Na Noite mais Escura
70 Noite tenebrosa - parte 2
Depois de averiguarem de que Kikyou não estava na casa dela, Sango e InuYasha estavam á caminho da casa de Onigumo, mas no meio do caminho, o marido de Kagome resolveu ligar para o departamento de polícia e falar com Jinenji para tirar uma dúvida.
INUYASHA – Tem certeza que é isso mesmo?
JINENJI – Sim! Infelizmente vocês dois não podem se aproximar de Onigumo! O poder de polícia não tirou essa obrigação.
INUYASHA – E como vamos fazer para pega-lo?
JINENJI – Vocês precisam de provas cabais de que Onigumo tenha cometido algum delito, caso contrário, vocês podem ser presos novamente se ele denunciar.
INUYASHA – Tudo bem! Obrigado capitão.
InuYasha desliga o seu celular e olha a decepção no rosto de Sango que dirigia o carro.
SANGO – Eu não acredito que o Onigumo vai escapar de novo.
INUYASHA – Não necessariamente! (ele pega novamente seu celular)
SANGO – Para quem vai ligar?
INUYASHA – Rin! (ele usa o celular) – Alô Rin.
RIN – Oi InuYasha! Meus parabéns pelo que fez hoje! A cidade deve muito a você e Sango.
INUYASHA – Fizemos o nosso trabalho.
RIN – E o que devo a honra de sua ligação, meu caro cunhado?
INUYASHA – Você ainda está no Grupo Naraku?
RIN – Sim! Estou aqui para ajudar Kanna no reconhecimento a armazenamento do MPX1200, afinal o aparelho veio daqui.
INUYASHA – Por acaso Onigumo ainda está aí?
Rin, que estava na sala da presidência juntamente com Kanna, Onigumo e Ban, sai para falar do lado de fora da sala.
RIN – Ele está sim!
INUYASHA – Não fale nada para ninguém, mas eu e Sango estamos indo até a casa dele para saber se Kikyou está por lá, mas eu e Sango estamos com um mandato de restrição contra nós por parte de Onigumo! Não podemos nos aproximar dele.
RIN – E você quer que eu te avise se ele sair daqui.
INUYASHA – Faria isso por mim?
RIN – Conte comigo! Nos falamos depois.
Rin desliga seu celular e volta para a sala da presidência e Onigumo já se manifesta para ela.
ONIGUMO – Aposto que seu cunhado lhe pediu para avisá-lo se eu sair daqui, não é? (sorrindo)
RIN – Não te interessa o que ele me pediu.
ONIGUMO – Então tem uma coisa que pode fazer por mim, Rin! Posso saber quando Miroku irá chegar ao Japão?
RIN – Eu não tenho idéia! Por quê?
ONIGUMO – Tenho certeza de que Miroku será contra essa caçada que estão fazendo com Kikyou, portanto como grande advogado que ele é, preciso da ajuda dele. (ele se levanta da cadeira) – Vou fazer alguns telefonemas.
Onigumo sai da sala e Ban o segue, conforme o acordo feito entre Onigumo e Kanna, assim deixa a presidente do Grupo Naraku a sós com Rin.
RIN – Esse sujeito é muito presunçoso mesmo.
KANNA – Acha que Miroku ficara do lado de Kikyou nessa história?
RIN – Ele pode ser amigo de infância de Kikyou, mas como pessoa de bem, Miroku verá que ela não é mais a mesma.
Rin tentava cada vez mais convencer a amiga de que Onigumo era um bandido e enquanto isso na casa de Kouga, Shippou estava falando, através do telefone, com Kagome, que ainda estava no hospital.
SHIPPOU – Você devia ter visto, Kagome! Aquele repórter só falava de você, o que deixou Ryukosei bem irritado.
KAGOME – Azar o dele, pois eu fiz o que ele devia ter feito, mas ainda bem que tudo acabou.
SHIPPOU – Então eu posso voltar para casa?
KAGOME – Ainda não! Eu vou passar aí, precisamos conversar sobre uma coisa.
SHIPPOU – Sobre o que, Kagome?
KAGOME – Quando chegar aí, eu te conto.
SHIPPOU – Está bem! (ele faz uma pausa) — Olha Kagome! Você chegou a falar com Kouga? Eu não estou conseguindo falar com ele.
