Na Noite mais Escura
46 Decisões extremas - parte 3
Sango saiu do quarto de Soten, que embora tenha ficado meio assustada com aquele aviso da detetive, ficou contente pela conversa e já se sentia mais a vontade naquela casa e enquanto isso, na pequena cidade de Urawa, Kagome estava acabando de trocas as fraldas de Genku e colocá-lo no berço. KAGOME – Você da muito trabalha, rapazinho! Kagome sorria apesar da dificuldade de se criar uma criança daquela idade, pois isso era novo para ela já que Shippou tinha quase quatro anos quando ela ficou com sua guarda e enquanto observava o bebê, Kagome quase não percebeu a chegada de um rapaz por trás dela. KAGOME – Souta?! Eu quase não te ouvi. SOUTA – Oi mana! (abraçando-a) – Eu vim assim que soube de sua volta. KAGOME – Vou ficar aqui por algum tempo. SOUTA – Vai ser bom para mamãe! Ela fica muito sozinha desde que me alistei no exercito, mas me fale de você! O que houve com seu casamento, mana? KAGOME – Nem eu sei! Mas eu não quero falar nisso, Souta! (ela olhava para o bebê e depois olhou para o irmão) – Mas e você? Como tem passado? Como é a vida de soldado? SOUTA – Eu ainda não fui mandado para nenhuma missão perigosa, mas ir para o exercito era uma coisa que sempre quis! Seguir os passos do papai. KAGOME – Eu sei! (ela passa a mão no rosto dele) – Olha só para você! Já é um homem! Está até mais alto do que eu. SOUTA – Eu me lembro quando me chamava de pirralho irritante! Eu vivia querendo te azucrinar. (sorrindo) KAGOME – Bons tempos aqueles! Mas agora é diferente! Você cresceu, se tornou um homem muito bonito. SOUTA – A beleza é uma marca de família. (sorrindo) KAGOME – Como sua irmã, eu não vou negar. Kagome também sorriu diante daquela observação do irmão e naquele exato momento, o celular dela começa a tocar, Kagome se afasta um pouco para atender, deixando Genku sob os cuidados de Souta, passado alguns segundos, ela desliga o celular e em seguida começa a arrumar suas coisas para sair, atitude que deixa Souta sem entender nada. SOUTA – O que está acontecendo, Kagome? KAGOME – Kouga! Ele despertou! Eu tenho que voltar para Tóquio! Você me da uma carona? SOUTA – Eu não vim de carro. KAGOME – A mamãe saiu com o carro! (ela fica pensativa) – Já sei! O Houjo tem carro! (ela se aproxima do irmão) — Souta! Liga para ele e conta o que está acontecendo e pede para ele me ajudar! Enquanto arrumo o Genku. SOUTA – Você vai levá-lo? KAGOME – Será bom para o Kouga ver o filho! Ainda mais quando descobrir que Ayame morreu. Souta vai para a sala usar o telefone enquanto Kagome pegava algumas roupas de Genku, já que pretendia leva-lo para ficar com o pai. Sem ainda saber sobre o despertar de Kouga, Shippou estava chegando ao colégio, ele ainda tinha na mente aprender artes marciais e enquanto caminha para a sala de aula, Xolan, colega dele, se aproxima e nota um hematoma no rosto dele. XOLAN – Alguém de empurrou da escada? (rindo) SHIPPOU – Eu tropecei na minha fraqueza. (sendo sarcástico) XOLAN – Vai Shippou! Fala o que houve? SHIPPOU – Eu estou querendo aprender artes marciais e isso é minha primeira lição. (apontando para o hematoma) – A dor dói! XOLAN – Olha Shippou! Com todo respeito, mas acho que artes marciais e você não combinam! Você é meio franzino, não acha? SHIPPOU – Como é bom ter amigos assim! (sendo irônico) XOLAN – Eu faço o melhor com o material que me dão. Shippou e Xolan entram na sala e vão se sentar em suas respectivas cadeiras, Soten, que sentava em uma carteira á frente da de Shippou, nota o hematoma no amigo. SOTEN – O que foi isso? Está doendo? SHIPPOU – Eu estou bem, Soten! Isso não é nada. SOTEN – Como nada? SHIPPOU – Depois eu te explico. SOTEN – Está