Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
8 7° Episódio
O Buraco Na Árvore
— Como vamos sair daqui?!
— Fica calma, Lúcia!
— Você não entende! Aqui é perigoso! Há seres ainda não descobertos... Plantas misteriosas e-e....
— E o quê?? — me aproximo dela.
— E lobisomens!!
— Lobisomens? Mas nem é noite de lua cheia.
— Mas e se houver uma exceção?
— Vamos ficar beeem, relaxa.
Pego a vassoura quebrada no chão.
— Você conhece algum feitiço reparador de vassouras?
— N-Não...
— Argh... Que ótimo.
Eu puxo Lúcia, que está travada, e balanço a minha varinha.
— Lumus!
A varinha acende uma pequena luz branca em sua ponta.
— Você viu isso? Ela me obedeceu novamente.
— V-vi... Preciso achar a minha varinha também.
— Certo.
Olho ao redor, é cheio de árvores gigantes. Quase não dá para ver o céu por causa das folhas que encostam umas nas outras parecendo um guarda-chuva. Ainda há alguns raios da iluminação da lua que passam pelas frestas das folhas.
— Susie!...
— O que foi?
— A-acho que tem alguma coisa se mexendo ali!
Eu olho para a direção que ela aponta. Uma sombra negra passa rápido pelos troncos de árvore.
— Lúcia, corre!
Eu puxo sua mão enquanto sinto pela vibração da terra a coisa se aproximar. É grande. Muito grande!
— Ali! Rápido!
— Onde?!
Eu aponto para um buraco grande e oco em uma árvore gigante.
Puxo Lúcia e nos escondemos.
— Nox!
Balanço a varinha e ela se apaga. Empurro Lúcia para mais fundo do buraco e me escondo espiando a coisa nos procurar.
Há um som estranho vindo da coisa.
Tac... Tac... Tac... Tac!
— O que é-é isso?? — Lúcia cochicha no meu cangote.
— Não sei, está escuro... Não consigo ver...
Tac!... Tac... Tac...
A coisa parece se aproximar da árvore. Sinto algo raspando nos troncos das árvores como algo lixando.
— Vamos morrer! — Ela cochicha tremendo.
— Eu tenho uma ideia...
Olho os pedaços de vassoura da minha mão direita.
— Se a coisa estava atrás da gente e não viu a gente se esconder, é porque talvez não consiga enxergar direito também.
— "T-talvez"?
— Sou a única que tem uma varinha, e não sei quanto tempo isso vai ficar aqui... Precisamos voltar a escola custe o que custar.
— M-mas eles podem sentir a nossa falta, podem nos procurar pela manhã.
— Se estivermos vivas! Estou com mais medo do que você, mas preciso fazer alguma coisa.
Lúcia segura a minha manga.
— Não vai Susie.
— Eu preciso, vou distrair ela o máximo que eu puder. Corre para lá, era a direção do castelo. Tenta achar a professora Milore e diga o que aconteceu.
— T-Tá bom, não faça nada que um Lufano não faria.
— Vai!
Eu jogo um pedaço da vassoura para uma direção. A coisa parece ter ido atrás. Eu corro na outra direção e acendo a minha varinha novamente.
— Ei, coisa feia! Venha aqui! Venha!
Ela parece ter ouvido e começou a me perseguir. Eu pulo algumas raízes. Um galho caído. Um tronco podre e me escondo atrás de uma árvore.
— Tac! Tac! Tac!
A coisa passa por mim, eu olho suas costas e pernas peludas, é uma baita aranha gigante!
Ela ouve a minha respiração ofegante e se vira para mim. Suas presas batem uma contra a outra.
— Tac! Tac!
Ela se aproxima para me atacar, eu dou uma cambalhota improvisada por baixo de suas pernas. A aranha prende suas presas na árvore.
— Você vai aprender a voar hoje! — Caída debaixo da aranha, olho sua barriga e aponto a varinha — Depulso!
A ponta da varinha se ilumina e a luz atinge a barriga da aranha levantando-a para cima.
Eu seguro nas raízes da árvore e rastejo para sair de baixo. A Aranha voa para cima das árvores e cai no chão outra vez.
— Ahh... — arfo olhando meu joelho machucado e me levanto — Você está morta?
Cutuco a aranha com a varinha e olho uma luz aparecer atrás de mim.
— Aahhh!
— Ahhh!??
— L-Lúcia??
— Susie! Você está bem?
— Eu não disse para você fugir e chamar a professora?!
— Eu não podia te deixar! Olha, achei a minha varinha enquanto corria. Quais as chances?!
