez podemos fazer um acordo. (ele olha para os policiais) – O que acham policiais? JINENJI – Falaremos isso no departamento de polícia. Gatenmaru pega Mukotsu e Jinenji pega Kyokotsu, eles andavam em direção do carro de polícia quando de repente dois tiros são disparados, um acertando Mukotsu e o outro acertando Kyokotsu, o que faz Gatenmaru e Jinenji se esconderem. GATENMARU – O senhor viu de onde veio os tiros? JINENJI – Não! GATENMARU – Eu vou ver os dois e... JINENJI – Não Gatenmaru! Eles já estão mortos! Não podemos fazer mais nada. GATENMARU – Quem quer que esteja atirando, acho que já foi embora. Gatenmaru e Jinenji saem de seus esconderijos e verificam os corpos de Kyokotsu e Mukotsu, certificando a morte deles. JINENJI – Mas o que está acontecendo? Quem são esses caras? GATENMARU – Sango vai ter que nos explicar. JINENJI — Eu vou e você fica aqui! Mandarei uma equipe de apoio para investigar esse local para te ajudar. GATENMARU – Ok! Jinenji entra no carro e sai daquele lugar deixando Gatenmaru a sós e enquanto isso, vendo essa cena de longe Ginkotsu guardava seu rifle dentro de uma pasta para depois usar o celular e ligar para Jakotsu, que já estava de banho tomado. JAKOTSU – Alô! Por acaso é você Ginkotsu? GINKOTSU – Sim! (seco) JAKOTSU – Você matou os dois como ordenei? GINKOTSU – Sim! (seco de novo) JAKOTSU – Excelente! Tenho certeza que aqueles dois iriam nos entregar, tiveram o que mereciam. GINKOTSU – O que faço agora? JAKOTSU – Volte para sua posição! Chamarei assim que precisar. Jakotsu desliga o celular para depois ligá-lo novamente, a fim de falar com Kagura, que naquele momento estava na Cia de Rin e Kanna. JAKOTSU – Alô Kagura! KAGURA – Está tudo bem? JAKOTSU – Claro! O chefe está feliz com seu desempenho. KAGURA – Corta o papo furado e fale por que me ligou. JAKOTSU – A operação apresentou falhas! InuYasha conseguiu escapar! KAGURA – O que? (se assustando) — Mas como? (chamando a atenção de Rin e Kanna) JAKOTSU – Eu não sei como, mas eu tive que me livrar de Kyokotsu e Mukotsu! Mas agora é imperativo que cortemos as pontas soltas, aposto que foi graças a uma dessas pontas soltas que InuYasha encontrou o esconderijo, não há mais espaço para erros. KAGURA – Eu concordo! A única ponta solta que vejo é Argoten e a filha dele, pois dos outros eu já cuidei. JAKOTSU – Pode deixar que desses dois eu cuido. Kagura desliga o celular, aquele telefonema chamou a atenção de Rin e Kanna. KANNA – Quem era, Kagura? KAGURA – São assuntos particulares meus, senhora. KANNA – Claro. RIN – Não será melhor voltarmos para o Grupo Naraku e ver o que aconteceu, calcular os danos, coisas assim? KANNA – Rin tem razão! Eu preciso saber o que houve. KAGURA – Acho que o cerco policial acabou, assim podemos ir. As três observam o ministro Toukaijin ir embora em seu carro oficial, era nítida a tristeza de Kanna por aquele dia, que ela queria tanto que fosse especial, mas que acabou se mostrando um dia trágico. RIN – Vamos embora Kanna! Não há nada o que fazer por aqui. KANNA – Tem razão! Vamos então. As três entraram na limusine e o chofer deu a partida para que eles fossem embora dali e enquanto isso, depois de uma longa caminhada, Shippou, na Cia de Satsuki, chega em casa e encontra Kagome na cozinha. SHIPPOU – Já cheguei! KAGOME – Finalmente! (ela estava preparando o almoço) – Conseguiu reativar o sistema de segurança? SHIPPOU – Foi fácil! Mas tenho certeza que o Kouga conseguiria fazer isso em menos tempo. KAGOME – Mas tenho certeza que fez um bom trabalho. (sorrindo e depois olhando para Satsuki) – E você mocinha, devia estar na sua casa, não acha? SATSUKI – Credo tia! Até parece que não gosta de mim. KAGOME – Não é isso! (ela limpa as mão com um pano) – Mas eu acho