Notas iniciais
Oi amores! Nem vou tentar explicar, vcs sabvem como a luta diária é árdua, cansativa e sugadora. Bom tem cronograma lá no perfil. Vou fazer um trato com vocês: todo início de semana eu vou colocar um cronograma lá com o que será postado na semana, ou uma mensagem avisando se teremos ou não postagens. SSEMPRE OLHEM O PERFIL NA SEGUNDA FEIRA, OK?! Quero agradecer o apoio e incentivo de sempre. Os reviews de vcs são meu combustível, por favor, não deixem de mandar o seu! Sem mais delongas... vamos começar a semana, né? Boa leitura!

— Por que a pergunta? — Ela retruca recuperando-se um pouco.

— Já reparei que toda vez que o sobrenome é citado você muda de expressão Sue. Você os conhece, não é isso? — Digo, direta.

— Não é nada disso Bella, você está exagerando! — Sue desconversa e eu estreito meu olhar para ela saber que não me convenceu – Mas quero que me faça um favor, sim? – eu assinto – Tome cuidado! Essa gente rica acha que pode tratar a gente como ninguém e não quero que te machuquem. Você é muito nova e merece ser feliz. — Eu estreito os olhos novamente, eu sei que ela não está me contando tudo, mas não vou insistir por hora. Deixa ela acreditar que eu tô aceitando essa desculpa por enquanto.

— Pode deixar Sue, sou nova, mas sei me virar muito bem. Sou filha de Renée Swan esqueceu? Que me criou sozinha por quase 18 anos. — Respondo orgulhosa – Se eles me machucarem vão sair muito pior, eu garanto!

— Se você diz filha... — ela fala para si, mas eu ouço e guardo na memória. Perguntaria sobre isso depois.

Eu a abraço e garanto que vou me cuidar e ficar bem. Quando dá 10h30 fecho tudo e vou para casa. Sue me levou duas vasilhas com um pouco do almoço de domingo e eu trato de guardar na geladeira assim que entro no meu apartamento. Vou, então, procurar uma roupa decente para o meu primeiro dia de trabalho.

Eu já havia trabalhado como babyssitter, porém nunca para uma família tão rica e em Manhattan. Eu sei que precisarei me vestir com um pouco mais de elegância enquanto estiver lá. Precisarei pedir ajuda a Rose nisso, eu mordo o lábio inferior. Talvez até o Edward queira que eu use algum tipo de uniforme, sei lá, esse povo rico tem dessas coisas. Eu nem me importaria, me economizará roupas. Suspiro. Hoje eu terei que ir bem para causar uma boa impressão.

Escolho uma calça skinny escura que Rose me deu, uma batinha de fundo branco com desenhos abstratos em amarelo e sapatilha vermelha. Coloco o cachecol vermelho e meu sobretudo. Deixo meu cabelo solto após penteá-lo deixando-o fofo e comportado. As 11h30 eu vou para o metrô pra iniciar o meu trajeto pois não posso me atrasar.

Na minha bolsa, eu coloco uma muda de roupa, caso seja necessário se eu for fazer alguma brincadeira com Charlotte. Chego no Empire State as 12h40 e sorrio ao perceber que estou no horário. Me encaminho ao prédio ao lado e tomo o elevador para o quinto andar, onde fica a Cullen’s Arch. Quando o elevador abre ao meu destino, eu prendo a respiração.

— Uau! Que lindo! — Exclamo para mim mesma.

O andar é todo decorado com requinte e sofisticação. Os traços artísticos ali são perfeitos. Imagino que eles tenham derrubado todas as paredes que existiam antes e reconstruíram o andar inteiro. Nem parece que eu estava no mesmo prédio. Tudo é muito encantador. Trabalhar num ambiente desse já deve ser bom só pela vista. Logo ao lado direito do elevador há um balcão de recepção e eu vou até lá.

— Boa tarde! — Falo para uma moça loira e bonita. Ela sorri para mim – Sou Isabella Swan.

— Boa tarde, senhorita Swan! — Responde sorrindo – Tem hora marcada com algum de nossos arquitetos? — mordo o lábio inferior.

