O sol da manhã filtrava-se pelas frestas da cortina, tingindo o quarto de Renesmee com um dourado suave. Ela despertou devagar, ainda sentindo o eco do momento da noite anterior — o pedido, os flashes, o olhar intenso de Jacob ajoelhado diante dela.

Sentando-se na cama, pegou o celular que descansava sobre o criado-mudo. A primeira notificação era uma mensagem dele:

Bom dia, minha futura senhora Black. Espero que tenha sonhado comigo… porque eu sonhei com você, com a nossa vida juntos. Hoje acordei com uma certeza: cada amanhecer ao seu lado vai ser o meu melhor dia.

O sorriso dela foi inevitável. Encostou o aparelho nos lábios por um instante, como se aquele gesto a aproximasse dele. Levantou-se, foi até a janela e abriu as cortinas. Lá fora, o céu estava limpo, e o ar tinha um frescor que parecia prometer coisas boas.

Após um banho quente e rápido, vestiu-se de forma confortável, mas elegante, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo baixo. Desceu as escadas com passos leves, sentindo o aroma familiar de café fresco e pão assado invadir seus sentidos.

No refeitório, a família já estava reunida — Edward lendo o jornal, Bella servindo café e Henry brincando com um pedaço de pão como se fosse um carro de corrida. Ao vê-la, todos sorriram, e Edward disse, com um brilho no olhar:

— Bom dia, noiva do ano.

Segue a continuação exatamente como você pediu, mantendo o clima familiar, político e com aquele toque de afeto entre eles:

Renesmee entrou na sala de jantar com um sorriso sereno.

— Bom dia, mãe… bom dia, pai… — disse, e então olhou para Henry, que devorava um pedaço de bolo com a boca toda suja de chocolate. Sentiu um alívio silencioso ao vê-lo tão bem, lembrando-se da noite anterior e de como tudo poderia ter terminado diferente.

— Bom dia, mana — murmurou Henry, sem largar o garfo.

— Qual é a primeira página dos jornais hoje? — perguntou, puxando a cadeira ao lado de Bella.

Edward, sem dizer nada, dobrou o jornal e virou a capa para ela. A imagem estampada ocupava quase toda a folha: Jacob Black, de joelhos, segurando sua mão, enquanto ela dizia “sim” sob o brilho dos flashes. Logo abaixo, a manchete em letras fortes:

“Jacob Black e Renesmee Cullen aasumem romance, o casamento que vai parar Seattle”

Renesmee apenas ergueu uma sobrancelha.

— Não estou surpresa — disse, com naturalidade.

— As mensagens não param de chegar — comentou Edward, pousando o jornal sobre a mesa. — Empresários, políticos… todos querendo saber mais. Acredite ou não, isso teve um impacto extremamente positivo.

Bella virou-se para ele, franzindo o cenho.

— Edward… o que importa não é o impacto político. O que importa é a felicidade da nossa filha.

Ele suspirou e assentiu.

— Claro… isso é o mais importante. — Mas Renesmee percebeu o pequeno sorriso satisfeito que ele tentava disfarçar.

Ela tomou um gole do suco de laranja e deixou escapar um leve sorriso, sentindo que a vida estava prestes a mudar — completamente.


Bella pousou a xícara sobre o pires com mais força do que pretendia.

— Ainda não acredito que Mark Weber tenha tentado prejudicar a nossa filha só para atingir você, Edward… — disse, a voz carregada de indignação.

Edward respirou fundo, os dedos tamborilando levemente sobre a mesa.

— Ele subestimou o Jacob. — Fez uma pausa, olhando para Renesmee. — Black percebeu as intenções de Lauren antes mesmo de ela fazer o primeiro movimento.

Renesmee permaneceu em silêncio, cortando um pedaço do bolo com calma. O garfo perfurava a massa fofa como se fosse a única coisa que ela estivesse concentrada, mas por dentro a cena da galeria voltava em flashes — a expressão falsa de inocência de Lauren, o toque frio no braço de Jacob, e a mentira cuspida sem piscar.

Ela mastigou devagar, depois deixou o prato sobre a mesa.

— Eu preciso ir — disse, levantando-se.

Bella ergueu o olhar, mas não perguntou para onde. Edward apenas a acompanhou com os olhos, como quem sabe que a filha tem algo em mente.

Renesmee contornou a mesa, inclinou-se e depositou um beijo demorado nos cabelos do irmão.

