Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado ao nosso querido Stan Lee. Obrigado Stan Lee, por criar esses personagens incríveis, os melhores heróis que pude ter, e é uma honra estar escrevendo um livro sobre eles, hoje. Descanse em paz.

Você era a sombra da minha luz
Você nos sentia?
Um recomeço
Você desapareceu
Com medo de nosso objetivo estar fora de vista
Eu quero nos ver
Viva
Alan Walker — Faded

Noto como ele prestava total atenção quando via-se envolvido em algum assunto, olhava nos olhos da pessoa e sempre respondia quando perguntavam-lhe algo, educado ao tratar as pessoas de uma maneira conservadora que chama a atenção, o que, claramente, não é visto ultimamente.

Aqueles olhos azuis podem fazer qualquer garota se apaixonar. Não que eu esteja apaixonada, afirmo com convicção que não estou.

Está mais para deslumbramento o que sinto pelo homem, talvez atração. Uma atração boba que pode ser ignorada com sucesso.

Exceto por aqueles olhos, não sei, mas há algo neles que me fascinam, e admito, sempre tive um fraco por olhos claros.

Ainda mais os dele.

— Você deveria ir lá. — dou um pulo com susto, e viro-me tendo a impressão de que meus olhos estão arregalados, encontrando Pepper com um olhar risonho. — Desculpa, querida.

Disfarça! Disfarça!

— Ai. — coloco a mão no peito. — Acho que não sinto meu coração bater. — falei, encenando uma cara de coitada.

Minha madrasta insensível, soltou uma risada.

— Não seja dramática, Sofya.

— Não é brincadeira, não. Estou falando sério, talvez nós precisaremos ir a um hospital... — seu olhar afiado não me passou desapercebido. — ... o que?

— Está tentando me distrair.

— Distrair? Pepper...

Franzi o cenho, e neguei com um balançar de cabeça.

— Está sim.

Olhei ao redor, vendo o salão vazio, já se passava das três da madrugada, grande parte dos convidados haviam ido embora antes das duas, então com o passar do tempo as pessoas foram retirando-se, restando apenas eu, Pepper, Tony e o Quarteto Fantástico.

Engraçado, é que eu imaginava que os heróis seriam os primeiros a irem embora, afinal, eles tinham que, sei lá, salvar o mundo por aí.

De qualquer forma, ainda que esteja tarde, eu não estou cansada, mesmo em cima de um salto doze centímetros:

— Distrair do que? Não existe razão para te distrair. — balancei meus ombros, tentando me fazer indiferente.

— Você gosta dele. — afirmou surpresa, então abriu um sorriso completo.

— Quê? Por favor, mal nos conhecemos e...

— E você gosta dele.

Eu poderia gostar, sim, de Steve Rogers, mas não daquele jeito. Nós mal nos conhecíamos, como eu poderia nutrir sentimentos por alguém que mal conheço? Entretanto, este argumento não funcionaria com minha madrasta que, no momento, lançava-me um olhar insistente.

No entanto, olha que surpresa! Eu sou insistente ao dobro.

Balancei minha cabeça, negando fortemente, fazendo meus cabelos seguirem meus movimentos.

— Não...

— Ele gosta de você.

Tudo bem, aquilo chamou minha atenção.

— Você acha? — indaguei interessada. — Peraí, você tá jogando verde?

A mulher do meu pai soltou uma risada, achando algo muito engraçado.

Merda, ela tava jogando verde.

— Não, e ele está olhando para você agora. — não me movi, enquanto encarei minha madrasta de olhos arregalados.

Engoli a seco.

— Humm...

— Vai lá.

Me movi para o lado, a tempo de ver seu olhar sob mim, entretanto, teve que o desviar assim que Banner falou algo ao seu lado.

Ou talvez, ele tenha ficado constrangido por te sido pego no flagra.

Oooouu, seja apenas coisa da minha cabeça.

Sim, com toda certeza é a segunda opção.

— Acho que eu vou pegar mais um drink. — avisei, levantando a taça mostrando-a vazia.

Minha madrasta apenas lançou-me um olhar sabido, mas não me falou nada.

Ainda bem.

Por que mesmo que eu quisesse ir lá e falar com o herói, eu não conseguiria.