— Bom, o Sr Cullen me pediu para encontrá-lo aqui as 13h – Digo meio insegura. Será que ele avisou que eu viria? Será que eu devia ter ligado para falar que eu cheguei? A moça dá uma olhada no monitor e depois volta para mim.

— Ah sim, srta Swan, seu horário está agendado aqui, perdoe-me! Vou avisar a secretária dele. Pode se sentar, por favor! — Ela diz indicando o enorme sofá branco que há ali do outro lado da recepção. Ela fala rapidamente ao telefone e depois desliga. Dois minutos depois, Edward atravessa a porta de vidro que indica o caminho para os escritórios com um sorriso torto que me faz ruborizar, porém meu rosto perde a cor quando o rapaz que caminha ao seu lado se vira para mim e sorri maliciosamente.

Puta merda, o que o maluco do Jacob Black está fazendo aqui?

— Boa tarde Bella! — Edward me diz sorrindo e estende a mão para me cumprimentar. Sinto a já conhecida corrente elétrica entre nós e coro. Seus olhos estão presos nos meus. Ele está lindo como sempre. Vestindo-se todo de preto exala sensualidade e charme. Seu perfume mentolado me atinge e sinto minha intimidade formigar. Que porra de efeito é esse que este homem tem sobre mim?!

— Boa tarde! — Respondo recobrando a minha voz, que sai baixa e fraca. Jacob se direciona para mim.

— Olá Bella! É um prazer imenso vê-la por aqui! — Ele diz empolgado e pega a minha mão da de Edward e a beija no dorso. Reviro os olhos.

— Vocês se conhecem? — Edward pergunta confuso.

— Ah sim, a conheci ontem. Jacob diz ainda com os olhos em mim.

— E pelo seu jeiito aqui devo supor que ela não cedeu a você ontem. — Edward diz calmamente e eu coro absurdamente. Como ele sabe disso?? — Jacob é um dos arquitetos que trabalham comigo aqui, Bella. Nos conhecemos desde a faculdade, sei exatamente com Jacob é. — Ele diz e pisca para mim. Sorrio com seu gesto leve, mas ainda me sinto desconfortável com os olhares cobiçadores de Jacob.

— Ah, certo. — Respondo simplesmente.

— Bom, vamos então? — Edward pergunta e eu assinto. Ele se vira para a recepcionista. — Jane, eu estou saindo para almoçar, teremos dois clientes chegando para uma reunião as 15h30. Eles serão instalados na sala 3, avise a Rose quando eles chegarem pois ela vai preparar o ambiente. Eu devo chegar encima da hora da reunião, qualquer coisa fale com Rose ou Jasper. — A tal de Jane assenta. Ele se vira para mim – Agora podemos ir. Até mais Jake!

— Até mais Jake! — Eu digo também e Jacob que está agora escorado no balcão acena para nós enquanto entrávamos no elevador.

Seguimos para a garagem do prédio e ele me conduz até o seu carro, abrindo a porta do carona para mim. Ele dá partida no carro e liga o som numa música instrumental baixa.

— Tem preferência de comida? — Ele me pergunta enquanto adentrava no trânsito de New York.

— Não, fique à vontade. — Respondo, mas depois me arrependo – Eu só não como nada cru. — Falo e mordo o lábio esperando que ele não me ache uma chata. Ele se vira para mim com um sorriso divertido nos lábios.

— Sério? — Eu assinto – Ah, mas é tão bom, Bella! Acho que preciso lhe apresentar a culinária japonesa. — Ele diz e eu fico pensando em suas palavras até que chegamos a um restaurante italiano. Ah, massa! Eu adoro massa! Sorrio automaticamente.

— Hum, parece que eu acertei na comida – Ele diz e ao perceber que ele estava me observando e coro.

Ele estaciona o carro e descemos. Caminhamos lado a lado e apesar de não estarmos nos tocando, eu sinto uma conexão forte com a nossa proximidade. Entramos no restaurante que está quase cheio devido ao horário e sentamos numa mesa próximo a janela. Um garçom vem nos atender sorridente.

— Boa tarde senhores, sejam bem vindos! Aqui estão os cardápios. — Ele fala e estende os mesmos a nós. — O que desejam para a entrada?

— Boa tarde! Pão de alho com molho pesto, por favor! — Edward responde a ele

— Certo, bebidas? — O garçom pergunta e Edward olha para mim.

