Na Noite mais Escura
17 Crimes do passado - parte 4
Depois de falarem com Nagashi na penitenciária, Sango e Gatenmaru voltaram para o departamento de polícia de Tóquio onde na sala do capitão Jinenji, eles discutiam a confissão de Nagashi sobre a participação de Sesshoumaru no assassinato de Sara. JINENJI – Eu vejo que os dois discordam do rumo da investigação, podem dar seus argumentos, primeiro você Gatenmaru. GATENMARU – Eu sou a favor que peçam um mandato de prisão contra Sesshoumaru, está comprovada a participação dele. SANGO – Eu discordo! O Sesshoumaru não tem o perfil desse tipo de criminoso. GATENMARU – Mas você viu como ele ficava nervoso quando era contrariado. SANGO – Eu até concordaria se ele mesmo tivesse matado Sara em um momento de fúria, mas estão acusando ele de ser o mandante, ele não tem esse perfil. JINENJI – Gatenmaru, qual seria o motivo dele para o crime? GATENMARU – São dois motivos combinados! Ele tinha medo de perder tudo por causa do processo e também porque ele achava que a esposa estava tendo um caso. SANGO – Sesshoumaru é um dos jornalistas mais respeitados desse país, eu já discordei muito de algumas de suas atitudes, mas assassinato? Eu não acho que o Sesshoumaru fosse tão burro a ponto de arriscar a carreira por causa de ciúmes. GATENMARU – Os cheques deles enviados para Nagashi provam a ligação deles, a balística provou que a bala que matou Sara saiu da arma de Nagashi. SANGO – Isso só prova que foi Nagashi que matou Sara, ele podia ter feito isso porque deu em cima de Sara e ela recusou, existem várias possibilidades. GATENMARU – Olha capitão Jinenji, eu já dei a minha opinião, ela é baseada em fatos enquanto a da minha parceira é baseada em hipóteses, talvez porque ela tenha uma amizade muito restrita com o irmão do acusado. (olhando para a parceira que não gostou nada do que ouviu) SANGO – A minha amizade com InuYasha não está em questão! (encarando o parceiro) JINENJI – Já chega de discussão! (ele se levanta da cadeira e olha para Sango) – Eu sei que acredita na inocência de Sesshoumaru, mas não estaria fazendo meu trabalho se ignorasse isso. SANGO – Mas capitão... (ele não a escuta e olha para Gatenmaru) JINENJI – Gatenmaru! GATENMARU – Sim capitão. JINENJI – Eu vou pedir um mandato de prisão para Sesshoumaru, faça com que ele venha sem resistir. GATENMARU – Como quiser capitão. (sorrindo) – Vou assim que receber o mandato. JINENJI – Podem ir. A dupla de detetives sai da sala do capitão, mas aquela discussão estava longe de acabar. SANGO – Está cometendo um erro, Gatenmaru. GATENMARU – Você é que está, Sango! Tem que aceitar as coisas como elas são. (ele respira fundo) – Eu sei que queria que o Onigumo fosse culpado, mas o mandante é Sesshoumaru, tudo está contra ele. SANGO – Isso não faz sentido! Por que ele não mandou se livrar do corpo? Por que se arriscou tanto? GATENMARU – Ele deve ter se sentido seguro! Essa pergunta também teria que ser feita se Onigumo fosse culpado, seja como for temos trabalho a fazer. Sango e Gatenmaru voltaram para suas respectivas mesas, aguardando a chegada do mandato de prisão de Sesshoumaru. MAIS TARDE Enquanto isso, sem saber de nada, Sesshoumaru estava em sua casa com a sua esposa Rin e também estava Kagura, que descia as escadas depois de falar com Satsuki. SESSHOUMARU – Conseguiu falar com ela? KAGURA – Sim. (ela se senta no sofá) – Está muito confusa com tudo isso. SESSHOUMARU – Não é para menos. RIN – Esse pesadelo logo irá embora. (ela da um beijo no rosto do marido e Kagura olhava com desdém para a cena) KAGURA – Parece preocupado Sesshoumaru, está acontecendo algo? SESSHOUMARU – Não é nada! KAGURA – Espero que não seja a investigação sobre a morte de Sara, a polícia já veio falar comigo. RIN – Com você? Mas por quê? KAGURA – Ao contrario de você, eu já tinha visto Sara e queriam saber sobre meu relacionamento com Sesshoumaru na época, mas como sabem, nós já tínhamos terminado bem antes de Sara aparecer na vida de Sesshoumaru. RIN – “Essa Kagura, por que ela não vai embora logo?” (pensando) Rin não gostava nada da presença de Kagura em sua casa, mas como ela era mãe de Satsuki, não podia fazer nada e naquele momento a campainha toca, o dono da casa vai atender e da de cara com Sango e Gatenmaru. SESSHOUMARU – Vocês de novo?! O que querem dessa vez? (Rin se levanta para ver quem era) RIN – Sango?! (indo até a porta) – O que houve? SANGO – Eu sinto muito pelo que vou fazer, Rin. SESSHOUMARU – Fazer o que? (Gatenmaru toma a dianteira e mostra um pedaço de papel) GATENMARU – Isso! (ele entrega o papel para Sesshoumaru) – O senhor está preso pelo assassinato de Sara! Favor nos acompanhe até o departamento. RIN – Isso é um absurdo! Fale para ele Sango. SANGO – Eu sinto muito. GATENMARU – Não fale mais nada, Sango! Eu estou no comando agora. SESSHOUMARU – Eu não matei ninguém e... Sesshoumaru para de falar quando percebe que Satsuki, que já estava na sala, estava escutando a conversa, a garota chorava pelo que tinha ouvido. SATSUKI – O senhor matou a Sara?! Como pode? SESSHOUMARU – Satsuki. (indo até ela) – Tem que acreditar no seu pai, eu não matei ninguém. SATSUKI – Não é o que aquele policial disse. SESSHOUMARU – Ele está errado. Kagura ao ver a cena, imediatamente pega o mandato de prisão e o analisa com atenção. KAGURA – Sesshoumaru, eu não vou advogada, mas esse mandato é legítimo, melhor ir. RIN – Não fale besteiras, Kagura! O Sesshoumaru não matou ninguém. GATENMARU – Eu sinto muito, mas a polícia tem provas. (ele se aproxima de Sesshoumaru) – Melhor vir por vontade própria se não for assim, terei que levá-lo de outro jeito e o senhor não vai gostar. (Sesshoumaru percebeu que a ameaça era verdadeira) SESSHOUMARU – Ok! Eu vou com vocês, mas primeiro me deixaeu falar com minha filha. SANGO – Tudo bem. (ela olha para Gatenmaru) – Certo, Gatenmaru? GATENMARU – Cinco minutos! Estamos esperando no carro lá fora. Sango e Gatenmaru saem da casa e Sesshoumaru tentava acalmar Satsuki, que estava chocada em saber da possibilidade do pai ser um criminoso. SESSHOUMARU – Olha querida, o papai vai com os policiais esclarecer esse mal entendido. (se agachando para olhar nos olhos dela) SATSUKI – O senhor jura que não fez nada? SESSHOUMARU – Juro! Eu nunca faria nada disso contra Sara, ela me traía, mas não fui eu que fiz isso. (Kagura se aproxima deles) KAGURA – Seu pai vai esclarecer tudo, querida. (passando a mão na cabeça dela) – Acredite nele. SATSUKI – Sim senhora. (sorrindo) – Eu vou acreditar. Kagura conseguiu acalmar a filha, Rin ficava irritada em ver como a rival conseguia controlar a situação e se sair bem diante dos olhos de Satsuki. KAGURA – Melhor você ir, Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Eu estou tranqüilo porque sei quem a matou. (se levanta) – Foi o Miroku. (tal afirmação surpreende todas) KAGURA – O que? RIN – Miroku?! O Namorado da Sango? Tem certeza? SESSHOUMARU – Era ele que se encontrava com Sara às escondidas. KAGURA – Isso que é surpresa. SATSUKI – Mas por que estão levando o senhor? SESSHOUMARU – Como disse, deve ser só um mal entendido. KAGURA – Não seria melhor levar um advogado? SESSHOUMARU – Não será preciso! Sesshoumaru beija a testa de Satsuki e sai da casa para ir com Sango e Gatenmaru até o departamento de polícia deixando Kagura, Rin