Na Noite mais Escura
59 A fuga desesperada - parte 2
Em algum lugar na China, mais especificamente em seu apartamento, Kageroumaru recebia um telefonema de seu velho conhecido, Juroumaru, que ao que parecia, estava com muita pressa.
KAGEROUMARU – Por que não pediu isso a Natsume? Ela está aí no Japão.
JUROUMARU – Ela saiu do escritório dela quando liguei, então só sobrou você.
KAGEROUMARU – Ok! Ok! E para quando quer esse nome?
JUROUMARU – Para ontem, ora bolas! Eu quero isso o mais rápido possível e para te motivar, você será pago pelo serviço! Muito bem pago, diga-se de passagem.
KAGEROUMARU – Está bem! Estou indo então para nosso QG.
Kageroumaru coloca o telefone de volta no gancho para em seguida ir ao seu quarto a fim de se trocar para sair e enquanto isso no Japão, Juroumaru contava para Bankotsu e Jakotsu as novidades.
JUROUMARU – Meu amigo conseguirá o nome.
BANKOTSU – Ótimo!
JAKOTSU – Espere aí, mano! (ele olha para Juroumaru) – Pelo que fiquei sabendo, você não conhece a pessoa que vai replicar o MPX1200.
JUROUMARU – Sim e daí?
JAKOTSU – Quero saber o que fará se essa pessoa se recusar a nos ajudar.
BANKOTSU – Eu respondo isso, Juroumaru! (ele olha para o irmão) – Se essa pessoa não quiser colaborar por livre espontânea vontade, a forçaremos a cooperar.
JUROUMARU – Provavelmente é o que terão que fazer, pois não vamos arranjar ninguém da nossa confiança em pouco tempo.
Juroumaru, Bankotsu e Jakotsu ficam observando o MPX1200 e enquanto isso no departamento de polícia, Toutoussai, que já tinha chegado, estava conversando com Jinenji.
TOUTOUSSAI – Tem certeza que não tem problema eu interrogar os suspeitos aqui?
JINENJI – Tenho sim! Com todos os policiais vigiando monumentos, esse departamento está vazio. (ele olha para a mulher dentro da sala dele) – Tanto que tenho que fazer o trabalho dos outros.
TOUTOUSSAI – Quem é aquela mulher?
JINENJI – Ela é a mãe de Hiro, ex. namorado da filha de Sesshoumaru! Ela quer que a polícia fale quem matou o filho dela.
TOUTOUSSAI – Ela não sabe que esse caso está nas mãos da Segurança Interna, pois o filho dela se associou a um perigoso terrorista?
JINENJI – Acho que ela não acreditou muito nessa história e como o pai dela já foi congressista, tem muita influência para querer reabrir o caso.
TOUTOUSSAI – Política! Eu não queria estar na sua pele.
JINENJI – Deixa isso comigo! (ele nota alguém vindo) – Acho que é para você.
Jinenji apontou para Gatenmaru, que veio trazendo Sango e Jigo com ele, assim Toutoussai se afastou de Jinenji e foi até eles.
TOUTOUSSAI – Onde está InuYasha e a moça?
GATENMARU – Eles fugiram!
TOUTOUSSAI – E por que não me disse isso por telefone?
GATENMARU – Porque temos problemas maiores.
Gatenmaru conta para Toutoussai que Jigo era um agente imperial e que ele estava contando uma versão totalmente diferente a de Sango sobre o que tinha acontecido no parque industrial, Toutoussai ouviu as duas versões e não tinha chegado a nenhuma conclusão.
TOUTOUSSAI – Eu já ouvi a história de cada um! Vou começar com você, agente! O que estava fazendo nesse parque industrial?
JIGO – Estava investigando um roubo de cargas.
TOUTOUSSAI – E o que me diz da acusação da detetive Sango de que você matou um homem a sangue frio?
JIGO – Peço que não leve em consideração as acusações de uma policial afastada por condutas de indisciplina, ou estou falando alguma mentira?
TOUTOUSSAI – Está certo! Sango realmente está afastada. (olhando para a detetive) – Mas ela não é conhecida como uma policial que mente.
