Notas iniciais
Oie gente! Depois de séculos! Aconteceu TANTA coisa! Mas eu conto lá embaixo. (em tempo, desculpe quem leu editado pela metade, foi um erro de logistica) Boa leitura!

Me desculpe, Senholita Masen. Isso não vai se repetir! — Charlotte diz com uma voz baixa e um olhar de medo. Aposto como ela é castigada neste lugar. Resolvo não dizer nada, falaria com o Edward depois sobre isso.

— Vamos Charlotte! — Eu digo segurando a sua mão com carinho – Obrigada Srta Masen! Até amanhã!

— A srta será a responsável por buscar a menina agora? — A mulher quis saber.

— Sim, sou a babá dela na casa de Edward Cullen. Virei buscá-la todos os dias em que ela estiver sob a guarda dele. — Respondo a ela firme e ela simplesmente assente. Saio dali com Charlotte em meu encalço. Próximo ao carro, porém eu a pego em meu colo arrancando-lhe uma risada gostosa.

— Como está a minha menininha favorita?! — Eu pergunto rodopiando com ela em meus braços.

Nem acredito que vou ter você pla mim todos os dias! Estou feliz! — A pequena exclama com entusiasmo e é a minha vez de sorrir.

— Bom, então vamos para casa. Vou preparar um lanche pra gente e vamos brincar bastante! — Eu digo colocando Charlotte no chão. Seguro em sua mão e vamos para o carro. Eu a ajudo a sentar em sua cadeira e sento-me ao seu lado no banco de trás. Max nos conduz de volta para casa enquanto ela me conta sobre o que aprendeu hoje na aula.

Ao chegarmos em casa, eu dou um banho na menina e a levo para a cozinha. Enquanto monto nossos sanduiches, eu incentivo Charlotte a me contar mais sobre o seu dia. Percebo que ela só consegue conversar com incentivo, ou seja, se alguém lhe fizer uma pergunta primeiro. Comemos ainda conversando e depois vamos fazer o dever de casa. Como a biblioteca está com alguns materiais de trabalho de Edward, resolvo levá-la para o jardim.

Charlotte é uma menina muito inteligente para a sua idade. Quase não precisa de minha ajuda para resolver as questões. Quando ela termina as tarefas, eu as corrijo com um sorriso no rosto e a elogio. Ela fica muito corada e se embola um pouco para me agradecer. Parece que ser elogiada não é muito comum para ela.

— Bom, mocinha, agora que as atividades terminaram, eu queria pedir a sua ajuda numa coisa que quero fazer — Eu digo enquanto ela guarda seu material na mochila e começamos a andar de volta para casa. Neste momento percebo que o sol já começa a se por e a noite se aproxima.

Minha ajuda, Bella? — A menina exclama com seus olhinhos brilhando para mim.

— Sim! — respondo com ênfase – Sabe, hoje é meu primeiro dia de trabalho aqui e eu quero comemorar. — Seus olhos brilham ainda mais – Pensei em fazermos cookies para comermos depois do jantar, o que acha?? — Eu digo e vejo seu sorriso se desmanchar dois segundos depois.

Eu não sei fazer cookies! — Choraminga ela

— Mas eu sei, pequena! — Respondo como se fosse óbvio e ela abre um sorriso de admiração

E você vai me ensinar, vai? — Assinto sorrindo — Sélio? Você vai me deixar fazer com você, Bella?

— Claro, eu preciso muito de uma ajudante que seja inteligente e esperta. Não vejo ninguém melhor do que você para isso! — Eu sentencio sorrindo. Ela deixa a mochila na sala e me acompanha para a cozinha.

Você me acha inteligente e esperta? — Ela pergunta depois de um tempo em silêncio, enquanto eu espalho as coisas e separo as medidas necessárias.

— Claro minha linda, você não acha? — pergunto e fito seus olhos que parecem distantes enquanto ela senta no banquinho ao meu lado

Não sei... acho que não — Ela responde pensativa – mas você acha, e isso é legal!

— Sim, e eu sei que seu pai também acha o mesmo que eu – Cochicho para ela e ela sorri.

Voltamos então nossa atenção para os cookies. Eu mostro cada ingrediente para Charlote e como misturar tudo. Ela me imita e vai misturando com suas mãos pequeninas e se sujando inteira de farinha. Ficamos rindo sobre quem está mais suja de farinha quando ouvimos um barulho. Então Edward aparece na entrada da cozinha, com um sorriso torto radiante e com o olhar preso em nós duas. Eu sorrio automaticamente para ele.

— Posso participar desta farra também? — Ele pergunta vindo até nós e carrega a filha nos braços, dando um beijo doce em sua testa enfarinhada.

É uma cena inesperada para mim. Ele está todo vestido elegantemente, cansado de um dia de trabalho, e a primeira coisa que faz é carregar uma criança totalmente enfarinhada e se permitir sujar-se também. De fato, a cada momento, eu me surpreendo mais com este homem. A simplicidade dele me atrai de forma única. Ele me olha agradecido e eu entendo que ele está feliz por ver a filha tão espontânea e livre. Eu retribuo seu sorriso e afago seu ombro. Nossos olhares estão cravados um no outro e um arrepio se instala em meu corpo.

