Notas iniciais
[Yuu-Chan-Br]: Não esqueçam de ler as respostas dos personagens no final e façam mais! ♥

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Nos dias seguintes, enquanto Rodrigo aguardava os resultados de suas provas, Wesley havia decidido que eles precisavam recuperar o tempo perdido para se divertirem. Ambos tentaram entreter um ao outro da melhor forma que conseguiam.

O loiro não conseguiu se sentir muito confortável em um evento de anime, reclamando toda hora que estava sendo esmagado por multidões de crianças malucas e que as músicas japonesas agudas estavam quase estourando seus tímpanos. Tentaram então ir a um cinema, o que de certa forma foi uma boa decisão de entretenimento para os dois.

A única discussão que tiveram foi em relação ao fato se deveriam ver o filme dublado ou legendado. Rodrigo insistiu que o filme deveria ser legendado, que as vozes originais eram bem melhores, e Wesley resmungava que não conseguia ler as legendas tão rapidamente e não entendia metade do filme quando tentava vê-lo desse jeito — a menos que fosse pornô.

"Yeah, yeah, more, more, oh yes, oh yes!".

A imitação repentina rendeu ao moreno longos minutos de vergonha alheia. Apesar desses contratempos, eles pareciam se divertir juntos.

Só que Wesley ainda se perguntava se deveria "curtir" as meninas, principalmente quando não estava na companhia do moreno. Costumava lhe contar tudo quando estavam na temakeria, mas agora tinha a sensação que estava escondendo uma parte de sua vida.

E precisava admitir, estava em uma “seca” desgraçada. Era difícil afirmar que não sentia falta do corpo feminino, pois aquilo seria uma mentira. Tudo parecia um incrível jogo de resistência.

Lembrava-se de Rodrigo falando que ficaria chateado caso ele não conseguisse se conter e se relacionasse com outras garotas. Tudo parecia complexo demais, até que uma iluminação repentina ocorrera. Sim! Tivera uma ideia que, para ele, era brilhante! Se Rodrigo ficava chateado quando ele ia para as festas e se envolvia sozinho com mulheres, a solução então seria...Levá-lo junto! É claro!

E foi justamente isso o que fez.

Durante uma noite de sábado, aproveitando que Wesley não precisaria acordar cedo no dia seguinte, ambos combinaram de sair juntos, como costumavam fazer sempre que possível.

- Não acredito que cê tá me arrastando pra um baile de novo — o moreno resmungou, puxando compulsivamente as calças para cima, embora sempre teimassem em cair novamente.

- Cê vai prum lugar Chapa Quente agora, Rodri-boy, tenho certeza que cê vai curtir muito — e ele então passou a mão pela cintura do rapaz, chegando a apertar um de seus glúteos, rindo. — Não precisa ficar levantando o bagulho toda hora não. Não esquenta com isso.

Eles chegaram a um ambiente que era similar ao que Rodrigo havia sido levado anteriormente, mas um tanto mais lotado. Havia um show ao vivo tocando, e algumas garotas já começavam a rebolar do lado de fora, provavelmente bêbadas. Wesley não costumava gostar de meninas embriagadas, elas causavam muitos problemas, a maioria nojentos. E também não tinham plena noção do que estavam fazendo, dando a sensação de serem bonecas semimortas e controladas. Gostava de pessoas com mais atitude, provavelmente por isso gostava de Rodrigo também.

- Sei, sei, mais música alta e pessoas descendo até o chão? — Abriu um sorriso parcialmente sarcástico, seguindo-o para dentro do local. — Ainda não consigo entender a graça daqui, sério — olhava em volta, tentando se situar.

- Aê, Rodri-boy, a gente tem que zoar o baile aqui, senão não acontece nada mesmo! — Ele pegou o rapaz pelo pescoço, usando um de seus próprios braços. — Bebe um bagulho aqui pra comemorar, cê viu a porra do gabarito e acha que foi bem, né? Já é! Vamô lá!

- Pelas minhas contas eu passei, mas pode ser que esteja errado? — Novamente pareceu incerto, embora o acompanhasse. — E eu não sei dançar, você sabe — resmungou, ambos chegando finalmente até o bar dentro do estabelecimento.

- Dançar é que nem trepar! — Ele disse alto, sem sequer se importar, oferecendo uma bebida alcóolica a ele, sorrindo. — Cê sabe sim, caralho!