JIGO – Isso é uma ofensa! Exijo falar com meu superior, imediatamente.
Toutoussai chama Gatenmaru e Sango para um canto a fim de falarem sem que Jigo os escutassem.
TOUTOUSSAI – Sango! Você tem alguma prova de que esse sujeito está envolvido na conspiração?
SANGO – Não!
GATENMARU – Senhor! Com todo o respeito a minha parceira, mas não temos como prender esse agente.
TOUTOUSSAI – Eu sei! Vamos detê-lo, por enquanto! Sango! Tente entrar em contato com InuYasha e o convença a se entregar! Assim com o testemunho dele, podemos prender Jigo.
SANGO – Ok!
GATENMARU – Mas senhor! Mesmo com o testemunho de InuYasha, ele será desqualificado já que ele fugiu! Sem falar que isso poderá causar uma crise entre a Segurança Interna com a Agência Imperial caso isso chegue aos ouvidos do Imperador.
TOUTOUSSAI – Eu sei disso, detetive! Estou arriscando meu pescoço nisso. (ele olha para Sango) – Vai Sango.
Com a permissão de Toutoussai, a detetive Sango liga para InuYasha, que naquele momento estava na universidade de Tóquio onde observava, junto com Shiori, o interior da torre.
INUYASHA – Alô.
SANGO – InuYasha! Sou eu.
INUYASHA – E aí? Conseguiu algo do tal Jigo?
SANGO – Foi para isso que estou ligando! Você não tem idéia do rolo que nos metemos! Jigo é um agente imperial.
INUYASHA – Isso é sério?
SANGO – Sim! Por isso precisamos que se entregue junto com Shiori para que possa testemunhar contra ele, assim Jigo ficará detido.
INUYASHA – Você sabe o que está me pedindo é um absurdo! Shiori não quis vir com medo da polícia estar envolvida! Jigo ser um agente imperial só irá piorar as coisas.
SANGO – Eu sei disso, InuYasha, mas tem que convencê-la.
INUYASHA – Nem eu mesmo estou convencido de que isso é uma boa idéia! Esquece Sango! Não vamos nos entregar.
SANGO – Se você não se entregar, Jigo será solto! Agora volte logo! Não está vendo que só estou querendo ajudar?
INUYASHA – Se quer mesmo me ajudar me consiga os detalhes do inquérito da morte de Hitori! Preciso tirar algumas dúvidas.
SANGO – Eu não posso fazer isso! Sabe muito bem que fui afastada.
INUYASHA – Então de o seu jeito! Sango! Eu sinto que estou perto da verdade! Preciso de sua ajuda, por favor.
SANGO – Ta! Eu vou ver o que consigo.
InuYasha desliga o seu celular e volta a dar atenção a Shiori.
SHIORI – Eu ouvi bem? Está falando que aquele homem que queria me matar é um agente imperial?
INUYASHA – Sim! Você tinha razão quando não queria ir com a polícia.
SHIORI – Essa não! Se uma pessoa nesse nível está envolvida, nunca saberemos quem matou meu pai.
INUYASHA – Não fale assim, Shiori. (ele segura na mão dela para encorajá-la) – Não desista de fazer justiça pelo seu pai.
SHIORI – Não vou.
INUYASHA – Não há nada mais o que fazer aqui dentro! (ele olha para baixo) – A única coisa que descobri foi que se uma pessoa quisesse se matar, não saltaria daqui! Nessa altura não é garantia de morte, pois com alguma sorte a pessoa sairia desse salto com algumas fraturas. (ele volta a olha para ela) – Vamos descer.
InuYasha e Shiori descem a torre para olhar o topo de baixo, InuYasha ficou olhando para a torre tentando imaginar o que poderia ter acontecido e enquanto isso Kouga, na Cia. de Koharo e Satsuki, que levava Genku no colo, chegava a sua casa, surpreendentemente o viúvo de Ayame parecia bem melhor fisicamente.
KOHARO – Kouga! Tem algum problema ficarmos aqui?
KOUGA – Claro que não! (ele liga o sistema de segurança da casa) – Agora a casa está segura.
KOHARO – Ótimo! Satsuki! Vamos ficar por aqui mesmo, acho que Kagome não vai se importar com isso.