Eu sento no chão cansada e olho Lúcia.
— O que aconteceu com o seu joelho?
— Eu bati em uma raiz enquanto fazia uma cambalhota...
— C-cambalhota?
A aranha se mexe.
— Vamos!
Eu puxo Lúcia outra vez e corremos mais rápido do que nunca, mais à frente vejo as luzes do castelo.
— Ali! O castelo!
— Conseguimos!
A aranha continua a nos perseguir, eu puxo Lúcia outra vez para a direção do Salgueiro lutador.
— Susie não! Ele vai nos matar!
— Confia em mim!
Chegando próximo ao salgueiro eu empurro Lúcia para o lado, um galho bate em cima da aranha.
Eu apoio meus cotovelos no chão e olho o salgueiro voltando a postura inicial.
— Conseguimos...
Eu coloco a minha cabeça no chão cansada e olho o céu cheio de estrelas.
— Isso foi incrível!
— O banquete!
— O quê?
— Temos que ir!
Lúcia me puxa e entramos no castelo.
— Vocês caíram aonde?! — A Professora Milore nos olha pasma enquanto limpa meu machucado.
— A vassoura quebrou em cima da floresta...
— Vocês tem muita sorte de saírem vivas de lá, nenhum aluno deve entrar na floresta ou no lago negro!
— Desculpe... Acabamos parando lá por acidente.
A professora suspira e aponta a varinha para meu joelho.
— Episkey!
Meu joelho arde por alguns segundos e logo começa a sarar. Eu olho impressionada.
— Bom, embora os acontecimentos, eu devo admitir que vocês foram muito corajosas... Você, senhorita Lúcia, não deixou a senhorita Landerwood para trás, foi leal a ela... E você Landerwood, se arriscou, quase morreu e conseguiu efetuar mais de um feitiço corretamente...
— Isso é mesmo um elogio?
— Sim, pela coragem, lealdade e gentileza... Dignos de um Lufano... Eu dou dez pontos para a Lufa-Lufa.
— Mesmo?! — os olhos de Lúcia brilham.
— Sim, então por favor evitem perder esses pontos... E sejam mais responsáveis...
Lúcia pula de alegria e me abraça.
— Você ouviu isso?!
— Haha...
Meu sorrisinho começa a sumir, Lúcia e a professora se olham.
— Por que não vão para seus quartos dormirem?
— O que disseram sobre a nossa falta no banquete?
— Eu dei uma desculpa, dizendo que vocês estavam estudando aqui na sala de magia...
— Boa professora!
— Agora vão, rápido.
doc
Eu saio do banho indo em direção ao dormitório quando vejo Lorie no corredor olhando o armário de troféus.
— Boa noite, Susie, meio tarde para um banho, não acha? — ela diz enquanto olha uma foto dentro do armário.
— E daí? É fiscal do banheiro agora?
— Só acho que não devia sair andando por aí a essa hora, a zeladora não gosta...
— Hum, eu me viro com ela. — volto a andar.
— O que fazia fora da escola?
Eu paro e olho ela.
— Você me viu?
— Eu estava em Hogsmead e vi você e Lúcia passando... Que eu saiba o terceiro ano não tem permissão para sair sozinhos...
— O Quarto também não, o que você fazia lá? Responde e eu te digo.
— Apenas fazendo compras...
— Digo o mesmo.
— Você está mentindo.
— Você também.
— Veja isso... — ela aponta para um troféu.
— O que tem?
— Esse nome não é familiar para você?
Me aproximo do armário e olho o nome Tommy Munego.
— Não.
— Esse é o garoto que foi expulso ano passado...
— O que matou aquela menina? Petúnia?
— Sim...
— E o que ele tem a ver comigo?
— Nossos pais estão investigando o sumiço dele e o motivo de ter matado aquela menina... Mas às vezes as pistas não ficam claras ao meu pai quando ele vem ao castelo, por isso pensei que, já que estou aqui, e faço parte da rotina do castelo, devia ajudar na investigação.
— Então você foi a Hogsmead porque fazia parte da sua investigação?
— Sim...
— E o que pretende fazer me contando isso?
— Quero que você me ajude, isso vai ser bom para nossos pais.
— Mas é crime e contra as regras se envolver com investigações em caso aberto.
— Eu sei disso, mas estou disposta a ajudar meu pai com o que eu puder... Ele não sabe que estou fazendo isso, mas quero ser reconhecida futuramente como uma investigadora. E acho que eu devia começar com esse caso. Quer me ajudar ou não?
— Hum... Você disse antes que não confiava em mim...