e Satsuki para trás. RIN – O que acha disso? (olhando para Kagura) KAGURA – Eu queria dizer que é um mal entendido, mas não acho que seja isso. RIN – Não fale assim na frente de Satsuki. (indo até a garota) KAGURA – Eu acho que a Satsuki é bem crescida para saber de certas coisas. RIN – Kagura. (ela tenta abraçar Satsuki) – Não ligue para o que ela diz e... SATSUKI – Minha mãe está certa! (se afastando de Rin e indo para junto de Kagura) – Vamos deixar o meu pai se defender, mas espero mesmo que ele seja inocente, não quero ser filha de um criminoso. RIN – Não fale assim, Satsuki! Ele é seu pai. Satsuki ignorava os apelos de Rin e ficou abraçada com Kagura, que sorria para Rin, deixando-a mais irritada e enquanto isso, Kagome estava do lado de fora da sala onde Miroku conversava com Midoriko, aguardando o fim daquela reunião e finalmente Midoriko sai da sala e passa por Kagome sem lhe dirigir a palavra, indo embora em seguida Miroku sai da sala, ele parecia abatido e Kagome foi falar com ele. KAGOME – O que houve, Miroku? MIROKU – Acabou, Kagome! KAGOME – O que acabou? MIROKU – A Midoriko acabou de me destituir do caso do ‘bandido prata’. KAGOME – Mas ela pode fazer isso? MIROKU – Pode! (ele se senta na cadeira) – Ela alegou que por causa do meu envolvimento no caso do assassinato de Sara, poderia prejudicar o andamento do processo. KAGOME – Eu não entendi, o que você tem com a primeira esposa do Sesshoumaru? MIROKU – Eu dava a ela assistência jurídica sem o marido dela saber! O Sesshoumaru deve ter concluído que eu era o suposto amante. KAGOME – Então foi por isso que ele te deu um soco? MIROKU – Sim, mas o que eu não entendo é como ele soube do meu nome, eu deixei claro para Sango que não deveria citar meu nome e... KAGOME – O que foi, Miroku? MIROKU – A Sango! KAGOME – O que tem ela? MIROKU – Ela nunca aceitou minha carreira política, sempre dizendo que ela tinha me mudado. KAGOME – Ora, Miroku, você não está achando que a Sango fez isso de propósito? MIROKU – Eu não sei o que pensar. KAGOME – Miroku, a Sango te ama, ela nunca faria nada para prejudicá-lo, nunca! Miroku não deu muita atenção às palavras de Kagome, ele estava irritado demais com sua saída do processo do ‘bandido prata’. MAIS TARDE No departamento de polícia, Sango e Gatenmaru interrogavam Sesshoumaru, mostrando-lhe os extratos bancários que o ligava a Nagashi, assassino confesso de Sara. SESSHOUMARU – Isso não é meu! SANGO – São sim! Eles mostram que você pagou duzentos mil ienes para Nagashi. SESSHOUMARU – Estão querendo dizer que eu paguei esse Nagashi para matar Sara? GATENMARU – Sim! (ele o encara) – Está tudo contra você! Você tinha dois motivos! Ciúmes e temor financeiro! SESSHOUMARU – Isso é um pesadelo! (com as mãos na cabeça pelo desespero da situação) SANGO – Alguém mais tinha acesso à sua conta bancária? SESSHOUMARU – Somente a Sara. GATENMARU – E como acho que ela não pegaria o dinheiro para pagar o próprio assassinato, portanto só pode ter sido você Gatenmaru se levanta da cadeira, tira as algemas de sua cintura e as usa em Sesshoumaru, que não acreditava no pesadelo que estava vivendo e vendo aquela situação, Sango tentava remediar. SANGO – Eu vou falar para Rin que não vai voltar para casa. SESSHOUMARU – Obrigado, Sango! GATENMARU – Vamos! Os policiais aguardam. Sesshoumaru, algemado com as mãos para trás, foi guiado por Gatenmaru para fora do departamento e seria encaminhado a penitenciária de Tóquio, onde ficaria até o julgamento, as coisas para o jornalista pareciam ruins, mas elas só pioraram, pois ao saírem do departamento, eles deram de cara com um batalhão de repórteres de todas as