NO LIMITE DO ATRITO
7 A Linha Tênue
Notas iniciais
Capítulo 7: A Linha Tênue
🏎️ POV Bella
O silêncio da madrugada em São Paulo era cortado apenas pelo som abafado dos pingos de chuva pesados que batiam contra os imensos vidros do hotel. O quarto estava imerso em uma penumbra azulada, quebrada levemente pelos reflexos dos telões luminosos da avenida lá fora. Eu pisquei os olhos devagar, sentindo a mente flutuar naquela névoa pesada pós-corrida, e tentei me esticar.
Foi quando senti um peso morno, firme e completamente inesperado cruzando a minha cintura.
Meu coração deu um solavanco tão violento no peito que a minha respiração travou na garganta. Olhei para o lado. Os cabelos bronzeados de Edward Cullen estavam completamente espalhados pelo travesseiro branco, a poucos centímetros do meu rosto. Ele dormia profundamente, com uma expressão surpreendentemente serena para quem passava os dias tentando me destruir nas pistas de corrida. O braço longo e musculoso dele estava me puxando contra o seu peito nu, e o calor da pele dele parecia um ferro em brasa contra as minhas costas.
O pânico subiu como uma onda de adrenalina pura na reta dos boxes. Eu dei um solavanco, empurrando o braço dele e saltando da cama como se o colchão estivesse pegando fogo.
— Ai, meu Deus. Não, não, não... — sussurrei, a voz saindo em um fio desesperado enquanto meus pés tocavam o tapete frio. Eu estava surtando por completo. Minhas mãos tremiam enquanto eu olhava para o emaranhado de lençóis e depois para o chão, onde o meu uniforme vermelho da Ferrari estava jogado de qualquer jeito, misturado com as roupas dele.
O movimento brusco fez Edward se mexer. Ele soltou um resmungo rouco, os olhos verdes abrindo-se devagar na penumbra. Demorou apenas um segundo para que ele processasse a minha silhueta parada no meio do quarto e, em vez de parecer chocado ou irritado, um maldito sorriso lento e descarado começou a desenhar-se nos lábios dele. Ele se apoiou nos cotovelos, sem fazer o menor esforço para se cobrir.
— Que recepção calorosa para uma segunda-feira, Swan — ele ironizou, a voz rouca de sono arranhando os meus nervos de um jeito perigoso.
— Cala a boca, Cullen! — sibilei, me abaixando apressadamente para catar a minha calça e a minha blusa do chão. — Isso tem que parar. Agora. Nós dois... isso é um erro! Um erro absurdo, gigantesco, profissionalmente catastrófico!
Edward soltou uma risada baixa, mudando de posição na cama com uma calmaria que só me irritava mais.
— Um erro? — ele perguntou, arqueando as sobrancelhas com aquele cinismo britânico insuportável. — Engraçado, porque ontem à noite, na pista e aqui nessa cama, não pareceu um erro nem por um milésimo de segundo. Nós dois não conseguimos parar, Bella. Aceita que dói menos.
— Isso só pode ser um pesadelo... É isso, é um pesadelo, Cullen! — exclamei, enfiando as pernas na calça com uma pressa ridícula, quase perdendo o equilíbrio. — Esquece que isso aconteceu e bola para frente. Você volta a ser o babaca da Cullen Racing e eu continuo sendo a pilota que vai tirar o seu campeonato.
Edward sentou-se na borda da cama, mantendo aquele sorriso torto e safado enquanto assistia ao meu show de desespero.
— E se eu não quiser esquecer? — ele disparou, a voz descendo um tom, carregada de uma audácia que fez a minha espinha vibrar contra a minha vontade. — Talvez eu queira lembrar. Talvez eu queira lembrar de cada detalhe e repetir isso com você em um looping infinito, etapa por etapa.
Ele se levantou e deu um passo na minha direção, estendendo a mão para tentar me puxar de volta para o colchão bagunçado.
