Na Noite mais Escura

29 O ataque ao Grupo Naraku - parte 1


Depois de falarem com Miroku e Kagome, através do celular, Sango e InuYasha estavam discutindo o que poderia ser feito sobre o dia de amanhã enquanto um lavava e o outro secava a louça. INUYASHA – Acha mesmo que vão fazer um atentado contra a vida de Toukaijin? SANGO – Eu não sei, mas se tentarem, a polícia estará lá para impedir! INUYASHA – Se tudo isso for verdade significa que eu fui apenas um plano de contingência. SANGO – Plano de contingência? Está falando de um plano B? INUYASHA – Isso mesmo! Eu fui usado porque seu irmão chegou muito perto da verdade. (ele guarda toda a louça) – Eu me sinto tão humilhado por isso. SANGO – Acalme-se InuYasha! (ela coloca a mão no ombro dele) – Nós vamos conseguir provar sua inocência e pegaremos quem fez isso ao Kohaku. INUYASHA – Espero que tenha razão! Bem, nós não temos muito que fazer agora até esperar por notícias de Shippou! SANGO – Tem razão! Eu vou me deitar, você pode dormir no sofá, eu já trouxe um cobertor. INUYASHA – Obrigado. Depois de lavar a louça, Sango vai para seu quarto deixando InuYasha sozinho na sala, seria difícil para eles conseguirem dormir diante de tudo que estava acontecendo e enquanto isso, Tsubaki estava na cama beijando Juroumaru, eles tinham acabado de transar. JUROUMARU – Eu adoro transar com você! (ele a beija) TSUBAKI – Você não tem quer ir e adiantar as coisas para o dia de amanhã? (rindo e o beijando) JUROUMARU – Ok! Ok! (ele se levanta) — Eu já vou e... (ela o segura) TSUBAKI – Quer saber? Acho que temos mais um pouco de tempo. JUROUMARU – Isso é excelente! Tsubaki puxa Juroumaru de volta para a cama e eles começaram a se beijam e trocar carícias íntimas, mas esse momento foi interrompido pelo som do toque do celular de Tsubaki, que os deixou meio irritados pela quebra do clima, ao ver o numero no visor Tsubaki sabia de quem se tratava e assim ela atendeu o aparelho. TSUBAKI – O que foi Kagura? KAGURA – Está com Juroumaru? TSUBAKI – Estou sim! (ela olha para Juroumaru e manda um beijo para ele) – Com certeza estou! Você não está reprovando esse relacionamento? KAGURA – Não me interessa suas aventuras sexuais com ele! Eu preciso falar com ele. TSUBAKI – Está bem! KAGURA – Espere Tsubaki! TSUBAKI – O que foi agora? KAGURA – Apesar de estar transando com ele, espero que não se apegue muito á ele, sabe que talvez devemos nos livrar dele no futuro. TSUBAKI – Eu sei disso! Mas uma boa transa é sempre bem vinda, não acha? (sorrindo) KAGURA – Acho! Agora me passe para ele! Tsubaki da o seu celular para Juroumaru dizendo que Kagura queria falar com ele e assim ele atende. JUROUMARU – O que foi Kagura? Algum problema? KAGURA – Sim! Eu vi a Soten na casa de Shippou, por isso liguei para Argoten perguntando por que ele tinha deixado a filha a voltar a ver aquele menino, sabe o que ele me disse? JUROUMARU – Sei! Fui eu que permiti! Fui eu quem deu a autorização. KAGURA – Mas por quê? Não sabe que isso é muito arriscado? JUROUMARU – Eu sei, mas fiquei sabendo da fuga do InuYasha! Foi aí que pensei que talvez a menina pudesse arrancar algo de Shippou sobre a localização de InuYasha, eu só queria ajudar e... KAGURA – Deixa que eu cuido disso! Juroumaru, não se esqueça de quem está no comando dessa operação! JUROUMARU – Ok! Eu sei que é você! Vou falar imediatamente com Argoten. KAGURA – Não