A festa na casa de Hiro continuava e depois de terminar a música, Shippou voltou para o jardim e sentou em pedaço de mármore que estava por lá, Soten foi atrás dele. SOTEN – Posso me sentar? SHIPPOU – Claro, faça o que quiser. (com a cabeça baixa) SOTEN – O que você tem? SHIPPOU – Não é nada! Acho que não estou no clima para festa. SOTEN – Então por que veio? SHIPPOU – Já chega, Soten! (meio irritado) – Você parece a Kagome, parece que não consegue ficar sem perguntar nada. SOTEN – Tem razão! (ela se levanta) – Me desculpe por querer saber se está bem. Soten corre se afastar de Shippou, que ao notar a reação da garota se arrepende do que disse e corre atrás dela gritando por seu nome e a vê encostada na arvore do jardim e devido as circunstâncias, Shippou se aproxima devagar, ela estava de costas para ele. SHIPPOU – Soten, eu... SOTEN – Vai embora! (ainda de costas para ele) SHIPPOU – Eu sinto muito pelo que eu disse, eu fiquei nervoso e descontei em você, me desculpe. SOTEN – Por que ficou nervoso? (ainda de costas) SHIPPOU – Por causa da Satsuki. (ao ouvir aquilo Soten se vira de frente) SOTEN – Então gosta dela? SHIPPOU – Isso é uma coisa que sinto desde que a vi pela primeira vez há cinco anos, ela é sobrinha do meu padrasto. SOTEN – Ela sabe o que sente? SHIPPOU – Não e nem tenho coragem de confessar, ela me vê como um amigo e até pior, as vezes acho que ela me vê como... SOTEN – Como irmão, não é? SHIPPOU – Sim. (com a cabeça baixa) – Eu fiquei chateado em vê-la beijando o Hiro, aquilo foi demais para mim, pois uma coisa é saber que a garota de que você gosta, gosta de outro, mas outra é ver... e eu vi. SOTEN – Eu não entendo por que vocês homens gostam das mulheres que te maltratam, eu vi a forma como ela te tratou. SHIPPOU – Então você viu? SOTEN – Claro que vi, eu só não comentei porque esperava que você me contasse por vontade própria. SHIPPOU – Eu sinto muito. (ele começa a se afastar e ela vai atrás dele) SOTEN – Ei, Shippou! Aonde vai? SHIPPOU – Embora, a festa acabou... pelo menos para mim. Shippou começa a andar para o interior da casa com o intuito de ir para a saída da casa e enquanto isso, Satsuki continuava a dançar com Hiro até que naquele momento o celular que Kagura lhe deu começa a tocar, era a transferência de chamada da casa de Kagura. SATSUKI – “Droga! Deve ser meu pai.” (pensando) HIRO – O que houve, gatinha? SATSUKI – Tem um local sossegado por aqui? HIRO – Claro! Pode usar um dos quartos lá em cima. SATSUKI – Ok! Satsuki, na Cia de Hiro, subiu com o celular tocando, essa cena foi vista por Shippou, que passava pelo salão, parando imediatamente. SHIPPOU – “O que a Satsuki pensa que está fazendo em subir com esse sujeito?” (pensando) Shippou não estava gostando nada daquela história, mas ele sabia que aquilo não era da sua conta e enquanto isso, Satsuki entra em um dos quartos e atende o celular. SATSUKI – Sim. RIN – Sou eu, Satsuki. SATSUKI – O que você quer? RIN – Saber se está bem, seu pai me pediu. SATSUKI – Não precisam se preocupar, eu estou com minha mãe. RIN – Me desculpe por fazer isso, mas... SATSUKI – Não ligue mais, a não ser que seja uma emergência. Satsuki desliga o celular na cara de Rin, que imediatamente disca para outro número, era para o celular de Sesshoumaru, que estava em um bar, ele vê o número no visor e sabe que é a esposa. SESSHOUMARU – Rin. RIN – Eu liguei para a casa de Kagura. SESSHOUMARU – E o que houve? RIN – A Satsuki estava lá, como você disse. SESSHOUMARU – Eu não falei que estava paranóica em pensar que