NUUK historietas Vizinho de AP.

1 NUUK historietas Vizinho de AP. 01


Notas iniciais
Um pouco de álcool, um gesto feio...ajudar o vizinho, se meter num mal entendido, mas nada esta perdido...
...ou será que não!

Kelly andava pela chuva, ela não gostava de guarda-chuva, a sua única preocupação era um pequeno embrulho feito de cobertores que ela carregava como um bebe de cara verde, sua mochila não estava pesada, tinha conseguido uma semana de licença após uma pequena missão de dois meses, queria aproveita essa pequena folga para colocar as coisas em ordem em seu novo apartamento que ela dividia com seu filho que estava servindo com o capitão Volkmer, quase nunca eles ocupavam o apartamento ao mesmo tempo, mas sempre deixavam recadinhos carinhosos num quadro de aviso que ficava na cozinha, Era no terceiro andar, ela preferiu usar as escadas, para aquecer, ela entrou e deixou o seu “bebe” no sofá libertando seu iguana, que logo se colocou perto do aquecedor, Antes de dormir ela a colocaria na sua gaiola especial com iluminação feita para manter o calor, um terrário com algumas prateleiras para a escalada, ocupava uma parte considerável da sala, isso foi a primeira coisa que mandou instalar quando comprou esse imóvel, ela tinha que revisar alguns pormenores burocráticos , mas “cacete” tinha só uma semana de folga e ia ter que ficar pagando de hora extra sem remuneração, mas não hoje, hoje ela só queria dormir assim que tirasse toda roupa colocasse suas meias.

— Olá Shimizu? Sintetiza um caldo verde bem quente para mim.

- Ola! Kelly, como você quiser.

Seu filho Mont tinha configurado o computador para ser um pouco mais expressivo e educado, integrando-o ao sistema de segurança do apartamento e as funções como luzes aquecimento, comunicações e sintetizadores e ele ainda respondia os ocupantes do apartamento com cordialidade, ele teve essa ideia conversando com uma oficial da Enterprise uma vez, quando em uma palestra aberta na academia, ela era engenheira, Kelly nem sabia o nome dela, mas ela foi uma inspiração para Mont reconfigurar o computador que agora tinha o nome de um dos instrutores que ele mais “ gostava”.

Foi tirando a roupa e foi jogando por ai, enquanto na sua nave ela era extremamente organizada na sua casa ela queria se libertar, sempre tinha que fazer uma faxina básica antes de voltar ao espaço, ela pega o caldo verde e “agradece”, se não agradecer o computador reclama, “Mont tem cada idéia”, engraçadinho ele – pensa ela sorrindo lembrando-se do filho-... Ela percebe um novo bilhetinho na porta da geladeira, lê, e escreve outro e coloca ao lado, e começa a comer seu caldo verde, não era tão bom quanto de sua mãe, mas era agradável, quando o computador grita:

- Tentativa de invasão, código de acesso errado, tentat...

- Já entendi já entendi! quantos? Espécie? E está armado? Qual o peso corporal? Pergunta calmamente continuando a tomar a sopa.

- Um, humano, desarmado, 85k.

- Obrigado Shimizu.

Ela coloca o prato vazio em cima do balcão, caminha até a porta — Visual – ordena, e aparece um homem de meia idade Branco meio despenteado e visivelmente embriagado.

“Só o que me faltava, meu vizinho bêbado, hunf!” Ela coloca o roupão abre a porta, e imediatamente fica com dó do homem, que sem entender nada pergunta, confuso.

- Que, quem é a senhora porque esta no meu apartamento.

“pobre coitado”

- Esse é meu apartamento, sou sua nova vizinha, Prazer Kelly Montimor, seu apartamento é o do lado presumo.Sr.?...- ela estendeu a mão ele ainda confuso a apertou sua mão de forma muito fraca...

- Reg me chame de Reg, Des, desculpe, eu vou...

Kelly ficou meio preocupada, ele estava muito intoxicado, ela tinha muito experiência com bêbados, e seu instinto dizia que devia ajudar esse pobre homem, com certeza ele não era ameaça.

- Espere, você precisa de ajuda. – ela o puxou para dentro ele sem resistência foi, ela o colocou sentado no sofá.

- Quando eu fico bêbada, o melhor remédio é uma boa doze de café forte e amargo, depois um banho frio, eu evito o hypospray de desintoxicação, pois arde na entrada e dobra a dor de cabeça no dia seguinte. – ela fala enquanto faz o café – mas como eu não estou a fim de te dar banho vou te fazer um café, se você não melhorar vou te desintoxicar, amanhã você se resolve com a dor de cabeça...

Ele levantou a cabeça assentindo, tentando entender o que ela dizia, ela lhe deu o café.

- Tome de uma vez só, isso é horrível! Ele disse não com a cabeça, e ela disse com mais autoridade.

- Tome logo. Disse com certa agressividade, ele se encolheu no sofá e tomou tossindo...

- Não se preocupe se vomitar é melhor... Ela viu que ele não bebeu tanto para vomitar, só era fraco para bebida mesmo, ela esperou que o café sozinho fizesse o efeito desejado.

- Esta melhor?

- Ele me mandou embora, ele me pegou beijando a Healey, agora ele não confia mais em mim..

- Bem Reg, esse é seu nome né? Eu não sei do que você esta falando, (honestamente... “tô nem ai”), mas acho que você já esta melhor, venha vou leva-lo para casa.

Eles pararam na porta:

- Vai, me dê os códigos..., os códigos... – Fala ela impaciente enquanto apoia ele pela cintura e o braço esquerdo dele sobre seus ombros. (bafo maldito).

- São conf, confi.. Confidenciais... – ela fez uma careta, levantou a mão do homem encima do painel, a porta aceitou o biometria, mas pedia os códigos...

- Me dê logo “as porra” desses códigos senão eu chamo a segurança!...A minha paciência já esta se esgotando... Ele concordou eles entraram, ela o colocou no sofá, tirou seus sapatos, quando viu um lindo gatinho...

- Que coisa mais fofa — ela pegou o bichano que se desmanchou em seu colo ronronando... O homem pegou no sono imediatamente, kelly colocou o gatinho gentilmente no chão e foi em direção a porta.

Quando a porta se abriu, apareceu um homem careca com uniforme de oficial de ciências, parecia que ele estava prestes a pedir para entrar...

- E eu, que estava preocupado com o Reg! – disse sarcasticamente, kelly fez um sinal feio e foi para seu apartamento, um pouco mais tranquila pois o homem estava com um amigo...sei lá! A cota de boa samaritana de Kelly já tinha acabado ela só queria tirar aquele roupão e ir para cama.

- Isso é um absurdo! Eu preocupado com você, e o que eu encontro? Uma mulher seminua em seu apartamento!

O Doutor estava em suas lamurias quando ouve um grito desesperado vindo de traz da parede!