N-não É Como Se Eu Te Amasse, Baaka!
9 Wesley-kun no Hentai!
- Te dei um selinho? — encolheu-se automaticamente ao ser repreendido. — Desculpa — repetiu, temendo tê-lo deixado realmente irritado. Era a última coisa que queria.
- Cê já tinha beijado antes? — Perguntou, não sabendo o que tinha acontecido anteriormente na vida dele.
- Você sabe que não — a cada pergunta começava a se sentir cada vez mais derrotado, sequer sabendo ao certo o que fazer. — Não antes da doida do baile funk me atacar, né — soltou num resmungo.
- Sério, é virjão mesmo — começou a cutucá-lo novamente, na tentativa de esquecer logo daquela sensação, mas estava fazendo de um jeito diferente do normal.
- Ei! — franziu as sobrancelhas, por fim segurando-se na mão que cutucava, puxando-o mais para si.
Fitava-o de forma séria, meio frustrado, meio envergonhado, mas sério. Respirou fundo e, como da outra vez, aproximara-se lentamente, pressionando os lábios de ambos, desta vez massageando-os suavemente.
Wesley arregalou os olhos, mas dessa vez não recuou. Não imaginava que Rodrigo teria atitude para puxá-lo daquele modo, e isso acabou o surpreendendo e deixando sem reação. Poderia lhe dar um soco, mas não queria fazer isso. Não desejava machucá-lo, na verdade. Era como se a sua coragem o tivesse conquistado. E ninguém o enfrentava tão facilmente assim. Por fim, acabou colocando a língua dentro da sua repentinamente, explorando-a, dando-se por vencido.
O moreno suspirou, arrepiando ao sentir a língua invadir sua boca.
Já era a segunda vez que precisava puxá-lo daquela forma para ter um beijo, mas ficava feliz por ele realmente corresponder.
Parou então repentinamente, dando-se conta de algo. Foi rapidamente na direção da porta e a fechou, encarando a fechadura de forma estúpida por alguns instantes antes de finalmente decidir trancá-la. Seria problemático se sua mãe resolvesse entrar sem bater, ou não tivessem tempo para parar o que estivessem fazendo.
Passou nervosamente a mão pelo cabelo antes de voltar e sentar novamente ao lado do loiro, alternando entre fitá-lo e desviar o olhar, até finalmente voltar a encostar os lábios, esperando que fosse tão receptivo quanto da outra vez.
- Porra, por que cê trancou a porta? — Ele acabou segurando um dos braços do rapaz, fitando-o. Provavelmente o momento interrompido tinha apagado um pouco de sua empolgação.
- P-porque vai ser difícil explicar pra minha mãe por que eu tô beijando outro cara? — novamente riu nervosamente, olhando para a mão no próprio braço.
Ah, devia tê-la trancado antes, mas a verdade era que não havia planejado nada daquilo.
- Cê é coiote pra cacete — ele riu um tanto, fingindo dar um soco em seu queixo, provavelmente a forma de contato mais próxima naquele momento que não lhe causava constrangimento.
- Ahaha, o que era coiote, mesmo? — de fato, suas gírias ainda eram muito confusas. Mesmo assim, segurou aquela mão, trazendo-a para perto dos lábios suavemente, beijando-lhe uma das falanges.
- Viado — ele acabou dando um leve pulo novamente, mas não soltou a sua mão nem a afastou de perto — Aposto que nem sabe chupar minha pica.
Mas a ideia estava realmente começando a animá-lo, por algum motivo.
- E-eu não sabia beijar até pouco tempo atrás, como é que eu posso saber fazer isso?! — precisava conter suas palavras e o volume de sua voz, pois mesmo com a porta fechada, talvez seus pais ainda pudessem ouvi-lo, dependendo de sua localização.
- Bom saber, se alguém vai comer cuzinho aqui, vai ser eu, tá? — Deu alguns tapinhas em sua cara de leve, com um tom de sarcasmo, começando a se divertir mais com a situação, a ponto de apertar a sua bunda.
- Ahahaha, espero que tenha trazido camisinha, então — tentou responder no mesmo tom, embora estivesse realmente constrangido, sendo sua vez de dar um pequeno pulo ao sentir a provocação.
Tomou coragem e levou uma das mãos até sua nuca, segurando alguns de seus fios extremamente curtos enquanto o puxava em sua direção, desta vez tomando-o num beijo extremamente intenso, provando cada pequeno ponto de sua boca, começando a se sentir mais confortável com os movimentos das línguas.
- Então o problema não é te enrabar? É a porra da camisinha? — Wesley riu, debruçando-se mais sobre o rapaz, fitando-o após o beijo, com o rosto ainda bem próximo do seu. — Cê que devia ter, se tava pensando em aparar pela rabiola, Rodri-boy — fez então uma pausa. — Gostou do apelido?
- Eu não pensava que isso fosse acontecer agora — franziu as sobrancelhas. — E eu nunca precisei de uma antes, não tinha como adivinhar — piscou algumas vezes, achando graça. — Rodri-boy?
- É, pô. Eu vou parecer um viadão te chamando de Rô — ele respondeu, também o fitando.
- Você quer me dar um apelido? — acabou sorrindo com a ideia, não conseguindo se conter.
- Pára de sorrir assim, seu puto! — O loiro começava a se constranger com aquela expressão, voltando a cutucar suas costelas, com a intenção que sua expressão mudasse.
- Ai, você devia gostar de me deixar feliz! — se contorceu ao tentar desviar dos cutucões, segurando suas mãos.
- Vai se foder — mesmo assim, ele continuou sorrindo, mas segurou as suas mãos para o alto firmemente, fitando-o.
