Na Noite mais Escura
58 A fuga desesperada - parte 1
Depois de salvar a vida de Shiori, InuYasha estava amarrando Jigo, que só estava ferido na mão.
INUYASHA – Eu só te deixei vivo porque você parece o líder e quero algumas respostas suas.
JIGO – Eu não vou contar nada.
INUYASHA – Isso é o que veremos.
InuYasha acaba de amarrar Jigo para em seguida ir até o corpo sem vida de Jaken, depois ele olha para Shiori, que estava encolhida em um canto, ainda assustada pelo que passou e assim ele foi até ela.
INUYASHA – Não precisa ter medo! Está segura agora.
SHIORI – Eles o mataram á sangue frio. (ela começa a chorar) – Eu não sei como pode existir gente assim.
INUYASHA – Calma Shiori! (ele segura o rosto dela) – Eu não vou deixar que ninguém te machuque, eu prometo.
Shiori esboça um sorriso diante do gesto de InuYasha, mas de repente eles ouvem um barulho de alguém se aproximando e InuYasha pede que Shiori fique atrás dele e assim ele avança para ver quem é, já deixando a arma engatilhada, mas para sua tranqüilidade a pessoa era Sango.
SANGO – Não vai atirar em mim, vai?
INUYASHA – Sango?! (ela abaixa a arma) – Mas que susto! (ela nota Shiori atrás dele) – Quem é essa moça?
INUYASHA – Ela que é a Shiori.
SANGO – Mas o que ela veio fazer aqui e...
Ela para de falar ao ver os corpos dos mortos caídos no chão, entre eles estava o de Jaken, deixando a detetive curiosa para saber o que tinha acontecido, Shiori explica aos dois tudo o que tinha acontecido e enquanto isso na Segurança Interna, Kagome entrava novamente na sala de Toutoussai.
KAGOME – Mandou me chamar?
TOUTOUSSAI – Sente-se, por favor. (e é o que ela faz)
KAGOME – O que quer de mim?
TOUTOUSSAI – Apesar de saber que está separada de InuYasha, achei que gostaria de saber que ele meteu em outra confusão.
KAGOME – Do que está falando?
TOUTOUSSAI – Sango me telefonou dizendo que talvez o InuYasha esteja correndo perigo e pediu que eu mandasse alguém para um certo endereço, endereço o qual eles conseguiram através de você.
KAGOME – Sim! Foi um endereço de um local onde um carro levou uma multa. (ela se levanta) – Vai me expulsar daqui?
TOUTOUSSAI – Sente-se, por favor! Não é nada disso. (Kagome se senta novamente) – Eu só quero saber de toda a história.
KAGOME – Eu não sei de todos os detalhes, mas essa investigação é do Sesshoumaru e ele pediu ajuda de InuYasha e Sango! Como ele chegou a essas informações, eu não sei.
TOUTOUSSAI – Ele acha que a morte de Sara tem ligação com os acontecimentos do presente! Eu ainda acho isso absurdo, mas não vou ignorar um palpite de um jornalista brilhante como Sesshoumaru! Eu vou até a esse local onde está InuYasha e gostaria de saber se quer vir comigo.
KAGOME – Eu?!
TOUTOUSSAI – Apesar de negar, sei que ainda o ama! Não quer ver se ele está bem?
KAGOME – Eu sei que ele está bem! Ele sabe se cuidar muito bem. (ela se levanta) – Se é só isso, vou voltar para minha sala.
Kagome finge um pouco de indiferença e sai da sala de Toutoussai para ir até a sua, antes de entrar ele observa o velho agente sair e assim entra e logo fala com Shippou, que continuava a mexer no computador.
KAGOME – Parece que InuYasha aprontou de novo.
SHIPPOU – O que foi desta vez?
KAGOME – Eu não sei ao certo, mas tem haver com aquela investigação do Sesshoumaru! Agora eu não sei se fiz bem em ajudá-los! InuYasha pode estar em perigo.
SHIPPOU – Não se preocupe Kagome! Ele está bem! Eu acredito em InuYasha.
KAGOME – Ok! Ok! Mas mudando de assunto, já acabou de fazer aquilo que pedi?