Meu Deus! Que poder é esse que esse homem tem sobre mim?

Estamos fazendo cookies, papai! — Charlotte diz em sua voz feliz. Edward sorri para a menina.

— Ah... eu pensei que vocês que eram os cookies! — Edward diz fingindo espanto e todos nós rimos.

— Bom, eu vou arrumar essa bagunça aqui e colocar a assadeira no forno — Eu digo me levantando.

— Eu ajudo – Edward fala, me surpreendendo mais uma vez.

Limpamos a bancada da ilha e o chão da cozinha, colocamos as assadeiras no forno baixo e lavamos a louça os três juntos. Depois subimos para tomar um banho. Eu dou um banho caprichado em Charlotte para retirar bem toda a farinha. A ajudo a se vestir e a deixo brincando em seu quarto enquanto vou ao quarto ao lado para tomar um banho rápido. Vesto a saia evasê preta até os joelhos e a camisa branca de mangas longas que trouxe na bolsa e volto ao quarto da menina. Porém paro na porta ao ouvir a voz de Edward.

— Estou te machucando, filha? — Ele pergunta e olho pela fresta da porta. Ele está penteando levemente o cabelo da menina.

Não papai. Está ótimo! — Ela responde, penteando o cabelo deuma de suas bonecas, imitando seu pai.

Não tem como não sorrir com esta cena. Resolvo deixá-los se curtindo um pouco e desço para ver os cookies e esquentar o jantar que Beth deixou pronto. É uma lasanha de berinjela com mussarela e frango, e enquanto esquenta, eu faço uma salada de folhas e um suco de abacaxi. Quando os cookies ficam prontos, eu os tiro do forno e deixo esfriar um pouco para depois colocar num pote de vidro. Logo, pai e filha descem e aparecem na cozinha. Charlotte está uma graça com uma legging rosa clara com um moletom cinza e uma pantufa de coelhinhos rosas. Edward veste uma calça de flanela e uma camisa de algodão, ambos azuis e simples.

— Onde sirvo o jantar? — Pergunto sem saber se eles costumam comer na mesa de jantar ou na cozinha.

— Pode ser aqui mesmo – Edward diz apontando a ilha da cozinha, onde eu deposito a lasanha e a salada. Edward pega nossos pratos e copos enquanto Charlotte pega o pote de cookies.

Sirvo a todos e comemos conversando sobre muitas coisas. Depois do jantar, provamos os cookies, que estavam deliciosos. As 20h Charlotte boceja e Edward me olha.

— Eu vou colocá-la na cama – Eu digo para ele, que assente recolhendo os pratos.

— Daqui a pouco eu vou lá — ele responde

Subo com Charlotte e a ajudo a escovar os dentes e fazer xixi. Coloco ela na cama e ela esfrega os olhos.

Obligada Bella! Hoje foi bem legal. Você é muito boa comigo. — Ela diz sonolenta

— Eu que agradeço pequena, agora durma com os anjos! — Eu lhe dou um beijo na testa e sinto a presença de Edward se aproximando. Ele dá um beijo na filha e apaga as luzes, deixando somente o abajur ligado. Saímos sem fazer barulho e ele deixa a porta entreaberta. Paramos no corredor em frente a porta do quarto que eu usei para tomar banho. Eu entro para pegar a minha bolsa e descemos juntos para a sala.

— Acho melhor lavarmos aquela louça. Beth ficará chateada quando chegar de manhã e encontrar aquilo ali. — Eu digo para ele e vamos para a cozinha. Eu lavo e ele seca.

— Como foi seu primeiro dia com a minha filha? — Ele pergunta enquanto ensaboo os utensílios.

— Foi muito bom. Charlotte é adorável, Edward, não tenho do que reclamar. — Respondo – Sinto que ela é muito retraída, mas com o incentivo certo, ela vai melhorar.

— Eu sei. Você não imagina como eu fiquei feliz ao vê-la rindo daquela maneira na cozinha. Nunca a vi daquela forma, tão espontânea. Preciso te agradecer, você realmente faz muito bem a ela. — Ele diz e eu coro sorrindo.

— Não me agradeça ainda. Está sendo prazeroso ajudar. Ela só precisa de atenção e incentivo. — Respondo e ele assente — Posso te perguntar uma coisa? — Ele assente novamente – Sei que não é muito da minha conta, mas por que você não pede a guarda total dela?

