Não me deixe ir

19 Capitulo 19 - Só mais um Cliché


Notas iniciais
TCHARAM! Eisn aqui, senhoras e senhores o tão aguardado capítulo! Eu juro que queria fazer algo mais curto, mas era emoção demais conforme eu fui escrevendo e acabei criando um capítulo ENORMEEEE Mas eu sei q v6 vão me perdoar (ehehehehehe) Anyway, espero q tenha valido à pena esperar tanto tempo pela pegação deles! Eu com certeza amei escrever cada linha e ainda espero fazer mais cenas assim com os dois! Kissus amores e boa leitura! obs: ainda vou responder cos reviews de cada um, e q eu to meio sem tempo agora, na correria, mas assim q chegar em ksa eu faço isso com calma xD. obs³: desculpem qualquer erro de portugues! eu escrevi o capitulo muuuito rápido e quis postar logo! xD

Não me deixe ir


19 – Só mais um cliché

A linha de visão entre eles permaneceu estática por longos minutos. O peito de Dean inflava incansável acometido pela realidade disposta diante de si. Ele estava lá, de pé, a mão ainda envolta da maçaneta da porta como se ela o mantivesse no lugar. Era uma noite fria de inverno e a despeito da baixa temperatura e roupas leves de dormir um forte calor escalava os ossos de Dean, esquentando as maçãs do rosto. A boca semiaberta emanava uma respiração descompassada e a expressão em seus olhos tinha apenas uma tradução: cobiça.

Castiel correspondia à Dean da mesma maneira. Seus lábios entrecortados deixavam escapar um hálito espesso. A escuridão o envolvendo tornava sua pele emaranhada nos lençóis pálida, o fazendo ser um destaque no meio do quarto. As esferas azuis índigo cintilavam um brilho voluptuoso, sem abandonar o verde esmeralda dos olhos de Dean. As mãos do moreno seguravam o colchão tal como se pudesse cair. Ainda assim, Castiel permanecia centrado no mesmo ponto, afastando a crescente antecipação corroendo seus pulmões em busca de ar.

Um passo à frente e Dean começou a diminuir a distância, mas seus pés ainda iam vacilantes; a visão ficara turva ainda descrente de que iria... De que podia... Com Cas...

Tomando a iniciativa, Castiel ergueu-se permitindo o lençol escorregar lentamente a cama ficando de pé. Agora percebiam melhor que ambos respiravam em rápidas ofegadas quase como se no ambiente não houvesse oxigênio suficiente.

A mandíbula do loiro estalou no típico movimento de incerteza. Braços apertados contra as laterais do tronco, bíceps tencionados e uma bateria constante, turbulenta, vibrando no peito. Dean abriu novamente a boca, contudo a voz não saía. Pensamentos demais prendendo as cordas vocais. A mente do loiro enchia-se com todo tipo de pergunta, um suor frio escapando da nuca.

Castiel não deixou de encará-lo. A intensidade azulada dos orbes se fixou em Dean tal como lançassem um feitiço sobre o caçador negando a ele o vacilo. E Dean obedecera a este comando silencioso. Os olhos do ex-anjo tinham o tamanho quase dobrado devido às sobrancelhas arqueadas; a testa enrugada em poucas linhas num aguardo faminto.

Dean engoliu seco e Castiel desceu a atenção dos olhos verdes ao pomo de adão fazendo seu caminho pelo pescoço do loiro Os lábios separaram-se ainda mais e noutro passo Cas entrava no pequeno espaço pessoal de Dean. As mãos do maior continuavam tensionadas nos flancos. Castiel levantou brevemente o pulso direito esticando os dedos na altura do cotovelo do caçador. A ponta macia das falanges tocou a cútis ouriçando os pelos de Dean do antebraço até sua espinha. Cas mantinha a atenção sobre o toque até levantar o queixo encontrando-se com as pupilas dilatadas de Dean, a boca quase seca devido a respiração arfada, e os globos verdes dançavam nas órbitas dum lado a outro observando Castiel e suas ações.