que sua mãe deve estar preocupada. SATSUKI – Que nada! Minha mãe confia em mim. (se gabando) KAGOME – Como quiser! Então almoça com a gente? SATSUKI – Claro! KAGOME – Então vão os dois lavar as mãos e depois arrumem a mesa. SATSUKI – Eu primeiro Shippou! Satsuki toma a frente e vai ao banheiro primeiro e aí Kagome aproveita a ausência temporária da menina para conversar com Shippou. KAGOME – O InuYasha me ligou. SHIPPOU – O que ele disse? KAGOME – Ele está indo para o departamento de polícia. SHIPPOU – Então ele foi preso de novo? KAGOME – Ele disse que não, mas não entrou em detalhes. (ela olha para o banheiro) – Melhor não comentarmos nada com Satsuki. SHIPPOU – Está bem. Shippou vai ao banheiro lavar as mãos ao perceber a saída de Satsuki, que foi falar com Kagome. SATSUKI – O que teremos para o almoço? KAGOME – Ainda não mocinha! Aguarde e confira, mas aposto que vai gostar. SATSUKI – Eu não duvido! O Shippou disse que a senhora é uma ótima cozinheira. (sorrindo) KAGOME – Eu já fui, mas desde que comecei a trabalhar fora, perdi um pouco da pratica, mas ainda tenho os meus truquezinhos. (sorrindo também) SATSUKI – A senhora vai ficar com o Genku? KAGOME – Sim, mas até o Kouga se recuperar! Tenho certeza que isso vai ocorrer logo, ele é muito forte. SATSUKI – O que aconteceu com o Kouga, com o tio InuYasha, com meu pai! Quando esse pesadelo irá acabar? KAGOME – Logo! (ela acaricia o rosto da menina) – “Pelo menos é o que eu espero.” (pensando) Kagome sorri para Satsuki com a intenção de mostrar otimismo, mas por dentro ela não parava de se preocupar com InuYasha, temendo que algo pudesse acontecer com ele. MAIS TARDE Jinenji estava acabando de voltar para o departamento de polícia de Tóquio quando ele vê InuYasha na Cia de Sango, Miroku e Toutoussai. JINENJI – O que ele faz aqui? TOUTOUSSAI – Eu o capturei e o trouxe para cá. JINENJI – Mas e quanto a Sango? Ela está de licença! Não devia estar aqui. TOUTOUSSAI – Ela me ajudou a localizar InuYasha e por isso está aqui e quanto a Miroku, ele é advogado de InuYasha. JINENJI – Então eu vou pedir para algum policial vir aqui para reconduzi-lo para o presídio e... TOUTOUSSAI – Acalme-se capitão! Acho que InuYasha é inocente. INUYASHA – Por favor capitão Jinenji, ouça a minha história! JINENJI – Ok! Conte-me tudo. InuYasha conta tudo o que houve no armazém e no prédio do Grupo Naraku, Jinenji logo deduziu que os homens que foram mortos deviam ser parceiros de Juroumaru e por outro lado Jinenji conta o que aconteceu com Kyokotsu e Mukotsu. SANGO – Isso está me cheirando a queima de arquivo. MIROKU – Vamos torcer para que Gatenmaru encontre alguma pista e talvez assim possamos achar Juroumaru. JINENJI – Como sabem que Juroumaru esteve no prédio? A explosão podia ter sido causada por qualquer um. TOUTOUSSAI – Eu mostrei uma foto de Juroumaru para o chefe de segurança do prédio. SANGO – Ele reconheceu Juroumaru que se disfarçou de chefe de equipe de computadores assim ele entrou no prédio. INUYASHA – O que não sabemos é como ele conseguiu ter acesso a sala do MPX1200. TOUTOUSSAI – Isso será investigado! Mas o mais provável é que ele tenha usado um cartão de acesso, pois a porta não foi arrombada! Eu vou pedir para Kanna que me de acesso ao sistema de dados, assim eu poderei saber de quem ele roubou o cartão. SANGO – Ou quem deu a ele! Não se esqueça que existe essa possibilidade. MIROKU – Sango! Não vai começar com sua paranóia com o Onigumo de novo, ou vai? SANGO – Eu não falei no nome do Onigumo. MIROKU – E nem precisa! INUYASHA – Já chega vocês dois! Essa discussão é inútil TOUTOUSSAI – Isso mesmo! A gente tem que se acalmar e pensar o que fazer, temos que encontrar uma forma de chegarmos até Juroumaru e descobrir o que