— Eu já pedi, Bella. Logo que me separei de Alice foi a primeira coisa que eu fiz. Alice fez um escândalo sobre eu estar abandonando o lar e querer tirar a filha dos braços da mãe. — Eu reviro os olhos – Infelizmente, estes casos são sempre favoráveis à mãe, principalmente envolvendo crianças tão pequenas e dependentes, e na época eu não consegui provar a falta de cuidado de Alice. Só via minha filha em finais de semana alternados, era muito difícil pra mim. Um ano mais tarde, eu pedi a guarda novamente e aleguei que Alice não tinha estrutura financeira para cuidar da menina. Foi um golpe baixo, eu sei, mas era o que eu tinha que de fato poderia me fazer ganhar a causa. — Ele recosta na pia e eu faço o mesmo – Alice ainda não tinha a loja e tinha acabado de se formar. Vivia querendo aumentar a pensão que recebia, então eu disse que se ela não tinha condições para manter as despesas de Charlotte, eu tinha. — Suspira com os olhos distantes – Foi negado novamente diante do apelo emocional que Alice fez, mas ao menos consegui a guarda compartilhada. Estou vendo com meu advogado para tentarmos novamente este ano. O fato de Alice abandonar a menina no internato e algumas situações que já aconteceram poderão contar ao meu favor.

— Eu sinceramente espero que você consiga dessa vez. — Eu digo o olhando nos olhos. Estamos tão próximos que sua respiração tocava meu rosto. — Dá para ver o quanto você é dedicado a sua filha e o quanto ela e muito mais feliz quando está com você. — Ele sorri torto com os olhos brilhando. — Fora que eu não fui com a cara dessa Alice. Ela não me desceu! — Eu digo e ele gargalha me fazendo rir também.

— Obrigada Bella! — Ele diz e me abraça levemente. Uma onda de calor se apossa de meu corpo novamente me fazendo suspirar. Como é bom abraçá-lo! O cheiro dele, algo mentolado e forte, me inebria e eu gemo baixinho. Sua mão desce e sobe nas minhas costas causando arrepios constantes na minha coluna, mas eu me sinto estranhamente bem com isso. — Obrigada por estar aqui comigo, Bella! — ele sussurra em meu ouvido e minhas pernas bambeam. Lentamente ele vai se afastando, encerrando o abraço, e meu corpo inteiro quer protestar. Eu abaixo minha cabeça, corando pelas sensações que me acometeram.

— Bom, eu já vou indo, Edward. — Eu digo pegando minha bolsa no balcão.

— Como você vai para casa? — Ele pergunta me fitando, eu o olho tímida.

— Metrô, tem uma estação a alguns quarteirões daqui. — Respondo.

— Oh, não mesmo! Vou pedir a Max para levá-la. — Eu neguo com a cabeça — Pelo menos até a estação, Bella. Não quero que nada aconteça a você. — Reviro os olhos, mas aceito. Vamos andamos lado a lado até o hall.

— Ah Edward, queria saber se precisarei usar algum tipo de uniforme. — Pergunto, me lembrando que não tinhamos mencionado isso antes.

— Por mim, não acho necessário. Se você quiser, eu posso providenciar. Se bem que seria melhor para você, não é? — Eu dei de ombros – Faremos o seguinte. Venha amanhã as 14h, você vai sair com a Beth para resolver isso, pode ser? — assenti – Combinado então, até amanhã Isah! — Ele disse e me deu um beijo na bochecha.

Um rastro de fogo irradiou pelo meu rosto e tomou meu corpo inteiro. Meus mamilos enrijeceram, minha boca secou, minhas pernas tremeram e minha intimidade latejou. Era muita coisa para um beijo tão simples. Eu estava pirando, não era possível!

Assenti sem condições de responder e me virei para a porta. Ele acenou para Max que trouxe o carro para perto e eu fui em direção ao banco do carona. Só respirei novamente quando Max deu partida no carro. Eu precisava desabafar com alguém.

Quando cheguei a entrada do meu prédio eu avistei Seth jogando no celular. Eu ri alto. Sabia que a minha mensagem teria exatamente aquele efeito, ele viria correndo para conversar.

— Oi viado! — Eu disse me aproximando e ele me fuzilou com os olhos

— Uma porra de ‘oi viado’ Bella, você me larga uma mensagem dessa e quer que eu espere até amanhã?! — Ele disse me pegando pelo braço e me fazendo subir as escadas. — Você vai me contar tim tim por tim tim do que essa porra significa. — Ele disse ameaçador e eu ri descontrolavelmente.

Assim que eu entrei no metrô em Greenwich Village eu mandei uma mensagem para Seth. Ele era o meu confidente e mais fiel amigo. Ele me conhece até mais do que eu mesma e era com ele que eu precisava dividir o que eu estava sentindo. Então, enviei uma mensagem que eu sabia que o deixaria curioso o bastante para correr até a minha casa:

“Viado, precisamos conversar. Envolve o fato da minha calcinha está encharcada. Você pode passar no Café amanhã antes da sua aula? Beijinhos, Bella”

Seth apenas respondeu com um ‘já estou na sua porta’ 5 minutos depois. Este era o Seth. Se o assunto envolvia qualquer conotação sexual, pode ter certeza de que ele larga o que estiver fazendo para ir saber. Ele era um safado de carteirinha, fora que quase que a minha primeira vez foi com ele.

Na época em que eu perdi minha mãe eu estava muito carente. Seth foi a pessoa que mais ficou comigo na época, inclusive não indo para o baile para ficar comigo assistindo filmes. Ele ainda estava naquela dúvida ainda se era ou não gay. Ele já havia transado com algumas meninas, mas nunca tinha sido muito bom. Ele acreditava ser por conta dos sentimentos, que não existiam com elas. Como ele acreditava estar apaixonado por mim, achava que seria diferente.