Olhares colados entre si, tal como muitas vezes já o fizeram, tal como antes se encaravam sem saber da vontade latente, esses longos momentos em que pareciam analisar a alma um do outro. Ao menos Dean sentia-se assim, completamente despido pelo olhar penetrante de Castiel, o jeito único dele de quebrar todas as suas defesas e trazer a superfície cada detalhe oculto de seu ser.

O instante que se seguiu foi o segundo decisivo em que Dean compreendeu não haver mais volta ou incertezas, quando Castiel — ainda o mirando com a mesma força no olhar — cingiu a mão no braço do maior, passando a língua sobre os lábios umedecendo-os:

– Dean.

A menção ao seu nome num tom uma oitava mais grave provocou um novo arrepio no caçador. A voz rouca anuviada de Castiel cortou sua garganta atingindo um desprevenido — e pronto a ceder — Dean, que trincou os dentes quase estalando a mandíbula. Os olhos esmeralda fecharam rapidamente como que para poupá-lo da visão de Cas, do homem o encarando lascivo capaz de incitar o loiro apenas com aquele timbre rouco. E Dean sabia que seu nome imerso no breve cântico da voz de Castiel transbordava de anseios e vontades despudoradas que ambos possuíam.

Ao reabrir as pálpebras, o que Dean encarou a sua frente não foi apenas outro homem ardendo em desejo. Ele via cada minúsculo detalhe que o ligava a Castiel emanando dos olhos azuis, cravando-se em sua alma. Havia as mentiras e pesares, porém acima deles, bem acima, estava o altruísmo mútuo, o sacrifício, a amizade, e mais ainda este novo anseio crescendo e crescendo entre eles.

O que Dean recebeu nessa nova troca de olhares foi... Tudo. Quem ele era para Castiel e quem o ex-anjo era para ele. Tudo.

Mordendo o lábio inferior, Castiel aguardava pacientemente por um movimento de Dean. E foi justamente a visão da boca carnuda e vermelha de Cas sendo pega por entre os dentes que despertou — finalmente — uma reação. Dean estalou a língua:

– Foda-se.

Disse, abocanhando os lábios de Castiel. Uma das mãos apertava o meio das costas do menor enquanto a outra acariciava o pescoço. O moreno espalmou a cintura de Dean inclinando o rosto para o lado criando um ângulo à boca do outro que começou a explorar outra vez a perfeição que eram os lábios grossos e macios de Castiel, ocupando o interior da boca dele com sua língua.

Abraçando a cintura de Dean, Cas imergiu no ósculo deixando ser empurrado de volta a cama, batendo a parte de trás dos joelhos no colchão e caindo de costas com Dean esparramado entre suas pernas. Ambos soltaram uma rápida ofegada no meio do beijo, porém não se soltaram. Os corpos ajeitaram-se sob os lençóis até a cintura de Dean nivelar com a de Cas; as excitações vibrando num compasso uníssono ao encostarem uma na outra através do pano fino das roupas de dormir.

Um gemido escapou de Castiel, e somente quando os dois conseguiram deitar-se completamente na cama, o beijo cessou.

Fitando a face enrubescida do menor abaixo dele, Dean apertou sua cintura enquanto uma mão afagava a barba mal feita. Olhos cravados nos de Cas; pupilas dilatadas num frenesi quase animal, assim como os do loiro.

– Foi mal. Não sou do tipo romântico.

Castiel sorriu, apertando ainda mais a cintura de Dean:

– Eu sei. — respondeu.

Esticando os lábios Dean entreabriu a boca tornando a juntá-la com a de Cas.

Não precisavam de romantismo nem de meias palavras carinhosas. Não precisavam construir nada entre eles. Já se foram os anos desta dança em que se privaram do toque um do outro, que mascararam o óbvio.

E Dean certamente queria ir em frente. Tinha se livrado de qualquer bloqueio. Oh, certo, mas isso foi apenas em sua mente. Sentir a pele em brasa de Castiel por debaixo da blusa era um assunto muito diferente.

