Na Noite mais Escura
71 Caçada humana - parte 1
Depois de fugirem com a gravação em posse, InuYasha e Sango tinham parado o carro que dirigiam em um beco, a detetive ouviu várias vezes a gravação da conversa entre Kanna e Kagura, mas quando mais ouvia, mais se sentia humilhada.
SANGO – Eu não posso acreditar! Ela chorou no meu ombro durante o enterro do Kohaku! Como ela pode ser tão falsa?
INUYASHA – Eu não sei o que dizer.
SANGO – Aquela vagabunda! Quando eu botar as mãos nela, eu...
INUYASHA – Não temos tempo para isso, Sango! Ou já se esqueceu do que Toutoussai disse? Ele botou a culpa da morte de Kikyou nas nossas costas! Precisamos fugir para um lugar seguro e pensar em um modo de entregar essa gravação para a justiça.
SANGO – Toutoussai controla a polícia no momento! Se formos presos, nunca saberão da verdade! Temos que trocar de carro primeiro, os carros da polícia têm rastreador.
Os dois saem do carro e em seguida ficam espreitando a região até que avistam um outro carro e então eles vão ao veículo, arrombam sua porta, fazem ’ligação direta’ nele para ligá-lo.
INUYASHA – E para onde vamos?
SANGO – Aeroporto Garuga! É um aeroporto desativado! Eu e Takeda demos uma batida por lá uma vez, ficaremos seguros por lá.
INUYASHA – Ótimo! E eu já sei o que devemos fazer, no caminho eu te conto! Agora vamos.
Sango, que estava na direção do carro, da a partida no veículo e saem dali e enquanto isso no departamento, Jinenji recebia novas ordens de Toutoussai.
JINENJI – Está dizendo que eles mataram Kikyou?
TOUTOUSSAI – Sim e tentaram me matar quando quis impedir! Eu escapei por pouco.
JINENJI – Mas isso não faz sentido! Como eles descobriram o paradeiro de Kikyou?
TOUTOUSSAI – Eu não sei Jinenji! Só sei o que vi! É muito difícil para mim admitir que meu afilhado seja um criminoso.
JINENJI – Mas esse não parece o perfil de InuYasha! Ele sempre me pareceu um rapaz correto e Sango? Eu a conheço há anos! Isso é inacreditável para mim.
TOUTOUSSAI – Seja como for, eles mataram uma mulher grávida! InuYasha e Sango já estavam com raiva dela por causa da participação na conspiração e pelo que estou vendo Sango perdeu a cabeça ao descobrir que Kikyou estava grávida.
JINENJI – Está dizendo que eles mantinham um caso e que Sango matou Kikyou por ciúmes? Tem provas disso?
TOUTOUSSAI – Sim! Na casa onde Kikyou estava! Depois eu te mostro, mas primeiro é imperativo que os capturemos.
JINENJI – OK! Toda a força policial está nesse caso! Logo os encontraremos.
TOUTOUSSAI – Escute Jinenji! É provável que InuYasha peça ajuda para alguém e mais provavelmente que esse alguém deva ser Kagome.
JINENJI – Entendido! O policial que estava vigiando Kikyou ainda está lá no hospital! Sei o que devo fazer e...
TOUTOUSSAI – Isso não será preciso! O irmão de Kagome também está no hospital! Vou ligar para ele.
JINENJI – E como acha que ele vai ajudar?
TOUTOUSSAI – Eu não tenho liberdade para te dizer, apenas mantenha-me informado de todo o progresso da investigação.
JINENJI – Claro, senhor.
Jinenji coloca o telefone de volta no gancho, ele ainda não podia acreditar no que estava acontecendo, mas não podia fazer nada, pois ele ainda seguia ordens de Toutoussai, ainda no departamento, Shiori percebe que algo de errado está acontecendo, já que vê nas telas dos vários computadores do local, as fotos de InuYasha e Sango como foragidos e por isso ela vai falar com Jinenji.
SHIORI – Por favor, capitão! O que está acontecendo?
JINENJI – Eu não tenho autoridade para falar e...
SHIORI – Por acaso InuYasha matou uma pessoa?