Bom, eu tava ali, carente, e ele querendo provar sua teoria. Tudo começou bem inocente. Ele me deu um selinho, eu entreabri meus lábios e ele aprofundou o beijo. Tava gostoso, devo admitir, e meu corpo respondeu quando ele segurou firme na minha cintura e me deitou no sofá, com ele por cima. Ele desceu beijos pelo meu pescoço e eu suspirei, aquilo tava muito bom. Suas mãos se infiltraram pela minha blusa e ele foi subindo até os meus seios cobertos por um fino top.

Ele se apertou mais a mim e eu senti sua ereção se formando. Neste momento, com sua boca em meu pescoço, suas mãos em meus seios e sua ereção roçando na minha intimidade, ainda que com camadas de tecido entre eles, eu me senti excitada pela primeira vez na vida. Mas ao abrir os olhos e ver o meu amigo ali, o cara que me defendia dos valentões do colégio e das vadias desocupadas, o cara que era o que eu tinha de mais próximo de uma família agora, eu vi que não conseguiria. Eu não podia deixar que a pessoa mais importante para mim se afastasse se aquilo acabasse em merda.

Suavemente, eu o afastei pelos ombros. Ele me olhou confuso e quando olhos em meus olhos entendeu na hora. Era sempre assim, nossa comunicação era perfeita. Ele saiu de cima de mim e se sentou novamente. Eu fiz o mesmo. Quando eu o olhei de relance ele tinha um pequeno sorriso de agradecimento nos lábios.

— Obrigado Bella! — Eu o olhei confusa – Se você não parasse, eu não sei o que iria fazer. Eu queria parar, mas não sabia como. Você é linda e muito gostosa, mas acho que o problema sou eu... — Eu sorri para ele — eu acho que confundi um pouco as coisas.

— Relaxe Seth, eu também acho que me atrapalhei com as coisas. — Ele sorriu para mim, eu sabia de suas dúvidas sexuais – Vamos esquecer isso. — Ele assentiu

Bom, foi isso que nós fizemos por bastante tempo, até que conseguimos voltar a falar neste assunto de maneira até divertida. Seth adorava me provocar com isso dizendo que o homem que chegou mais próximo da minha ‘periquita’ foi um viado.

É, seria cômico se não fosse trágico. Assim que entramos na minha casa ele se jogou no meu sofá.

— Conta tudo! Como é que o seu primeiro dia de trabalho acabou com sua calcinha molhada?? — Ele foi logo perguntando e eu ri.

— Simples. Meu chefe é Edward Anthony Cullen, esqueceu? — Eu falei me jogando ao lado dele – Cara, aquele homem tem um efeito da porra sobre mim. Eu nunca me senti assim. — Me virei para ele – Quase nos beijamos hoje. — Seth gritou!

— No primeiro dia? Dou uma semana para você perder esse cabaço. Aquele homem é um deus grego, até eu que não tenho periquita fico todo molhado perto dele. — Ele disse malicioso e eu revirei os olhos. — Mas vai, me conta os detalhes vai!

Comecei a contar tudo o que aconteceu, desde o encontro com Jake na empresa de Edward até a despedida com um beijo no rosto. Ele ouvia tudo atentamente e assim como eu odiou a Alice e amou a Charlotte. Depois que contei tudo ele ficou uns instantes em silêncio, o que era bem peculiar.

— Sabe Bella, eu acho que você tem duas alternativas para o que está se passando com você. — Eu o fitei – Primeiro, ele é um gato, normal sentir um tesão nele, e você tem é tempo que não namora então seu corpo está protestando algum tipo de atenção nesse setor. — Assenti, fazia sentido – Mas, segundo as sensações que você me escreveu, eu poderia dizer que tem mais do que tesão nisso. Algo como paixão seria mais adequado. — Ele disse aquilo como se fosse algo normal e eu gelei. Tenho certeza de que eu estava pálida naquele momento.

— Seth, eu o conheço a 3 dias. Isso não pode ser possível! — Eu disse com uma calma que eu não sentia. — Pode?

— Bom, tem gente que se apaixona à primeira vista, quem sabe não é esse o caso.

— Não, isso é demais para mim. — Falei balançando a cabeça. Eu não podia entrar nessa vibe. — Eu devo tá muito carente, é isso. Afinal, são 20 anos e nada de relações sexuais. Meu corpo está protestando. É só isso! — Eu sentenciei e vi Seth me olhar com um sorrisinho.

— Se você quer acreditar nisso, vá em frente. Eu aposto tudo na segunda opção — Ele disse por fim. — O que você vai fazer com tudo isso aí dentro?

— Nada. Isso vai passar. É só tesão. — Eu falei – Talvez se eu transar com alguém isso passe...

— Bom, pode até ser, mas eu duvido. A menos que seja com o próprio objeto de tesão. Digo isso por experiência própria. — Seth falou e eu corei.

