NH | Uma novata em Hogwarts

9 Vincentte! Lhe falta remendos...


Notas iniciais
Cap programado~ Sem correção de erros ~ Boa Leitura.

Emily: Tá, tá, mas antes de decidirmos como voltar, não acha que ela não pode voltar nesse... –Observei ela novamente –“estado”, acha? Digo, ela tá pelada! Não tem algum feitiço que transforme ela, ou coloque uma roupa, sei lá?

Draco: Hm, tem algo sim. Veraverto.—Então Ashura num copo de uma bebida alcoólica e eu comecei a rir.

Como assim mano? Ela já é meio louca de natureza, imagino que a bebida que ela virou seja um tipo de 100% teor alcoólico, pra deixar bem loucão mesmo. Mas se a gente beber, ela morre?

Eu acho –Só acho –Que algo errado não está certo. Que eu saiba, há um feitiço que a professora Minerva usa para se transformar em animal. Mais especificamente num gato. Trans... Tranfig... Como era mesmo?

Emily: Ééééé... Você tem certeza que era mesmo esse feitiço?

Draco: Não. –Seco. Veio de São Paulo, foi?

Apenas concordei com a cabeça para não ter que agressivar na resposta novamente.

Draco então virou o copo da bebida goela a baixo. E eu fiquei alterada.

Emily: VOCÊ COMEU ELA!

Draco: Não. Eu bebi ela.

Emily: Dane-se! –Peguei o copo da mão dele. –Você abusou sexualmente dela!

Draco: Hm... Vale dizer que ela é gostosa?

Quase quebrei o copo na cabeça dele, mas isso hipoteticamente mataria a Ashura, não é mesmo? Respirei fundo torcendo para ela não ter morrido, mas se ele bebeu eu acho que ela não morreu. Ou ele é um assassino?

Música do X-Files.

Já estava começando a escurecer e nem conseguimos pensar em como sair do lugar. Ashura provavelmente estava morrendo com os machucados... E nem sequer conseguirmos voltar.

Emily: Draco, você sabe como eu vim parar aqui? Talvez pudéssemos voltar da mesma maneira...

Draco: Pó de Flú. Mas eu tenho muito pouco, não levar-nos-ia até lá.

Emily: Você já parou pra pensar que se não tentar, nem daqui vamos sair?

Meti a mão no bolso da calça dele –Sou ousada mesmo –E peguei o vidrinho com pó dourado.

Emily: É esse bagulho aqui? –Levantei o mais alto que pude. Mas Draco só de esticar o braço conseguiu pegar.

Isolados...

Draco: É. Mas não rola. Abaixa o fogo aí.

Emily: Fogo... Vai ver o fogo. –Bati na mão dele derrubando o vidrinho. –HOGWARTS!

Draco: É O QUE?!

Segurei na mão dele e apertei o copo para que ele não saísse de minha mão e numa respirada fatal eu senti um tranco seguido de uma dor nas costas e cabeça. Caímos deitados no canto de um algum lugar rústico e gigante.

Draco: Que... Merda... Você fez? –Disse ele também com dor e olhando para cima.

Quando ele levantou, seu olhar de raiva tornou-se um de medo. Ele pegou minha mão e saiu correndo mais que o Teemo com W e Fantasma ao mesmo tempo.

Eu não sabia o que estava acontecendo, mas tinha muitas pessoas ali vestidas formalmente, varinhas por todo o lado, cadeiras, e o local parecia um tribunal.

E conforme Draco falava... Era realmente um tribunal, mas não um simples tribunal. Era o tribunal do MINISTÉRIO DA MAGIA.

Minhas pernas começaram a falhar de tanto correr e ele meio que percebeu, então me jogou para um corredor estreito e ficou preso à parede comigo, enquanto minha respiração entrecortava.

Draco: Você é fraca mesmo, hein! –Provocou.

Emily: Pelo menos eu não tenho pontos fracos que podem ser chutados a qualquer momento. Por que estamos aqui?

Draco: E você ainda pergunta? Caralho, Emily. A culpa foi sua de usar a merda do Pó de Flú sendo que eu avisei que não era suficiente para nos levar para Hogwarts. O ministério é tipo metade do caminho.

Soltei um “Aaaah” e ele fez uma cara de “Suspeito 2: Meu deu do céu.”.

Quando retomei um pouco do fôlego voltamos a correr.

Emily: Por que temos de fugir? Não podemos simplesmente pedir que nos mandem de volta?

Draco: Somos dois estudantes fora de Hogwarts sem autorização, invadimos um tribunal e estamos com uma criatura mítica transformada em copo de bebida alcoólica.

Emily: Não podia ter transformado em um balde d’agua?!

Arregalei os olhos, não era mesmo um bom momento para pedir ajuda deles. Fora que o ministério apoiava a Dolores, e isso não era, definitivamente, uma notícia boa. Draco mandou eu continuar a correr com ele, e o fiz. Até que ele bateu de frente com alguém. Um homem alto e robusto, de cabelos longos, todo vestido de preto –Gótico trevoso –E loiro.

Lúcio: O que faz por aqui, Draco? -Ahn? Ele conhece o Draco?

Draco passou o braço por minha frente em defensiva e me passou para trás dele.

Draco: Pai...?

Pai? Pera... Para tudo. Pai do Draco? Ele parece meio intimidador... E essa é a hora de fazer cara de má! Cruzei os braços, e olhei meio imponente –Mas como não sei fazer isso, fiz um bico e fiquei num ótimo cosplay de menininha de cinco anos fazendo birra.