SATSUKI – Acho que não vai não! (ela embala Genku) – Ele parece tão calmo! Nem sabe a confusão que está lá fora.
KOHARO – Nesse ponto tenho inveja desse bebê.
KOUGA – Mas não tenha! Ele vai crescer sem a mãe.
KOHARO – Tem razão! Desculpe-me Kouga!
KOUGA – Eu vou ao meu escritório! Fiquem a vontade.
Kouga vai ao cômodo onde tem um enorme computador e assim começou a trabalhar nele sob a observação de Koharo e Satsuki.
SATSUKI – Da para ver com quem Shippou aprendeu a mexer em computadores. (sorrindo)
KOHARO – Sei. (meio desinteressada e olhando para o cartão que recebeu de Toutoussai)
SATSUKI – Você está bem, Koharo? Parece meio distante.
KOHARO – Estou bem. (guardando o cartão)
SATSUKI – Que cartão é esse?
KOHARO – Talvez uma carta de alforria do meu coração! (ela coloca a mão no ombro da jovem) – Não esquenta com isso! Eu vou ajudá-la a cuidar desse bebê lindo.
SATSUKI – Ta!
Satsuki sorriu, mas estranhou o comportamento de Koharo e como não tinha intimidade com ela, resolveu não insistir em saber o que era e enquanto isso na universidade, InuYasha falava, através de celular, com Sango e Toutoussai, que estavam lendo o inquérito da morte de Hitori.
INUYASHA – Não havia nenhuma possibilidade de Hitori estar com alguém no momento da queda?
SANGO – Isso mesmo, InuYasha! Ele estava só.
INUYASHA – E o pai dele?
TOUTOUSSAI – De acordo com o inquérito, Taibokoumaru estava dando uma prova em sua sala quando Hitori caiu da torre! Todos os mais de 30 alunos confirmaram essa versão, portanto não tem como ele ser suspeito.
INUYASHA – O que essa torre tem de tão especial? (olhando para Shiori ao seu lado) — Ela me parece velha.
SHIORI – Ela nunca mais foi reformada depois da morte do meu pai! Acho que os administradores ficaram com medo de que ela pudesse ser mal assombrada.
INUYASHA – Isso é coisa de gente ignorante. (ele volta a dar atenção ao celular) – Por acaso vocês sabem me dizer o que faziam com essa torre na época?
SANGO – Nada de especial! Era uma torre com um enorme relógio e também diziam que alguns alunos a usavam para namorar e...
INUYASHA – Você disse torre do relógio?
SANGO – Sim! Mas o que tem isso?
INUYASHA – Que horas eram na hora da morte de Hitori?
TOUTOUSSAI – Espere um pouco. (ele procura a informação no inquérito) – A hora da morte foi às dez e vinte da manhã.
SANGO – InuYasha! O que tem isso?
INUYASHA – Eu ainda não posso falar sem uma prova. (ele olha para o topo da torre) – Mas eu sei quem fez isso e como fez! A única coisa que quero saber é o motivo! Eu preciso de outro favor! Preciso que me forneçam o endereço de Jigo.
TOUTOUSSAI – Ele é uma agente imperial! Não posso fazer isso, InuYasha.
INUYASHA – Por favor, padrinho! Confie em mim.
TOUTOUSSAI – Ok! Ok! Está se saindo pior que sua mãe! Eu te ligo quando conseguir o endereço.
Toutoussai que estava em uma sala com Sango ia sair dela até que ao abrir a porta da de cara com Jinenji.
JINENJI – Toutoussai! Goryoumaru está ligando toda a hora para cá procurando o senhor.
TOUTOUSSAI – Essa foi rápida! Deixei o meu celular desligado, tinha a esperança dele demorar a me encontrar.
SANGO – O que ele quer com o senhor?
TOUTOUSSAI – Jigo deve ter ligado para ele.
SANGO – Mas como?! Ele não está detido?
JINENJI – Sim, mas ele tinha direito a um telefonema.
SANGO – Mas... (Toutoussai a interrompe antes de continuar)
TOUTOUSSAI – Sango! Quando InuYasha se recusou a se entregar, ele me deixou de mãos atadas! Eu não podia manter esse agente preso sem comunicação com medo de botar em risco a cooperação da Agência Imperial com a Segurança Interna.