gosto de ver gente minha trabalhando pelas minhas costas! JUROUMARU – Entendi o recado! Isso não vai se repetir! KAGURA – Está bem! (ela olha ao redor para se certificar que não está sendo observada) – Está tudo pronto para o dia de amanhã? JUROUMARU – Sim! Vou reunir meus homens bem cedo. KAGURA – Eu vou estar na inauguração! Que tudo esteja pronto! JUROUMARU – E está, mas o ministro tem que estar presente no local. KAGURA – Ele estará! A gente se fala depois. Kagura desliga o celular e quando se vira, toma um susto com a súbita aparição de Satsuki na sua frente. KAGURA – Que susto, Satsuki! SATSUKI – Com quem estava falando? KAGURA – São assuntos da inauguração do hospital. SATSUKI – Bom, é sobre isso que eu quero lhe falar, mãe! KAGURA – O que foi? SATSUKI – A senhora se importaria se eu não fosse para essa inauguração? KAGURA – Me importo sim! Por que não quer ir? Tem algo melhor a fazer? SATSUKI – A verdade é que tenho umas coisinhas para fazer e... (ela não termina a frase pela súbita aproximação de Kagura) KAGURA – Com quem acha que está falando? Acha que não sei que quer ver aquele menino? SATSUKI – Eu não falei que queria ver o Shippou! (vermelha e olhando para o lado) KAGURA – Você se lembra do que falei para nunca deixar os homens comandarem nossas vidas, não lembra? SATSUKI – Eu sei, mas... KAGURA – Ele recusa um convite seu e você fica toda curiosa para saber o porquê! Olha Satsuki, se não quiser ir comigo, não vá, mas não use essas desculpas comigo, está bem? SATSUKI – Sim. (ela se afasta para voltar ao quarto, mas de repente para de andar) – Mãe, pode me responder uma coisa? KAGURA – O que foi? SATSUKI – O que aconteceu entre a senhora e meu pai para ter essa opinião sobre os homens? (ela fixa o olhar na filha) KAGURA – O que penso dos homens foi baseado muito antes de conhecer Sesshoumaru. (depois olha para o lado) — Seu pai não tem nada haver com isso. SATSUKI – A senhora o amou? Falo do meu pai. (Kagura volta a olhar para a filha) KAGURA – Se eu o amei? (ela se aproxima da filha) – Sim, por um momento! Ele era o homem mais lindo que já tinha visto, mas acho que ele não era maduro o suficiente e nunca entendeu minhas ambições, meu estilo de vida livre, por isso nos separamos. SATSUKI – Ta bom. Satsuki se afasta de Kagura, apesar da explicação da mãe, ela ainda não sabia muito sobre o passado dela e sua implicância contra os homens em geral. DIA SEGUINTE Ao acordarem bem cedo, Sango e InuYasha já estavam tomando o café da manhã, dava para perceber a tensão deles por aquele dia tão especial. SANGO – Pela sua cara você não conseguiu dormir. INUYASHA – E não foi por dormir no sofá! Lá fora há alguém querendo matar um ministro do governo, se ele conseguir isso nunca vou provar a minha inocência. SANGO – Eu também não consegui dormir! Estou acordada há horas esperando alguma notícia do Shippou. INUYASHA – Eu não agüento mais esperar! (ele se levanta à mesa) — Eu preciso sair e... SANGO – Não faça isso, InuYasha! Eu sei que é frustrante esperar, mas é o que temos que fazer. INUYASHA – Mas eu não posso ficar aqui o dia inteiro. SANGO – Precisamos esperar, pois ficar procurando em todo lugar é a mesma coisa que procurar em lugar nenhum. INUYASHA – Eu sei disso! (ele volta a se sentar) – “Por favor Shippou, consiga alguma pista” (pensando) Naquele momento a campainha toca o que deixa Sango desconfiada já