bem! No intervalo quero te contar algo muito bom que aconteceu comigo. (sorrindo) SHIPPOU – Deve ser bom mesmo! Desde que aconteceu aquilo com seu pai que não a vejo sorrir naturalmente. Soten e Shippou sorriam um para o outro, essa cena era vista por Satsuki, que estava sentada em uma carteira do outro lado da sala e como a carteira de Xolan ficava ao lado, á frente à de Maya, namorada dele e amiga de Satsuki que aproveitou isso para puxar assunto. SATSUKI – Xolan! XOLAN – O que foi? SATSUKI – Você veio com o Shippou! Sabe o que é aquele hematoma? XOLAN – Sei! O Shippou me disse que está querendo aprender artes marciais. MAYA – Artes marciais?! Para que? XOLAN – Sei lá! Talvez para não apanhar tanto. SATSUKI – Mas que bobagem! Assim só vai se machucar. MAYA – Não está muito preocupada com ele, Satsuki! (ela lança um olhar malicioso) – Por acaso está gostando dele? SATSUKI – Eu?! (ficando vermelha) – Até parece! O Shippou é um amigo de infância! Não tem nada a ver. XOLAN – Mesmo?! SATSUKI – Sem falar que gosto de garotos mais velhos! Sabe muito bem disso, Maya. MAYA – Como o Hiro? Satsuki nada respondeu ao ouvir aquele nome, mas o que mais incomodava a filha de Sesshoumaru era não conseguir admitir para os outros seus sentimentos em relação á Shippou e enquanto isso, Miroku e Sango estavam na sala da casa do advogado, sentados no sofá. MIROKU – Sango! Está querendo falar algo comigo desde que falou com Soten! Bem, Soten já está no colégio. SANGO – A conversa que tive com ela teve haver com uma decisão que tomei e... (o celular dele começa tocar) MIROKU – Espera um pouco! (ele atende o celular) – Miroku falando. KAGOME – Miroku! Sou eu. MIROKU – Kagome?! (ele se levanta) — O que houve? KAGOME – O Kouga voltou á consciência! Estou indo de carona com o Houjo nesse momento. (ela e Houjo estavam á caminho de Tóquio) MIROKU – Essa é uma ótima notícia. KAGOME – Estou tentando ligar para o celular de InuYasha, mas acho que ele deixou o celular desligado! Por isso estou ligando para você! Quero que avise o Shippou. MIROKU – Ele está no colégio agora! Só poderá ir mais tarde. KAGOME – Tem razão! Eu tinha me esquecido disso! Mesmo assim pode avisá-lo? MIROKU – Claro! KAGOME – Então até mais tarde. Depois de receber aquela notícia, Miroku desliga o celular, Sango fica curiosa para saber a novidade. SANGO – Qual é a ótima notícia? MIROKU – Kouga voltou á consciência. SANGO – Sério?! (ela se levanta do sofá) – Eu preciso vê-lo imediatamente! (ela vai até a porta) — Ele sabe muito sobre a conspiração. MIROKU – Hei Sango! SANGO – O que foi? MIROKU – Antes do telefonema você ia me dizer uma coisa. SANGO – Depois eu falo! Agora preciso ir. MIROKU – Nada de obsessão, Sango! SANGO – Eu só vou querer ouvir o Kouga! Nada mais! (ela volta a se aproximar dele) – Não se preocupe. Sango da um selinho em Miroku para em seguida sair da casa do advogado e enquanto isso, Sesshoumaru estava no prédio da Segurança Interna, mais precisamente em uma sala de espera e de repente Toutoussai entra na sala. TOUTOUSSAI – Desculpe pela demora! O senhor pode ver a prisioneira, mas tem que ser rápido! SESSHOUMARU – Pode deixar! Não vou demorar muito. TOUTOUSSAI – Tudo bem! (ele olha para o lado de fora da sala) – Tragam a prisioneira. E de repente Kagura entra na sala, ela estava algemada e era conduzida por dois guardas que a colocam na cadeira á frente de Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Podem nos deixar sozinhos? TOUTOUSSAI – Sinto muito, mas não é possível! Ela foi responsável por sua prisão! Pode querer se vingar! Não vamos permitir. SESSHOUMARU – Entendo! (ele olha para Kagura) – Antes de tudo quero que saiba que não acredito