NO LIMITE DO ATRITO
8 Cartas na Mesa
Notas iniciais
Capítulo 8: Cartas na Mesa
🏎️ POV Bella
O som da chuva forte que desabava sobre a avenida Paulista batia contra os imensos vidros do restaurante do hotel, criando uma cortina cinzenta que emoldurava o início da nossa terça-feira em São Paulo. Sentada à mesa redonda perto da janela, eu girava a colher de prata dentro da minha xícara de café com leite, observando o redemoinho claro se misturar ao líquido escuro enquanto tentava criar coragem para soltar a bomba que vinha queimando a minha garganta desde as oito da manhã. À minha frente, Leah Clearwater devorava uma fatia de melão com aquela sua habitual expressão de poucos amigos, enquanto Alice Brandon operava o celular com os dedos ágeis, os olhos castanhos brilhando com a energia caótica de quem já tinha tomado três xícaras de expresso puro.
Respirei fundo, pousando a colher com um estalo seco contra o pires, chamando a atenção das duas de imediato.
— Eu preciso falar uma coisa para vocês — comecei, minha voz saindo um tom mais baixo do que o normal, fazendo com que eu me inclinasse sobre a mesa de mármore. — Eu tenho um encontro hoje à noite. Com o Edward Cullen. Ele me convidou para jantar n'A Figueira Rubaiyat e... bem, eu aceitei.
Alice estacou os dedos sobre a tela do celular. O aparelho quase escorregou da sua mão quando ela deu um pulo na cadeira, soltando um grito agudo de pura alegria que fez o garçom da mesa ao lado dar um sobressalto com a bandeja.
— Ai, meu Deus! Eu sabia! Eu sabia! — Alice praticamente cantarolou, os olhos brilhando como duas lâmpadas de alta voltagem enquanto ela batia as mãos na mesa de forma frenética. — Mônaco, o banheiro, o corredor do hotel... e agora um jantar romântico em São Paulo! Bella, isso é absolutamente perfeito! É o roteiro de cinema que o paddock precisava!
— Menos, Alice, bem menos — Leah interrompeu de imediato, largando o garfo com força contra o prato, a expressão endurecendo no mesmo segundo enquanto ela me encarava com um pé atrás bem visível. — Bells, você perdeu o juízo de vez? A equipe não vai gostar nada disso se descobrir. O Charlie e o Billy odeiam a comitiva da Cullen Racing com todas as forças por causa do que a marca deles fez com o Emmett. Se o seu pai descobre que você está saindo com o filhinho de ouro do Carlisle poucas horas antes de uma corrida decisiva em Interlagos, a garagem da Swan-Black vai virar um campo de guerra antes mesmo da largada de domingo.
— Ah, Leah, deixa de ser ranzinza! — Alice cortou a amiga no mesmo instante, fazendo um aceno de mão desdenhoso no ar e exibindo um sorriso cúmplice e malicioso na minha direção. — O que ninguém sabe, ninguém estraga... o que é escondido é mais gostoso, Bells! Eles que fiquem nos boxes se matando pela telemetria, enquanto os nossos dois pombinhos aproveitam o melhor restaurante de São Paulo em segredo. É só ninguém abrir a boca.
— O Seth já pegou a gente no flagra no camarote ontem, Alice — comentei de canto de boca, sentindo uma queimação discreta nas bochechas enquanto bebia mais um gole de café. — Mas ele prometeu que ia fingir que a porta estava trancada.
Leah soltou um suspiro pesado, balançando a cabeça com desaprovação, mas o brilho de preocupação fraternal nos olhos dela me mostrou que, apesar do nojo que sentia pela Cullen Racing, ela continuaria guardando o meu segredo a sete chaves.