SANGO – E o que acha que Goryoumaru irá fazer depois que confirmar que prendeu um dos agentes dele?
TOUTOUSSAI – Esse é um risco calculado! Manter Jigo preso, não.
SANGO – Você é quem sabe.
E assim Toutoussai pega seu celular e liga para a Segurança Interna, mais especificamente para a sala de Kagome, que atende imediatamente.
KAGOME – Segurança Interna, pois não.
TOUTOUSSAI – Kagome! Sou eu! Sei que não é sua função, mas preciso que me faça mais dois favores.
KAGOME – Pode falar.
TOUTOUSSAI – Preciso que encontre o endereço da casa de um agente imperial chamado Jigo e depois passe esse endereço para InuYasha.
KAGOME – Mas isso não é ilegal? Eu posso entrar em uma bela encrenca.
TOUTOUSSAI – InuYasha acha que esse agente está envolvido na conspiração! Como chefe da Segurança Interna, eu não devia fazer isso, mas como padrinho, sinto que InuYasha está certo! Preciso ajudá-lo.
KAGOME – Ele está com você agora?
TOUTOUSSAI – Não! Ele fugiu com uma moça chamada Shiori!
KAGOME – Está dizendo que ele fugiu com uma moça?! E por quê? Que história é essa? (já com um princípio de ciúmes)
TOUTOUSSAI – Eu não tenho tempo para explicar tudo! Pode fazer isso por mim ou não?
KAGOME – Ok! (ela olha para Shippou em sua frente) – Shippou fará isso imediatamente! Qual é o outro favor?
TOUTOUSSAI – Goryoumaru está me procurando! Leve-o para a minha sala e passe essa ligação para ele.
KAGOME – Ok! Aguarde. (ela aperta um botão e depois olha para Shippou) – Procure um endereço residencial de um agente chamado Jigo.
SHIPPOU – Mas para que?
KAGOME – Só faça o que te mandei Shippou! Agora.
Shippou ficou meio assustado com o temperamento de sua mãe adotiva, mas o que ele não podia imaginar era que Kagome estava com ciúmes de InuYasha estar na Cia. de outra mulher e assim ela foi até onde estava Goryoumaru.
KAGOME – O senhor quer falar com Toutoussai?
GORYOUMARU – Sim.
KAGOME – Siga-me, por favor.
Kagome guia Goryoumaru até a sala de Toutoussai e quando os dois adentram o local, Kagome aperta o botão do telefone para que Toutoussai pudesse ouvir.
KAGOME – Senhor Toutoussai! Goryoumaru está aqui.
TOUTOUSSAI – Obrigado Kagome.
KAGOME – Deixarei vocês a sós.
Kagome se retira do local para que Toutoussai e Goryoumaru pudessem falar mais a vontade.
GORYOUMARU – Achei que estava fugindo de mim.
TOUTOUSSAI – Goryoumaru! Acredito que está me procurando para falar da detenção de um de seus agentes, estou correto?
GORYOUMARU – Sim! Foi uma atitude lamentável de sua parte! Terei que levar isso ao conhecimento do Imperador.
TOUTOUSSAI – Eu entendo seus motivos para ficar irritado, mas antes que tome tal atitude gostaria que tomasse conhecimento dos meus motivos.
GORYOUMARU – Estou ouvindo.
TOUTOUSSAI – O seu agente foi encontrado na cena de um crime no qual é acusado de executar um homem com um tiro na cabeça.
GORYOUMARU – O senhor tem alguma prova?
TOUTOUSSAI – Tenho o testemunho de duas pessoas, mas elas não se encontram no momento.
GORYOUMARU – Está falando de InuYasha e dessa moça chamada Shiori! Jigo me contou essa história! Ele disse que InuYasha e Sango interferiram em uma missão dele.
TOUTOUSSAI – Isso é o que ele diz.
GORYOUMARU – Exato! Portanto exijo que liberte imediatamente meu agente, pois se não o fizerem, ligarei para o Imperador que certamente revogará a decisão de colaborar com a Segurança Interna já que é uma agência que prefere acreditar nas palavras de uma policial afastada do que em um agente que tem uma ficha limpa.
