N-não É Como Se Eu Te Amasse, Baaka!
11 Amor de Chocolate
Wesley não precisava trabalhar naquele dia, por isso voltou para a sua casa e se jogou no sofá logo em seguida, ainda se sentindo um tanto cansado. Estava preocupado em como seria a prova do outro rapaz e se ele conseguiria ir bem. Ao menos notava que ele havia se esforçado bastante, o que era bom.
Quando menos notou, seus olhos haviam fechado e ele adormecera ali mesmo no sofá.
Acordou de seus sonhos com o celular tocando, deixando-o desnorteado. Ainda meio zonzo, procurou pelo aparelho até encontrá-lo numa fenda do sofá.
— Wesley? — era a voz de Rodrigo. — Cê pode vir me buscar?
— Ahn? Cê já acabou? — Ele então olhou para o relógio e viu que horas eram, levantando-se imediatamente e começando a correr após uma exclamação. Dormira por muito tempo.
— Eu tô aqui na rua de entrada — achou graça de seu desespero, despedindo-se e desligando.
— Ah, filho da puta! — Ele pegou um pão que havia deixado na cozinha e começou a mastigá-lo durante o trajeto, ainda correndo.
- Oi — o moreno apenas dissera ao vê-lo esbaforido na entrada da comunidade onde morava, achando graça da cena. — Por que esse desespero todo?
— Eu nem sabia que cê já tinha acabado, tá ligado? — Ainda respirava fundo. Na verdade, nem ele mesmo sabia por que estava com tanta pressa assim.
— Mas já são quatro horas — apenas disse, seguindo-o de volta à pequena casa, arqueando uma sobrancelha no caminho. — Cê almoçou, aliás?
Pedira por um ficante e ganhar uma segunda mãe, não parecia a melhor das situações.
— Cara, eu nem bati um rango ainda — ele resmungou um tanto, mas no fundo não pareceu incomodado com a pergunta. O pão não seria o suficiente. Começava a ficar com fome e queria mais.
— O que você fez enquanto eu tava na prova? — franziu as sobrancelhas, começando a realmente se preocupar com ele.
— Eu...dormi — e tinha falado apenas a verdade, por mais dificil que fosse acreditar ter feito isso por tanto tempo.
— Sério? — arregalou os olhos. — Não conseguiu dormir direito à noite? — perguntou enquanto o outro já abria a porta da casa, entrando junto a ele.
Se realmente não tivesse conseguido, seria certamente sua culpa.
— Esquece isso, vamo comêêêêê! — Wesley respondeu, empurrando-o para a cozinha, distraindo-o. Certamente não queria culpá-lo por nada. Ainda mais sendo ele a ficar nervoso por não ter conseguido dormir.
Rodrigo resmungou um tanto, mas deu-se por vencio, olhando novamente para o rapaz.
— Quer ajuda?
Era a segunda vez que fazia aquela pergunta desde que chegara em sua casa, uma mudança e tanto considerando a forma como se portara da última vez.
— Não precisa, sossega o rabo aí, seu olho deve até tar meio virado de tanto que teve que ler a prova — ele respondeu, começando a rapidamente esquentar a comida. Imaginava que o outro rapaz também deveria estar com fome.
— Ele tá meio cansado, mesmo — admitiu, sentando-se na cadeira ali perto enquanto observava o jovem.
Mais do que nunca, achava-o encantador enquanto fazia aquilo, sabendo o quanto se esforçava para trabalhar e fazer as coisas em casa, não deveria mesmo ser fácil.
— O que é a comida? — tentou puxar assunto.
— Estrogonofe bem sem graça — ele riu de si mesmo, enquanto continuava a misturar a comida na panela. Como normalmente não tinha com quem comer, acabava tendo que requentar muitas sobras. Mas não se importava.
— Por que sem graça? — apareceu repentinamente atrás do loiro, olhando por cima de seu ombro.
Era mesmo muito curioso.
— Porra! — acabou derrubando a colher dentro da panela por acidente com o susto que havia levado. Não esperava que ele fosse surgir atrás de si de modo tão repentino. — Seu puto! — Colocou a mão sobre sua cara, tentando afastá-lo.
— Ah! O que eu fiz? — ele realmente não compreendia, embora acabasse achando graça de sua reação exagerada.
