NH | Uma novata em Hogwarts
12 A voz
Notas iniciais
Fred e Jorge que estavam mais para o fundo da sala, da qual tinha uns trinta alunos, vieram a meu encontro logo que o menino de óculos e cicatriz perguntou quem eu era. Era o menino dos jornais..!
Jorge: Se não é a fugitiva! –Passou o braço por meu ombro.
Emily: Eu já disse que não sou...
Fred: Parece que Hogwarts também quer você aqui, não é mesmo?
...
Emily: Reducto! –Berrei pela décima terceira vez e nada aconteceu, nem mesmo uma mísera faísca.
Meu espírito infantil gritou e bati o pé com força no chão, Harry –O menino do óculos e da cicatriz –riu.
“Armada de Dumbledore” irá me ensinar a lutar contra Voldemort... Oportunidade que eu não poderia perder devido as “circunstâncias”.
...
A noite parecia não passar, eu rolava de um lado para o outro, como um frango de padaria. Olhei para o relógio e marcava 4h37, levantei.
A porta estava semiaberta e eu via uma luz tinindo lá de baixo, provavelmente esqueceram de apagar a fogueira, então decidi descer para apagar. Para minha surpresa Jessye estava enrolada num cobertor e olhando a fogueira com cara de paisagem.
Emily: Jessye? Está tudo bem?
Jessye: Não consigo dormir. –Abraçou os joelhos e suspirou cansada.
Emily: O que aconteceu? –Sentei a seu lado e ela me cobriu com um pedaço do cobertor dela.
Jessye: Ainda não acredito no que aquela vaca fez com a Trelawney, e não faz sentido ela ter mais poder que Dumbledore. Tudo bem que ela é do ministério, mas...
Emily: Sei que são tempos sombrios, mesmo eu não entendendo muito bem onde é que eu estou e porque estou, eu sei que as coisas não vão bem. Mas tem de manter a compostura e a calma, eu acho.
Encostei no ombro dela, e parece que esse pequeno desabafo fez-nos dormir um pouco. Só acordamos com a movimentação para as aulas, e claro, levantamos.
Jessye seguiu para o salão principal. Eu decidi procurar Ashura na enfermaria.
Ashura: Oh, você veio me ver, que fofa. –Disse sorridente.
Emily: Claro. E como estão as “aulas”?
Ashura: Eu estou adorando! Realmente queria ser uma bruxa, por que as aulas práticas parecem ser incríveis...
Emily: E são! –Nessa hora eu vi Draco passando pela porta.
Fui atrás dele, na verdade eu nem sabia o que iria falar, mas eu queria.
Draco: O que você quer? – Delicado como um coice de mula.
Emily: Na verdade eu quero ter a honra de falar com vossa pessoa –Fiz uma reverência irônica e ele soltou uma risada falha.
Draco: Honra concedida.
Emily: Então meu caro amiguinho –Passei o braço pela cintura dele, afinal pelo pescoço não dá, já que ele é alto –Como está sua vida?
Ele estranhou meu gesto mas pareceu não se importar e apoiou o braço sobre meu ombro. Fiquei feliz por ele não estar com raiva de mim ou algo do tipo, mas confesso que ainda tenho medo das reações dele depois daquele... “Ocorrido”.
Draco: Não tão ruim quanto a sua, espero. -ele sorriu maliciosamente para mim, apesar de que seus olhos pareciam um tanto cansados.
Emily: Acha mesmo que minha vida está ruim? Que ilusão forte. — Começamos a andar um pouco.
Draco: Isso é bom... — Ele olhou para a frente como se estivesse vendo algo aleatório, mas eu sabia que ele só estava desviando o olhar.
Emily: Que foi?
Ele apenas sorriu de lado e eu fiquei um pouco mais tranquila. Ele me soltou sem mais delongas e eu pude respirar aliviada. Não que minha vida esteja mil e uma maravilhas, mas poderia estar pior. Não é?
...
Eu estava andando com Jessye depois da aula de adivinhação quando de repente uma coruja pairou sobre o ar majestosa e uma cartinha pequena caiu na minha mão. Abri receosa sem saber o que esperar.
“Moça?
Gostaria de encontrar comigo amanhã às 23h na sala dos troféus, gostaria de te mostrar algo. Venha com cuidado.
Ass. Yuichiro”
Jessye: Hm, Emily safada. Sábado à noite... Tainha, vinho e muito...
Emily: Para. Eu não fiz nada. –Revirei os olhos estupefata.
