– Pra sua casa? — piscou algumas vezes, surpreso. Raramente era chamado para a casa de seus amigos, que dirá de alguém que acabara de conhecer. — Onde é? Fica longe? Acho que preciso avisar meus pais antes — realmente soava como uma criança.

– Cê pede permissão pra sair com essa idade? — Ele acabou rindo um tanto, desviando o rosto para o lado. — Quando trepá, vai pedir permissão pra mamãe também?

– Eu ainda moro com eles — grunhiu, mandando uma mensagem de texto para a mãe. — Ei, pára de encher! — e novamente o rosto enrubesceu um tanto por conta do assunto. Sentia-se desconfortável com ele.

– É só nós dois, não pode então falá disso? Aposto que cê se masturba também. Todo mundo bate uma. Até as novinhas.

– S-sim, mas — começou a caminhar para fora do shopping junto ao outro. — Como você consegue falar disso assim com quem acabou de conhecer?

– Porque cê é homem também, ué — ele acabou rindo um tanto, não entendendo a dificuldade do outro rapaz. — E eu nem te mostrei metade.

– Metade? — ah, tinha a impressão que seria uma visita muito constrangedora, caso ele continuasse a ser provocado daquela forma.

– É, vem cá, chega aqui perto, cara — e então o puxou para um canto, abrindo um vídeo no celular dele, mostrando mulheres rebolando ate quase o chão, começando a tirar a roupa logo em seguida.

Rodrigo engoliu em seco. Era sorte sua ter a pele mais morena, ou teria corado até as orelhas. Eram mesmo mulheres bonitas, ainda por cima fazendo atos tão sensuais.

– T-tá bom, já entendi — e afastou um tanto o celular para fora de seu campo visual. Não gostaria de ter uma ereção num ambiente público.

– Cê tá sentindo falta, né? — O sorriso de Wesley adquiriu uma feição sacana, como a de quem queria provocá-lo, mas nada fizera, guardando o celular de volta.

– Você é mesmo um baka — resmungou, enfiando ambas as mãos nos bolsos. — Qual ônibus cê pega? — respirou fundo enquanto tentava se acalmar. Não podia negar que aquilo o estimulara um tanto, precisaria de algum tempo para voltar ao normal.

– Eu sou o quê? — Perguntou novamente, tendo a impressão de já tê-lo ouvido falar isso anteriormente. — E ele vai chegar logo logo, vamô lá no ponto.

– Tá bom — apenas o acompanhou, não demorando para pegarem o ônibus. E, durante o caminho, Wesley ligou o som do celular. — Ei, por que você faz isso? — perguntou, um tanto inseguro.

– Isso o quê, cara? — Olhou na direção do outro rapaz, sorrindo, não percebendo sobre o que ele estava falando.

– Ouve música sem fones — franziu um tanto as sobrancelhas, observando-o. — Nem todo mundo quer ouvir a mesma coisa que você.

– Um cumpadi me disse que pegou um monte de novinha assim. Faz parte do movimento, é o jingado, o batidão tem que ser ouvido alto — ele jogou o celular na direção do outro rapaz, não parecendo se importar caso ele quebrasse ou caísse. — E meu aparelho é foda, não é? Olha ele aê, cara!

– Ah! — apressou-se em pegá-lo, mas o mesmo desligou em suas mãos alguns instantes antes de parar. Não gostaria de quebrar um pertence do outro, mesmo que tocasse música ruim. Resmungou. — É legal, mas você devia mesmo usar fones. É ruim incomodar os outros! — procurou até encontrar a função que desligava o som.

– Cê tá muito nervoso, relaaaaaaxa, cara — ele sorriu, pegando o celular de volta e o guardando no bolso, achando melhor não ligá-lo de novo, ao menos naquele momento.

– Eu sou? — estranhou. Pensou que aquele tipo de pensamento fosse o mais normal. Não demorou até que chegassem na casa do rapaz, embora fosse um tanto mais afastada do que esperava. Era uma casa de subúrbio, bem perto de uma favela. Começou a ficar apreensivo.

– Bem-vindo a minha humilde casinha, pode ficá à vontade — ele disse, ainda sorrindo, abrindo a porta da casa para ele. — Não fica branco assim não. Tando comigo, ninguém vai mexer com tu. Fica calmo aí.

– M-mesmo? — apertou a mochila contra si. Talvez fosse melhor não ter trazido tantos de seus tesouros, mas não sabia que dormiria fora naquela noite. Foi quando percebeu. — Ah, eu nem trouxe nada — acompanhou-o para dentro da casa extremamente simples.

