NH | Uma novata em Hogwarts
8 Ninguém pediu a sua ajuda
Notas iniciais
Conforme o tempo passava, eu parei de me importar com a nudez de Ashura –Ainda é estranho, mas acostumei. –Comecei a ver que não era algo errado, mas sim normal, era apenas a sociedade que abominava.
O corpo dela é estrutural e bonito demais para esconder.
Mas por que eu ainda falo do corpo dela?! –To me estranhando.
Ashura: Mais chá, bebê? –Ela perguntou já derramando chá em minha xícara. Nem deu tempo de responder.
Sempre conversávamos um pouco na hora do chá da tarde. A hora em que o sol batia morno e o vendo circulava as árvores, os pássaros começavam a se esconder para cantar... Que lugar maravilhoso, paradisíaco! Mas eu não consigo me acostumar com isso.
Emily: Eu acabei. Posso voltar pro lago?
Ela assentiu e peguei impulso para mergulhar. Passei pela fenda rochosa que era a entrada da “casa” dela, e segui até outra fenda –Fendas ali eram portas, interessante. Logo... Fenda do biquíni... AQUELA CARINHA –Que me levava até o quarto, encostei na parede.
Eu parecia estar bem, mas meu coração estava repleto de angústia. Olhei para minhas mãos, que já possuíam aquelas membranas natatórias, e meu pescoço tinha vincos, para respirar, de tanto tempo que eu passara ali.
Eu senti que estava chorando de novo, mas a água não permitia ver as lágrimas. Será que realmente estão me procurando? –ISOLAAAAAAADOOOOOOOOOS.
Não, Emily, você não pode ficar aí chorando como qualquer uma criancinha que se perde da mamãe! Sou a protagonista dessa merda, se eu quiser até faço chover nuggets! Não, não é bem assim que a banda toca, mas vamos fingir que é pra eu ficar felizinha. Com quem eu tô falando?
Comecei a andar imponente em direção a saída, para dar uma nadada básica, mas passando novamente pelo corredor rochoso, vi uma fenda que eu ainda não havia entrado.
A curiosidade mata.
Abri a porta e me deparei com milhares de fotografias pelas paredes, em todas elas estava Ashura, só que em uma forma mais humana, com roupas e tal, junta com algum homem. Olhei para um canto da sala, e lá tinham diversas mini-gavetinhas, uma por cima da outra.
Cheguei mais perto das gavetinhas, cada uma guardava um nome numa plaquinha, um nome masculino. Abri um tal de "Richard Schneider", sei lá quem é esse cara, mas ali tinha um montinho de cinzas, e uma rosa vermelha que não murchara. Tudo aquilo parecia antigo, mas por que não estava murcha? –(Dã Emily, estão em baixo d'água). (Dã Emily é magia)².
(n/a: Dã Emily, a história é minha³)
Cinzas... Homens morreram... E não foi coincidência, ela provavelmente havia os matado. Mas por quê?
Será que ela também quer me matar? Mas ela parece tão gentil, e só matou homens –Nossa, super-despreocupante isso, senta lá Cláudia.
Saí daquele quarto que me agoniava, voltei para o de Ashura; estava intrigada... Será que ela é uma vilã?
Tentei dormir um pouco e me distrair disso, mas não consegui, a curiosidade foi maior e eu fui até onde Ashura estava. Agora sentada e lendo um pouco. Assim que ela me viu soltou a revista que estava em suas mãos, olhou para mim e como sempre deu um sorriso.
Tentei relaxar mas não conseguia.
Emily: Ashura. –Respirei fundo.
Ashura: O que foi, Emily?
Emily: Eu achei algumas coisas estranhas numa sala.
Minhas palavras pareciam me manter no estado normal de sanidade, mas por dentro eu estava com vontade correr e nunca mais aparecer ali. Mas eu preciso saber o que está acontecendo.
Ashura: ... Que coisas?
Emily: Gavetas, quadros, flores... –Meus lábios começavam a tremer de nervoso.
Ashura: Gavetas? Onde? –Ela estava mais tensa que eu e olhava para o lado.
Emily: Ashura, pare de se fazer de desentendida!
Minha voz bugou e transpareceu o nervosismo.
Emily: Não me mate. Eu posso ir embora e não abrir a boca, se me explicar.
Ashura: Eu nunca te mataria! E... É uma maldição. Maldição hereditária. Não posso dar mais detalhes. –Foi chegando perto de mim.
Emily: E por que não?! — Afastei-me.
Ashura: Por que eu... –Abraçou o próprio corpo –Não sei o que pode acontecer.
POV Draco On
Engoli em seco, uma porta surgira, logo que entrei na sala oculta, ela novamente se fechou. Com meu "lumos", pude ver arranhados na porta –Que agora era só uma simples parede –Com sangue passado, como se Emily estivesse em tanto desespero a ponto de queimar a ponta dos dedos e banha-la com seu sangue. Dei uns passo para trás, procurando mais coisas para olhar.