ele quer com esse MPX1200. MIROKU – Melhor eu ir antes que aconteça nova discussão. (ele se afasta de todos e Sango se manifesta) SANGO – Miroku! (ele para ao ouvir o nome dele e se vira de frente para ela) – Um dia vou provar para você que isso é mais do que paranóia! MIROKU – Faça o que quiser Sango. (ele fica de costas para ela) – Isso já não é mais da minha conta! Miroku vai embora deixando Sango um pouco triste, estava cada vez mais difícil a reaproximação dos dois e enquanto isso, Kanna e Rin já estavam no prédio do Grupo Naraku e logo viram o estrago que a explosão causou ao lugar. KANNA – Pelo menos o prédio ficou inteiro! RIN – Espero que o seguro cubra isso. (Kagura se aproxima delas) KAGURA – Aconteceu um roubo, senhora! KANNA – Roubo? Não foi um atentado? Mas o que roubaram? KAGURA – Um aparelho chamado MPX1200. RIN – O que é isso? Eu nunca ouvi falar disso. KAGURA – Um catalisador de energia. KANNA – Isso é alguma arma ou coisa parecida? KAGURA – Não senhora! Ele estava sendo projetado para transformar energia térmica em energia luminosa, um tipo de iluminação experimental. KANNA – Depois me fala disso. KAGURA – Tem mais uma coisa senhora! Toutoussai, chefe da Segurança Interna, quer que a senhora de acesso aos dados do sistema de segurança do prédio. KANNA – Claro! Ele terá o que quiser. KAGURA – Mas tem um problema! A explosão danificou muito o sistema, talvez não consigamos. RIN – Claro que consegue! Eu não sei muito de informática, mas sei que existem arquivos reservas no caso de uma pane no sistema. KAGURA – Eu sei disso Rin! Mas mesmo assim ainda há o risco. KANNA – Seja o que for de acesso total à Toutoussai! Precisamos saber quem fez isso com minha empresa. RIN – E com o hospital, pois é bem possível que os dois casos estejam ligados. KAGURA – A senhora é quem manda. Kagura olhou feio para Rin, ela queria que aquela investigação acabasse ali, já que estava envolvida até o pescoço naquele roubo, ela se afastou das duas o suficiente para fazer uma ligação sem que elas ouvissem. KAGURA – Alô, Tsubaki. TSUBAKI – O que foi Kagura? KAGURA – Já está com o MPX1200? TSUBAKI – Já estou trabalhando nele. KAGURA – Quanto tempo para mudar a configuração dele? TSUBAKI – No máximo cinco dias! Por que pergunta? KAGURA – Eu só quero ter uma compreensão do tempo que temos para agir. TSUBAKI – Parece preocupada. (ela para de trabalhar no aparelho) — O que houve? KAGURA – O Jakotsu começou a aparar as pontas soltas, o que significa que ele está sendo muito pressionado pelo chefe. TSUBAKI – Nós corremos perigo? KAGURA – Não! Mas precisamos ficar atentar ao nosso verdadeiro objetivo! Você ainda está comigo? TSUBAKI – Claro Kagura! Ainda tem dúvidas da minha lealdade com a nossa causa? KAGURA – Claro que não! (ela sorri) – A gente se fala depois. Tsubaki desliga o celular para voltar a trabalhar no MPX1200 e naquele momento Goshink entra no laboratório e vai falar com Tsubaki. GOSHINK – Esse é que é o famoso MPX1200? TSUBAKI – Sim! (sem olhar para ele) — O que o senhor veio fazer aqui? GOSHINK – Esse laboratório é de propriedade da Companhia Tesseiga e portando meu! TSUBAKI – O senhor é apenas o dono do lugar e não das idéias dentro dele. (ainda sem olhar para ele) GOSHINK – Vejo que você me trata do mesmo jeito que Kagura me trata. TSUBAKI – Ela me contou o que seu filho tentou fazer com a filha dela. (ainda sem olhar para ele) GOSHINK – O meu filho é homem e nós homens temos nossas necessidades. TSUBAKI – Eu não vou discutir isso com o senhor. (ainda sem olhar para ele) GOSHINK – Eu devia ter colocado a Kikyou no seu lugar. (ao ouvir aquele nome Tsubaki para de trabalhar e finalmente olha para Goshink) TSUBAKI – Eu sou dez vezes melhor cientista do que aquela míope