E terça-feira havia finalmente chegado, seria eufemismo dizer que as garotas não estavam nervosas com isso. Passaram os últimos dois dias só pensando na bendita aula de yoga. Talvez, não tivesse sido uma boa ideia mesmo... Brittany estava começando a concordar com Santana que, por si só, tentava de todas as maneiras arranjar alguma desculpa desde sábado para não ter que levá-la. Contudo, nenhuma delas obteve sucesso.

O resultado disso?

As duas se encontrando para ir a primeira aula de yoga. Era “tarde demais” para voltar atrás. Claro que não tinham coragem de externalizar isso para ninguém se não a si próprias, porque se o fizessem: seria um caminho sem volta. Mas, já não sabiam de mais nada, então o melhor era apenas deixar rolar... Colocando de lado qualquer pensamento fantasioso, pois uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Ao menos, em teoria. Era só uma aula. Só isso.

— É aqui? — Brittany perguntou, ao virar o carro em uma rua.

— Parece que sim. — Santana afirmou, voltando a fitar o mapa aberto no celular. — Chegamos.

— Ah, ainda bem! — Ela suspirou, estacionando o veículo rente à calçada. O caminho delas até lá tinha sido um pouco mais complicado do que o planejado. — Nossa... Já tava achando que a gente ia se atrasar, não contava com aquela obra no meio do caminho.

— Sorte sua que eu me saio melhor do que a voz do GPS...

— Verdade. — A Pierce riu. — Se não fosse você eu estaria perdidinha. Cê tem futuro como mulher do GPS, San-shine. Pensa nisso.

— E no que eu não tenho futuro, anjo? — Se gabou, brincalhona.

— Bom ponto. O céu é o limite pra uma entidade como você.

— Agora eu gostei!

Elas riram e Brittany desceu do carro, para ajudar a outra a se levantar do banco. Aquilo vinha acontecendo com mais frequência do que antes, já que a barriga da morena continuava crescendo semanalmente e agora ela estava começando a perder um pouco de equilíbrio em decorrência disso. Ah, as peculiaridades da gravidez... Logo as mulheres soltaram as mãos e entraram na academia, Santana verificou seu cadastro com a recepcionista e a mesma rapidamente encaminhou ela e Brittany até um vestiário diferenciado para gestantes – que dava para uma sala isolada das demais, cheia de tapetes de yoga sobre o chão de madeira.

Após trocarem de roupa, Santana e Brittany entraram juntas no espaço, que naquele minuto estava praticamente preenchido, com exceção da professora que ainda não havia dado sinal de vida no lugar. O único tapete que havia sobrado estava no fundo da sala, então foi para lá que foram. E sentando-se lado a lado nele, em silêncio, esperaram. Foi só quando a professora entrou na sala que se permitiram trocar rápidos olhares de novo, isso antes de prestarem total atenção na presença dela, é claro.

— Olá a todos! Me chamo Holly Holliday... — Se apresentou, enquanto se acomodava no tapete em destaque. — Quase um trava-línguas, eu sei. Mas, logo vocês logo se acostumam.

O pessoal riu junto a mulher e ela cruzou as pernas, sentando-se em uma postura que lembrava à de meditação.

— Êêê risada gostosa, já tô gostando dessa turma. Sejam muito bem-vindos ao que eu chamo de: círculo de compartilhamento. Pra quebrar o gelo, no começo de toda aula eu costumo pedir pra que vocês sentem igual a mim... Só que de frente pra sua respectiva dupla. Vamos começar?

Todos concordaram e passaram a fazer o que Holly mandou, inclusive Brittany e Santana que, mesmo com certo frio na barriga, seguiram firmes. Ou perto disso, pelo menos. Na visão da Lopez, a loira estava super tranquila, já ela? Nem tanto assim. Na visão da Pierce entretanto, era justamente o contrário. O difícil ali era saber quem estava lidando levemente melhor com a situação, porque parecia não existir um lado que estivesse. E não tinha mesmo.