Duas horas depois, o clima de cumplicidade do café da manhã foi completamente engolido pela atmosfera estéril e hostil do auditório principal da FIA. A coletiva de imprensa oficial estava lotada de jornalistas internacionais, e o ar condicionado barulhento parecia não dar conta do calor abafado que subia do asfalto úmido de Interlagos. Eu estava sentada bem no centro da bancada, com o meu macacão vermelho da Ferrari perfeitamente alinhado, ladeada por Edward Cullen à minha direita e Riley Biers à esquerda. Os flashes continuavam estourando contra a minha viseira imaginária, mas o foco do dia havia mudado drasticamente após o anúncio global da Mattel sobre a criação da minha boneca oficial.
Um jornalista britânico de feições severas, terno cinza risca-de-giz e um crachá que o identificava como Senhor Jones, ergueu-se na segunda fileira do auditório. Ele segurou o microfone com uma arrogância corporativa que fez o meu estômago se contrair de imediato, fixando os olhos frios diretamente em mim.
— Senhorita Swan — a voz dele ecoou pelos alto-falantes com aquele sotaque inglês aristocrático e condescendente que parecia querer diminuir a minha estatura no meio da bancada. — O anúncio da Mattel sobre o lançamento de uma boneca com o seu nome gerou um grande engajamento nas redes sociais, mas precisamos ser realistas. A Fórmula 1 é um esporte de elite, um ambiente masculino que exige força física absurda, resistência mental e engenharia de ponta. A sua presença aqui, cercada por brinquedos e campanhas de marketing voltadas para o público infantil, está transformando o paddock em uma verdadeira brincadeira de boneca. Ali nos boxes, nós não estamos falando de Barbies, Senhorita, nós estamos falando de carros de corrida de trezentos milhões de euros. Você não acha que essa palhaçada comercial diminui a seriedade do campeonato e desrespeita a história de pilotos que realmente sangraram por esse esporte?
A humilhação velada e direta ecoou pelo auditório como um tapa na cara. Um silêncio tenso e desconfortável caiu sobre a sala de imprensa, e eu senti os nós dos meus dedos ficarem brancos contra a mesa de fórmica cinza.
Antes que eu pudesse sequer aproximar a mão do microfone para responder, um ruído seco de metal cortou a frequência. Edward Cullen havia puxado o seu microfone de pescoço de ganso com uma violência inédita, inclinando o corpo para a frente com os olhos verdes faiscando em uma fúria cega que eu nunca tinha visto no garoto de ouro da Inglaterra.
— Você está perdendo o respeito e o juízo, Sir Jones! — Edward esbravejou, a voz britânica saindo rouca, cortante e desprovida de qualquer polidez de fachada. Ele bateu com a palma da mão na bancada, apontando o dedo na direção do jornalista. — A Swan conquistou a Pole Position em Mônaco no braço, dividindo o mesmo asfalto que eu e que todos os outros homens desse grid, e o tempo dela ontem no terceiro setor destruiu a nossa simulação. Falar que a presença dela diminui a seriedade deste esporte é uma ofensa direta não apenas ao talento dela, mas a cada piloto que divide a pista com ela! Limpe a sua boca antes de falar da integridade de uma competidora desse paddock!
— O Cullen está certo! — Riley Biers interveio logo em seguida, a voz subindo de tom enquanto vários outros pilotos nas primeiras fileiras começavam a gritar e a gesticular contra o jornalista britânico, criando um caos generalizado e barulhento no meio do auditório. Os assessores de imprensa da FIA tentavam reaver o controle às pressas, mas a sala havia virado uma arena de proteção mútua.
Eu fechei os olhos por um segundo, respirando fundo o ar gelado do condicionado, e abri-me para a fúria fria que a Lince usava nas pistas. Aproximei-me do meu próprio microfone, batendo o indicador contra a cápsula de áudio em três estalos secos que ecoaram com tanta força que silenciaram a briga no mesmo milésimo de segundo.