quando disse que matou Sara por ciúmes. KAGURA – Você é muito tolo mesmo, Sesshy! Sempre foi. SESSHOUMARU — Eu quero te mostrar uma coisa. KAGURA – O que? Sesshoumaru coloca a mão no bolso, atitude que faz os guardas ficarem apostos para evitar um ataque do jornalista que agiria por vingança, mas o que ele tira do bolso era somente uma foto, a foto que Satsuki encontrou nas coisas de Sara. SESSHOUMARU – Isso! Sesshoumaru exibiu a foto para Kagura, que ao ver, arregala os olhos, demonstrando uma enorme surpresa para em seguida desviar o olhar, ficando pensativa, ao que parece ela reconheceu as pessoas na foto. SESSHOUMARU – Acho que sabe quem são! Quem são eles? KAGURA – Você não sabe? (ela sorri) – Pois eu também não sei. SESSHOUMARU – Eu não acredito! Essa foto eu achei nas coisas de Sara! Ela tem alguma relação com a morte de Sara? KAGURA – Eu não sei do que está falando, Sesshy! Eu já disse! Mandei matar Sara porque não suportava a felicidade de vocês. SESSHOUMARU – A sua pode dizer uma coisa, mas seu olhar disse outra! Consegui o que precisava! A confirmação que estou no caminho certo. (ele olha para os guardas) – Podem levá-la! Os guardas olham para Toutoussai, que com a cabeça, gesticula para eles levarem a prisioneira de volta á cela, Sesshoumaru sai em seguida da sala para ir embora quando é interceptado por Gatenmaru. SESSHOUMARU – Detetive?! O que faz aqui? GATENMARU – Tinham vindo mais cedo interrogar Kagura, mas não consegui arrancar nada dela. SESSHOUMARU – Entendo! (ele olha ao redor) – Onde está Sango? Ela não devia estar com você? GATENMARU – Infelizmente ela foi afastada da investigação. SESSHOUMARU – Isso é uma pena! Com licença. (ele faz o contorno para passar e seguir em frente) GATENMARU – Mas não foi o caso do senhor! (ele segue Sesshoumaru) – Eu observei a conversa por outra sala. SESSHOUMARU – E o que tem isso? GATENMARU – Posso ver a foto? (Sesshoumaru mostra a foto e o detetive a vê) – Sabe quem é? SESSHOUMARU – Não! Pelo menos não ainda! Talvez explique os motivos de Kagura mandar matar Sara. GATENMARU – Eu posso ficar com ela? A polícia pode investigar isso. SESSHOUMARU – Tem um mandato? GATENMARU – Não, mas... (Sesshoumaru pega a foto de volta) SESSHOUMARU – Então eu fico com a foto! GATENMARU – Mas por que isso, Sesshoumaru? A polícia tem recursos para investigar! Você não! Só quero ajudar. SESSHOUMARU – Vocês me prenderam injustamente! Eu dispenso esse tipo de ajuda. Depois dessas palavras Sesshoumaru se afastou de Gatenmaru para sair do prédio da Segurança Interna e enquanto isso, em algum lugar na China, mais precisamente em um prédio comercial em Xangai, Jakotsu, que parecia apreensivo, falava algo no ouvido de Bankotsu que logo em seguida pega o telefone no gancho e começa a discar, ele estava telefonando para o celular Juroumaru, que naquele momento estava no laboratório secreto. JUROUMARU – Alô. BANKOTSU – Juroumaru! Sou eu. JUROUMARU – O senhor pessoalmente me ligando! Parece algo urgente. BANKOTSU – E é! Escute Juroumaru! Segundo nossa fonte na Segurança Interna, Kouga recobrou a consciência. JUROUMARU – O que?! Ele foi um dos homens que invadiram a minha casa! Eu o queria morto. BANKOTSU – Esquece sua vingança pessoal! Há muito mais em jogo aqui! Eu investi mais da metade da minha fortuna pessoal nessa operação. JUROUMARU – Tudo bem! Você é o chefe! Mas o que vamos fazer em relação á Kouga? BANKOTSU – Vamos cuidar dele depois, mas estou preocupado com outro ‘fio solto’! A menina Soten! Ela já devia estar morta. JUROUMARU – Ginkotsu disse que cuidará dela hoje! E que tem um plano par não levantar suspeitas contra a Ordem da Espada Morta. BANKOTSU – Ele contou detalhes do