Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
4 3° Episódio
O Menino De Vermelho
Depois de muita luta para me colocarem no dormitório da Lufa-Lufa, eu acordo no dia seguinte com Lúcia gritando.
— Levanta, levanta, você viu a minha gravata?! — ela revirava o baú.
Me sento na cama.
— Gravata? Mas que gravata?
— A minha gravata! Você ainda está dormindo?!
Ela me puxa da cama e olho o dormitório vazio.
— O-onde está todo mundo?!
— Já estão na sala de magia! — ela procura sua gravata debaixo da cama– Ora! Não fique aí me olhando, vá se arrumar também ou vamos ter problemas!
Eu bato no meu rosto levemente e começo a procurar meu uniforme.
— Achei! — Ela grita levantando a gravata como se fosse uma vitória.
Me arrumo rápido, pego meus livros e saímos apressadas do dormitório.
— Ela vai nos matar!–viramos o corredor e damos de cara com ela, a zeladora.
— E você estaria certa senhorita Lúcia, seu eu pudesse realmente matar os alunos — ela curva seu pescoço gigante na nossa direção e mostra seu relógio — Hogwarts não tolera atrasos... E no primeiro dia de vocês... Menos doze pontos para a Lufa-Lufa.
— O quê?!
— Menos um ponto por ainda estarem paradas aqui.
Eu puxo Lúcia que parecia uma estátua e voltamos a correr.
Ela diz atrás de nós, enquanto olha o relógio:
— Menos mais um...
— Estamos ferradas! Os alunos da Lufa-Lufa raramente perdem pontos! — ela começa a correr mais rápido do que eu.
Entramos na sala, desesperadas, caindo no chão. Suadas, cansadas.
Os alunos sentados nos olham surpresos.
— Sentem-se por favor... – uma professora magra de cabelos negros diz enquanto segura sua varinha.
— Desculpe o atraso... – Lúcia diz primeiro enquanto me ajuda a levantar.
— Tudo bem, meninas, acontece.
Ela aponta para os lugares vazios.
— Estamos revisando as magia ensinadas nos anos passados, e hoje estamos revisando o feitiço de levitação, Wingardium leviosa. — ela entrega duas penas de coruja.
— Ah eu conheço essa. Mamãe usa direto em casa para levantar os móveis — ela cochicha para mim enquanto pega sua varinha.
— Minha empregada usa bastante também.
— É uma magia muito útil, pode fazer qualquer item flutuar, não importa seu peso. Mas para fazer coisas pesadas flutuarem exige muita dedicação e habilidade — ela sorri e escreve no quadro — Há muitos significados para "Wingardium leviosa" o mais simples é "Fazer levitar".
Uma aluna da Corvinal levanta a mão.
— Sim querida?
— Quem criou esse feitiço, professora?
— Oh... Bem, querida, você fez uma boa pergunta! Mais cinco pontos para a Corvinal.
Os alunos batem palma comemorando.
Lúcia se inclina para mim e começa a cochichar.
— Todos os alunos da Corvinal são metidos, não há um aluno sequer que já não tenha feito os pontos da casa renderem. E pelo visto vão ganhar a taça das casas mais uma vez, assim como no ano passado.
— Esse feitiço foi criado por Jarleth Hobart, foi um bruxo britânico, que se tornou famoso pela criação do feitiço de levitação. E foi em um momento muito embaraçoso onde ele apresentou esse feitiço para uma multidão de bruxos. Inclusive, o Bruxo Chefe da suprema corte dos bruxos. Podem ver o desfecho da história na página 15 do livro "As histórias atualizadas dos maiores bruxos de todos os tempos!"
— E os bruxos que criam feitiços professora? É necessário registrar esse feitiço no livro mágico de registros? — outra aluna da Corvinal pergunta.
— A arte de criar feitiços hoje em dia é proibida, pessoas não muito cuidadosas podem fazer coisas horríveis como machucar ou até matar outra pessoa.
Olho os olhos da professora, ouvindo suas palavras, ela desvia sorrindo e volta a escrever no quadro.
— Enquanto escrevo sobre a magia, vocês podem ir praticando — ela escreve na lousa novamente.