— Vá se foder, Cullen! — empurrei a mão dele, abotoando a blusa com os dedos ainda trêmulos.
Em vez de se afastar, Edward avançou. Num movimento rápido, ele me envolveu pela cintura, colando as minhas costas contra o seu peito quente. Seus lábios atacaram imediatamente a curva do meu pescoço, distribuindo beijos molhados e mordidas leves que me fizeram soltar um suspiro traidor.
— É exatamente isso que eu quero de você de novo, Swan... — ele sussurrou contra a minha pele, as mãos grandes apertando os meus quadris com firmeza. — Eu sou insaciável. E você é viciante.
— Nos dois não vai rolar mais, Cullen. Esquece! — juntei todas as minhas forças, finquei os cotovelos no peito dele e o empurrei para trás com força real. Ele cambaleou um passo, rindo da minha resistência. — O máximo que você vai ter de mim a partir de agora é a poeira dos meus pneus na pista de Interlagos.
Dei as costas para ele, agarrei as minhas botas e corri em direção à porta do quarto. Quando minha mão segurou a maçaneta, ouvi a voz dele ecoar lá de trás, fria, calculista e cheia de promessa:
— Vamos ver, Swan... Vamos ver.
Eu abri a porta do corredor, saí como um raio e praticamente me joguei para dentro do meu próprio quarto, que ficava logo ao lado. Bati a porta de madeira e me encostei nela de costas, soltando um suspiro longo, ruidoso e desesperado, tentando acalmar os batimentos cardíacos que pareciam bater no limite do giro do motor.
— Ora, ora... Olha quem resolveu dar as caras.
O susto quase me fez pular. Acendi a luz do quarto de supetão e dei de cara com duas figuras sentadas na minha cama, perfeitamente acordadas e com os braços cruzados. Leah Clearwater estava com uma expressão de puro tédio e desaprovação, enquanto Alice Brandon exibia um sorriso que ia de orelha a orelha, os olhos brilhando como duas lâmpadas de alta voltagem.
— Onde você estava, Bella? — Leah perguntou, cruzando as pernas e apontando para o relógio no pulso. — O treino acabou ontem cedo, o brunch terminou no final da tarde e você simplesmente sumiu do mapa. O Charlie quase teve um troço achando que você tinha sido sequestrada.
Eu olhei para as duas, sentindo a exaustão mental e o peso do segredo me esmagarem. Eu precisava desabafar com alguém antes que a minha cabeça explodisse. Caminhei até a poltrona, desabei nela e cobri o rosto com as mãos.
— Eu fiz uma loucura — confessei, a voz saindo abafada. — Eu perdi a virgindade com o Edward Cullen. Em Mônaco. No banheiro daquela festa do hotel Twiga.
Leah descruzou as pernas na hora, fazendo uma careta de puro nojo, como se tivesse engolido combustível adulterado.
— Ai, que nojo, Bells! O Cullen?! Aquele engomado britânico que passa o dia inteiro olhando para nós como se fôssemos mecânicos de trator? — Leah resmungou, revirando os olhos de forma dramática. — Eu sabia que aquele atraso em Mônaco tinha caroço nesse angu. Que decadência.
— Ai, meu Deus! Eu sabia! Eu sabia! — Alice, por outro lado, deu um grito agudo, pulando da cama e batendo palmas de forma frenética. — A tensão de pódio não mente! Bella, você está completamente apaixonada! Isso é Cinema puro! É o romance do século no paddock!
— Eu não estou apaixonada! — levantei-me da poltrona, gesticulando de forma irritada. — Eu odeio o Edward! Ele é um prepotente, um egocêntrico que acha que o mundo gira ao redor da Cullen Racing. Ele me tira do sério, me desestabiliza, é arrogante ao extremo...
Eu fiz uma pausa, tentando respirar, mas as palavras continuaram saindo da minha boca de forma desgovernada, sem que eu passasse pelo filtro do cérebro.