— Refrigerante, por favor! — Respondo.

— Dois, por favor! — Edward completa e o garçom sai.

Ficamos em silêncio enquanto analisamos o cardápio e resolvo quebrar o silêncio.

— É muito bonito aqui! — Eu digo e ele baixa seu cardápio para me olhar. — E muito sofisticado também.

— É sim, eu gosto muito da comida daqui. Charlotte ama o talharim com molho 4 queijos e ervas finas. Sempre tenho que trazê-la aqui nos finais de semana — Ele responde e eu assinto.

— Então este vai ser o meu pedido. — Eu digo fechando o cardápio que eu mal tinha lido e ele sorri. Ah como ele é lindo sorrindo!

— Você vai gostar. — Ele fala e depois seu rosto fica sério. — Bella, eu preciso que você saiba que eu estou te confiando a minha vida. Charlotte tem sido a razão do meu viver desde que eu soube que ela existia. — Eu assinto emocionada com sua declaração – E eu não sei porquê, mas sinto que posso confiar em você. Você foi a primeira pessoa que fez a minha filha sorrir em minutos e eu confio muito na intuição da minha filha. — Ele completa e me dá um sorriso torto.

— Nossa Edward, eu nem sei o que lhe dizer. Eu me sinto muito lisonjeada com a confiança que você está depositando em mim e farei de tudo para não o decepcionar. Quanto a Charlotte, saiba que todo o carinho que sinto por ela é puro e verdadeiro, gostei dela desde o primeiro contato. Farei o que puder para manter um sorriso em seu rosto enquanto estiver por perto. — digo sincera e o sorriso dele aumenta.

Nesta hora, o garçom vem com as entradas e pega nossos pedidos. Depois se retira.

— Você deve estar curiosa para saber sobre a Charlotte, mas antes quero lhe contar como ela nasceu. — Edward retoma a conversa e eu assinto mastigando um pedaço do pão de alho. — Bom, conheço Alice desde criança, nossas famílias são amigas a anos e sempre convivemos bem. Quando estávamos na faculdade acabamos nos envolvendo. Nada muito romântico, a gente se curtia e curtíamos ficar juntos. Pegação de jovem, mesmo. Tínhamos o mesmo círculo de amigos, era bem cômodo. — Ele meio que justifica para mim — Por um descuido meu e dela, transamos sem proteção algumas vezes e ela engravidou. Eu não sabia que ela não tomava pílula. Ela só me disse quando me contou da gravidez. Mas eu fiquei feliz Bella, apesar de ter sido como foi, foi a melhor notícia da minha vida. — Ele diz com um sorriso sincero nos lábios.

— Dá pra perceber o quanto você a ama Edward — Eu digo apenas a verdade. Ele sorri novamente, mas depois fica sério.

— Infelizmente, não aconteceu o mesmo com Alice. Na época, eu tinha 22 anos e ela tinha 20. Alice sempre foi uma garota fútil e mimada, mas eu achei que estar grávida fosse mudar esse jeito dela, lhe trazer o mesmo senso de responsabilidade que estava acontecendo comigo. Mas estava enganado – Ele fala com o olhar triste – Ela não se cuidava direito e só reclamava das mudanças corporais que estava passando. Alice sofria com a sonolência e os enjoos e eu sempre tentava ajudá-la da melhor forma. Mas ela estava sempre reclamando e se estressando muito. Até que ela quase perdeu a Charlotte com uns 3 meses. — Meus olhos se arregalam. — Foi aí que eu percebi que precisava fazer algo com mais efeito e eu fiz. Me casei com Alice e fomos morar juntos, assim eu podia ter certeza de que ela estava se cuidando como deveria e lhe dari todo o suporte necessário — Ele parou para respirar – Eu pensava que era só uma fase, devido a gravidez não ter sido planejada, e que quando o bebê nascesse ela iria mudar e a gente pudesse até se entender como marido e mulher, afinal éramos amigos. — Ele bebe um gole de seu refrigerante.

— Mas não foi bem assim, não é? — Pergunto retoricamente.

