Notas iniciais
Oie! Tudo bom? Olha só, para quem é minha leitora antiga, fiquem tranquilas que eu vou estar atualizando as outras histórias aos poucos. Para quem é nova aqui, eu tenho algumas historias em andamento e outras finalizadas. Dá uma passada lá no perfil se tiver interesse! Adorando a adesão de vcs nessa história, espero atingir as expectativas. Muito obrigada pelos reviews. Continuem assim rsrsrs Boa leitura.

Edward Cullen tem dinheiro.

Constato isso ao encarar a casa a minha frente.

Não, a casa nem é uma mansão nem nada do tipo. Apesar de ser grande, é simples e bonita, como um cenário de filme de romance. Azul, com detalhes em branco. Totalmente encantadora.

Mas está localizada no metro quadrado mais caro de San Francisco, diante de uma das praias mais lindas deste paraíso. Tipo, tem artistas de cinema que possuem casas aqui. Eu solto um suspiro ao estacionar meu carro simples ao lado de seu Volvo. Minha irmã, de fato, alcançou muita coisa que queria, eu suponho.

Eu ajeito minha roupa ao sair do carro. Meu uniforme de trabalho é simples. Uma blusa de botões em cetim, na cor branca, com mangas até os cotovelos. Uma saia azul royal, num corte evasê, até os joelhos, em um tecido mais pesado. Por fim, um lenço azul royal comprido num laço sobre meu colo e um scarpin preto. Meu cabelo hoje está preso numa trança embutida caindo pelas minhas costas. Quando me vê, a pequena menina praticamente corre para pegar a minha mão. Seu pai permanece distante e eu me permito observá-lo por um instante.

Edward Cullen é um homem excepcionalmente bonito. Ele possui traços firmes sem ser grosseiros. Seu rosto, apesar da expressão carregada e séria, possui uma beleza indiscutível. Ele é alto, levemente forte. Seu corpo parece ser firme. Seus olhos são claros, verdes-água. Seus cabelos possuem um tom de ruivo natural, que sua filha puxou totalmente.

— Tia Bella, vem comigo, vou te mostrar o meu quarto novo! – A menina me chama, me fazendo desviar o olhar de seu pai. Eu olhos seu rostinho meigo, bem nos seus olhos. Os meus olhos, os mesmos de Dora e de papai. Ele vai ser o avô mais feliz do mundo.

— Acredito que ele seja muito lindo, como você. – Eu digo alisando seu cabelo.

— Não tanto como o outro, mas papai disse que vai ficar ainda mais bonito quando estiver tudo pronto. – Eu sorrio para a sua empolgação e sinto Edward se aproximando.

— Antes, você vai fazer algumas coisas enquanto eu converso com a sua tia, Liz. – Edward diz sério, porém suave. A menina o olha e assenti, depois sorri para mim e me puxa pela mão em direção a casa.

Se por fora a casa já é linda, por dentro é perfeita. O hall e a sala de estar me deixam sem fôlego. Apesar de ser visível que eles estão em processo de mudança em relação a decoração, a disposição dos móveis e arquitetura da casa demonstram sua perfeição.

— Liz, suba, tome seu banho e depois venha lanchar. – Edward diz e Liz se encaminha para a escada, rumo ao andar superior. Ele se vira para mim. – Perdoe a bagunça, nos mudamos faz uma semana e algumas coisas ainda não estão finalizadas. – Ele diz e eu assinto automaticamente.

— Entendo, sei como é. Não se preocupe. – Eu digo tentando manter minha voz o mais normal possível. – Ele aponta a sala e ambos nos encaminhamos para lá. Quando me sento confortavelmente no sofá sinto alguém entrando na sala. Edward está sentado no outro sofá, a minha frente.

— Sr Cullen? Deseja algo? – Uma voz feminina a minhas costas me faz virar e eu encaro a mulher ali em pé. Loira e muito bonita, deve ter por volta de 30 anos no máximo. Ela veste um vestido tubinho preto, na metade da coxa e seu cabelo está preso num coque perfeito. Ela se assusta ao me ver e eu tenho certeza absoluta que ela conheceu Dora. – Céus!

— Tanya, esta é Isabella Swan, irmã de Isadora. — Ele diz sem muita emoção. A loira me encara com o rosto vidrado. – E preciso que providencie o lanche para Liz, que está no banho e logo descerá. – A mulher enfim desvia seu olhar de mim e olha para o patrão com algo mais. Ela assente e antes de sair, me olha mais uma vez com algo frio ali.