mídias, TV, jornal, rádio, internet e etc., Sesshoumaru abaixava a cabeça para fugir dos flashes das câmeras e por isso Sango e Gatenmaru colocaram o jornalista rapidamente no carro da polícia, onde dois policiais já o aguardavam. SANGO – Saia daqui logo! (ela falava com um dos policiais) POLICIAL – Sim, detetive! A carro da polícia saiu rapidamente com todos os repórteres indo atrás, o fato de o maior jornalista ser preso era uma notícia e tanto que não podia passar em branco, Sango e Gatenmaru ficavam observando o carro sumir no horizonte. GATENMARU – Isso que é ironia. SANGO – O que? GATENMARU – Sesshoumaru estava querendo ter uma matéria bombástica, mas quem podia imaginar que ele seria essa matéria? (sorrindo) SANGO – Mas a minha pergunta é outra! Quem chamou a imprensa? GATENMARU – Isso é estranho mesmo, vamos ver isso depois. SANGO – A Rin vai ter um ataque quando souber. (pegando o celular para usá-lo) GATENMARU – Eu vou na frente. Gatenmaru voltou para o interior do departamento de polícia enquanto Sango ligava para Rin com o intuito de informar o que estava acontecendo com o marido. SANGO – Rin? RIN – O que houve, Sango? Aconteceu algo com o Sesshoumaru? SANGO – Ele foi levado para a penitenciária de Tóquio. RIN – O que?! Mas por quê? Ele não matou a Sara. SANGO – Mas as evidências contra ele eram muitas. RIN – As evidências estão erradas! (um sentimento de raiva invade o coração dela) – Não será coisa do seu namorado? SANGO – Do que está falando? RIN – O Sesshoumaru me contou que era ele que se encontrava com Sara. SANGO – Olha Rin, o Miroku colaborou com a investigação desde o começo. RIN – Seja como for o Sesshoumaru não matou a Sara, eu conheço o meu marido, ele não seria capaz de encomendar a morte de ninguém. SANGO – Eu também acho isso, Rin, mas estou ‘de mãos atadas’... melhor você ir a penitenciária e levar algumas coisas para ele. RIN – Ok! Obrigado por me ligar. Rin coloca o telefone de volta no gancho e vai para o quarto de Satsuki, a jovem esposa de Sesshoumaru queria falar com a garota sobre o que ela acabou de descobrir. RIN – Satsuki. (já abrindo a porta) SATSUKI – O meu pai já voltou? RIN – Não. (ela se aproxima da garota e respira fundo) – Precisa ser forte, Satsuki, nós duas precisamos. SATSUKI – Por que está falando assim? Cadê meu pai? RIN – Ele foi levado para a penitenciária e... SATSUKI – Então foi ele que matou Sara? (se afastando da madrasta) – Meu pai um assassino, que vergonha! RIN – Seu pai não é assassino! (levantando a voz) SATSUKI – Então por que ele foi levado para a cadeia? Diz-me. RIN – Houve um mal entendido, que será logo explicado. (ela tenta se aproximar da enteada que se esquiva) SATSUKI – Mal entendido? A polícia não viria aqui buscar meu pai se não tivesse um mínimo de certeza da culpa dele. RIN – Pode até ser, mas eu ainda acredito na inocência de Sesshoumaru, por isso estou aqui, quero levar você até a penitenciária, se ele ver nós duas lá, saberá que não o abandonamos. SATSUKI – Vai você! Pois eu não vou! RIN – Mas Satsuki... SATSUKI – Eu não vou! Você não pode me obrigar! Rin precisou contar, mentalmente, até dez para não esbofetear a enteada, pois aquilo só pioraria a situação e deixaria o marido ainda mais triste e assim Rin saiu do quarto de Satsuki e viu Kagura no corredor, a ex. agente do governo falava com alguém pelo celular. RIN – Kagura! (chamando sua atenção e indo em sua direção) KAGURA – Sim? (colocando a mão no áudio do celular) RIN – Estou te interrompendo em algo importante? (olhando para o celular de Kagura) KAGURA – A pessoa pode esperar... o que foi? RIN – Aconteceu o que temia! O Sesshoumaru foi levado