Dean parou erguendo um pouco a cabeça com uma expressão nula na face. O coração agitou-se, mas não apenas por conta de Cas. Mais por causa do pequeno ataque de pânico:

– Dean está tudo bem?

– Sim. – ele levou um tempo para responder, mas devagar voltava a um estado de calma.

Porque dentro da cabeça do caçador um simples, porém significativo pensamento formou-se: ele estava na cama com outro cara, sentindo outra excitação debaixo dele, e nunca antes Dean experimentou algo desse tipo, então era razoável que não gostasse muito da sensação. Mas o engraçado era que ele não se sentia assim.

Na verdade, Dean ficara extasiado com a constatação de que ele queria aquilo, e o frio percorrendo a espinha foi uma confirmação crua; o pulsar de seu próprio músculo dentro da boxer tornou-se uma verdade irrefutável. Dean gostou da sensação de Cas, do corpo bem treinado e masculino do seu melhor amigo, e esta foi a última barreira segurando Dean no lugar, a ‘coisa’ o impedindo. Dean Winchester desejava – num anseio lascivo percorrendo seus ossos e cada veia em seu interior – ficar com Cas. Deus ele queria Cas! Queria lamber seu peito debaixo da fina blusa branca, sentir a pressão de outro falo em suas mãos, experimentar a sensação dum músculo rígido entre seus dedos. Porque, puta merda, este era Cas, a pessoa que se importava com Dean mais do que ele mesmo; e Cas o fazia, pois o ex-anjo era assim e ponto, um homem desentendido e inocente — de certa forma — que se apaixonou por um caçador amargo e obscuro o aceitando por inteiro. Como Dean poderia não o querer de volta?! Claro que queria! Ansiava tanto por Cas que a veracidade deste sentimento queimava estupefato em seu peito.

E deixando Dean completamente entorpecido, os gemidos de Castiel durante os beijos excitavam o caçador numa onda languescida. Quem imaginava que um ex-anjo do senhor podia ser tão tentador, capaz de grunhir numa voz rouca sons tão maravilhosos?

O merda, Dean estava condenado desde o momento em que beijou Cas pela primeira vez. Porque desde então sua mente encheu-se com pensamentos sobre o moreno em seus braços, segurando na camisa de Dean tão fortemente como se fosse cair sem ar caso não agarrasse o caçador o mais forte que pudesse.

Para Cas a surpresa e incríveis sensações eram demais. Novo nessa forma humana, onde teve apenas alguns poucos encontros que envolviam toques com outra pessoa. Contudo era um sentimento agradável correndo de suas mãos aos braços; nervos tremendo enquanto cada um transmitia a informação gostosa através de seus sentidos.

Uma sensação quente e gentil, tal como se uma boa energia viajasse na troca de carícias. Algo que Cas sentia quando abraçava Sam, por exemplo, dizendo a ele com o carinho que se importava com o caçula dos Winchesters. A expressão carnal de sua experiência com outros humanos deu-se junto de Meg e Aprill – numa não tão feliz primeira vez.

Tudo isso desde sua existência como anjo até a queda, dando a Cas uma pequena porção de conhecimento sobre as relações entre seres humanos.

Todavia, tudo não passou do contato pele com pele sem significado algum.

Ninguém nunca lhe disse como seria o fazer não apenas por luxúria, mas paixão, desejo, amor pelo outro. Era melhor, mais forte, um poderoso tumulto de pequenos choques espalhando-se em cada centímetro do seu corpo, necessitado de mais, demandando um toque aprofundado. Porque caso contrário, sua alma se quebraria em mil pedaços. Sem este toque jamais ficaria em paz ou completo outra vez.

Castiel acreditava agora que ele não caiu ao se rebelar contra os anjos. Não, não foi nesse tempo.

Ele condenou-se no dia em que percebeu estar apaixonado por Dean.