ela podia estar em outro lugar? RIN – Eu sei. SESSHOUMARU – Agora deixa a Kagura assumir suas funções de mãe, pode até ser bom para ela. RIN – A filha é sua, você sabe o que faz. SESSHOUMARU – O meu contato já está vindo, a gente se fala depois amor. Sesshoumaru desliga o celular, Rin foi enganada direitinho por Satsuki, que naquele momento se vangloriava com o namorado. HIRO – Quem era? SATSUKI – Era a trouxa da minha madrasta, ela acreditou mesmo que eu estava na casa da minha mãe. HIRO – A sua mãe parece uma mulher muito esperta. SATSUKI – E ela é! (ela vai para a porta) – Melhor voltarmos para a festa. (Hiro se coloca na frente) HIRO – Espere, gatinha! Lá embaixo está muito cheio. SATSUKI – E o que sugere? HIRO – Ficarmos por aqui, ouvindo algumas músicas, curtindo um ao outro. SATSUKI – Eu gosto muito de você, mas isso não vai rolar, posso ter treze anos, mas não sou besta. HIRO – Mas claro que não é! Eu poso deixar a porta aberta e além disso, tem várias pessoas lá embaixo, não correrá nenhum perigo. SATSUKI – Lá embaixo está cheio mesmo. (ela decide ficar) – Mas nada de gracinhas, se tentar algo, saio de imediato. HIRO – Claro. (ele deixa a porta aberta) SATSUKI – Que músicas tem? HIRO – Da uma olhada, eu já volto. Hiro sai do quarto e encontra com seu amigo Ukyo no caminho, o chamando para um canto. UKYO – O que foi, Hiro? HIRO – Eu quero ficar mais sossegado com minha gata, então não deixe muita gente se aproximar do quarto. UKYO – Mas eu quero curtir a festa. HIRO – Se tudo correr bem, vamos ter uma festinha particular. (olhando para o quarto) UKYO – Está falando da Satsuki? HIRO – Isso! (ele da um tapinha no rosto dele) – Agora faça o que mandei. UKYO – Pode deixar. Ukyo fica de guarda no corredor que da acesso ao quarto enquanto Hiro voltou ao quarto onde estava Satsuki. SATSUKI – O que foi fazer? (mexendo no porta CD) HIRO – Falar com alguns caras... escolheu algum cd? SATSUKI – Você tem uma boa coleção, Hiro. HIRO – O meu pai viaja muito e nessas viagens ele sempre me traz algum presente, muitos desses CDs foram dados assim. SATSUKI – Acho que podemos começar com esse, pois eu adoro. (colocando o cd para tocar) HIRO – Manda ver, gata! Hiro sorria para Satsuki, que se sentia tranqüila pela porta estar totalmente aberta e enquanto isso Shippou estava de saída, chegando ao portão, mas daí ele olhou para trás, fixou o olhar no andar superior da casa de Hiro, onde Satsuki estava, ele se preocupava com a amada mesmo depois do modo como foi tratado. SHIPPOU – “O InuYasha me ensinou a seguir meus instintos e eles dizem para eu ficar.” (pensando) Shippou respira fundo para criar forças para voltar e assim acelera o passo de volta para o interior da casa de Hiro e ao entrar nela vai direto falar com Mai, uma das amigas de Satsuki. SHIPPOU – Mai, cadê as Satsuki? MAI – Não sei, faz alguns minutos que não a vejo. (ele olha para o andar superior) SHIPPOU – Ela ainda não desceu, não é? MAI – Agora me lembrei, ela subiu para atender um telefonema do pai, ela não quer ser descoberta e... SHIPPOU – Eu sei da história, Mai. (ele se afasta) MAI – “Mas que menino mais estranho!” (pensando) Shippou não ligava muito para que os outros pensassem dele e assim ele foi subir a escada que dava acesso ao andar superior, mas foi impedido por Ukyo. UKYO – Aonde pensa que vai? SHIPPOU – A minha amiga está aí, preciso falar com ela urgente. UKYO – Quem é sua amiga? SHIPPOU – Satsuki, ela subiu aqui com o Hiro. UKYO – E o que você quer com a namorada do Hiro? SHIPPOU – Eu já disse, sou