— Me assustou, caralho! Tenho que pegar a porra da colher agora — tentava usar um garfo, pois não podia colocar a mão na comida já quente.
— Descuuulpa — divertiu-se. — Eu vou fazer devagar pra não te assustar, então — e, bem lentamente, aproximou-se e envolveu os braços em torto de seu tronco, encostando o queixo em seu ombro enquanto olhava o que fazia.
Era mesmo uma sensação agradável.
Gostava de abraçá-lo e ficar perto, sentia falta de sua convivência diária.
— Não fica me encoxando, seu puto — ele repetiu o xingamento anterior, finalmente conseguindo pegar a colher, embora pensasse que fosse derrubá-la novamente por causa da ação do moreno.
Queria apenas pensar que ele não iria fazer nada de mais, e logo poderiam comer uma refeição completa.
— Isso se chama abraço, sabe? — acabou achando graça, recostando melhor a bochecha sobre seu ombro. — Nunca te abraçaram antes, por acaso?
— Nenhum cara me agarrou por trás, então se liga aê — ele reclamou, mas não pareceu ter coragem para fazer nada, apenas continuando com os seus protestos, mas silenciosos do que o normal.
— Já disse que é só um abraço — ainda se divertia, beijando-lhe suavemente a bochecha.
Soltou-o apenas quando de fato foram comer, sentando-se desta vez ambos à mesa, talvez por terem bastante para conversar durante o tempo em que ficaram separados.
— E como foi a prova? — Wesley somente fez aquela pergunta quando havia terminado seu prato. Fora rápido, especialmente por estar com fome.
Após várias conversas triviais, poderia saber como ele tinha se saído.
— Acho que fui bem — também estava em suas últimas garfadas, embora seu ritmo fosse um tanto mais lento. — Mas é difícil saber sem ver o resultado. Ah, dá nervoso só de pensar — e por um instante pareceu tremer na cadeira.
— Cê vai passar! — O outro bateu as mãos repentinamente na mesa. Quem não estava acostumado com o rapaz poderia até pensar que tinha sido um ato violento, mas na verdade queria encorajá-lo a pensar de um modo mais otimista.
Rodrigo então riu, assentindo com a cabeça:
— Certo, eu vou! Sabe por quê? — ainda sorria largamente.
— Não — Wesley não tinha a menor ideia de sua resposta.
— Por causa do seu beijo de boa sorte — e preparou-se para levar um dos famosos tapas no pescoço do outro, embora não se importasse realmente.
— Vai se foder!
E é claro que após aquele tapa, também não poderia faltar um grande palavrão, mesmo ele apenas fazendo o moreno rir, não deixando que lavasse a louça, fazendo isso em seu lugar.
Soltou um bocejo no processo, talvez ele mesmo não tivesse dormido assim tão bem. Ou talvez tivesse cansado muito a mente durante a prova, deixando-o sonolento agora.
— Agora cê tá cansado também, né? — Sentou-se ao seu lado no sofá quando ambos terminaram suas tarefas, empurrando-o com o próprio ombro.
— Acho que gastei muita energia — desta vez esfregou os olhos, embora não deixasse de empurrá-lo de volta.
— Claro, né. Essas provas que cê fez gasta muita energia mesmo. Trabalhar dói menos a cabeça — ele disse brincando, parcendo um pouco mais relaxado depois do almoço, sorrindo.
— Sim, é verdade. Mas como você dormiu antes, vai precisar me emprestar seu colo agora — e, sem nem ao menos esperar uma reação do outro, começou a se aconchegar, acomodando a cabeça numa de suas coxas, embora o resto do corpo ficasse um tanto encolhido no sofá.
— Cê é folgado pra cacete — ele moveu a perna para cima apenas para perturbá-lo, mas logo voltou a abaixá-la, soltando um pequeno suspiro. Não era tão ruim assim, e gostava das expressões que ele fazia quando estava deitado.
— Eu sou, ué — ainda achava graça, gostando de ficar assim. — E eu descobri que é gostoso dormir com você — soltou um pequeno suspiro, reforçando sua fala anterior.
— Ahahahaha.....! — Wesley fez um ruído que não pode ser compreendido e logo empurrou seu rosto com a mão, não sabendo ao certo o que fazer. — Que nem dar o cu? — Acabou pensando em algo para provocá-lo em seguida, sorrindo.