TOUTOUSSAI – Goryoumaru! Precisamos dessa união! Sabe muito bem que o país está em risco.
GORYOUMARU – Eu sei disso, mas não posso ignorar esse fato grave, mesmo sendo amigos! E aí Toutoussai? O meu agente será libertado ou não?
TOUTOUSSAI – Fazer o que?
GORYOUMARU – Ótimo! Ficarei aguardando confirmação! Você virá para reunião?
TOUTOUSSAI – Não! Estarei por aqui! Pode continuar sem mim.
Goryoumaru desliga o telefone e sorri com a vitória, Kagome observava tudo de sua sala, mas estava preocupada com outra coisa.
KAGOME – E aí Shippou? Já conseguiu?
SHIPPOU – Só mais um pouco e... (ele para de digitar) – Pronto! A casa dele fica na avenida Nimeska 57.
Diante dessa informação, Kagome fecha a porta e em seguida usa o telefone da sala para ligar para o celular de InuYasha, que, junto com Shiori, naquele momento estava dentro do carro de Sango.
INUYASHA – Alô.
KAGOME – Sou eu InuYasha.
INUYASHA – Olha Kagome! Eu estou esperando uma ligação do Toutoussai e...
KAGOME – Mas é a pedido dele que estou ligando! Ele me pediu para arrumar o endereço de uma agente chamado Jigo! Eu consegui.
INUYASHA – Então passa.
KAGOME – Ta! Mas antes me responda uma coisa! Por que fugiu da cena de um crime com uma moça?
INUYASHA – Eu não tenho tempo para explicar todos os detalhes! Passa-me o endereço e pronto.
KAGOME – Antes me responda!
INUYASHA – Eu não tenho tempo para aplacar sua crise de ciúmes e...
KAGOME – Ciúmes?! Eu?! Você deve ser mais presunçoso do que pensei! Eu não estou com ciúmes e...
INUYASHA – Kagome! Pessoas morreram! O Jaken morreu nessa história.
KAGOME – Jaken?! O assistente de Sesshoumaru.
INUYASHA – Ele mesmo! Esse agente matou Jaken! Ele iria matar Shiori se eu não tivesse impedido! Ele está no departamento de polícia agora junto com Sango! Toutoussai está arriscando a carreira dele para me ajudar, pois acredita em mim! Agora pare de besteiras e me dê o endereço.
KAGOME – Avenida Nimeska 57!
INUYASHA – Obrigado Kagome!
KAGOME – InuYasha...
InuYasha nem deixou Kagome completar a frase e desligou o celular e assim deu a partida no carro, que começa a andar, eles conversam durante o trajeto.
INUYASHA – Temos o endereço da casa de Jigo! Tenho certeza de que o que estou procurando está lá.
SHIORI – Mas o que?
INUYASHA – Você vai ver.
SHIORI – Ta! InuYasha! Quem é essa Kagome com quem estava falando no celular?
INUYASHA – Kagome?! Ela é minha esposa! Ela trabalha na Segurança Interna.
SHIORI – Ah sim! (ela fica meio triste com a revelação) – Ela é policial?
INUYASHA – Ah não! Ela não é não! Ela está trabalhando interinamente.
SHIORI – Pareciam que estavam tendo uma discussão! Não que isso seja da minha conta e... (ela para de falar ao perceber um sorriso no rosto dele) – Eu falei algo engraçado?
INUYASHA – Desculpe Shiori! Não é isso! A verdade é que... (ele começa a rir mais ainda) – Não importa! São bobagens da cabeça de Kagome! Não tenho que te amolar com isso.
SHIORI – Não tem problema! Pode dizer.
INUYASHA – Promete não rir? (ela consente com a cabeça) – A verdade é que Kagome estava com ciúmes por eu ter fugido com você! Isso não é uma bobagem?
SHIORI – Ah é! Bobagem.