KAGOME – Olha Shippou! Quando ele foi chamado pelo departamento de polícia, eu já estava afastada.
SHIPPOU – Ele deve estar comemorando com InuYasha o sucesso da missão.
KAGOME – Acho que sim! A gente se fala depois. (ela se segura par anão chorar) – Saiba que te amo muito e Kouga também.
SHIPPOU – Eu sei! Eu também amo vocês.
KAGOME – Até daqui a pouco.
Depois disso, Shippou coloca o telefone de volta no gancho, o menino estranhou o comportamento da mãe adotiva, Satsuki, carregando Genku no colo, apareceu na sala.
SATSUKI – O que foi Shippou?
SHIPPOU – É Kagome! Ela falou de um jeito estranho, dizendo que ela e Kouga me amavam e coisa e tal.
SATSUKI – E o que é quem isso? Não é verdade?
SHIPPOU – Sim, mas ela nunca falou por Kouga! Estou achando isso estranho.
SATSUKI – Acho que está arrumando desculpas para não me ajudar a cuidar do seu irmãozinho. (ela passa Genku para ele pegar) – Cuide dele um pouco.
SHIPPOU – Eu não sei se consigo cuidar dele.
SATSUKI – Claro que consegue! Uma vez eu já vi você e Soten, no parque, cuidando dele.
SHIPPOU – Espere aí! Então quer dizer que você nos seguiu?
SATSUKI – Claro que não! Eu só estava passando pelo local e dei uma olhada rápida.
SHIPPOU – Mas eu não me lembro de tê-la visto! O que me lembro era de uma sensação de que alguém estava nos espionando e...
SATSUKI – E você acha que eu os segui e fiquei vigiando vocês de longe? Mas você é muito pretensioso mesmo.
SHIPPOU – Mas eu não disse que foi você e...
SATSUKI – Não quero mais ouvir isso! Você é mesmo um bobo, Shippou.
Satsuki sai da sala deixando Shippou segurando Genku, o menino ficou sem entender a atitude da amiga e olhou para o irmãozinho.
SHIPPOU – As mulheres são meio complicadas! Melhor se acostumando.
Genku ficou sorrindo para Shippou que achou graça daquilo e enquanto isso no outro cômodo, Satsuki se escondeu de Shippou, ela não queria que ele soubesse que ela tinha o espionado com Soten no parque, essa ocasião, foi que a filha de Sesshoumaru começou a perceber os seus verdadeiros sentimentos em relação ao amigo.
SATSUKI – Então ele percebeu minha presença? E eu que pensei que tivesse me escondido bem.
Satsuki falava com ela mesma e nem tinha percebido a presença de Koharo, que ouviu tudo.
KOHARO – Por que não fala com ele?
SATSUKI – O que? (se assustando com a presença de Koharo) – Falar o que?
KOHARO – Falar o que sente para ele.
SATSUKI – Mas eu ao sinto nada e...
KOHARO – Sente sim! Isso está na cara! Se esconder aí não vai te ajudar e sem falar que o caminho está livre.
SATSUKI – Eu não sei não! (ela estica um pouco o pescoço para poder ver Shippou cuidando de Genku e depois volta) – Soten me disse que ele ainda gosta de mim, mas eu não tanta certeza. (ela abaixa o olhar) – Ele ficou tão triste quando Soten foi embora! (ela levanta o olhar) – E o que vai acontecer se ela voltar? Ele certamente voltará para os braços dela e...
KOHARO – Calma! Calma! Não se precipite! (ela coloca a mão no ombro da jovem) – Você é tão jovem e vai passar por muitas situações complicadas e garanto que vai rir quando se lembrar de um momento como esse.
Satsuki sorri agradecidamente diante das palavras de Koharo que em seguida se afasta da filha de Sesshoumaru para ir até onde estavam Shippou e Koharo e enquanto isso com poucos carros nas ruas de Tóquio, pois o fim do toque de recolher ainda era recente, Sango e InuYasha chegaram rapidamente á casa de Onigumo e lá dentro, eles logo comprovaram que ela estava vazia.
INUYASHA – Ela também não está aqui.
SANGO – Ela não seria idiota de vir até aqui e se veio, já foi embora.