Sou um desastre em iniciar uma conversa, e está ai o porque de eu quase não ter amigos, pois, se for reparar bem, todos os meus primeiros contatos foram iniciados por eles e não por mim. Eu sou boa em ser evasiva e debochada, mas não em chamar alguém pra sair ou coisas do tipo.

Nessas horas eu realmente duvido do bendito teste que comprovou a paternidade de Tony, ele é tão livre e brincalhão. Fala com as pessoas sem qualquer medo ou restrição. Gostaria de ser assim, mas não sou, então.... eu me viro, dou meu jeito, como sempre fiz.

Suspiro ao agarrar uma garrafa do líquido transparente, um golinho de álcool não me faria mal, só um pouco.

— Pensei que estivesse fazendo dezoito.

Eu teria dado uma resposta seca se fosse qualquer outra pessoa do lado oposto do balcão, e talvez, eu tivesse falado até mesmo para ele, se seus olhos não demonstrasse nada além de uma genuína curiosidade, sem qualquer julgamento sobre meu ato.

Ainda que eu sentisse meu coração bater mais forte em meu peito, ignorei a sensação, e abri um meio sorriso:

— Tecnicamente, no Brazil, já é liberada bebida aos dezoito. Então eu não estou cometendo nenhum crime, certo?

Steve sorriu para mim, seus olhos azuis hipnotizando-me:

— Acho que está certa, no Brazil.

Dou uma risada baixa, sem qualquer motivo aparente.

Eu hein.

— Pronto, resolvido. — virei a bebida em dois copos e arrastei um em sua direção.

Steve encarou o copo com uma expressão indecifrável.

— Você não bebe? — eu perguntei, em dúvida.

— Não é isso. — negou, balançando a cabeça para então olhar em meus olhos. Eu estava pronta lhe dizer que não havia necessidade em me acompanhar, mas Steve falou antes de mim. — Meu metabolismo não me permite ficar bêbado, não tem mais sentido beber algo que não faz efeito.

Por que isso me lembrou alguém?

Inclinei-me em sua direção, encarando aqueles belos olhos, sabendo que agora eu estava com uma expressão pensativa.

— Faz sentido. — concordei, pensando nas consequências que o soro do super soldado pode ter feito em seu organismo. — Mas não acho que seja impossível, mesmo o seu metabolismo acelerado, deve haver uma brecha em seu DNA, talvez com a medida certa de insumos na hora da produção pode.... — pisquei ao encarar sua expressão confusa. — ... foi mal. — dei uma risada constrangida. — Isso não é interessante.

Steve me olhou, concentrado. Aqueles olhos azuis me deixando desconcertada.

— Não, é interessante ouvi-la falar.

Não, merda. Eu não consigo acreditar que estou ficando vermelha.

Eu não estou ficando vermelha, inferno.

Abri a boca para responder, mas um barulho alto me fez fecha-lá novamente.

Um tiro.

Senti um peso lançar meu corpo para o chão.

Senhor Stark.

A voz do Jarvis ecoou por todo o salão.

Estamos sendo invadidos. Alguém, neste instante, acaba de acessar a sala de controle, te...

Abruptamente, a voz da inteligência artificial parou de soar, então, luz por luz foi se apagando até nos deixar no mais completo breu.

— Sofya?

Senti ele sair de cima de mim, para então tocar meu rosto.

Atordoada, murmurei:

— Steve?

— Você está bem? Eu te machuquei?

Fiquei em silêncio, tentando sentir se estava tudo em seu lugar:

— Estou bem.

Com minha afirmação positiva, Steve ajudou-me a levantar, mas nos mantemos abaixados.

O silêncio no salão me deixava inquieta.

Aonde estavam os outros?

Onde está minha filha? A voz de Tony em meus pensamentos me acalmou por alguns instantes.

— Eles provavelmente estão escondidos, assim como nós. — falou Steve, como se soubesse do meu dilema interior. — Tenho que te tirar daqui.

— E a Pepper?

Não perguntei pelos outros, tive noção que todos podiam se cuidar, mas minha madrasta já não tinha extremis no corpo para se curar, o que me deixou muito preocupada.