SHIPPOU – Já! (ele tira uma folha do fax) – Você tinha razão! Eu cruzei os dados seus com os de Ryukosei e Takeshi e aí está o resultado.
KAGOME – Eles têm ligações comigo?
SHIPPOU – Não você exatamente, mas com seu pai.
Ele entrega a folha para Kagome, que lê atentamente o conteúdo e fica sabendo que há 30 anos, Takeshi era empregado de uma fabrica de chocolate subordinada ao exercito, fica sabendo que Ryukosei era administrador da usina e também fica sabendo que o pai dela era um dos generais que eram encarregados de serem os contatos entre o exercito e a usina.
SHIPPOU – Você não sabia disso?
KAGOME – Eu não! Eu era recém nascida há 30 anos! Mas a pergunta é qual o interesse do exercito em uma fabrica de chocolate?
SHIPPOU – Nós gênios da computação usamos um termo técnico para responde chamado, não tenho a menor idéia. (rindo)
KAGOME – Isso não teve graça nenhuma! Agora continua fuçando aí e vê se descobre algo de novo.
Shippou voltou a mexer no computador, pois Kagome estava curiosa para saber o que tinha de tão especial aquela fabrica e enquanto isso alheio a todos os problemas, Gatenmaru, parceiro de Sango, estava beijando Yura, sua namorada, no salão de beleza dela.
YURA – Tem certeza que não tem problema deixar seu posto para me ver?
GATENMARU – Tenho sim! Além do que, ficar vendo uma escultura o dia todo não é algo que possa chamar de agradável.
YURA – Mas por que seu chefe te mandou fazer isso?
GATENMARU – Eu não posso contar e... (o celular dele toca) – Deixa tocar, não vou atender.
YURA – Melhor atender, detetive.
Yura afasta, delicadamente, o rosto de Gatenmaru que se viu forçado a atender.
GATENMARU – Gatenmaru falando.
JINENJI – Sou eu, Gatenmaru.
GATENMARU – O que foi capitão?
JINENJI – Como sabe, o departamento de polícia de Tóquio está sob as ordens da Segurança Interna e eles nos passaram a informação de que Sango pediu ajuda em uma missão.
GATENMARU – Missão?! Mas ela não está afastada?
JINENJI – Eu sei disso, Gatenmaru! Por isso ela foi falar com a Segurança Interna.
GATENMARU – O que quer de mim?
JINENJI – Eu vou passar o endereço que ela está! Quero que vá até lá e veja o que aconteceu! Mesmo afastada, Sango é uma das melhores do departamento.
Gatenmaru anotou o endereço onde Sango estava depois desligou seu celular e voltou a dar atenção para a namorada.
GATENMARU – Sinto muito amor, mas o dever chama.
YURA – Fazer o que? (ela segura a gola da camisa dele) – Que tal a gente cancelar aquele cineminha e pedirmos algo para comer na minha casa.
GATENMARU – Por mim tudo bem! (ele da um beijo nela) – A gente se vê mais tarde.
Depois de beijar muito a namorada, Gatenmaru se afasta dela para entrar em seu carro e ir embora sob os acenos de tchau dados por Yura, que naquele momento tem seu celular tocando.
YURA – Alô.
JUROUMARU – Já conseguiu as especificações que te pedi?
YURA – Já!
JUROUMARU – Então as traga logo! Bankotsu está esperando.
YURA – Ora! Da um tempo Juroumaru! O meu namorado apareceu de repente, se não já estaria aí, mas agora ele acabou de sair.
JUROUMARU – Seu namorado é um detetive da polícia e além de ser o parceiro de Sango! Você gosta mesmo de brincar com o perigo.
YURA – Ele nem desconfia das minhas atividades extras! Tão bobinho. (rindo)
JUROUMARU – Se ele já saiu então já pode vir, não é?
YURA – Eu só tenho que fechar o salão e já estarei á caminho.
JUROUMARU – Ótimo.
Juroumaru desliga o celular e vai até a outra sala, onde estão Bankotsu e Jakotsu para contar as novidades.
JUROUMARU – As suas especificações logo vão chegar.
BANKOTSU – É bom que sejam boas as especificações de segurança! Essa sua amiga cobra uma fortuna por um trabalho desses.
