NEW STARK | the avengers [1] ✓

1 Hackeando as industrias Stark


Eu provava mais um gole do meu café, já frio, quando a notificação anunciou uma nova mensagem no site privado que eu uso para… bom, ações clandestinas. Isto pode soar errado, e, de certa forma é, mas não faço nada de ruim a alguém que não mereça. Okay, okay, sei que minha explicação soa esfarrapada como uma forma de compensar o fato de eu roubar outras pessoas, mas deixando claro desde já, acredito parcialmente na lei de Newton quando diz: “Para toda ação, existirá uma reação”

De forma bem clara e objetiva. Eu tomo coisas de alguém que tomou de outro alguém, e ganho pra isso... se pararmos para pensar, isso soa quase como uma intervenção. E eu ainda ajudo muita gente que busca por meus talentos. É aquele famoso ganha-ganha: duas pessoas, em busca de algo que a outra tem, fazendo uma troca que beneficiará ambos os lados, simples.

Beleza… não tão simples assim.

Faz muito tempo que deixei essa vida bandida para trás, mas como qualquer pessoa que pisa os pés sobre este mundo, também tenho contas a pagar. E mesmo com a constante culpa corrosiva que me perturba dia e noite, eu simplesmente não posso deixar minhas coisas e as de minha mãe ir para lama.

E, assim, eu me encontrei nesse mundo novamente, mesmo quando prometi deixar tudo para trás.

Tudo bem.

Nunca fui muito boa em manter promessas mesmo.

Mily? Está on?

Eu, que até o instante me encontrava em um nível altíssimo de tédio, me acomodei na cadeira estofada para responder, agora, totalmente interessada no que a pessoa do outro lado poderá oferecer.

Sim, algo para mim?

Espero pela resposta que não tardou em vir.

Dos grandes. Um pouco complicado, mas nada impossível, não pra você.

Ergui minhas sobrancelhas, balancei a cabeça e revirei os olhos enquanto sorria. Bajulador. Não que ele esteja mentindo, eu realmente sou muito boa. Se você quer descobrir se o seu companheiro te trai, ou até mesmo arquivos criptografados do governo.

Ótimo, eu consigo.

Claro, tomando muito cuidado. Sei que minha habilidade chama atenção. Entro e saio da rede sem deixar nenhum rastro para trás. Desapareço como se nunca tivesse existido, e este é o motivo da bajulação por parte do Levy: um hacker, que assim como eu, possuí um nome fantasma e ganha dinheiro fazendo todos os tipos de trabalhos ilegais pela internet.

Não me vejo fazendo o que faço, futuramente, não gosto e nem quero isto para mim, mas preciso do dinheiro. Por pouco tempo, mas preciso.

Conseguir pagar minhas coisas será o auge.

Quantos?

Dessa vez, a resposta demora a vir, mas quase caio pra trás quando ela vem.

50 mil

Arregalei os olhos, sentindo que eles poderiam saltar para fora. Com essa quantidade de dinheiro, pagarei tudo, posso finalmente ser livre.

Não tenho certeza do tempo que passei observando o número brilhante à minha frente. A cada instante, as letras tornando-se cada vez maiores. Uma verdadeira tentação. Sei que os momentos que passei pasma, em frente a tela do computador, foram longos e o suficiente para receber outra mensagem.

Se não quiser o trabalho, avise, mas não posso deixar de falar, é um bom preço.

Concordando mentalmente, maneio a cabeça, ainda que meu companheiro ilegal não veja. Com essa grana, eu viveria bem por um bom tempo.

Acho que eu já disse isso, não é?

Qual é o trabalho?

O cliente quer todos os projetos de armas das Indústrias Stark.

Pane. Bug. Tela azul.

Esbugalhei ainda mais os olhos — se for possível — completamente embasbacada, além de assustada. Porque alguém iria querer isso? Droga Sofya, que pergunta idiota. Porque alguém iria procurar ajuda de um profissional em roubar através da Internet, para ter em mãos projetos de armas perigosas, se não para fazer algum mal?