E nesse momento Rodrigo sentiu seu coração disparar.
Ser preso daquela forma o deixava um tanto nervoso e excitado ao mesmo tempo, especialmente por realmente querer ser tocado pelo outro.
Seus olhos estavam focados em seu rosto, ansioso pelo que faria em seguida, já que não tinha liberdade de fazer o que quisesse com as mãos.
- Cê topa ficar comigo? — Wesley havia perguntado, ainda fitando-o. Era como se não fosse oferecer mais do que aquilo, ao menos naquele momento. — Se topar... — E então ele soltou uma das mãos, começando a abaixar o zíper da própria calça, insinuando o que queria dizer.
Um pequeno ruído abafado escapou pelos lábios do rapaz ao sentir o que ele fazia, apertando os olhos por alguns instantes.
- Eu quero! — acabou dizendo com mais animação do que pretendia, novamente abrindo os olhos, imensamente constrangido.
- Já é — Wesley notou a empolgação do outro rapaz e terminou de abaixar o próprio zíper, soltando também a sua mão antes de colocar o seu pênis para fora da roupa, mostrando-o. — E o que cê vai fazer?
- É você quem tem experiência aqui, lembra? — resmungou. — Tudo o que eu sei fazer — disse baixinho, levando a mão livre até seu falo ereto, massageando-o de forma muito similar à primeira vez.
Esperava, no entanto, ser repreendido em breve, pois obviamente o outro queria mais do que aquilo.
Estava perdido.
- Experiência o cacete, quem disse que eu sei chupar pau também — ele respondeu, contorcendo-se um tanto com aquele toque, ainda o fitando, como se fosse comê-lo com os olhos a qualquer instante.
- Você realmente quer isso — sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao notar como era olhado, aos poucos sentando-se sobre a cama novamente. Era um pouco assustador, na verdade. — Pelo menos você deve saber como é a sensação — e franziu o cenho ao lembrar de quantas mulheres já deviam tê-lo feito. Não era hora para aquilo, então afastou os pensamentos o mais rápido possível, ainda massageando-o com a mão. — Acho melhor você sentar — ele então desceu da cama, ajoelhando-se no chão, de frente para o rapaz.
Não havia notado antes por puro nervosismo, mas era bem grande. Começava a se desesperar com a idéia de ser o passivo, embora agora fosse tarde demais para desistir.
- Cê viu pornô, não viu? Então, cara, não pode usar os dentes, falou? E me avisa se achar uma bosta, não fica se forçando — Wesley comentou, colocando a mão sobre o cabelo do moreno, fitando-o. Parecia levá-lo mais em consideração, apesar de tudo.
Rodrigo acabou sorrindo, embora ainda sem graça.
Era adorável como ele realmente se preocupava, apesar do jeito extremamente direto.
Como que numa reação automática, depositou um pequeno beijo sobre a ponta de seu falo, não se importando com as possíveis provocações que aquilo causaria. Até porque não daria tempo para ele fazê-las, pois lambera a mesma região em seguida, fazendo uma expressão estranha.
O gosto não devia ser exatamente a coisa mais deliciosa do mundo.
- Cara, ainda dá pra fazer outras coisas — ele comentou, notando que o outro rapaz não parecia ter gostado nada daquilo.
- Mas você quer isso — resmungou, ainda não parecendo muito feliz.
Alternava os olhares entre o rosto do rapaz e seu falo, até finalmente tomar coragem para envolver os lábios em torno da glande. Rodeou-a com a língua, pensando que talvez a saliva levasse embora um pouco do sabor estranho.
- Tanto...faz... — Sua fala se tornou um tanto mais lenta ao ter os lábios envoltos em seu membro. Mesmo assim, não havia fechado os olhos e insistido em fitá-lo. Poderia fazer isso e fingir que era uma mulher que estava fazendo. Mas queria saber como se sentiria com ele.
De fato, o sabor parecia mais fraco agora, o que aliviou o moreno. Talvez fosse capaz de ir até o fim caso continuasse daquela forma.
Apoiou ambas as mãos em suas coxas, bem perto de sua virilha, enquanto pouco a pouco tomava mais do falo na boca, começando a sugar suavemente.
Tinha uma vaga idéia de como aquilo seria, mas ainda temia fazer algo errado. Certamente não usaria os dentes.
- Nnn... É estranho te ver quieto, Rodri-boy — ele brincou, sabendo que a boca dele estava muito ocupada para falar qualquer coisa naquele momento, entreabrindo mais as pernas ao sentir o corpo arrepiar com aquela provocação. — Mas cê não tem cara que fala umas putarias não...
- Nnhhh — foi apenas o que saiu de seus lábios, extremamente abafado.
Era maldade pedir que falasse naquela situação, não havia como.
Envolveu uma das mãos na base do pênis, começando a provocá-lo também daquela forma, sabendo ser agradável. Sugou com mais vontade, pressionando a ponta da língua bem contra a glande para depois roçá-la ali algumas vezes, instigando-o.
- Huuuum...? — Dizia em uma entonação de pergunta para abafar o próprio gemido. Realmente estava começando a se sentir bem com aquilo. E ele ficava realmente adorável quando era provocado. Gostaria de dizer mais palavras sujas para perturbá-lo, mas sua mente havia ficado enevoada naquele momento, contorcendo-se suavemente. Não iria puxar a cabeça dele para a frente, como já havia feito algumas vezes, sabia que ele poderia engasgar. E isso era arriscado demais para um novato.
Não parecia ser preciso, também.