amigo dela, só preciso falar com ela... UKYO – Depois ela desce, agora desça imediatamente, o pai dele não quer gente estranha xeretando esse andar. SHIPPOU – Pode avisar ela que estou aqui? (nesse momento Hiro aparece diante deles) HIRO – O que está acontecendo aqui? UKYO – Ele quer falar com sua namorada, mas eu falei que ele não pode ficar nesse andar, ordens expressas de seu pai. HIRO – Qual é seu nome? SHIPPOU – Shippou. HIRO – Olha, Shippou, o que o Ukyo disse é verdade, mas eu vou falar com a Satsuki, espere aqui. Ukyo fica na frente de Shippou para que ele não avançasse e enquanto isso Hiro voltava para o quarto onde estava Satsuki, que estava no chão com walkman nos ouvidos e os tirou quando viu o namorado. SATSUKI – Quem era? (ele se senta ao lado dela) HIRO – Não é nada, somente um penetra que tentou entrar sem convite. (ele fica pensativo) – Satsuki, me conta uma coisa, tem um menino que as vezes vejo com você na escola, um baixinho e... SATSUKI – Deve estar falando do Shippou, quando falou em ‘baixinho’ saquei na hora que estava falando dele. (sorrindo) HIRO – Deve ser dele mesmo, qual o lance de vocês? SATSUKI – Não me diga que está com ciúmes! Nós somos apenas amigos, sou sobrinha do padrasto dele, tecnicamente falando podemos até ser primos. (rindo) HIRO – Como ele conseguiu um convite? SATSUKI – Eu não sei, mas a verdade é que a presença dele aqui coloca meu plano de enganar meu pai em risco, já que se ele falar para a mãe que eu estou aqui, fico de castigo até o fim do ano ou da década. HIRO – Então ele não devia estar aqui. SATSUKI – Pode parecer estranho o que vou falar, apesar de correr risco por isso, no fundo gostei dele ter vindo, ele precisava disso, vai fazer bem a ele. (ela estranha algo no namorado) – Por que esse interesse no Shippou? HIRO – Acho que você tem razão, devo estar com ciúmes de sua relação com ele. SATSUKI – Não fique. (ela o beija) – Eu só tenho olhos para você. HIRO – Isso é bom. (ele se levanta) — Por ser o anfitrião da festa tenho que ver se não está faltando nada, se não mando um dos empregados buscar. SATSUKI – Por falar nisso, você tem algo para beber? HIRO – Tenho sim, se tenho. (ele volta para junto dela e abre uma espécie de cofre atrás da cama) – “Isso é bom de mais para ser verdade, vai ser mais fácil do que pensei.” (pensando) SATSUKI – O que tem aí? HIRO – Um frigobar. Hiro abre o frigobar, pega um copo, mas antes de colocar a bebida ele põe uma pílula escondida de Satsuki e depois oferece para a namorada. HIRO – Beba isso. SATSUKI – O que é? HIRO – Refrigerante! Meu \'velho\' não me deixa ficar perto de bebida alcoólica. (sorrindo) – Agora vou indo. SATSUKI – Ta bom. (ele ia sair mas ela se manifesta) – Não demora. (ela toma o refrigerante) HIRO – Pode deixar. Hiro sorri de forma maligna e depois manda um beijo de longe para a namorada e em seguida vai na direção de Shippou e Ukyo no fim do corredor. SHIPPOU – E aí? Cadê a Satsuki? HIRO – Ela não quer falar com você. SHIPPOU – O que?! Não pode ser. HIRO – Ela disse algo sobre plano de enganar o pai ou coisa assim e que não quer falar com você, sua presença é um incomodo. SHIPPOU – Eu quero que ela fale isso na minha cara. HIRO – Depois vocês se falam, agora desça por favor. Hiro volta para o quarto e Ukyo obriga Shippou a descer, mas como ele não queria, Ukyo o forçou jogando-o escada abaixo, essa cena foi vista por todos e Shippou caído no chão ainda teve que ouvir Ukyo. UKYO – Se não se comportar, será convidado a sair da festa. Ukyo volta para o topo da