NEW STARK | the avengers [1] ✓
35 Lembranças III
O que você quer de mim? Por que não foge de mim?
O que está querendo saber? O que voc sabe?
Por que não está com medo de mim? Por que você se importa comigo?
Quando todos dormimos, para onde vamos?
Billie Eilish — Bury a Friend
Central City — Um mês antes da partida.
O sinal tocou e levantei de meu lugar, pegando minhas coisas e saindo da sala em silêncio. Sem conversas ou ao menos lançar um olhar para qualquer um, seja aluno ou professor. Não conseguia me comunicar com ninguém. Não depois daquele dia, não depois de pensar que estava louca.
Vou explicar o porquê:
Eu não esqueci e nunca esqueceria. Lembro nitidamente a coloração no rosto da irmã de Jessica. Ela estava morrendo e eu não parava, eu queria fazê-la sofrer.
E então Barry apareceu e me tirou de lá. Jamais poderia esquecer que quase matei alguém.
Mas no dia seguinte, ninguém lembrava.
Tudo continuava normalmente, os professores, as implicações de Ana Müller e eu não entendi. Conversei com Barry, mas ele também não se lembrava de impedir a mim, de cometer algo que me arrependeria eternamente.
Não adiantou muito, pois a culpa, passou a pesar sobre meus ombros.
Cheguei a pensar que eu estava louca, mas como eu poderia ter imaginado toda aquela situação? Como aquele dia poderia ser fruto da minha mente?
Não poderia! Não era. E eu não aceitei, procurei por respostas e não as encontrei, até que eu enfim, desisti. Continuei a não acreditar no fato de ter imaginado, mas aceitei que jamais teria respostas. Então, eu segui em frente.
Não por vontade própria, mas segui.
—Ei — chamei Cisco, ao entrar no laboratório, o mesmo pulou de seu lugar com o susto e me cumprimentou nervoso. Ergui as sobrancelhas sem entender a reação do moreno, e me joguei na primeira cadeira que encontrei, girando até estar de frente a ele. — O que está aprontando?
Cisco teclou sem olhar em minha direção.
— Aprontando? Por que eu estaria aprontando? — ele bufou. — Quem faz as burradas por aqui, é você.
Neguei lentamente, com um manear:
— Não é verdade, e daquela vez que....
— Não termine. — me cortou e eu ri.
— É sério! O que está fazendo? — insisti.
— Nada.
Mordi meus lábios sem acreditar, e curiosa como eu era, estiquei o pescoço em uma tentativa de ver o que ele tanto mexia.
Abri a boca para insistir e cheguei a iniciar minha frase:
— Qual é, não cus...
— Cisco?
Franzi o cenho ao ouvir aquela voz conhecida, minha mente encaixando as peças rapidamente.
— Barry? — eu perguntei, lançado um olhar sabido ao cabeludo que negava com a cabeça.
— Sofya! Kaitlin está aí?
A pergunta, levemente desesperada, me fez estreitar os olhos, e observei o doutorzinho se remexer nervosamente.
— Barry está em missão?
Cisco suspirou:
— Droga. — murmurou. — Olha... não conta para o doutor Wells, e menos ainda para Kaitlin, tá? — eu assenti. — Ela me mataria. — completou.
Sorri.
— O que está acontecendo?
O cabeludo bufou:
— Eu ainda vou me dar mal. — resmungou antes de responder. — Um incêndio, algumas pessoas ficaram presas dentro do prédio.
— Demais! — me mostrei mais animada do que o esperado, Cisco balançou a cabeça, eu pigarreei, em uma tentativa de me recompor. — Quero dizer... quando poderei ajudar?
— Quê? — o cabeludo me olhou sem entender.
Me levantei um tanto agitada, e passei a explicar:
— Também tenho poderes, posso ajudar. Flash e Mental Girl. — falei animada. O codinome que me foi posto, vindo a calhar. — Poderíamos lutar juntos contra os vilões, como o...