JINENJI – Por favor, moça! Se já cuidou da transferência do corpo de sua mãe, deixe-me trabalhar! Obrigado.
Shiori já estava prestes a ir embora, mas com tudo aquilo acontecendo com InuYasha, ela resolveu ficar mais um pouco e enquanto isso no Grupo Naraku, depois de conduzir Gatenmaru até a saída, Rin já estava de volta á sala de Kanna.
RIN – Sabe Kanna, está acontecendo algo de estranho e você precisa ver o que é.
KANNA – É mesmo? (com um sorriso amarelo)
RIN – Você tinha me pedido para acompanhar Gatenmaru até a saída, mas ele recebeu um telefonema e depois disse que tinha que ficar e tem haver com InuYasha e Sango.
KANNA – Acho que já sei o que é.
RIN – Então me conta.
Kanna percebeu que tinha que contar uma boa história para poder enganar Rin e teria que contar, pelo menos, uma parte da verdade.
KANNA – Melhor se sentar, Rin! O que vou contar é grave.
RIN – Falando desse jeito, está me assustando.
KANNA – Eu nem sei por onde começar! (ela esfrega as mãos) – Kikyou está morta e foi Sango que a matou.
RIN – O que?! Mas por que ela faria isso?
KANNA – Ela estava grávida e ao que parece InuYasha era o pai da criança! Ele e Sango tinham um caso! Quando a acharam, descobriam a gravidez, Sango se enfureceu e a matou.
RIN – Espere aí! (ela se levanta) – Está dizendo que InuYasha tinha um caso amoroso com Kikyou e também com Sango ao mesmo tempo que era casado com Kagome?
KANNA – Eu sei que parece incrível, mas eu ouvi isso da boca de Toutoussai! Foi ele que me telefonou.
RIN – E ele tem provas de tudo isso?
KANNA – Ele diz que sim e mais! Disse que InuYasha e Sango tentaram matá-lo quando ele tentou salvar a vida de Kikyou.
RIN – Mas que loucura! (tentando ordenar os pensamentos, devido á surpresa) – E por que Toutoussai te ligou? O quem tem isso com o fato de Gatenmaru precisar ficar aqui?
KANNA – Eu não sei, portanto não vamos deixar o detetive esperando! Vamos até lá e perguntar.
Kanna se levanta de sua cadeira para sair da sala, Rin a segue até ao elevador e assim as duas descem até chegar ao andar onde Gatenmaru estava esperando.
GATENMARU – Desculpa, mas eu disse que queria falar só com a presidente Kanna e...
KANNA – Tudo bem, detetive! Ela pode ouvir.
RIN – Obrigado amiga.
GATENMARU – Como quiser! A senhora tem que saber que estou incumbido de verificar o antigo escritório de seu falecido marido.
KANNA – Por quê?
GATENMARU – Segundo Toutoussai! InuYasha e Sango estavam tendo um caso e Kohaku tinha provas disso, então...
RIN – Espere aí! Está insinuando que Sango e InuYasha tenham algo haver com o que houve com Kohaku?
GATENMARU – Claro que não! Sango e Kohaku eram irmãos, mas ficamos sabendo que Kikyou era a espiã de Kohaku dentro do Grupo Naraku! Eu não sei como, de alguma forma, Kikyou descobriu o caso dos dois e ameaçou InuYasha para que eles tivessem um caso, no meio do processo, Sango descobriu tudo e na primeira oportunidade, a matou.
RIN – Mas essa história é ‘sem pé nem cabeça’!
GATENMARU – Eu admito que essa história é meio nebulosa e seria bom o testemunho dos dois, mas eles fugiram.
KANNA – E o que esperam encontrar no antigo escritório de Kohaku?
GATENMARU – Sei lá! Algo que comprove o caso dos dois! Como Kikyou não trabalhava aqui, ela tinha que deixar essa prova em algum lugar daqui.
RIN – E no escritório de Onigumo? Afinal eles eram namorados.
GATENMARU – Devido ás constantes desconfianças sobre a pessoa dele, seu escritório já foi revirado várias vezes e não achamos nada de mais.