— Não posso transar com meu chefe. Vou perder meu emprego! — Falei exasperada e ficamos em silêncio. — Ei, que conversa foi aquela do Jake ontem na saída do pub? — Ele se surpreendeu com a mudança de assunto e riu quando lembrou do que eu estava falando

— Ah, aquilo era o Jake querendo uma suruba entre nós três. — Ele disse e eu corei novamente – Eu não achei apropriado dizer que você ainda é virgem, então eu disse que você simplesmente não curte essas coisas. Mas ele disse que iria tentar então só vocês dois. — Ele piscou para mim – Comigo já foi, falta só você. — Eu arregalei os olhos e depois nós dois rimos. — Ele até que poderia ser uma boa opção para tirar esse cabaço aí, ele é bem gentil sabe, e tem uma pegada maravilhosa...

— Pára Seth! — Tampei meus ouvidos — Não quero ouvir. Como é que eu vou dar pra ele sabendo que aquele pau andou entrando em você também? É muita informação. — Nós rimos de novo. — De forma alguma vou transar com ele.

Conversamos mais um pouco e depois ele foi para casa. Eu tomei uma ducha rápida e me joguei na cama. O dia tinha sido intenso e eu me peguei imaginando em como seria o dia seguinte.

Quando o dia amanheceu, lá estava eu no balcão do Café Latino. Eu vestia um jeans surrado, camiseta preta dos Beatles e allstar, sorrindo e desejando aos clientes um ‘bom dia’ animado. Sue, ao perceber a minha alegria matinal veio me perguntar.

— Viu passarinho verde Bella? Ou seu dia de trabalho como babá foi tão bom assim? — Ela soltou quando eu fui na cozinha levar uns pratos sujos.

— Eita, quem ouve assim acha que eu só chego aqui de mal humor Sue! — Eu brinquei com ela que revirou os olhos.

— Não se faça de desentendida mocinha! — Sue fingiu raiva

— Sim, cuidar da Charlotte está sendo maravilhoso. Ensinei ela a fazer cookies ontem. — Eu disse e ela me fuzilou com os olhos. — É só isso Sue, eu juro! Claro, tem o fato de que eu dormi cedo, não encarei os bêbados e os assanhadinhos também. Isso também ta me deixando mais feliz – Eu disse e ela riu. Eu peguei mais cupcakes e voltei para o balcão.

Não era a total verdade. Mas eu não podia simplesmente admitir para Sue que eu estou atraída pelo meu chefe. Tão atraída a ponto de me tocar pela primeira vez na vida pensando nele como no início desta manhã. Comecei a sentir meu rosto esquentar quando minha intimidade pulsou ao lembrar disso. Foi tão intenso!

Eu acordei suada após um sonho nada inocente onde Edward e eu estávamos nadando na piscina de sua casa. Ele me prensou na borda da piscina e com os braços em volta de mim, colou o seu corpo ao meu e me beijou de forma intensa. Ele tomava meus lábios com paixão e adentrava minha boca com posse. Quando suas mãos alcançaram o laço do meu biquini nas costas e o desamarrou, eu acordei.

Eu estava ofegante e muito molhada. Enfiei minha mão por dentro da minha calcinha e constatei um volume absurdo de umidade. Se não fosse uma umidade tão característica eu podia jurar que estava urinando na cama. Ao tocar na minha intimidade quente e encharcada meu corpo respondeu ao meu toque e eu fechei meus olhos.

Edward e aquela piscina logo vieram em meu pensamento e eu intensifiquei o toque em meu clitóris. Ah como aquilo foi bom! Eu imaginei ele terminando de retirar o meu biquini e sugar os meus seios pequenos. Arfei, e com minha outra mão invadi minha blusa tocando meu seio direito. Imaginei ele retirando a parte de baixo e acariciando minha intimidade dentro da piscina. Introduzi um dedo em mim imaginando ser o dele e gemi alto. Aquilo era muito bom!

Imaginei ele girando os dedos em mim e massageando o meu clitóris com o polegar. Ao reproduzir em mim a minha imaginação, eu senti o meu corpo estremecer e minha respiração falhar. De repente uma pressão se instalou em minha intimidade e eu saí de orbita. Nunca tinha me sentido daquela maneira. Por alguns segundos eu só ouvia as batidas frenéticas do meu coração ainda visualizando Edward em minha mente.

Toda e qualquer narração sobre orgasmo que já ouvi foram lixo perto do que eu senti naquele instante. Era uma sensação de vazio e ao mesmo tempo de preenchimento pleno. Inexplicável demais. Depois que eu me recuperei, apesar da vergonha de ter feito aquilo pensando no meu chefe, eu me sentia um pouco mais mulher e mais sensual. E aquilo me deixava feliz. E por isso eu estava ali servindo cafés e cupcakes com o maior sorriso do mundo.

Seth sempre me dizia que no dia que eu tivesse um orgasmo eu descobriria uma felicidade diferente em mim que me faria sempre querer mais. E ali estava eu, tendo que admitir que aquele viado estava certo mais uma vez. Será que era só nisso que ele poderia acertar?