— Eu agradeço aos meus parceiros de paddock por me defenderem — comecei, minha voz saindo pausada, gélida e perfeitamente modulada, cortando o burburinho restante como uma lâmina de bisturi. Olhei diretamente nos olhos do Senhor Jones, mantendo a postura imperturbável enquanto a sala inteira prendia a respiração. — Mas vamos ser justos aqui, Senhor Jones. A sua fala não é apenas condescendente; ela é extremamente machista, sexista e xenofóbica. A Inglaterra, o seu próprio país de origem, foi governada brilhantemente por uma mulher por mais de setenta anos. E adivinhe só? Ela também tinha uma Barbie oficial feita em sua homenagem, e isso nunca diminuiu em um único milímetro o quanto ela era incrível, poderosa e respeitada globalmente por chefes de estado do mundo inteiro. Falar que uma homenagem comercial diminui a minha seriedade como pilota é tentar camuflar o seu próprio preconceito sob o manto do purismo esportivo.
Dei uma pausa dramática, deixando o peso das minhas palavras esmagar a arrogância do homem de terno cinza, que começou a se mexer desconfortavelmente na cadeira.
— Eu fico profundamente honrada por essa homenagem da Mattel, Senhor Jones, porque eu sou a primeira mulher a correr na Fórmula 1 moderna e porque o cronômetro mostra que eu estou entre os melhores, quer você queira aceitar ou não — continuei, inclinando-me um centímetro a mais para a frente, deixando que o orgulho e a memória do Emmett guiassem o meu tom de voz. — Sabe, Senhor Jones... eu frequento essas pistas desde os meus sete anos de idade por causa do meu irmão. E eu sempre vinha para as garagens cheias de graxa carregando uma Barbie na mão esquerda e o meu capacete de kart na direita. A Barbie ensina para nós, garotas, que você pode ser qualquer coisa que quiser neste mundo. Ela ensina que não existe limite de gênero ou de origem para realizar os nossos sonhos. Eu queria ser pilota de Fórmula 1 quando todos me diziam que isso era impossível para uma mulher americana. E hoje? Hoje, 20 anos depois, eu sou a melhor no que eu faço. Eu não corro apenas por patrocinadores ou por contratos multimilionários; eu corro para abrir portas para que outras mulheres e garotinhas possam estar aqui amanhã, ocupando essa mesma bancada sem precisar ouvir perguntas medíocres como a sua.
No segundo em que terminei a última frase, o auditório da FIA pareceu prender a respiração coletiva por uma fração de segundo.
Então, o caos da aprovação explodiu.
Edward Cullen foi o primeiro a se levantar da cadeira de couro, batendo as palmas das mãos com uma força violenta, os olhos verdes brilhando com um orgulho e uma admiração que ele não fazia mais questão de camuflar diante dos fotógrafos. Logo em seguida, Riley Biers e todos os outros pilotos das primeiras fileiras se ergueram em uníssono. A massa de jornalistas internacionais, os fotógrafos e até mesmo os assessores de imprensa da Federação abandonaram a polidez profissional e começaram a aplaudir de pé.
O som das palmas e os gritos de aprovação ricocheteavam nas paredes do auditório como o ronco de vinte motores na reta dos boxes de Interlagos. Eu continuei sentada na bancada, sentindo um nós na garganta e uma queimação boa de triunfo me lavar por completo enquanto assistia ao Senhor Jones recolher as suas planilhas de cabeça baixa e sumir pela porta dos fundos. Foram cinco minutos ininterruptos de uma ovação de pé histórica, cinco minutos onde Mônaco, São Paulo e o restante do mundo do automobilismo tiveram que se curvar diante da força indomável da Lince da Ferrari vermelha.
O eco dos aplausos ainda vibrava nas paredes do auditório da FIA quando a mesa de som foi finalmente desligada, mas o clima solene da sala de imprensa desmoronou no segundo em que os jornalistas começaram a guardar os seus equipamentos. A bancada de pilotos se transformou em um verdadeiro cordão de isolamento ao meu redor.
Edward foi o primeiro a diminuir a distância entre nós na lateral da mesa, os olhos verdes brilhando com uma intensidade que quase me fez perder o foco. Ele passou a mão pelos cabelos bronzeados, soltando um riso soprado antes de falar baixo, perto do meu rosto.