- Não sei! — As bochechas arderam violentamente ao pegar a garrafa aberta e tomar goles grandes da bebida, tossindo violentamente logo em seguida.

Aparentemente não estava habituado àquele tipo de coisa, também.

- Otacu não bebe, néee? — Ele acabou rindo, novamente o puxando pelo pescoço. Ao menos tinha aprendido a falar o nome com a pronúncia correta, após o tempo de convivência que ambos tiveram.

Wesley fez questão de não repetir o erro que havia feito da última vez. Não saíra de seu lado em momento algum, não permitindo que ele se sentisse deslocado. Também o apresentou para alguns conhecidos como alguém muito importante, fazendo-o ganhar o respeito deles apenas por estar relacionado a Wesley de alguma forma. As meninas também pareciam interessadas, lançando olhares insinuantes para ambos ao mesmo tempo.

- Cê é mesmo popular, né? — Achava um tanto de graça, embora ainda não gostasse da forma como as mulheres observavam ambos. — Em qualquer lugar.

- Cê não é porque não quer — o outro rapaz também o puxou para dançar junto com as outras pessoas.

- Eu só não tenho o seu carisma! — Novamente resmungou, ainda tossindo a cada vez que tomava um gole, numa expressão do mais completo desgosto.

Era uma questão de orgulho, no entanto, que tomasse o líquido até o fim!

Wesley achava graça de suas tentativas e não parecia nem um pouco afetado pela bebida que tomava, provavelmente já acostumado com aquilo há muito tempo. O seu modo de dançar também chamava a atenção de outros ao redor, por admiração ou por simples luxúria.

Rodrigo era uma dessas pessoas, aliás, embora seu ponto de vista fosse um misto de ambos.

O rapaz dançava extremamente bem, seus movimentos realmente fazendo-o lembrar de sua frase recente "dançar é que nem fazer sexo", definitivamente, parecia muito.

O moreno não conseguia chegar a ter nem um quinto de sua habilidade, mas mesmo assim se esforçava para imitar alguns movimentos, a vergonha sendo mais forte do que sua força de vontade.

E mesmo não tendo o mesmo talento que Wesley, tinha conseguido atrair algumas garotas para perto de si, que pareciam empolgadas com o "novo amigo" dele.

Aquela deveria ser provavelmente uma tática muito utilizada por colegas do loiro, principalmente os que se consideravam solitários, pois todos acreditavam que bastava uma pessoa estar ao lado dele para ser considerada "foda".

O próprio Wesley pareceu muito satisfeito ao ver que ele tinha conseguido atrair mulheres por conta própria daquela vez. Uma sensação de orgulho estranha se apossava dele, ao ver que o outro rapaz também era capaz disso. Era capaz de lhe dar um beijo na boca naquele exato momento, caso pudesse.

Seu "ficante" não parecia exatamente feliz com tantas moças em torno de si e o outro, no entanto.

Era exatamente por isso que não gostava daquele tipo de ambiente. Era diferente de ir ao cinema, ou mesmo a um evento de anime, pois sempre havia mulheres aleatórias querendo tê-los.

Sinceramente não se importava consigo mesmo, pois conseguia dispensá-las facilmente, mas Wesley seria um problema. Inclinou o rosto em sua direção ao pensar nisso, examinando sua expressão.

Wesley também o estava examinando naquele exato momento, parecendo curioso com o que ele iria fazer em relação às meninas.

- Rodrigo? — Uma das meninas insistia em manter o assunto com ele. — A gente não pode ir mesmo conversar num canto? — Ela pedia, interessada nele.

- Não posso ir junto não? — O loiro surgiu repentinamente ao lado dos dois, abraçando-os, com o sorriso de sempre.

E a pergunta fez o outro arregalar um tanto os olhos, chegando a parar de dançar, virando-se na direção do primeiro:

- Quê? — Fora tudo que seu cérebro conseguira articular em tão pouco tempo.

- Cê é folgado, Wesley — a outra menina riu, mas no fim pareceu concordar.

No fim, Rodrigo fora praticamente levado pelos outros dois sem aviso algum.

Realmente, sequer fazia idéia do que aconteceria a seguir.

Sabia o que uma mulher gostaria com ele, mas o outro também? Ela estava mesmo pensando em fazer com ambos?

Olhou nervosamente para o loiro, esperando que ele pudesse magicamente desmentir todas as suas incertezas, ou ao menos dispensar a mulher o mais rapidamente possível, indo os dois sozinhos para casa aproveitar o pouco tempo juntos que possuíam.