JUROUMARU – Mas ela é boa no que faz e sem falar que sem ela, vocês da Ordem da Espada Morta demorariam dias para conseguir o que ela conseguiu em horas.
JAKOTSU – Está bem, Juroumaru! Meu irmão entendeu o recado.
Juroumaru sai da sala deixando os irmãos a sós.
JAKOTSU – Eu vou adorar o dia que não precisar trabalhar com um traste como esse Juroumaru.
BANKOTSU – Mas precisamos dele no momento, então tenha paciência. (ele vai até a janela e olha o horizonte) – Logo, logo o governo japonês se arrependerá de suas ações durante a Segunda Guerra Mundial.
Bankotsu estava decidido a causar um enorme estrago no país, mas ainda não era possível saber como faria tal ato e enquanto isso no Grupo Naraku, mais precisamente na sala de Rin, Sesshoumaru era informado pelo irmão, através do celular, da morte de Jaken.
INUYASHA – Eu tentei salvar a vida dele, mas não houve tempo.
SESSHOUMARU – Eu não devia ter envolvido o Jaken nessa história.
INUYASHA – Sesshoumaru! Jaken te admirava! Ele o seguiria mesmo contra sua vontade! Eu sinto muito, sei que gostava dele.
SESSHOUMARU – Obrigado! Pelo menos salvou Shiori! (ele tentava segurar o choro) — Eu tenho que desligar.
Sesshoumaru desliga o celular e se senta em uma cadeira enquanto era observado por Rin, que estava chorando pela morte de Jaken.
RIN – Eu ainda não acredito que o Jaken está morto.
SESSHOUMARU – Mas ele está e não há nada que possamos fazer.
RIN – tem sim! (ela se aproxima dele) – Você não tem que segurar o choro, Sesshoumaru.
SESSHOUMARU – Mas eu não estou segurando.
RIN – Pare com isso, Sesshoumaru! (gritando) – O Jaken era mais do que um empregado ou assistente particular! Ele era seu amigo! Talvez o único que teve em toda a vida.
SESSHOUMARU – E acha que eu não sei? (com os olhos marejados)
RIN – Se sabe mesmo, então chore, Sesshoumaru! Não segure essas lágrimas e...
Rin para de falar ao ver algumas lágrimas caindo no chão, elas eram oriundas do rosto coberto de Sesshoumaru, ele tentava esconder seu rosto com as mãos e vendo isso Rin tem o instinto de abraçar o marido.
SESSHOUMARU – Mataram o nosso Jaken.
RIN – Eu sei.
Sesshoumaru e Rin choravam abraçados, os dois sentiram muito a morte do amigo e enquanto isso no parque industrial, depois de falar com o irmão, InuYasha tinha voltado para junto de Sango e Shiori.
SANGO – Como o Sesshoumaru reagiu?
INUYASHA – Conhece o Sesshoumaru! Não deu o braço a torcer, mas ficou emocionado! Ele e Jaken tinham uma relação há anos, mesmo antes de conhecer Sara! Era muito parecido com minha relação com Myuga.
SANGO – Eu sei que é duro, mas não podemos fazer nada! (ela olha para Jigo amarrado) – Esse homem terá que se explicar com a Segurança Interna.
INUYASHA – Você chamou Toutoussai?
SANGO – Eu liguei para ele assim que cheguei aqui! Tive que fazer isso, pois não sabia o que tinha acontecido quando não achei Shiori e Jaken na biblioteca publica.
INUYASHA – Espero não ouvir sermão e... (Shiori se manifesta)
SHIORI – Vocês não podiam ter chamado a polícia! (ela aponta para Jigo) – Esse homem disse que ele e seus parceiros estão acima da polícia! Deve ser verdade, pois a polícia não descobriu a verdade sobre a morte do meu pai.
SANGO – Shiori! Calma! Eu conhecia o detetive que comandou a investigação sobre a morte seu pai! Ele não chegou a concluir o inquérito, diferente do que disse seu avô.
SHIORI – O vovô?!
SANGO – Portanto pode confiar em mim e...
SHIORI – Eu não quero ir com a polícia! (ela se dirige para InuYasha) – Por favor, moço! Eu não quero ir com a polícia, por favor.