— Está com Tony. — sua resposta confiante me acalmou. — Não precisa se preocupar, ela está bem.

— Confio em você.

Toquei seu antebraço da mão que me segurava, e ainda que eu não pudesse ver naquela escuridão, tive a impressão de que o herói também me encarava. O som de passos, nos tirou daquele momento nada apropriado para a situação atual, e quando o barulho de luta atinge nossos ouvidos, a reação de Steve foi puxar-me para perto de si.

— Espera. — pedi em um sussurro, quando ele me incentivou a ir em sua frente. Então tirei os saltos que me atrapalhavam.

Voltamos a sair de trás do balcão, e não houve dúvidas que o som de briga vinha da onde o restante do grupo estava, porém, o salão mantinha-se muito escuro para que eu pudesse enxergar algo, nem mesmo a luz da lua iluminava o bastante.

— Temos que ajudá-los.

— Sofya...

— Escuta Rogers, posso ir até a sala de controle...

— Que, provavelmente, está sendo vigiada, por seja quem for que esteja nos atacando.

— Se eu conseguir fazer Jarvis ter o controle novamente, podemos conseguir alguma vantagem. — insisti fervorosamente, cochichando próxima ao herói. — Não vou fugir. — declarei determinada.

O capitão pareceu em dúvida, ele não poderia negar que eu estava certa, e eu não fugiria como uma donzela indefesa quando posso fazer algo para ajudar.

Steve, por fim, assentiu com a cabeça.

— Fique atrás de mim. — pediu.

Queria dizer que podia me cuidar, mas aquele não era momento de soltar a bomba. Eu poderia ajudar, tínhamos apenas que chegar a sala de controle.

Saímos do salão, comigo com o coração na mão, esperando que todos ficassem bem.

Guiei, às cegas, o herói até a sala de controle. E quando alcançamos a entrada da sala, não nos surpreendemos quando encontramos dois homens de guarda na porta, e ainda menos, quando nos deparamos com o lugar iluminado.

O que eles queriam? Qual era o propósito de nos deixar cegos?

Eu não entendia o porque daquele ataque surpresa, menos ainda, como haviam conseguido entrar?

Minha curiosidade falou alto, mas não consegui encontrar nada na mente dos dois homens, estranhamente, a mente deles eram limpas, vazias. Como se não tivessem motivos para estarem aqui.

Aquilo deixou-me receosa.

Ninguém tem a mente tão limpa assim, a não ser... cacete. Prendi a respiração quando uma ideia passou pela minha mente.

Inferno.

Steve derrubou os dois homens rapidamente, olhou na minha direção e levantou a mão, em um sinal de espere.

Não obedeci e sai do esconderijo, fazendo o homem me lançar um olhar de advertência.

— Tem duas pessoas lá dentro. — avisei, e ignorei a indagação no olhar do herói.

Ainda que eu não pudesse ler a mente daquelas pessoas, eu podia senti-las. No momento, isso bastava.

Obedecendo o pedido no olhar de Steve, eu permaneci atrás do mesmo, ele entrou. E enquanto o herói lançava-se sobre um homem alto e mega musculoso, eu agarrei o primeiro objeto que encontrei, nocauteando o homem sentado, que me lançou um olhar alarmado antes de apagar.

O desconhecido, provavelmente, o hacker que desabilitou Jarvis, não tinha qualquer preparo em luta corpo a corpo. Eu também não sou a mestra, mas Joe me ensinou algumas coisinhas. Derrubei o homem no chão, com um olhar de desdém, e sentei no lugar que anteriormente ele habitava.

Som de tiros fizeram-me abaixar a cabeça e me esconder embaixo da mesa. Uma explosão quase me deixou surda.

— Mas que merda. — exclamei.

Três pessoas apareceram na porta, mas não tiveram a chance de levantar suas armas. Antes, o Capitão América iniciou uma luta, e eu como besta, fiquei encarando a luta embasbacada.

— Sofya. — alertou-me.

Tá, entendi.

Não tinha tempo de teclar, eu teria que pôr a mão na massa. Para ter uma conexão maior sem precisar de tanta concentração tive que tocar no disco rígido onde os dados de Jarvis estavam.