— Você foi brilhante, Swan — ele confessou, a voz saindo rouca, despida de qualquer deboche de pista. — Absolutamente brilhante. Você não apenas calou o Jones, você destruiu a reputação dele em rede nacional.
— Good save the Queen of the Paddock! — Riley Biers gritou logo em seguida, rindo alto enquanto jogava os braços para o alto.
Num movimento ensaiado e teatral, Riley deu dois passos para trás e fez uma reverência exagerada, curvando o corpo até quase tocar os joelhos. Para a minha completa surpresa, os outros pilotos que estavam por perto, incluindo alguns veteranos que mal olhavam na minha cara nas reuniões de grid, entraram na onda. Edward deu um sorriso torto e também inclinou a cabeça em uma reverência zombeteira, acompanhado por mais metade do grid.
— Vocês estão fazendo graça? — cruzei os braços sobre o macacão vermelho da Ferrari, arqueando uma sobrancelha, embora um sorriso de lado estivesse tentando escapar do meu controle. — Eu vou achar graça de verdade é no domingo, quando vocês estiverem comendo a poeira dos meus pneus na subida dos Boxes. Podem levantar, seus idiotas.
— Não estamos zombando, Bella. Jamais — a voz grave de Dimitri, o experiente corredor belga da equipe Renault, cortou a brincadeira. Ele caminhou na minha direção e me envolveu em um abraço lateral rápido e respeitoso, apertando o meu ombro com firmeza paternal. — Você é inspiradora, garota. Sabe... eu tenho uma filha de nove anos, a Eleanor, e ela torce desesperadamente por você e não por mim. Consegue acreditar nisso? Eu passo o fim de semana inteiro arriscando a vida na pista e, quando ligo para casa, ela só quer saber se a Lince da Ferrari vai largar na Pole.
— A minha irmã também, a Jessica — Mike Newton, o piloto americano da Haas, interveio, enfiando as mãos nos bolsos do macacão cinza e exibindo um sorriso largo. — Ela é completamente obcecada. Ela veio para a turnê sul-americana e só aceitou vir para Interlagos para ver você correr de perto. Você virou um fenômeno, Bella. O que você disse lá dentro... foi real.
— É verdade, a atenção está toda em você — Ben Chang, o jovem e impetuoso corredor japonês que havia estreado na categoria naquele ano, aproximou-se do grupo com um copo de água na mão e aquela sua habitual falta de filtro social que costumava deixar os assessores de imprensa de cabelo em pé. Ele limpou a garganta, ajeitando o boné para trás antes de disparar uma pergunta com uma cara lavada inacreditável. — Bella, deixa eu te perguntar uma coisa... sendo bem indiscreto, me perdoe a intromissão, de verdade. Mas... você é lésbica?
O silêncio caiu como uma bigorna sobre o grupo. Edward travou o maxilar no mesmo milésimo de segundo, o sorriso sumindo do seu rosto enquanto ele fuzilava o piloto japonês com os olhos. Riley engasgou com o próprio café, e Dimitri franziu o cenho, chocado com a audácia.
— O que é isso, Chang? — Mike Newton tentou intervir, desconfortável, mas Ben Chang continuou, gesticulando com a mão livre como se estivesse apenas debatendo uma estratégia de corrida comum.
— Não, sério, é uma dúvida real! — Ben defendeu-se, olhando para mim com uma curiosidade genuína e idiota. — Porque eu nunca vi uma mulher tão linda carregar uma cara de "homem mau" tão pesada para todos os homens daqui. Parece que você mete o cacete em todos nós, que odeia cada piloto que respira nesse paddock e que nenhum homem na Terra é bom o suficiente para você. Você passa essa energia de que morde. Por isso a pergunta.
Eu soltei um riso soprado, balançando a cabeça diante da audácia imbecil do garoto, mas mantendo a minha voz perfeitamente limpa, firme e direta para que não restasse nenhuma dúvida no ar, e fiz questão de desviar os meus olhos castanhos sutilmente na direção de Edward, vendo o canto dos lábios dele se contrair com a resposta.