INUYASHA – Mas Shiori...
SHIORI – Por favor, não deixem eles me levarem. (InuYasha fica pensativo e toma uma decisão)
INUYASHA – Sango! Ela não está pronta para ir para a polícia.
SANGO – E o que pensa em fazer?
INUYASHA – Eu não sei, mas você ouviu o que ela disse! Essa gente está infiltrada até na polícia! Eu sinto muito Sango, mas não vamos com você.
SANGO – Vai querer se tornar novamente um foragido?
INUYASHA – Não! Eu só ao vou com a polícia! (ele pega na mão de Shiori) – Cuide de tudo, Sango! Vamos Shiori.
SANGO – Espere InuYasha. (ela joga as chaves do carro dela) – Já que vai fazer isso, melhor ir com transporte.
InuYasha sorri e junto com Shiori, entra no carro de Sango para saírem dali, deixando a detetive a sós com Jigo, a quem ela fica encarando.
SANGO – Para quem trabalha?
JIGO – Deve estar bem curiosa em descobrir a verdade, mas não vai saber nada de mim.
SANGO – Você vai ser levado para a Segurança Interna e lá os agentes saberão cuidar de você, assim como sua amiguinha Kagura.
JIGO – Eu não me preocuparia com isso, detetive! Quando seu amigo resolveu sair com aquela moça, ele acabou me ajudando.
SANGO – Do que está falando?
JIGO – Logo, logo saberá do que estou falando.
Jigo ficou rindo deixando Sango sem entender aquela super confiança, já que ele estava amarrado e com a polícia prestes a chegar e enquanto isso, Koharo estava percorrendo os corredores do hospital para chegar até ao quarto onde Kouga estava internado e ao abrir a porta ela o vê se levantando e já com suas próprias roupas.
KOHARO – Eu não sabia que recebeu alta.
KOUGA – Eu estou me dando alta! Não agüento mais esse lugar.
KOHARO – Não pode sair assim! Corre o risco de ter uma recaída.
KOUGA – Eu vou sair. (ele a encara) – Você vai me impedir?
Koharo percebe a seriedade das palavras de Kouga e por isso da um passo para o lado, saindo da frente de Kouga, que volta a andar e como o hospital estava lotado, Kouga saiu dele sem ser incomodado por nenhum enfermeiro ou médico chegando até a saída do local, Koharo vai atrás dele.
KOHARO – Se você for para sua casa, eu posso te dar uma carona.
KOUGA – Ok! (ele olha para ela) – Eu vou aceitar.
Koharo guia Kouga até á seu carro e ao entrar no veículo, o viúvo de Ayame nota a presença de Satsuki no banco de trás segurando Genku.
SATSUKI – Recebeu alta, senhor Kouga?
KOUGA – Falamos nisso depois. (ele se senta no banco do carona)
KOHARO – Tome isso! (ela entrega um documento para ele) – Essa é a transferência do pátrio poder! É só assinar.
KOUGA – Ta! (ele assina e devolve para ela) – Agora para minha casa, por favor.
KOHARO – Vamos então.
Koharo deu a partida no carro para saírem dali e enquanto isso na Segurança Interna, Shippou não conseguia ter sucesso em sua busca por novas informações sobre a fabrica de chocolate.
SHIPPOU – Isso aqui é um labirinto. (ele bate no teclado)
KAGOME – O que foi Shippou?
SHIPPOU – Os arquivos, sobre essa fabrica, estão protegidos logaritmos avançados que não consigo decodificar.
KAGOME – Então aí tem ‘coisa’. (ela pega o telefone do gancho e começa a discar)
SHIPPOU – Para quem está ligando?
Kagome não respondeu á Shippou, pois estava muito concentrada, já que estava ligando para a mãe, mas ninguém atendia.
KAGOME – Mas onde minha mãe se meteu? (ela não desiste e usa novamente o telefone)
???? – Operações.
KAGOME – Ligue-me com a décima junta de soldados de Tóquio! Os avise de que quero falar com o soldado Souta.
???? – Sim senhora.
Kagome esperar por cerca de um minuto até que finalmente Souta a tende o telefone.
SOUTA – Kagome! Pode falar.