Guardei a carta no sutiã pois era o lugar mais seguro e voltei a andar com Jessye. Agora era aula de voo, digamos que eu não sou muito boa nisso...
Passávamos pelos corredores evitando a voz da Dolores, e sempre estremecendo ao ouvir o nome dela.
Seria impressão minha ou estou sendo perseguida?
Do lado de fora, peguei uma vassoura e me concentrei em olhar pra ela e dizer para ela não brincar comigo e me jogar no chão. Não sei se iria funcionar, mas eu pedi com jeitinho.
Quando olhei para o alto, vários alunos mais velhos –Do sexto ano – voando bem alto e jogando bobinho com uma das alunas. Logo que eles perceberam que minha turma chegou, eles desceram e Madame Hooch disse que eles nos ajudariam a pegar velocidade contra o vento.
Madame Hooch chamou com um aceno a garota que havia acabado de chegar, cujo nome significava "Anarquia", quem diabos daria o nome da filha de Anarquia?! –então eu olhei as vestes da garota e percebi o porquê do nome. Ela era uma sonserina.
Será que todo mundo que é da Sonserina tem nome estranho? (n/a: magoou, meu nome não é zoado).
Emily: ... Olá!
Tentei sorrir, mas a verdade é que ela me intimidava um pouco, era um pouco mais baixa que eu apesar, seus cabelos loiro-escuros totalmente presos e olhar verde mortal me aterrorizavam.
Anarchy: Está com medo? –Com um sorriso desafiador ela me olhou de cima abaixo.
Emily: Não. Nunca. –Forcei confiança, e apesar de eu achar que ela iria rir da minha cara, sorriu.
Anarchy: É, é bom mesmo. –Soaria rude se não fosse pelo tom suave que ela falou. – Vamos começar?
Emily: Vamos! –Dei o comando “Suba!” para a vassoura e então subimos um pouco, menos de um metro, apenas para eu me equilibrar direito.
Anarchy: Está pronta? Vamos subir mais um pouco agora, okay?
Emily: Tudo bem.
Anarchy: Cuidado. –Falou maternalmente. – Bom, agora vamos testar sua habilidade com a vassoura, receio que como ela é propriedade da escola, não tenha muita confiança em você ainda, por isto temos de acostuma-la a corridas e curvas, entendeu?
Emily: Certo... –Subi junto de Anarchy até a altura da primeira torre de Hogwarts.
Arrisco dizer que eu estava indo bem. Anarchy disse que meu primeiro exercício seria correr até a primeira baliza, e chegar antes dela. Com um pouco de nervosismo dei uma pirueta mas consegui emparelhar com ela. Ela sorriu desdenhosa, como boa parte da sonserina, e falou “Está indo bem, mas não o suficiente!” e acelerou.
Minerva saiu pela porta mais próxima e a ouvi chamar meu nome pois teria um recado para me dizer, Draco estava do lado dela.
Nesse meio tempo em que olhei para baixo, perdi o controle da vassoura e ela começou a me debater pelo ar contra as rajadas frias do inverno que ainda estava por vir. Meus braços soltaram por causa das balançadas, e logo me vi indo em direção do chão. Eu sabia que ia me estourar rapidinho, mas mesmo assim coloquei os braços na frente do meu rosto e tentei cair reto.
Senti uma mão envolver minha cintura e dois segundo depois um baque surdo me disse que chegamos ao chão, porém eu não estava machucada, algo amorteceu a queda... Anarchy.
Emily: Você está bem?! –Dei a mão para ela levantar, porém quando ela tentou, ganiu de dor e voltou ao chão.
Madame Hooch ordenou que todos ficassem em solo até que ela voltasse da enfermaria com Anarchy.
Emily: Eu vou junto. –Dei um passo a frente.
Hooch: Não, menina! Fique aí.
Emily: Eu quero ir!
Madame Hooch parou de súbito com as mãos na cintura, apesar de que a maca que carregava Anarchy continuou seguindo rumo à enfermaria.
Hooch: Escute, não é por quê a senhorita se tornou assunto em toda a escola que tem o direito de se opor a uma ordem minha, agora volte e fique junto com os outros alunos e espere como cada um deles!
Senti-me tentada a responder ou dar um tapa na cara dela para largar de ser grossa –Não que eu também não seja –Mas antes de fechar os olhos, um calafrio subiu minha espinha junto de uma voz sibilante que me fazia sentir uma mão súbita dentro de minha garganta quase a rasgando de dentro para fora, pedindo que falasse...
Saquei e apontei minha varinha, com o olhar fixo e assustado, completamente sem controle de minha voz.
Emily: Império...
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