Com as impressões desejando por mais, Castiel traçou uma pressão gentil e lasciva na coluna de Dean, rastejando as mãos pelas laterais do torso do caçador deixando cada dedo derreter esparramado em sua cintura, segurando firme, puxando a pélvis de Dean mais para baixo alinhando a parte tão firme em desejo, e, Cas achou um maravilhoso prazer ouvir Dean gemer cada vez que seus músculos pulsavam num acorde ritmado, conciso, e nada mais importava.

Nada antes de hoje pareceu certo.

Cas era a certeza de Dean. Era tão cliché, o caçador que se apaixonou pelo anjo, contudo era exato, único, puro, cru e intimamente real.

As pálpebras de Dean ficaram fechadas conforme sua boca traçava um caminho de beijos abertos no pescoço do menor chegando ao vão entre seu ombro, estalando beijos na clavícula até o tecido da camiseta atrapalhar e ele livrar-se dela num puxão.

Castiel fez o mesmo incapaz de suportar não ver ou tocar o peito desnudo de Dean. Suas mãos fecharam-se sobre o tórax do caçador espalmando e descendo aos gomos do abdômen, escorregando as laterais de sua cintura logo acima da barra da boxer.

Dean grunhiu descendo beijos no meio do peito de Cas indo devagar as costelas ao lado esquerdo, onde avistou de perto a tatuagem em símbolos enoquianos cobrindo a fina pele. Dean sorriu ao roçar os lábios por cima das linhas desenhadas:

– Esta é a tatuagem que você fez para se livrar do radar dos anjos, Cas? – indagou no meio do beijo.

– Sim. Tal como as suas, apesar delas estarem cravadas diretamente em seus ossos e-ah!

Castiel teria continuado a falar, mas foi impedido ao receber um chupão sobre a tatuagem, arqueando as costas em satisfação:

– Eu gosto dela. – Dean concluiu tornando a lamber as letras enoquianas provocando outros gemidos no menor antes de voltar a descer a boca pelo corpo de Cas.

Parou sobre o umbigo depositando beijos abertos ao redor dele, subindo pausadamente pela barriga lisa do moreno, começando a beijá-lo em cima de cada mamilo, devagar, sugando a carne para dentro da boca. Cas gemeu outra vez entranhando os dedos na nuca de Dean. Empurrou sem querer a cintura para cima contra a do loiro, ouvindo seu ronronar satisfatório em resposta.

Traçando o caminho até o pescoço de Cas, Dean passou os lábios por cima da pulsação ali, mordiscando o lóbulo da orelha. Num grunhido, Castiel apertou os ombros de Dean gaguejando palavras soltas:

– Isto é... Diferente.

Dean ergueu a cabeça devagar mirando os olhos de Castiel:

– ‘Diferente’ ruim? – perguntou beijando a maçã do rosto dele.

– Não... – replicou ofegante, descendo as palmas pelas costas de Dean – Um diferente... Melhor; daquilo que já... Experimentei; Ah!

Gemeu com a nova mordida próxima a sua nuca:

– Bom, eu quero que seja diferente... Melhor.

– Sim... Sim, Dean.

– Você gosta Cas? – perguntou num tom lânguido, tornando a morder a orelha do menor – Gosta disso?

– Gosto. E você Dean?

O caçador teria respondido se conseguisse achar sua voz, contudo ela ficou presa na garganta na mesma hora em que Castiel beijava seu maxilar, deslizando os lábios a sua orelha onde seus dentes cravaram numa rápida mordida, para então a boca voltar a beijá-lo. Dean engoliu seco, forçando a pélvis para baixo sem nem perceber. Onde Cas aprendeu aquilo?

– É-Eu gosto ‘pra cacete Cas.

Falou, por fim, beijando-o novamente num movimento constante, porém terno. A língua debatendo sobre a de Cas deixando-se levar na comoção entre as carnes úmidas. Era um carinho aconchegante, gentil, que trazia Dean a um estado letárgico, mas bom – muito bom mesmo.