O próprio Rodrigo começava a se soltar aos poucos, excitado tanto pelo fato de poder tocá-lo daquela forma sem ser considerado nojento quanto por sentir que ele gostava.
Inclinou o rosto, afastou os lábios apenas para lamber toda a extensão do membro e então abocanhou-o novamente, desta vez até onde aguentava, apertando a mão em sua coxa enquanto sugava vorazmente, a língua fazendo sucção por baixo, realmente deleitando-se com o ato.
Simplesmente poder tocar o corpo da pessoa amada e lhe dar prazer era uma enorme realização.
- A-aah...! — O seu corpo novamente deu um pequeno sobressalto. Aquele mesmo que queria dizer que estava apreciando a situação.
Talvez Rodrigo pudesse relacionar isso com a reação que tivera com o primeiro beijo em seu quarto, ou talvez a sua mente estivesse muito distante para se concentrar neste pequeno detalhe, quando havia outro que o ocupava logo à sua frente.
Wesley conseguia sentir a sua empolgação e isso fazia o seu corpo arrepiar ainda mais, principalmente porque ele parecia gostar do que estava fazendo, e isso dava um aperitivo a mais. Quando estava quase se deixando levar por toda a situação, pensou em uma pequena piada a fazer. — Rodri-boy, cê vai cuspir ou engolir?
O rapaz franziu as sobrancelhas, olhando-o constrangido, afastando os lábios e pressionando apenas a língua sobre a glande, dizendo:
- Cê não devia provocar alguém que tá com seu pinto na boca, é meio perigoso, sabe? — divertiu-se, voltando a sugá-lo com intensidade em seguida.
Apenas estava feliz por ele gostar.
Era embaraçoso, mas também muito gratificante. Ficaria feliz se ele realmente atingisse o orgasmo com aquilo.
- Cê é safado também, seu puto — Wesley deixou escapar, tentando não fazê-lo em um tom tão gemido, pressionando as pontas dos dedos novamente sobre a sua cabeça, chegando a puxar alguns fios de cabelo, sabendo que aquilo era delicioso demais para conseguir resistir.
"Ele vai engolir minha pica", pensou de seu modo chulo, parecendo apreciar a ideia, sorrindo pelo canto dos lábios, apenas mudando a sua expressão ao atingir o ápice, deixando um gemido rouco escapar.
O moreno assustou-se com o jato repentino em sua boca, afastando-se, deixando um pouco sujar seu rosto.
Levou a mão até a boca e fizera uma expressão estranha.
- Ah droga, eu acabei engolindo no susto — disse, sentindo até as orelhas arderem de tanta vergonha.
O outro rapaz começou a rir, não conseguindo resistir ao ver o desespero do outro rapaz por causa disso.
- Como é que cê engole no susto?! Só tu mesmo pra fazer essas merdas — ele continuou rindo um tanto, até notar o seu rosto. — Ah...Tua cara tá cheia de porra...
Um grunhido de constrangimento escapou por seus lábios enquanto ele levantava e abria a porta ao lado da cama, onde ficava o banheiro.
Abrira a bica e jogara uma generosa quantidade de água sobre o rosto enquanto ainda se amaldiçoava por não conseguir fazer as coisas como gostaria. Mesmo assim ainda estava feliz por lembrar das expressões de prazer do outro, ele devia ter realmente gostado.
- Tu engoliu minha porra — ele surgiu por trás do rapaz repentinamente, no banheiro, ainda o fitando pelo reflexo do espelho, sorrindo. — Ah, pô, por que tá limpando tudo?
- Porque eu vou ficar todo melecado? — apenas ergueu o rosto, enxergando-o no reflexo, alguns fios do cabelo pingando.
- Cê não tá passando mal, né? — Por um momento pareceu preocupado, porque ele tinha corrido direto para o banheiro.
- Hm? Não — fechou a torneira, enxugando o rosto na tolha pendurada ali.
- Sei lá — ele se debruçou sobre a porta, ainda fitando-o.
Rodrigo aproximou-se, tentando colocar os fios molhados para trás.
Parecia perdido após o acontecido, não sabendo ao certo como continuar a situação. Na verdade ele mesmo gostaria de algum alívio.
- Posso tomar um banho? — Wesley perguntou a ele com um olhar insinuante.
E novamente sentiu o arrepio percorrer-lhe o corpo apenas ao vê-lo agir daquela forma. Assentiu.
Ele começou a retirar a sua camiseta de marca e jogá-la em um canto do banheiro, ainda o fitando. Ele possuía um corpo mais definido do que ele imaginava, certamente. E também era a primeira vez que o veria completamente nu. Não demorou para que também tirasse a sua calça, cueca e correntes, lançando-as sem muito cuidado no mesmo lugar.
Ele era mesmo rápido.
O outro engolia a seco a cada peça de roupa retirada, fazendo o mesmo consigo mesmo, embora com um tanto mais de pudor.
Era normal trocar de roupa na frente dos amigos, mas sabia muito bem que naquela situação fariam algo muito além de "trocar de roupa", certamente.
Aproximou-se aos poucos, mesmo sem saber ao certo como começar. Não sabia se poderia ainda beijá-lo depois do que fez, então em vez disso mordiscou-lhe o pescoço, como já vira algumas vezes, envolvendo suas costas.
Wesley colocou ambas as mãos sobre a cintura do rapaz, também o puxando para si. Talvez fosse impressão sua, mas conseguia sentir que ele possuía um pouco de cintura, o que lhe causava uma sensação agradável. Conseguia sentir o corpo roçando contra o seu, passando o nariz pelo seu pescoço, também o mordiscando em seguida, empurrando-o na direção do chuveiro.