— ...mas, ao mesmo tempo, ele tem uma precisão absurda na pista. Ele é focado. E, deuses, ele sabe exatamente o que faz com aquelas mãos longas. Ele é determinado, não desiste de uma disputa e, quando sorri sem aquela máscara de lorde, ele consegue ser incrivelmente... genuíno. Ele tem uma liderança natural que impõe respeito em qualquer um, e aquele perfume de sândalo dele é simplesmente insuportável de esquecer...
Olhei para o lado e vi Alice com o queixo apoiado nas mãos, piscando para mim com um sorriso vitorioso. Leah apenas soltou um suspiro pesado, balançando a cabeça.
— Viu só? — Alice cantarolou. — Você acabou de listar as qualidades dele no meio dos defeitos sem nem perceber. Bella, aceita. Você está caidinha pelo garoto de ouro.
— Eu já disse que odeio o Edward Cullen! — repeti, cruzando os braços e batendo o pé no chão.
Leah levantou-se da cama, caminhando até mim e colocando a mão no meu ombro com uma seriedade rara.
— Existe uma linha tênue entre o ódio e o amor, Bells — Leah disse, a voz num tom compreensivo, mas ainda firme. — Cuidado para não cruzar essa linha a trezentos por hora e acabar batendo no muro.
Antes que a discussão romântica se transformasse em uma sessão de terapia que eu não queria ter, Alice deu um pulo para a frente, batendo as mãos nas coxas para mudar drasticamente de assunto.
— Chega de falar do Cullen, porque nós estávamos aqui esperando por você para contar uma super, hiper, meganovidade! — Alice puxou o celular do bolso, os olhos brilhando de empolgação. — A Mattel entrou em contato com a Swan-Black Motorsport de madrugada!
Eu pisquei, confusa.
— A Mattel? A empresa de brinquedos? — perguntei.
— Sim! — Alice praticamente gritou de alegria. — Eles viram o impacto da sua vitória em Mônaco, a repercussão histórica de você ser a primeira mulher a vencer na F1 e a febre que você virou nas redes sociais. Eles vão lançar uma Barbie oficial de Fórmula 1 da Bella Swan! Com o novo macacão vermelho da Ferrari e tudo!
Eu paralisei por um segundo, olhando de Alice para Leah. Leah, que raramente se empolgava com coisas corporativas, abriu um sorriso enorme e orgulhoso.
— Uma Barbie minha? Do meu carro? — a ficha finalmente começou a cair, e uma sensação indescritível de conquista profissional e pessoal aqueceu o meu peito. Eu estava virando uma referência global.
— Sim, Bells! — Leah comemorou, puxando-me para um abraço junto com Alice. — Nós três vamos dominar as prateleiras do mundo inteiro!
Esquecendo por um instante o caos que morava no quarto ao lado, eu me juntei aos gritos de comemoração das meninas. A Swan-Black estava deixando de ser apenas uma história de superação para se tornar um império imparável.
🏎️ POV Edward
O dia amanheceu com aquela mesma garoa fina típica de São Paulo, mas se o céu de Interlagos parecia um bloco de concreto cinzento, a minha mente estava operando em uma frequência completamente ensolarada. Entrei na garagem da Cullen Racing saltitando levemente sobre as zebras pintadas no chão do pit lane, com as mãos nos bolsos da calça de moletom azul e os lábios arredondados, assobiando a melodia chiclete de “Dance No More” do Harry Styles.
— “...dance no more, unless it's with you...” — cantarolei em voz alta, arriscando um passo de dança desajeitado e girando o corpo no ritmo da batida invisível logo antes de passar pela bancada principal de engenharia.
Garrett, que estava segurando um jogo de chaves de fenda, parou o que estava fazendo e me encarou com a boca aberta. Alec, encostado no pilar de fibra de carbono, simplesmente cobriu o rosto com uma das mãos, soltando um suspiro exasperado.