KANNA – Nisso o senhor está certo! Eu vou guiá-lo até lá! A sala dele ficava nesse andar mesmo. (ela olha para Rin) – Leve o detetive até lá, Rin.
RIN – E o que você vai fazer?
KANNA – Vou dar alguns telefonemas para ver se descubro o que realmente está acontecendo.
Kanna volta para o elevador e Rin guia Gatenmaru até ao antigo escritório de Kohaku e enquanto isso no hospital, Kagome olha, incrédula, para a TV da recepção, estava passando o noticiário de que InuYasha e Sango tinham assassinado Kikyou e que estavam sendo caçados pela polícia, nisso Souta chega por trás dela.
SOUTA – A polícia veio aí para devolver seu carro! Ele está lá fora.
KAGOME – Mesmo?! (meio desinteressada) – Mas o carro não é meu e sim de InuYasha.
SOUTA – Mas vocês casaram em comunhão de bens, portanto ele é seu também, já que ele está foragido. (ele olha para a TV) — Ainda acha que seu marido não é a causa de todos os problemas?
KAGOME – Isso não pode ser verdade! InuYasha e Sango não fariam isso.
SOUTA – Mas se estou lembrado, eles foram presos ontem por raptarem e torturarem o namorado dessa Kikyou, não é?
KAGOME – Sim, mas...
SOUTA – Então isso significa que eles podem, sim, ter feito isso.
Kagome não podia rebater aquela argumentação de Souta e naquele exato momento o celular de Kagome começa a tocar, ela vê o número e depois olha para o irmão.
KAGOME – É Shippou.
SOUTA – Vai falar com ele sobre a morte de Kouga?
KAGOME – Fazer o que? Melhor voltar para junto da mamãe! Ela pode acordar á qualquer momento.
SOUTA – OK! Depois me fala como foi.
Souta se afasta da irmã para voltar para junto da mãe deles, Kagome espera Souta sair de sua vista por completo para atender o celular, pois não era o numero Shippou e sim o de InuYasha.
KAGOME – Alô, InuYasha?
INUYASHA – Kagome! Sou eu sim! Que bom que atendeu.
KAGOME – O que está acontecendo? Os noticiários dizem que você e Sango mataram Kikyou! Como puderam fazer isso?
INUYASHA – Eu sei que, depois de tudo que fiz no passado, você tem direito a não acreditar em minha palavra, mas estou dizendo que nem eu e nem Sango fizemos o que estão nos acusando.
KAGOME – Então o que houve?
INUYASHA – Quem matou Kikyou foi Toutoussai! Ele a matou e botou culpa em nós.
KAGOME – Toutoussai?! Mas ele é seu padrinho, amigo de longa data de sua mãe! Por que ele faria isso com você?
INUYASHA – Eu não sei! Acho que é para proteger alguém que seria prejudicado com a revelação de que Kanna tinha participação na morte de Kohaku.
KAGOME – O que?! Kanna?!
INUYASHA – Sim! Kikyou estava contando a verdade! Ela sabia que a vida dela corria risco e por isso tinha chamado Toutoussai para ajudá-la, já que ela tinha uma gravação de uma conversa telefônica entre Kanna e Kagura.
KAGOME – Então era essa conversa que estava no CD que Kikyou pediu para Shippou decodificar?
INUYASHA – Exato! Eu fiquei com tanta raiva da Kikyou que nem pensei na possibilidade dela estar dizendo a verdade! Sinto-me um pouco culpado por não acreditar nela.
KAGOME – Agora de alguma forma eu entendo o que ela fez! Ela devia estar desesperada! InuYasha! Eu acredito em você! O que posso fazer para te ajudar?
INUYASHA – Obrigado amor! Eu e Sango estamos em uma região mais afastada do centro! Precisamos entregar essa gravação para a Promotora-chefa Midoriko, já que a polícia está toda com Toutoussai e para isso precisamos envolver Miroku.
KAGOME – Entendi, mas nesse momento ele deve estar no jato do governo, não posso entrar em contato com ele e sem falar que provavelmente ele não irá escutá-los, ou já se esqueceu do que ele disse á vocês se acontecesse algo com Kikyou?