O outro apenas suspirou, sentindo-se inebriado pelos toques. Deixou-se levar e, quando finalmente entraram no chuveiro, ligou a água. Estava um pouco fria no início, mas aqueceu-se aos poucos.
Wesley começava a se deixar levar pelo clima novamente e o prensava contra a parede, mordiscando o seu pescoço diversas vezes e sugando-o. O gosto de sua pele era diferente de tudo que já tinha experimentado, mas não se importava. No calor do momento, afastou as suas pernas e começou a prensá-lo, sem pensar direito em seus atos.
- Ah! — escapou um tanto mais alto do que gostaria ao sentir o loiro entre suas pernas daquela forma, começando a apertá-lo contra si com mais vontade.
Também inclinava o rosto em sua direção, tentando sugar seu pescoço ao mesmo tempo, embora fosse difícil. Ele realmente começava a tomar o controle da situação, o que o deixava perdido. Mesmo assim não deixava de ser delicioso. Conseguia sentir perfeitamente o falo rijo a pressionar, extasiando-o.
- Eu só não te como agora porque sei que vai doer pra cacete — ele disse em sua orelha com uma voz entredentes, ainda com os lábios colados lá, subindo e descendo as mãos pelo seu corpo antes de alcançar o pênis do moreno, começando a manipulá-lo com vontade, subindo e descendo a mão, deslizando-a.
- A-aah — soltou tremido, o corpo todo se retesando ao ouvi-lo dizer aquilo. Era constrangedor como aquele tipo de coisa realmente o excitava, não esperava que fosse acontecer. — Wesley — chamou baixinho, também envolvendo seu sexo com uma das mãos, instigando-o.
Na verdade sentia-se imensamente provocado, como se prestes a explodir apenas com aquilo.
- Ah, nem te falei, esqueci — continuou com os lábios colados na mesma direção, pressionando-os, realmente precisando conter a vontade de penetrá-lo a seco, por mais que sentisse necessidade disso. — Seu pau é grande — deu uma pequena risadinha, continuando a provocá-lo com a mão, pressionando-o mais.
- Wesley! — o tom era um tanto mais desesperado dessa vez, e gemido. Agarrou-se a ele com vontade, arranhando-lhe a nuca, incapaz de conseguir se conter.
Atingir o orgasmo com aquelas palavras era realmente vergonhoso, mas não conseguira evitar.
- Cê gosta de ouvir putaria, não é — ainda massageou o seu pênis de forma provocante mais algumas vezes, mesmo após o seu gozo, passando em seguida a mão suja pelo seu abdômen e subindo até o seu tórax. — Do que mais a gente pode brincar, Rodri-boy? Minha pica ainda tá dura. Ah, cê sabe disso — sorriu de modo pervertido.
Um "nnnhhh" escapou roucamente por seus lábios, apertando-se mais no corpo do loiro ao ser provocado de várias formas diferentes. Daquela forma acabaria tendo o membro rígido muito mais rapidamente do que o esperado.
- A-ainda tem uma coisa que você quer fazer, não tem? — aquilo era mesmo constrangedor de se dizer, sequer acreditava sugerir algo daquele tipo.
- Cê é bem esperto, viu? — Ele brincou, mordiscando uma de suas orelhas, a respiração quente batendo contra a sua pele, no mesmo local. — Tem sim.
- Nnnhh — inclinou-se suavemente para o lado, gemendo baixinho ao ser provocado, respirando fundo. Sequer acreditava estar prestes a fazer aquela pergunta, mas era necessário. — Você quer que eu vire?
Wesley achava que Rodrigo estava sendo muito corajoso. Além de doer, também correria o risco de sangrar e machucá-lo, ainda mais sem lubrificante algum. Mesmo assim, ele ainda parecia disposto a isso. Foi então que ele olhou para a parte que o moreno armazenava sabonetes e xampus. Ele não era mulher, não deveria ter nenhum produto, mas poderia arriscar e perguntar.
- Pode ser, mas cê tem algum creme?
- Creme? — surpreendeu-se com a pergunta, pegando o seu próprio condicionador. Fora a primeira coisa que viera à sua mente quando ouvira aquela palavra.
Aquilo era revelador. Também havia homens no mundo que usavam condicionador. E Rodrigo era um deles. Mas deixaria suas gracinhas para depois.
- Ah, que se foda, acho que serve esse aí mesmo — ele respondeu, colocando um pouco do creme em mãos, afastando-se, esperando ele se virar.
Rodrigo hesitou por alguns instantes, mas virou-se aos poucos, apoiando as mãos espalmadas sobre os azulejos.
Respirou fundo diversas vezes, tentando se acalmar.
Não gostava de dor, apenas o pensamento do que estava prestes a fazer o apavorava, mas ao mesmo tempo desejava dar prazer ao amado, assim como senti-lo junto a ele. Realmente esperava que pudessem os dois se sentirem bem.
- Cê tem que relaxar, ok? Fica calmo — Wesley comentou baixinho, encostando o queixo sobre o seu ombro, novamente respirando perto de sua orelha. Quando pensou que ele fosse adentrar o pênis de uma vez, tinha o feito apenas com o dedo lambuzado de creme. — Fala primeiro se essa porra não arde.
O outro apenas assentiu, pressionando os dígitos contra os azulejos frios.
- Ah! — escapou esganiçado de seus lábios ao sentir o dedo em seu interior, curvando-se mais sobre as próprias mãos.
Era dolorido, sim. Chegava a sentir o próprio corpo se apertar mais por conta do dedo se forçando, embora realmente não quisesse dificultar as coisas ainda mais.
