NUUK historietas Vizinho de AP.

2 NUUK historietas Vizinho de AP 2


Notas iniciais
Espero que gostem!

– Galaga! Grita Kelly desesperada — Menina volta para mamãe

Ela procura em todos os cantos jogando tudo e virando os móveis em pleno desespero, a campainha toca, o porta se abre, o Doutor entra e se depara com a mulher sem modos que ele acabou de ver saindo do apartamento de Reginald Barclay em prantos, agora ele teve tempo de observar, ela era alta, estava vestida com um roupão de seda rosa, meias três-quartos de algodão brando e pantufas de coelhinho rosa. A pele era morena, mas tinha um toque de verde que parecia mostrar uma herança alienígena distante, os cabelos negros e com grandes cachos caiam pelos ombros e pelas costas, ela tinha tatuagens em ambos os braços e nas pernas, olhos negros e uma boca carnuda, não era jovem aparentava pelo menos 35 a 40 anos, músculos definidos e mais desenvolvidos que a média das mulheres, pelo menos as humanas, parecia ser saudável, e sem duvida, bonita. Comum mais, bonita.

– O que você fez com minha Galaga? Gritou ela com um beicinho (só a kelly para fazer isso).

– Olha aqui minha senhora eu só estou aqui porque ouvi os gritos, estou aqui para ajudar...

– Então ajuda, “Move, moves now” – grita ela para o estranho mostrando a casa em caos completo.

O Doutor aturdido começa a procurar, debaixo dos moveis encima dos armários, de repente se pega observando a mulher ajoelhada no chão procurando debaixo da cama...

– Pare de olhar minha bunda “cacete” ache a Galaga!

Ai ele se lembrou de que não fazia ideia “do que nos meio do inferno era essa Galaga?”. A mulher parecia ler seus pensamentos, do chão mesmo apontou para toda a infraestrutura que ocupava ¾ da sala.

– Qualquer idiota percebe que é um iguana...

O Doutor endireitou-se, colocando-se elegantemente ereto e levantando uma sobrancelha respondeu cinicamente.

– Então, sabemos que não sou um idiota, afinal esse terrário pode servir para varias espécies.

Kelly se levantou, bateu uma mão na outra para limpar o pó, Com a parte superior do corpo ligeiramente projetada para frente, uma mão no quadril e outra apontando gritou.

– O senhor é assim sempre tão chato? Ela fez um movimento engraçado com a cabeça de um lado para o outro literalmente, mantendo os ombros imóveis.

Convivendo tanto tempo com pessoas que tem seus sentimentos e suas expressões contidas, era refrescante e encantador ver alguém tão espontânea e teatral. Mas ele não ia dar o “braço a torcer”.

– E a senhora é sempre assim tão deselegante? Respondeu com outra pergunta levantando a sobrancelha e fazendo um movimento de gangorra com os pés.

Kelly cruzou os braços a sua frente, deu dois passos em direção ao Doutor, ela estava de pantufas e já era um pouco mais alta que ele, abriu um lindo sorriso branco de dentes perfeitos, e logo depois começou a gargalhar primeiro com pequenos soluços depois de forma escandalosa, poderosa e livre , ele abriu um tímido e afetado sorriso contagiado pela alegria dela, logo ela se acalmou, e chegando bem perto dele ainda marcada pelo resto das gargalhadas, entrou no seu espaço pessoal e falou com diversão olhando nos olhos dele, que não sabia para onde olhar.

– Gostei de você, observando melhor o senhor me parece familiar, com quem estou falando?

Ele parecia um pouco ofendido, afinal todos conheciam o “Doutor” desbravador do quadrante delta...

– Acorda como é seu nome? Se não me falar logo vou te dar um apelido, de “cabeludo”!

Mulher desagradável.

– Eu...

– Socorro, socorro estou sendo atacado, tirem essa fera de cima de mim!

Quando o Doutor volta ao apartamento do Reg, um iguana de um metro e vinte, está encima do pobre homem, fazendo caretas ameaçadoras para ele e para seu gato quer está com o rabo todo arrepiado pendurado no lustre e gemendo lamentavelmente de medo.

Kelly aparece olha a cena e resmunga, manhosamente para o “mostro verde”, fazendo beicinho.

– Tadinha, esse mostro esta te assustando?

– Que vergonha um homem desse tamanho assustando minha princesinha!- Grita ela para o coitado do engenheiro.

Ela pega o iguana com jeito e cuidado, o Doutor a acompanha, como cavalheiro que é, para ajuda-la a colocar a sua “princesinha” no lugar certo, deixando para traz um homem sem entender nada.

Kelly verifica se ela esta confortável, vira para o homem que a ajudou e esta pacientemente esperando sabe-se lá o que, dá um sorriso cheio de gratidão, e num piscar de olhos esta em sua frente e lhe dá um selinho.

– Obrigada, meu herói anônimo.

Ela ainda sorrindo empurra o homem aturdido com cara de bobo para fora de seu apartamento, ele fica meio sem ação parado na porta que se abre de novo, e a mulher volta, mas desta vez, segurando dois cartões magnéticos.

– Esta livre amanhã?

– sim.

– Gosta de Opera?

– Adoro.

– Quer me acompanhar? Iracema? Carlos Gomes? Teatro Opera de Manaus?

–Sim, Sim, Sim, Sim.

– Esteja aqui Amanhã as 18h00min, Até amanhã então...

A porta se fecha.

“Deus o que foi isso? Um furação?”

Pensou ele passando a mão sobre os lábios recém-beijados.

Notas finais
Qualquer comentário,sera bem vindo e obrigado por ler.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!