Não vou mentir, a excitação pelo desafio era um incentivo a mais, mas eu não conseguiria ultrapassar está minha barreira. Certo?

Pessoas podem morrer. Meu lado sábio e, consequentemente, mais responsável, dizia mansamente. Em contrapartida, meu lado impulsivo e totalmente irracional, praticamente gritava para que eu aceitasse a oferta.

Porra! Respirei fundo fechando os meus olhos.

Pessoas morrem todos os dias, por causas naturais, não naturais: acidentes, assassinatos, suicídios. Se eu passasse tal informação, o que poderia acontecer? Qual seria a probabilidade do cliente ser alguém ruim em busca de caos e morte? Dez por cento? Vinte?

Mas você não se importa, hum? Aquele lado irracional atiçou, como o diabinho que assolava Kronk em Kronk's New Groove.

Mordi os lábios, indecisa e suspirei em um dilema. Quem iria querer armas Stark? A pergunta voltou a rodear minha mente, indo e vindo. Seria algum inimigo dele?

Quem?

Espero sua mensagem, sabendo a resposta que receberia.

Você sabe, não trabalhamos com nomes. Sim ou não?

Droga.

Eu preciso da grana. Se eu não fizer, outro fará, não é?

Sem pensar nas possíveis consequências, escrevo e envio a mensagem sem ao menos piscar.

Aceito.

Alguns segundos depois, meu colega de “trabalho” me passou os detalhes da operação; eu, o número da conta e do banco na qual o dinheiro deveria ser depositado.

Mais um dia entre tantos outros, só que não.

Por que eu tenho a sensação de que estou deixando passar algo?Ignorei o pensamento e deixei de lado a impressão, sabendo que poderia me ferrar por isso depois. Em seguida, trato de ir arrumar minhas coisas para sair. Guardo minha identidade, antes, passando os olhos por sobre minha foto. Eu tinha onze anos quando a tirei. Desço os olhos até minha assinatura e a leio, reconhecendo aquela letra horrível que não melhorou em nada com o tempo.

Sofya Katherine Denova.

Moro sozinha desde que minha mãe morreu em um incidente, anos atrás. Sou uma garota bem mais inteligente que o normal. Mamãe dizia que puxei meu pai, eu digo que isso é a única coisa boa que o idiota prestou para me dar.

Inteligência.

Você deve estar se perguntando quem é o ser sortudo, não é? Bom, se o meu nome não lhes disse nada, eu direi: ele é ninguém mais ninguém menos que Tony Stark.

Mundialmente famoso, herói adorado, patriota, filantropo... e todo blá blá blá que a mídia gosta de usar para o intitular. Não, não é coincidência o sobrenome dele ser igual ao das Indústrias Stark. Sim, ele o dono da tal empresa na qual aceitei roubar.

Mas é como disse anteriormente, a lei de Newton tem os seus dias. E o de Anthony Stark chegou.

Ele usou sua inteligência para criar armas que foram usadas para matar, até mesmo, pessoas inocentes, e agora eu roubarei o que tanto o enriqueceu a custas de muitas outras vidas.

Engraçado é: euzinha, a filha inexistente, que fará tal coisa.

Karma é o uma vadia.

Emfim, após a morte de minha, até tentei ser forte, — fui embora, me esforçei para iniciar uma vida nova, comecei a faculdade — mas a dor da perda foi muito maior. Então eu comecei a sair com uma galera mais velha da faculdade, a beber para esquecer meus problemas, e isso se tornou mais constante do que eu previra. Tive dias em que eu nem conseguia andar. Mal lembro de como conseguia as minhas notas. Foi horrível. E eu sabia que estava acabando com a minha vida.

Foi muito difícil parar de beber, mas consegui. Me afastei do pessoal que eu andava, tranquei a faculdade, me mudei e tentei mais uma vez. Posso dizer que consegui me recuperar, foi difícil, sim, mas consegui. No entanto, há noites em que minha boca seca e minhas mãos tremem, e eu sei o que o meu inconsciente quer, e é nessas noites em que eu choro por horas a fio até conseguir dormir.