INUYASHA – Quando a vi mais cedo, ela estava arrumando as malas! Ela e Onigumo planejavam viajar.
SANGO – Ou fugir, não é?
INUYASHA – Seja o que for estamos sem pistas.
Sango e InuYasha começam a sair da casa e quando estavam prestes a entrar no carro, o celular de InuYasha começa a tocar, ele atende enquanto entra no veículo.
INUYASHA – Alô.
KIKYOU – InuYasha.
INUYASHA – Kikyou! Fique sabendo que vou te pegar e não adianta fugir! Eu não vou te perdoar por ter feito mal á Kagome.
KIKYOU – Eu não queria fazer mal á Kagome, mas tinha que sair de lá! Escute-me, por favor! Eu não vou fugir.
INUYASHA – Isso é difícil de acreditar, já que está foragida. (ele respira fundo) – Por que me ligou?
KIKYOU – Estou na casa de uma amiga! Eu quero que venha me encontrar para te mostrar a prova da minha inocência.
INUYASHA – Está disposta a entregar Onigumo?
KIKYOU – Olha InuYasha! Venha para rua Elmo 578! Estarei te esperando. (ela desliga)
INUYASHA – Não desliga Kikyou! Alô! Alô! (ele desliga o seu celular) – Ela desligou.
SANGO – O que ela queria?
INUYASHA – Ela quer que eu vá ao encontro dela! Está na casa de uma amiga.
SANGO – InuYasha! Pode ser uma armadilha.
INUYASHA – Tem razão! Pode ser, mas temos que arriscar! (ele bota o cinto de segurança) – Vamos para rua Elmo 578.
SANGO – Como quiser.
Sango liga o carro e assim ela e InuYasha vão ao encontro com Kikyou, que depois de falar com o ex. namorado, estava na sala da casa da tal amiga, andando de um lado par o outro e naquele momento a campainha toca, ela imediatamente vai até a porta, vê, pelo olho mágico, de que era Toutoussai, assim ela abre a porta.
KIKYOU – Entre, por favor.
Kikyou da passagem para Toutoussai entrar e o convida para se sentar, pois tinham muita coisa para conversar.
TOUTOUSSAI – Bem, já estou aqui! O que tem para me dizer?
KIKYOU – Talvez não acredite em mim, mas tenho um bom motivo para ter fugido.
Naquele momento o celular de Kikyou começa a tocar, ela pega o aparelho para ver o numero no visor e depois o deixa continuar tocando sem atendê-lo, o que chama a atenção de Toutoussai.
TOUTOUSSAI – Não vai atender?
KIKYOU – Não vou, pois é Onigumo de novo.
TOUTOUSSAI – E por que não fala com seu namorado?
KIKYOU – Eu já tinha telefonado para ele! Eu queria a ajuda dele, ele devia estar aqui comigo, mas ele está mais preocupado com aquela empresa, o Grupo Naraku! Então que fique por lá, ele vai se arrepender muito.
TOUTOUSSAI – Calma Kikyou! Vamos voltar ao assunto anterior! Você me disse, por telefone, que tinha uma prova de quem era o conspirador, por acaso isso tem haver com sua birra com Onigumo?
KIKYOU – Sim! (ela se levanta) – Venha comigo.
Toutoussai se levanta também e assim Kikyou o guia até á outra sala, mais precisamente ao computador, que já estava ligado, Kikyou se senta em frente ao aparelho e começa a digitar.
KIKYOU – Eu tenho um documento de texto com um pedaço do diálogo de uma conversa telefônica.
TOUTOUSSAI – E que conversa telefônica é essa?
KIKYOU – É uma conversa entre duas pessoas que falavam sobre a desconfiança de Kohaku sobre as atividades secretas do Grupo Naraku! Olhem só os nomes das pessoas.
Toutoussai coloca seus óculos e vê claramente os nomes das pessoas do diálogo, depois olha para Kikyou.
TOUTOUSSAI – Está explicado por que queria tanto fugir com seu namorado, mas me conta Kikyou! Por que você não contou isso antes para ninguém?
KIKYOU – Eu sabia do plano de Kagura de enganar Naraku! Sabia que ele iria morrer com o poder da jóia! Você tem idéia do que isso significa? Eu participei de um assassinato.