— Eu ainda tenho esse mesmo pensamento. Mas a investigação e a reputação dos nossos pais é mais importante.
Eu olho Lorie continuar olhando fixa para o troféu.
— Está bem... Eu vou ajudar...
Ela me olha e passa por mim.
— Eu vou te contar tudo o que eu sei até agora... Mas amanhã.
— Tudo bem.
Olho Lorie subir as escadas principais.
— O que você realmente está planejando com isso?...
— Ainda acordada a essa hora senhorita Susie?!
— Ihh!
Olho para trás vendo o rosto assustador da zeladora e corro.
O dia seguinte chega. Temos aula livre no período da manhã, então me encontro a sós com Lorie na biblioteca.
— Livros danados! Quando eu descobrir que está tirando eles da prateleira de novo, eu vou!...
Olho a bibliotecária correr atrás de alguns livros que estão flutuando.
— Olha, isso é um livro de registros dos alunos.
Eu volto a focar na pilha de livros que Lorie colocou na mesa.
— O quê?
— Você ainda está dormindo? Achei um registro dos alunos que estudaram aqui ano passado.
— C-como você conseguiu isso?
— Peguei na sessão reservada.
— Mas nenhum aluno pode entrar lá.
— Eu não sou qualquer aluna. E de qualquer forma, eu já achei.
Ela me mostra o livro com uma foto do garoto nele. Seu último sobrenome está riscado.
Lorie aponta a varinha para o risco no nome.
— Monstrant occulta...
Eu olho o sobrenome ainda riscado.
— O que você pretendia fazer com isso?
Lorie suspira.
— Isso é um feitiço antigo, revela qualquer coisa escondida... Mas não funcionou desta vez, é realmente irreparável...
— Nunca ouvi esse feitiço antes.
— Os alunos da Sonserina usam muito, dizem que aprenderam com os veteranos. De qualquer forma... Não vamos conseguir ler o sobrenome dele.
— Mas e o sobrenome de antes? O que estava no troféu.
— Um dos dois deve ser falso, vê? Aqui no livro está escrito "Tommy Mariego"... E o outro sobrenome que não podemos ler.
— Droga... Isso seria importante?
— Muito, poderíamos ver os antecedentes da família e saber se ele teve alguma motivação para ter matado a Petúnia...
— Não acho que a família deles teriam alguma ligação. As pessoas dizem que eles se conheceram aqui na escola e viraram amigos.
— Esse garoto é quase como um fantasma... Os professores disseram que deram aulas para ele, mas não se lembram de muitos diálogos. Ele era um aluno quieto e antissocial... Apenas aquela garota que morreu perseguia ele por todo canto.
— Isso é um pouco triste...
Lorie suspira e fecha o livro.
— Já a Petúnia era uma menina extrovertida, estava sempre sorrindo e ajudando as pessoas, era apaixonada pelas criaturas mágicas.
— Duas pessoas opostas que viraram amigas...
Lorie me olha por alguns segundos. Eu semicerro meus olhos.
— Nem pense que vamos ser amigas como eles.
— Nunca pensei tal bobagem.
— Que bom!
— Shhh! Se já acabaram de ler, devolvam os livros para o seu devido lugar. — a bibliotecária passa por nós carregando os livros de antes.
— Vamos investigar mais amanhã. Vou ver o que descubro do meu lado. — me levanto da cadeira e pego os livros na mesa.
— Está bem.
Saio da biblioteca e vou para o salão principal para almoçar com Lúcia. Logo vejo um grupinho de Lufanos ao redor dela.
— Susie! Diz para eles! Diz que você conseguiu usar a sua varinha.
— O-O quê!? — Lanço um olhar feroz com ela.
— Que você conseguiu usar a varinha ontem enquanto estudava comigo.
— Ah, Bom... Sim.
— Eu duvido. — um Lufano diz.
— Eu vou te mostrar então.
Pego a minha Varinha e aponto para cima fechando os olhos.
— Lumus!...
Abro meus olhos e vejo que a varinha continua igual. Eles riem.
— Espera aí, eu realmente consegui!
— É! Eu vi gente. — ela continua do meu lado.
Eles continuam debochando. Bato a varinha na mão várias vezes.
— Ah, qual é! Funcionou ontem à noite!
— Se conseguiu foi por acaso, todo mundo aqui sabe que você é péssima com feitiços. — Sarah, uma Lufana meio metida debocha.
— E ela ainda queria ser da Sonserina — uma garota debocha rindo — Dá para acreditar?
Essa varinha!💢 Ela definitivamente me detesta!!!
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