O entendimento cai sobre mim quando eu volto a encarar Edward. Eles estão juntos. Aquilo mexe comigo e eu não entendo porquê.

— Tanya trabalha para nós tem cerca de 5 anos, foi a própria Dora que a contratou. – Ele diz para justificar a reação da sua funcionária. Eu assinto, engolindo o nó que se forma em minha garganta.

— E vocês estão envolvidos desde aquela época ou só depois que Dora partiu? – Eu pergunto e ele se surpreende – Ela está completamente apaixonada por você, é visível. – Ele estreita os olhos para mim e suspira, passando a mão pelos fios revoltos de seu cabelo.

— Jamais fui infiel a Dora. – Ele diz sério. – Apesar de tudo, sempre respeitei nosso casamento. Fui apaixonado por ela por muito tempo. – Ele olha para a janela. – Tanya é apenas...

— Não precisa me explicar, Sr Cullen. – Eu digo me sentindo estranha com o rumo da conversa. – É a sua vida.

— Certo. Mas saiba que isso tem pouco tempo, nunca traí sua irmã. Ele volta a me encarar e eu assinto.

— Isso também não me importaria – Eu digo e ele ergue uma sobrancelha numa pergunta muda. Eu reviro os olhos. – Até onde eu sei, Dora nunca foi muito ligada a fidelidade, tanto que ainda nem acredito que ele tenha se casado.

— É realmente estamos falando da mesma pessoa. Ao contrário de mim, Dora não foi fiel e nem honesta. – Ele diz frio. Eu sinto a dor em suas palavras, ele a amou. – E realmente foi difícil convencê-la a se casar. Mas tivemos que fazer isso.

— Acredito que por causa de Liz. – Eu digo sorrindo ao lembrar de minha sobrinha. – Outra coisa que é difícil de acreditar. Dora nunca foi muito... hum, maternal.

— Sim, eu bem sei. – Ele diz tão irado que me obrigo a encarar seu olhar duro. – Eu tive que implorar para que Liz nascesse. — Minha mão pousa em meu peito pela dor de saber que minha irmã estava disposta a abortar a filha. Mas estamos falando de Dora.

— Eu... quem eu quero enganar. Dora poderia fazer algo assim. – Eu digo derrotada. – Mas ainda nem que não fez. – Digo olhando para a escada e pensando na pequena menina que está lá em cima.

— Sim, Liz é a minha vida. – Ele diz e um sorriso sério dança em seus lábios.

— Imagino como deve ser isso – Eu digo sincera sorrindo pelo seu sorriso.

Ficamos nos olhando por um breve momento. Ele então fica sério.

— Isso é surreal! – Ele diz e passa a mão pelo cabelo novamente. – Vocês são terrivelmente iguais. Exceto pelo cabelo.

— É. Temos de fato a mesma cara. – Eu digo pesarosa – Dora sempre gostou do tom mais claro, quase loiro. – Eu seguro um pouco a emoção – O cabelo de nossa mãe era assim. Herdamos o cabelo e os olhos de papai.

— Seu pai ainda está vivo? – Ele pergunta me olhando com intensidade. Eu assinto.

— Ele mora em Santa Mônica, onde fomos criadas. – Eu digo e ele assente novamente.

— Ela me disse que era para eu ir para lá para encontrar você – Ele diz e aquilo me intriga. – Ela parecia ter certeza de que vocês ainda morariam no mesmo lugar.

— Claro. Ela sabe... sabia que papai vai morrer naquele lugar e que eu jamais o deixaria – Eu digo amargurada. – Então ela mandou você vir me procurar mas nem se deu ao trabalho de dizer que somos gêmeas?

— Sim. Quando ela estava doente, pouco antes de morrer, ela resolveu me contar que tinha uma irmã e talvez um pai. Me entregou uma carta lacrada e pediu para que eu te entregasse. – Ele falou meio perdido em suas memórias e meus olhos lacrimejam. – Até aquele dia, eu nunca soube que ela tinha qualquer vestígio de família. Para mim ela disse que não tinha ninguém no mundo.

— Isso é tão... – eu digo permitindo que uma lágrima caia.

— Eu fiquei extremamente revoltado. Ela mentiu sobre tudo para mim. – Ele diz tenso – Eu acabei descobrindo que no fundo a mulher que eu amava era uma fantasia, um conjunto de mentiras. – Sua voz me corta o coração. Ele foi profundamente magoado por minha irmã e ainda não estava totalmente recuperado.