da Kikyou. GOSHINK – Eu ainda não sei o motivo de tanta implicância com Kikyou. TSUBAKI – Isso não é da conta do senhor. Depois de receber tantas ‘patadas’ de Tsubaki, Goshink sai do laboratório e ficamos sabendo que o presidente da Companhia Tesseiga faz parte da conspiração, mas seus objetivos ainda não eram claros e enquanto isso, depois de sair do departamento de polícia, Miroku estava em seu carro voltando para sua casa quando de repente seu celular toca, ele diminui a velocidade do veículo e atende. MIROKU – Sim? MUSHIN – Sou eu Miroku. MIROKU – Padrinho?! O senhor está falando da China? MUSHIN – Não! Foi por isso que te liguei! Eu me esqueci que meu passaporte está vencido. MIROKU – Não me diga isso! MUSHIN – Eu sinto muito, mas não poderei ir para a China até renovar o passaporte. MIROKU – Fazer o que, mas eu não acho que foi só por isso que me ligou. MUSHIN – Sim! Eu estou aqui com o Tanuki na casa dele. MIROKU – Tanuki?! O que está fazendo aí? MUSHIN – Foi ele que me chamou! Ele quer falar com você, vou passar para ele. (Mushin da o telefone para Tanuki) TANUKI – Senhor Miroku! MIROKU – Já me disse para não me chamar mais de senhor! Você não é mais empregado da minha casa! Hoje somos amigos. TANUKI – Mas eu sempre serei grato ao senhor por sempre me tratar bem. MIROKU – Fiz mais nada do que minha obrigação! Você sempre se mostrou leal e companheiro, mas me diga o que quer falar comigo. TANUKI – O Mushin me disse que estava atrás de uma lista de visitas de um prisioneiro, não é verdade? MIROKU – Sim! Vai me dizer que você conseguiu? TANUKI – Foi difícil, mas eu consegui! (ele olha uma folha de papel) – A lista é grande! Tem muitos nomes. MIROKU – Não importa! Envie-as agora! TANUKI – Eu não tenho fax por isso vou ter que ir à casa de Mushin. MIROKU – Peça para ele enviá-las para o fax de Kagome, ele sabe o número. TANUKI – Pode deixar! MIROKU – Obrigado mais uma vez Tanuki. TANUKI – Sempre as ordens senhor. Miroku desliga o celular, ele ficou feliz ao falar com Tanuki, que por muitos anos foi empregado dele, mas desde que o advogado começou sua cruzada em busca de Naraku, eles perderam contato, mas Tanuki tinha conhecimento de tudo e por isso preferiu não interferir, mas aquilo não era momento para lembranças e assim Miroku usou novamente seu celular para desta vez ligar para a casa de Kagome, onde Shippou atendeu. SHIPPOU – Alô! MIROKU – Olá Shippou! Então você acabou de reativar o sistema de segurança da casa de Kouga, não é? SHIPPOU – Isso mesmo! MIROKU – Eu sabia que conseguia, mas mudando de assunto, a Kagome está aí? SHIPPOU – Sim! Nós acabamos de almoçar! (ele olha para Kagome e Satsuki lavando a louça) – Quer falar com ela? MIROKU – Sim! (o menino coloca a mão no fone do aparelho) SHIPPOU – Kagome! (Kagome olha para ele) — O Miroku quer falar com você! KAGOME – Já vou! (ela pega um pano para secar as mãos molhadas e depois pega o telefone) – Miroku. MIROKU – Kagome, eu consegui a lista que a Rin tanto queria. KAGOME – Aquela do Nagashi? O assassino de Sara? (Satsuki ouve aquilo e fica curiosa) MIROKU – Sim! Um amigo vai enviá-las para seu fax! Eu quero que a guarde para mim. KAGOME – Está vindo para cá? MIROKU – Sim. KAGOME – Miroku, mudando de assunto! O InuYasha voltou a ficar preso? MIROKU – Não se preocupe! Parece que a polícia vai dar um voto de confiança nele! Quando eu chegar aí, te conto todos os detalhes do que ocorreu hoje. KAGOME – Ok! Eu o aguardo! Kagome coloca o telefone de volta no gancho e fica tão pensativa com o que pode estar acontecendo com InuYasha que nem percebe a presença de Satsuki do lado dela. SATSUKI – Tia Kagome! KAGOME – Satsuki?! Você ouviu a conversa? SATSUKI – Não tudo, mas pude ouvir o nome de Sara, a mulher que