— Sim. Charlotte nasceu e ela não mudou. Amamentou Charlotte somente por 3 meses por eu muito insistir. Ela fingia que estava tudo bem, mas eu sentia que não estava. Eu permaneci casado com ela até os 2 anos de Charlotte. Depois pedi o divórcio, conviver com ela era insuportável demais. Ela protelou cerca de 6 meses, mas acabou cedendo. Nossos pais se intrometeram muito no processo, mas não voltei atrás, só eu sabia o inferno que eu vivia. Ela ficou com raiva de mim pois queria continuar casada comigo por causa do nome Cullen! — ele diz exasperado e eu fico cada vez mais abismada com essa mulher – Ela brigou pela guarda de Charlotte só para me pirraçar pois sabia que ficar com a menina me deixaria completamente feliz. Consegui a guarda compartilhada e vivemos num inferno desde então. — Ele suspira – Minha filha não é feliz perto da mãe, Bella, eu sei. E eu não sou feliz vendo minha filha sofrendo assim.

— A única que parece estar bem nessa história é a Alice. — Eu digo meio chateada com tudo o que ele me conta e ele me olha sofrido – Se livra da menina quando ela está com você e a tranca num internato quando é para estar com ela. E além de tudo ainda fica te atormentando. — Ele assente e abaixa a cabeça. Meu coração se parte ao vê-lo tão triste. Por um impulso, levo minha mão até a sua que está próxima a sua taça. Toco levemente no dorso de sua mão e faço uns círculos suaves. Ele sorri e levanta o olhar para mim. Eu sorrio de voltae o mundo parece parar ali. Mas aí o garçom nos lembra onde estamos quando chega com nosso almoço.

Afasto minha mão da dele já ansiando por um novo contato. Que diabos estava acontecendo com o meu corpo? Eu sinto meus dedos formigando onde toquei sua pele e uma corrente de calor se apossa de meu corpo se concentrando entre as minhas pernas. Eu estou com tesão pelo meu chefe?! Merda! Isso não pode está acontecendo comigo. Justo eu que nunca me senti atraída dessa forma intensa por ninguém tinha que sentir logo pelo meu chefe?

Caralho Bella, só você mesmo para fazer uma merda dessa!

Almoçamos tranquilamente. Ele parece mais leve por ter me contado sobre sua história com Alice enquanto eu tento a todo custo dissipar as sensações criadas pelo meu corpo pelo toque e olhar dele. Isso tem que parar para o meu próprio bem. Ao final, pedimos um petit gateau de sobremesa e nos deliciamos feito duas crianças. Ele me olha com intensidade e eu retribuo. É uma conexão que não pode ser quebrada e quando nos levantamos para ir embora, eu finalmente entendo que não posso lutar contra isso. Ele é um cara lindo, charmoso e atraente. Como não sentir atração por ele não é mesmo? O jeito é esperar que passe. E que seja logo.

Depois de eu querer dividir a conta com ele e ele negar quase ameaçando me demitir se eu insistisse, nós vamos para o carro e ele me leva para a casa dele, o meu local de trabalho. Eu estou apreensiva com a possibilidade dele morar numa mansão como a de seus pais em East Village, ou então naquelas coberturas luxuosas de Upper East Side. Mas eu, com toda certeza, não estava preparada para o que eu vejo quando ele estacionou na entrada da casa.

Aquilo era um sonho!

Eu não consigo falar ou andar. A casa parece ter saído de um sonho. Dos meus sonhos, mais especificamente.

A casa a minha frete é quase que exatamente igual ao desenho antigo que está guardado na gaveta da minha estante. A casa que eu prometi dar a minha mãe um dia. Até mesmo o azul claro das paredes externas é o mesmo que minha mãe queria que as pintasse. Um bolo se forma em minha garganta e as lágrimas tomam meus olhos.

— Bella, você está bem? — Edward pergunta para mim a alguns passos, e quando percebe que eu não me mexo, vem até mim. — Céus, você está pálida! — Ele segura minha mão — E gelada! Meu Deus, Bella, diga alguma coisa!

— E-eu... e-eu... — Eu não consigo falar nada e as lagrimas caem de meus olhos. A lembrança de tudo o que vivo desde a partida de minha mãe toma conta de mim de uma forma intensa, como a muito tempo não acontecia. Sinto o braço de Edward me envolver pela cintura e o outro por trás dos joelhos. Ele me ergue em seu colo e eu me permito deitar a cabeça em seu ombro e chorar. Estou entorpecida.