Pego a minha varinha e coloco a pena no meio da mesa.
— Lembrem-se de pronunciar corretamente, e sejam cuidadosos — a professora adverte.
Olho Lúcia pegar a sua varinha e cutucar a pena.
— Vimgardium leviosa!
Alguns alunos sentados na nossa frente riem dela.
— Não é assim, você precisa falar como se realmente estivesse com vontade de pronunciar um feitiço.
Ela me olha um pouco irritada.
— Ah, se é tão fácil, mostra aí sua sabe-tudo.
Eu reviro os olhos e balanço a varinha suavemente em cima da pena.
— Wingardium Leviosa! — eu toco a pena.
Mas nada acontece. Lúcia bufa rindo muito..
— Que estranho... Eu fiz igual a Bridjet.
— Quem é Bridjet?
— Minha empregada...
Olho a varinha e repito o processo balançando a varinha mais forte.
— Wingardium Leviosa!
Mas nada acontece outra vez.
Irritada, eu balanço a varinha outra vez.
— Wingardium Leviosaa! Wingardium leviooosa!
Um Grifinório sentado mais ao canto da sala grita, seu livro voou direto em seu rosto.
— Ih... — eu solto a varinha enquanto a professora se aproxima.
— Você está conseguindo querida?
— Ah, não tá indo... Mas estou falando certinho.
— Por que não tenta de novo para eu ver?
— Tudo bem — pego a varinha — Wingardim leviosa!
A pena permanece imóvel.
A professora esfrega a bochecha meio sem jeito.
— Talvez, sua magia ainda não tenha se manifestado totalmente?
— Impossível, quando tinha sete anos derrubei todos os livros da prateleira do meu quarto de uma vez porque estava irritada. Foi aí que papai contratou um professor.
— Entendo... Então acho que você precisa de mais prática — ela coloca a mão no meu ombro.
— Vou tentar outra vez.
Ela se vira para Lúcia que assoprava sua pena discretamente.
— Moveu!
A professora balança a cabeça e vai até outro aluno.
— Que coisa mais estranha...- olho a ponta da varinha um pouco chateada.
— Não faça isso Susie! Coisas horríveis aconteceram com bruxos que apontaram a varinha para si mesmos.
Relembro da história do vendedor de varinhas e engulo seco.
— Vou tentar de novo... – aponto para a pena e digo um pouco mais séria– Wingardium leviosa!
A pena se move um pouco e sorrio contente, bem, até sentir um ventinho no meu braço. Lúcia estava assoprando!
— Ei, você não está ajudando!
— Desculpe, achei que isso fosse te animar um pouco — ela ri.
A varinha escapa da minha mão e começa a flutuar.
Olho para os lados procurando o engraçadinho, mas todos estavam distraídos com sua própria pena.
— Susie como você está fazendo isso?- ela se levanta comigo da mesa.
— Eu não sei! Não sou eu! — vou atrás da varinha.
Minha varinha flutua na direção a professora como se tivesse vida própria.
A professora se vira assustada e olha a varinha apontada para seu rosto.
— S-senhorita Susie o que está fazendo?! — ela diz assustada.
Os alunos olham imediatamente, Lúcia atrás de mim tenta acalmá-los.
— E-Eu não estou fazendo nada professora! Ela está se movendo sozinha! — seguro a varinha tentando afastar do rosto da professora, mas ela não se move.
— Senhorita Landerwood!
A ponta da varinha começa a brilhar esmeralda como se estivesse se preparando para fazer um feitiço sozinha.
— Senhorita Landerwood pare! – ela grita muito assustada.
— Ela não quer mover! — eu me seguro na mesa enquanto puxo a varinha.
Lúcia que volta com a zeladora aponta para a nossa situação. Os alunos estão escondidos debaixo e atrás das mesas.
— Ah!– a zeladora pega sua varinha e aponta para nós — Finite incantatem!
A minha varinha para e cai no chão. E me afasto com as mãos para cima.
— Não fui eu! Eu não fiz nada!
— Já para a condenação Senhorita Landerwood!
— Mas eu não fiz nada!
— É verdade senhora estávamos tentando fazer o feitiço da levitação quando isso aconteceu. — Lúcia tenta me defender.