KAGOME – Olha Souta! Eu sei que vai parecer estranho perguntar isso, mas por acaso a mamãe falou algo com você á respeito de uma fabrica de chocolate que o papai supervisionava para o exercito?
SOUTA – Fabrica de chocolate?! Mas que conversa é essa, mana? (rindo) – Nunca ouvi falar disso!
KAGOME – Eu tentei falar com a mamãe, mas ela não está em casa!
SOUTA – Por que esse interesse agora?
KAGOME – Não é nada, Souta! Isso é coisa minha! Á noite falo com ela.
Kagome coloca o telefone de volta no gancho, ela queria saber mais sobre essa misteriosa fabrica de chocolate e enquanto isso o carro de Gatenmaru acabara de chegar ao parque industrial e lá dentro ele encontra Sango e Jigo, que estava amarrado, o detetive nota também os três corpos sem vida no chão.
GATENMARU – O que houve aqui?
SANGO – Prenda esse homem! (apontando para Jigo) – Ele matou Jaken.
GATENMARU – E os outros? Quem os matou?
JIGO – Foi o amiguinho dela! Hei detetive, precisa me soltar.
GATENMARU – E por que faria isso?
JIGO – Pegue o documento no meu bolso e verá.
Diante daquela reposta, Gatenmaru olha para Sango, que estava tão incrédula quanto ele e assim o detetive foi até Jigo, ainda amarrado, para pegar a carteira dele e quando a pegou, olhou surpreso para o que via em seu interior e depois olhou para Sango.
GATENMARU – Preciso de explicações aqui.
SANGO – Do que está falando? (Jigo sorria vitoriosamente)
GATENMARU – Disso!
Gatenmaru tira algo da carteira de Jigo e joga para Sango, que ao ver o objeto que tinha uma foto de Jigo e depois olha arregalado para Jigo, que continuava a rir.
SANGO – Agente Imperial?!
JIGO – Isso mesmo! (ele olha para Gatenmaru) – Melhor ligar para a Segurança Interna e os informar do ocorrido.
SANGO – Isso não muda nada, Gatenmaru! Ele matou Jaken á sangue frio! Foi execução.
GATENMARU – Eu sinto muito, Sango, mas como o departamento de polícia está, temporariamente, subordinado á Segurança Intera, é minha obrigação informa-los! (ele pega o seu celular) – Eu deixarei eles julgarem o papel de Jigo nesses eventos, assim como o seu.
Gatenmaru se afasta de Sango para poder usar seu celular e enquanto isso, ainda na sala da esposa no Grupo Naraku, Sesshoumaru tentava se refazer do choque ao saber da morte de Jaken.
RIN – O que pensa em fazer, Sesshoumaru?
SESSHOUMARU – Eu vou falar agora mesmo com esse Taibokoumaru e obriga-lo a confessar e...
RIN – Espere! (ela se coloca na frente) — Não faça isso!
SESSHOUMARU – Ele está envolvido na morte de Jaken.
RIN – Mas você não tem provas disso! Se você for falar com ele, Taibokoumaru saberá de tudo e assim conseguirá escapar.
SESSHOUMARU – Mas...
RIN – Eu sei que é difícil, meu amor, mas precisa ter calma.
SESSHOUMARU – Você está certa! Mais uma vez! (ele demonstrava mais calma e assim segura a mão dela) – Me desculpe pela forma como ando te tratando e...
RIN – Não vamos falar nisso, Sesshomaru! (ela o abraça) – Você só tem ficar sabendo que fiz o que fiz porque te amo e sempre te amarei.
Sesshoumaru acariciava o rosto da esposa e a beija, mas aquele clima é quebrado com o toque do celular do jornalista, que atende o aparelho.
SESSHOUMARU – Alô.
JINENJI – Sesshoumaru! Sou eu, o capitão Jinenji.
SESSHOUMARU – O que foi capitão?
JINENJI – Preciso que venha até o departamento de polícia imediatamente. (ele olha para uma mulher na sala dele) – É um assunto de seu interesse.
SESSHOUMARU – Mas tem que ser agora? Eu estou meio ocupado e...
JINENJI – Seja o que for que esteja fazendo, melhor deixar para lá e vir ate aqui! A mãe de Hiro está aqui.