Shiori virava o rosto para não mostrar para InuYasha seu rosto corado, a verdade era que a jovem começava a sentir algo por ele, mas certamente pensou que InuYasha a via como menina e que nunca teria chance com ele, principalmente levando em conta o fato dele ser casado e enquanto isso, na Segurança Interna, Kagome ainda estava irritada com o fato de InuYasha estar com Shiori e ter desligado na cara dela, Shippou notava isso.
SHIPPOU – O que foi Kagome?
KAGOME – Não foi nada Shippou! Está tudo uma maravilha.
SHIPPOU – Então por que essas veias estão saltando em sua testa?
KAGOME – Melhor não me irritar, Shippou! Isso é para seu próprio bem.
Como Shippou conhecia bem o temperamento de sua mãe adotiva preferiu seguir aquele conselho e naquele exato momento, Kira aparece na porta da sala.
KIRA – Com licença! Você que é a Kagome?
KAGOME – Sou eu mesma! Você deve ser Kira, a mulher que Toutoussai pediu que entrevistasse.
KIRA – Isso!
KAGOME – Esse rapaz é meu filho, Shippou.
KIRA – Prazer! (ela volta a olhar para Kagome) – O senhor Toutoussai me disse que minha filha quase foi morta! Isso é verdade?
KAGOME – Quem é sua filha, senhora?
KIRA – O nome dela é Shiori.
KAGOME – Shiori?! Interessante! Olha senhora! Eu não sei todos os detalhes, mas essa ela está nesse momento com meu marido. (ela se senta e faz Kira se sentar também) – Eu ligarei para Toutoussai e pedirei mais informações, mas antes poderia me fazer um favor.
KIRA – Pois não?
KAGOME – Teria com você uma foto de sua filha?
KIRA – Tenho sim! (ela começa a procurar na bolsa) – Isso é importante?
KAGOME – Mais ou menos.
Enquanto Kagome dizia essas palavras, Shippou balançava negativamente a cabeça em sinal de reprovação da atitude da mãe adotiva, Kira finalmente acha a foto.
KIRA – Aqui está. (ela entrega para Kagome)
KAGOME – Deixa-me ver. (ela olha e analisa) – “Era o que temia! Ela é linda!” (pensando)
KIRA – Agora vai fazer aquela ligação para seu chefe?
KAGOME – Agora mesmo.
Kagome, sorrindo amarelo, tira o telefone do gancho e começa a discar e enquanto isso no departamento de polícia, Jigo, já em liberdade, aparecia diante de Toutoussai e Sango.
JIGO – Foi boa a estada, mas tenho que ir. (sendo irônico) – Adeus a todos. (Sango se coloca na frente dele)
SANGO – Não pense que acabou, Jigo! Ainda vamos nos cruzar.
JIGO – Senhor Toutoussai! Como chefe da Segurança Interna devia escolher melhor com quem convive.
TOUTOUSSAI – Você vai para a Segurança Interna se juntar a Goryoumaru?
JIGO – Eu iria, mas antes vou fazer meu relatório na Agência Imperial. (ele passa por Sango) – Passar bem.
Apesar de saber que ele era culpado, Sango nada podia fazer e Jigo se afasta de todos para sair do departamento de polícia, no meio do caminho acaba cruzando com Sesshoumaru, á princípio o agente fica meio assustado, mas como o jornalista nada faz, ele segue seu caminho, Sesshoumaru estranha a presença de Sango e Toutoussai no local.
SESSHOUMARU – O que estão fazendo aqui?
SANGO – Olha Sesshoumaru! Toutoussai sabe de tudo! Ele até nos ajudou! Vou colocá-lo a par de tudo que está acontecendo.
Sesshoumaru fica sabendo, através de Sango, de que InuYasha teve que fugir com Shiori já que esta desconfiava de que a polícia estava envolvida, o jornalista fica sabendo também que o homem com quem ele tinha acabado de cruzar era o assassino de Jaken, isso o deixou furioso.
SESSHOUMARU – E deixaram-no sair?
TOUTOUSSAI – Não podemos fazer nada! Ele é um agente imperial e como InuYasha e Shiori eram as únicas testemunhas, Jigo escapou de ser detido.
SESSHOUMARU – E o que vão fazer agora?
TOUTOUSSAI – Ficarei aqui para esperar alguma notícia de InuYasha.