— Alguém confisca a água desse garoto, porque o Edward claramente usou combustível adulterado no café da manhã — Garrett começou a rir, balançando a cabeça. — Que porra é essa, Cullen? Você ficou em segundo lugar no treino livre ontem e tá aqui fazendo o musical da Broadway no box?
— Eu fui atingido, Garrett — respondi, abrindo um sorriso largo, daqueles que eu não conseguia conter nem se quisesse, jogando os braços para cima. — Fui atingido pela magia da lince.
Jasper Hale, que vinha saindo da sala de telemetria com uma prancheta de alumínio debaixo do braço e uma expressão de quem não dormia há três dias, parou na minha frente. Ele me olhou de cima a baixo, esculhambando com a minha postura com aquele tom de general que ele usava quando o campeonato estava em risco.
— Dá para você parar de palhaçada e vestir a porra do macacão, Edward? — Jasper rosnou, batendo a prancheta contra a mesa de metal. — A Swan-Black está ajustando o mapeamento de motor agora e o Charlie Swan não está assobiando Harry Styles, ele está trabalhando para enfiar mais meio segundo de desvantagem na nossa traseira. Deixa de ser moleca!
Aproximei-me de Jasper, ignorando completamente a bronca técnica, e apoiei a mão no ombro dele, inclinando-me para confidenciar o verdadeiro motivo do meu colapso de dopamina.
— Eu dormi agarradinho com ela, Jasper — sussurrei, o sorriso torto assumindo o controle do meu rosto.
Jasper estacou. Os olhos dele se arregalaram por trás dos óculos de grau da equipe, e a prancheta quase escorregou das suas mãos. Ele deu um passo atrás, processando a informação, e a sua voz saiu em um tom de pura incredulidade catastrófica.
— Cara... você tá fodido — Jasper sentenciou, cruzando os braços e balançando a cabeça como se estivesse diante do pior acidente da história da Fórmula 1.
— Tô apaixonado... — dei de ombros, sentindo aquela queimação boa e ridícula no peito. — Eu quero essa mulher, Jasper. Não é só sexo, não é só a pista. Eu quero a Isabella Swan para mim.
— Vou mandar o Carlisle te internar num manicômio, você tá louco! — Jasper esbravejou, esfregando as têmporas, completamente em pânico com o gerenciamento de crise que teria que fazer se a mídia descobrisse. — Você perdeu a cabeça por causa da nossa maior rival?
— Louco pela Isabella Swan... — repeti, rindo sozinho e caminhando em direção ao meu cockpit, me sentindo o homem mais invencível daquele paddock.
O problema de amar uma lince é que ela continua sendo um predador implacável. No treino classificatório que se seguiu, o meu estado de graça não foi o suficiente para superar a fúria mecânica da Ferrari vermelha de Bella. Ela acabou comigo na pista. No sentido anti-horário de Interlagos, onde cada ondulação parecia querer jogar o carro para fora, ela pilotou como se estivesse em um trilho magnético. Bella destruiu o meu tempo no terceiro setor, cruzando a linha com uma vantagem de três décimos e me jogando para a segunda posição do grid.
Após o término da sessão, durante o lanche rápido que a organização servia no lounge dos pilotos antes das coletivas oficiais de imprensa, eu a avistei de longe. Bella estava de costas para mim, pegando um copo de água mineral na mesa de buffet. O macacão vermelho estava amarrado na cintura, realçando a linha das suas costas cobertas pela camiseta preta justa.
Aproximei-me com passos silenciosos por trás dela, sentindo o cheiro de jasmim misturado ao calor do asfalto que exalava da sua pele, e inclinei a cabeça perto do seu ouvido.
— Oi, minha lince. Como você está? — perguntei, a voz saindo naquele tom rouco e íntimo que havíamos compartilhado na madrugada.
