NEW STARK | the avengers [1] ✓
17 Smash Burger's
A VERDADE É que eu adoro a dupla de irmãos caçadores. Toda a história deles é tão triste e semelhantemente empolgante. E os dois são realmente muito fáceis de amar. O Sam com sua inteligência, sarcasmo, beleza e certa ingenuidade que me fez rir, e muito. E então tem o jeito bobão do Dean, unido ao desejo de proteger seu irmão mais novo com tudo o que ele tem, fora aquela arrogância que eu não posso acusar de ser infundada, por que, oh cara gostoso! Enfim, não nego ser uma fã assumida de ambos, entretanto, um deles me ganhava de todo coração.
E esse alguém é...
— O Sam — eu respondi, olhando a garota com olhos semicerrados.
— Tá brincando, eu também! — ela me olhou sorrindo — Não me entenda mal, gosto do Dean, mas me identifico muito mais com o gigante, apesar de ter um metro de cinquenta e sete — brincou e a gente acabou rindo da ironia da situação.
No restante do caminho nós fizemos um jogo divertido de comparar nossas personalidades com os dos personagens. Quando paramos em frente ao Smash Burger's, acabou que apesar deu gostar muito do jovem Sam, era com o mais velho que eu me parecia mais.
Entramos na lanchonete e imediatamente o cheiro de fritura e bacon chegou a mim. Minha boca salivou na hora. Ah cara, eu tô vendo a hora de eu começar a ter de fazer academia para compensar as besteiras que eu como.
— Hey, Nina! — Lúcia chamou balançando a mão e acenando.
Nina acenou em resposta e parecia estar acompanhando de um garoto vestido todo de preto. Imediatamente, aquele mesmo sentimento desconfortável me atingiu e eu me forcei a sorrir quando me aproximei. Eu odiava chegar em um lugar em que eu não conhecia as pessoas, por que teria que passar por toda aquela fase chata de ter que falar da minha vida para elas e encontrar um tópico em ambos gostassem, todavia, eu também odiava a ideia de me isolar. Por que isso eu já fiz por tanto tempo, que senti que deveria tentar melhorar nesse aspecto.
Ser antissocial é um porre!
— Ei! — a garota, Nina, sorriu e então me viu e acenou com a mão que não estava ocupada — Senta aí vocês duas.
— Miles, decidiu se juntar a nós, pobres mortais? — Lúcia sorriu, parecendo debochar do garoto.
Ergui minhas sobrancelhas ao vê-la mais a vontade, sem todo aquele nervosismo anterior.
Eu suspeitei, mas agora tenho certeza que o cara estiloso é o motivo pelo qual deixou Keint tensa desde que o viu. Não dava para negar, ele era bonito, mas algo na sua postura me dizia que aquele garoto era problema. Miles. O tal amigo que ela quase não vê, mas que afirmou ser tão próxima.
— Engraçadinha como sempre — ele sorriu, ignorando a provocação dela — Bom te ver, você sabe que a as aulas tão me sugando.
— E a boca de todas aquelas meninas nas festas também — ela rebateu e sua amiga, Nina, riu alto.
Eu sorri de lado, mas segurei o som de riso, me sentindo como um telespectador vendo a queda enorme que a garota tinha pelo amigo. Aquela cena toda não podia ser outra coisa senão ciúmes, certo? Olhei brevemente na direção da amiga de Lucia e ela pegou meu olhar, sorriu de um jeito muito conhecedor e piscou para mim. Ah, ela também via aquilo.
Miles também ignorou o ultimo comentário de Lúcia e virou para mim, abrindo um sorriso que eu conhecia muito bem. Ah, não. Mais um não. Eu já fugi de um da sua laia hoje, garoto.
— Oi linda — piscou depois de me olhar de cima à baixo.
Eu desviei o olhar evitando bufar. Deuses, eu só parecia atrair esse tipo...
— Oi — sorri sem descolar os lábios e me sentei do lado de Lúcia.
— Essa é a Sofya — Lúcia estava provavelmente irritada pelo garoto a ignorar, pois evitou olhar o amigo e me apresentou — Sofya, essa é minha amiga Nina e o... Miles.