Soltei uma respiração profunda e levantei, deixando a bolsa sobre minha cama. Fui até meu guarda-roupa e escolhi uma calça jeans escura, regata branca, jaqueta preta e All Star. Com uma toalha em mãos, fui direto para debaixo do chuveiro. Ao sentir a água bater em mim, fechei os olhos, reparando em meu corpo, antes tenso, relaxar.

Minha mente me levou de volta ao meu momento mais conturbado, após a morte da minha mãe. Balançei a cabeça, tentando esquecer e fiz o meu habitual treinamento de respiração.

Inspira.

Expira.

Recentemente, quase dois anos após a morte da minha mãe, eu recebi a ligação de um amigo antigo que tinha o contato de um advogado em mãos. Ao que tudo indicava, minha mãe havia deixado algo para mim. Achei que fosse sobre a nossa casa, em Washington, mas o advogado bateu em minha porta, uma belíssima pasta repleta de contas atrasadas, bom... foi um choque.

Quero dizer, minha mãe trabalhava como uma condenada e eu nunca tinha ficado sabendo das dívidas que ela tinha. Então fui atrás de saber da veracidade das informações e tive a certeza de que havia contas que eu ao menos tinha noção que existia.

O banco me ofereceu a oportunidade de hipotecar nossa casa, mas me neguei a aceitar. E, assim, tudo se iniciou outra vez: os trabalhos ilegais, os roubos de arquivos confidênciais. O que eu não esperava era que o advogado também trazia uma informação a mais para mim. Uma carta da minha mãe.

Nunca imaginei que daquela carta sairia as minhas, até então desconhecidas, origens.

Quase tive um ataque cardíaco.

Quem imaginária que o famoso Stark teria uma filha? Quem esperava que eu fosse filha do Playboy? Pois é, ninguém, muito menos eu. Tentei entender como aquilo aconteceu. Porque ele nunca veio até mim? Por que minha mãe não disse antes?

Houve uma época em que eu perguntava, frequentemente, sobre meu pai. Briguei com minha mãe por causa dele e, enfim, desisti pelo cansaço após ela se negar a dizer qualquer coisa do mesmo. Pensava que ele era uma pessoa muito ruim para ela me negar a oportunidade de o conhecer, e, portanto, o esqueci.

Até a carta.

Admito, parte da minha aceitação em relação a esse trabalho é que seria a primeira vez que eu teria contato, mesmo que indireto, com algo relacionado ao meu progenitor. Pois não, eu não fui atrás dele quando descobri que era meu pai.

E havia muitas razões plausíveis o suficiente para que eu seguisse com a minha vida.

Primeiro: ele não acreditaria.

Pensem comigo, pois, imagino eu, quantas vezes ele já ouviu a frase "sou sua filha perdida" de alguma aproveitadora louca para ser a famosa herdeira Stark?

Pois é.

Segundo: se ele quisesse verdadeiramente uma filha, uma família. Eu não estaria sozinha agora, mas com ele.

Na carta, minha mãe me contou a história sobre ele não estar mais lá — sinto arrepios ao lembrar de todas as palavras que ela usou ao descrever o encontro deles — quando acordou. Ele não teve a capacidade de... Arrepios, eu sinto arrepios horríveis pensando no dia da minha geração. Resumindo: Tony Stark é o maior mulherengo, e, por isso, eu não acredito que ele queira uma família.

Terceiro: ainda não tenho nenhum terceiro tópico em mente, ainda.

Como eu disse, são suficientemente plausíveis.

Limpa e vestida, arrumo meu longo cabelo castanho meio escuro — não sei dizer a cor exata — e passo um gloss em meus lábios. Com meu Notebook em mãos, saio do apartamento, apenas encostando a porta. Uma coisa que aprendi com o tempo é nunca, nunca trabalhar onde você mora. Principalmente, se o seu trabalho inclui ser um hacker.

Caminhava tranquilamente com um sorriso no rosto, sentindo o vento soprar. Essa é uma das sensação mais maravilhosas que já senti. Paz, silêncio, um tempo á si mesmo para pensar ou só relaxar.