Ignorando qualquer pensamento que pudesse se interpor entre suas ações, Dean continuou as carícias, apertando a mão sobre os ossos da cintura do menor, usando essa linha que seguia até o interior de suas coxas como guia para cada falange, criando um trajeto a barra da boxer do moreno onde entranhou a ponta dos dedos debaixo do elástico. A respiração ficou pesada no mesmo instante, quase perdida, e Dean deitou a testa sobre o ombro de Castiel, baixando devagar o olhar na direção de sua mão conforme ela entrava lentamente, mais e mais na roupa do menor, atingindo a pele quente do baixo ventre. E, engolindo seco em busca por coragem – sem ar, a boca semiaberta – Dean tocou a glande de Cas pela primeira vez largando um longo suspiro.

– Deus...

Murmurou ao sentir a carne molhada, usando a viscosidade envolvendo seus dedos para descer ainda mais a mão. Era aquilo, não tinha mais volta: Dean Winchester estava tocando a ‘coisa’ de outro cara.

Castiel fechou os olhos jogando a cabeça para trás. A boca abriu num grito sem voz, e Dean levantou o rosto depressa, ávido para ver a expressão de prazer no rosto do moreno. Ele mesmo ficou sem ar. A face de Cas se contorcia num misto de surpresa e deleite. Arfava, jogando os braços ao redor dos ombros de Dean o arranhando ali. O loiro desceu o torço beijando as bochechas de Castiel e, numa nova onda de audácia instalando-se nele, moveu a palma da mão para baixo sobre o membro do menor o ouvindo grunhir em êxtase.

Os movimentos continuaram concisos; Dean imaginando a cada instante as vezes em que tocara a si mesmo, repetindo as ações em Castiel. E o ex-anjo parecia estar gostando – e muito, pois logo o quarto fora preenchido pelos sons gagos e desconexos dele.

– Dean! Dean!

Gritou, e o caçador precisou morder os lábios forçando o próprio membro contra a coxa de Castiel, ou iria acabar gozando antes da hora. Puta merda, como ele conseguia perder o controle assim?! Não, não era isso. Era Cas; o movimento do pescoço e mandíbula indo para trás cada vez que Dean apertava o músculo rígido, os gemidos, a pressão sobre seus ombros com o abraço do menor – cada pequena nova e estranha reação. Foda-se. Não havia regras nem mais nada em sua mente. Só o agora, só o desejo.

Selando seus lábios, Dean o calou, enfiando a língua dentro da boca de Cas, beijando, sugando e chupando a carne no mesmo ritmo que movia sua mão. Os dedos fixos ao redor da ereção do moreno iam da base até a ponta, molhados com a já visível excitação do menor – a mesma que inundava a boxer de Dean a cada segundo de privação.

– Cas... Cas. – murmurou estalando novos beijos sobre os lábios dele.

Em resposta, Dean teve gemidos, arranhões e soluços, até enfim o menor reabrir os olhos ao ter os movimentos ao redor do seu membro apaziguados numa comoção lenta, porém rítmica. Engolindo seco, os globos azuis fitaram os do caçador. Ele o desejava, ah! Cas podia ler este puro e direto sentimento transbordando das pupilas negras de Dean:

– O que foi Dean? Algo errado?

Perguntou, recebendo um som negativo de Dean.

– Não eu... – beijou-o novamente, sua mão nunca deixando de sentir o falo do ex-anjo– Cas, eu vou tentar uma coisa. Se você-ah-se você não gostar...

– Eu quero isso Dean. – Castiel disse pondo uma das mãos sobre o rosto do caçador, apertando com força sua bochecha – Achei que já houvesse deixado claro.

– Certo. — num sorriso torto, Dean anuiu preenchendo sua boca com a de Cas.