— Eu sei exatamente o que você sente, Sr Cullen. Como eu disse, Dora tinha esse dom para machucar as pessoas que a amava. – Eu digo num a voz embargada e ele me olha intensamente.

— Ela também machucou você. – Ele afirma e eu somente assinto deixando outra lágrima cair.

— Tia Bella? – ouço a voz doce de minha sobrinha e me apresso em enxugar meu rosto. – Ainda bem que está aqui! Pensei que pudesse ter ido embora. – Ela diz e vem sentar ao meu lado.

— E eu iria embora sem me despedir? – Eu jogo alisando seu rosto. – você é tão linda Elizabeth! – Eu digo e ela franze o cenho.

— Me chame de Liz, tia. – ela diz pegando em minha mão.

— Desculpe Liz. É que eu amo pronunciar este nome. – Eu digo e vejo Edward me olhar curioso.

— Por que Tia? Ele é muito grande.

— Porque a minha vó se chamava assim. Elizabeth Jane Swan. – Eu digo emocionada e ela se espanta.

— Meu nome também é Elizabeth, mas meu segundo nome é Marie! – Ela diz e eu assinto.

— Eu sei princesa! – Eu digo colocando uma mecha de se cabelo atrás de sua orelha. – Eu também me chamo Marie, Isabella Marie. – Eu digo contendo a emoção. Minha irmã colocou o meu nome em sua filha.

— Isso é muito legal tia. – Ela diz e encara o pai – não super legal papai? — Ela corre para o colo dele.

— Sim filha. Foi sua mãe quem escolheu o seu nome e agora sabemos que foi para homenagear a sua bisavó e sua tia! – Ele diz numa voz suave, mas carregada. – Que tal continuarmos esta conversa depois? Você precisa lanchar algo e depois fazer seus deveres. – Ele fala carinhosos e dá um toque na pontinha do nariz dela, que ri.

— Certo. Mas a tia Bella vai ficar e me esperar não vai? – Ela pergunta ansiosa.

— Claro que vou, Liz. Fique tranquila. – eu digo e elada um beijo no pai, vem até mim e também me dá um beijo. Depois ela sai saltitante de felicidade. – Ela é tão incrível!

— Você tem filhos? – Edward pergunta e eu me viro para ele, negando.

— Não. – eu coro de leve.

— Você tem muito jeito com criança. – Ele diz e eu dou de ombros

— Sou professora. – pontuo

— Não estou falando disso. Você é maternal. – Ele diz e então eu coro de fato, já que eu realmente sou maternal desde sempre. – Não quis te constranger.

— Tudo bem. Eu não pensei que fosse tão óbvio assim.

— Você é muito mais fácil de entender do que ela.

— Nós não somos iguais, Sr Cullen. – Eu digo séria – Não por dentro. – Sustento o olhar dele enquanto ele assente compreendendo.

— Me chame apenas de Edward. Você contou ao seu pai? – Ele pergunta depois de um tempo.

— Não. Eu... – Suspiro – Ainda não sei como contar isso a ele. – Digo e remexo os meus dedos de forma nervosa.

— É tão ruim assim?

— Não é isso. Meu pai vai transbordar ao saber de Liz. Mas não sei como dizer a ele que Dora...

— É não vai ser fácil, ela era filha dele.

— E o pior é que preciso criar coragem pois assim que ele me ver amanhã, vai saber que tem algo de errado comigo. – eu digo ainda torcendo meus dedos.

— Amanhã?

— Sim, sempre o vejo aos sábados. Eu passo os finais de semana em Santa Mônica, porém vou precisar ir amanhã mesmo para resolver alguns problemas.

— Entendo. – Ele diz e olha para a direção onde Liz saiu. — Ela ficará feliz quando souber que tem um avô aqui.

— Seus pais são próximos dela? – Eu pergunto sem filtro.

— Não tanto quanto gostariam, devido ao trabalho. – Eu franzo o cenho – eles são médicos. – Ele responde dando de ombros e eu assinto compreendendo. – Com a mudança agora ficou um pouco pior.

— Imagino que sim. Mas sei que meu pai vai amá-la assim que colocar os olhos nela. – Eu digo com um sorriso – Assim como eu já a amo.

Um silêncio toma conta do ambiente até que eu o quebro.

— Edward, como a Dora morreu? – Eu pergunto quase num sussurro e ele me encara.

Ele engole em seco antes de responder.

— Ela se matou, Isabella.

Notas finais
Eita... que conversa hein? Me contem aí o que estão achando disso tudo? Beijinhos!