Na Noite mais Escura
47 Operação Shikon no Tama - parte 1 (primeira metade)
Sentado em sua sala, o ministro da defesa, Ryukosei estava despachando requerimentos referentes ao seu cargo até ser interrompido por sua secretária através do interfone. RYUKOSEI – Sim? SECRETÁRIA – Toutoussai na linha um, senhor ministro. RYUKOSEI – Eu atendo! Pode passar. SECRETÁRIA – Senhor Toutoussai! O ministro está na linha. (ela abre o canal para o ministro pode falar) TOUTOUSSAI – Senhor ministro! RYUKOSEI – O que foi Toutoussai? TOUTOUSSAI – Temos notícias urgentes referentes ao caso do roubo e explosão no Grupo Naraku! Saiba que o agente Renkotsu está ouvindo a conversa através do viva voz. RYUKOSEI – Entendido! Prossiga. TOUTOUSSAI – Kouga recobrou a consciência e Renkotsu foi o agente encarregado de interrogá-lo! O senhor deve ouvir o que ele tem a dizer! (ele olha para Renkotsu) – Agente. RENKOTSU – Senhor ministro! Segundo as investigações de Kouga sobre o envolvimento de membros da Ordem da Espada Morta e gente do Grupo Naraku, descobriu-se a existência de um plano de destruição em massa denominado ‘Operação Shikon no Tama’. RYUKOSEI – Se não me falhe a memória esse é o nome original da jóia de quatro almas. RENKOTSU – Isso mesmo senhor! A idéia dessa operação é maximizar os poderes da jóia através do MPX1200! Isso multiplicaria os efeitos por milhões! Todos sabemos o que houve com o Naraku há cinco anos! Agora imagine metade de Tóquio passando pelos mesmos efeitos. RYUKOSEI – Isso é possível? Não seria mais uma lenda? TOUTOUSSAI – Eu não sei senhor, mas seja quem for que está por trás disso, investiu milhões! Acho que não gastaria tudo isso em uma lenda! Em minha opinião, deveríamos levar isso á sério. RYUKOSEI – Entrarei em contato com primeiro ministro, que no momento está viajando! Toutoussai! Quero que reúna os chefes das outras agências e discuta cenários de evacuação assim como frentes de investigação conjuntas! Encontrar Juroumaru e Tsubaki é questão numero um! Entendido? TOUTOUSSAI – Sim senhor ministro! Toutoussai desliga o interfone de sua sala no prédio da Segurança Interna e olha para Renkotsu. TOUTOUSSAI – Acha que Kouga está certo em sua investigação? RENKOTSU – Ele parecia bem seguro do que disse! Deve ser verdade, caso contrário, por que tentariam mata-lo? TOUTOUSSAI – Tem razão! Bom trabalho agente Renkotsu! Está dispensado. Renkotsu bate continência para Toutoussai e sai da sala, andando pelos corredores do prédio, Renkotsu acha um lugar vazio e assim usa seu celular para ligar para Jakotsu. JAKOTSU – Sou eu! RENKOTSU – Diga ao chefe que foi feito tudo como ele disse. JAKOTSU – Muito bom! RENKOTSU – Não tem problema mesmo contar sobre a bomba? Isso não pode estragar nossos planos? JAKOTSU – Meu irmão tem uma imaginação á frente de nós! Que todos saibam é parte do plano dele! Ele quer isso mesmo! Preocupe-se em fazer seu trabalho. RENKOTSU – O meu trabalho faço muito bem! Sou espião dentro da Segurança Interna há dez anos e ninguém daqui nunca desconfiou de nada. JAKOTSU – Você está com o ‘pacote’ de Juroumaru? RENKOTSU – Estou! JAKOTSU – Ótimo! Não podemos decepcioná-lo! Precisamos dele para termos acesso ao alvo pré-determinado. RENKOTSU – Beleza! Eu tenho que desligar Juroumaru desliga seu celular depois de falar com Renkotsu, que é um espião á serviço da Ordem da Espada Morta e enquanto isso, Kouga estava contando para Sango e Kagome tudo que tinha contado para Renkotsu. SANGO – Tem certeza?! Uma bomba? KOUGA – Tenho! Por isso que fiquei tão determinado a investigar essa gente! SANGO – Kohaku sabia de tudo isso? KOUGA – Não! Ele era muito passional! Por isso eu não falava tudo para ele. KAGOME – Por que você foi falar isso para a polícia? KOUGA – Não tínhamos provas e sem falar que o modo como conseguimos as conversas telefônicas não foram legais! Precisávamos de uma prova contundente, que não deixasse dúvidas! Tentamos de todos os jeitos ligar Onigumo á esse grupo, mas não conseguimos nada. SANGO – Antes do meu irmão ser morto, ele queria falar algo comigo! Sabe o que seria? KOUGA – Provavelmente sobre Onigumo! Nesse dia ele me telefonou dizendo que iria falar com você e que contaria tudo! Eu falei para ele ter calma e pensar