Senti a inteligência assim que me conectei.

Antes de habilitar Jarvis, vi algo que me arrepiou.

Eles...

— Sofya! — Steve me chamou e pude ver mais e mais pessoas armadas chegando.

Inferno.

As luzes ligaram e nossos adversários pararam, por um instante, para constatar o fato de que eu havia atrapalhado seus planos maléficos.

Iniciando protocolo amarelo.

Então a comoção voltou.

Eu não sabia que diabos era o protocolo amarelo, mas tinha certeza que Tony estava por trás disso, por isso, não me preocupei.

Estava preocupada com outra coisa no momento.

Engatinhei até o hacker caído no chão e toquei ambas as têmporas com a palma da minha mão.

Vazia.

Impossível.

Então me lembrei de falar à Steve que sua situação com a bebida tinha uma brecha, eu só tinha que encontrar uma brecha na mente daquele homem. Então respirando fundo, me esforcei para ultrapassar o bloqueio, ao mesmo tempo que sentia ele despertar.

Nada, não consegui nada.

Bufei, frustrada.

O homem embaixo de mim tentou me atingir, mas dei meu melhor gancho de direita em seu rosto, irritada.

— O que vocês querem?

O homem desconhecido, me fuzilou com ódio explícito no olhar, ele não diria nada.

Apertei meus lábios em uma linha fina e mantive minhas mãos em sua cabeça, fechando os olhos fortemente. Desta vez, não controlei meu poder e o deixei fluir com uma quantidade absurda correndo pelo meu corpo.

Poder esse que eu havia prometido nunca mais usar.

Senti meu coração bater forte em meu peito, aquela sensação de potência e domínio, quase distraindo-me do verdadeiro motivo de eu o estar usando. Lutei contra a barreira em sua mente, enquanto ouvia o homem gritar, tendo noção que o machucava, mas não pude evitar a onda de satisfação que me atingiu quando consegui o que queria.

Satisfação que desapareceu, quando a dúvida que me afligia deu lugar a descoberta.

Soltei o homem, sentindo meu peito subir e descer, ofegante. E o encontrei morto, a baba escorrendo pela boca, dizendo que não fui eu a autora da ação.

Ele se matou. Constatei.

Tínhamos que sair dali, me preparei para levantar quando alguém agarrou-me por trás. Enchi meus pulmões, pronta para gritar quando senti o cano da arma em minhas costas.

Que merda, Sofya.

— Para agora ou a sua amiguinha morre. — avisou em alto e bom som, chamando a atenção de todos naquele cômodo, inclusive de Steve.

Soube o que ele faria, e assim o fez, Steve largou a arma que segurava e me encarou preocupado.

— Muito bom, é disso que eu gosto, cooperação. — a respiração do homem bateu em minha nuca, fazendo-me arrepiar, e não de um jeito bom.

Senti sua mão passar pelos meus cabelos, segurei o ímpeto de me afastar.

— Você vai dar dois passos até a mesa, e pegar aquele pen drive para mim. — ordenou em meu ouvido, olhando para frente, enquanto Steve mantinha os olhos atentos em nós. — Se der um passo em falso, dou um tiro na sua cabeça, entendeu docinho? — permaneci imóvel.

— Eu fiz uma pergunta! — ele me apertou.

— Sim, entendi.

— Muito bom. — me empurrou e eu fiz assim como ele mandou.

Um desperdício desses...

Assim que entreguei o que ele queria, ouvi o barulho de uma arma engatilhando.

Foi muito rápido.

Steve pulou em minha direção puxando-me para si, e quando vi as balas prestes a aceitá-lo, tudo que me veio à mente foi protegê-lo, assim como ele planejava fazer por mim. Com meu coração aos pulos, ergui minha mão antes que os projéteis o atingisse.

Ele não entendeu o fato de, minutos depois, ainda estar intacto, menos ainda quando viu as balas paradas no meio do ar, esperando pelo meu comando.

Todos permaneceram parados e em silêncio, sem entender a atual situação.

Com um mover das mãos as balas fizeram o caminho de volta em quem atirou, e todos caíram no chão, mortos.

— Steve?

Ele voltou-se para mim, dessa vez, senti que me encarava com um olhar diferente.