INUYASHA – Eu sei! Eu sei! Precisa entrar em contato com ele de algum jeito! Miroku é nosso único meio de encontrarmos justiça e se Toutoussai falar com ele antes, estamos perdidos.
KAGOME – Ta! Eu vou ver o que posso fazer.
INUYASHA – Rápido, por favor.
InuYasha desliga seu celular e volta sua atenção para Sango, que ainda estava encostada em um canto, chorando de revolta pela descoberta que fez, ele se senta ao lado dela.
INUYASHA – Vai ficar tudo bem! Kagome acredita em nós e vai tentar pedir ajuda de Miroku.
SANGO – Ele não vai acreditar em nós! Ele vai pensar que matamos Kikyou.
INUYASHA – Agora só nos resta esperar um outro contato de Kagome. (ele exibe o gravador) – Precisamos proteger isso com nossas vidas.
Sango enxuga as lágrimas e com a cabeça, concorda com as palavras de InuYasha e enquanto isso no hospital, depois de falar com o marido, Kagome foi até onde estava Souta.
KAGOME – Olha Souta! Eu preciso dar uma saída.
SOUTA – Para aonde?
KAGOME – Para a casa de Kouga! Preciso falar pessoalmente com Shippou.
SOUTA – Entendo! Pode ir! Eu fico aqui com a mamãe.
KAGOME – Ta! Obrigada e qualquer mudança do estado dela, me liga.
Souta consente com a cabeça e Kagome se afasta do irmão para sair do hospital, mas nisso, Souta usa o celular para falar com Toutoussai.
SOUTA – Ela está saindo.
TOUTOUSSAI – Acha que ela está indo ao encontro de InuYasha?
SOUTA – É possível! Ela demorou muito no celular para ser apenas Shippou! De qualquer forma o senhor vai saber para onde ela vai, já que eu botei o rastreador GPS no carro dela, conforme o senhor me pediu.
TOUTOUSSAI – Sim! Fez bem em me ajudar, Souta! Não vai se arrepender.
SOUTA – O senhor garante que minha irmã não terá em problemas?
TOUTOUSSAI – Nós só queremos InuYasha e Sango! Não queremos nada com sua irmã, ainda mais ela sendo filha do general Higurashi.
Souta desliga seu celular para voltar a olhar a mãe, de alguma forma, o falecido pai de Kagome tinha alguma influência e enquanto isso na casa de Kouga, Shippou e Satsuki assistiam os noticiários pela TV.
SHIPPOU – O que estão dizendo do InuYasha é um grande absurdo! Ele nunca faria isso.
SATSUKI – Mas a polícia diz que ele fez.
SHIPPOU – A polícia está errada como esteve errada quando o acusou de matar Kohaku.
SATSUKI – Mas desta vez ele fugiu! E junto com Sango, sem falar que o chefe da Segurança Interna é que disse que foram eles e...
SHIPPOU – E que se dane Toutoussai! (gritando) – Ele deve ter sido enganado, pois eu acredito em InuYasha e você deveria acreditar também.
SATSUKI – Está bravo comigo como seu eu fosse a responsável por isso.
SHIPPOU – Me desculpe, Satsuki, mas é que não posso acreditar que esse pesadelo voltou e...
SATSUKI – Mas você está certo, Shippou! Eu acredito no meu tio, mas você mesmo deve admitir que tudo isso seja meio estranho.
Naquele momento o telefone da casa começa a tocar e Shippou atende imediatamente na esperança de ser InuYasha, mas era Kagome, que já estava dirigindo o carro de InuYasha.
SHIPPOU – Alô.
KAGOME – Shippou! Sou eu! Quem está aí com você?
SHIPPOU – Somente Satsuki, pois Koharo está na cozinha preparando a mamadeira de Genku.
KAGOME — Se está assistindo a TV já deve saber o que está acontecendo.
SHIPPOU – Sim Kagome! Eu duvido que InuYasha tenha feito isso! Eu sei que para você deva ser difícil acreditar...
KAGOME – Mas eu acredito nele, Shippou! Falei com ele agora pouco! Toutoussai está envolvido! Foi ele quem matou Kikyou! É por isso que estou te ligando! Preciso de sua ajuda.
SHIPPOU – Pode falar tranqüila! Satsuki também acredita em InuYasha.