TOUTOUSSAI – Mas Naraku era um bandido e...
KIKYOU – Não importa! Eu tinha medo de que Kagura ou qualquer outra pessoa daquele esquema usasse isso contra mim.
TOUTOUSSAI – Então foi por isso que aceitou ajudar Kohaku?
KIKYOU – Sim! Fui espiã dele, mas no processo acabei me apaixonando por Onigumo e por isso acabei desistindo de investigá-lo, mas agora nada mais me importa! Eu só quero ter paz na consciência.
TOUTOUSSAI – Você mudou mesmo, Kikyou! Não que você fosse uma pessoa má, mas eu não me lembro de você sendo boazinha e querendo só o bem.
KIKYOU – Eu sei. (ela sorri e passa mão na barriga) – Acho que é a maternidade que faz isso.
TOUTOUSSAI – O que?! Está me dizendo que está grávida? É isso?
KIKYOU – Sim! (ela sorria sem parar)
TOUTOUSSAI – Eu nem sei o que dizer! Meus parabéns, futura mamãe.
KIKYOU – Obrigada.
TOUTOUSSAI – Estou feliz por você, mas ainda temos um problema! Esse documento de texto que me mostrou não é prova, precisa me mostrar a gravação dessa conversa telefônica.
KIKYOU – Claro! Nós só temo que esperar InuYasha chegar e aí poderemos ir todos juntos e...
TOUTOUSSAI – Espere aí! Está me dizendo que InuYasha vem para cá?
KIKYOU – Ah sim! Eu me esqueci de te dizer! Eu liguei para InuYasha e pedi que ele viesse para cá! Eu quero que ele veja com seus próprios olhos a prova da minha inocência. (ela olha para o relógio de pulso) – Ele deve estar chegando a qualquer momento! Eu preciso que me ajude a convencê-lo, foi por isso que te chamei, Toutoussai.
TOUTOUSSAI – Ta! E onde está essa prova?
KIKYOU – Está na nossa máquina do tempo.
TOUTOUSSAI – Máquina do tempo?
KIKYOU – InuYasha sabe do que se trata.
TOUTOPUSSAI – O CD com a gravação está nessa máquina do tempo?
KIKYOU – Não! Esse CD, eu destruir, mas eu passei a gravação dele para um outro gravador e esse gravador está na máquina do tempo. (ela volta a olhar o computador) – Só vou desligar o computador, mas antes vou fazer uma cópia para mostrar á InuYasha, caso ele ainda não acredite em mim.
Kikyou estava prestes a apertar o botão para fazer uma cópia, mas acabou sendo impedida por Toutoussai, que a agarrou por trás para estrangulá-la, Kikyou resistia o quanto podia, tentava se desvencilhar, mas apesar de velho, Toutoussai era um homem bem treinado e relativamente forte o suficiente para aquela ação até que finalmente o velho agente tira a vida da cientista.
TOUTOUSSAI – Perdoe-me Kikyou! (ele da um beijo na testa dela) – Você é tão parecida com sua mãe. (depois disso ele olha para o teto como se olhasse para o céu) – Por favor, perdoe-me, Kaede, mas não podia deixar sua filha fazer isso! Há muito em jogo.
Toutoussai abraça o corpo sem vida de Kikyou dando-lhe um outro beijo, desta vez no rosto e em seguida começa a mexer no computador para apagar aqueles documentos de texto, ele tinha que ser rápido, pois InuYasha podia chegar á qualquer momento, depois de ter apagado tudo, ele sai da casa sem chamar a atenção dos vizinhos e enquanto isso no Grupo Naraku, Kanna, junto com Rin, Onigumo e Ban, recebia a visita do detetive Gatenmaru, que tinha vindo juntos com uma equipe do departamento de polícia para devolver o MPX1200.
KANNA – Realmente não tem problema o MPX1200 ficar aqui?
GATENMARU – Olha senhora Kanna! Com a morte dos terroristas, a Segurança Interna achou que não há mais perigo e como o aparelho tinha sido roubado, o Grupo Naraku não tem nada a temer.
ONIGUMO – Ouviu Kanna? Entre mortos e feridos, todos se salvaram.
KANNA – É o que parece.
RIN – Mas tem uma coisa, detetive! E a jóia de quatro almas?