— Não, é diferente — resmungou, ele mesmo ficando constrangido dessa vez. — É uma sensação mais calma, como se fosse o lugar mais seguro do mundo — não se importava em dizer, embora também achasse um tanto vergonhoso.
— Eu devia ter comido seu cu — o outro rapaz resmungou, desviando o rosto para o lado, cruzando os braços. Ao menos se tivesse feito isso, ele não estaria mais falando sobre assuntos tão constrangedores assim.
Rodrigo fitou-o por alguns instantes, as sobrancelhas franzidas, parecendo até um tanto bravo, até finalmente dizer:
— Quem é que tá te proibindo?
— Cê ia ficar sentado por um tempão com o cu arrombado e doendo — ele certamente não era nada sutil para se expressar.
— Quero dizer agora — soltou como num grunhido, provavelmente pelo constrangimento que aquilo causava.
Certamente, ele dizer aquilo estando no colo do rapaz não o ajudava em nada a manter o controle.
— Cê tá com os preparativos que disse que ia fazer aí?
— Ah, eu trouxe uma coisa — sentou-se e pegou a mochila, trazendo-a para perto de si.
De dentro dela retirou uma pequena bisnaga branca, a qual olhava envergonhado, evitando contato visual com o loiro.
— Porra, eu queria ver tua cara comprando isso — ele segurou a bisnaga, brincando de jogá-la para o alto e pegá-la de volta enquanto ria imaginando a situação.
— Não fica rindo de mim! — novamente resmungou, desta vez olhando-o. — E eu tive que comprar, né? Não dá pra saber quando a gente vai acabar fazendo — aquilo era definitivamente embaraçoso.
— Conta aê como foi — ele respondeu, inclinando-se sobre o outro rapaz, embora sua posição ficasse um tanto torta. Fazia questão de observá-lo naquele momento.
— Eu só entrei na farmácia e pedi — seus lábios formaram um grande bico enquanto pegava a bisnaga de volta, como se tirá-la das mãos do outro pudesse ao menos reduzir seu interesse. — Mas tinham muitas opções, então eu fiquei perdido — suspirou.
— Muitas? Cê foi pruma farmácia ou prum sex shop? — Ele acabou se divertindo com aquelas perguntas. — Lá tem umas picas pra vender, tem até buceta, é engraçado demais.
— Pra farmácia, mas mesmo assim! — grunhiu. — Por que eu ia querer essas coisas?!
— Pra botar na testa — respondeu de uma modo sarcástico, ainda sorrindo.
— Eu sei pra quê eles servem, mas eu não usaria — novamente resmungou, ainda encarando o objeto em mãos.
— Nem a buceta? — Ele disse em um pequeno tom de brincadeira, novamente tirando a bisnaga de suas mãos.
— Não — resmungou. — É muito bizarro imaginar aquele negócio sem corpo! — completou.
Era demais para sua cabeça, aparentemente.
— Também não sei como eles usam esses bagulhos — ele riu, começando a abrir a embalagem, sem querer derrubando um tanto do lubrificante em mãos.
— Ei, ei, não desperdice! — resmungou, olhando-o.
— Cê vai lambuzar meu pau com isso? — O pensamento certamente começava a empolgá-lo, e era possível perceber isso por sua expressão.
— E-era a idéia — as bochechas começavam a pegar fogo ao ouvi-lo falar daquela forma.
Era como se o rapaz tivesse uma estranha influência sobre seu corpo, fazendo-o pegar fogo em questão de instantes.
— É mesmo? E cê vai fazer isso com esse negocinho aqui ou com sua boquinha? — Decidiu dar aquela opção somente para provocá-lo. A verdade era que também se sentia um tanto alterado falando aquilo.
— Você realmente gostou disso, né? — as bochechas arderam ainda mais ao lembrar-se do que fizera da última vez, pressionando um lábio no outro, olhando-o com certo recebio. — Eu fiquei curioso também.
— Pensei que cê ia dar o cu pra mim agora — ele se inclinou um tanto mais, também o fitando com intensidade, repetinamente usando a palma da mão para apertar o meio de suas pernas. — Sabia que cê tava de pica dura, já!
Um gemido escapou por entre seus lábios, incapaz de se conter ao ser tocado ali, contorcendo-se.
— O-olha quem fala! — e imitou seu ato, ele mesmo arrepiando ao sentir seu falo ereto coberto pelas roupas.