plano? JUROUMARU – Não! Sabe como ele é caladão! Na dele! Mas se o senhor quiser, eu ligo para ele e... BANKOTSU – Não precisa! Eu confio em Ginkotsu! Ele sabe o que faz. JUROUMARU – O senhor é quem manda! (ele olha para Tsubaki trabalhando) – Aproveitando que me ligou, vou lhe informar que Tsubaki está prestes a acabar de mudar a configuração do MPX1200! Amanhã estará pronto. BANKOTSU – Então amanhã chegarei à Tóquio! Quero comandar pessoalmente a operação Shikon no Tama! JUROUMARU – Faça como quiser! Desde que de o que me prometeu! Eu me arrisquei muito em trabalhar para sua organização. BANKOTSU – Além da destruição de seus inimigos, terá o que tanto quer! Eu entregarei pessoalmente! Manterei contato. Bankotsu coloca o telefone de volta no gancho e ficamos sabendo que ele é o chefe da Ordem da Espada Morta e que é irmão de Jakotsu. JAKOTSU – Qual é o próximo passo, irmão? BANKOTSU – Entre em contato com nossa fonte na Segurança Interna e informe que a operação Shikon no Tama é amanhã! O governo japonês se arrependerá de sua imprudência na Segunda Guerra Mundial. Jakotsu sai da sala deixando Bankotsu a sós com seus pensamentos e enquanto isso Juroumaru conversava com Tsubaki depois daquele telefonema. TSUBAKI – Não tem problema Kouga estar vivo? JUROUMARU – A operação Shikon no Tama é amanhã! Mesmo que ele saiba de algo, duvido que consiga nos deter. TSUBAKI – Ta! (ela volta a trabalhar no MPX1200) – Me diga uma coisa. (ela volta a olhar para ele) – Você não é da Ordem da Espada Morta e nem faz parte do meu grupo! Por que está nos ajudando? Para quem trabalha? JUROUMARU – Segredo é a alma do negócio, querida! Mas eu posso garantir que estou trabalhando com ‘gente da pesada’! Se Bankotsu com o que me prometeu, terei toda a minha vida de volta! Minha reputação! Tudo. TSUBAKI – E o que ele te prometeu? JUROUMARU – Uma coisa que só alguém com a influência dele teria condição de consegui, mas eu não posso falar, querida! Sinto muito. TSUBAKI – Bankotsu! Eu vou conhecê-lo? JUROUMARU – Vai sim! Ele vem pessoalmente comandar a operação! Por que o interesse? Está interessado nele? Vou ficar com ciúmes. TSUBAKI – Não seja bobo! Isso é só curiosidade. Mas não era só isso, Tsubaki sempre desconfiou que Juroumaru não fez muita força para salvar Kagura, algo lhe dizia que ele até contribuiu para sua prisão devido ao misterioso desaparecimento de Honk, espião de Kagura, o que significava que Bankotsu também estava por trás disso, Tsubaki se lembrou das palavras de Kagura, para ela não confiar em Juroumaru e nos outros, ela não tinha a intenção de seguir com o da Ordem da Espada Morta e enquanto isso, Kagome, acompanhada de Houjo, finalmente chega ao Hospital Memorial e ao entrar no prédio, ela foi interceptada por Eiri, a enfermeira que a avisou do estado de Kouga. EIRI – Senhora Kagome! Tem duas coisas que precisa saber antes de entrar no quarto do seu ex marido. KAGOME – O que foi? EIRI – Primeiro, a polícia esteve aí falando com ele. KAGOME – Ele é testemunha de um caso de conspiração! Ele investigava as pessoas responsáveis pela explosão do hospital e também do prédio do Grupo Naraku. EIRI – Eu sei disso senhora! O policial se identificou como agente da Segurança Interna! Ele ainda está lá. KAGOME – Então vou ter que esperar para vê-lo! Você disse que tinha duas coisas para eu saber, qual é a outra? EIRI – Eu dei o mesmo recado para o agente! (ela se aproxima ainda mais) – Desde que acordou, Kouga não para de chamar pela esposa. KAGOME – Ele não sabe que ela está morta? EIRI – Não! HOUJO – Mas por que não disseram á ele? EIRI – Ele despertou, mas ainda existe um coagulo na cabeça, qualquer estresse por levá-lo a uma recaída