SANGO – Não vai voltar para a Segurança Interna e comandar a reunião com os outros agentes?
TOUTOUSSAI – Essa reunião não vai dar em nada! Se alguém soubesse de algo, já teria dito!
SESSHOUMARU – Eu tenho que ir!
TOUTOUSSAI – Jinenji me contou o que veio fazer aqui! Vou aproveitar a minha presença e te ajudar nessa história e... (o celular dele começa a tocar)
SESSHOUMARU – Tudo bem, senhor Toutoussai! Pode atender.
Sesshoumaru se afasta de Toutoussai e Sango para ir até a sala de Jinenji, que naquele momento estava conversando com Leka, mãe de Hiro e esposa Goshink.
JINENJI – Ainda bem que chegou, Sesshoumaru! Vou deixá-los a sós.
LEKA – Obrigado, capitão.
SESSHOUMARU – Obrigado.
Jinenji sai da sala deixando Sesshoumaru e Leka a sós, eles estavam sentados um em frente do outro, o constrangimento era evidente diante daquela situação.
SESSHOUMARU – Eu soube que quer saber como seu filho foi morto, não é?
LEKA – Sim! Hiro era um jovem promissor! Tinha um enorme futuro pela frente.
SESSHOUMARU – O único futuro que seu filho tinha era como delinqüente.
LEKA – Se está falando das falsas acusações contra meu filho saiba que serei implacável em processá-lo por calúnia.
SESSHOUMARU – As acusações não são falsas! (ele bate na mesa) – Seu filho querido tentou violentar a minha Satsuki, duas vezes.
LEKA – Eu não vou escutar essas mentiras! Eu quero que sua filha pague pela morte do meu Hiro! Aposto que foi ela quem o matou.
SESSHOUMARU – A senhora realmente parece não acreditar nas acusações contra seu filho! Assim vou fazer uma proposta para a senhora.
LEKA – Eu já sei! Quer que eu recue na minha investida se não você usará seu prestígio como jornalista para difamar a honra do meu filho, não é? Pois se for isso, pode tirar seu cavalinho da chuva! Eu não irei recuar um milímetro das minhas intenções.
SESSHOUMARU – Senhora Leka! A senhora me parece uma mulher honrada e decente, mas pelo que soube, estava fora do país há muito tempo, portanto Hiro passava mais tempo com o pai dele do que com a senhora, estou correto?
LEKA – Sim! Está! Esse é um dos motivos para eu estar aqui! Eu e Goshink apesar de não nos separarmos, não vivíamos mais juntos.
SESSHOUMARU – Acho que já sabe do envolvimento do seu marido e da empresa dele com um grupo de fanáticos?
LEKA – Eu não sei de nada disso!
SESSHOUMARU – Está vendo aquele senhor? (apontando para Toutoussai falando no celular) – Ele é chefe da Segurança Interna e pode comprovar o que acabei de dizer.
LEKA – Eu não vivia mais com Goshink! Quero que ele se dane, mas quanto ao meu filho, o que a morte dele tem haver com tudo isso?
SESSHOUMARU – Seu filho contou com a ajuda de um desses fanáticos para tentar violentar minha filha! Isso não está nos registros porque esse caso faz parte de uma investigação sigilosa.
LEKA – Isso não é verdade. (começando a chorar) – Pare de falar mal do meu filho. (ela se levanta irritada)
SESSHOUMARU – Eu não vou para enquanto a senhora não enxergar o tipo de pessoa que era seu filho.
LEKA – Eu não tenho que ouvir essas barbaridades! (ela vai até a porta para sair) — Vou à justiça processar todo mundo, fecharei essas agências corruptas se for preciso. (antes que ela saia Sesshoumaru se manifesta)
SESSHOUMARU – Como tenho certeza que minha filha não foi a primeira, logo aparecerá outras! (Leka para de andar) — Assim não ficará a palavra de um contra o outro! A reputação do seu filho será destruída! Seu filho ficará conhecido como um aprendiz de estuprador para o reto da vida! É isso que a senhora quer? (ela o encara)
LEKA – E o que propõe? Quer que eu aceite o fato do meu filho ser um estuprador?