Olhei em volta, tinha várias coisas caídas. No chão tinha um pó dourado caído, que se eu não me engano... –Peguei um saquinho que estava cheio de tal pó, também caído no chão –PÓ DE FLU!
"Emily deve ter esbarrado nele também, e seria a única explicação para ela sair daqui, vamos tentar." -segurei bem minha varinha para não perde-la e taquei Pó de Flu pro chão- "Quero ir até onde Emily está".
Tudo começou a girar, e a girar, logo caí em uma praia deserta próximo a uma floresta, não via mais o castelo de Hogwarts. Minhas vestes agora estavam encharcadas, meu cabelo cheio de areia e desarrumado pelo vendaval presente ali. Eu ainda empunhava minha varinha, vou precisar dela para voltar.
—"Emily! Emily" –gritei.
POV Draco Off
Emily: Quem lançou isso em você? -murmurei de cabeça baixa.
Ashura: Não lançaram em mim, segundo ruínas, foi uma octavó. Ela fez algo extremamente ruim, e algum bruxo, ou ser místico rogou isto nela, e afetou toda a família eternamente.
Nadei para fora para tomar os últimos raios de sol, e Ashura me seguiu conversando.
"Emily? Emily! –Ouvi o ruído de alguém se jogando no lago."
Saí correndo, passando por Ashura para ver o que era aquele ruído. E sem querer saí da zona habitável do lago; arrisquei gritar um "Tem alguém aí?", mas isso fez eu engolir muita água, afinal não estava mais na parte do rio onde havia as substâncias. Comecei a agoniar, tentando voltar para a casa dela, mas minha visão embaçou.
Ashura: Emily! -Ashura gritou e logo em seguida foi empurrada por algo.
Como sei disso? Ouvi barulho da água sendo empurrada fortemente contra rochas seguida de um glub glub de dor.
Por mais que eu quisesse não conseguia falar, muito menos ir ajudar Ashura.
Quando tudo começava a parar de pulsar, senti alguém me puxando para cima do lago. Logo uma mão forçando impulsos contínuos sobre meu peito, até que cuspi toda a água que engolira.
Emily: Draco? –Rocei meus olhos quando senti que estava sendo carregada.
Draco: Hm.
Emily: Quase certeza que você veio por estar se sentindo culpado.
Nesse instante ele me largou e caí de bunda no chão –Ai! –Encarei-o mesmo com medo dele, e ele pareceu estar angustiado.
Draco: E se for, vai fazer o que? Correr que nem uma criança de novo?
Emily: E se eu fizer isso, hein?!
Ele agarrou meu braço com força e começou a me puxar em direção à praia. Mas eu dei um tranco e ele soltou. Quando olhei estava marcado com os dedos dele.
Emily: To nem aí, você também foi muito burro de vir pra cá sem saber como voltar! Mas... espera... CADÊ A ASHURA?
Draco: Ashura?
Emily: A náiade que estava comigo. –Seu olhar entregou que ele havia feito algo muito errado.
Um gelo subiu-me pela espinha, comecei a correr, mesmo que cambaleante, à direção do rio onde estava Ashura, ele não estava longe.
Draco se jogou no lago, segui-o gritando e também me joguei. Fui nadando até onde seria a casa de Ashura enquanto Draco procurava algum sinal de vida por ali. Até que eu encontrei ela caída inconsciente perto das rochas, sua pele estava um pouco queimada, assim como seu cabelo –poxa, aquele cabelo na altura do joelho era tão lindo, chorei –Que agora estava super-curto, um chanel desnivelado.
Draco pegou ela e levou-a para a superfície.
Draco: Ela ainda está respirando.
Suspirei aliviada, mas logo lembrei que ela estava pelada e ele era um cara. Aí eu senti vergonha por ela. Corri e peguei algumas folhas e taquei –Tacar é minha palavra favorita –Em cima das áreas “restritas” dela.
Emily: Well, assim está melhor!
Draco: Eu nem me importo muito, não é como se fosse o primeiro corpo de mulher gostosa que eu vi na vida. Pois já tive várias outras oportunidades.
Emily: Quem muito fala, pouco faz.
Ele ficou quieto aparentemente ofendido. Senti vontade de rir mas o estado de Ashura não deixava. Draco afirmou que precisávamos voltar logo.
Draco: Pó de Flu. Você derramou pó de Flu e por isso veio parar aqui. Na sala em que você estava havia uma chaminé de Flu, mas era incompleta então caiu aqui, no meio do "Nada".
Emily: Legal, quer biscoito?
Draco: Dá pra parar de ser grossa por um minuto?
Emily: Eu trato as pessoas como elas me tratam!
Draco: Então vai se foder! –Gritou. -Me desculpe se fui grosso antes. É que você não deveria nunca ter... Nada. Deixa.
Fechei o bico e ele começou a explicar hipóteses de como iríamos voltar.
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