na esposa, mas ele me disse que nenhum amor valia encobrir aquilo. KAGOME – O que você acha que ele quis dizer com isso? KOUGA – O Kohaku me procurou para ajudá-lo e queria não envolver a polícia! Ele queria proteger a empresa da esposa, tinha medo de manchar a reputação de Kanna! Foi por isso que eu e Ayame fizemos segredos! Sobre sua pergunta, Kagome! Acredito que, de algum modo, ele descobriu sobre a bomba e achou que não valia a pena esconder isso, já que se a bomba explodir a reputação de Kanna seria arruinada para sempre. SANGO – Esse era meu irmão! Sempre pensando nas pessoas que ama e ele amava muito Kanna. KOUGA – Acredite Sango! Seu irmão era um bom homem. Naquele momento, Shippou entra no quarto de hospital e logo vai abraçar Kouga. SHIPPOU – Que bom que está vivo! KOUGA – Não vai ser fácil se livrar de mim. (sorrindo) KAGOME – Shippou. SHIPPOU – Oi Kagome! (ele da um abraço nela) – Bem que você disse! O Kouga era forte e vai se recuperar. KAGOME – Eu disse sim! KOUGA – Shippou! A Kagome me contou que você, sozinho, ativou o sistema de segurança da casa. SHIPPOU – Sim! Eu não queria que alguns vândalos roubassem sua casa enquanto estivesse fora! Eu também tentei salvar os arquivos se sua investigação, mas acabei perdendo a maioria! Eu sinto muito. KOUGA – Kagome me contou que fez isso em uma emergência! Se não fosse você, ninguém descobriria que roubaram o MPX1200 e também não descobririam o envolvimento de Kagura. E naquele momento Satsuki e Soten entram no quarto e Kouga olha bem para a garota que foi babá de seu filho, sorrindo para ela. KOUGA – Que bom que veio me visitar. SOTEN – Eu tinha que vir! (ela se ajoelha) – Me desculpa pelo que aconteceu com Ayame! Eu sinto muito. KOUGA – Sente pelo que aconteceu com Ayame? Kouga estranhou o comportamento de Soten e foi aí que Kagome percebeu que a menina, assim como os demais, não tinha sido alertada sobre o estado de Kouga, que obrigava a omissão de informar a morte de Ayame e assim a esposa de InuYasha retirou todos os visitantes fora quarto deixando Kouga sozinho e sem entender nada. KAGOME – Cadê aquela enfermeira? (a procurando e depois a vendo se aproximar) – Por que não avisou os outros sobre o estado de Kouga? EIRI – Pensei que a senhora fosse se encarregar disso! Desculpe-me, mas tenho outros pacientes. KAGOME – Tem razão! (ela coloca as duas mãos no rosto) – Foi culpa minha! Eu é que peço desculpas. A enfermeira se afasta para continuar seu trabalho deixando Kagome com os outros, que por sinal, queriam uma explicação para a atitude dela de tirar todos do quarto de Kouga. SANGO – O que está acontecendo, Kagome? SHIPPOU – O que tem o estado de Kouga? KAGOME – Ta! Eu vou contar tudo. Sendo por Houjo, que segurava Genku no colo, Kagome conta para Sango, Shippou, Soten e Satsuki os detalhes sobre o estado de Kouga, que ele não poderia sofrer algum estresse, caso contrário, ele corria risco de vida. KAGOME – Agora entendem por que fiz o que fiz? SANGO – Puxa Kagome! Ainda bem que não mencionei a morte de Ayame! KAGOME – Como disse para a enfermeira, isso foi culpa minha, pensei que ela tivesse avisado á todos. SHIPPOU – E quando ele irá saber de toda a verdade? KAGOME – Quando o coagulo no cérebro regredir completamente. SHIPPOU – Isso pode demorar dias! Semanas! KAGOME – Sim Shippou! Vai demorar! Se dependesse de mim seria mais rápido, mas não é. SHIPPOU – Eu não sei se é certo o que está fazendo! Kouga vai se sentir pior! Ele vai ficar bravo com você assim como você ficou brava com InuYasha. Ao ouvir aquilo se irritou tanto a ponto de encarar Shippou e faze-lo ficar contra a parede. KAGOME – Escute aqui, mocinho! O Kouga não tem parentes vivos, portanto eu e você somos o mais próximos de parentes que ele tem e como você é menor de idade a decisão de contar ou não a verdade é minha! Eu queria que não fosse, mas ela é! Estamos falando em arriscar a vida de alguém que já significou, e até certo ponto ainda significa, muito para nós! Então não ouse a comparar o que estou fazendo com o que InuYasha fez comigo. SANGO – Kagome tem razão, Shippou! Acredite, ela fez o certo. SHIPPOU – Eu sei que ela tem! Desculpe-me Kagome! (ele abraça a mãe adotiva) – Eu deveria saber que isso