SESSHOUMARU – Pense no que quiser! Eu não estou nem aí com a reputação do seu filho, mas estou disposto a esquecer esse fato se prometer não denunciar minha filha! Não quero que essa acusação recaia no futuro dela.
LEKA – Eu ainda não acredito em tudo isso que disse do meu filho! Eu o conheço! Ele saiu de dentro de mim.
Leka começou a chorar copiosamente deixando Sesshoumaru um pouco sem graça, ele se irritou um pouco com aquela situação e saiu da sala e foi falar com Toutoussai, que naquele momento estava conversando com Sango e Jinenji.
SANGO – O que houve, Sesshoumaru?
SESSHOUMARU – Essa tal de Leka parece não conhecer seu próprio filho! Ela acha que ele é um anjo.
TOUTOUSSAI – Você quer que eu confirme todas as acusações contra o filho dela?
SESSHOUMARU – Isso iria ajudar, mas acho que precisamos de mais e...
JINENJI – Não precisa de mais nada, Sesshoumaru! A única coisa que precisa é ser mais firme.
SESSHOUMARU – O que quer dizer?
JINENJI – Toutoussai e Sango me contaram o que aconteceu com seu amigo Jaken! Isso deve tê-lo deixado menos firme em suas ações. (ele encara o jornalista) – Eu sei que está com um pouco de pena daquela mulher, mas pense na sua filha.
TOUTOUSSAI – Sesshoumaru! Eu concordo com Jinenji! Não negocie nada! Imponha o acordo que quiser e pronto.
SESSHOUMARU – Vocês têm razão, mas não farei isso agora. (ele olha para Leka ainda chorando) – Vou dar um tempo para ela.
SANGO – Faz bem.
SESSHOUMARU – Alguma notícia de InuYasha?
TOUTOUSSAI – Nenhuma por enquanto! Na Segurança Interna, Kagome está falando com a mãe de Shiori! Pedi que ela que tentasse acalma-la para que não atrapalhe a investigação.
SANGO – Onde Gatenmaru se meteu? Eu não o vejo em lugar nenhum.
TOUTOUSSAI – Eu pedi que ele seguisse Jigo sem ser visto. (de repente seu celular começa a tocar) – Alô.
GATENMARU – Senhor Toutoussai! Lamento dizer, mas Jigo escapou.
TOUTOUSSAI – O que?! Mas eu pedi que vigiasse ele de longe.
GATENMARU – Eu vacilei! Segui-o até um supermercado! Ele dever ter percebido a minha presença e me despistou! Eu não tenho a menor idéia de onde ele pode estar.
TOUTOUSSAI – Não há nada o que fazer! Volte para o departamento imediatamente.
GATENMARU – Sim senhor.
Toutoussai desliga seu celular e conta para os outros as más notícias e enquanto isso, InuYasha e Shiori acabavam de chegar á casa de Jigo.
INUYASHA – Chegamos.
SHIORI – O que pensa em encontrar aqui? Você não me disse.
INUYASHA – Eu diria se soubesse! Agora vamos!
Os dois saem do carro e ficam rondando a casa á procura de alguma forma de entrar, mas o que eles não sabiam é que Jigo estava os observando de longe com um binóculo, ele falava com Taibokoumaru enquanto isso.
JIGO – Mas que sorte! Eles vieram até minha casa.
TAIBOKOUMARU – Sorte?! Mas eles podem encontrar a fita.
JIGO – Isso não importa! Eu vou matá-los por invasão á domicílio e como são foragidos, não serei condenado.
TAIBOKOUMARU – Eu vou confiar em você, Jigo.
JIGO – Não tem por que desconfiar! Eu não o entreguei quando fui detido, não o farei depois! Sabemos o que está em jogo.
TAIBOKOUMARU – Ok! Eu vou continuar a espionar as informações que tenho da Segurança Interna aqui do Grupo Naraku! Aviso-te sobre qualquer novidade.
Jigo desligou o celular e voltou a observar InuYasha e Shiori tentando invadir a casa dele, o agente imperial estava com o plano todo elaborado para eliminar os dois.
Próximo capítulo = A fuga desesperada – parte 3
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