GATENMARU – Nós ainda não decidimos o que fazer com ela! O dono legítimo seria Juroumaru, mas ele está morto e pelo que sei, não tem parentes vivos! E mesmo que sobrevivesse não ficaria com a jóia, ainda mias depois de matar Kouga e...
RIN – O que?! Kouga está morto?
GATENMARU – Ah sim! Vocês ainda não ficaram sabendo! Sim, Kouga foi morto por Juroumaru! Ele tinha participado da missão.
RIN – Meu Deus! Mas que tragédia. (ela coloca as mãos na cabeça) – Kagome e Shippou devem estar arrasados.
ONIGUMO – Isso foi lamentável, mas devemos ser práticos! O que vai acontecer com a jóia de quatro almas?
GATENMARU – No momento ela está junto com o MPX1200! Há ordens conflitantes, pois o exercito quer uma coisa e a Segurança Interna quer outra! Eu preciso voltar ao meu posto e não quero ficar andando com essa jóia para baixo e para cima e...
ONIGUMO – Por que não a deixa aqui?
RIN – O que?! Aqui?! Mas que conversa é essa?
ONIGUMO – A Segurança Interna confia em Kanna para devolver o MPX1200, acho que eles confiaram em deixar a jóia aqui! Quando o exercito e a Segurança Interna decidirem o que fazer com a jóia, eles vêem pega-la.
RIN – O que disse é meia verdade! Sim, eles confiam em Kanna, mas eu não acho que eles confiam em você! Eu não confio.
ONIGUMO – Mas eu estou sendo vigiado o tempo todo por Ban. (ele olha para Kanna) – O que acha da minha idéia, Kanna?
KANNA – Eu não sei. (ela olha para Gatenmaru) – O que me diz, detetive?
GATENMARU – Eu vou dar alguns telefonemas, mas não vejo problema nenhum. (ele olha para Onigumo) – Nem mesmo o fato de sua namorada estar sendo procurada.
KANNA – Ok! Aqui na minha sala tem um cofre onde a jóia pode ficar guardada.
GATENMARU – Eu vou pega-la.
ONIGUMO – Irei com você, detetive.
Gatenmaru, Onigumo e Ban saem da sala, Kanna iria segui-los, mas é segura por Rin, que queria conversar.
RIN – Por acaso Onigumo tem a senha desse cofre?
KANNA – Claro que não! Deveria confiar mais em mim.
RIN – Me desculpe, mas por garantia, preciso que faça uma nova senha.
KANNA – Ta bom! Eu faço! Faço uma nova senha! Agora está satisfeita?
RIN – Sim! Agora vamos com eles.
Rin coloca o braço em volta do ombro de Kanna e assim as duas seguem para o andar inferior onde estavam a jóia de quatro almas e o MPX1200, e enquanto isso, Sango e InuYasha tinham finalmente chegado á casa onde estava Kikyou.
SANGO – Cuidado, InuYasha.
INUYASHA – Pode deixar! Vamos lá.
Com armas em punho, os dois avançaram, com cuidado, até a porta da casa, tocaram a campainha e ficaram esperando, mas ninguém atendeu e quando InuYasha coloca a mão na maçaneta, percebe que a porta estava aberta.
INUYASHA – Que estranho.
SANGO – Eu te dou cobertura.
INUYASHA – Ta!
Sango da uma ‘pesada’ na porta fazendo-a abrir e já deixa a arma engatilhada, nisso InuYasha adentra o local, também com a arma engatilha apontando para vários lugares.
INUYASHA – Pode entrar Sango. (e é o que ela faz)
SANGO – A casa está vazia?
INUYASHA – Vamos ver os outros cômodos.
SANGO – Eu cuido do andar de cima.
Enquanto InuYasha ficou na parte debaixo da casa, Sango foi até as escadas para ter acesso ao andar superior, ma antes que pudesse subir, ela ouve a voz de InuYasha chamando por ela, a detetive foi correndo para o cômodo onde ele estava e viu InuYasha contemplando o corpo de Kikyou sentado da cadeira em frente ao computador.
SANGO – Ela está...?
INUYASHA – Sim! Ela está morta. (ele se afasta do corpo e Sango o fica examinado mais de perto)
SANGO – Eu não sou perita, mas pelo que vejo, ela foi estrangulada.