Wesley estava pensando que se ele não fosse capaz de suportar apenas um dedo, também não conseguiria suportar algo bem maior do que isso, certamente. Mesmo assim, não afastou e continuou a adentrá-lo lentamente, até quase todo o seu dedo médio invadí-lo.
- Tu é bem apertadinho — ele comentou, sorrindo.
- Claro, eu nunca fiz isso antes — a voz saía tremida e dolorida por conta da situação. Apesar disso, não conseguiu evitar que um arrepio percorresse sua espinha ao ouvir a provocação.
Levou uma das mãos para trás e tateou até encontrar a outra do rapaz, colocando-a sobre o próprio falo, num pedido mudo. Sabia que sentir prazer em outra parte de seu corpo o faria relaxar o bastante.
- Eu sei que cê não deu o cu, besta — ele riu, voltando a recostar o queixo sobre o seu ombro, notando o interesse do outro rapaz. — Quer que eu mexa na sua pica... — Deslizou também a outra mão pelo pênis do outro rapaz enquanto continuava a explorar o seu interior com o dedo.
- E-ei! — resmungou, fechando os olhos, contorcendo-se ao sentir também o queixo naquela região. — Porque eu vou relaxar se me sentir bem de novo — escolheu bem as palavras, sentindo agora vários pequenos choques de prazer pelo corpo.
Realmente, começava a se acostumar com o pequeno volume em seu interior, encostando agora a testa sobre um dos azulejos.
- Então fala que cê se sente bem quando eu pego na sua pica — mordiscou a sua orelha, certamente o provocando, pouco se importando se ele estava acostumado com aquele palavreado ou não.
Quando sentiu que ele estava acostumando e seu interior estava relaxando, começou então a adentrar um segundo dedo, aumentando a velocidade com que provocava o seu pênis, ainda parecendo se divertir.
- Ah! — inclinou o rosto na direção de sua boca, um rastro de calor e arrepios deixados por onde o loiro provocava. — Eu — mordeu o lábio inferior, estremecendo. Era constrangedor depois, então falou tudo de uma vez. — Eu me sinto bem quando você pega na minha pica — o fato de ser verdade não deixava a frase menos vergonhosa, definitivamente.
Começava a perder a noção do próprio corpo, aliás.
Movia o quadril para frente e para trás suavemente, tentando acompanhar a provocação na frente, acabando por sentir a de trás mais intensa. Mesmo assim não parava, embora mordesse uma das falanges vez ou outra.
- E que cê quer dar pra mim agora — Wesley começava a se empolgar ainda mais com as ações intensas do outro rapaz, pensando que não conseguia mais ser tão cuidadoso por tanto tempo, não quando o outro começava a se contorcer e se esfregar assim.
Os dedos escorregaram repentinamente para fora do corpo do outro rapaz, deixando-o com uma sensação de vazio apenas momentânea, pois logo em seguida o loiro começara a pressionar a glande contra a sua entrada.
O gemido do moreno saiu mais alto por conta do susto.
Contraiu-se por um instante, mas as provocações em seu falo ainda eram muito intensas para que conseguisse manter a consciência intacta por muito tempo. Sequer estava acostumado a ter outra pessoa tocando seu corpo, o que o tornava-se completamente indefeso àquele tipo de investida vindo da pessoa amada.
- Eu...! Eu quero dar pra você! — sua voz possuía um tom extremamente gemido conforme se apoiava na parede com o restante de suas forças, não podendo negar estar ansioso pelo que viria em seguida. Apenas esperava que o creme fosse lubrificante o suficiente.
- Nnnnn... — Wesley parecia realmente empolgado com o fato do outro jovem corresponder tão bem às suas provocações, mordiscando novamente a sua orelha, atacando o seu pescoço, satisfeito também com sua adorável obediência, fazendo exatamente o que ele desejava. Isso fora o suficiente para pressionar um pouco mais a ponta de seu membro, conseguindo adentrá-lo aos poucos, com um tanto de dificuldade, soltando um gemido rouco — Cê é mesmo apertado, nossa...
Um gemido escapou desesperado, embora o moreno tentasse abafá-lo ao morder o indicador, esfregando a testa sobre a superfície fria da parede.
Era muito intenso e definitivamente dolorido, mesmo que o calor de seu pênis causasse uma sensação quase agradável. Esperava conseguir apreciá-la quando se acostumasse mais.
- Ssssshh...! Se tua mãe ouvir ela vai achar que eu to te matando! — O loiro resmungou baixinho perto de sua orelha, ainda o adentrando mais, de forma lenta, sabendo que não conseguiria abrir passagem facilmente.
Enquanto esperava o jovem relaxar mais, continuava a massagear o seu membro, agora mais amolecido do que antes, provavelmente por causa da dor que sentia.
- Nnnhh — soltou num grunhido, esforçando-se para conter os gemidos ao máximo. — Wesley — chamou novamente, desta vez tentando virar o rosto em sua direção. — É difícil — a voz saíra baixa, mas ainda dolorida, esforçava-se para sussurrar.
Apertou os olhos e os sentir arder um tanto, tentando manter a calma.
Mas era estranho.
Mesmo sentindo uma dor realmente intensa, não parecia disposto a parar.
O calor do outro roçando contra si, a mão em torno de seu peito e a outra estimulando seu falo demonstravam como ele realmente se esforçava para fazê-lo sentir-se bem. Isso sem falar de como o adentrava devagar, com cuidado para não machucá-lo muito, embora fosse inevitável até certo ponto. Já ouvira que a primeira vez era dolorida mesmo para mulheres.
Em todas aquelas ações, sentia o carinho do rapaz, mesmo que ele não dissesse diretamente. Era mesmo adorável.