– Com essa mochila gigante? Não tem nada aí? — Ele acabou rindo, abrindo-a e procurando algo, ao menos uma escova de dentes. — Porra, cara! Só tem gibizinho aqui dentro!

– Eu disse! — novamente resmungou. — E por que eu traria isso se não ia dormir fora de casa?

– Por que cê levou uma mochila tão gigante pro trampo então? Tem mais nada dentro a não ser... as mangas? — Ainda não tinha decorado ao certo o modo como deveria chamar aquilo.

– Eu acabei me empolgando, não consegui escolher o melhor pra você ler — resmungou, arrumando novamente as coisas na mochila, preferindo ignorar seu erro de pronúncia, começando a ficar cansado de brigar.

– Tu carregou um monte de coisa pesada nas costas por minha causa? — Ele começou a olhar para o rapaz com uma feição boba, de quem não acreditava que ele tinha feito mesmo aquilo.

– Bem, sim! São todas histórias boas e eu queria que você lesse tudo — ainda tinha alguns em mãos enquanto o acompanhava até o quarto. — Mas eu sei que não ia dar tempo — olhou fixamente para a capa de um rapaz com chapéu de palha e colete vermelho. — Foi uma coisa bem idiota, parando pra pensar — resmungou consigo mesmo.

– Doidão o cara aê, nem sei o que deu nocê — ele achou graça, pegando o outro que ele tinha em mãos pra folhear, novamente o lendo da esquerda para a direita, esquecendo-se de que tinha que fazer ao contrário. — Fazê tanta questão assim.

– Porque você pareceu legal — admitiu, um tanto constrangido, finalmente deixando a mochila no chão. — Era diferente do que eu imaginava.

– O que cê imaginava que eu era? — Era interessante ver a mentalidade de outra pessoa, provavelmente de uma classe social mais alta do que a dele. Percebeu isso pelo seu medo quando entraram naquele bairro e pouco antes de chegarem em casa.

– Não sei... — sentiu-se então constrangido, pois tinha noção que ele sabia o que pensava. — É só que as pessoas falam tanto que no fim eu acabo acreditando — desviou um tanto os olhos.

– Então cê tá começando a mudar de ideia por minha causa também? — Ele se inclinou um tanto em sua direção, sentando e se debruçando num sofá próximo, sorrindo.

O moreno assentiu, coçando um tanto atrás da cabeça.

– Cê mora sozinho? — finalmente perguntou, tentando mudar de assunto.

– Moro sim — ele respondeu, ainda folheando o mangá que tinha em mãos.

– Ah... Está gostando? — aproximou-se e notou que ele lia na ordem errada, explicando novamente como fazê-lo corretamente.

– Aaaaah tá, agora essa porra faz mais sentido — ele acabou rindo, não achando a história de todo ruim assim. — Lembra uns gibis que eu lia quando era pirralho, até que eu gostava de pirata.

– Não é gibi! — novamente resmungou. — Pelo menos cê tá gostando — suspirou. Fora o bastante para fazê-lo sorrir um tanto, sentando-se ao seu lado, tentando enxergar qual parte ele lia.

– Cê vai acabar caindo no meu colo assim — ele brincou, continuando a ler a sequência, por vezes se perdendo em algumas partes, pelo costume de ler da esquerda para a direita, mas logo se achava.

– Claro que não! — resmungou, ficando constrangido e afastando-se. Ainda espiava de vez em quando, corrigindo a ordem em que devia ler.

– Como foi que cê começou a gostar desses bagulhos aê? — Ele fez uma pausa ao terminar de ler um capítulo, se espreguiçando. Não parecia acostumado a ler por muito tempo, mesmo revistas com gravuras como aquela.

– Eu vejo os que passam na televisão, aí descobri que vendiam assim também — deu de ombros. — E fui ler. A história dos mangás costuma ser mais completa que a dos animes.

– Animii? — Ele não parecia compreender aquela palavra. Era como se ele estivesse falando em outra língua. E realmente estava.

– É a versão animada, sabe? Ah... Você tem computador? — pensou que talvez fosse mais fácil simplesmente mostrar.

– Claro que tenho, demorô — ele foi para a outra sala e voltou logo em seguida com o seu notebook, começando a ligá-lo e entregando para o ouro rapaz. De wallpaper, havia duas mulheres com bastante busto se abraçando, apenas de biquíni fio dental.