Bella deu um sobressalto discreto, girando os calcanhares de imediato. No segundo em que seus olhos castanhos escuros focaram em mim, ela me fuzilou com o olhar, a expressão dura e impenetrável de quem estava pronta para me decapitar.
— Vai se foder, Cullen — ela disparou entre dentes, a voz baixa para que os outros pilotos não ouvissem.
— Isso é um convite? — dei um sorriso de lado, arqueando uma sobrancelha com audácia pura. — Porque se for, eu quero. E você sabe muito bem que eu topo repetir o dose agora mesmo.
— Babaca — ela sibilou, me dando um empurrão firme no peito e saindo andando a passos largos, me deixando falando sozinho no meio do lounge.
Mas eu não ia desistir tão fácil. Eu estava determinado. Fui atrás dela pelo corredor de acesso aos camarotes, ignorando o protocolo e apressando o passo até ficar lado a lado com ela novamente.
— Sabe, Bella... tem um restaurante aqui em São Paulo chamado A Figueira Rubaiyat — falei, mantendo o tom casual enquanto caminhávamos. — É lindo, tem uma árvore enorme no meio do salão. Eu queria levar você para jantar comigo hoje à noite.
Bella parou de andar abruptamente no corredor vazio. Ela se virou para mim, cruzando os braços sobre o peito e me encarando como se eu tivesse acabado de pousar de uma nave espacial.
— Você tá bebido? Tá drogado? Ou os dois? — ela perguntou, com uma ironia cortante na voz.
— Não — respondi, sustentando o olhar dela com uma seriedade sincera que eu raramente usava. — Eu tô te chamando para sair comigo. Um encontro real.
— Cullen, supera. Nós dois não vai rolar — ela rebateu de pronto, apontando o dedo na minha direção com aquela pose provocativa que me deixava louco. — O que aconteceu ontem foi um surto de adrenalina. Acabou.
— Qual é, Swan, vamos... é só um jantar — insisti, dando um passo para dentro do espaço pessoal dela, diminuindo a distância entre os nossos corpos.
Bella me encarou de forma extremamente séria, os olhos castanhos vasculhando o meu rosto em busca de qualquer sinal de piada.
— Você tá louco, só pode... — ela murmurou, balançando a cabeça.
— Você não é a primeira pessoa que diz isso hoje e eu repito a resposta... — dei um passo a mais, deixando meu rosto a centímetros do dela, fixando meus olhos na boca que eu havia devorado horas antes. — Eu estou louco por você, Swan.
Bella soltou um suspiro pesado, tentando manter a fachada de pedra, mas vi a pulsação no pescoço dela acelerar sutilmente com a minha proximidade.
— Você tá assim porque sabe que eu vou acabar com você nessa prova, Cullen — ela provocou, erguendo o queixo, tentando usar a rivalidade como escudo. — Tá tentando me desestabilizar.
— Acaba comigo nas pistas, na minha cama... onde você quiser... — sussurrei, a voz caindo para um tom perigosamente grave, os olhos brilhando com uma promessa ardente. — Só acaba comigo. Faz o que quiser comigo, Swan. Eu sou todo seu.
Bella piscou, atordoada pela minha entrega absoluta, e de repente, a armadura dela cedeu. Ela soltou uma gargalhada alta, genuína e linda, balançando a cabeça de um jeito que fez o meu coração capotar.
— Meu Deus, você tá muito louco... — ela disse, ainda rindo e limpando o canto do olho. — Tá. Eu vou jantar com você hoje.
Senti uma onda de triunfo maior do que se tivesse conquistado a Pole Position. Dei o meu melhor sorriso safado, recuando um passo para dar o espaço que ela precisava para ir para a coletiva.
— Te pego na porta do seu quarto às 20h — avisei, piscando para ela.
Bella apenas balançou a cabeça com um sorriso de lado e seguiu em direção ao auditório, mas a forma como os quadris dela se moviam sob o macacão me deu a certeza de que a noite em São Paulo seria inesquecível.
Fale com o autor