que todos da polícia sabiam que ela estava de licença e também não podia ser Miroku, pois ele estava com Shippou. SANGO – Se esconde, InuYasha! INUYASHA – Certo! InuYasha vai para outro cômodo da casa e quando some de vista de Sango, ela abre a porta e tem a surpresa de ver Kanna diante dela. SANGO – Kanna?! KANNA – Bom dia cunhada! SANGO – Bom dia! O que faz aqui se é que posso perguntar? (sorrindo amarelo) KANNA – Eu vim para convidá-la para ir comigo à inauguração do hospital, eu sei que pode ir, pois fiquei sabendo que está de licença da polícia. SANGO – Ir com você? Mas por que esse convite, Kanna? KANNA – Você é irmã do meu Kohaku e por isso deve comparecer a esse evento! Você tem que estar presente nesse evento para saber de uma grande e agradável surpresa que revelarei. SANGO – “Eu tenho que tirar a Kanna daqui se não ela pode descobrir sobre o InuYasha.” (pensando) – Nós podemos ir agora? KANNA – Agora?! Claro! Se você já tomou seu café da manhã. SANGO – Já tomei! (saindo de casa sem deixar Kanna entrar) – Podemos ir. KANNA – Eu nunca pensei em ver você tão entusiasmada em ir à um evento publico quanto agora. SANGO – Isso porque esse evento é seu, cunhadinha! KANNA – Não se importa de ir no carro da empresa? Assim teremos acesso livre. SANGO – Claro que não! Sango fez aquilo para que Kanna não descobrisse sobre InuYasha, que ouviu toda a conversa e enquanto isso, na casa de Kouga, Shippou, que passou a noite em claro, terminou de salvar o máximo de arquivos, já que os outros foram destruídos pelo firewall. SHIPPOU – Consegui! (nesse momento Miroku entra na casa) MIROKU – Já voltei com os doces que me pediu! Eu comprei um café expresso para te manter acordado. SHIPPOU – Obrigado, mas não será preciso! (ele se vira de frente ao advogado) — Eu consegui terminar, mas foi menos do que pensei! Eu não sou tão bom quanto o Kouga. MIROKU – Não diga isso! (ele coloca o que comprou em cima da mesa) – Me mostre o que conseguiu! SHIPPOU – Só isso! O temor de Shippou se confirmava, pois o que ele conseguiu foi um monte de informações incompletas sobre o contrabando de armas, mas Miroku notou um endereço que aparecia em todas as informações. MIROKU – Rua das flores 204! Acho que já é uma pista. SHIPPOU – Então eu consegui algo? MIROKU – Você foi ótimo Shippou! Agora descanse, não dormiu a noite toda. SHIPPOU – Acho que vou tomar o café que comprou. Enquanto Shippou foi para a mesa tomar café, Miroku pegou seu celular e ligou para o de Sango, mas como a detetive teve tanta pressa de tirar Kanna de casa, que ela esqueceu seu celular e assim InuYasha teve que atender. INUYASHA – Alô! MIROKU – InuYasha! Onde está Sango? INUYASHA – A Kanna apareceu aqui para convidá-la para ir à inauguração, ela teve que aceitar para que Kanna não me descobrisse. MIROKU – Entendo! O Shippou descobriu algo que pode ser interessante! Um endereço. INUYASHA – Qual? MIROKU – Rua das flores 204! Eu pensei que Sango pudesse ir até lá comigo investigar, então eu terei que ir sozinho. INUYASHA – Não precisa! Eu vou! Estou mais perto desse endereço. MIROKU – Não InuYasha! Não pode se arriscar! INUYASHA – A gente se encontra lá! MIROKU – Não InuYasha! InuYasha desliga na cara de Miroku para desespero do advogado, o que chamou a atenção de Shippou, que estava tomando café. SHIPPOU – O que houve Miroku? MIROKU – InuYasha! Isso é o que houve! Ele é um ‘cabeça dura’ mesmo! Eu vou ter que sair! Eu te deixo em sua casa. SHIPPOU – Não precisa! Eu vou ficar e arrumar as coisas, pretendo religar o sistema de segurança da casa. MIROKU – Faz isso por Kouga, não é? SHIPPOU – Eu quero que tudo esteja arrumado quando ele voltar. MIROKU – Entendo! Eu vou indo, no caminho eu telefono para Kagome dizendo que está aqui. Miroku sai da casa deixando Shippou sozinho tomando o café, o menino pretendia mesmo religar o sistema de segurança da casa, mas antes ele iria decodificar o CD que Kikyou lhe deu e enquanto isso, a limusine em que estavam Kanna e Sango pra em frente á casa de Rin, que imediatamente entrou no veículo e assim Kanna pede ao chofer que dirija para o local da inauguração. SANGO – Você sabe o que tanto Kanna quer nos contar na inauguração? RIN – Que nada! (olhando para Kanna) — Essa aí está fazendo segredinhos agora! KANNA – Sejam pacientes, pois sei que iram gostar. (sorrindo) SANGO – Que bom que voltou a sorrir. KANNA – O Kohaku vivia dizendo que adorava esse sorriso, portanto tenho que fazer isso por ele. RIN – Ele iria se orgulhar de você, do trabalho que faz. KANNA – Obrigado amiga! Esse trabalho é que me dar forças. SANGO – “A Kanna parece que está bem! Acho que ela encontrou um motivo forte para viver.” (pensando) Sango via com satisfação o sorriso de Kanna, desde que ela se casou com Kohaku, a detetive a adotou como irmã, devido a sua aparente ingenuidade e sabia que, se estivesse vivo, Kohaku iria querer a sua felicidade e enquanto isso, Tsubaki e Juroumaru chegam, de carro, á um armazém abandonado. TSUBAKI – Já está entregue! JUROUMARU – Valeu ela carona! (ele desce do carro) – E mais uma coisa. (ele se inclina para ela) – Fale para sua amiga tomar um suco de maracujá, ela anda meio tensa. TSUBAKI – A Kagura não gosta que ninguém trabalhe nas costas dela! Você não devia permitir que a Soten continuasse a ver o Shippou, isso colocaria o plano em risco. JUROUMARU – Não vai acontecer nada! E mesmo que descubram algo, vai ser tarde demais! (rindo) – Melhor ir, eu te encontro no local combinado. TSUBAKI – Estarei aguardando. Tsubaki e Juroumaru se beijam e depois ela da a partida no carro para ir embora e assim Juroumaru entra no armazém onde lá dentro mais de uma dezena de homens o aguardava, mas haviam dois homens que se destacavam dos outros, eles eram Mukotsu e Kyokotsu e parece que a presença deles surpreende Juroumaru. MUKOTSU – Demorou muito, Juroumaru! JUROUMARU – O que os dois estão fazendo aqui? Não deviam estar na China? KYOKOTSU – Estamos aqui para garantirmos que a operação corra bem. JUROUMARU – O chefe não confia em mim? MUKOTSU – Acho que não! (Juroumaru faz cara feia) KYOKOTSU – Não nos olhe assim, Juroumaru! (ele da um tapinha nas costas dele) – Encare isso como uma mera supervisão. JUROUMARU – Ok! Vamos começar logo. Juroumaru foi para uma sala nos fundos do armazém e Kyokotsu e Mukotsu o seguiram até lá e enquanto isso Miroku estava indo de carro ao endereço conseguido por Shippou quando naquele momento seu celular toca, era Kagome do outro lado da linha. MIROKU – Fale Kagome. KAGOME – Queria saber se o Shippou está bem. MIROKU – Sim, ele está bem, mas disse que ia ficar para reativar o sistema de segurança da casa de Kouga! Eu não posso falar agora, Kagome! Estou com um pouco de pressa. KAGOME – O que houve Miroku? Parece preocupado. MIROKU – Depois eu conto o que houve. KAGOME – Ok! Kagome desliga seu celular e fica pensativa e ao mesmo tempo preocupada pela pressa do advogado, Satsuki, que estava lá percebeu a preocupação dela. SATSUKI – Houve algo com o Shippou? (meio preocupada) KAGOME – Não! O Shippou está bem! Ele vai ficar na casa de Kouga e... (ela fecha a boca ao perceber o que disse) SATSUKI – O Shippou está na casa do Kouga? Então quer dizer que ele dormiu lá? KAGOME – Ele está lá para reativar o sistema de segurança da casa! Ele tem medo que alguém assalte o lugar. SATSUKI – Ok! Eu vou lá para ver se ele quer ajuda! Satsuki, que tinha deixado de ir com Kagura à inauguração, tinha vindo à casa de Kagome para ver Shippou e saber o real motivo dele não ter aceitado o convite dela, ao saber que ele estava na casa de Kouga, ela foi para lá e enquanto isso, InuYasha, com o carro de Sango, finalmente chega ao endereço dado por Miroku, era o armazém onde Juroumaru tinha entrado. INUYASHA – Mas é um armazém abandonado! InuYasha desce do carro e fica procurando uma entrada, mas o portão estava fechado, o que o obrigou a pular o muro lateral e andando com cuidado ele vê uma dezena de homens entrando em dois furgões e estavam todos armados. INUYASHA – “Isso está muito suspeito! Vou me aproximar para pegá-los de surpresa.” (pensando) InuYasha já estava se preparando para surpreender os homens, mas foi ele que foi surpreendido, pois foi acertado por Kyokotsu pelas costas, desmaiando imediatamente, assim Kyokotsu leva InuYasha até a sala onde estavam Juroumaru e Mukotsu. KYOKOTSU – Olha só o invasor que eu peguei. JUROUMARU – InuYasha?! MUKOTSU – Então esse é InuYasha? Mas que interessante. (ele olha para Juroumaru) – Acho que a sua operação não corre tão bem assim, Juroumaru! Como é que ele chegou até aqui? JUROUMARU – Ele fugiu da cadeia, mas não sei como achou esse lugar! Isso é responsabilidade da Kagura! Ela disse que cuidava de tudo. KYOKOTSU – O que faremos com ele? MUKOTSU – Nós dois vamos cuidar dele enquanto Juroumaru prossegue com o plano! JUROUMARU – Mas não o matem agora! Espere um pouco até o fim da operação! Quem sabe podemos usá-lo como bode expiatório, como fizemos com a morte de Kohaku. KYOKOTSU – Boa idéia! Agora vá! Juroumaru sai da sala e se junta com os outros homens nos furgões para saírem dali, deixando Kyokotsu e Mukotsu sozinhos com InuYasha e assim a dupla pega o marido de Kagome para colocar a cabeça dele dentro de um barril cheio de água, fazendo-o despertar. KYOKOTSU – Acordou bela adormecida? (rindo e segurando InuYasha por trás) INUYASHA – Quem são vocês? MUKOTSU – Nós fazemos as perguntas! (ele da um soco na barriga de InuYasha) – Como chegou a esse endereço? INUYASHA – Por que não vai lamber sabão! (ele é acertado por outro soco) MUKOTSU – Resposta errada! (ele puxa o cabelo de InuYasha fazendo-o olhar para ele) – Tem que ser mais gentil com a gente, meu caro InuYasha. KYOKOTSU – Ele é durão, Mukotsu! Mas nós temos métodos mais eficazes de fazer alguém falar. Mukotsu da outro soco, mas agora no rosto de InuYasha para depois Kyokotsu levar ele para o galpão e em seguida amarrá-lo com uma corrente e enquanto isso, Sango, Rin e Kanna tinham chegado ao local da inauguração, o hospital estava praticamente finalizado e havia um palco na entrada, onde seria realizado os discursos dos presidentes das duas empresas responsáveis