Ele entra na casa e chama por alguém, me depositando num sofá macio. Logo uma mulher aparece com um copo nas mãos. Pelas roupas simples, ela deve ser algum tipo de empregada e parece aflita. Giro o pescoço e encontro o olhar aflito de Edward, que está agachado ao meu lado. Ele pega o copo e estende para mim. Eu bebo toda a água fresca e enxugo minhas lágrimas. Agradeço a mulher com um sorriso fraco.

— Pode ir Beth, obrigado. — Ele diz a mulher, que sai em seguida. — Você está bem, Bella?

— Agora estou. Me desculpe pela crise. Há muito tempo não acontece algo assim — eu digo envergonhada abaixando a cabeça. Ele ergue meu rosto pelo queixo.

— Quer me contar? — Ele pergunta olhando em meus olhos e eu assinto. Eu sinto que tenho que explicar o que houve e também me sinto confiante em relação a ele. Como se fossemos amigos de longa data.

— Perdi a minha mãe a quase 2 anos para um câncer agressivo. Desde então estou sozinha no mundo. Quando ela era viva, ela sonhava em ter sua casa própria. Um dia, quando eu tinha 14 anos, eu desenhei uma casa para ela. Desenhei toda a planta e fachada, tudo. Prometi a ela que quando fosse uma artista famosa, eu ia mandar construir aquela casa para ela. — Eu aperto os olhos para não chorar novamente – A casa é quase idêntica a essa! — Eu digo apontando para o teto e abrindo os olhos. Edward me dá um olhar chocado.

— Sério?! Isso é muito bizarro! — Eu assinto concordando – Bom, eu desenhei esta casa quando era adolescente e, como sempre quis ser arquiteto, eu guardei o desenho para construir tudo quando fosse adulto. Quando me separei de Alice, comecei a construção. — Eu o olho surpresa. — Vou querer ver este seu desenho. — Ele me diz sorrindo e depois fica sério — E sinto muito pela sua mãe, Bella.

— Depois eu te amostro o desenho – digo, me recuperando – E obrigada! Geralmente isso não dói mais tanto assim, mas quando eu vi a casa, tudo veio à tona. Ainda mais porque esses dias eu estive pensando muito mais nela. — Suspiro quando ele franze o cenho – A sua tatuagem, Edward, do meu desenho — Ele assente – Eu fiz em homenagem a ela. Desenhei no dia que ela morreu. — Ele fica chocado — Aí levei para Emm tatuar em mim e ele gostou tanto que colocou no acervo dele. Outono era a estação favorita dela pois foi quando eu nasci.

— Você tem uma tatuagem igual a minha? — Ele pergunta e eu assinto — puxo então a barra da minha calça e lhe mostro a mesma tatuagem que ele tem no braço na lateral do meu calcanhar esquerdo. Ele levanta e manga de sua camisa social e sorri ao ver as duas imagens idênticas tão próximas.

— A diferença é que na sua tem a data de sua maior felicidade e na minha tem a data da minha maior tristeza. — Eu digo e ele, acredito eu por um impulso, me abraça emocionado.

E que abraço!

Um arrepio toma todo o meu corpo e um calor se instala na minha intimidade. Eu me sinto úmida e quente, e totalmente inebriada pelo seu cheiro. Meus mamilos endurecem por baixo dos tecidos que os cobrem e eu torço para eles serem suficientes para que Edward não os sentisse em nosso contato. Ele respira meu cheio em meu pescoço e eu estremeço de leve gemendo baixinho. Ele se afasta só o suficiente para nos olharmos nos olhos. Ele passa a língua pelo seu lábio superior e eu mordo o meu lábio inferior. Miro sua boca e a vejo se aproximando da minha.

Ele vai me beijar!

— Edward, a garota está... melhor? — A empregada volta para a sala e estaca quando nos vê. Rapidamente Edward se afasta de mim. Meu corpo logo sente sua falta e abafo um gemido involuntário que brota em meus lábios. Ele iria me beijar. Edward Cullen iria me beijar. O meu chefe iria me beijar. Ah meu Deus! — Me desculpe atrapalhar — Ela diz envergonhada.