e consequentemente colocar sua vida em risco! O coagulo precisa ceder antes de dar tal notícia. KAGOME – Então quer que a gente minta para ele? EIRI – Até o coagulo ceder! Um dia é suficiente para isso! A vida dele correrá risco se ele sofrer algum estresse. Naquele momento o agente da Segurança Interna sai do quarto de Kouga, ao vê-lo, Kagome vai até ele. KAGOME – Por favor, agente... (ela lê o crachá dele) – Agente Renkotsu. RENKOTSU – Sim? KAGOME – Meu nome é Kagome, sou ex esposa de Kouga. RENKOTSU – Eu sei quem é a senhora! Acho que sei por que quer falar comigo! A enfermeira Eiri me deixou a parte da situação de Kouga! Eu não contei nada sobre a esposa dele, não se preocupe, mas se a senhora acha que ele deve saber, a senhora mesmo devia contar-lhe. KAGOME – Eu estou pensando. RENKOTSU – Desculpe, mas tenho que ir! Preciso entregar o interrogatório para meu chefe. Renkotsu se afasta de todos para sair do hospital, Kagome ainda estava relutante em mentir para Kouga, mas temia pela sua vida. HOUJO – Kagome! Pense em Kouga. KAGOME – Ok! Eu não vou dizer nada. Kagome fica em frente à porta do quarto de Kouga, ela respira fundo, sabia que teria que ter muita coragem para mentir e assim ela abre a porta e vê Kouga deitado na cama, ele parecia estar bem. KAGOME – Oi. KOUGA – Kagome! Como é bom ver um rosto conhecido. KAGOME – Vim assim que soube se sua recuperação. KOUGA – O agente que me entrevistou disse que fiquei de coma por mais de um mês. KAGOME – Isso mesmo! Os médicos tiveram que coloca-lo em coma para salvar sua vida. KOUGA – Eu tenho muita coisa para contar e... KAGOME – Espere, Kouga! Eu é que vou te contar. Kagome acabou contando que sabia de toda a investigação que ele fez em relação ao envolvimento da Ordem da Espada Morta com o Grupo Naraku, contou até a participação de InuYasha nesse processo todo, o que levou a separação deles, Kagome contou tudo que sabia, menos a morte de Ayame. KOUGA – Eu sinto por você e InuYasha! Eu sabia que ele era o Motoqueiro Noturno porque Miroku me contou, mas confesso que não sabia dessa participação dele. KAGOME – Mas ele fez e escondeu isso de mim! Isso não podia perdoar. KOUGA – As explosões! A participação de Juroumaru e Tsubaki! O roubo do MPX1200! Sabia de tudo isso menos da participação de Kagura! Eu pensei que o contato do Grupo Naraku fosse o Onigumo. KAGOME – Mas ainda pode ser! Embora Kagura fosse competente, ela só cuidava da segurança da empresa, portanto não tinha como ter acesso a todas as informações. KOUGA – Isso é verdade! Onigumo deve estar por trás, pois a minha investigação e tudo que consegui dela se iniciou a partir de uma desconfiança de Kohaku. KAGOME – Isso é uma coisa que nem e nem Sango e nem ninguém conseguiu entender! Como Kohaku teve acesso aos telefonemas do Grupo Naraku se ele estava fora da empresa há mais de dois anos? KOUGA – Eu sempre achei que ele conseguiu da esposa! Afinal ela é presidente da empresa. KAGOME – Mas Kanna disse que ele nunca falou nada! Acho que fez isso para proteger a esposa, que sempre teve muita confiança em Onigumo. KOUGA – Deixa isso para os órgãos competentes resolverem. KAGOME – Ok! (ela sorri) — Eu quero que veja alguém. Kagome vai até a porta e chama por alguém, segundos depois Houjo aparece com Genku no colo, Kouga se emociona ao rever o filho. KOUGA – Genku! Ele está tão bonito. (ele olha para Houjo) – Como vai Houjo? HOUJO – Bem, amigão! Olha só seu filho! (exibindo para ele) — Kagome cuidou dele nesse tempo que ficou inconsciente. KOUGA – Mesmo?! (ele olha para Kagome) – Obrigado. KAGOME – Não tem que agradecer! Fiz isso por gosto. (sorrindo) KOUGA – Ayame já o viu? Diante daquela pergunta de