— Cuida do papai e da mamãe pra mim, campeão.

Henry sorriu, sem entender muito bem.

Enquanto caminhava para a porta, a única certeza que pulsava em sua mente era clara como aço frio:

A noite havia terminado… mas ela ainda não tinha acertado as contas com Lauren Weber.


Renesmee fechou a porta do carro e ajeitou a bolsa no colo. O motorista da família, já habituado aos deslocamentos dela, ligou o motor sem dizer nada.

Ao desbloquear o celular, a tela iluminou-se com uma nova notificação. Embry Call.

"Acabei de ver a Lauren Weber no Café Umbria, centro de Seattle. Está com duas amigas."

Um sorriso lento se formou nos lábios de Renesmee.

— Perfeito… — murmurou para si mesma.

O motorista olhou pelo retrovisor.

— Para onde deseja ir, senhorita Cullen?

Ela ergueu o olhar, o tom calmo, mas com um brilho perigoso nos olhos.

— Café Umbria.

O carro deslizou pelas ruas de Forks em direção à cidade, e Renesmee, recostada no banco, já planejava palavra por palavra do que diria à herdeira dos Weber.


O sino delicado da porta do Café Umbria anunciou a entrada de Renesmee. O ambiente cheirava a café moído na hora e bolo recém-assado. Ela varreu o salão com os olhos até encontrar Lauren, sentada em uma mesa próxima à vitrine, rindo com duas amigas.

Renesmee caminhou até o balcão, fez seu pedido e, no momento exato em que se virou, “notou” Lauren.

— Lauren! — disse, simulando surpresa. — Que coincidência.

Lauren, por um breve instante, congelou, mas rapidamente forçou um sorriso.

— Renesmee… que… coincidência mesmo.

As duas amigas de Lauren, que conheciam Nessie , acenaram animadas para a ruiva.

— Renesmee, vem sentar com a gente— disse uma delas, puxando uma cadeira.

Renesmee aceitou e se acomodou com elegância, ajeitando o casaco e cruzando as pernas. O garçom trouxe seu cappuccino.

— Então, Renesmee, ouvimos falar do noivado ontem! — comentou a amiga loira de Lauren, com um sorriso genuíno. — Jacob Black… nossa, você tem sorte!

— Ele é incrível — completou a outra, balançando a cabeça. — E tão… charmoso.

Renesmee sustentou o sorriso, mas seus olhos estavam afiados como lâminas.

— Sim, a noite foi incrível mesmo… — ela pausou e, sem mudar o tom de voz, completou — mesmo com a Lauren tentando dopar meu futuro marido.

As duas amigas trocaram olhares atônitos, como se o ar tivesse ficado subitamente mais pesado. Lauren apertou a xícara entre os dedos, o rosto perdendo a cor.

— Acho… que precisamos ir, Lauren… — disse a amiga loira, se levantando às pressas. — Coisas para resolver.

— É, foi ótimo ver vocês — completou a outra, já pegando a bolsa.

Em poucos segundos, Renesmee e Lauren ficaram sozinhas na mesa, o silêncio entre elas cortante.

Lauren mexeu lentamente na colher, fingindo desinteresse, mas a tensão em seus ombros denunciava o desconforto.

— Você tem uma imaginação fértil, Renesmee… — disse, arqueando uma sobrancelha com deboche. — Talvez esteja com ciúmes porque o seu noivo não resistiu e deu em cima de mim.

Renesmee inclinou-se levemente para frente, seu sorriso frio contrastando com o tom firme.

— Sei que os Weber jogam sujo, Lauren. E também sei que você esteve duas vezes no jornal com Mike Newton nas últimas semanas. — Seus olhos faiscaram. — Tenho quase certeza que você tem dedo no incêndio no Verdade Urbana.

Lauren soltou uma risada curta, nervosa, mas tentou manter o controle.

— Acusações graves para uma mocinha de rosto bonito… mas, querida, você não tem provas.

Renesmee se levantou devagar, apoiando as mãos na mesa, inclinando-se para falar mais perto.

— Talvez eu não tenha agora… mas eu vou ter.

O olhar firme de Renesmee não piscou sequer uma vez antes dela pegar sua bolsa e se afastar. Lauren a seguiu com os olhos, o sorriso desaparecendo à medida que a preocupação crescia.

Quando a porta do café fechou atrás de Renesmee, Lauren percebeu que aquela conversa não terminaria ali.