Wesley sorriu, dizendo que iria apenas observar o ato inicial dos dois, repousando em uma cadeira próxima. Infelizmente, o quarto para o qual eles foram não estava nem um pouco próximo da casa do loiro.

- Cê é Boca de Veludo, né? — Ele perguntou para a moça, o seu sorriso se alargando. — Tem algo que o Rodri-boy aí gostaria muito de experimentar.

A jovem inicialmente reclamou do modo como havia sido chamada, quase jogando bebida em seu rosto, mas no fim não recusou a proposta, debruçando-se sobre o moreno, começando a abaixar a sua calça.

Quando menos esperava, a jovem habilmente começou a lhe fazer sexo oral, e somente neste momento Rodrigo foi capaz de entender o que o apelido queria dizer. O rapaz que apenas os observava parecia satisfeito, como quem estava fazendo um imenso favor a alguém de quem realmente gostava, fitando-o também com certa expressão de desejo. Aos poucos começava a retirar o próprio membro da calça e se masturbar com a cena, fitando o outro jovem diretamente nos olhos.

Mas Rodrigo não estava exatamente feliz.

Pânico tomou conta de seu corpo, pois não estava acostumado a ter pessoas estranhas tocando seu corpo, especialmente de forma tão íntima e com a boca, podendo facilmente machucá-lo severamente caso quisessem.

O que ele estava pensando, afinal?!

Virou na direção do "funkeiro" e pensou em repreendê-lo com vontade, isso até notar a expressão em seu rosto.

Estava feliz. Não, não feliz, mas certamente gostava da cena. Engoliu em seco.

Talvez prejudicasse não só a si mesmo, como também ao outro caso empurrasse a mulher para longe, o que sentia vontade no momento. Não queria fazê-lo, de forma alguma, ao mesmo tempo em que se perguntava por que o jovem achara que aquela seria uma boa idéia. Jamais o compreenderia, afinal.

Vê-lo daquela forma e começando a se automanipular era excitante, embora não quisesse sentir-se assim. Soltou um pequeno gemido sem perceber e apoiou uma das mãos na cabeça da moça, apertando os olhos.

Estaria tudo bem caso fingisse ser não ela, mas o amado a fazer-lhe aquele pequeno "serviço", não? E assim o fez.

A cada lambida, sucção, carícia de menor tipo, olharia para a expressão de Wesley a imaginaria ele ali, abaixado, provocando-o em sua parte mais sensível de todas. Não de se espantar, atingira o ápice com certa facilidade, embora houvesse uma sensação amarga no fundo de sua garganta ao olhar para baixo e notar a verdadeira causadora daquilo.

A jovem abriu um guardanapo e cuspiu o líquido que havia no interior de sua boca, jogando-o em outro canto e pegando a garrafa de cerveja que havia deixado perto de uma cadeira, tomando-a para se livrar do gosto que estava em sua boca.

- Cê é fofo, gozou bem rápido. A maioria dos filhos da puta aqui tão acostumados e me deixam com a boca doendo de tanto fazer até — ela resmungou como um desabafo, começando a se levantar, sentando em seu colo.

Wesley riu um tanto e se aproximou, sentando em cima dos outros dois para brincar, rendendo xingamentos e alguns tapas da mulher, que quase caiu junto com ele.

- Ah, é mesmo?- O moreno tentou forçar um sorriso. Ele aprecia obviamente falso, embora naquela situação pudesse passar como apenas constrangimento. — Não sabia que você era vouyer — direcionou-se ao causador de toda aquela estranheza, embora ele provavelmente sequer a notasse.

- Que porra é essa? — Ele perguntou, embora não parecesse se importar muito para saber o significado, envolvendo novamente um dos braços em torno de seu pescoço.

- Ei, ei, vamos brincar de verdade ou desafio — a moça já sugeriu, não esperando a resposta deles, chamando algumas amigas com o seu próprio celular. — Cê é uma gracinha, elas precisam conhecer.

E antes que Rodrigo sequer pudesse dizer algo, o quarto já havia sido lotado por meninas praticamente seminuas, sentando-se em círculo no chão, brincando com uma garrafa vazia que estava no centro da roda.

Aquilo fora o fim da sanidade mental do moreno, ao menos por aquela noite.