— Não. — ele negou, sem dar-me a mínima chance.
— Quê?! — o encarei indignada.
— Eh, pessoal... poderiam deixar para brigar mais tarde?
— Como assim, não?! — ignorei o pedido, começando a me zangar. — Eu tenho poderes e estou aprendendo a controlá-los, posso ajudar as pessoas como o Barry ajuda.
— Sem chance. — Cisco negou, novamente.
O encarei com raiva e falei:
— Então a nossa chatíssima Kaitlin, irá ficar sabendo de tudo. — o chantageei, satisfeita comigo mesma.
Entretanto, tudo foi por água abaixo quando ouvi a voz aguda da nossa querida doutora, logo atrás de mim, e somando ao olhar alarmado do cabeludo a minha frente, eu pude concluir que estávamos fritos.
— Sabendo o que?
Saco! Por que isso sempre acontece comigo?
Central City — Duas semanas antes da partida.
Gritei mais uma vez, sabendo que o som seria abafado pelo travesseiro, e deixei que as lágrimas caíssem de meus olhos, permitindo que o tecido absorvesse tudo. Ainda sim, após meia hora de lágrimas e gritos, a raiva ainda não havia passado, e eu ainda me controlava ao máximo para não dar um ataque e quebrar tudo à minha volta.
Não sei quanto mais eu me controlaria.
Não era justo.
Ela não podia fazer aquilo comigo, de novo não.
Ouvi um toque na porta, ignorei. Continuei a sentir pena de mim mesma, por que eu não tinha nada mais o que fazer. Não queria ligar para os meus amigos. Pois, sou um pouquinho orgulhosa, e briguei com eles, pelo motivo deles insistirem em me deixar de escanteio. Sim, talvez Dr. Wells, Kaitlin, Cisco e Barry estejam certos ao dizerem que, eu ainda era nova demais para sair e lutar contra bandidos, mas eu não aceitava.
E havia aquela raiva descomunal. Eu estava irritada com tudo e todos e sentia que poderia explodir a qualquer momento. Como a mulher das bombas.
Eu simplesmente, não conseguia impedir aquele sentimento.
— Filha. — ouvi minha mãe chamar do outro lado da porta. — Abre a porta, por favor.
—Vai embora! — mandei. Um abajur em cima de minha mesa de estudos voou até a porta, quebrando-se em pedaços. Minha mãe soltou uma exclamação do outro lado e logo, voltou a bater na porta com mais vigor.
— Sofya, abra já esta porta!
Levantei da cama e caminhei até a porta abrindo-a em seguida:
— O que você quer? — perguntei com raiva. — Já não destruiu minha vida o bastante.
Minha mãe entrou, seu rosto sério, mas também irritado.
— Não fale assim comigo, mocinha!
— Pare de me chamar assim! Eu não sou mais uma criança, e você não pode fazer isso comigo. Não vou deixar.
Minha mãe suspirou pesadamente:
— Sofya...
— Eu não queria vir pra cá, mas agora, pela primeira vez na vida, eu tenho amigos. E não vou deixar o que conquistei para trás.
—Filha... — mamãe se aproximou. — Você precisa me ouvir, eu vou explicar tudo.
— Não! — neguei. — Dane-se esse emprego idiota. Eu não me importo! — senti minhas mãos tremerem e minha respiração falhar. — Não vou embora de Central City.
Minha mãe bufou e frustrada, gritou de volta:
— Você vai, você vai sim. Chega! Você vai arrumar suas coisas e nós vamos embora.
Não percebi de imediato, mas acho que minha mãe sim. Vi quando seus olhos arregalaram ao olhar nosso redor. Não me importei.
Estava descontrolada. Ela não tinha aquele direito.
— Você não manda em mim! — gritei irada.
Minha mãe me encarou com os olhos marejados, era visível o quanto havia ficado abalada. Eu nunca havia erguido a voz para ela, e me senti culpada por isso.
Não tive controle sobre meus poderes, e como eu temia, eu explodi.