A zeladora pega a minha varinha.
— Sua varinha está confiscada senhorita Landerwood. Vá para a condenação, e só vou entregar com uma carta escrita pelo coordenador.
— Mas você não pode fazer isso! Eu preciso dela.
— Sem mais discussões!
Olho a professora, mas ela não pode me ajudar já que não entende direito o que aconteceu.
— É melhor você ir Susie...
Eu suspiro e sigo a zeladora. Lúcia começa a conversar com os alunos.
Na sala do Coordenador e tento explicar a minha situação.
— Você está me dizendo que a sua varinha se moveu sozinha? Como se tivesse vida própria?
— Sim! É isso que estou tentando dizer.
— Uma varinha não faz um feitiço sozinha sem alguém para canalizar a magia senhorita. Sei que está irritada por ter entrado em outra casa, mas isso não justifica atacar uma professora.
— Mas eu não fiz isso!
— Teremos que enviar uma carta para seu pai.
Eu suspiro fundo e afundo na cadeira.
— Isso não é justo.
— Por favor, retorne para a sua sala, vamos ficar com a sua varinha, quando o diretor voltar de Londres, vamos ouvir o que ele tem a dizer sobre isso.
Me levanto da cadeira e olho a varinha na mesa.
— Senhor, acha que uma varinha pode ser enfeitiçada?
— Enfeitiçada? Isso nunca aconteceu em Hogwarts antes.
— Mas...
— Por favor se retire, eu preciso escrever uma carta.
Emburrada eu saio da sala. Lúcia me esperava do lado de fora.
— O que ele disse?
— Vou ficar sem a minha varinha até o diretor voltar.
— Mas e as aulas de magia? Você precisa delas! Não pode perder as matérias do terceiro ano. São as mais importantes.
— Eu sei, e acho que não vou participar por enquanto... Mas vou poder assistir.
— E se eu falar com ele sobre isso? Talvez ele me ouça já que sou uma testemunha.
— Não, ele vai pensar que você é minha cúmplice, não vai funcionar.
Ela suspira.
— Vocês Lufanos são muito burros.
— Você também é uma Lufana.
— Eu não sou! Isso foi um erro do chapéu seletor, você vai ver que estou na casa errada logo, logo.
— Você! Landerwood!
Um garoto grita meu nome mais ao fundo do corredor, olho para ele.
— O que você quer?
— Você fez meu livro quebrar meu nariz! Achou aquilo engraçado?
— Eu não fiz nada.
— Fez sim!
Ele chega bem perto e me empurra no chão. Lúcia fica na frente.
— Deixa ela em paz, Max!
— Acho bom você tomar cuidado com quem anda Lúcia, ela é uma bruxa de uma família inteira de Sonserinos. Você sabe o quanto eles são cruéis.
Me levanto do chão e limpo as minhas vestes.
— Pelo menos alguém tem o bom senso de saber que estou na casa errada.
— Fique longe da Lúcia!
— Isso não cabe a você decidir.
Olho Lúcia. Ela olha para nós dois e decide ficar ao meu lado.
— Estou bem Max. Mesmo que Susie ache que está na casa errada, eu confio no chapéu seletor. Sei que ele não errou e não vai errar dessa vez.
Eu suspiro. Max parece mais irritado. Ele sai andando esbarrando em nós duas.
— Quem é aquele? Seu namorado? — Eu esfrego meu ombro.
— Não, ele é meu primo.
— Ele é um idiota.
— Ele só está me protegendo.
— Hunf, vindo de alguém da casa da Grifinória... São todos valentões.
— Você não sabe do que está falando.
— Vocês parecem bem confortáveis e desocupadas, falando tão despreocupadamente no corredor, meninas — A zeladora aparece atrás de nós.
— Que susto!
— Vocês tem aula de poções agora, não vou tolerar atrasos, ainda mais depois da confusão de agora a pouco senhorita Landerwood.
— Já estamos indo — eu puxo Lúcia.
— Senhorita Landerwood.
Eu a olho por cima do ombro.
— Terei o prazer de te expulsar da escola.
Eu estreito os olhos. Enquanto vejo ela indo embora.