SESSHOUMARU – Acho que sei do que está falando! Estou indo até aí.
Sesshoumaru desliga o seu celular e Rin percebeu a apreensão do marido.
RIN – O que vai fazer no departamento de polícia?
SESSHOUMARU – Cuidar do bem estar de minha filha no futuro! Depois eu te falo! Tenho que ir.
RIN – Ok! Assim você deixa de pensar em fazer algo contra Taibokoumaru.
SESSHOUMARU – Mas eu cuido disso depois.
RIN – Como quiser.
SESSHOUMARU – E Rin! Melhor não comentar nada disso com sua amiga! Melhor a deixarmos fora disso.
RIN – Concordo.
Rin sorri e Sesshoumaru da um selinho na esposa para em seguida sair da sala e se dirigir para o elevador a fim de sair do prédio, observando o marido ir embora Rin é abordada por Kanna na porta de sua sala.
KANNA – Sesshoumaru já vai embora?
RIN – Ele teve algo de urgente para cuidar.
KANNA – Ta! Olha Rin! O que deu no seu marido para tratar Taibokoumaru daquele jeito?
RIN – Ele não me falou á respeito. (fazendo o que o marido pediu) – Kanna.
KANNA – Sim?
RIN – Nada! Esquece!
KANNA – Fale Rin! Agora me deixou curiosa.
RIN – Eu e Sesshoumaru fizemos as pazes.
KANNA – Ai amiga! Isso é maravilhoso! Eu falei que vocês dois iam se entender. (abraçando a amiga) – Agora vamos á minha sala! Quero você do meu lado.
Kanna segurou a mão da amiga e a arrastou junto com ela, mas o que Kanna não sabia era que Rin iria falar de Taibokoumaru, perguntar o que ela sabia dele, só que Rin sentiu pena da amiga, que se mostrava muito ingênua, achando que ela iria se decepcionar de novo e enquanto isso estacionando o carro de Sango em frente a universidade de Tóquio, InuYasha saia do veículo, junto com Shiori.
SHIORI – O que viemos fazer aqui?
INUYASHA – Foi aqui que seu pai ‘se matou’! (ele olha fixamente para o interior do local) — Por isso estamos aqui.
SHIORI – Ainda não entendi.
INUYASHA – Toda a vez que há um quebra cabeça, precisamos voltar desde o começo para perceber o que se deixou para trás! (ele olha para ela) – Vou tentar descobrir o que a polícia deixou para trás.
SHIORI – Isso foi há dez anos! Se ninguém descobriu nada nesse meio tempo, duvido que você consiga.
INUYASHA – Você ficaria surpresa em saber o que consigo fazer.
InuYasha adentra ao campus da universidade e Shiori o segue, a moça estava admirada pela atitude e coragem dele, nunca tinha conhecido um homem como aquele.
SHIORI – Senhor InuYasha...
INUYASHA – Não me chame de senhor, por favor. (sorrindo)
SHIORI – Claro... InuYasha! Por que está fazendo isso? Ajudando-me.
INUYASHA – Como disse antes, fui acusado injustamente e as pessoas, que armaram contra mim, de alguma forma, têm alguma ligação com as pessoas que fizeram isso com seu pai e se eu descobrir quem é, chegarei mais perto da verdade.
SHIORI – E o papel do meu avô nisso tudo?
INUYASHA – Shiori! (ele para de andar e se vira de frente para ela) – Você já tem 21 anos e acho que é capaz de entender isso! O seu avô de alguma forma escondeu fatos! Eu não sei se ele ajudou essa pessoa ou está sendo ameaçada pela mesma, mas ele esconde algo.
SHIORI – E por que não vai falar diretamente com ele?
INUYASHA – Ele não vai aceitar um apelo direto! Preciso saber de mais coisas antes de falar com ele e além do que, meu irmão está no Grupo Naraku. (eles voltam a andar) – A universidade ainda tem a torre em questão?
SHIORI – Tem sim! Eu vou te mostrar.
Shiori guia InuYasha pela universidade e enquanto isso na Segurança Interna, o superintendente da Agência Imperial, Goryoumaru, acabara de chegar ao local e ele não veio sozinho, pois trouxe vários agentes imperiais, eles foram recebidos por Renkotsu.