— Você. Não. Manda. Em. Mim. — eu repeti.
Por dentro eu gritava, não me sentia em pleno controle de minhas ações, e apenas consegui voltar a mim quando o chão sobre os meus pés, desabou.
— Não! — gritei, erguendo as mãos e tentando impedir a casa de nos soterrar.
Tarde demais.
A última coisa que vi, foram os olhos tristes de minha mãe ao me encarar.
Central City — Uma semana antes da partida.
— Ela vai ficar bem, não é? — perguntei baixinho, as lágrimas rolando silenciosamente.
Barry apertou minha mão, e em seguida, trouxe meu corpo encolhido para o seu peito, apertando-me enquanto eu voltava a soluçar, com o rosto escondido pelo tecido de sua camisa.
Barry não respondeu minha pergunta, antes, Kaitlin e Cisco entraram, lançando-me olhares solidários. Desviei minha atenção deles. Eu não era digna de tal sentimento.
— Kaitlin?
Barry a encara ansioso, esperando por algo que pudesse nos ajudar. Me ajudar.
Encarei a doutora, também. Ansiosa pela espera.
— Eu... — ela suspirou. — Os poderes são seus, junto com os sintomas que eles carregam. — iniciou. — Pelo que pude observar, conforme você o usa, de alguma forma você sobrecarrega sua mente, causando uma espécie de.... — a doutora pressionou os lábios, procurando a palavra. — Curto. Pense dessa forma: Você está usando mais do que sua mente foi programada para fazer, se esforçar para bloquear os pensamentos, levitar objetos e outras coisas, podem estar cansado sua mente mais que o normal.
Ainda encolhida e focada na explicação de Kaitlin, eu perguntei:
— E isso deveria me deixar com raiva? — ela voltou a explicar, enquanto eu secava minhas lágrimas.
— Pelo que você me falou: raiva excessiva, momentos de euforia desenfreada e mudanças contínuas em seu humor. — ela se remexeu, e eu comecei a ficar inquieta. Já assisti dramas o bastante para reconhecer quando uma péssima notícia está para chegar. — Você exibe muitos sintomas clássicos de distúrbio bipolar.
A palavra me pareceu sombria.
— Eu não tinha...
— E você não tem, mas quando usa poder em extravagância... — ela não completa. — Esse cansaço mental, pode até mesmo ser acumulado com o tempo. Temos estudá-lo um pouco mais, para termos certeza.
— O que eu faço?
— Talvez você precise passar a tomar estabilizadores de humor, podem te ajudar. Ainda sim, você terá que diminuir o uso.
Sinto um desespero me tomar e a interrompo:
— Não! — sinto o olhares sobre mim, porém, mantenho meus olhos em Kaitlin. — Quero tirá-los. Por favor... não tem como tirar isso de mim. — me encolhi, novamente, com os olhos voltando a encher. — Não quero esses poderes, por favor.
Kaitlin negou com a cabeça, piscando algumas vezes, com culpa em sua expressão e lágrimas não derramada. Cisco engoliu a seco, sem nada a dizer, ao passo que Barry veio em minha direção para me acolher.
— Sofy... — murmurou com pesar.
Voltei a chorar.
—Por que isso está acontecendo comigo? E.... por.... — solto mais um soluço, não sabendo mais o que fazer.
Choro tanto que meus ombros tremem, eu não conseguia parar de chorar. A culpa e o medo me acompanhavam, fielmente, e as incertezas sobre mim me deixavam desesperada. Meus sentimentos eram tão fortes, que minha única vontade era ficar prostrada. Estava encurralada, a beira do abismo, e a vontade de pular e acabar com meu sofrimento era grande. Não tive dúvidas que isso era o maldito efeito colateral daqueles poderes, e eu não poderia fazer nada para evitar ou parar. Isto me fazia odiá-los ainda mais.