para a penitenciária. KAGURA – Eu falei para ele ir com um advogado. RIN – Foi por isso que vim, Kagura, eu vim te fazer um pedido. KAGURA – Fale. (ainda com a mão no áudio do celular) RIN – O Sesshoumaru foi para o departamento com o carro, que ficou por lá, eu preciso que me dê uma carona até a penitenciária. KAGURA – Claro. (Rin respirou fundo) RIN – Eu preciso de outro pedido... preciso que fale com Satsuki e a convença a ir para lá. KAGURA – Com todo o respeito, eu não acho isso uma boa idéia, deixe a Satsuki esfriar a cabeça, ela indo desse jeito só vai piorar as coisas, ela pode até ser ofensiva com Sesshoumaru. RIN – Eu não tinha pensado nisso... talvez tenha razão! (ela respirava fundo) – Eu vou arrumar algumas coisas para levar para o Sesshoumaru, depois eu desço. Rin subiu até o quarto dela e do marido para pegar algumas roupas para ele e enquanto fazia isso, Kagura voltou a falar no celular, ela estava falando com Jakotsu. KAGURA – Então você conseguiu falar com nossos amigos da imprensa? JAKOTSU – Eu dei o recado e não se preocupe, ninguém saberá que fomos nós. KAGURA – Eu queria ter visto a cara do Sesshoumaru quando deu de cara com os repórteres. (sorrindo) JAKOTSU – Meus parabéns, Kagura! Isso certamente acabará com a credibilidade de Sesshoumaru e portanto, qualquer coisa que ele descubra sobre nós ninguém o levará a sério, fazer o Sesshoumaru levar a culpa pela morte de Sara foi um golpe de gênio. KAGURA – Eu disse que cuidaria de Sesshoumaru... a gente se fala depois. Kagura desliga o celular, aquela conversa indicava que Kagura, de algum jeito, incriminou Sesshoumaru com a intenção de destruir a credibilidade do jornalista e enquanto isso, depois de avisar Rin sobre o acontecido, Sango estava ao interior do departamento de polícia para fazer seu relatório sobre a investigação e ao andar pelos corredores nota que Gatenmaru acenava para ela. GATENMARU – Melhor vir comigo, Sango! SANGO – O que houve? GATENMARU – Vamos à sala do capitão e você verá. Sango estranhou aquele pedido do parceiro, mesmo assim ela deixou o relatório para depois e foi para a sala de Jinenji, que estava assistindo algo pela TV, Sango concluiu que devia ser o vazamento de informação sobre a prisão de Sesshoumaru. SANGO – Não fui eu quem vazou a notícia de Sesshoumaru! JINENJI – Sesshoumaru? (ele aponta para a TV) SANGO – Não! Sango olhou para a TV, mas para surpresa dela a reportagem não era sobre a prisão de Sesshoumaru e sim uma entrevista coletiva da promotora chefe Midoriko, nessa entrevista ela estava informando a sociedade que tinha acabado de destituir Miroku do caso do ‘bandido prata’, alegando que Miroku teve seu nome envolvido em um caso policial e sua participação teria que ser investigada, depois de ver essa reportagem, Jinenji desliga a TV e olha para Sango. JINENJI – Agora viu do que se trata? SANGO – Essa não! (ela se senta na cadeira) – O Miroku deve estar arrasado. (ela se levanta em seguida) – Preciso falar com ele e... JINENJI – Espere, Sango! (a fazendo parar) – Você precisa me ouvir agora. SANGO – Fale capitão! GATENMARU – Melhor se sentar. SANGO – Eu estou bem de pé! JINENJI – O fato do nome de Miroku estar envolvido no caso de Sara se tornou publico por descuido seu, detetive Sango. SANGO – Eu sei, por isso eu quero falar com o Miroku. GATENMARU – Fale logo capitão! SANGO – Falar o que? (olhando para o parceiro e depois para o capitão) – Vamos, capitão! JINENJI – Devido a sua conduta pouco profissional e que teve resultados graves, eu sou obrigado a tornar permanente a inversão de comando da dupla. SANGO – O que? Mas o senhor prometeu que seria até a solução do caso