KAGOME – Ótimo! Vai precisar da ajuda dela para distrair Koharo.
SHIPPOU – Ok! Do que precisa?
KAGOME – Preciso de dois favores seus! Primeiro, como não podemos confiar na polícia, precisamos da ajuda de Miroku, mas nesse momento ele está em um jato do governo, portanto eu preciso que arrume o numero do telefone desse jato para que eu possa falar com ele antes que Toutoussai faça.
SHIPPOU – Mas Toutoussai trabalha para o governo! E se ele já entrou em contato?
KAGOME – Mas temos que arriscar! Miroku é a única esperança de InuYasha e Sango.
SHIPPOU – Ok! Com o computador de Kouga, acho que posso conseguir esse numero sem chamar a atenção do governo japonês. (ele observa Koharo ainda na cozinha) – E quanto ao outro favor?
KAGOME – Ah sim! Esse outro favor é em relação a mim!
SHIPPOU – O que houve?
KAGOME – Nada! Esse que é estranho! O meu marido está foragido, a polícia recupera meu carro e nenhum policial veio me interrogar á respeito dele e saí do hospital na maior tranqüilidade.
SHIPPOU – E daí?
KAGOME – Daí que acho que eles sabem que entrei em contato com InuYasha e provavelmente estão me seguindo, mas não vejo carro algum á vista. (ela olha no retrovisor do veículo) – Se estão me seguindo é por que colocaram um rastreador no carro.
SHIPPOU – Então você me ligou para que eu te ajude nisso?
KAGOME – Sim! Você pode me ajudar?
SHIPPOU – Se ainda estiver com as minhas coisas que tinha levado para a Segurança Interna, eu posso.
KAGOME – Suas coisas? (ela para o carro e olha para o banco de trás e vê uma sacola lá) – Sim! Estão aqui.
SHIPPOU – Ótimo! Então vá para um posto de gasolina e me ligue quando chegar lá.
Kagome desliga o celular e volta a ligar o carro para fazer o que Shippou lhe pediu e enquanto isso no Grupo Naraku, Gatenmaru estava revirando o antigo escritório de Kohaku na empresa, tudo sob a observação de Rin e naquele momento Kanna chega ao local.
KANNA – Desculpe a demora. (ela olha para Rin) – Ele encontrou algo?
RIN – Nada! Acho isso uma perda de tempo.
GATENMARU – Pode ser, mas é meu trabalho. (continuando a mexer nas coisas)
KANNA – Olha Rin! Por que não vai ver o que Onigumo está fazendo? Eu fico aqui com o detetive.
RIN – Boa idéia! É provável que Onigumo esteja por trás de tudo isso.
Inocentemente Rin aceita os conselhos de Kanna e se retira do local e assim a presidente do Grupo Naraku tira uma foto de dentro de sua bolsa e vai até Gatenmaru.
KANNA – Aqui está! (ela entrega para ele a foto)
GATENMARU – Deixa-me ver. (ele vê com atenção a foto) – Ótimo! Vai servir.
A foto em questão era uma montagem, pois nela estavam Sango e InuYasha, juntos e se beijando, aquela foto era perfeita para a armação deles.
GATENMARU – Foi muita sorte você ter essa foto aqui com você.
KANNA – Ela foi montada há meses! Antes de InuYasha aceitar aquele trabalho de Jakotsu! Nunca achei que seria necessário usá-la.
GATENMARU – Mas ela veio a calhar! Agora Toutoussai tem o motivo que precisava para prender os dois.
KANNA – Certo! Ele também me disse que você matou Kouga! Isso era mesmo necessário?
GATENMARU – Sim! Ele disse que poderia recuperar os arquivos destruídos! Eliminá-lo ali foi a única oportunidade que encontrei. (ele percebe a expressão triste dela) – O que foi Kanna?
KANNA – Houve mais mortes do que eu imaginava! Eu até tive que aceitar a ajuda de Toutoussai para contornar a situação.
GATENMARU – Olha Kanna! (ele coloca as mãos no ombro dela) — Você tem que se lembrar porque estamos fazendo isso! Existe um propósito maior e...