— Desculpa. — o tom que Kaitlin usa é da mais pura decepção, que tinha de si mesma — Não conseguimos achar mais nada que nos ajude a encontrar as respostas para os efeitos colaterais que causaram em você. Nem como tirá-los de você.
Minha vontade era de gritar e exigir uma resposta. Mas em meio a tanta dor, tinha consciência de que tudo o que eu estou passando não é culpa deles, além de que, o medo de perder alguém importante me assolava. Nenhum de nós poderia fazer nada para mudar o que estou passando.
— Eu só quero uma vida normal.... — suspiro, tentando parar de chorar — Você disse que nada, nunca assim, aconteceu antes.
— E não aconteceu. — Cisco fala em uma exclamação, eu olho dele para Kaitlin, ainda tentando entender o meu caso raro.
— Então por que comigo tem que ser diferente?
Eu não entendia, ninguém entendia o que ocorria comigo, e isso era o que mais me assustava.
— Essa é mais uma de várias perguntas, em que eu não tenho as infelizes respostas. Desculpe, Sofya.
Fechei meus olhos, a dor me consumindo por inteira enquanto, Kaitlin, me entregava a cartela e eu tomava o primeiro comprimido.
O primeiro de muitos.
Central City — Quatro dias antes da partida.
— Quer que eu entre com você? — olhei Barry que segurava minha mão, tentando me dar forças para o que eu iria enfrentar.
Gostaria de dizer, sim, mas não seria o correto. Por isso, apenas neguei com um manear, respirando fundo e tomando coragem para entrar. Passei pela porta, o coração acelerado de uma forma tão intensa que doeu em meu peito, minha respiração falhada não poderia ser disfarçada e minhas mãos geladas jamais se aqueceria, tamanho o nervosismo.
Fechei a porta com um click e caminhei até sua cama, sentei ao seu lado e a encarei.
Minha cabeça martelava e a dor de meu braço quebrado não poderia ser comprado com a dor que eu carregava dentro de mim. Eu poderia morrer de dor. Depois de tanto a encarar, eu finalmente desabei. Deixei meu rosto bater contra a cama e chorei como nunca chorei na minha vida.
Ouvia meus pensamentos acusarem-me:
Mimada, egoísta.
É sua culpa.
Tudo sua culpa.
Perdi o ar enquanto engasgava com o choro. Não consegui parar.
É tudo sua culpa.
Podia ver os olhos dela, novamente. Tristes e magoados. Por que eu pensei apenas em mim, por que eu não soube me controlar. E olha aonde esses poderes me levaram.
Machuquei a pessoa mais importante da minha vida.
Por fim, tive voz para pedir à mamãe o que estava guardado em mim:
— Me perdoa.
Olho para ela através da minha vista embaçada, um soluço escapa por entre meus lábios e eu apertei de leve sua mão frágil.
Sua pele estava mais pálida que o normal, seus lábios roxos e ressecados. Tão diferente da mulher forte e destemida que era.
Seu rosto carregava um semblante triste. Tudo por minha culpa. Minha culpa.
É tudo sua culpa. Minha mente continuava a acusar.
— Eu juro, que não quis fazer isso, eu não quis. Me perdoa por favor... — Chorei compulsivamente, enquanto sentia uma dor forte no peito — ...eles disseram que você tem grandes chances. Você vai ficar bem, e eu vou embora pra nunca mais te machucar... Eu prometo mãe — prometi enquanto meu peito tremia.
Deito a cabeça em seu colo, deixando a culpa corroer. Minutos depois, uma enfermeira entra avisando que o tempo de visita havia acabado e eu deixo um beijo na testa, antes de sair.
Do lado de fora, Barry me esperava, pronto para me abraçar no momento em que eu desabasse, novamente.
— É minha culpa. — eu murmurava em meio ao choro, enquanto meu amigo dizia que estava comigo, e que jamais me abandonaria.
No fim, foi eu quem o abandonou.
Central City — Uma hora antes da partida.
Ligia Denova
Uma grande mulher, mãe e amiga
1972 — 2011
Não chorei, não ali em frente aquelas pessoas cheias de olhares solidários, pena e indiferença.