GORYOUMARU – Quero falar com Toutoussai! O Imperador permitiu a troca de informação entre nossas agências.
RENKOTSU – Excelente notícia, mas no momento Toutoussai não se encontra.
GORYOUMARU – Mas nós tínhamos combinado e... (de repente Kagome veio correndo e se manifesta diante deles)
KAGOME – Eu posso te informar por que ele está ausente, senhor.
GORYOUMARU – E quem seria você?
RENKOTSU – O nome dela é Kagome! Ela é temporariamente diretora adjunta da Segurança Interna.
GORYOUMARU – Toutoussai me falou algo á respeito.
KAGOME – Portanto pode se reportar a mim, senhor Goryoumaru.
GORYOUMARU – O que Toutoussai está fazendo?
KAGOME – Ele teve que resolver outro assunto policial e pediu que o senhor pode comandar a reunião entre as agências e...
GORYOUMARU – Eu pedi uma explicação e não uma desculpa! O que ele está fazendo?
KAGOME – Entendi! (ela respira fundo) – Toutoussai vai para o departamento de polícia! A detetive Sango prendeu um homem que ela julga estar envolvido com a conspiração e que, portanto, pode nos levar ao paradeiro de Juroumaru! Ele julgou ser importante a presença dele.
GORYOUMARU – Ok! (ele olha ao redor do local) — Ainda está faltando um agente, portanto começarei a reunião depois que ele chegar.
KAGOME – Sim senhor. (ela olha para Renkotsu) – Eu sei que Toutoussai o tinha liberado, mas ele pediu que o senhor o representasse na reunião! Pelo menos até ele retornar.
RENKOTSU – E ele vai demorar muito?
KAGOME – Eu não tenho a menor idéia, meu amigo.
RENKOTSU – Mas você não pode representá-lo? Afinal você agora é a segunda no comando.
KAGOME – Acontece que ele me disse que uma mulher chamada Kira está sendo encaminhada para cá! Ele pediu que falasse com ela enquanto estivesse fora! Portanto é você quem deve representá-lo.
Depois de dizer isso, Kagome volta para sua sala deixando Renkotsu guiar Goryoumaru e os outros agentes para a sala de reunião e enquanto isso, Yura acabara de chegar ao esconderijo de Juroumaru e ao entrar no local, ela é examinada pelos capangas da Ordem da Espada Morta.
YURA – Para que isso? (Jakotsu aparece diante dela)
JAKOTSU – Uma pequena precaução. (ele olha para os capangas que terminaram a vistoria) – Ela está limpa? (eles fazem sinal de positivo) – Ótimo! (ele volta a olhar para ela) – Venha comigo.
Yura se livra dos capangas e segue Jakotsu que a guiou até a uma outra sala onde estavam Bankotsu e Juroumaru, sentados enquanto a aguardavam.
YURA – Então esse é o líder?
BANKOTSU – Sou eu sim. (ele se levanta e a encara) – Você trouxe as especificações?
YURA – Sim. (ela olha para Juroumaru e depois volta a olhar para Bankotsu) – Mas primeiro vamos aos negócios.
Yura se senta á mesa e em seguida tira um laptop da bolsa e o coloca em cima da mesa bem em frente a um outro laptop, que já estava lá, Juroumaru se senta ao seu lado, enquanto Bankotsu e Jakotsu se sentam do outro lado.
YURA – Envie o dinheiro para essa conta. (ela entrega um pequeno papel para Bankotsu)
BANKOTSU – Ok! (ele entrega o papel a Jakotsu) – Espero que valha a pena. (Jakotsu digita algo no seu laptop)
JAKOTSU – Pronto! O dinheiro foi enviado
YURA – Esperem um pouco. (ela usa seu celular para ligar para alguém) – O dinheiro chegou?
???? – Sim!
YURA – Envie uma confirmação por e-mail.
Ela desliga o celular e fica olhando para a tela do laptop esperando a tal confirmação, que depois de alguns minutos, chega e assim, Yura fecha seu laptop e entrega um aparelho para Jakotsu.
YURA – As especificações do seu alvo estão aqui.
BANKOTSU – Jakotsu! Confirme.