KANNA – Mas esse propósito falhou quando fomos enganados pela Ordem da Espada Morta! Não entende? Isso não poderia ter acontecido.
GATENMARU – Mas aconteceu! Kagura falhou com a gente e agora precisamos apagar as pistas e precisamos fazer isso custe o que custar, pois você mesma sabe que fomos longe demais para voltarmos agora.
KANNA – Eu sei! Faça o que tiver que fazer e... tem gente chegando.
Kanna para de falar ao perceber que Rin estava se aproximando do escritório e assim que, ela foi falar com eles.
RIN – E aí? Encontraram alguma coisa? (Kanna olha para Gatenmaru que já sabia o que deveria fazer)
GATENMARU – Sim! Acho que encontrei o que estava procurando. (ele mostra a foto)
RIN – O que? (ela pega a foto e não acredita no que vê) – Mas isso não pode ser verdade.
KANNA – Mas infelizmente é, Rin! Isso prova que Toutoussai estava certo. (Gatenmaru pega a foto de volta)
GATENMARU – Preciso levar isso ao conhecimento dos meus superiores! Com licença.
Gatenmaru, de posse da foto, sai do escritório para sair da empresa, deixando Rin a sós com Kanna.
RIN – Meu Deus! Kagome vai ficar arrasada e...
KANNA – Eu preciso de um outro favor, Rin.
RIN – O que foi?
KANNA – Melhor não falar isso com ninguém! Nem com Kagome, nem com seu marido e muito menos com Onigumo.
RIN – Mas por quê?
KANNA – Apesar dessa foto, ainda há algo de nebuloso nisso tudo, portanto quanto menos gente souber dessa história, melhor será a investigação da polícia! Depois que Sango e InuYasha forem capturados, poderemos saber toda a verdade.
RIN – Você não deixa de ter razão! Tenho certeza que InuYasha e Sango tiveram algum motivo forte para fazer o que fizeram.
KANNA – Obrigada por me ouvir. (ela segura a mão de Rin) – Com tantas surpresas, eu só posso confiar em você, amiga.
RIN – Sempre.
Rin abraça Kanna sem desconfiar de que a amiga estivesse por trás de tudo e já fora do Grupo Naraku, Gatenmaru liga para Toutoussai, que naquele momento estava dirigindo seu carro pelas ruas de Tóquio.
GATENMARU – Consegui a prova que precisava.
TOUTOUSSAI – Ótimo! Leve-a para Jinenji e se certifique para que ele acredite nela.
GATENMARU – Pode deixar! Conseguiu achá-los?
TOUTOUSSAI – Não, mas tenho certeza de que Kagome vai nos levar até eles! Nesse momento estou a seguindo através do GPS, ela nem vai desconfiar.
GATENMARU – Ta! Olha Toutoussai! Posso saber por que está nos ajudando? Você não fazia parte do esquema.
TOUTOUSSAI – Ora meu caro Gatenmaru! Eu tenho os meus motivos assim como você tem os seus! As coisas se complicaram e Kanna pediu minha ajuda! Melhor deixarmos as coisas assim.
Gatenmaru desliga o seu celular e embora fossem aliados momentâneos, ele não confiava totalmente em Toutoussai, pois não sabia seus motivos e enquanto isso, dirigindo o carro de seu marido, Kagome chegou finalmente á um posto de gasolina e estacionou o veículo, mas antes de sair do carro, ligou para Shippou.
KAGOME – Cheguei ao posto! O que faço agora?
SHIPPOU – Dentro da sacola com minhas coisas há um pequeno radio transmissor! Pegue-o e saia do carro.
Kagome, sem desligar o celular, pega a sacola no banco de trás, procura nela o rádio e ao encontrá-lo, sai do carro, de posse do rádio.
KAGOME – Já peguei!
SHIPPOU – Gire o modulador de freqüência até a última posição e deixe no modo ativo. (Kagome faz tudo isso que Shippou pediu)
KAGOME – Pronto.
SHIPPOU – A luzinha está acesa?
KAGOME – Sim!
SHIPPOU – Ótimo! Você fez direitinho! Agora passe o radio em volta do carro, principalmente na parte debaixo, quando a luz piscar me avise.