— Qual o motivo disso? Vocês devem estar se perguntando. Bom, é natural que as pessoas cheguem aqui muito tensas... Principalmente as futuras mamães, e como o intuito dessa aula é relaxá-las e, de certa forma, as preparar para o que há de vir em um futuro parto também, é essencial que sua dupla transmita total segurança a você, seja ela quem for. Vale ressaltar que o importante aqui não é a relação que vocês têm, mas sim o quanto podem confiar na sua dupla quando forem fazer as posturas, pois elas exigem um comprometimento a mais. — Holly explicou, alternando olhares com todos os presentes. — Dito isso, agora que você está frente à frente com a sua dupla, inspirem fundo pelo nariz e mantenham contato visual, como se essa pessoa fosse o seu reflexo no espelho. Segurem o ar e quando eu disser para soltar, expirem pela boca. Tudo bem? Vamos lá.

Brittany e Santana começaram a se encarar e, a partir daquele instante, a morena percebeu o quão difícil era sustentar o olhar na outra, pois aqueles olhos azuis eram uma mistura alegre, aconchegante e assustadoramente convidativa ao mesmo tempo. Em contrapartida, a desenhista pareceu imergir em olhos castanhos sem muita dificuldade, na tonalidade, em como eles eram sutilmente puxadinhos e tão, tão atrativos e bonitos, num nível perigoso até. Chegava a parecer impossível o ato de parar de fitá-los, afinal não era a primeira vez e nem a última que Brittany se permitia a olhar tanto tempo para eles, ou qualquer outro detalhe no rosto de Santana. A verdade é que não conseguiria evitar, nem se quisesse.

Após terminarem a série de respirações, Holly pediu para que uma pessoa de cada dupla colocasse as mãos sobre o ombro da outra e se abaixasse, alongando-se alternadamente. E assim o fizeram também. Depois, a Lopez e a Pierce ficaram de costas uma para outra, tocando as mãos e os braços e os levando junto para cima. Sucessivamente aprenderam outras posturas de yoga, e, acabaram por se soltar ao longo da aula, não era nada complicado confiar uma na outra ou ficar tão perto fisicamente – como jamais estiveram antes; o difícil mesmo era a tentativa falha de bloquear tudo o que sentiam com isso.

Na aula, conseguiram alcançar certa zona de conforto... Fato. Mas, fora dela? A realidade batia com tudo. Quando saíram de lá, mal trocaram uma palavra e se despediram às pressas.

(...)

Quando sua campainha veio a tocar repetidas vezes aquele dia, Kitty soube na hora que era Brittany com alguma crise existencial. Prontamente foi atender a amiga, com o mesmo aspecto zen de sempre. Só a Wilde mesmo para entendê-la tão bem. Se cumprimentaram com um abraço, e Katherine trouxe a outra loira consigo até o sofá, onde se sentaram.

— Diga, Britt. Tô ouvindo.

— Ok. — Ela assentiu, perguntando-se por onde começar. — Eu acho que... Que eu tô gostando de alguém, Kitty.

— Ah, você acha? Porque eu tenho certeza. A senhora anda bem sumida e abobalhada pro meu gosto... — A psicóloga se divertiu, enchendo o saco da outra. — Sempre fica assim quando tá de olho em alguém.

— É... Eu fico, né? — Brittany suspirou, reflexiva. — Desculpa.

— Tem que parar com essa mania de se desculpar por tudo, menina! Relaxa, não tô aqui pra te julgar não... Sabe disso. — Kitty abriu um sorriso compreensivo, e cutucou o joelho da amiga. — Então, qual é o problema com essa pessoa?

— Problema?

— É. Pra você aparecer aqui do nada em plena noite de terça-feira, tem que ter um problema. Tô errada?

— Não... Não tá. — A loira admitiu. — É que eu não... Não sei nem se ela gosta de mulher, quem dirá se é solteira.

— E o que te impede de tentar descobrir? — Ela estranhou, já que tais coisas nunca foram barreira antes para a melhor amiga se aventurar.

— Não sei. Acho que... O fato dela estar grávida, talvez.