Segurou firme a mão sobre o próprio peito, entrelaçando os dedos nos seus, incentivando-o a a continuar. Gostaria-se de levar aquilo até o fim, certo de que apreciaria o contato íntimo.
- Cê disse que queria, seu malinha — O outro rapaz tentara resmungar, mas sua voz saíra um tanto gemida, afetada pelo fato de estar dentro do outro e sentí-lo se contorcer em algumas situações.
Aproveitou a pequena abertura que havia sentido e finalmente conseguiu adentrá-lo completamente, suspirando e deixando um sonoro "nnnn" escapar, apertando suavemente a mão contra o membro do moreno.
- E-eu quero — também escapara gemido, contorcendo-se e pressionando o quadril ainda mais contra o seu ao sentir o pênis tão instigado, arfando sem parar. — Mas não posso fazer parar de doer com mágica — apertou mais a mão que segurava, sentindo-se mais extasiado ao tê-lo por inteiro em si.
Era uma sensação de realização, mesmo que ainda não tivessem terminado o ato, mesmo que ainda fosse dolorido.
- Eu te avisei, cê sabe — permaneceu com o membro completamente em seu interior, sem se mover, esperando que em algum momento ele se acostumasse com a situação, e enquanto isso, deslizava a língua pelo seu pescoço, explorando a pele molhada pelas jatos do chuveiro, provocando o membro no mesmo ritmo no qual tinha intenção de se mover, fazendo a mão escorregar de um modo bem devagar, provocando-o.
- Eu sei, mas... Ah! — soltou, cobrindo a boca logo em seguida, tentando abafar a sequência de gemidos que se seguiram.
Ele era muito hábil com aquela boca, definitivamente. A mão também o fazia se contorcer sem parar, tanto que chegou a roçar a bochecha contra a parede, completamente entregue à sensação deliciosa de todas as provocações.
O pênis em seu interior parecia ter finalmente encontrado um lugar confortável, embora ainda fosse pressionado pelos espasmos de prazer de Rodrigo, tentando agarrar-se ao outro o máximo possível, embora fosse difícil naquela posição.
- Nnnnn....! Cê sabe que meu controle tem limite, não é? — Wesley comentou repentinamente, não conseguindo mais ficar parado por tanto tempo, principalmente ao sentir o outro rapaz se contorcendo e parecendo apreciar muito a situação.
Começou a mover o próprio quadril, ameaçado prensá-lo contra a parede por alguns instantes, recuando logo em seguida. Quando pensou que fosse parar, voltou a fazer o mesmo ato, diversas vezes, provavelmente já perdendo o controle de si mesmo, envolto pelo próprio prazer.
Mas o ato não parecia tão dolorido quanto antes, muito pelo contrário.
Sentia espasmos intensos cada vez que o pênis o pressionava completamente, pressionando um ponto em seu interior que jamais pensava existir.
Ergueu a cabeça para trás e arregalou os olhos, chegando a sentir uma pequena falta de ar, então sendo provocado no mesmo lugar uma segunda vez. E uma terceira, e quarta, incontáveis vezes, fazendo-o se contorcer da forma mais desesperada possível, agarrando-se à parede, sendo a sensação tão intensa que chegava a assustar, fazendo-o tentar fugir da mesma.
Chamou-o, o nome tão gemido que era quase irreconhecível, apenas demonstrando o quanto realmente se sentia bem.
- Cê não vai escapar — o outro rapaz soltou a mão que estava em seu peito e a colocou em seu quadril, segurando-o firmemente, fazendo questão de mantê-lo perto de si, investindo contra seu corpo diversas vezes, não conseguindo mais parar. — Eu sei que cê gosta do meu pau bem enfiado no seu cuzinho — e o palavreado de Wesley parecia piorar gradualmente a cada vez que ele se excitava mais, perdendo todo o pudor que tivera anteriormente, se é que havia mesmo algum.
Mas Rodrigo sequer tinha condições de reclamar sobre como seu palavreado era embaraçoso, pois as investidas sobre seu corpo eram simplesmente intensas demais.
- N-não vou? — fora tudo o que conseguira falar e mesmo assim com muita dificuldade. Continuava a esfregar a bochecha sobre os azulejos, e, antes que pudesse pensar em fazer qualquer coisa para provocar mais o outro, sentira o membro latejar um tanto e, pressionando os corpos apenas um tanto, sentira-se atingir o ápice.
Sentia-se mesmo patético, mas não conseguia evitar. Fora mesmo muito bom.
Aquele movimento fora o suficiente para Wesley investir contra o seu corpo com ainda mais intensidade, parecendo satisfeito por ver que também tinha feito o jovem gozar com algo que inicialmente achara impossível, por parecer dolorido. Pressionou mais uma vez o quadril contra o seu com força, afundando o rosto em sua nuca e soltando um gemido abafado, também atingindo o ápice, estremecendo um tanto com isso, em deleite.
- Ah! — o jovem na posição passiva soltara repentinamente ao sentir algo além preenchendo seu interior, meio desorientado com a sensação. — A camisinha — foi quando lembrou, mas já era tarde demais.
Apenas se contorcera um pouco mais ao sentir sua respiração na nuca, inclinando a cabeça para trás. Ainda era uma região sensível, mesmo após o orgasmo.
- Cê não vai engravidar e eu não tenho doença, sossega o rabo — o outro rapaz respondeu, rindo, embora soasse um tanto rouco pelo cansaço, entendendo como era a sensação de gozar dentro de uma pessoa, achando aquilo agradável.
Pensou em perguntar como ele poderia ter tanta certeza, mas ficou quieto.