INUYASHA – Mas quem fez isso? Como sabiam que ela estava aqui? Será que foi Onigumo?
SANGO – InuYasha! Rin não ligou, portanto Onigumo ainda está no Grupo Naraku! Talvez alguém á mando dele.
INUYASHA – Talvez.
InuYasha ficou andando de um lado para o outro tentando imaginar o que teria acontecido, já Sango percebeu que a mão de Kikyou estava fechada como se segurasse algo, a detetive pegou um pano do seu bolso e o usou para pegar o que estava na mão de Kikyou, era um botão de camisa, ela imaginou que, provavelmente, seria do assassino e quando ia contar isso para InuYasha, naquele momento, Toutoussai adentra a residência.
TOUTOUSSAI – O que está acontecendo aqui?
INUYASHA – Olhe com seus olhos, padrinho?
Toutoussai se aproxima do corpo de Kikyou, deixa a arma em cima da mesa de centro e fingindo que não sabia de nada, abraça o corpo dela e ensaia um choro, InuYasha, sabendo da ligação que Toutoussai tinha com Kaede, coloca a mão no ombro dele.
INUYASHA – Eu sinto muito, padrinho! Sei que, apesar de tudo, gostava de Kikyou como filha.
TOUTOUSSAI – Sim.
Toutoussai sorri, agradecido, para InuYasha e quando Sango ia confortá-lo também, percebe que o velho agente estava com a camisa sem um botão, assim a detetive começou a ligar as coisas e olha a arma de Toutoussai em cima da mesa e sem chamara a atenção de ninguém, a pega.
SANGO – Como o senhor chegou aqui? (de costas para eles)
TOUTOUSSAI – Kikyou me ligou pedindo que eu intercedesse por ela. (ele olha para InuYasha) – Ela me disse também que tinha ligado par você.
INUYASHA – É verdade.
SANGO – Eu sei que o momento é triste, mas não deve se separar de sua arma. (ela devolve para ele)
TOUTOUSSAI – Obrigado, detetive! (ele pega a arma e volta a olhar para o corpo de Kikyou) — Eu não posso acreditar que tenham feito isso com ela. (ele respira fundo) – Mas pelo mesmo ela me disse onde está a prova de que tanto falava.
INUYASHA – A prova de quem é o conspirador?! Por causa da explosão da Tesseiga, ela não teve tempo de me dizer! Onde está?
TOUTOUSSAI – Ela me disse algo sobre maquina do tempo e que você saberia do que se tratava.
INUYASHA – Eu sei o que é! O local é aqui pertinho! Vamos lá.
Inocentemente InuYasha acreditou em toda a história de Toutoussai, mas Sango já sabia que Toutoussai tinha matado Kikyou e só queria saber os reais motivos dessa ação.
CINCO MINUTOS DEPOIS
Sango e InuYasha em um carro e Toutoussai em outro, chegaram até á antiga casa de Kaede, onde Kikyou passou grande parte de sua infância, os três saem de seus respectivos veículos, a casa estava habitada.
TOUTOUSSAI – Esse local me trás recordações.
INUYASHA – Á mim também!
TOUTOUSSAI – Eu vou chamar os moradores da casa para pedir permissão e...
INUYASHA – Não será preciso, padrinho! A máquina do tempo não está na casa e sim atrás dela, mais precisamente em um porão.
SANGO – InuYasha! Agora que chegamos, me conta o que é essa máquina do tempo de que Kikyou falou.
INUYASHA – Como sabem, eu e Kikyou namoramos por muitos anos, desde pequenos, quando éramos um pouco mais jovens do que Shippou e Satsuki são agora.
SANGO – E daí?
INUYASHA – Nessa época tanto ela como eu, tínhamos planos para o futuro, nos imaginávamos casados e coisa e tal! Então nós pegamos uma caixa de sapados e guardamos nela objetos pessoais, cartas amorosas e até uma gravação onde nós relatamos nossos desejos para o futuro.
SANGO – E o que fizeram com essa caixa?
INUYASHA – Nós a enterramos atrás da casa e planejávamos abrir anos depois! Acho que não fizemos isso por achar que isso era coisa de criança.