— Espera aí! — Kitty arregalou os olhos, passada. — Estamos falando daquela garçonete que você ajudou mês retrasado ou eu tô ficando louca?

— Não, não tá. É dela mesmo...

— Gente, eu jurava que você tivesse gostando da tal linguista que contratou pra sua HQ.

— Então, acontece que as duas são a mesma pessoa. A Santana... Que também é inspiração pro visual da Snixx, basicamente. E eu acabei de acompanhar ela em uma aula de yoga pré-natal hoje, que eu meio que me convidei pra ir porque ela não tinha uma dupla e enfim... Um rolo.

O queixo da Wilde foi no chão, de tão chocada que se encontrava com as descobertas. Aflita, Brittany esperou que ela dissesse algo.

— Como é que eu não fiquei sabendo dessa história antes?!

— Eu tava tentando deixar quieto, mas acho que não deu muito certo. Tá difícil.

— Imagino. — Kitty tornou-se pensativa por milésimos de segundos. — Bom... O melhor que você pode fazer agora é deixar as coisas acontecerem naturalmente, como sempre fez. Se existir alguma chance, eventualmente a Santana vai deixar escapulir. Cê tem experiência, sabe como é

— Mas, e se eu estragar tudo me iludindo com falsos sinais? Não quero que nossa amizade acabe... Tenho muito medo, sério.

— Eu entendo, B. Mas, essas coisas fazem parte... Às vezes temos que arriscar a quebrar nossa cara pra conseguir o que a gente quer.

(...)

Quinn fitou a amiga e riu, impressionada com a negação do óbvio de Santana. Estavam no quarto da latina jogando conversa fora, até o assunto ‘Brittany’ surgir casualmente. Assim, acabaram por estender um pouquinho aquele tópico. Ainda mais levando em conta os últimos acontecimentos.

— Aí, Lopez... Tenha dó. Você e a Brittany tão xonadinhas demais. Fica toda besta quando fala dela e ela? Vive te desenhando... Fora os flertes pra todo lado e ela se autoconvidando pra fazer yoga com você, o crush é recíproco escuta o que eu tô dizendo.

— Não viaja. Somos amigas, Fabray... Nada mais que isso. — A morena se manteve na defensiva, tencionando involuntariamente suas costas contra a cabeceira da cama. — E não é como se eu e você não ficássemos de gracinha também, principalmente no começo da nossa amizade. Esqueceu, foi?

— Claro que não, flor. — Lucy piscou, convencida. — Mas, o que eu quero dizer é que... Diferentemente das nossas brincadeiras, vocês tão querendo se pegar mesmo. É nítido. Tudo aponta pra isso, e você toda irritadinha com a ideia só comprova meu ponto de vista, desculpa te falar.

Um silêncio esquisito se instalou no ar, por alguns instantes.

— Beleza, Quinn. — Santana bufou, dando-se por vencida. — Vamos supor que eu realmente esteja interessada nela então e que, de alguma forma, isso seja recíproco como disse... — Levantou a hipótese. — Isso ainda não exclui o fato de que ela tem namorada.

— Será que tem mesmo? — A loira rebateu. — Acho que devia perguntar, só pra garantir. Melhor do que ficar na dúvida.

— Eu não! — Ela se negou, rapidamente. — Se eu perguntar, ela vai achar que eu tô interessada.

— E daí? Você acabou de confessar que tá mesmo, qual o problema? Todo mundo sairia ganhando! — Quinn não conseguiu conter risadas e foi altamente fuzilada por olhos castanhos. — Tá bom, tá bom! Já parei!

— Tô arrependida de ter te chamado aqui.

— Não tá não! Vem cá, meu amor... — A jovem se aproximou e trouxe a outra para seus braços, depositando um beijo em sua bochecha, enquanto abraçava-a de lado. — Bote um sorriso agora mesmo nesse rostinho lindo, tô mandando.

— Hum... — Santana a fitou de relance, fingindo superioridade. — Vou pensar no seu caso.

— Pense com carinho.

(...)