— Nnnn, seu putinho, tinha certeza que tava com saudade — certamente não era nada sutil em suas investidas. Abaixou suas calças, mesmo estando em uma posição desfavorável para aquilo, começando a massagear o pênis que tinha em mãos.
— Ah! — soltou um tanto mais alto desta vez, a surpresa somada ao prazer, era mesmo uma combinação e tanto.
Novamente imitou seus atos, embora fosse difícil concentrar suas ações quando era provocado daquela maneira.
— Rodri-boy, cê não acha melhor sentar no meu colinho de vez? — Continuou provocando, em deleite pelo rapaz tentar fazer o mesmo, soltando seu pênis apenas para que ele tivesse direito de escolha de seu próximo ato.
Mais uma onda de prazer envolveu o corpo de Rodrigo ao ouvir aquela proposta, chegando a se contorcer um tanto.
— Você adora me provocar, né? — Respirou fundo, reunindo forças — apoiou uma das mãos em seu ombro, aproximando-se dele, encostando então as testas. — Então eu quero um beijo antes.
— Cê é um putinho que exige demais — embora a palavra fosse um tanto pesada, ela não parecia soar ofensiva ao sair dos lábios do loiro.
Lábios que por sinal estavam muito próximos, e em questão de segundos começaram a envolver os seus, pressionando as mãos em sua cintura e o puxando com intensidade assim que adentrara a língua, começando a mordiscá-lo para provocar.
— Nnnhh! — Sequer teve tempo de falar, apenas correspondendo ao beijo intenso, arrepiando mais e mais a cada pequena provocação.
Antes que se desse conta, havia parado sobre o colo do rapaz, mordiscando-lhe o lábio inferior enquanto abria a embalagem do lubrificante, espalhando-o na mão. Era como se seu corpo agisse por vontade própria, desejando entregar-se ao outro o mais rápido possível.
A mão lambuzada massageou todo o falo com vontade, deixando então um bocado cair diretamente da bisnaga sobre sua glande.
— Nnnnn... — O loiro deixava escapar de modo rouco e provocante enquanto sugava sua língua, sentindo-se ainda mais excitado ao ter o membro quente tocado por uma mão úmida e gelada, que provavelmente também se esquentaria em pouco tempo, caso continuassem daquele modo intenso. — Senta — disse baixinho, ainda mordiscando seus lábios, sorrindo.
— Você gosta mesmo de mandar! — Tentou repreendê-lo, mas a fala fora gemida demais. Apertou mais uma das mãos sobre seu ombro, enquanto a outra posicionava a glande contra a própria entrada. Estremeceu e precisou se acalmar por um momento antes de abaixar lentamente, num "aaah" deleitoso pela facilidade como fora adentrado.
Estava mesmo perdido, pois seu corpo aprecisava imensamente aquela sensação.
— Nnnnnn... — O outro rapaz deixou escapar colado a sua orelha, lambendo parte do seu lóbulo em seguida, fazendo questão de demonstrar o prazer sentido naquela situação. — E cê vai fazer tudo que eu mandar, não vai? — Perguntou em um tom provocante, divertindo-se, pondo ambas as mãos em sua cintura e começando a puxá-lo para baixo aos poucos.
"Essa porrinha que ele colocou no meu pau é muito maneira", ele pensou, ao notar a facilidade que tinha para penetrá-lo, mesmo ainda sendo um espaço apertado para isso.
— Ah! N-não puxe, ah! — Grudou-se repentinamente em seu corpo, arrepiando completamente ao ser adentrado daquela forma, pensando que acabaria atingindo o orgasmo apenas com aquilo, arfando pesadamente.
— Não, é? Cê que vai descer por conta própria então? — Resolveu soltá-lo, apenas para ver o que ele próprio faria. Parecia se divertir muito com aquilo, principalmente com a forma como conseguia dominá-lo naquelas situações, vendo seu adorável constrangimento.
— Nnnh! Porque você puxou de repente — novamente resmungou, esfregando o rosto na curva de seu pescoço, completamente entregue.
Ficou parado alguns instantes, embora se contraísse e sugasse o falo mais para dentro, juntando coragem para descer, lentamente, até pouco depois do meio, regado a incontáveis gemidos incontidos.
— Nnnnnn... Olha como cê fica, e tá na metade ainda, imagina tudo — mordiscou a lateral de seu pescoço, divertindo-se muito com a situação, sentindo o próprio membro ficar mais quente em seu interior, desejando adentrá-lo completamente. Mas iria esperar.