TOUTOUSSAI – Não vamos perder tempo.
Os três deram a volta na casa para entrarem no quintal pela parte do fundo, avistam o porão e entram nele, ao chegar ao local onde estava enterrada a tal caixa, InuYasha percebeu que a terra tinha sido mexida.
INUYASHA – Realmente Kikyou esteve aqui.
TOUTOUSSAI – Como sabe que foi ela e não outra pessoa qualquer?
INUYASHA – Só eu e Kikyou sabíamos o local exato de onde foi enterrado! É possível que ela tenha feito amizade com as pessoas dessa casa e assim ter acesso livre ao local.
InuYasha pega uma pá que estava ao alcance e começa a cavar e não demora muito para que a caixa apareça e dentro dela tinha várias coisas, como fotos de InuYasha e Kikyou juntos, ambos com doze anos, cartas e tudo mais.
INUYASHA – Meu Deus! Está tudo aqui! Do jeito que deixamos.
TOUTOUSSAI – Tem algum gravador? Kikyou falou de um gravador.
INUYASHA – Tem sim! (ele pega o gravador) – Ele não está empoeirado como os outros objetos, sinal de que foi usado.
TOUTOUSSAI – O que está esperando, InuYasha? Ligue-o logo.
InuYasha faz o que Toutoussai pediu e assim eles ouvem as vozes de Kikyou e InuYasha, de doze anos de idade, fazendo seus relatos.
GRAVAÇÃO
KIKYOU – O meu nome é Kikyou e quando crescer vou casar com meu namorado, ele se chama InuYasha e está aqui também, fale InuYasha.
INUYASHA – Eu sou InuYasha e quando crescer serei um grande astronauta para poder chegar até a Lua e também pretendo me casar com minha namorada e ter uma penca de filhos.
KIKYOU – Está louco? Eu não quero tantos filhos assim, pois antes vou querer me tornar uma grande advogada, como minha mãe.
INUYASHA – Mas as advogadas não podem ter filhos? Você pode ter quantos filhos quiser.
KIKYOU – Você fala assim porque não é você que terá que carregá-los na barriga por nove meses.
Na gravação, Kikyou e InuYasha riam de seus relatos, imaginando como seria o futuro deles.
GRAVAÇÃO INTERROMPIDA
Um pouco emocionado por ouvir aquilo, InuYasha chega a derramar algumas lágrimas ao ficar se lembrando daquela época de sua vida, quando ainda tinha sonhos para o futuro, o que fez Toutoussai apertar o botão de parar.
TOUTOUSSAI – Isso é muito pessoal, InuYasha! Vamos deixá-los sozinho um pouco! Quando a gravação chegar ao momento em que queremos ouvir, você nos chama.
INUYASHA – Obrigado pela compreensão, padrinho. (ele enxuga as lágrimas)
TOUTOUSSAI – Vamos detetive? (olhando para Sango)
SANGO – Está bem.
Enquanto Sango e Toutoussai saíram do porão, InuYasha ficou e voltou a ouvir a gravação e com muita emoção, ouviu todos os relatos que ele e Kikyou fizeram na época, uma época em que eram inocentes e sem maldades, isso o fazia sentir uma nostalgia, pois o futuro não foi como eles tinham planejado e de repente os relatos cessam e dão lugar a tal conversa telefônica, conversa pela qual InuYasha presta bastante atenção e se surpreende em saber quem eram as pessoas do diálogo.
INUYASHA – Meu Deus! Não pode ser.
InuYasha desliga o gravador e com ele de posse, sai correndo para fora do porão, mas quando sai vê uma cena surpreendente, era Toutoussai apontando sua arma contra Sango.
INUYASHA – O que está acontecendo? (InuYasha ia se aproximar e Toutoussai aponta a arma para ele)
TOUTOUSSAI – Fique bem aí, InuYasha.
INUYASHA – Mas...
SANGO – Foi ele quem matou Kikyou, InuYasha! Ele tinha chegado lá antes de nós.
INUYASHA – Isso é verdade, padrinho?
TOUTOUSSAI – Sim! Kikyou queria contar tudo, mas eu não podia deixar e pela sua cara, você deve ter ouvido a gravação.
INUYASHA – Sim! Então o senhor fez parte da conspiração?