O moreno ficou um tanto constrangido ao ver aquilo, mas preferiu ignorar. Abriu o browser da internet e entrou num site que passava animes online, pondo para carregar um de seus preferidos.

E assim aparecia um rapaz todo de preto, em algo semelhante a um jogo de RPG online.

– Isso é anime! — disse orgulhosamente, só faltando bater no próprio peito.

– Aaaaaaah, tá! É um desenho! — O rapaz sorriu, sentando-se de um modo mais confortável no sofá.

Mal ele sabia a repercussão que iria causar pelo que havia dito. Não tinha a menor ideia.

Os olhos de Rodrigo se arregalaram, sequer acreditando no que acabara de ouvir. Era ainda pior do que chamar seus preciosos mangás de gibis!

– É anime! — quase gritou, imensamente frustrado com a situação. — Não compare com desenho! Desenho é tudo coisa de criança, anime não! Anime é sério, tem história e mais um monte de coisa! — quase abanava os braços no ar enquanto falava, extravazando sua agonia.

– E daí? Desenho é maneiro. Eu gosto de Simpsons — tinha dito a primeira série que havia passado pela sua cabeça que não era infantil, e sim, considerava um desenho. — Isso aí não é desenho japonês?

– Sim, então é anime, não confunda! — bufou e sentou-se novamente no sofá, irritado.

Por que a maioria das pessoas tinha tanta dificuldade em compreender algo simples como aquilo, afinal? Malditos ignorantes, que todos morressem pelas mãos do poderoso Light.

– Olha o cara... Cê acha que Simpsons é pra criança? — Ele não resistiu, perguntando.

– Eu...! — e se viu sem saída. Assistira alguns episódios e, de fato, o conteúdo não era assim tão infantil. Começava a se agoniar quando pensou numa resposta. — Ah, mas isso é cartoon!

– Deixa de ser desenho? Ah, foda-se — Ele resolveu dar de ombros. Na verdade, não entendia quase nada de desenhos, só que eram divertidos de ver quando não se tinha nada pra fazer.

E então, no meio do episódio, apareceu uma jovem de capuz preto e longos cabelos castanho-claros.

– Ela não é linda? — abriu um largo sorriso, finalmente se acalmando. Na verdade quase suspirava feito um bobo apaixonado.

– É, é — ele decidiu não contrariar muito o outro rapaz, embora na verdade a achasse uma criatura muito estranha com aqueles olhos enormes.

Enquanto o episódio se passava, o rapaz continuava a falar sobre como a moça era bonita e talentosa e especial e como ficava triste por não existirem meninas daquele tipo de verdade. Como era uma pena e um desperdício, pois ficaria extremamente feliz em ter uma namorada assim. E então acabou.

– Você quer assistir o próximo? — perguntou animadamente, já se preparando para clicar no link seguinte.

– Pera, agora é minha vez de mostrar algo que eu curto, né cara? Deixa eu achar — O seu sorriso se alargou, fitando-o.

– Hm? — afastou a mão do laptop, fitando-o. Tinha um mau pressentimento sobre aquilo, mas deixou-lhe fazer o que queria. Era a casa dele, afinal.

– Sabe as gostosa que eu coloquei de fundo? Tem um filme dele.

Ele então abriu um arquivo que já estava salvo em seu computador, mostrando inicialmente duas mulheres interagindo e jogando bola numa praia. Até que repentinamente uma delas vai para o mar e finge se afogar. A atuação era péssima. Logo em seguida, fora salva por um salva-vidas, que por algum motivo, precisou retirar a parte de cima de seu biquíni para fazer a respiração boca a boca, enquanto a outra jovem massageava as suas pernas e começava a retirar a parte de baixo do seu biquíni.

– Ela não é linda? — Wesley disse com a mesma tonalidade que o outro rapaz anteriormente, mas parecia ser de propósito. Estava se divertindo.

O rapaz estava boquiaberto. Sequer sabia ao certo como reagir àquilo. Alternou diversas vezes os olhos entre a tela do computador e o outro.

– M-mas isso é só um pornô!

– Cê não costuma ver pornô? — Ele perguntou, virando então a cabeça dele na direção da tela novamente, fazendo-o deparar com o pênis enorme do ator focado na câmera naquele momento.

O moreno fez uma careta com aquilo.

– E-eu vejo, mas nenhum que mostrava isso antes — referia-se ao falo do outro. Apesar de imensamente constrangido, não conseguia deixar de olhar. — E isso não pode ser de verdade, é impossível.