— P-por isso não pode ser de uma vez! — apertou-se mais nele, o interior pulsando, incapaz de continuar descendo, sentindo que definitivamente atingiria o orgasmo caso o tivesse completamente dentro de si, perdido em tanto prazer.
— Por isso o quê? — Continuou o provocando, arqueando um tanto o próprio quadril, incitando-o a descer. — Cê tá bem duro — colocou a mão sobre seu membro, provocando-o, lembrando que ele não havia ficado assim na primeira vez que tinham feito.
Certamente não estava mais tão dolorido quanto antes.
— Não mexe! — Soltava gemidos mais altos e desesperados, chegando a arranhar suas costas pela intensidade. — Senão eu... A-aah...! — E, de fato, não conseguira resistir. Arqueara completamente o quadril contra o seu, atingindo o orgasmo daquela forma, estremecendo sobre seu colo.
Ainda se sentia estúpido ao pensar como aquilo acontecia facilmente quando tocado pelo outro, mas não desgostava.
— Cê gozou na minha barriga toda — o outro rapaz comentou, olhando momentaneamente para baixo, notando o quanto ele havia se sentindo bem. — Se metade do meu pau já faz isso, imagina tudo — ele reforçou aquela frase, sorrindo, dessa vez fazendo questão de puxá-lo completamente para baixo, sussurrando em sua orelha. — Sentiu tanta falta da minha pica assim?
— A-ah, não puxa! — Mas fora tarde demais. Outro gemido alto escapou enquanto ele se grudava no mais completo desespero ao seu corpo, completamente excitado novamente. — Wesle! — Arfava rente à sua orelha, puxando-o para si, mordiscando-a como conseguia, dando uma longa lambida atrás da mesma.
Aparentemente perdera completamente a noção de constrangimento após o acontecido, apenas desejando aquela sensação deliciosa cada vez mais e mais.
— Nnnn, vai, putinho, rebola pra mim — também mordiscava o lóbulo de sua orelha, movendo o próprio quadril do modo como conseguia naquela posição, envolto por uma sensação extremamente agradável de prazer. Rodrigo não havia sido o único a sentir falta de contato íntimo entre os dois.
— Wesley — chamava-o sem parar, movendo o quadril intensamente, subindo e descendo com vontade, ardendo deliciosamente com a fricção de ambos os corpos, como se pudesse explodir novamente.
Inclinou o rosto e mordiscou-lhe o pescoço, também sugando com vontade, desejando descontar a intensidade de tudo o que sentia, embora temesse não ser capaz.
Sempre acabava sendo dominado e por isso mesmo queria ter ao menos um pouco o controle na situação.
— A-aaah....! — O outro rapaz não imaginava que ele fosse capaz de se mover naquela intensidade, pego por um forte arrepio de surpresa, deleitando-se com o modo como o adentrava, sabendo que dessa vez seria ele a não resistir.
Atingiu o ápice em seu interior, chegando a puxá-lo para si e mantê-lo colado ao seu corpo, deixando um longo gemido escapar, estremecendo.
Rodrigo arregalou os olhos ao ser preso, o desespero aumentando por querer se mover e não conseguir, fazendo-o arrepiar ainda mais intensamente.
Ser preenchido pelo ápice do outro fora a gota d'água apra que o fizesse também, desta vez envolvendo ambos os braços em torno de seu pescoço, tomando-o num beijo tão intenso quanto conseguia, prensando-o completamente contra o sofá.
O loiro ainda correspondia ao beijo de forma intensa, levando dessa vez as mãos por suas costas, puxando-o de uma forma diferente. Algo também mais ameno, mas estranhamente mais caloroso. Ah, sequer conseguia acreditar como aquilo poderia ser tão delicioso.
Um suspiro escapou pelos lábios do moreno com o ato, entremeando os dedos nos fios curtos de sua nuca, arranhando e afagando, simplesmente apreciando aquele contato.
— Wesley — chamou baixinho antes de inclinar o rosto e sugar seu lábio inferior, dando mais alguns pequenos bejos em sua boca, tentando abraçá-lo também com as pernas, rendendo-lhe um belo espasmo.