Às 14 horas, eu estava na cozinha da casa de Edward ajudando Beth a terminar o jantar. Ela é uma mulher maravilhosa e muito alto astral. Me contou que cuida de Edward desde ele nasceu, pois foi a primeira empregada na casa de seus pais quando eles se casaram. A mãe dela trabalhava para os avó de Edward e ela cresceu junto com o pai e o tio-padrinho dele. Carlisle a levou para sua casa quando se casou com Esme e ela ajudou a criar o Edward já que Esme não era muito maternal.

Depois que terminamos o jantar, fomos com o Max para uma loja de roupas femininas.

— Olha Bella, Edward pediu para você comprar a roupa que ficar mais confortável para você trabalhar. — Ela falava enquanto andava entre os cabideiros – Disse para comprar umas roupas mais formais também, pro caso de você precisar ir a algum evento para ficar com Charlotte.

— Eu acho que calças e camisas de cores neutras são o suficiente para mim. — Respondi

— Se você acha, tudo bem. Acho que podemos comprar uns três vestidos para ocasiões formais e um salto bonito. — Beth falou e eu assenti. Fomos então procurar tais peças.

Beth também tinha passado por aquilo. Ela sempre usava uma saia evasê midi e uma blusa em cores escuras. Ela me contou que também tinha uns trajes formais para ocasiões de almoço/jantar de trabalho na casa. Ela é muito atenciosa comigo e me ajudou a escolher tudo. Eu já a considero uma amiga. Terminamos tudo e pagamos com o cartão destinado as despesas da casa que ficava com ela. Fomos então para o estúdio de balé onde Charlotte e Nessie estavam nesta tarde.

Max me deixou no estúdio e levou Beth até ao metrô mais próximo, retornando em seguida. Na sala de espera havia algumas mulheres que eu acreditei serem babyssiters também. Eu me identifiquei e pude ter acesso até as salas de dança. Avistei a pequena acompanhando graciosamente os passos de sua professora. Ela era um pouco desengonçada, mas se esforçava muito. Do outro lado do corredor, eu vi Nessie em sua aula também. Ela estava indo muito bem na coreografia.

Um sinal soou no ambiente anunciando o fim das aulas, eram 17h. Aguardei Charlotte recolher suas coisas e vir ao meu encontro. Nessie também veio a mim assim que me viu.

— Bella! — As duas disseram juntas e me abraçaram.

— Oi princesas! Vocês estavam lindas dançando. — Eu falei e as duas sorriram – Vamos Char?

— Minha mãe me disse que eu podia ir ficar na casa do meu irmão se quisesse. Você deixa Bella? — Nessie falou comigo.

— Olha só Nessie, vou precisar falar com seu irmão. Não quero problemas. — Eu falei e ela assentiu. Então seguimos para o carro enquanto eu ligava para Edward.

— Oi Bella! — Ele falou com aquela voz aveludada que fez minhas pernas bambearem. Como isso era possível? — Está tudo bem?

— Oi Edward. Sim, está tudo bem. Olha, eu vim buscar a Char no balé e a Nessie está querendo ir conosco para sua casa. — Falei enquanto Max acomodava Charlotte no assento apropriado.

— Ah sim, sim, sem problemas. Você se importa de cuidar dela também? — ele perguntou

— Claro que não Edward, só queria te informar. Vou adorar e vamos nos divertir bastante. — Eu respondi sorrindo para Nessie que já estava sentada ao lado de Charlotte.

— Ok então, obrigado Bella! — Ele respondeu – Eu vou avisar a minha mãe. Eu chego pra jantar com vocês. Até mais! — E desligamos. Sentei no banco do carona e Max deu partida.

Ao chegarmos em casa, eu coloquei as meninas para fazerem suas lições enquanto preparava um lanche com os cookies que sobraram de ontem, frutas e suco de laranja. Enquanto elas lanchavam depois das lições, eu fui arrumar as roupas que eu e Beth compramos. Foi um total de 6 conjuntos de roupas com calças e batinhas e camisetas com jardineiras jeans. Tudo de um tecido confortável e cores claras. Compramos também 3 vestidos, um mais simples e dois para festas. Coloquei as peças no closet que havia no quarto onde eu ficava. Além das roupas, Beth me fez comprar 3 pares de sapato: um tênis branco, outro cinza e rosa claro e um salto preto. Com tudo arrumado eu fui ao encontro das meninas. Elas estavam na sala de som e vídeo.

— O que vocês querem fazer? — Eu perguntei me sentando ao lado delas – Pensei que podíamos jogar algo.

— Sim! — Nessie falou – Char, pegue os controles do Xbox...

— Hum... na verdade, pensei em jogos manuais sabe... — Eu falei e as duas me olharam confusas – tipo tabuleiro, baralho, dominó, quebra-cabeça... — Eu olhei para elas ao ver que elas não esboçaram emoção. — Vocês nunca brincaram disso? — as duas negaram. Meu Deus! Cadê a infância dessas garotas?

Tem um donimó ali na gaveta, vi meu papai falar esse nome quando pegou uma vez. — Char disse apontando para um aparador que tinha ali. Eu fui lá e achei não só o dominó, como baralhos, damas, xadrez e outros jogos.