— Eu não sou lésbica, Ben — respondi, arqueando uma sobrancelha com um desdém perfeitamente calculado. — O meu problema não é com o gênero masculino. O meu problema é que, quando eu coloco o capacete, eu não vejo homens ou mulheres na minha frente. Eu vejo apenas obstáculos que eu preciso ultrapassar a trezentos quilômetros por hora. Se eu tenho cara de "homem mau" para vocês, é porque eu vim aqui para ganhar um campeonato mundial, não para fazer amigos ou inflar o ego de piloto mimado.
— Você tem namorado, Swan? É só curiosidade... — Mike Newton soltou, com um sorrisinho de lado que deixava óbvia a tentativa desajeitada de flerte, dando um passo curto na minha direção.
Antes que eu pudesse sequer abrir a boca para cortar as asas dele, uma silhueta azul-marinho cruzou o meu campo de visão com uma rigidez perigosa. Edward se meteu entre nós, os olhos verdes fuzilando o piloto americano com uma frieza que quase fez a temperatura do corredor despencar.
— Ah, qual é, Newton... controla seus hormônios, moleque — Edward disparou, a voz saindo mais grossa e territorialista do que o aceitável para um paddock de Fórmula 1. Ele manteve os ombros tensos, praticamente bloqueando o caminho de Mike.
Riley Biers, que observava a cena encostado no batente da porta, soltou uma gargalhada alta e apontou o dedo na direção de Edward, cutucando Dimitri com o cotovelo.
— Tá vendo, Dimitri? O Cullen tá com ciuminho da Swan! — Riley provocou, os olhos brilhando de diversão maldosa. — Acho que essa raiva toda entre eles é tesão acumulado de várias corridas...
— O Cullen? — Ben Chang interveio, cruzando os braços e avaliando Edward com aquela sua habitual cara lavada. — Ah não Edward... A Swan é muita areia para o seu caminhãozinho. Ela esmaga você na pista e esmagaria você na vida também...
— Espera aí... a minha irmã faz parte do fã club que shippam Beward, vocês acreditam nisso? Esse Shipper é maior que Brangelina.— Mike Newton diz, parecendo genuinamente animado com a junção dos nossos nomes, enquanto olhava de mim para Edward.
Eu revirei os olhos com tanta força que minha cabeça chegou a doer. Aquilo já tinha passado de todos os limites aceitáveis de fofoca de bastidores.
— Mas que porra é essa? Não mesmo! — exclamei, ajeitando a gola do meu macacão vermelho da Ferrari com violência. — Vocês são muito desocupados para o meu gosto. Vão caçar o que fazer, vão revisar a telemetria de vocês, porque o circuito é no sentido anti-horário e, pelo visto, o cérebro de vocês também está rodando ao contrário!
Dei as costas para o grupo, pisando duro no azulejo do corredor enquanto saía andando em direção à garagem da Swan-Black.
— Eu quero ser o padrinho desse casamento, não apenas o terceiro lugar do pódio! — Riley Biers gritou lá de trás, a voz ecoando pelo corredor, arrancando risadas ecoadas dos outros pilotos.
— Será uma honra, Biers! — Edward gritou de volta, sem um pingo de vergonha na cara, a audácia dele praticamente palpável no ar.
Eu parei abruptamente no meio do caminho, girando apenas a cabeça por cima do ombro para lançar o meu olhar mais mortal na direção daquele bando de idiotas, focando especialmente no par de olhos verdes que me encarava com um sorriso cínico e vitorioso.
— Vão se foder todos vocês! Especialmente você, Cullen! — sibilei alto o suficiente para que todo o staff da FIA ouvisse.
Edward deu um passo à frente no corredor, colocou as mãos ao redor da boca como se fizesse um megafone e gritou com um sorriso descarado e brilhante, fazendo os fotógrafos que ainda estavam por ali apontarem as lentes na nossa direção:
— Você é linda, minha futura esposa!
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