Kouga, tanto Kagome quanto Houjo ficaram meio tristes e se entreolharam, Kouga estranhou aquele silêncio até que Kagome se manifestou. KAGOME – Ela viu sim, Kouga! Acontece que ela também foi atingida pela bomba e está internada em outro hospital. KOUGA – Outro hospital?! Por que? Isso não faz sentido já que sofremos o mesmo atentado. KAGOME – Por favor Kouga! Não fique exaltado! Precisa de repouso! Eu não sei por que, mas Ayame não está aqui. HOUJO – Precisa se recuperar por completo! Assim verá Ayame mais cedo. KOUGA – Ta! Os médicos me disseram que tenho que ficar mais um dia aqui! Vou me recuperar para ver Ayame o quanto antes. Kouga voltou a se tranqüilizar, Kagome e Houjo davam sorrisos amarelos, era de partir o coração ter que mentir para Kouga, sabiam que ele ficaria arrasado quando descobrisse a verdade e naquele exato momento Sango entrou no quarto. KAGOME – Sango?! SANGO – Oi Kagome! KAGOME – Como soube que o Kouga se recuperou. SANGO – Eu estava com o Miroku na hora que você ligou para ele. KAGOME – Ah sei! (ela lança um sorriso malicioso) – Então estão ‘ás boas’ de novo? SANGO – Depois a gente fala nisso! Desculpe a invasão, mas preciso conversar com o Kouga. KOUGA – Que bom que você veio, Sango! Temos muito que conversar! Mas muito mesmo. Kouga estava prestes a revelar tudo que sabia da conspiração que causou tanta desgraça para nossos heróis. MAIS TARDE Em costado ao seu carro em frente ao colégio, Mushin, padrinho de Miroku, observava a saída dos alunos depois de mais um dia de aula, Soten logo o reconheceu indo até ele, Shippou e Satsuki foram atrás. SOTEN – Senhor Mushin! Veio me buscar? Já falei par ao senhor Miroku que prefiro voltar a pé e... MUSHIN – Se você quiser ir para casa a pé, pode ir! Eu vim buscar ele. (apontando para Shippou) SHIPPOU – Eu? Mas por que? MUSHIN – Miroku me pediu para levá-lo até o Hospital Memorial! Kouga recobrou a consciência! Sua mãe está lá. SHIPPOU – Mas que boa notícia! Então vamos logo! Eu quero vê-lo o mais rápido possível. (feliz) – E ver Kagome também. MUSHIN – As mocinhas não querem vir também? SOTEN – Eu não sei se é uma boa idéia! Ainda mais que fui responsável pelo o que houve com a esposa dele. SHIPPOU – No intervalo você me contou que acertou as coisas com Sango! Com Kouga será a mesma coisa! Ele irá entender seus motivos. SOTEN – Ta! Eu vou, mas não vou falar com ele ainda! Preciso reunir coragem. SHIPPOU – Não vou forçá-la a nada! (ele olha para Satsuki) – E você, Satsuki? Vem com a gente? SATSUKI – Eu quero, mas preciso falar com meu pai antes. SHIPPOU – Ok! Você telefona para ele no caminho! Vamos logo! Eu quero muito ver o Kouga. Shippou estava animado com a recuperação de Kouga e assim todos entram no carro de Mushin para irem até o Hospital Memorial e enquanto isso, no Grupo Naraku, Rin tinha acabado de fazer seu relatório de gastos e estava levando para a sala onde Taibokoumaru estava. RIN – Com licença. TAIBOKOUMARU – Acabou seu relatório? RIN – Sim! Vim aqui entrega-lo. TAIBOKOUMARU – Ok! Sente-se agora. RIN – Mas eu tenho que ir e... TAIBOKOUMARU – Não vai a lugar algum! Sente-se já! Rin, mentalmente, contou até dez para não responder a forma mal criada como Taibokoumaru a tratava, depois de conseguir se controlar, ela se sentou na cadeira. RIN – Pode falar. TAIBOIKOUMARU – Poderia me explicar isso? (ele mostra um papel a ela) RIN – Essas são ligações telefônicas minhas! Liguei para uma mulher chamada Ai. TAIBOKOUMARU – E essa Ai é alguma fornecedora da empresa ou coisa parecida? RIN – Ela é esposa de Nagashi, o assassino da primeira esposa do meu marido! Eu estava investigando essa mulher para provar a inocência de Sesshoumaru. TAIBOKOUMARU – Então você usa recursos da empresa para benefício próprio! Isso não é um bom sinal. RIN – Isso é ridículo! Você fala como se eu fizesse isso as escondidas! Kanna tem conhecimento de tudo isso! Não faço nada nas costas dela. TAIBOKOUMARU – Não estou acusando ninguém de nada, Rin! Eu só quero ter um conhecimento total das coisas. RIN – Não está acusando ninguém? Não e o que parece! Além disso, você não deveria estar vendo somente as finanças da empresa? Por que checar os telefonemas? TAIBOKOUMARU – Eu já disse! Tenho que verificar tudo caso Onigumo tenha desviado dinheiro da empresa! Tenho que investigar todo mundo, inclusive a amiga da presidente. (ele olha o relatório sem olhar par Rin) RIN – Ok! Ok! Eu já respondi a tudo, posso ir? TAIBOKOUMARU – Pode, mas não vá embora da empresa ainda! (ele para de ler o relatório para olhar para Rin) — Talvez precise falar com você sobre outras coisas. Rin nada responde, o que ela mais queria era sair daquela sala e assim que o fez caminhou até a sua sala, mas antes de entrar, seu celular começa a tocar. RIN – Fale! (meio brava) SESSHOUMARU – Sou eu amor! Por que está com essa voz? Parece chateada. RIN – Coisas da empresa, Sesshoumaru! O substituto do Onigumo é chato de galocha que está enchendo minha paciência! Vou ter que ficar um tempo por aqui. Por causa dele. SESSHOUMARU – Eu sinto muito por isso. RIN – Não vamos mais falar dele! Quer falar algo comigo? SESSHOUMARU – Sim! Satsuki acabou de me ligar! Ela está indo com seus amigos até o Hospital Memorial, parece que Kouga recobrou a consciência. RIN – Uma boa notícia para variar! Você vai para lá? SESSHOUMARU – Sim! Preciso mostrar uma coisa para ele! Talvez ele ajude a esclarecer o assassinato de Sara. RIN – Você vai me contar que ‘coisa’ é essa que conseguiu na casa de Jaken? SESSHOUMARU – Depois eu te conto, querida! RIN – Ta! Se for levar até Kouga é por que então conseguiu algo com Kagura ao mostrar essa ‘coisa’? SESSHOUMARU – Ela não disse nada, mas vi nos olhos dela que ela sabe do que se trata. RIN – Acho que vou ficar muito tempo aqui! Depois me conta as novidades. Rin desliga o celular e entra em sua sala no Grupo Naraku e enquanto isso, em seu restaurante, InuYasha supervisionava um eletricista que estava arrumando as instalações elétricas do estabelecimento e naquele momento Miroku acabara de chegar. MIROKU – InuYasha! (chamando a atenção do amigo e saindo do carro) INUYASHA – Miroku?! O que houve? (indo até ele) MIROKU – Eu é que digo o que houve! Estou te ligando há algum tempo e você nada de atender. INUYASHA – Ah sim! A verdade é que me esqueci de carregar meu celular! Estou fazendo isso agora. MIROKU – Por causa do seu esquecimento, Kagome teve que ligar para mim. INUYASHA – O que ela queria? MIROKU – Avisar que Kouga recobrou a consciência! Ela queria que você levasse Shippou até o hospital. INUYASHA – Mas que droga! Eu não posso sair agora! Estou reformando o restaurante, por isso esqueci de carregar o celular. MIROKU – Eu já pedi para o Mushin levar o Shippou até lá! A Kagome já deve estar por lá. INUYASHA – Eu posso saber então o que faz aqui? Devia está lá também. MIROKU – Eu marquei com a Koharo de nos encontrarmos aqui! A não ser que você se importe. INUYASHA – Vai mesmo contrata-la como preceptora de Soten? MIROKU – Vou! Isso já está decidido e além do que é temporário! INUYASHA – Vamos entrar! Lá dentro conversamos melhor sobre a recuperação de Kouga e esperamos por Koharo. InuYasha e Miroku entraram no restaurante, que passava por reformas, mal eles sabiam dos perigos que estavam por vir. Próximo capítulo = Operação Shikon no Tama – parte 1
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