— Bom, parece que eu tenho a missão de inserir vocês no mundo das brincadeiras legais. Qual vocês querem aprender primeiro? — Eu perguntei colocando vários jogos em cima do aparador. Char e Nessie vieram para perto para escolherem melhor. Char escolheu um quebra-cabeças e Nessie o baralho. Resolvi ensinar canastra para Nessie e fui ajudando Char com seu jogo já que ela era muito nova para entender o jogo de canastra.

Nós perdemos a noção do tempo até que Edward chegou e nos encontrou imersas ali. Char estava avançando muito na montagem e eu estava encantada dela ser tão rápida assim. Nessie ainda estava perdendo para mim, mas percebi que estava se divertindo muito. Edward parou na porta nos observando com um sorriso todo bobo. Eu fui a primeira a vê-lo e corei ao lembrar do meu sonho.

— Olá princesas! — Ele disse para as meninas que viraram o rosto para vê-lo e dispararam para abraçá-lo. — Olá Bella! — ele disse para mim e eu sorri. — Vejo que acharam os meus jogos.

— Mano, a Bella está me ensinando a jogar canastra, ela é muito boa! — Nessie disse puxando o irmão para perto do jogo.

E eu to montando quebla-cabeça, to quase terninando papai! — Char disse mostrando as peças que faltam.

— Nossa, parece que tiveram bastante diversão por aqui. Vocês já jantaram? — Negamos e eu olhei as horas. Deus, eram 19h30 já!

— Ah não! Eu me passei no horário, me desculpe Edward! — Eu disse levantando do chão. — Vou servir o jantar para nós. Nessie terminamos depois, tudo bem? Vocês duas precisam ir lavar as mãos. — Eu falei e elas foram saindo na frente. Edward me olhava com admiração e algo mais.

— Nossa, você é boa nisso! — Ele exclamou e eu olhei confusa. Estávamos no corredor. — Elas te obedecem sem pestanejar. Se fosse comigo eu teria que adular essas duas para saírem daqui. — Eu ri

— É o efeito Bella. — Eu disse brincalhona – Todo mundo fica caidinho por mim – eu ri e ele pegou a minha mão e se aproximou de mim a ponto de eu sentir o calor que emana de seu corpo. Ele estava ainda com a roupa do trabalho e perfume dele misturado ao cheio do suor do dia conferiam um forte odor de masculinidade que me deixou tonta.

— É eu sei. Acho que também estou sofrendo com o poder deste efeito. — Ele falou com sua boca a centímetros da minha. Eu mordi o lábio em expectativa e senti um calor tomar o meu corpo a partir da minha mão que ele segurava e se concentrando na minha intimidade já úmida. Ele acariciou o meu rosto com a outra mão. — Este efeito é muito poderoso mesmo. Venho sentindo na minha pele. — Ele disse e roçou nossos narizes. Nossos olhares estavam conectados e o mundo estava parado. Ele roçou os lábios nos meus bem de leve e eu fechei meus olhos. Suspirei entreabrindo meus lábios. Eu iria ser beijada por ele.

O telefone da casa soou alto nos tirando do nosso transe. Nos afastamos como se tivéssemos levado um choque e eu corei até a alma. Covarde, eu corri para a cozinha, tentando acalmar o furação que se passava dentro de mim. Deus! Aquilo era uma loucura. Ele ia me beijar e eu queria que ele me beijasse. E eu ainda quero que ele me beije! Céus, eu estou perdida!

Foquei em aquecer e servir o jantar. As meninas desceram primeiro o que eu agradeci mentalmente pois não sabia o que fazer se ficasse com Edward a sós novamente. O que ele me disse ainda estava rodando a minha mente. “Este efeito é muito poderoso mesmo. Venho sentindo na minha pele...” o que ele quer dizer com isso? Será que ele fica fora de órbita como eu? Será possível? Suspirei.

As meninas arrumaram a mesa enquanto eu me ocupava de tirar as travessas dos fornos. Carne assada, arroz a grega, salada e batata gratinadas. Eu peguei o suco na geladeira quando me virei tive que me segurar. Ali estava ele, preenchendo a cozinha com seu perfume másculo. Baixei o meu olhar e tentei colocar a mente no lugar.

— Sabe, queria que você fosse a minha babá também. Não que eu precise, mas seria legal ter alguem com quem se divertir em casa. — Nessie disse

— Oh Nessie, sempre que você quiser pode vir para cá. — Eu falei me compadecendo – Claro, se o Edward e sua mãe não verem problemas. — eu me corrigi olhando para Edward pela primeira vez desde que ele entrou na cozinha. Ele sorriu para mim.

— Por mim você podia morar aqui Nessie, você sabe disso. — Edward falou e olhou com compaixão para a irmã — como está tudo por lá? — Ele mudou o tom de voz para mais sério

— Aquilo de sempre. Brigas, quartos separados, papai saindo todas as noites. Ele ainda chega a tempo do café para que eu não perceba. — Nessie riu irônica e revirou os olhos — Queria que ele parasse de fingir que tá tudo bem para mim. Me sinto uma idiota. Tenho 13 anos, é de se esperar que entenda o que está acontecendo né? Eu não sou a Char! — Ela disse exasperada. Olhei para a Char que estava comendo tranquila quando ouviu seu nome olhou para a tia confusa. Eu só queria sair dali, aquele assunto era muito pessoal e me sentia uma intrusa. — Desculpe Bella, você deve tá boiando na conversa...