pela obra e em torno do palco haviam também uma aglomeração de repórteres. RIN – A imprensa toda está aqui! KANNA – Mas isso é natural! A presença do ministro Toukaijin é motivo para isso. SANGO – Eu sei! (ela olha ao redor como se procurasse alguém) – Esse é meu medo! Sango olhava para todos os lados como se pressentisse que um atirador de elite estivesse disfarçado de membro da imprensa e fizesse um atentado contra a vida de Toukaijin, por isso nas proximidades do hospital havia um cerco policial devido a essa ameaça de morte contra o ministro da saúde. Depois de passar pelo cerco policial, a limosine que transportava Kanna, Rin e Sango para no estacionamento do local e em seguida o chofer abre a porta para as três descerem. SANGO – Kanna, não é queira reclamar, longe de mim, mas o Onigumo não deveria estar aqui? KANNA – Ele teve que se ausentar! Ele disse que era um assunto particular, provavelmente tem haver com Kikyou. RIN – Estranho isso! (ela aponta para alguém) – Mas não é ela ali? (elas viram Kikyou conversando com Goshink e Hiro) SANGO – Sim, é ela mesma! (ela olha para Kanna) – Mas que assunto particular era esse? Kanna nada respondeu porque não sabia e assim as três foram até Kikyou, Goshink, que como presidente da Tesseiga tinha que estar presente, e seu filho Hiro. KANNA – Como vai senhor Goshink? GOSHINK – Bem! Esse vai um grande dia para as duas empresas. KANNA – Assim espero! (ela olha para Kikyou) – Senhorita Kikyou. (se curvando) KIKYOU – Olá para todas! Kanna! Parabéns pelo dia de hoje! Esse hospital será um marco nessa cidade. KANNA – Espero que esse seja o primeiro de muitos. (sorrindo) – Mas mudando de assunto, sabe para onde foi o Onigumo? Pensei que ele estaria com você. KIKYOU – Ele disse que era assunto da empresa. SANGO – “Assunto da empresa? Sei! Algo me diz que ele está aprontando.” (pensando) – Espero que a ausência dele não tenha nada haver com a presença do ministro. KIKYOU – Do que está falando, detetive Sango? SANGO – Caso não saibam, no passado o Onigumo teve um grande prejuízo financeiro por causa de um projeto de Toukaijin. KIKYOU – Eu tenho conhecimento desse fato e não creio que seja isso! (ela encara Sango) – Eu sei que teve problemas no passado com Onigumo, mas não devia levar isso para o lado pessoal. SANGO – Mas se tornou pessoal quando ele armou para que Kohaku fosse preso. KANNA – Já chega as duas! Esse não é o momento para brigas. Kanna teve que se manifestar, pois os outros presentes só ficaram olhando e por causa dessa pequena discussão, Kikyou se afastou de todos para ficar um pouco sozinha e no caminho passou por Kagura que vinha no sentido contrário, a ex. agente do governo notou o aborrecimento da namorada de Onigumo. KAGURA – O que houve com ela? KANNA – Nada de mais, Kagura! O ministro já chegou? KAGURA – Foi por isso que vim! O carro dele está passando o cerco policial nesse momento, vamos encontrá-lo no salão principal. RIN – Kagura! Satsuki não está com você? (Kagura olha para Goshink e Hiro) KAGURA – Vocês dois podem ir na frente! GOSHINK – Claro! Dê lembranças minhas e de meu para sua filha. KAGURA – Pode deixar! Goshink e Hiro se afastam delas, indo para o salão principal, Kagura não queria falar de Satsuki na frente de Goshink e principalmente de Hiro, ainda mais depois do acontecido do mês passado, Kanna, Sango e Rin estranharam tal comportamento. KANNA – Por que falou com eles daquele jeito? KAGURA – Porque eles são homens e não valem nada! (todas elas a olham de maneira estranha) RIN – Ok! Mas e Satsuki? KAGURA – Ela disse que preferia falar com aquele amigo dela, por que ele iria fazer algo para alguém e ela queria saber. SANGO – “Eu quase me esqueci do Shippou! Mas por que até agora ele não me ligou.” (pensando) Sango coloca a mão no bolso e finalmente percebe que não estava de posse do seu celular, o que a deixou frustrada, mas ela não podia fazer nada. MAIS TARDE Depois de descer do ônibus, Satsuki finalmente chega na casa de Kouga, ela estava curiosa para saber se de fato Shippou estava reativando o sistema de segurança da casa ou aquilo era um desculpa. SATSUKI – “Talvez ele tenha inventado isso para se encontrar com Soten.” (pensando) Satsuki não sabia o motivo daqueles pensamentos passarem pela sua cabeça, mas sabia que tinha que ver Shippou e ao chegar perto da casa, ela viu a câmera da frente desligada, o que significava que o sistema ainda estava desativado, então ela começou a bater na porta para ver se tinha alguém lá dentro, ela fez isso várias vezes até que finalmente Shippou abre a porta e se surpreende em ver Satsuki. SHIPPOU – Satsuki?! O que faz aqui? SATSUKI – Eu é que deveria fazer essa pergunta! Você está com uma cara horrível, parece que acabou de acordar! SHIPPOU – Eu estava tirando um cochilo! SATSUKI – Posso saber o que está fazendo aí? (olhando pela fresta da porta) SHIPPOU – Não é nada! (não a deixando entrar) – Não devia estar na inauguração do hospital? SATSUKI – Sim, mas mudei de idéia, não posso? SHIPPOU – O que quer de mim? SATSUKI – Eu só vim ver como está! (ela fica vermelha e olha para o lado) – Como uma boa amiga! SHIPPOU – Eu estou bem, mas agora se de da licença eu tenho que voltar. Ele ia fechando a porta, mas ela avança de forma decidida e entra na casa e fica olhando ao redor como se procurasse por alguém. SATSUKI – Vamos Shippou! Pode confessar, a Soten está aqui, não é? SHIPPOU – Do que está falando? A Soten deve estar na casa dela. SATSUKI – Então está sozinho? SHIPPOU – Agora com você aqui não estou, mas pretendo estar. (ele a conduz até a porta) – Eu tenho que terminar. SATSUKI – Vai Shippou! (ela se solta) — Deixa eu ficar, eu prometo que não vou atrapalhar. SHIPPOU – “A presença dela pode me complicar! Eu não acabei de fazer a decodificação para Kikyou.” (pensando) SATSUKI – Há tempos a gente não passa um momento juntos, eu sinto saudades dos velhos tempos, por que não somos mais assim? SHIPPOU – Porque crescemos, porque você se afastou de mim, há várias razões, Satsuki! Olha eu adoraria falar do nosso passado, mas eu tenho um trabalho para fazer. SATSUKI – Eu te ajudo! Pode pedir o que quiser que eu faço! SHIPPOU – Ok! Ok! Então separe os componentes eletrônicos e os coloque em ordem alfabética. Satsuki imediatamente começou a fazer o que Shippou pediu, mas o que ela não sabia era que ele já tinha feito isso, aquilo era só um passatempo para que Satsuki não o desconcentrasse do verdadeiro trabalho dele que era decodificação do CD de Kikyou, mas ao ficar olhando a alegria com que a filha de Sesshoumaru o ajudava, Shippou se perdia naquele sorriso, o sentimento que ele nutria pela garota ao que parecia não havia desaparecido, só adormecido pelo afastamento deles. SHIPPOU – “Não devo ficar pensando nessas