— Hum? — Abriu um pequeno sorriso, ainda sentindo os lábios próximos do seu, parecendo estranhamente mais satisfeito depois de ter feito aquilo. Ao menos valeu a pena se segurar a noite toda.
— Isso é bom — suspirou novamente, continuando a brincar com seus lábios, passando apenas a ponta da língua sobre os mesmos.
— Sim, comer teu cu é bom — ele desconversou, abrindo um largo sorriso enquanto continuava a provocá-lo um tanto, fazendo as línguas se encontrarem, em deleite.
— Isso também — disse baixinho, apertando mais o contato, suspirando. — Mas eu tô falando do seu abraço.
— É mesmo? Cê é quentinho — ele respondeu, e quando notou que isso poderia parecer mais sensível do que gostaria, tratou de tentar arrumar a frase. — Seu cu, sabe, é. Ahahahaha...
— Você é todo quentinho — sorriu, selando os lábios nos seus antes de se aconchegar novamente sobre seu ombro, não se importanto em soar sensível.
— Porque ficou calor — ele achou graça, ainda tentando encontrar desculpas para o seu elogio, como se fosse embaraçoso demais admití-los e somente aceitá-los do modo que eram feitos.
— Não, tá gostoso — disse manhoso, apertando o abraço, temendo que pudesse afastá-lo de si por simples implicância ou vergonha.
— Não vai te machucar? — Quis dizer em relação ao membro ainda em seu interior, entreabrindo os olhos, fitando-o.
— Você vai me soltar se eu sair — respondeu na mesma entonação, continuando a abraçá-lo.
Aparentemente o fato de estarem daquela forma era mais importante do que qualquer dor física.
— Vai se foder, vou nada, para de se machucar — Wesley resmungou, sabendo que aquilo poderia começar a ficar dolorido para o outro rapaz.
A muito contragosto, Rodrigo apoiou-se novamente em seus ombros e levantou aos poucos, em pquenos gemidos e suspiros, chegando a sentir as pernas bambearem por alguns instantes até finalmente conseguir sair completamente. Mesmo assim sentou-se sobre suas coxas, cansado demais para trocar de lugar.
— Cê tá acabado, né? — O outro rapaz perguntou baixinho, sabendo que aquele fora um dia muito difícil para ele. Quando menos percebeu, já havia envolto sutilmente os braços em torno de seu corpo, provavelmente ele próprio pego pela fragilidade que o moreno se encontrava.
O moreno apenas assentiu, suspirando antes de também abraçá-lo, voltando a encostar o rosto na curva de seu pescoço:
— É confortável dormir com você — repetiu aquela mesma frase, sentindo-se sonolento.
— Cê vai dormir aqui no sofá mesmo? — Perguntou brincando, sentindo um leve arrepio com aquele contato íntimo.
— Não posso? — sua voz soava grogue, definitivamente nada disposto a trocar de lugar. A menos que fosse carregado.
— Se tu não liga de alguém chegar aqui e te ver com o bundão de fora assim — riu um tanto.
— Cê num tranca a porta? — abriu os olhos um tanto, fitando-o. Suas falas ficavam gradualmente mais precárias.
— Tô enchendo o saco só — ele acabou rindo novamente ao notar sua preocupação, dando leves tapinhas sobre o topo de sua cabeça, voltando a abraçá-lo.
– Baka — soltou num suspiro, a palavra que há certo tempo já não dizia.
Adormeceu em seu colo, surpreendentemente mais confortável do que fazê-lo na cama, mesmo tendo-o ao lado.
Era como se conseguissem encaixar melhor daquela forma, não apenas os corpos, mas sentindo o calor de sua pele e os batimentos cardíacos por conta do silêncio recém instalado na sala, era como se os corações também se encaixassem.
Notas finais
Quem já leu nossas histórias anteriores deve saber que temos costume de deixar os leitores fazerem perguntas aos personagens! =3 Então podem deixar perguntas para Wesley e Rodrigo nos comentários que responderemos nas notas do próximo capítulo!
Aliás, sobre o nome desse... É um pouco constrangedor, mas como todos os nomes anteriores foram bem otaquinhos, desta vez decidimos colocar algo de funkeiro. E, bem, não posso negar que comecei a ver essa música de forma diferente depois de relacionar com os personagens principais, apesar de, sim, ser MUITO vergonhoso.
Por sua conta em risco, a música ~> http://youtu.be/wzS61Jennkw
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