Era noite de sexta-feira, quando Brittany terminou um copo d’água e retornou ao sofá, apossando-se de seu notebook. Ainda não havia checado as redes sociais no dia e, quando assim o fez, viu Marley lhe enviar um convite para vídeo chamada, muito provavelmente por notar que estava online mais tempo que o normal. Logo aceitou, sem muita cerimônia. Fazia pouco mais de uma semana, desde a última vez que se falaram desse jeito.

— Oi, Marley.

— [Britt...]

— Tudo bem por aí?

— [Sim, trabalhando bastante e você?]

— Também.

— [Que bom. E como vai a vida de solteira no seu novo cantinho?]

— Bom... — A Pierce riu. — É uma experiência e tanto, não vou negar. Você tava certa.

— [Te falei.]

— A melhor parte é que nem meus pais, nem a Sugar sabem onde eu moro. Isso por si só já é uma maravilha. Mas, enfim, não é por isso que me chamou né... Vamos direto ao assunto.

— [Certo. Como tá a situação do nosso apartamento? Já temos uma boa oferta?]

— Não... Ainda não. Mostrei ele pra umas sete ou oito pessoas essa semana, e nada de retorno. Tão achando caro.

— [Hum, entendi... Por que não pede pro seu amigo, o Samuel, mostrar o apartamento pros próximos visitantes?] — A modelo sugeriu, lembrando: — [Afinal, foi ele que nos convenceu a ir pra lá.]

— Verdade. Se tem uma coisa que o Sam é bom, essa coisa é vender. Vou falar com ele.

— [Depois me conta, tá?]

— Uhum.

Elas desligaram a chamada pouco depois disso e a loira mandou um vídeo engraçado para Santana, que rapidamente a respondeu com suas típicas provocações encantadoras de sempre. Só de pensar que ficaria dois dias sem vê-la para adiantar alguns trabalhos naquele final de semana, já era o bastante para agoniá-la. Mas, era um “mal” necessário. Segunda-feira não demoraria a chegar, e as aulas de yoga que tinham terça, quarta e quinta? Menos ainda. Contava com isso... Já estavam muito mais íntimas que na primeira vez, e a necessidade de toques crescia mais e mais, mesmo que involuntariamente.

(...)

Estavam na última aula de yoga que teriam aquela semana (a segunda que frequentavam, aliás) e a latina começou a sentir muita vontade de comer batata frita com sorvete, aleatoriamente... Droga, era outro desejo estranho. Primeiro, porque não curtia misturar salgado com doce. E depois, porque não fazia o menor sentido essa combinação, além de não ser nada saudável. Morria de medo de desenvolver diabetes gestacional.

O desejo por cookies de menta com gotinhas de chocolate de semanas atrás, mesmo que peculiar, ainda era relativamente aceitável perto do que seria a junção abominável de fritura com sorvete. Bom, apesar de Santana tentar com todas as forças se convencer de que aquilo não era nada apetitoso, seus hormônios teimavam que sim. Era o que queria e ponto final, fim de história.

Não tinha muita saída...

Brittany logo reparou na mudança brusca de semblante da sua dupla e, assim que a aula terminou, procurou saber o que estava rolando com a Lopez enquanto ainda estavam no vestiário.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não... — Santana sorriu, na esperança da loira se acalmar. Não queria alarmá-la à toa. — Relaxa, Britt-Britt. Eu tô bem.

— De verdade?

— Uhum.

— Então, por que tá fazendo essa cara?

— Que cara?

— Essa aqui. — Brittany chegou mais perto, levando automaticamente uma mão para o rosto da outra, onde passou o polegar de maneira delicada. — Sei que tem alguma coisa... Pode me falar.

— Ok... — A Lopez sentiu o rosto em chamas e se afastou na hora, mexendo no cabelo para a ação passar despercebida. — Não ri, tá bom?

— Tem a minha palavra. — Ela prometeu.

— Certo... Meio que me deu desejo de comer batata frita com sorvete, do nada.

— Sério? — Brittany riu.

— Ei, você prometeu que não ia rir!

— Desculpa! Não é por mal... Juro. É que eu adoro batata frita com sorvete.