— Tudo bem Nessie. Sempre que precisar, pode contar comigo se quiser desabafar — eu falei e estendi a mão para tocar a sua e ela sorriu. Olhei para Edward que murmurou um ‘Obrigado’ silencioso. Continuamos a comer e eu puxei o assunto do balé elogiando as meninas. Descobri que elas faziam balé por causa de Esme, era uma tradição Cullen que as mulheres fossem bailarinas.

— Tudo na nossa família carrega o peso da tradição. — Nessie bufou – Eu até gosto do balé, mas preferia fazer jazz ou street dance. — Ela disse e virou para o irmão — Mas um dia eu ainda vou fazer como você maninho. Vou chutar o pau da barraca e vou fazer o que eu quero da minha vida. — ela disse decidida e eu e Edward nos olhamos.

— Na família Cullen, todos os homens são médicos. — Edward disse sem tirar os olhos de mim – e meu pai não gostou muito quando eu disse que não iria arriscar a vida de ninguém na profissão errada. — Ele suspirou – Tem umas 4 gerações de médicos na nossa família e para ele foi como se eu tivesse traido o sangue. — Eu fiquei chocada.

— Sério, em pleno século XXI e isso ainda existe? — eu perguntei e eles assentiram. — Nossa!

— E por isso meu pai trata o Edward como um traidor até hoje. Nosso pai é muito frio — Nessie disse – Nem sei como um pai pode ser assim com um filho.

— Isso é um problema mais antigo e mais profundo, Nessie. — Edward disse e olhou para Charlotte que estava já sonolenta — acho que vou colocar essa moça na cama. Licença! — Ele disse e carregou Charlotte para cima.

— Ele não gosta muito de falar sobre isso, mas eu sei que tem a ver com o nosso falecido tio Anthony. Ele era padrinho dele e pelo que sei, ele sempre incentivou meu irmão a seguir seus sonhos. Foi quem mais apoiou o Edward a seguir a arquitetura, enquanto era vivo — Nessie disse e eu fiquei atordoada com tanta informação.

Recolhemos os pratos juntas e começamos a conversar sobre gostos musicais enquanto eu lavava e ela secava a louça. Edward desceu e me pediu para subir pois Charlotte queria me dar boa noite. Eu fui até seu quarto e ela estava quase dormindo.

— Oi Char! — Eu disse – tenha uma linda noite! — Dei um beijo em sua testa e ela sorriu fechando os olhos. Essa menina é tão carente que o meu coração fica apertado de deixá-la sozinha com aquele projeto de mãe que ela tem.

Desci e encontrei Edward e Nessie indo para a sala de jogos.

— Vamos terminar a partida Bella? — Nessie me questionou

— Acho melhor não Ness, — Edward disse primeiro — Está no horário dela já.

— Nossa maninho, isso é porque você não quer pagar hora extra para ela ficar jogando comigo? — Nessie brincou e todos rimos

— Não mocinha. — Ele disse me olhando – Pagaria muito mais até para ela dormir aqui todos os dias. Mas penso na segurança dela. Bella mora no Brooklin e não quero que ela corra perigo porque saiu muito tarde da minha casa. Nunca me perdoaria. — eu sorri para ele.

— Seu irmão está certo Nessie, mas na quinta você pode vir depois do balé e jogamos novamente. — Eu disse e ela sorriu.

— Nessie, vá arrumando suas coisas que o motorista deve estar chegando para te buscar. — Nessie foi para a biblioteca e eu subi as escadas para pegar minha bolsa no quarto. Quando sai dei de cara com Edward na porta.

— Bella, por favor... sobre o que aconteceu lá embaixo... — Ele disse nervoso – eu não sei o que houve comigo, mas por favor, não me entenda mal. Eu não quero me aproveitar de você, não sou desse tipo de patrão... — Ele disse e eu sorri nervosa.

— Tudo bem Bella, eu não estou pensando nada disso — Eu respondi – Ta tudo bem, de verdade.

— Eu só não quero que você pense de mim algo que eu não sou! — Ele suplicou me olhando profundamente

— Eu sei o que você é Edward. Eu confio em você! — falei convicta e ele sorriu enfim. Uma buzina soou no andar de baixo e nós descemos juntos.

Eu aproveitei e peguei uma carona com o carro da família Cullen até o metrô e segui meu rumo até em casa. As palavras ditas por Edward rondaram a minha mente até eu adormecer e eu já estava ficando louca sem saber o significado daquilo. Mas eu era muito covarde para perguntar diretamente para ele. Que ironia né? Justo eu, que sempre enfrentei tanta coisa me sinto covarde diante de todo esse furacão de emoções chamado Edward Anthony Cullen.

Notas finais
Salvador, 30 de setembro de 2023, por DC Anjos. Beijinhos!