Depois que todos deixassem aquele cemitério, esquecerão meu nome, meu rosto e provavelmente, estarão sorrindo. Coisa que eu não farei, coisa que eu não sei se tenho capacidade para fazer.
Senti uma mão sobre meu ombro e encontrei os olhos Joe.
— Olá, querida.
— Olá Joe. — cumprimento-o mecanicamente, retribuindo seu abraço.
— Está pronta para ir?
Sem nenhum parente próximo ou distante, e comigo sendo de menor, Joe conseguiu minha guarda temporária, até que, as coisas se resolvessem. Fico triste que ele tenha se dado ao trabalho, eu não ficaria na cidade de toda forma.
— Pode esperar mais um pouco?
— Claro.
Assenti e me afastei.
As pessoas já deixavam o local enquanto eu apenas observava, assim que me vi sozinha, eu me agachei e pus sobre o túmulo da minha mãe, um buquê de lírios.
— São brancos como você gostava. — falei, encarando seu nome impresso naquela pedra. Meu lábio tremeu, e eu respirei fundo, fechando os olhos por breves momentos. — Estou saindo da cidade. — continuei, soltando uma risada seca, dolorida e sem graça. — Acho que é algo relacionado a fazer seu último desejo, eu.... — pigarreei. — Eu... — uma lágrima caiu contra minha vontade. — Amo você. — murmurei. — Não me sinto digna de dizer, mas quero que saiba. Amo você, mãe.
Levantei, secando as lágrimas teimosas e me preparando para sair dali, quando algo me chamou a atenção. Era um homem alto, aparentemente, forte e mantinha o rosto tapado por um chapéu. Estranhei e pisquei, enquanto dava um passo em sua direção, mas no minuto seguinte, ele já havia desaparecido.
Balancei a cabeça e voltei para o meu caminho. Vi de longe Joe me esperando em frente ao seu carro, mas me afastei da entrada, saindo no outro lado do cemitério e pegando um táxi, que me deixou na rodoviária da cidade.
Andei em direção aos armários e abri o meu, pegando minhas poucas coisas e sentando no banco, aguardando a hora de ir.
Esperei, e em dada a hora o ônibus chegou, no momento que eu ouvia alguém me chamar.
— Barry? — observei enquanto ele me alcançava em um ritmo normal, e dei uma olhadela no meu ônibus, com medo de perdê-lo.
— O que você pensa que está fazendo? — me olhou com raiva, mas também com medo.
Não me intimidei.
— Estou indo embora.
— Sofya, por favor, vamos voltar e você pensa com mais calma...
— Não, eu já pensei. Faz uma semana que tenho pensado.
Ele não acreditou:
— Quê? Uma semana, mas...
— Eu sei. — o cortei. — Eu iria embora mesmo que minha mãe não tivesse morrido. — minha voz falhou na última palavra, mas continuei. — E agora que ela se foi, não mais tenho motivos para ficar.
Barry me segura pelos ombros, puxando-me para perto:
— Tem! Tem motivos, sim. Eu, Joe, Cisco, Kaitlin. Somos sua família. — o abracei e ouvi o motorista gritar, dizendo ser a última chamada.
— Amo todos vocês. — falei me afastando e tocando seu rosto. — Mas não consigo mais viver aqui.
Ele negou, balançando a cabeça.
— Barry... por favor. — sorri para demonstrar toda a confiança que eu não tinha, naquele instante, mas acho que o convenci. — Vai dar tudo certo. — me levantei na ponta dos pés e beijei seu rosto. — Eu vou ligar. — prometi.
Barry relutou ao me soltar, mas o fez e eu pude entrar no ônibus, antes que motorista me deixasse para trás. Tive tempo de acenar para meu amigo, antes do ônibus sair e deixar Central City para trás.
Fechei meus olhos e por um momento, me permiti descansar.
Sem culpa.
Sem nada.
Fale com o autor