Apenas suspirou e novamente segurou sua mão livre, puxando-a para si. Era o mais próximo que conseguiria chegar de um abraço estando naquela situação.
- O que cê tá fazendo? — O outro não entendia aquele ato, não tendo ideia de como deveria interpretá-lo.
- Carinho? — perguntou inseguro, ponderando se deveria ou não soltar aquela mão.
- Cê é mó viadão mesmo, eihn — e deu um sonoro tapa em sua bunda, fazendo-o repercutir no resto do banheiro.
O tapa em si não doera realmente, mas não conseguiu evitar o nó na garganta se formar ao ouvir aquela frase.
- É... Talvez eu seja, mesmo — mas, em vez de soltar aquela mão, acabou apertando-a um tanto mais forte, trazendo-a para perto dos lábios e beijando as costas da mesma.
- Ei, cara, sério, por que cê faz essas coisas?
Wesley era uma figura estranha. Não parecia se importar em fazer sexo selvagem com ele, mas se sentia desconfortável e não conseguia pensar em nenhuma reação adequada para um beijo na mão.
- Não sei, é a primeira vez que faço essas coisas, lembra? — achou graça de si mesmo, entrelaçando os dedos nos seus. — Mas eu sinto vontade, não consigo evitar — deu de ombros, não se importando muito pela vontade de afagá-lo e afins.
- As potranca não faz isso comigo não, é diferente — ele respondeu, começando a ficar realmente constrangido com o modo como a sua mão era acariciada, acabando por enfiá-la no rosto do outro rapaz, brincando.
- Ei! — riu da situação, embora não desistisse, beijando desta vez a palma de sua mão. — Você não está acostumado com carinho, então?
- Vai se fodeeeeer! — E começou a esfregar a mão sobre a sua cara. O seu "carinho" era realmente agressivo.
- Mas você acabou de fazer isso — embora brincasse, também estava constrangido por fazer aquele tipo de brincadeira. — E qual é o problema de eu fazer isso, afinal?
- Eu sei lá. Porra, olha como meu dedo enrugou — ele riu, somente notando o tanto de tempo que estavam embaixo da água ao olhar para a própria palma da mão.
- Ah! — apressou-se em desligar o chuveiro, embora ao fazê-lo sentisse algo escorrer por entre suas coxas, torcendo para que fosse apenas água.
- Porra!
E neste momento, não soube se Wesley estava falando aquilo como uma figura de linguagem, ou se queria mesmo dizer aquilo diretamente. O que importava era que olhava para o vão de suas pernas.
Rodrigo passou a mão pela região e franziu as sobrancelhas, abrindo o chuveiro novamente.
Precisaria ao menos tirar o excesso, ou sujaria suas roupas.
Wesley fez questão de esperá-lo e chegou a cruzar o braço, recostando-se em uma das paredes para observá-lo, sorrindo.
Embora a expressão do rapaz o deixasse constrangido, não era realmente algo ruim.
Deslizou a água e pegou a toalha pendurada num gancho na parede, enxugando-se e entregando-a ao outro logo em seguida.
- Eu não peguei outra antes, então tem que ser essa, mesmo.
- Isso, dá toalha molhada pra visita — ele implicou, mas acabou se enxugando com aquela mesma, não parecendo se importar com isso no final. Começou a resgatar as roupas que havia jogado de qualquer modo e vestindo-as.
- Cê me pegou de surpresa, não posso fazer nada — mas parecia de bom humor, também pegando as roupas e se vestindo, voltando então para o quarto. — Até quando você pode ficar?
Sabia que ele não tinha tantas folgas assim e provavelmente gostaria de voltar para casa antes do trabalho, mas não custava perguntar.
- Opa, quando o povo pergunta isso é porque a visita tem que cair fora — Wesley começou a se apressar em colocar os acessórios que também havia deixado caídos no banheiro. Havia interpretado a mensagem do outro rapaz de forma errada, mas não parecia ofendido.
- Não! — soltou com um pouco mais de intensidade do que gostaria, instintivamente segurando um de seus braços, acanhando-se disso logo em seguida. — É o contrário — coçou atrás da cabeça, constrangido.
"Queria que você pudesse ficar aqui pra sempre", mas não se atreveria a dizê-lo em voz alta.
O rapaz ficou surpreso, pois não esperava que ele fizesse tanta questão de ter a sua companhia.
- Eu teria que acordar cedão pra ir pro trampo, tem problema?
- Não tem, se não for problema pra você — dizia enquanto movia a cabeça para os lados. — A gente não tem conseguido se falar direito esses dias, então — o tom de voz foi baixando aos poucos.
Realmente sentia sua falta, afinal.
- Cê tem razão. Do que que a gente falava mesmo quando trabalhava? — Wesley achou graça de si mesmo, pois eles eram o tipo de pessoa que nada tinham em comum, mas mesmo assim conseguiam manter uma relação.
- A gente tentava mostrar pro outro do que gostava? — achou graça, ligando o computador. Sempre havia algo divertido para mostrar nele. — E sobre o que acontecia no trabalho também, eu acho.
- Eu não podia mostrar funk no meio do trampo, cara. Tem muita putaria — ele riu de leve, sentando sobre a cama do outro, fitando-o. — Teu cu tá doendo?
A pergunta fora feita absolutamente do nada.
- Mas você mostrou no ônibus e-- — ficou mudo repentinamente, apenas conseguindo entreabrir os lábios, em choque. — Eu... Ele está... Incomodando? — sentia as bochechas arderem fortemente. — Mas não está doendo, eu acho — era mesmo uma pessoa muito sincera.