escadaria para que ninguém incomodasse Hiro no andar superior, Shippou, um pouco machucado pela queda, era alvo de risos das pessoas na festa, ele se sentia humilhado, mas essa humilhação só não era maior do que a tristeza de saber que Satsuki estava brava com ele, que sua presença era um incomodo. SHIPPOU – “Droga!” (pensando) Em meio aos risos dos convidados da festas, Shippou ao tentar se levantar sente uma mão o ajudando, era Soten. SOTEN – Vêm, eu vou te ajudar. SHIPPOU – Obrigado. Soten leva Shippou para a cozinha da casa de Hiro e lá ela limpa os machucados dele, mas a dor no coração era maior e quanto a isso, ela não podia fazer nada. SOTEN – Está melhor? SHIPPOU – Estou sim, obrigado, não sei por que está me ajudando. SOTEN – Acho que estou aqui para te ajudar a encarar seus medos. SHIPPOU – Eu pensei que ia gosta da festa, mas ela só me fez sofrer, estou me sentindo muito mal. SOTEN – Então vai lá e encare o Hiro, fale para ele que gosta da namorada dele. SHIPPOU – Não! Eu não tenho que me humilhar ainda mais, viu lá fora? Todos rindo de mim. SOTEN – Deveria encara se gosta mesmo da Satsuki, acho que ela pode precisar. (ele não gostou da forma como ela falou) SHIPPOU – Pode precisar? Do que está falando, Soten? SOTEN – Eu te falei que conhecia o Hiro de longe por meu pai trabalhar para o pai dele. SHIPPOU – Sim, já me falou isso. SOTEN – O que não contei é já ouvi histórias de que ele abusa de várias garotas de classe média. SHIPPOU – Abusa como? SOTEN – O que acha? (ela o encara) – Eu soube que ele já fez isso várias vezes. SHIPPOU – E como ninguém faz nada? SOTEN – O pai do Hiro têm influência e muito dinheiro e sem falar que as garotas ficam com vergonha de falar. SHIPPOU – Eu tenho que fazer alguma coisa. SOTEN – Vai lá em cima e tira Satsuki na marra. SHIPPOU – Eu não posso, não sou forte o suficiente. SOTEN – Você não gosta da garota? Vai lá! Seja homem! Não seja covarde, tenha coragem. SHIPPOU – Além do Hiro tem o Ukyo e os outros amigos, ir até lá sabendo que vou apanhar não é coragem, é burrice. SOTEN – Você é quem sabe. (ela fica pensativa olhando para o nada) – Os meus irmãos me diziam que a única coisa que devia temer era o próprio medo, eles sim tinham coragem, encaravam dez, quinze, vinte de uma vez. SHIPPOU – Bem que eles podiam estar aqui. SOTEN – Eles estão mortos. (ele se surpreende) SHIPPOU – Eu sinto muito, Soten. SOTEN – Deixa para lá, agora você tem que ajudar sua amiga. SHIPPOU – Só não sei como. Soten olhava com desdém a preocupação de Shippou, que naquele momento estava pensando em como ajudar Satsuki, até passou pela cabeça a idéia de chamar o pai dela, mas ele pensou melhor e viu que isso a faria odiá-lo ainda mais. SHIPPOU – Eu sei o que vou fazer. SOTEN – O que? SHIPPOU – Você vai ver, vêm comigo. Shippou, na Cia de Soten, foi para o jardim fazer algo para ajudar a amiga e enquanto isso, Satsuki que estava ouvindo música começou a se sentir mal, meio tonta. SATSUKI – Acho que estou ficando com dor de cabeça. HIRO – O que foi querida? Não parece nada boa, é melhor se deitar um pouco. (ele a levanta do chão) SATSUKI – Eu tenho que ir, preciso ligar para minha mãe me buscar e... HIRO – Não precisa da sua mãe. (ele a coloca na cama) SATSUKI – O que tinha no refrigerante? HIRO – Nada! Nada o que deva saber. SATSUKI – Socorro, eu tenho que ir e... (ela tenta sair da cama, mas acaba caindo no chão por estar muito tonta) HIRO – Não vai a lugar nenhum, Satsuki. (ele fecha a porta) – Agora vamos no divertir Hiro estava com intenções nada