Draco: O que faz aqui? –Ele parecia confuso, e tímido ao mesmo tempo.

Lúcio: Negócios. –Trincou os dentes sorrindo de lado, olhando superiormente à Draco.

Ele apenas engoliu em seco e não respondeu.

Lúcio demonstrou desdém ao me olhar e saiu andando em direção a um elavador. Permaneci olhando até que Draco me chamou a atenção. Repetiu diversas vezes a frase "Continue correndo", até que saímos do Ministério.

Draco: Droga! Este lugar está cheio de trouxas!

Emily: Quê? –Olha o respeito.

Draco: Trouxas são quem não é bruxo. –Respondi com um "ahhh" novamente, e Draco começou a andar pelo local.

Emily: Espera. –Ele me olhou confuso –Estamos em Londres!

Draco: E? Bem observado, Sherlock. –Nossa, grosso.

Emily: Estamos perto da minha escola/casa. Quer dizer, não é mais minha, porém se invadirmos, podemos ligar pra Jessye. Talvez ela consiga ajuda.

Seguimos normalmente, como pessoas civilizadas. Ou nem tanto, pois para o Draco era difícil ser civilizado. Até que chegamos à mansão do internato. Fomos até a entrada dos fundos, que apenas havia uma janela. Era do quarto de bonecas. –Sim, tinha um quarto bizarro com bonecas. –E ele ficava a poucos metros do meu.

Draco: Vou te apoiar, aí você sobe e liga, ok?

Emily: Eu estou de saia... –Corei.

Draco: Não é hora para se preocupar com isso, idiota!

Emily: Mas eu me preocupo! –Disse com as bochechas em um tom vermelho –E também, preciso de cobertura enquanto ligo!

Draco franziu a testa e subiu pelo cano da calha até a janela do quarto de bonecas. Eu estava ali em baixo roendo as unhas, com medo de alguém nos ver, ou ele cair. Logo vi que ele fazia força contra a janela, até que ela cedeu e ele caiu para dentro.

Me distraí por um segundo e Draco estava me chamando. "Emily! Cuidado! Se esconde!" –Ele sussurrou em prantos.

Caiu-me a ficha e me colei na parede, atrás de uma lata de lixo. Rezando para que ninguém me notasse. A porta dos fundos rangeu, pude ver a sombra de Charlotte, e sua voz irritante exclamando ordens também irritantes. Ela colocou algumas garrafas vazias de leite para fora e voltou para dentro.

Soltei o ar que havia prendido e me preparei para subir. Coloquei um dos pés na parede e segurei o cano da calha, tentei tomar impulso em vão.

Emily: Draco, me ajuda aqui! –Falei em desespero.

Draco: Meu Deus, você não sabe fazer nada sozinha?!

Emily: Desculpa...

Draco: Olha o beiral de ventilação da cozinha. Se você apoiar o pé direito na parede, e der um bom impulso, você consegue pôr o pé esquerdo no beiral, depois disso eu te puxo.

Assim que pisei no beiral, comecei a sentir meu braço queimar com o peso do meu corpo. Draco esticou a mão e a segurei, tornei a fazer força para subir enquanto ele me puxava.

Depois que consegui entrar no quarto, me joguei de joelhos no chão, respirando rápido.

Seguimos e meu quarto estava uma zona, como se a irmã Charlotte estivesse procurando alguma coisa, tinha roupas minhas por tudo quanto é lado, a cama estava desarrumada, minhas coisas no chão...

Draco: Cadê o telefone?

Emily: Deve estar por... –Olhei em baixo de umas roupas sobre o criado-mudo –Aqui!

Peguei o telefone que estava ali e Draco encostou na porta, para garantir que não seríamos pegos. Disquei o número do celular de Jessye, que chamou por pouco tempo e logo ela atendeu.

Jessye: Alô? -Ela parecia cansada.

Emily: Jessye?

Jessye: EMILY?! -Ela praticamente gritou.

Emily: Jessye, eu preciso de sua ajuda.

Jessye: Emily, onde você está?

Emily: Draco me salvou, porém quando fomos retornar, não conseguimos chegar em Hogwarts, acabei de invadir o internato que estudava, porém não posso ficar aqui por muito tempo. Pode mandar sua mãe nos buscar?

Jessye: Posso, posso! Londres?

Emily: Isso! Pede pra ela me encontrar na frente do caldeirão furado em 10 minutos!

Fui folgada? Fui. Mas tomas precisam ser medidas –Medidas precisam ser tomadas, seja como for. –Despedi-me de Jessye e contei para o Draco que teríamos 10 minutos para chegarmos até o caldeirão furado.

Tomamos rumo o quarto das bonecas, mas antes que ele pudesse sair do meu quarto, vi meu coelhinho rosa remendado de pelúcia jogado no chão.

Emily: Vicentte! –Me taquei no chão e abracei-o. –Vicentte, que saudades. –Ési dois.

Peguei minha malinha em cima do guarda-roupa e coloquei todas as peças de roupa que consegui colocar lá dentro. Apanhei Vicentte também e prendi-o na mala. Ele estava meio descosturado, com algumas espumas para fora... Mas eu poderia remenda-lo depois. O mais importante é que ele estava aqui!

Já no quarto das bonecas, Draco desceu pela janela com cuidado e pulou para o chão, joguei a mala para ele que pegou e colocou de lado. Após isso eu sentei no beiral a janela, calculando o melhor jeito de descer.

Charlotte: Emily? –Olhei para trás assustada e ali estava meu pesadelo –Emily! Venha aqui! –Ela veio em minha direção raivosa.

Notas finais
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