TOUTOUSSAI – Não! Eu não faço! Não tive nada haver com o que fizeram com você, mas se a verdade aparecer, muita gente importante cairá, portanto não podia deixar Kikyou entregar tudo.
INUYASHA – Então Kikyou estava falando a verdade?
TOUTOUSSAI – Sim! E para completar, vocês dois serão acusados pela morte dela! Antes de voltar para lá, eu tinha ligado para o departamento avisando do que aconteceu.
SANGO – Mas não matamos ninguém! Foi você.
TOUTOUSSAI — Eu sei! Vocês sabem, mas como estarão mortos, o departamento acreditará a minha história! Irei dizer que vocês dois eram amantes e que você, Sango, ficou enciumada pelo fato de Kikyou está grávida e que InuYasha ajudou-a a tentar encobrirem o crime ao tentarem me matar. (rindo)
INUYASHA – Seu miserável.
TOUTOUSSAI – Infelizmente para você, é tão ingênuo quanto sua mãe. (ele engatilha a arma) – Você será o primeiro! Adeus InuYasha.
Toutoussai apertou o gatinho, mas para sua surpresa, nenhuma bala saiu da arma e nisso, Sango começou a sorrir e exibiu um cartucho de balas.
SANGO – Vai ser meio difícil atirar sem balas.
TOUTOUSSAI – Mas como?
SANGO – Quando você foi abraçar o corpo de Kikyou, deixou sua arma em cima da mesa! Antes disso, eu tinha pegado um botão de camisa da mão de Kikyou e você está vestindo uma camisa sem um dos botões, que por sinal são do mesmo tipo do que estava com Kikyou! (ela joga o cartucho fora) – Você perdeu, Toutoussai.
TOUTOUSSAI – Não! Vocês perderam, pois a polícia estará em seu encalço e...
INUYASHA – Seu desgraçado.
Furioso com a situação, InuYasha da um soco em Toutoussai, que cai com isso, assim InuYasha e Sango saem correndo para o carro da polícia, aonde entram.
SANGO – Vamos embora e pedir ajuda! (ela liga o carro para saírem) — Você ouviu a gravação que incrimina Onigumo?
INUYASHA – Onigumo?! Onigumo não tem nada com isso, minha cara.
Sango se surpreendeu com aquelas palavras e assim eles saem daquele lugar e enquanto isso no Grupo Naraku, mais precisamente na sala da presidência, Kanna guardava a jóia de quatro almas no cofre da sala, tudo sob os olhares de Rin, Onigumo, Ban e Gatenmaru.
KANNA – Não se preocupe! Ela está segura, pois só eu sei a combinação para abri o cofre.
GATENMARU – Obrigado pelo que está fazendo, senhora.
KANNA – Agradeça á Onigumo! A idéia foi dele.
ONIGUMO – Não foi nada.
RIN – Não mesmo.
Rin não parava de implicar com Onigumo devido ás suas desconfianças e naquele momento o celular de Kanna começa a tocar, ela vê o numero e sabe de quem se trata.
KANNA – Rin! Poderiam acompanhar o detetive até a saída? E Onigumo! Poderia verificar a autenticidade do MPX1200? Agradeceria aos dois.
RIN – Claro
ONIGUMO – Tudo bem.
Assim Rin, Onigumo, Gatenmaru e Ban saem da sala e deixam Kanna sozinha que ao perceber isso, atende o celular.
KANNA – Pode falar.
TOUTOUSSAI – Eu não consegui a gravação! Sango conseguiu me enganar! Ela e InuYasha estão de posse da gravação.
KANNA – Isso é mau! Essa gravação me coloca diretamente como responsável pela morte de Kohaku! Precisa recuperar essa gravação.
TOUTOUSSAI – Cuidarei disso imediatamente, senhora! A polícia ficará atrás dos dois, pois eu os acusei pela morte de Kikyou! Não se preocupe, senhora! Eu prometo que vou pega-los.
KANNA – É bom mesmo, senhor Toutoussai! Para todos nós.
Kanna desliga o celular e se senta em sua cadeira colocando as mãos no rosto, agora ficamos sabendo que, surpreendentemente, Kanna estava por trás da morte do próprio marido.
Próximo capítulo = Caçada humana – parte 1
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