– É impossível? — Ele achou graça do outro rapaz, concentrando os seus olhares nele.

– Sim! Q-quer dizer — começava a ficar ainda mais constrangido pela forma que era olhado pelo outro. Vire para o outro lado, vire! Mas ele não virou, forçando-o a terminar a frase. Engoliu em seco. — É grande demais pra ser de verdade!

– Serião? Então não é verdade que mulato que nem tu tem pau grande? — Estava se divertindo com o constrangimento do outro rapaz.

Rodrigo constrangeu-se ainda mais. Por que ele insistia naquele assunto, afinal?

– E-eu ainda acho que esse cara aí é absurdo demais!

– Aaaaaah, cê fugiu da pergunta, malinha! Quer dizer que seu pau é grande mesmo! Olha o cara! — o rapaz do filme já estava penetrando a mulher com todas as suas forças.

– Aaaah! Que importância isso tem?! — voltou a prestar atenção no filme.

No momento qualquer coisa era menos embaraçosa do que o olhar de Wesley, mesmo a mulher que gemia absurdamente alto com um falo assombroso em seu interior. Perguntava-se se ele alcança seu estômago. Aquilo devia doer, definitivamente, embora ela parecesse gostar.

– Pôoo, eu só acho que cê tá desperdiçando seu pau grande sendo virgem e zoado assim — gostava de ver como o outro rapaz ficava imensamente constrangido. Não sabia que pessoas que gostavam de desenhos japoneses podiam ser tão recatadas assim.

– E-eu estou esperando pela garota certa! — disse rapidamente, ainda com os olhos fixos na tela. Contanto que não olhasse para ele, ficaria tudo bem. Infelizmente seu baixo-ventre parecia discordar. A cena era toda intensa demais para seu corpo inexperiente.

– Cara, cê nunca vai encontrar uma garota com olho tão grande que nem aquela porra lá. E pra que esperar se pode se divertir e experimentar?

– P-porque qual é o sentido disso? — começou a se encolher gradualmente. Não gostaria de mostrar o estado em que se encontrava.

– Porra, cara. Eu que pergunto qual é o sentido de se guardar tanto e ficar sozinho, só batendo uma — ele começou a cutucá-lo, notando que havia algo de errado com o rapaz.

– E-eu prefiro assim! — tentou empurrar sua mão para o lado, afastando-se um tanto.

– Prefere o cacete, aposto que ficou de pau duro agora — ele continuou o cutucando, sem se importar.

– Ei! — novamente sofreu um sobressalto, tentando empurrá-lo. — O que isso tema ver? — bufou.

– Que cê pode muito bem ir trepando, passando o rodo em todo mundo, enquanto tenta procurar a tal da pessoa certa aí. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, seu besta.

– Como não? — resmungou. — É muito triste pensar nisso, é brincar com os sentimentos dos outros! — ah, precisaria correr para o banheiro.

– Cê não tá brincando se ela não quiser nada sério com você também. Cê é bobo se acha que toda mulher é santinha e quer marido.

– Ah, chega disso! — encolheu-se um tanto mais, apreensivo. — Onde fica o banheiro? — perguntou bem baixinho, tão constrangido quanto poderia estar naquela situação.

– Cê acha que eu ligo de ver piroca?! — Acabou rindo alto, não conseguindo se conformar com o constrangimento do outro rapaz.

– Mas eu ligo de mostrar nessa situação! — elevou um tanto mais a voz. Agora sim, mesmo sendo um tanto moreno, começava a ficar suavemente vermelho. Mesmo alguém como ele possuía seus limites, afinal.

– Como cê vai terminar de ver o pornô maneiro se for no banheiro? — Ele resmungou, mas então franziu as sobrancelhas, desviando o rosto, um tanto contrariado. — Tá, o banheiro fica pra lá.

Rodrigo entrou então no banheiro, sentando sobre o tampo levantado e pegando um punhado de papel. Respirou fundo antes de pensar no que faria. Era embaraçoso fazer isso na casa de outra pessoa, especialmente alguém que não conhecia direito, mas era isso ou ficar dolorido até o dia seguinte e a segunda opção não parecia exatamente agradável.

Começou a mover suavemente a mão sobre o falo, para cima e para baixo, tentando visualizar a moça do filme. Ele parecia realmente gostar daquilo, afinal. Mesmo assim, quando menos percebia, lembrava-se dos olhos do outro sobre si, como se o provocasse apenas daquela forma. Parou repentinamente. Estava mesmo pensado em Wesley numa situação tão inapropriada? Aquilo não era nada bom.