— Você está maluca, ela não deve ter feito nada com a sua varinha. — Lúcia mexe dentro do caldeirão e me olha.
— Como você tem tanta certeza? Você viu o que ela falou, que "terá o prazer de me expulsar da escola." Isso foi claramente uma ameaça.
— Ela é só a zeladora, não tem como te expulsar.
— Não diretamente.
— Silêncio! — o professor de poções bate o livro em sua mesa nos olhando ferozmente.
Eu engulo seco.
— Desculpe.
— Não permitirei conversa fiada dentro da minha sala de aula, se não for sobre poções — ele fala entredentes.
Todo professor de Poções é nervoso assim mesmo?
Momentos depois, alguns alunos fazem filas para apresentar sua poção de curar furúnculos.
— Isso está horrível — ele olha o frasco de poções de uma Lufana.
— A cor está péssima – ele reclama outra vez com um garoto da Corvinal.
— O Cheiro está agradável... Odiei. — ele resmunga para uma garota da Corvinal.
Já na nossa vez.
— O que é isso? A poção está grossa.
— Isso importa? Ninguém vai tomar isso, afinal — eu me esforço para resmungar.
Ele arqueia a sobrancelha.
— O que disse?
— Nada, senhor...
— Se a senhorita acha que não precisa se esforçar na minha sala de aula e que ninguém nunca iria tomar isso aqui, então vou fazer questão de mudar isso.
Ele retira sua varinha e me puxa para o centro da sala.
— Professor?! — me assusto quando ele aponta a varinha para mim.
— Fique parada, você vai servir como cobaia para que eu teste essa poção que ambas fizeram sem nenhum esforço.
Alguns alunos da Sonserina riem.
— Furnunculus!
Algumas partes do meu rosto começa a queimar. Lúcia se esconde atrás da mesa.
— Ah... Ah! – sinto uma bolha vermelha aparecer na minha mão e no meu rosto.
— Susie! Você está horrível.
— Não se mexa senhorita Landerwood, não queremos que o pus saia daí. — ele mexe no caldeirão e pega um pouco da poção que fizemos — Vamos ver se a poção de vocês duas poderia te salvar.
— Ah... – eu fico imóvel tentando não me mexer.
É nojento! É nojento!
— Beba... — ele coloca uma concha da poção na minha boca e me faz beber.
O gosto é amargo, e arde no céu da boca. Eu perco as forças das pernas e caio no chão.
Os alunos se aproximam curiosos.
— Isso dói! Ahhh! — olho minhas mãos no chão enquanto elas incham.
O professor afasta alguns alunos enquanto observa os efeitos que a poção tem.
— O que você sente?
— Dor! Ahhhh!... Minha barriga...
— O que vocês colocaram nessa poção? — ele olha Lúcia assustada.
— Ah! T-tudo o que estava no livro professor.
— Sei...
— Ela parece uma bolota – um corvino cochicha por causa do meu rosto inchado.
— Muito bem, senhorita Landerwood, acho que já aprendeu a sua lição – Ele começa a mexer o caldeirão e colocar alguns ingredientes novos, enquanto os alunos anotam.
— S... Sim... Gah! D-Desculpa....
Meu corpo parece pesado, o professor se aproxima, e eu bebo a nova poção do professor. Meu corpo começa a voltar ao normal pouco a pouco.
— Na próxima vez, não reclame da poção ou faça mal feito. Você nunca sabe quando vai precisar tomar. Essa lição serve para todos, eu exijo a perfeição na minha sala. Não quero poções mal feitas e nem cheirosas, isso aqui não é uma perfumaria. Entenderam? Ou eu preciso fazer uma aula prática com alguns de vocês todos os dias?
— Não senhor...
Saímos da sala, ainda sinto as dores de barriga então me apoio em Lúcia.
— Desculpe Susie, eu teria caprichado mais na poção se soubesse que alguém iria tomar naquela aula.
— Não tem problema. Foi uma boa lição... E bem nojenta.
— A Próxima Aula é de Transfiguração, vamos logo para não nós atrasarmos de novo.
— Está bem– eu sigo Lúcia no corredor.
Quem diria que o novo mestre de poções, John Arthir Wittar seria tão severo com seus alunos...
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