Passei a língua pelos lábios secos e repassei em minha mente o tanto de poder que eu usei, respirei fundo e me acalmei, tempos atrás, prometi a mim que não os usaria mais. Porém, como ficaria sem fazer nada em uma situação como está? Quando achei que meu pai havia morrido em Malibu, me culpei nas poucas horas de luto. Não quero carregar a culpa de não fazer, quando eu posso.

Se eu podia ajudar, então porque não o faria?

Steve Rogers havia descoberto meu segredo, e eu não soube o que esperar, qual seria sua reação a descoberta, mas esperei que o mesmo não me julgasse por esconder.

A verdade é que eu me importo com a opinião do herói, bem mais do que eu gosto de admitir.

Engoli a seco, sentindo minha garganta seca.

— Foi você.

— Sabe. — ergui os lábios, incomodada. — Essa é a hora que você agradece.

Steve andou em minha direção, ultrapassando o espaço que nos separava, calmo e com um olhar indecifrável.

— Você está bem?

Pisquei com a pergunta inesperada, mas balancei a cabeça em confirmação.

Tony sabe?

— Tony...

— Não. — respondi a sua pergunta.

Steve assentiu quando percebeu que eu não diria nada mais.

Continuamos a nos encarar, sem saber o que fazer ou dizer. Eu, habituada a esse tipo de situação, continuei a olhá-lo nos olhos.

— Temos que encontrar os outros. — ele disse, por fim, mas eu o chamei:

— Steve?

Ele parou e voltou a me olhar, com os seus profundos olhos azuis:

— Sei que não posso te pedir isto, e você não está na obrigação de aceitar, mas pode não contar para ninguém?

O homem continuou a me olhar, sem responder.

— Sabe, ele não deixaria de se importar, nem deixaria de amá-la.

— Não é por isso. — mordi os lábios, desviando o olhar. — Não estou preparada para contar.

— Eu não irei contar. — prometeu.

Sem medir minhas ações eu o abracei, e senti seus braços me acolher.

Acho que eu gostava de Steve.

Talv...

Ouvimos um pigarrear, que fez-me afastar do herói, encontramos Natasha Romanoff nos encarando, com uma das sobrancelhas erguida mostrando que viu todo o momento carinhoso.

Isso... Bloqueei seus pensamentos e desviei o olhar, constrangida.

Tentando evitar o olhar dos dois, olhei de relance o corpo do homem que me ameaçou, encontrando o pen drive que ele tanto queria, entre sua mão.

— Que confusão hein... — ouvi sua voz, antes dele alcançar a sala.

— Pois é, Stark, e você gosta tanto de se vangloriar com a segurança da sua torre. — Clint Barton comentou, entrando na sala junto do resto da equipe.

Agachei e peguei o objeto, levantando a tempo de encontrar o olhar do Stark sobre mim.

— Sofya. — senti meu pai me apertar. — O que está fazendo aqui?

— Quem você acha que trouxe Jarvis de volta? — indaguei, erguendo as sobrancelhas.

Meu pai ficou sem resposta, mas encontrou alguém para culpar.

— E quem foi que compactuou com isso? — ele perguntou, encarando Rogers severamente.

O capitão abriu a boca para se defender, mas o cortei:

— Pai. — pronunciei a palavra mágica, a única coisa que pode amolecer o coração de Tony Stark, e ele me encarou contrariado. — Estou bem, além do mais, acho que há problemas maiores para vocês resolverem.

Isso chamou a atenção do grupo, mas foi Banner, quem eu encontrei intacto, que decidiu perguntar:

— E o que seria?

Soltei o ar, de uma só vez, sabendo que a partir daquele momento, as coisas se tornarão ainda mais complicadas, infelizmente, eu não poderia esconder a situação deles. O problema não se resolveria sozinho. E se o que eu sei estiver certa, esse é um problema dos grandes. Encarei cada pessoa naquela sala, cada olhar concentrado, esperando pela minha resposta, então joguei a bomba:

— A Hidra.

Notas finais
Trouxe um pouquinho de ação para vocês, o que acharam? A hidra chegou, e podemos ver que está iniciando uma nova fase na nossa história... TAN TAN TAN!!!