NH | Uma novata em Hogwarts

19 Quando as luzes se apagam


Notas iniciais
Eu sei que demorei, eu sei que o cap é curto. Mas eu também sei que ninguém comenta e ninguém ta nem aí. Eu só me esforço ainda para postar pq eu amo a Emily e o Aaron. Fuck.

Meu coração bateu mais forte um tanto hesitante. Seus olhos não estavam fechados com força, sua expressão era tênue, e suas mãos pareciam frias. Aproximei meu rosto até sentir sua respiração, e eu estava com medo. Tanto medo que desejei sumir.

Meus dentes bateram de frio, próximo demais a ele, que notou de alguma maneira a minha respiração, e se pôs para a frente, antes mesmo de eu ir. E agora vem todo aquele clichê: Seus lábios tocaram os meus e blá, blá. Minha descrição é melhor.

Ele começou a me beijar, eu não estava perdida como deveria estar por ser meu primeiro beijo, eu estava indo no ritmo que ele dava: bem devagar.

Os calafrios que subiam por causa do vento que vinha da porta fizeram com que eu, involuntariamente, o abraçasse, e ele levou uma das mãos a minha nuca, emaranhando-a ao meu cabelo. Nossos corpos tão próximos permitiam que eu sentisse seu cheiro, que era suave e doce, identifiquei como o sabonete que estava lá perto da banheira. Deitou-me.

Ele se afastou um pouco. Meus olhos antes fechados se arregalaram e, quando ele se pôs sobre mim, senti o ar deixar meus pulmões para ir dançar numa festa em algum lugar muito distante de onde estávamos. Ele levou uma mão á minha cintura e reaproximou seu rosto do meu, me tomando em outro beijo.

E é óbvio que eu não faço a menor ideia do que eu estou fazendo com minha vida. Como eu vim parar aqui, meu Deus?

Sim, meu coração vai explodir. Sim, eu estou com frio na barriga. Ninguém precisa saber disso porque todo mundo já sabe.

Uma de minhas mãos que estava contra o colchão dele, decidiu subir para acariciar seu dorso, porém com o milagre da Deusa Mão Bobis latina, minha mão esbarrou num lugar não tão legal, que estava não tão... “grande”? Trouxe minha mão para trás num movimento brusco, em choque e completamente constrangida.

Draco se afastou alguns centímetros para me encarar. Suas bochechas estavam coradas e ele tentava disfarçar a respiração descompassada. Engoliu em seco, me encarou por alguns segundos, e então se levantou. Eu não queria parar, meu corpo se levantou rápido e o abraçou pelas costas, dei um beijinho em sua costela e arranhei bem de leve sua barriga.

Draco: Emily, não é uma boa... –O interrompi.

Emily: Continua. –Digeri as palavras que soltei sentindo meu corpo levantar fervor.

Ele me pôs a sua frente tirando minha camisola rapidamente, deixando-me apenas com a roupa intima e jogou-me na parede com força, fazendo alguns livros da prateleira caírem. Abri a boca num grito mudo de surpresa.

Ele se aproximou lentamente, evitando me olhar ao mesmo tempo em que tentava obter controle sobre a situação. Á centímetros de mim ele me pressionou contra a parede com sua perna direita entre as minhas, depositando um beijo em minha bochecha, descendo para os meus lábios.

Fechei os olhos aproveitando a sensação que a língua de Draco me proporcionava ao acariciar o céu da minha boca. Abracei sua cintura, empurrando minha cabeça um pouco para frente. Senti minhas pernas tremerem de excitação quando ele me apertou mais contra si, pondo um braço na minha lombar.

Seus beijos desceram até meu pescoço, marcando-os num tom escarlate. E não doía... As mãos grandes de Draco apertavam e acariciavam meu corpo, e pareciam dizer que meu sutiã atrapalhava. Ele soltou o beijo um pouco para que pudéssemos respirar e encostou nossas testas e narizes, fazendo seu cabelo cair sobre meu rosto, e pude ver que ele estava completamente excitado.

Ele pegou minha mão e a colocou sobre sua cueca, me fazendo sentir certas protuberâncias -Falei assim para não parecer vulgar. E não deu certo -olhei para baixo para ver no que eu tocava, e ele riu, pegou minha mão de volta e colocou meu pulso a parede. E agora era a mão dele que desceu... Para dentro de minha calcinha.

Soltei alguns gemidos abafados e ele parou.

Draco: Chega. Não pode passar disso. –Ele deu um peteleco em meu nariz.

Eu estava envergonhada demais para perguntar o porquê, e ele me acompanhou até a porta, soltou minha mão devagar. Entregou-me a camisola, que eu vesti um tanto contrariada e, sem me olhar do olhos, desejou:

Draco: Boa noite. –...E fechou a porta.

Voltei para o meu quarto completamente desconcertada, sorrindo ao lembrar do semblante feliz de Draco antes que a porta se fechasse por completo. Meu rosto no travesseiro não deixava meu rosto encabulado a mostra, mas a verdade mesmo é que eu estava feliz demais. “Eu fui tão feliz, eu me diverti, com as aventuras que vivemos lá... E em nossa base secreta era só eu e você.”

Lembrei da respiração de Draco, do sorriso dele, e que eu tinha provocado aquele sorriso. Sorri também, e senti uma vontade incontrolável de rir, como se algum ser invisível me fizesse cócegas. Sentei na cama e encarei o nada por alguns segundos com cara de tonta. A felicidade me abraçou carinhosamente, me fazendo pegar no sono.

...

Faz três meses... três meses desde que cheguei em Hogwarts. É estranho como as coisas vão.

Há três meses atrás eu era uma aluna presa num internato católico, confinada lá sem poder sair. Hoje eu estou numa escola para bruxos e o mundo parece tão grande. Nada é como antes. Minha realidade mudou.

Lúcio: Emily, estaremos no jardim. — Faltava apenas alguns minutos para o ano novo.

Nesse "novo mundo", eu também senti emoções que nunca havia sentido... Ser beijada e tocada pela primeira vez, sentir a pele de outra pessoa, sentir o molhado de um beijo e a suavidade dele. Foi diferente, estranho. Mas inesquecível...

Agora tenho consciência do horizonte que vejo. Se minha mãe está viva em algum lugar dele, eu posso encontrar, estamos no mesmo planeta, dentro do mesmo universo. E eu sinto que eu posso tudo... Que não há mais barreiras.

Talvez eu esteja perdida no meio de um mar sem fim. Mas se até alguns peixes sobem para respirar, eu também posso.

Emily: Estou indo!

Eu me sinto tonta só de pensar nas aulas de Hogwarts, na casa de Draco onde estou agora, na Jessye, nos professores. Eu sou tão pequena perto de tudo isso. Agora eu tenho um quarto do qual compartilho com outras alunas, e é diferente do meu antigo que era grandioso e eu me sentia uma princesa.

Draco: Anda logo, Emily! — Ele gritou para a janela do quarto. Desci correndo.

Mas agora eu me sinto humana.

Os fogos começaram a estourar. Não contive minha emoção e gritei bem alto, jogando para fora toda a felicidade que eu sentia naquele momento. Abracei Draco e logo passei os braços por Narcisa e Lúcio. Em poucos segundos eu estava deitada no chão, olhando todo aquele céu brilhante.

Emily: É tudo tão... Grande.

Notas finais
Nice.