me registrou como filha! O que o Miroku estava falando dela? KAGOME – Você vai saber mesmo! Quando seu pai foi preso, Rin começou a investigar e concluiu que alguém estava pagando Nagashi para que ele incriminasse seu pai, achamos que esse alguém fez uma visita ao Nagashi na cadeia! Um amigo do Miroku vai enviar essa lista. SATSUKI – Entendi agora! KAGOME – Viu como não deve implicar com Rin! Ela ama seu pai e fará de tudo para vê-lo livre. SATSUKI – Mas agora eu entendo tia! A verdade era que eu queria que meu pai e minha mãe voltassem, mas sei que isso é impossível. KAGOME – Ainda bem que entendeu. Kagome coloca seu braço em volta do ombro da menina e as duas vão se juntar a Shippou, que tinha acabado de guardar a louça e enquanto isso, com Gatenmaru já de volta ao departamento de polícia, InuYasha estava enfrentando problemas, pois o parceiro de Sango não aceitava o fato de deixar InuYasha livre. JINENJI – Mas isso é temporário Gatenmaru! GATENMARU – Isso não é uma bóia idéia. TOUTOUSSAI – Com todo respeito detetive! O InuYasha não representa perigo! Ele ficará sob custódia aqui mesmo, ele nem vai poder sair sem nossa autorização. SANGO – Gatenmaru, a presença do InuYasha aqui é para que ele nos ajude a achar Juroumaru, pois se o encontrarmos isso provará que InuYasha estava dizendo a verdade. GATENMARU – Está bem! Mas eu quero rédea curta com ele! INUYASHA – Eu só estou aqui para ajudar, detetive! Se chegarmos a Juroumaru poderemos chegar ao assassino de Kohaku e também inocentar Sesshoumaru, pois eu tenho certeza que os dois casos estão ligados. GATENMARU – Isso ainda não foi provado. INUYASHA – Mas será! Quando prenderem Juroumaru. TOUTOUSSAI – Uma equipe técnica da Segurança Interna está levantando os dados do sistema de segurança do Grupo Naraku! Eles vão descobrir quem ajudou Juroumaru a entrar. GATENMARU – Mas se nada ficar provado, levarei InuYasha de volta para o presídio, ok? JINENJI – Ok! O capitão Jinenji teve que concordar com aquilo, pois já estava burlando a lei deixando InuYasha livre e enquanto isso Soten estava em sua casa almoçando com Argoten. ARGOTEN – A comida está mais ou menos! Precisa melhorar, menina! SOTEN – Eu vou caprichar mais da próxima vez, senhor. ARGOTEN – Bom mesmo, pois se não prestar nem para cozinhar será melhor vendê-la como escrava. SOTEN – Sim senhor. (ela se levanta à mesa) – Eu posso ir lá fora agora tomar um sorvete? ARGOTEN – Vai logo! (nesse momento o telefone toca) – E aproveita que estou de bom humor pelo dia de hoje. SOTEN – Sim senhor! Soten sai de casa deixando Argoten sozinho, ele por sua vez atende o telefone que não parava de tocar. ARGOTEN – Alô! JAKOTSU – Senhor Argoten, aqui é Jakotsu. ARGOTEN – Senhor Jakotsu?! Quanta honra! O Juroumaru disse que o senhor nunca ligaria para mim. JAKOTSU – Mas eu estou ligando. ARGOTEN — Em que posso ajudá-lo? JAKOTSU – Fiquei sabendo dos feitos que sua filha! Ela foi de grande ajuda quando gravou aquela conversa entre Kohaku e Kouga. ARGOTEN – Se eu fosse o senhor não elogiaria tanto! Ela tem me causado muitos problemas. JAKOTSU – Pode ser, mas eu pretendo recompensá-lo por seus serviços e de sua filha. ARGOTEN – Pagamento?! Isso é sério? JAKOTSU – Mas é claro que é, mas é necessário que os dois estejam aí quando meu mensageiro chegar. ARGOTEN – Mas tem que ser os dois? JAKOTSU – Sim! Você e sua filha! Se não for assim, nada de dinheiro! ARGOTEN – Mas por que tanta questão da presença dela? Ela acabou de sair e... JAKOTSU – Então vai atrás dela se você quer receber o pagamento! Eu enviarei o dinheiro através de um mensageiro e quando ele chegar, tem que encontrar os dois aí. ARGOTEN – Sim senhor! Argoten colocou o telefone de volta e saiu de casa correndo para buscar a