Notara como Wesley, além de não parecer se importar com sua infelicidade ao fazer atos íntimos com completos desconhecidas, também não parecia se importar com o ato em si, não havendo sequer um minúsculo resquício de ciúme em seus atos.

Deu-se então por vencido, simplesmente entrando na brincadeira.

"Se ele não se importa, não tem motivo pra eu me importar também", pensou consigo mesmo, embora houvesse uma imensa mágoa em seu peito.

Ele era uma "gracinha" afinal, e, embora o loiro fosse extremamente popular no recinto, os holofotes daquela noite brilharam sobre o outro. Talvez por ser novidade ou talvez por ser realmente adorável aos olhos das jovens ali.

A verdade era que ele perdera a conta de com quantas garotas fizera sexo e sequer se importaria.

Não havia motivos, afinal.

A última lembrança que tivera fora olhar brevemente para o lado e ver o amado também se relacionando intimamente com outra moça, fitando-o e sorrindo de forma maliciosa, como se fossem cúmplices num crime.

Mas o único crime ali era o de estraçalhar a autoconfiança do rapaz mais novo. "Então você ainda precisa delas para se sentir bem assim" e "eu não sou o bastante, mesmo", ecoaram intensamente por sua mente, assim como o medo assombrando sua alma de ser deixado de lado caso pedisse para parar tudo aquilo, mesmo realmente desejando-o.

Notas finais
[Yuu-Chan-Br]: As coisas começam a ficar um pouco tensas pro nosso casalzinho, hm? E peço desculpas ao leitor que pediu para o Rodrigo ser só do Wesley, mas acho que essa parte é realmente necessária para a história.
Vamos lá, primeiro foi a vez do Rodrigo lidar com partes dele que eram inconvenientes pros outros, vamos ver como o Wesley lida com as dele mesmo! ♥
E agora vamos às respostas das perguntas!
Giovana Potter perguntou:
"Rodrigo e vc? tem alguma fantasia? tipo cosplay, ou sei lá? huehuehuehueheu"
Rodrigo: Ah, cosplay? Alguém que combine com ele é meio difícil, mas talvez o Guy de Tales of the Abyss? *parece mais animado* Ele ia ficar bonito *fica meio desnorteado por um tempo, imaginando*
"Wesley, seu lindo, pode me responder por favor porque é tão fáci falar palavras mais... 'baixas', mas é TÃO difícl ser carinhoso com o Digo? ;x hueheuheuhe
Tem alguma fantasia que gostaria de cumprir com o Digo-boy? Pode ser algo louco, tipo 'brinquedos' ou danças de funk"
Wesley: Porque...Vai se foder, eu não gosto de pensar em coisa difícil! Só sou assim e pronto!
Rodrigo: Porque ele nunca teve alguém que amou ele de verdade antes *nem ligar de falar na cara, apesar de meio constrangido*
Wesley: *dá uma cutucada na barriga do Rodrigo com o cotovelo* Vai se foder você também.
Rodrigo: Aaah! *acaba rindo, pondo as mãos na barriga* Não preciso, você já faz isso pra mim~
boku-tachi perguntou:
"bem, acho que seria algo como: Rodrigo qual seu mangá favorito? e ja lesse/visse yaoi?"
Rodrigo: Ah, isso é difícil! *resmunga, pensando a respeito* Deve ser Naruto, mesmo, é sempre o mais legal de ler! E, ah... *cora um pouco, rindo nervosamente* Eu acabei lendo alguns pra ter uma ideia de como funciona, sim...
"e Wesley... cê faz coisas pervaz entre quatro paredes pensando no Rodri-boy?¬¬... Cê sabe bem do que tamo falando, né?¬_¬... ah! já ouviu Nick Minaj ou Rytmus? ou Die Atzen ou Nena?"
Wesley: Eu gosto da Nick Minaj, ela tem um bundão.
Rodrigo: A cabeça do Wesley tá cheia de bunda~ *cutuca suas costelas, enchendo o saco*
Wesley: Já tô vendo alguém que quer ter a bunda comida hoje.
Rodrigo: *Fica quietinho, só olhaaando ele, mas também não nega*
Wesley: *leva ele pro cantinho e faz inúmeras coisas*
[Yuu-Chan-Br]: Vocês são coelhos, não é possível...
ENFIM! ♥ Podem mandar mais perguntas, quantas quiserem!
[Kurama-chan]: E Ah! Aliás, eu queria responder às recomendações lindas que recebemos, mas como não é possível, apenas agradeço! Muito obrigada!