— Tudo bem Beth, venha! — Ele diz e a chama – Esta é Isabella Swan. Ela é a nova babá de Charlotte. — Eu sorrio para a mulher e me levanto junto com Edward — Esta é Elizabeth, é a guardiã da minha casa, sem ela eu não sou ninguém. — Ele diz brincalhão abraçando a mulher que aparentava ter uns 50 anos.

— Seja bem-vinda Isabella, me chame de Beth. — Ela diz estendendo a mão para mim e me fitando discretamente.

— Obrigada Beth, me chame de Bella. Desculpe pelo meu mal-estar e por ter te assustado. — Eu digo apertando sua mão.

— Ah tudo bem, espero que esteja melhor agora. — Ela fala e eu sorrio – Bom, eu já terminei o jantar e já estou indo, menino. Dê um beijo na pequena por mim. Até amanhã Bella! — Ela diz e dá um beijo no rosto de Edward, acena para mim e sai da sala. Eu fico intrigada com a sua intimidade com nosso chefe.

— Beth foi minha babá e quando vim morar aqui, eu a trouxe para me ajudar. Ela é um amor de pessoa! — Ele explica assim que ela sai de cena.

— Ah isso eu já notei! Ela foi muito simpática! Ela não fica aqui o tempo todo? — Pergunto.

— Não, ela cria dois netos, aí ela sai esse horário para ir buscá-los na escola. — Eu assinto – Ela sempre deixa o jantar pronto no forno, principalmente quando Charlotte está aqui. — Ele conclui – Venha, vou lhe mostrar a casa.

Eu o sigo então por cada cômodo. Por dentro, a casa tem muita coisa parecida com o meu desenho, o que me deixa com uma sensação estranha de familiaridade com aquele lugar. Eu não vou dormir aqui, mas Edward reservou uma suite para mim para quando eu precisasse eventualmente ficar por aqui por um tempo maior ou até passar a noite. O quarto é ao lado do de Charlotte, que é a lado do dele.

A casa é simples, porém muito sofisticada em seus detalhes. Ela possui três pavimentos. No primeiro estão a sala de estar, a sala de jantar, a cozinha, a lavanderia e o acesso ao quintal onde há uma piscina média e um lindo jardim. Há duas escadas para acessar os outros dois pavimentos, uma pelo hall de entrada e a outra pelo acesso do quintal e cozinha.

No segundo pavimento há um escritório, uma sala destinada a uma biblioteca, uma sala de som e imagem e um quarto de hóspedes. No terceiro pavimento ficam as suítes, a principal que pertence a Edward, a de Charlotte e uma para hospedes que ele reservou para mim; mais um quarto de hóspedes e uma varanda ao fundo. Nos dois pavimentos de cima há um banheiro equipado, mas no primeiro pavimento há apenas um lavabo simples entre as salas de estar e de jantar.

— Nossa! Sua casa é encantadora, Edward! — Eu digo no final do ‘tour’. Estamos descendo os três degraus de acesso ao jardim agora.

— Obrigada! Ainda é muito parecida com o seu desenho? — Eu assinto – Que interessante isso né? Parece que temos gostos e estilos parecidos.

— Sim, é o que parece. — Respondo olhando o jardim. Há algumas plantas ali precisando de atenção agora que o inverno está para ir embora.

— Charlotte gosta muito de ficar aqui admirando o jardim, lendo ou desenhando algo. — fala se sentando num banco ali. Me sento ao seu lado. — Ela não brinca muito. Sinto que ela não tem o incentivo certo para isso. O fato de não ter irmãos e a pessoa de idade mais próxima dela na família estar entrando na adolescência não ajuda muito. Já percebi que ela não tem muitas amigas na escola. — Ele suspira – às vezes acho que tenho culpa nisso.

— Não se cobre tanto, ok?! — Eu digo afagando seu ombro – Talvez seja só uma fase. Vamos aguardar um pouco. Vou tentar algumas coisas com ela e veremos como ela se sai. — Ele me olha nos olhos e eu sorrio passando confiança para ele. Seu amor e preocupação com a filha é nitido e isso me encanta nele. Neste instante seu telefone toca.