filha e assim garantir o pagamento e enquanto isso, no departamento de polícia, sob os olhares desconfiados de Gatenmaru, InuYasha viu Sango calada e pensativa em um canto, a detetive parecia triste e por isso foi falar com ela. INUYASHA – O que foi Sango? (ficando ao seu lado) – No que está pensando? SANGO – Em nada em particular. (com a cabeça baixa) INUYASHA – Esse nada é o Miroku, não é? Mesmo separados vocês não para de discutir. (sorrindo) – E novamente por causa de Onigumo. SANGO – Eu não sei por que ele defende o Onigumo! INUYASHA – Talvez não seja no Onigumo que ele esteja pensando e sim em você! Ele não quer que você se meta em encrenca por causa dessa obsessão. SANGO – Não é obsessão! Eu sei que o Onigumo está por trás de tudo isso! INUYASHA – Pode ser! (ele olha para Gatenmaru que não deixava de olhar para ele) – O seu parceiro ainda está desconfiado de mim. SANGO – Ele só está seguindo o protocolo! (ela olha para ele) – Mas voltando a falar em temas pessoais, como estão as coisas entre você e Kagome? INUYASHA – No momento está tudo confuso! Ela me ajudou a escapar da cadeia, mas sei que ela ainda não me perdoou. SANGO – Mesmo?! Eu não sabia que as coisas estavam assim. INUYASHA – Mas estão! (ele se afasta um pouco) – Eu me arrependo tanto de mentir para ela! (ele olha para a amiga) – Posso ter jogado meu casamento fora por uma simples vaidade. SANGO – Vaidade?! (se aproximando dele) INUYASHA – Sim! Eu quis voltar a ser o Motoqueiro Noturno por mim mesmo! Por sentir falta da adrenalina que aquela vida me proporcionava! (ele respira fundo) – Eu não quero perder a Kagome! Eu não quero que ela me deixe! SANGO – Eu sei o que está sentindo, InuYasha! Estar brigado com quem se ama é a pior coisa do mundo. INUYASHA – Acho que nós dois deveríamos escrever um livro sobre ‘como afastar da gente aqueles que mais amamos’. InuYasha sorri fazendo Sango sorri também, como se tentassem ver um lado bom no momento deles, eles sentiam que seus respectivos amores estavam cada vez mais longe, mas não havia tempo para aquilo, eles precisavam encontrar Juroumaru e naquele momento Toutoussai aparece diante deles. TOUTOUSSAI – Eu tenho péssimas notícias! INUYASHA – O que foi Toutoussai? Fale de uma vez! TOUTOUSSAI – A equipe técnica acabou de me ligar dizendo que os dados do sistema de segurança do prédio do Grupo Naraku estão muito danificados. SANGO – Então não poderemos saber de quem era o cartão de acesso usado por Juroumaru? TOUTOUSSAI – Isso mesmo! GATENMARU – Eu ouvi isso! (se aproximando deles) – Sabem o que significa! O InuYasha vem comigo. (ele ia algemá-lo e Sango se mete no meio) SANGO – Por favor, Gatenmaru! Ainda não! GATENMARU – Saia da frente, Sango! Vocês não tem nenhuma prova da inocência de InuYasha e como ele é um foragido, meu dever é prendê-lo. SANGO – Toutoussai! Faça alguma coisa! TOUTOUSSAI – Eu sinto muito detetive! Minha esperança era os dados que a equipe técnica iria me fornecer. SANGO – Mas eles vão continuar tentando, não é? TOUTOUSSAI – Claro! Mas não garanto que consigam algo! A explosão danificou muito o sistema, acho que Juroumaru sabia disso. GATENMARU – Caso descubram algo podem ajudar InuYasha, mas no momento não podemos deixá-lo aqui. INUYASHA – Eu não posso voltar para a cadeia! Eles iram me matar lá dentro. GATENMARU – O colocaremos em uma cela especial! SANGO – Então eu vou com vocês! (ela olha para Toutoussai) – Peça para sua equipe técnica continuar trabalhando no sistema de segurança. TOUTOUSSAI – Ok! Eu farei isso. Assim Sango foi junto com Gatenamru levar InuYasha até a penitenciária de Tóquio, onde o marido de Kagome ficaria novamente preso por crimes que ele não cometeu. Próximo capítulo = A verdade começa a vir á tona – parte 1