— Mentira. — Duvidou.

— Sem brincadeira. Gosto mesmo, Santana. — Ela admitiu, com certo peso na consciência. — Sei que não parece, mas amo comer tranqueira. E batata frita com sorvete é meu ponto fraco.

— Que gulodice...

— Olha, não queria dizer nada, mas cê não tá com muita moral pra me acusar disso não. — A Pierce brincou, recebendo alguns tapas inofensivos no braço. — Ai, ai, sem violência!

— Me respeita!

— Tá bom, tá bom! — Ela se deixou gargalhar mais um pouco e, em seguida, perguntou: — E aí, se tivesse que escolher entre McDonald's, Burger King ou Wendy's, em qual iria pra saciar esse desejo?

— Vou me arrepender muito disso, mas acho que... McDonald’s. Por quê?

— Vamos lá? Depois te levo pra casa e fechou.

— Tá... Vamos.

(...)

— O que? Seu primeiro desejo foi cookie de menta? — Brittany se admirou, tornando-se pensativa. — Nem sabia que existia isso...

— Nem eu. O engraçado é que odiei quando comi pela primeira vez, nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse vir a se tornar um desejo meu. Mesma coisa com essa história de comer batata frita com sorvete... Temos que admitir que é meio esquisito, né?

— Pode até ser, mas vai dizer que não gostou? — A Pierce olhou em direção ao banco passageiro e espreitou os olhos. — Duvido!

— Não foi tão ruim quanto eu imaginava...

— Você adorou!

— Errado, Elizabeth adorou.

— Isso porque Lizzie é esperta, tinha que dar mais ouvidos a ela.

— O que tá insinuando com isso, hein? — Santana riu, percebendo Elizabeth começar a se mexer em seu ventre. Impressionante, só acontecia quando Brittany estava por perto. — Falando no monstrinho, parece que ela acordou.

— Jura?

A morena assentiu e Brittany abriu um sorriso, encostando o carro na primeira rua que viu. Santana pegou a mão dela, assim como nos demais dias que aquilo voltou a acontecer, e a guiou até sua barriga. Mais uma vez, presenciaram juntas daquele afável momento quietinhas, como se mais nada em volta importasse ou existisse.

— A gente devia cantar pra ela... — Brittany propôs.

— O que, por exemplo?

— Não sei... Me veio à cabeça Songbird do Fleetwood Mac, conhece?

— Sim. — Ela confirmou. — Conheço. É uma ótima ideia.

As mulheres começaram a cantar juntas, mas a desenhista não conseguiu prosseguir ao observar a outra soltar a voz tão graciosamente, à medida que fitava a própria barriga, concentrada.

“And I love you, I love you, I love you... Like never before, like never before.”

— Nossa... — Brittany engoliu a seco, admirada. — Isso foi lindo.

— Me deixou cantando sozinha, né? — Ela riu. — Palhaça!

— Desculpa, não dava pra mim. Travei legal... Você tem a voz perfeita, eu não... N-nem sei o que dizer.

— É... Eu mando bem, não vou negar. — Santana respondeu, como se aquilo não tivesse a abalado e afastou a mão da outra de si, olhando para a janela em disparada. — Enfim, acho que a Lizzie já parou. Vamos indo?

— Sim, sim. Vamos.

Brittany se forçou a olhar para frente também, e continuou o caminho até o prédio de Santana. Assim que chegaram frente a ele, prolongaram certo silêncio, onde a mais baixa acabou por abraçar a dos olhos azuis e desse jeito ficaram, sem sair do veículo ou do lugar... A necessidade dos corpos enlaçados daquele jeito não era exclusiva da Lopez, muito pelo contrário, já que a Pierce dava tantos sinais de que queria quanto ela. Seus cheiros estavam mais evidentes que nunca, assim como o calor de suas peles e batidas de coração. Era recíproco... E como. Não sabiam muito bem como aconteceu, mas de uma hora para a outra se viram dentro de um beijo altamente desejável.

Notas finais
Tudo não passa de um sonho... Tô brincando, tô brincando! Até ♥