— Aí! — Miles pôs a mão no peito e fez expressão de dor, como se Lúcia tivesse o machucado no peito.
Lucia revirou os olhos e fingiu que não viu, mas parecia prender um sorriso.
— Ei, Sofya! — Nina me cumprimentou e eu respondi — A gente só tava esperando vocês, vamos pedir logo o que comer que eu tô morta de fome.
— Por mim tudo bem — concordei.
E assim é feito. Enquanto esperamos alguém vir nos atender, Lúcia pergunta o que houve para o amigo ter aparecido. Ele enrolou para falar, fazendo drama da pouca questão que ela fez a presença dele. Eu tive que prender o riso algumas vezes, mas Nina ria abertamente da briguinha do casal e olhava pra mim e dizia para eu não me assustar. Eles são loucos assim mesmo. Foi o que disse.
— Eu e o Miles nos esbarramos — Nina interrompeu a discussão que tinha mudado o rumo para a roupa brega que Miles estava usando, segundo Lúcia. Não me pergunte como esse dialogo chegou até aí, eu era um mero telespectador que não entendia nada, mas que também estava muito feliz em não se meter — Ele, por acaso, estava vindo conversar com a tia — Nina respondeu dando de ombros, virando-se para fazer seu pedido à garçonete que parou em nossa mesa — Um x-salada, porção media de batata frita e suco de laranja natural para manter o equilíbrio.
— Suco de laranja também engorda com o açúcar que usa pra adoçar. Tem equilíbrio aonde nesse pedido? — Miles riu.
— Na salada do lanche — Nina diz em tom obvio, o que acaba fazendo todos nós darmos risada.
— Mais algum pedido? — perguntou a garçonete jovem, não muito mais velha que a gente. Ela não escondia o sorriso divertido. Bea era o nome escrito em sua identificação.
Eu pedi um x-bacon, porção de batata frita e uma Coca-Cola. Os outros dois também fizeram seus respectivos pedidos. Ela anotou.
— Coca em lata? — perguntou olhando diretamente em meus olhos.
Como todo mundo tinha pedido sua própria bebida, eu pedi em lata mesmo.
— Mais alguma coisa pessoal? — Bea perguntou e vi o momento que Miles abriu um sorriso ladino.
— Seu numero, por favor lindinha — a garçonete revirou os olhos e mandou Miles se ferrar. Ela claramente o conhecia já que não pareceu realmente ofendida, só entediada mesmo — Qual é B! Quando você vai aceitar sair comigo?
— No dia que você virar homem, garotinho. Já trago o pedido de vocês meninas — ela zombou e sorriu para nós, antes de sair.
Lucia e Nina riam alto da cara do amigo e eu até tentei segurar, mas acabei rindo também.
— Calem a boca, ela ainda vai correr atrás de mim — ele virou os olhos, mau humorado.
— Só nos seus sonhos, né cara — Lucia zombou.
Depois disso, a atenção acabou voltando pra mim e meu brilho sumiu mais rápido que um trovão. A timidez me atacou quando eles perguntaram de onde eu e Lucia se conhece e respondemos rápido, depois eu falei sobre o que eu cursava e o assunto mudou para a festa do fim de semana no momento que os nosso lanches chegaram.
— Você vai ver, esse é o melhor lanche da cidade inteira — Lucia comentou baixo comigo e eu sorri.
— Se eu não gostar vou querer meu dinheiro de volta.
— Para garota, você é rica eu hein — acabei rindo e ela me acompanhou.
Eu mordi meu lanche e nossa!
Okay, então aquilo era maravilhoso demais. Abri o olho como se estivesse surpresa e olhei Lucia. Ela entendeu e riu dizendo que estava certa.
Nina acabou passando algumas fofocas que rolaram da festa, e até Miles entrou na onda e contou das merdas que ele ficou sabendo, já que nem eu e nem Lucia ficamos por muito tempo.
Quem beijou quem, que traiu quem, quem brigou com quem...