Adoro a natureza.

Tenho certeza que quem me observa, não imagina o que uma garota como eu pode fazer.

Às vezes, ser subestimada tem suas vantagens.

Depois de pegar um táxi, eu cheguei na praça a mais de um quilômetro de distância de meu apartamento, comprei um lanche bem grande e, após comer, fui direto ao trabalho.

— Isso! — comemorei.

Depois de 4 tentativas, eu consigui entrar no nível 2 das Indústrias Stark. E ainda que não construam mais armas, há muitos projetos, projetos nunca lançados, super perigosos e magníficos.

Curiosamente, dou uma espiada em algumas pastas, enquanto baixava e enviava tudo para o meu cartão. Tudo tão perigoso. Divaguei sobre aquelas armas, tendo uma sensação ruim. Se tudo isto cair em mãos erradas, irá fazer um estrago enorme.

Pressionei os lábios em uma linha fina e tomei minha decisão.

Não irei permitir isso ser usado por alguém que não conheço. Ainda mais, farei questão de saber quem é, e o que tanto quer com armas tão perigosas.

Desconectei o cartão de meu Notebook, impedindo a transferência e corrompendo o arquivo, então quebrei o mesmo ao meio. Concentrei minha atenção na tela de meu computador e, em menos de alguns segundos, tudo relacionado ao que vi havia sido apagado. Peguei meu Notebook e levantei-me apressadamente, porém, bati contra um muro vivo que me fez cair no banco, novamente.

Distraída. Me repreendi. Levantei a cabeça apenas para encontrar um olhar a me observar. E quando digo um olhar, quero definitivamente dizer um olho.

E droga, sei de onde esse cara é.

SHIELD.

Conheço esse nome tão bem quanto conheço o meu.

Merda.

Tô ferrada.

— Olá, senhorita Denova. — sabem o meu nome. Foi tudo o que eu pensei. Merda, merda, merda, merda... — Chamo-me Nick Fury. Gostaria de me acompanhar? — ele diz com um ar austero.

Gostaria? Ah, duvido que eu tenha escolha. Seu olhar sério me dizia isso. Tudo bem, Sofya, engole o palavrão e seja uma boa menina.

— Desculpe, senhor. Minha mãe ensinou-me a não conversar com estranhos e muito menos aceitar as caronas deles. — fiz minha melhor cara de inocente.

Hollywood está perdendo uma ótima atriz.

Dean e Sam Winchester estão perdendo uma ótima peguete.

Vida injusta, não?

Tentei passar pelo caolho, mas ele impediu minha passagem com um arquear de sobrancelhas que dizia que ele não tinha caído no meu ar de boa moça. Pisquei confusa, olhei por de trás do mesmo e encontrei um olhar frio como gelo e um cabelo vermelho como fogo.

Natasha Romanoff.

Resumindo: tô muito fodida.

Tudo bem, continue a encenação. Ordenei a mim mesma, encarando a arma presa na cintura da mulher e arregalando os olhos do jeito que eu sei que algumas garotas da minha idade fariam, em tal situação. Até mesmo soltei um ruído estrangulado e os meus olhos arderam com lágrimas não derramadas.

Porra, eu realmente deveria investir na carreira de atriz.

— Além do mais... — forcei minha voz a tremer. — Como sabe o meu nome? Quer saber, vocês estão me assustando, vou ligar para a polícia. — ameaçei, como uma boa garota faria. Toda trêmula e cheia de olhares nervosos.

Nenhum dos dois pareceram nervosos e minhas esperanças de que eles caíssem na minha ladainha foram por água abaixo.

— Sabemos tudo sobre você. — o caolho respondeu, inclinando-se para me observar como quem olha um inseto. Imbecil. — E creio que você saiba sobre nós também. Você é uma boa mentirosa, Sofya, e, talvez eu acreditasse em você se não soubessem quem é. — Merda, merda, merda, merda... Engoli em seco, encarando-o. Okay, plano B. Cacete, eu não tenho plano B — Então, poderia me acompanhar? — tornou a perguntar, acenando para um carro preto parado e longos metros de distância.