Kagome, sem desligar o celular e fingindo que estava abastecendo o carro, começa a passar o rádio em torno do veículo e de repente a luz do aparelho começa a piscar.
KAGOME – Está piscando, Shippou.
SHIPPOU – Então é um rastreador! Você tem que tira-lo sem danificá-lo, então faça com cuidado e depois o coloque em outro lugar.
KAGOME – Ta bom! Já conseguiu o numero do telefone do jato?
SHIPPOU – Ainda não.
KAGOME – Por que não?
SHIPPOU – Porque estamos falando de um jato do governo! Não dar para conseguir isso fácil sem chamar a atenção do governo.
KAGOME – Mas você consegue?
SHIPPOU – Consigo! Vai demorar, mas eu consigo.
KAGOME – Quando conseguir me liga! Não sei por quanto tempo InuYasha e Sango podem fugir da polícia.
SHIPPOU – Ok! Farei o possível.
Kagome desliga o celular para depois tirar o rastreador com extremo cuidado, feito isso e com o rastreador de posse, ela o leva até um caminhão e percebendo que o motorista estava distraído, Kagome coloca o rastreador no veículo e volta para o seu a fim de ir embora e enquanto isso, Shippou continuava a trabalhar no grande computador a fim de achar o numero do telefone do jato do governo, sabendo disso, Satsuki estava distraindo Koharo.
KOHARO – Por que você não quer que eu fale com Shippou? Eu posso te ajudar e...
SATSUKI – Não precisa.
KOHARO – Pois eu acho que sim! Se não, a relação de vocês vai ficar nesse ‘chove não molha’!
SATSUKI – Se quer me ajudar, por que não me da uma dica de como posso conquistá-lo.
KOHARO – Eu?! Dar dicas de como conquistar alguém? Acho que está procurando a pessoa errada, Satsuki! Se eu tivesse bons conselhos sobre como conquistar alguém, eu mesma os seguiria.
A filha de Sesshoumaru percebe que Koharo ficou triste com aquela conversa e sabia quem era o responsável por aquela situação.
SATSUKI – Está falando de Miroku, não é?
KOHARO – E de quem mais poderia ser? (ela se afasta um pouco ficando de costas para Satsuki) – Mas ele ainda gosta de Sango. (ela volta a ficar de frente para ela) – Mas quem sabe depois que ele souber de tudo que Sango fez agora, ele perceba que ela não é mulher para ele, não acha?
SATSUKI – Sinceramente eu não sei, Koharo! (ela se aproxima de Koharo) – Você gosta mesmo dele.
KOHARO – Eu não gosto dele! Eu o amo! Miroku foi a razão de eu ter agüentado todos aqueles dias na cadeia! A possibilidade de revê-lo era o que fazia sentir viva, mesmo sabendo que ele nunca corresponderia aos meus sentimentos, você entende?
SATSUKI – De certa forma, sim.
KOHARO – Agora com isso que está acontecendo com Sango e tudo que ela já fez, talvez eu tenha uma chance. (ela começa a se afastar para sair do quarto) – Então quem sabe eu possa te dar uma forcinha com Shippou.
SATSUKI – Espere...
Satsuki tentou impedir que Koharo saísse do quarto, mas não teve como e assim teve que segui-la até onde estava Shippou, que por sorte, percebeu a aproximação delas e assim, interrompeu sua busca no computador.
KOHARO – O que está fazendo aí no computador?
SHIPPOU – Nada! Eu apenas gosto de mexer nele de vez em quando. (sorrindo amarelo)
KOHARO – Mas eu acho que deveria passar menos tempo na frente de um computador e prestar mais atenção ao que está em sua volta.
SATSUKI – Deixe-o aí, Koharo! Ele gosta do que faz.
KOHARO – Shippou! Eu só acho que deveria passar mais tempo com sua amiga.
SHIPPOU – Mas já passamos muito tempo junto.
SATSUKI – Isso mesmo! Somos grandes amigos e...
KOHARO – Vocês dois querem parar com isso?! Ta na cara que um é apaixonado pelo outro e nenhum tem coragem de se declarar! Deviam assumir o que sentem e parar com essa enrolação.