de Sara., não pode fazer isso comigo e... JINENJI – Você fez isso consigo mesma, Sango! (gritando e depois se acalmando) – Você não me deixou alternativa. SANGO – Foi você, não é? (olhando para o parceiro) GATENMARU – Eu o que? SANGO – Foi você quem disse para o capitão sobre meu vacilo. GATENMARU – Eu não podia deixar isso passar, o seu comportamento é inaceitável. JINENJI – Ele tem razão, Sango! Mas se não aceita os meus ternos, não é obrigada, pode muito bem pedir demissão ou até uma licença para esfriar a cabeça. Uma lágrima correu pelo rosto de Sango, ela estava revoltada com a situação, mas no fundo sabia que eles estavam certos, tudo aquilo foi por culpa dela mesma, por sua obsessão em culpar Onigumo pela morte de Sara. SANGO – Não, capitão! Eu não vou pedir demissão e aceito a inversão de comando, o Gatenmaru fez um trabalho excepcional. GATENMARU – Obrigado. JINENJI – Agora pode ir, detetive. SANGO – Obrigada. Sango saiu correndo do departamento de polícia deixando o capitão Jinenji triste, apesar de saber o que tinha feito era o correto, ele sentia pena de Sango. MAIS TARDE Chegando ao prédio da promotoria, Sango logo foi para a sala de Miroku, mas no meio do caminho encontrou Kagome. KAGOME – O que veio fazer aqui? SANGO – Como o que? Vim falar com o Miroku e explicar o que houve. KAGOME – Melhor falar com ele outra hora. SANGO – Mas eu preciso me explicar. Kagome bem que tenta, mas não consegue impedir a passagem de Sango, que imediatamente vai para o escritório de Miroku e ao entrar, a detetive encontra o promotor arrumando suas coisas, ele nota sua presença, mas nada fala e continua a arrumar suas coisas. SANGO – Eu soube o que houve com você, que foi destituído, eu sinto muito. MIROKU – Hum! (a ignorando) SANGO – Não me trate assim, Miroku. (ela se aproxima dele colocando sua mão em seu ombro) – Eu te amo e... MIROKU – Por favor. (ele fita um olhar nos olhos dela) – Tire sua mão de mim. (ela fica assustada com aquele tratamento e tira a mão) SANGO – Miroku?! Você nunca falou assim comigo. MIROKU – Deve estar feliz! Afinal você nunca gostou das minhas pretensões políticas, acho que fez um bom trabalho. (pegando sua pasta e pronto para ir embora e ela se coloca na sua frente) SANGO – Acha que eu fiz por querer?! Foi um deslize meu, eu reconheço, mas não acredite em nenhum momento que faria isso de propósito. MIROKU – Pode até ser, mas subconscientemente de ter feito, você nunca gostou dos meus sonhos de ser político. SANGO – Sim, mas porque esse não é meu mundo e isso o estava mudando, eu não queria ter um namorado assim. MIROKU – Mas não precisa mais se preocupar, pois acabou tudo entre nós! SANGO – O que? MIROKU – Foi o que ouviu, agora me dê licença. SANGO – Por favor, Miroku, vamos conversar, você precisa me escutar. Miroku passa por Sango e sai da sala com passos firmes e acelerados, sem olhar para trás, a detetive sai em seguida com a intenção de segui-lo para tentar demovê-lo daquela idéia de acabar com o namoro, mas Kagome a impediu de prosseguir. KAGOME – Agora não, Sango, por favor. SANGO – Mas o Miroku tem que me escutar. (ela olhava o promotor indo embora) – Miroku! Miroku! KAGOME – Ele não vai te escutar agora. (ainda a segurando) SANGO – Não me deixe falando sozinha, Miroku! Miroku! Miroku! Miroku nem dava atenção a Sango e continuou a andar até o elevador e ao fazer isso ele ficou de frente para elas, Sango pode olhar nos olhos de Miroku todo o desprezo que ele estava sentindo, a carreira política era um de seus sonhos e ela o estragou. Próximo capítulo = Render-se nunca, desistir jamais – parte 1
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