- Sério? Eu ouvi falar de gente que até saiu mancando depois de dar o cu, de tão doído que ficou — Wesley ainda não estava conseguindo acreditar nisso, fitando-o. — Eu não rasguei tuas pregas, né?
- C-claro que não! Pare de fazer essas perguntas! — e sentou-se na beirada da cama, levantando-se em questão de segundos. — É, dói.
- Faz um furo no meio do seu travesseiro e senta — o outro rapaz riu um tanto, dando alguns tapinhas em suas costas.
- Cala a boca! — resmungou, trazendo o laptop mais para perto de ambos, colocando-o sobre o colo do loiro. — O que você costuma ver na internet? Sem ser pornô — completou antes que ele o dissesse.
- Costumo ver as novinha rebolando e dançando o batidão! — Ele fez um pequeno gesto de dança, mas tomou cuidado logo em seguida, notando que o computador começava a tombar para o lado, segurando-o.
- Ei, segura isso direito! — resmungou, ajoelhando-se ao lado dele, inclinando a tela na própria direção. — Além disso? — tentava achar um meio-termo para ambos.
- Tem o facebook. Cara! Até na favela o povo usa o facebook! Todo mundo conhece essa porra!
- Imagens engraçadinhas? — abrira então um sorriso, parecendo feliz por finalmente encontrar algo em comum.
- É, tem muita coisa pra dar risada lá — concordou, digitando então o endereço do site. — Cê não quer mesmo ver um pornozão gostoso?
- Eu não, vai que você se empolga de novo — resmungou, ainda tentando encontrar uma posição confortável.
- Quem tem cu, tem medo — rira, notando que a página havia aberto direto na página de Rodrigo, surpreso com o conteúdo de sua página. — Que porra é essa, só tem desenho. Cadê sua foto de verdade? Quem é esse Utirra?
- Sou eu — resmungou, fitando-o. — E não tenho minha foto no ícone principal.
- Puta, cara. Puta, cara — ele não sabia se ria ou se chorava daquela situação. — Que cê tem contra sua cara?
- Só não quero ficar mostrando ela de graça, oras — começou a descer o cursor, olhando as atualizações de seus amigos.
- Aê, não tô entendendo porra nenhuma — ele inclinou o rosto, fitando a tela mais de perto, como se isso fosse ajudar.
- O que você não entende? — ergueu o rosto em sua direção, confuso.
- Essas piadas de desenho aê. Que que tem um guarda-chuva?
- Ah, tem um anime que a menina cai com o olho num guarda-chuva e morre — disse despreocupadamente, continuando a descer a barra de rolagem.
- Algum trouxa tem medo disso? — Perguntou, rindo, ainda não compreendendo a maioria das piadas que eram feitas.
- Foi uma cena forte — assentiu para si mesmo, sequer notando que praticamente deitava a cabeça nas coxas do outro para mexer no computador.
Wesley pareceu não se importar com isso, ou ao menos fingia que aquilo não estava acontecendo muito bem, pois não havia tomado atitude alguma.
- Cê vê filme de terror?
- Hm? Sim, às vezes. Você gosta? — ainda olhava para a tela e achava graça de certas coisas, sequer erguendo o rosto em sua direção.
- Gosto, tem uns filme aí que é engraçado de ver — ele chegou a bocejar, recostando-se mais sobre a parede que ficava colada na cama.
- Você vai aguentar, com esse sono todo? — achou graça, finalmente olhando em sua direção.
- Aí é que eu vou acordar, cara — começou a cutucar a sua testa e o seu nariz logo em seguida. A sua forma de mostrar carinho era mesmo muito estranha.
- Tá bom, tá bom! — afastou sua mão do próprio rosto, rindo. — Procura alguma coisa pra gente, então. Eu tô sem idéia.
- Põe O Iluminado. Não entendo porra nenhuma, mas é legal pra cacete aquele filme! — Ele também ria um tanto, parecendo se divertir.
- Como você pode achar legal se não entende? — divertiu-se, mas deu de ombros, procurando em algum lugar para baixar o tal filme. Nunca havia visto, afinal.
- Porque o cara é muito louco. E é maneiro — ele riu quando viu o outro rapaz começando a digitar em uma posição engraçada, pois ainda estava em seu colo. — Cê tá todo torto!
- Eu sei, mas dói se eu sentar — sentou falar sem se constranger, em vão.
- Pensei que cê gostava do meu colinho — ele disse brincando, passando a mão de uma forma grosseira pelo seu cabelo, quase o esfregando.
- Eu gosto — acabou sorrindo, não parecendo achar o carinho ruim, apesar de um tanto bruto.
Wesley fez um leve bico, mas não queria admitir que ficou constrangido ao presenciar aquela reação e o sorriso dado pelo outro rapaz. Não queria considerá-lo adorável e muito menos se afeiçoar, mas aquilo parecia algo que ele não tinha mais direito de escolha.
Notas finais
[Kurama-chan]: Eu estou surpresa, na verdade. Depois de tudo que eu tinha postado, eu achei que ninguém mais fosse deixar review na fic, mas aconteceu justamente o contrário, a fic recebeu ainda mais reviews do que o normal! E com comentários muito mais elaborados! Fiquei muito feliz com isso! Obrigada!
E outra coisa, bem...Na verdade...É a primeira vez que eu escrevo um lemon que se utiliza de linguagem extremamente chula (sério, chequem as outras fics, é bem diferente), então sinto um pouco de vergonha. MAS, não conseguiria imaginar o Wesley sendo o Wesley sem utilizar essa linguagem, então espero que relevem isso e tenham uma boa leitura. Até mais!
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