Aquelas palavras de Koharo deixaram Shippou e Satsuki vermelhos de vergonha, totalmente corados e antes que Koharo pudesse continuar, ela ouve o choro de Genku.
KOHARO – Eu vou, mas eu volto para continuar essa conversa.
Koharo vai para o quarto de Kouga onde estava Genku, deixando Shippou e Satsuki sozinhos na sala, os dois mal podiam se olhar devido a vergonha que estavam sentindo e aquele silêncio prevaleceu por alguns segundos, segundos que pareciam uma eternidade para os dois, até que finalmente um deles se manifestou.
SATSUKI – Conseguiu o numero?
SHIPPOU – Não.
SATSUKI – Então é melhor conseguir logo.
SHIPPOU – Ta bom.
Os dois foram para frente do computador, eles ainda não tinha coragem de tocar no assunto levantado por Koharo e por isso nem se olhavam até que Shippou se manifestou.
SHIPPOU – Olha Satsuki, á respeito do que Koharo falou, eu...
SATSUKI – O que ela falou foi uma bobagem! (sem olhar para ele) — Imagina, eu e você apaixonados? Mas que loucura. (mentindo para si mesma)
SHIPPOU – Tem razão! (fazendo o mesmo) – Não sei de onde ela tirou essa idéia, afinal eu era namorado de Soten. (ainda sem olhar para ela)
SATSUKI – E eu namorada de Hiro.
SHIPPOU – Tem razão! Melhor não tocarmos nesse assunto.
Embora Shippou e Satsuki tentassem negar, era impossível esconder o que sentiam um pelo outro e por isso havia um clima estranho entre eles, mas para a sorte deles, naquele momento o garoto viu algo no computador.
SHIPPOU – Consegui.
SATSUKI – Esse é o numero?
SHIPPOU – Sim! Desta vez é eu que vou ficar com Koharo, então ligue para Kagome e passe esse numero.
Shippou vai para o quarto de Kouga onde estavam Koharo e Soten enquanto Satsuki pega seu celular e liga para Kagome e enquanto isso no departamento de polícia, um policial entra na sala de Jinenji, querendo falar com ele.
JINENJI – Descobriu alguma coisa?
POLICIAL – Sim! Conseguimos achar o carro de polícia que Sango dirigia, mas ele estava abandonado.
JINENJI – Não há nenhum sinal de onde ela e InuYasha podem estar?
POLICIAL – Infelizmente não! Achamos que eles tenham roubado um outro carro.
JINENJI – Então verifiquem alguma denuncia de roubo de carro na região onde encontrou o carro de Sango.
POLICIAL – Sim senhor
O policial sai da sala de Jinenji, que mesmo sendo fazendo de tudo para encontrá-los, custava em acreditar em toda aquela história e tinha, no fundo, a esperança de que Sango e InuYasha tivessem uma boa explicação e enquanto isso, ainda escondidos em lugar desconhecido, Sango e InuYasha vigiavam, pela janela os carros que passavam pela rua.
SANGO – Você escondeu bem o carro?
INUYASHA – Mas é claro que sim! Eu o cobri.
SANGO – O dono do carro já deve ter chamado a polícia e... (ela para de falar ao ouvir o toque do celular de InuYasha) – Atende.
INUYASHA – Claro. (ele atende) – Alô.
KAGOME – Sou eu InuYasha! Como estão as coisas?
INUYASHA – Bem, na medida do possível! Conseguiu falar com Miroku?
KAGOME – Ainda não! Só agora consegui o numero do jato em que ele está! Preciso saber o que fazer.
INUYASHA – Está bem! Peça ao Miroku para se encontrar com você, mas não fale na gente! É capaz de ele achar que somos assassinos.
KAGOME – E onde devo me encontrar com ele?
INUYASHA – Estamos aqui na garagem do aeroporto Garuga! O encontro deve ser aqui.
KAGOME – Aeroporto Garuga! Entendi.
INUYASHA – Por favor, Kagome! Rápido.
InuYasha desliga o seu celular e assim ele e Sango ficam a espera das chegadas de Kagome e Miroku.
Próximo capítulo = Caçada humana – parte 2
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