Jakotsu imediatamente começa a digitar algo no laptop e depois conecta o aparelho dado por Yura no seu laptop e de repente na tela aparece as plantas de um prédio, das tubulações, dos encanamentos, da fiação elétrica, de tudo.
JAKOTSU – São verdadeiras, Bankotsu.
YURA – Claro que são! (ela se levanta) – Foi um prazer negociar com os senhores. (estende a mão para um cumprimento)
BANKOTSU – Conhece a saída.
Bankotsu e Jakotsu deixam Yura com a mão estendia e vão para uma outra sala, Juroumaru foi até Yura.
JUROUMARU – Eu te levo até a saída. (eles começam a andar)
YURA – Eu não sei como consegue trabalhar com essa gente má educada.
JUROUMARU – Eles têm os propósitos deles! Yura! Já tem uma rota de fuga?
YURA – Tenho sim! Quando essa cidade for atingida, não quero estar aqui.
JUROUMARU – Ok! Bankotsu ainda tem que me entregar algo! Depois nos falamos.
Juroumaru fica olhando Yura ir embora e enquanto isso, Bankotsu falava com Renkotsu, pelo celular, o espião colocava o chefe a par das últimas novidades da Segurança Interna.
BANKOTSU – Do que está falando? Como não vai poder vir até aqui?
RENKOTSU – Eu já disse! Toutoussai teve que sair e me obrigou a ficar á frente da reunião! Provavelmente ele vai demorar a voltar, não conseguirei aprontar tudo e ir me encontrar com vocês.
BANKOTSU – Mas eu preciso de você aqui! Eu já tenho as especificações do alvo e quero que apronte tudo para o ataque.
RENKOTSU – Terá que fazer isso sem mim, pois para garantir o sucesso da operação, terei que executa-la pessoalmente.
BANKOTSU – Entendo! Terei que arrumar outro que faça seu serviço! Deixa isso comigo! Renkotsu! Cumpra seu papel, mesmo que morra.
RENKOTSU – Sim senhor
Bankotsu desliga o celular depois das más notícias, Jakotsu ouviu toda a conversa e naquele momento Juroumaru, depois de levar Yura até a saída do seu esconderijo, estava de volta para cobrar os irmãos.
JUROUMARU – Vocês já conseguiram as especificações! Agora dêem o que me prometeram.
BANKOTSU – Apareceu um problema! Renkotsu não poderá estar aqui para operar o MPX1200.
JUROUMARU – Eu sinto muito por vocês, mas isso não é problema meu.
BANKOTSU – Essas especificações são inúteis para mim se não tiver ninguém que possa operar o aparelho, portanto nosso acordo é nulo.
JUROUMARU – Escute aqui, Bankotsu! (ele o encara) – Você me prometeu me dar a informação se eu conseguisse tudo que me pediu! E eu cumpri com a minha parte, agora cumpra a sua.
BANKOTSU – Juroumaru! (ele coloca a mão no ombro dele) – Sei que é um homem de negócios e como tal sabe que aparece alguns imprevistos! Eu preciso que me arranje uma outra pessoa que possa operar o MPX1200! (ele se afasta para se juntar ao irmão) – Depois disso eu te darei o que me pediu! Eu cumpro com a palavra! Você viu, eu paguei a sua amiga.
JUROUMARU – Você quer apenas que uma pessoa saiba replicar esse aparelho com alta tecnologia?
BANKOTSU – Isso!
JUROUMARU – Ok! (ele o encara) – Mas isso vai ficar mais caro! Terei que cobrar por esse serviço.
BANKOTSU – Se conseguir essa pessoa, eu pagarei o que quiser e ainda te darei a informação que tanto quer. (ele ia se afastar e acaba voltando) – Talvez, por um milagre, Renkotsu consiga retornar a tempo para cumprir a missão! Se isso acontecer, ótimo, mas não espere por ele! Melhor conseguir outra pessoa para o serviço.
JUROUMARU – Ok!
Juroumaru pega seu celular e começa a discar para ligar para alguém, o tempo corria e ele precisava arranjar aquela pessoa para Bankotsu o mais rápido possível.
Próximo capítulo = A fuga desesperada – parte 2
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