Respirou fundo novamente e voltou a fazer os movimentos, buscando o corpo e o rosto da jovem do filme em sua mente.

Rapidamente os seios se transformaram num peito definido por exercício físico e no lugar da vagina estava um pênis muito bem dotado.

Seus olhos se arregalaram novamente, ele agora exibindo um sorriso nervoso, começando a suar frio.

– Isso é brincadeira, né? — murmurou para si mesmo.

Aquilo era ridículo, simplesmente ridículo. Tentou mais vezes, mas não importava quantas fossem, a imagem do outro sempre tomava conta de seus pensamentos, era mais forte que ele.

Levantou nervosamente do sanitário e lavou as mãos, arrumando a roupa e caminhando de volta para a sala. Pelo jeito precisaria permanecer dolorido, mas guardou os pedaços de papel higiênico no bolso traseiro das calças por precaução.

Quando ele se aproximou novamente da sala, encontrou com o rapaz reclinado na poltrona que estavam anteriormente. Mas quando fora chamar a sua atenção, notara que havia algo diferente do normal.

Os seus olhos estavam quase fechados e seus lábios entreabertos, como se estivesse ofegando suavemente. E quando olhara para baixo, finalmente havia percebido o motivo daquela expressão. O rapaz também estava se masturbando, e parecia bem à vontade com isso, sem pudor algum, enquanto deslizava a mão pelo próprio membro e o massageava, fazendo movimentos que o empolgavam.

Surpreendeu-se. Apagou a luz do banheiro e escondeu-se parcialmente atrás da porta. Conseguia enxergá-lo perfeitamente daquele ângulo, mas esperava que, por conta da distração, não fosse visto. Sentiu um arrepio intenso percorrer seu corpo e se odiou por isso.

Apertou bem os olhos e, de uma vez só, antes que perdesse a coragem, puxou o próprio falo novamente para fora, começando a massageá-lo enquanto observava o outro rapaz. Sentia-se sujo por fazê-lo, especialmente quando o outro não sabia, mas não podia evitar. Precisava de alívio e por algum motivo vê-lo naquele estado era muito mais erótico do que qualquer possível ação da mulher no filme.

Apenas de ver como o loiro tocava a si mesmo com tanta volúpia o fazia estremecer, começando a imaginar como seria caso fosse ele a sentir suas mãos ali. Era estranho, mas preferiu não pensar a respeito, ao menos não agora.

E aquilo fora o bastante. Repentinamente curvou-se sobre si mesmo e apressou-se em levar o papel à glande, cobrindo-a e sentindo o orgasmo escorrer um tanto pelo mesmo, deixando-o molhado e grudento. Rapidamente entrou e fechou a porta, torcendo para que não tivesse sido visto, terminando de se limpar.

Ah, havia se masturbado pensando em outro garoto... Isso definitivamente não era um bom sinal.

E Wesley continuava a se contorcer um tanto, chegando a fechar os olhos por alguns momentos, cerrando os dentes e franzindo as sobrancelhas, com a expressão de alguém que também havia acabado de atingir o ápice e parecia em deleite com isso.

Entreabriu aos poucos os olhos e observou ao redor, notando que Rodrigo realmente demorava pra voltar ao local. Talvez ele ainda não tivesse conseguido, sem estímulo algum.

Poderia brincar se ele queria uma "ajudinha", mas não queria broxá-lo ainda mais, então decidiu deixá-lo em paz, ao menos por enquanto. O único problema era que precisava de algo para limpar suas mãos.

Ainda se passaram alguns minutos antes que o moreno finalmente saísse do banheiro. Parecia extremamente perturbado, cabisbaixo. Definitivamente não era a reação que uma pessoa normal teria após se masturbar, disso o outro tinha certeza. Sentou-se na beirada do sofá, bem longe dele, franzindo as sobrancelhas.

Começava a agoniar-se com a ideia de dormir naquela casa. Mais ainda, ele morava sozinho então havia apenas os dois lá! O pensamento fez seu coração disparar e se apertar.

Notas finais
Pronto, minha gente! ♥ Nem demorou tanto assim pra postar um capítulo novo, né?
Fiquei muito feliz em ver as pessoas interessadas, mesmo aquelas que não quiserem deixar review, haha~~
Muito obrigada!
~Yuu-Chan-Br