— Oi Jane... certo, avise ao Jasper também, eu já estou indo. — Ele diz ao telefone e desliga em seguida – Bom, Bella, eu vou ter que voltar ao trabalho. Terei uma extensa reunião agora e devo estar chegando por volta de 19h. Você pega a Charlotte no colégio as 16h15 hoje. No quarto dela tem um cronograma semanal com as atividades que ela pratica na escola e fora dela com os horários respectivos. — Ele se levanta e vai andando para a garagem ao lado da casa, onde tem um homem de aproximadamente uns 30 e poucos anos. — Este é Max, Bella. Ele é o motorista e segurança da casa. Ele ficará a sua disposição para que você possa sair com Charlotte. — O rapaz acenou para mim e eu retribui — esta é Bella, a nova babá. — Ele explica para Max e saímos para a frente da casa.

— Eu posso brincar com Charlotte pelo jardim ou ir a um parque? — Pergunto a ele.

— Fique a vontade. Só peço que leve Max aonde forem. — Eu assinto. Ele mexe em seu bolso e me entrega um cartão de crédito e uma chave. — Bela este cartão é destinado a Charlotte. Tem a senha atrás. Peço que tome cuidado com ele. Caso precisem comprar qualquer coisa na rua, ou no caso de uma emergência, pode usá-lo. E esta é a sua cópia da chave da casa. — Eu assinto novamente.

— Então até mais tarde Edward! — Eu digo enquanto ele vai para seu carro.

— Até mais tarde Bella. Qualquer coisa pode falar com o Max, ele conhece tudo da casa. — Ele diz e entra no carro, dando partida em seguida.

São 15h15 ainda, o que me dá uma hora até ir buscar Charlotte. Vou até a minha bolsa e pego o meu celular. Como não tem nenhuma chamada nem mensagem, eu vou até a garagem conversar um pouco com Max. Ele me conta que trabalha a um bom tempo para Edward, desde que ele se casou com Alice e acompanhou todo o desfecho do casamento e o divórcio. Conta que Edwrad é um bom patrão, que sempre trata os seus empregados como amigos e paga os salários com justiça. Fico admirada ao ouvir outra pessoa falar tão bem de Edward que não fosse a Rose. Parece que, de fato, ele é uma pessoa fora dos padrões para alguém de sua condição.

Max também me conta que todo o seu dinheiro provém de seu trabalho, uma vez que ele se recusa a receber algo de seu pai. Segundo Max, existe um problema mal resolvido entre eles. Pergunto se era devido ao nascimento repentino de Charlotte e o casamento fracassado com Alice, mas Max me garante que não, que é uma coisa de família e antiga. Max me diz que Carlisle não parece ter sido um bom pai. Isso explica o porquê de Edward se cobrar tanto em relação a filha.

Quando percebemos já são 16h e Max me leva até Saint Madeleine Institute, um colégio tradicional e caríssimo de NY onde os filhos das pessoas mais ilustres da cidade estudam. O colégio fica próximo à mansão da família de Edward em East Village. Alguns carros caríssimos estão estacionados ao longo de uma fila na entrada do local.

— Srta, você terá que descer para ir buscá-la – Max diz parando o carro. Eu assinto e desço do carro.

Vou para a grande porta de entrada e uma mulher elegante e sisuda me recebe. Ela me avalia de cima a baixo antes de perguntar meu nome.

— Isabella Swan, responsável por Charlotte Cullen. — Eu digo numa voz cordial esperando a expressão da mulher suavizar. Doce engano. Ela confere algo em seu tablet e depois pega um pequeno microfone e fala o nome da menina e sua turma. Dois minutos depois, Charlotte vem saltitante ao meu encontro.

— Bella! Você veio! — Ela diz agarrando minhas pernas. Antes que eu pudesse responder, a mulher mal-humorada exclama.

— Srta Cullen, que modos são esses? Onde está a educação que recebes aqui? — A menina se endireita na hora como se tivesse levado um choque de 220 volts. Como ela pode tratar uma criança daquela forma por agir como criança?

Notas finais
E então, estão gostando do desenrolar do envolvimento deles? Segredos sendo divididos, sensações e sentimentos conflitantes... Não esqueça o seu review, ta bom? Salvador, 09 de outubro de 2022, por DC Anjos. Beijinhos!