agradáveis com Satsuki e quando ia começar de repente um alarme de incêndio, quase ensurdecedor começou a tocar e Ukyo fala com Hiro do outro lado da porta. UKYO – Sai daí, Hiro! (batendo na porta até Hiro abrir) HIRO – O que está havendo? UKYO – Um incêndio! Tem que sair daqui. HIRO – Droga! Logo agora. (olha para Satsuki) – Fazer o que? Vamos então. UKYO – Mas e ela? HIRO – Deixa-a aí, não dou a mínima. Hiro e Ukyo desceram no meio da multidão que se acotovelava para encontrar uma saída e quando quase todo mundo estava fora, Shippou aproveitou e subiu para o andar superior e foi direto ao quarto onde Satsuki estava. SHIPPOU – Satsuki! O que houve? (vendo ela deitada) SATSUKI – Ai minha cabeça, ela está girando. SHIPPOU – Se apóia em mim. Shippou tirou Satsuki do quarto e como não queria que Hiro e os amigos deles os vissem, eles foram para uma saída lateral. MEIA HORA DEPOIS Hiro olhava para a casa vazia, o corpo de bombeiros não encontrou nenhum vestígio de incêndio e por isso ele conversava com o amigo Ukyo. HIRO – A festa foi arruinada e alguém fez isso. UKYO – E sem falar que a Satsuki foi conseguiu ir embora. HIRO – Mas agora quero saber quem fez isso e aí ele vai me pagar e... (ele nota a presença de alguém mais) — Quem está aí atrás? SOTEN – Sou eu, Hiro! (ela sai de trás de uma coluna) UKYO – Quem é você? HIRO – Não se preocupe, Ukyo, eu a conheço, o pai dela trabalha para o meu. (ele olha para Soten) – O que quer Soten? SOTEN – Eu sei quem fez isso. HIRO – Sabe? (ele se aproxima dela) – Quem? SOTEN – Foi o Shippou, de alguma forma ele mexeu no sistema eletrônico da casa e fez o alarme acionar sem nenhuma chama, eu vi com meus próprios olhos. HIRO – Aquele moleque vai me pagar. SOTEN – Eu sei que vai. Soten sorria com o ódio de Hiro, mas por algum interesse ela queria que Shippou também sofresse, se não fosse isso ela não o entregaria para Hiro e enquanto isso, um pouco longe dali, em um ponto de ônibus, Shippou estava sentado com Satsuki, ainda desmaiada, deitada em seu colo, ele acariciava o rosto dela, ele realmente a amava e naquele momento até pensou em beijá-la, mas o som de um carro vindo o impediu, esse carro era de Kagura, que ao estacionar saiu logo dele e foi correndo para pega a filha. KAGURA – Ela está bem? (a pegando no colo e colocando-a no carro) SHIPPOU – Eu não sei, ela está assim desde que a tirei da casa do Hiro. KAGURA – Me conte o que houve. Shippou contou para Kagura que provavelmente Hiro tentou molestar Satsuki e contou também que bolou em acionar o alarme de incêndio da casa para que todos saíssem e assim poder pegar a amiga. SHIPPOU – Ela me contou do plano de vocês para enganar o pai dela, foi por isso que chamei a senhora. KAGURA – Fez bem! Agora deixa que assumo tudo. SHIPPOU – Sim senhora. (ela entra no carro e antes de ir se manifesta) KAGURA – Quer uma carona? SHIPPOU – Não senhora, eu vou a pé, minha casa fica perto daqui, mesmo assim obrigado. KAGURA – Você foi muito inteligente, isso não é normal para alguém de sua idade, quem sabe um dia trabalhe para o governo. Kagura da a partida no carro e sob os olhares de Shippou, o carro some no horizonte. SHIPPOU – Que droga! Sozinho de novo! (ele fica pensativo) – Onde será que está a Soten? Ela se separou de mim depois que acionei o alarme, pensei que ela ia me ajudar. Shippou não pensou muito, se sentia cansado, aquele foi um longo dia e por isso foi andando para casa sem saber que Soten o tinha entregado para Hiro. Próximo capítulo = O retorno do Motoqueiro Noturno – parte 1