Eu ri muito com a interação daquele grupo e logo entendi porque de Lucia ficar tão a vontade ao lado deles dois. Nina era espontânea e Miles estava sempre fazendo alguma piadinha acompanhada de flertes. E eu logo me senti como uma pessoa normal ao lado deles, que não deixaram de me incluir em todos os seus assuntos.
Aparentemente, eles não deviam saber quem eu era. E estava tudo bem assim, até que...
— Oi — uma garota com aparência de quase doze anos toca meu ombro e abre um sorriso tímido. Eu a encaro sem entender, mas devolvo o gesto.
— Oi.
— Posso tirar uma foto com você?
Fico sem saber o que fazer.
— Quê?
Sinto como se os olhos de todos, automaticamente, viram-se na minha direção. Me remexo tentando disfarçar meu desconforto.
— Posso tirar uma foto com você? Você é filha do homem de ferro, né? Ele é o meu Vingador favorito — Ela admite sorrindo animada e eu fico sem reagir por alguns instantes. Na moral, as vezes esqueço que sou filha do Homem de Ferro. Até porque na minha cabeça eu costumo separa-los como se fossem pessoas diferentes. Tony, meu pai. E o Tony, super herói que costuma sair por ai salvando pessoas. Ela levanta o celular e eu acordo e sorrio sem graça.
— É... pode... pode sim — falo devagar e nervosa com toda a atenção que tava recebendo.
Mas gente, tava me sentindo uma celebridade.
Sorri para o visor da câmera e ela tirou duas fotos. Eu estava bonita em ambas, então quanto a isso não tive problemas.
Ela pareceu feliz e me agradeceu, correndo de volta para uma mesa onde estava cheia de outras crianças que me observava
Nossa mesa no entanto tinha dois pares de olhos curiosos. Nina e Miles estavam realmente surpresos quando ao que viram, o que provou meu pensamento anterior de que eles não faziam ideia de quem eu era. Bem, parece que não mais.
— Quer sair daqui? — Lúcia chegou a me perguntar, mas não tive tempo de responder.
No mesmo instante Carry On My Wayward Son me chamou atenção, boiei por alguns instantes e cheguei a murmurar:
— Eu... — então me liguei que era o meu celular tocando — Um minuto — pedi e remexi minha bolsa até encontrar meu celular e ver na tela a imagem de Tony brilhar.
Imediatamente atendi, enquanto levantava da mesa para me afastar, não querendo dar nenhum motivo para alguém querer tomar meu celular para falar com Tony. Vai lá saber né. Tem doido pra tudo nesse mundo, em todo quanto é lugar.
— Oi?
Enquanto me afastava eu ouvia a voz de Miles dizer ao fundo:
— Tony Stark — pelo tom, ele parecia impressionado — Eu gosto do cara!
— Não é pra ficar enchendo o saco dela por autógrafo, Miles — Lucia repreendeu e a partir daí eu não ouvi mais nada.
Vou até um canto vazio na lanchonete onde posso ver através do vidro as pessoas passado de um lado para o outro, apressadas. Também, de costas eu evitava os olhares questionadores dos amigos de Lúcia, aqui sim eu posso conversar com meu pai famoso em paz.
— Sofya?
Ainda está na faculdade?
Se tem uma coisa que eu prezo é espaço, e Tony sabe respeitar minhas decisões (na maioria das vezes). Ele não é de ficar fazendo perguntas, falando o que eu devo fazer, mas deixa claro o que ele não gostaria que eu fizesse. Então se ele está perguntando, é por que é sério.
— Já sai da aula, estou perto da Faculdade — informei curiosa com sua pergunta.
—Hm, tá. Olha, fui chamado em Washington e Pepper teve uma viagem de negócios, voltarei a noite. Quer vir?
— Ir para Washington, mas porquê?
— Isso não é algo que posso falar por telefone, filha.
Enquanto converso com meu pai, sinto alguém se aproximar. E eu na duvida se fico naquela torre enorme apenas com a presença dos funcionários pelo resto do dia, ou se vou com ele.
Que dúvida besta. Claro que eu vou.
— Me espera? — pergunto.
— Estou mandando o Happy te buscar.
CE
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