coisas.” (pensando) Shippou não queria se perder no sorriso de Satsuki, ele sabia que ela nunca o olharia mais do que como um amigo, um confidente, alguém a quem ela se apoiaria em um momento difícil, mas ele sabia que merecia mais do que aquilo, por isso não se deixaria mais levar por aquele sentimento e enquanto isso Kyokotsu e Mukotsu estavam torturando InuYasha para que ele desse respostas à eles. KYOKOTSU – Vamos InuYasha! Fale! Como encontrou esse lugar? INUYASHA – Eu não vou contar! (ele leva um soco no rosto) MUKOTSU – Vamos! Fale de uma vez! INUYASHA – Eu não vou contar nada! (Mukotsu ia dar outro soco, mas Kyokotsu o impede) KYOKOTSU – Espere Mukotsu! Isso não vai adiantar nada! MUKOTSU – Mas precisamos fazer saber, pois podemos colocar a operação em risco, o ministro já deve ter chegado. KYOKOTSU – Mas há outras maneiras de fazer alguém falar. (ele olha para InuYasha) – InuYasha! Nós sabemos que está casado com uma linda mulher, o que acha de fazermos uma visita à ela depois que te matarmos? Vamos nos divertir com a viuvinha. (rindo) INUYASHA – Não ouse encostar um dedo nela, pois eu mato os dois! MUKOTSU – Ouviu isso? Ele vai nos matar. (rindo) KYOKOTSU – Eu vou pedir instruções sobre o que fazer! Fique de olho nele. Enquanto Mukotsu continuava a bater em InuYasha amarrado, Kyokotsu se afasta deles para ligar para Kagura, que naquele momento observava a chegado do ministro Toukaijin. KAGURA – Alô! KYOKOTSU – Há quanto tempo senhora Kagura. KAGURA – Kyokotsu?! Por que está me ligando? KYOKOTSU – Recebi instruções do chefe para supervisionar a operação! Ele recebeu relatos de falhas na execução do plano. KAGURA – Falhas?! Que falhas? KYOKOTSU – Nesse momento estou no armazém onde eu e Mukotsu mantemos InuYasha refém. KAGURA – InuYasha está aí? Mas como? KYOKOTSU – Eu não sei, mas ele de algum jeito descobriu esse esconderijo. KAGURA – Ele sabe do plano? KYOKOTSU – Ele sabe o que toda a polícia sabe, mas duvido que saiba do plano inteiro! (ele olha Mukotsu torturando InuYasha) – O que fazemos com ele? KAGURA – Mesmo que ele saiba de algo há mais não poderá fazer nada! Podem matá-lo! KYOKOTSU – Como quiser. Depois de atender o telefonema de Kyokotsu, Kagura desliga seu celular e é abordada por Kanna. KANNA – Quem era, Kagura? KAGURA – Minha filha! Estava pedindo desculpas por não vir e pedindo para pegá-la depois. KANNA – Então vamos! Todos já estão presentes! A inauguração vai começar. KAGURA – Mal vejo a hora. Kanna conduz Kagura até o salão principal que dava acesso ao palco e enquanto isso Kyokotsu se juntou novamente a Mukotsu. MUKOTSU – O que vamos fazer com ele? (falando de InuYasha) KYOKOTSU – Bem. (ele olha para InuYasha) – Sinto muito, mas não importa o que sabe! O seu fim chegou! INUYASHA – Mesmo que me matem não vão conseguir matar o ministro Toukaijin! A polícia vai impedi-los. KYOKOTSU – Matar o ministro? Você acha que isso é o nosso plano? INUYASHA – “Não é isso? Então o que eles querem?” (pensando) MUKOTSU – Mas você é mais idiota do que pensei! (ele olha para Kyokotsu) – Mata ele logo! KYOKOTSU – Daremos lembranças suas para sua linda esposa. Kyokotsu sacou sua arma e apontou para InuYasha, que sentiu o maior medo de sua vida, mas o que ele realmente temia era pela vida de Kagome, pois ele tinha certeza que Kyokotsu e Mukotsu iriam atrás dela. Próximo capítulo = O ataque ao Grupo Naraku – parte 2