também deve estar sendo duro para você. KAGOME – Tudo bem! (ela afasta um pouco a cabeça dele para que pudesse ver seu rosto) – Não é a primeira decisão difícil na minha vida e certamente não será a última. (sorrindo para tentar mostrar otimismo) SHIPPOU – Você é demais, Kagome! (sorrindo também) KAGOME – Eu tento ser. (ela acaricia o rosto do filho e acaba percebendo o hematoma) – O que é isso no seu rosto? SHIPPOU – Isso? (passando a mão no hematoma) – A verdade é que eu caí da escada, quando ajudava o InuYasha no restaurante! Uma bobagem. Shippou ria tentando demonstrar naturalidade, Kagome olhou meio desconfiada para aquilo, mas não quis prosseguir com a discussão. SANGO – Vamos voltar para o quarto antes que Kouga desconfie de algo. KAGOME – Mas o que vamos dizer para justificar o meu comportamento? SANGO – Eu tenho uma idéia! Vamos contar que o Soten fez. SOTEN – Está falando da gravação? SANGO – Isso! Não mentiremos e será suficiente para fazer Kouga acreditar no nosso comportamento. KAGOME – Faremos isso! SHIPPOU – Eu sinto muito, mas eu não irei! KAGOME – Shippou! Eu já não expliquei que... SHIPPOU – Kagome! Eu não estou dizendo que está errada, pois não está! Estou apenas dizendo que não consigo olhar para o Kouga e mentir dizendo que a esposa dele está viva! Eu não consigo. KAGOME – E você Soten? SOTEN – Eu sei que devo encará-lo, mas no momento é muito difícil para mim. KAGOME – Tem razão! Vocês são só garotos! Não vou exigir mais de vocês. SHIPPOU – Eu, Soten e Satsuki marcamos de ir á um local! Vamos para lá! O senhor Mushin vai nos levar. SATSUKI – Eu liguei para meu pai avisando que vinha para cá! Quando ele chegar avise-o que sai. KAGOME – Ta! Eu aviso e já que Mushin irá com vocês, podem ir. Shippou, Soten e Satsuki se retiram do local deixando Kagome para trás, Sango chega por trás dela. SANGO – Vamos? KAGOME – Vamos lá! SANGO – Kagome! KAGOME – Sim? SANGO – Pode me chamar de louca, mas acho que não acreditou na história do Shippou sobre ele ter caído da escada. KAGOME – E não acreditei, mas a verdade eu descubro depois! Agora tenho outras preocupações. As duas, acompanhadas de Houjo e Genku, entram no quarto de Kouga, que, ainda deitado, estava meio impaciente. KOUGA – O que houve? O que estão me escondendo? Por que Soten me pedia desculpas pelo que aconteceu com Ayame? SANGO – Eu vou contar, Kouga! Acho que deve saber. Sango conta o que Soten foi obrigada a fazer e assim Kouga fica sabendo não só da participação da família de Soten no crime, mas também a ligação desse caso com o assassinato de Sara anos atrás. KOUGA – Pobre menina! Eu não podia imaginar a vida que ela levava. SANGO – Fique sabendo que não guardo raiva dela pelo que aconteceu com meu irmão. KAGOME – Eu retirei todo mundo porque fiquei com medo que ficasse bravo com Soten! Foi uma idéia tola. KOUGA – Tudo bem. Kouga sorriu para Kagome, que por sua vez, estava feliz com as palavras de Sango, ela sabia que o que a detetive disse sobre Soten iria ajudar Kouga a perdoá-la também quando soubesse da verdade e enquanto isso no andar inferior do hospital, Shippou, Satsuki e Soten estavam chegando à saída do lugar. SATSUKI – Shippou! Não vai contar a verdade para a tia Kagome? SHIPPOU – Não vou! SOTEN – Mas deveria contar! SHIPPOU – Vocês perderam o juízo? Se eu contar que o InuYasha me bateu, Kagome nunca mais voltará com ele. SATSUKI – E acha mesmo que a tia Kagome acreditou naquela sua ‘historinha’? SOTEN – E sem falar que ela vai descobri a verdade mais cedo ou mais tarde. SHIPPOU – Querem saber? Eu não quero mais falar sobe isso! Vamos ao local combinado ou eu posso praticar em outro lugar? SATSUKI – Vamos, né? SOTEN – Você é quem sabe, Shippou. Shippou seguiu em frente enquanto Satsuki e Soten se entreolhavam e balançavam a cabeça negativamente em sinal de reprovação à atitude do garoto para logo depois irem atrás dele, depois que os três entram no carro de Mushin, o padrinho de Miroku da à partida no veículo para que saíssem daqui, mas o que eles não sabiam era que um homem chamado Suikotsu, vestido de médico, os vigiava e assim que o carro some de vista, ele usa seu celular para ligar para Ginkotsu.
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