Meu cérebro traduziu sua frase de uma forma bem diferente do foi dita: entra na porra do carro de uma forma ou de outra, garota. Larguei meu Notebook na mesa da praça, já lamentando sua perda e os olhei, abrindo um longo sorriso simpático:

— Minha agenda está lotada está semana. Venha na próxima e fale com minha secretaria, ela te agendará um horário.

Nick Fury suspirou e Natasha Romanoff deu um passo a frente, aparentemente, cansada de mim:

— Entenda menina, não temos tempo a perder com você, então, você pode colaborar... — ela disse, lançando-me um olhar intimidador que não me intimidou. Mentira, intimidou sim, mas ninguém precisa saber disso — Escolha sabiamente sabendo que a levaremos de um jeito ou de outro.

Eu sabia que não estava errada, antes.

Dei alguns passos para trás e ergui os braço, tentando esconder meu nervosismo:

— Tudo pessoal, que tal conversamos como pessoas do bem, sem ameças de sequestro? Hum? Boa ideia, não acham?

— Sabemos com o que trabalha. — comunicou o Caolho, ignorando minha tentativa anterior. — Sabemos o que fazia agora pouco. Mas e você, sabe dos riscos ao aceitar trabalhos como esse. As vidas que podem pagar com...

O interrompi estalando a língua:

— Olha cara, seja lá o que for, eu não faço idéia do que estão falando. — continuei a negação, balançando a cabeça. — Então, o papo foi bom. Meio louco e sem sentido, temos que concordar, mas eu tenho que ir.

Abri um sorriso fechado e recebi um olhar indiferente de ambos os dois que me encaravam. Apesar de eu ter notado uma faísca de de irritação nos olhos de Natasha Romanoff. Acredito que por sua ameaça não ter causado o efeito desejado.

Ainda estou me afastando lentamente para trás quando observo uma rápida troca de olhar dela com o caolho. Isto me faz ficar alerta.

Mais rápida do que imaginei ser possível, a ruiva veio pra cima de mim com uma agilidade calculada, entretanto, fui mais esperta do que eles esperavam. Me lancei para cima de Nick Fury, desviando da agente treinada com vigor, e usei meu cotovelo para bater no estômago do mais velho. Senti algum osso em mim estalar e reprimi uma careta. Esperando que ele não notasse, eu peguei a injeção que o Caolho tanto tentou esconder, no momento exato que Natasha tornou a vir para cima de mim e me agarrou por trás e para me imobilizar. Guinchei irritada e me impulsionei para cima, acertando um chute no rosto do diretor.

A expressão dele me causou uma risada desesperada e eu esperniei no abraço apertado da mulher até liberar meu braço. O levantei e ingetei a agulha contra o seu pescoço. Sua reação imediata foi endurecer o corpo e eu sei que a tinha pego de surpresa.

Há! Como eu disse, é tão bom ser subestimada.

A mulher me soltou bruscamente e eu tive tempo de vê-la tirar a injeção, olhar o frasco vazio e cambalear para frente quando a droga começou a fazer efeito. Agarrei a mulher e a joguei contra o caolho, ainda um tanto surpreso com a direção dos acontecimentos, e apressei-me para me recuperar.

Ainda um pouco nervosa, eu agarrei uma pequena pedra e joguei certeira na cabeça de Nick Fury, em troca, recebi seu olhar de raiva que me deu forças para correr para o mais longe dali, e, ainda trêmula, gritei:

— Foi mal!

Momentos depois, e eu não pude evitar de soltar uma risada histérica em meio a uma corrida sem fôlego. Peguei o primeiro táxi que encontrei e, me sentindo em um filme de ação, pedi ao motorista que acelerasse o mais rápido possível em direção ao meu apartamento.

CE

Notas finais
1. Kronk's New Groove é uma comédia musical de animação dirigida em vídeo de 2005, animada por Toon City Animation e lançada pela Walt Disney Home Entertainment em 13 de dezembro de 2005.