Aos poucos os lábios foram escorregando ao pescoço, chupando a pele em pequenas marcas, ficando estacionada ali. O olhar do loiro ergueu-se apenas para ter certeza de que estava segurando o pequeno tubo de lubrificante corretamente e, ao ouvir o som da tampa num ‘pop’ Castiel girou a cabeça para o lado diminuindo os olhos numa expressão curiosa do tipo: da-onde-aquilo-surgiu? Mas logo se esqueceu destas perguntas, pois ele provavelmente estava estupefato demais com o fato de Dean estar com ele em seu quarto que nem notara o pequeno tubo nas mãos do caçador mais cedo.

Ainda assim Cas o mirava curioso vendo o líquido viscoso e transparente cair sobre os dedos de Dean de forma abundante conforme ele mexia as falanges em movimentos circulares. Eles agora brilhavam com a luz artificial do quarto, sumindo segundos depois da visão de Castiel – parando sobre seu membro. O moreno inalou um suspiro pelos dentes com a nova sensação molhada percorrendo da cabeça até a base de sua ereção, mas para sua surpresa, Dean não parou ali. Levantando o olhar até encontrar o de Cas o menor notou apenas agora o pequeno rubor no rosto do loiro ao mesmo tempo em que a respiração falhava.

Lambendo os lábios, Dean desceu a testa até ela encontrar a de Castiel e por fim, num último momento de hesitação, Cas vira Dean morder o lábio inferior no mesmo instante em que o anelar de circulou sua entrada.

E, oh, Cas entendeu agora do que se tratavam as perguntas de Dean. Aquilo era diferente, estranho, um ato completamente íntimo e por isso tão, tão estupidamente maravilhoso.

Num arquejo, Cas jogou a cabeça para o alto sendo seguido por Dean que em nenhum momento desgrudou a testa da dele. Sua boca beijou as bochechas do menor apenas o observando atento a qualquer sinal de refuta. E quando ela não veio, Dean grunhiu em satisfação ao seguir em frente. Rodou a ponta do dedo algumas vezes mais antes de empurrá-lo.

A primeira palavra cruzando sua mente foi: quente. Por dentro, Cas estava fervendo, quase transbordando em febre. Devagar, Dean pressionou as falanges uma por uma, escorregadias devido ao produto viscoso, permitindo uma passagem mais fácil para dentro de Castiel, ainda assim ele parou ao chegar ao fim da articulação do dedo sem se mover.

O peito de Cas subia e descia depressa. A nova invasão ao seu corpo soava diferente do que ele imaginara, mas nem por isso deixou de almejá-la. Sua mão agarrou a base da coluna de Dean enquanto a outra arranhava seu ombro, mantendo o maior num abraço torto. Uma das pernas do moreno subia pelo meio das do caçador sentindo o músculo rijo ainda dentro da boxer. Num desespero sem igual Castiel as puxou para baixo, liberando pela barra do tecido a excitação do outro. Dean balbuciou ofegante ao ter a carne envolta pelos dedos do ex-anjo.

Cas adorou aquilo. Ver os olhos de Dean fechando-se, a voz rouca e dura desfalecer num gemido gostoso de prazer. Ele queria mais, ah! E como ele queria.

Assim como Dean. Sem perder tempo ele tornou a mexer o pulso, para frente e para trás, fazendo o primeiro dedo escorregar dentro e fora de Cas. Passaram-se alguns bons instantes até Dean sentir a entrada do menor ceder. Em meio a um novo beijo o caçador começou a acelerar o ritmo e um segundo dedo entrar. A partir dali a voz de Castiel tornou-se um urro alto dentro do quarto – obrigado ao Bunker pelas suas paredes grossas; ou Sam com certeza entraria ali a procura de respostas sobre os gritos noturnos (seguidos dum puta trauma).

Ousando ir além, Dean não apenas continuou entrando e saindo como também afastou um dedo do outro, alargando cada lateral da entrada de Castiel, forçando a carne a aceita-lo mais e mais.

Com isso, Castiel gemeu retorcendo-se na cama. Mas ao invés de fechar os olhos ele os manteve fixos nos verdes de Dean, transbordando o desejo que emanava de seu corpo direto naquela troca de olhares. A mão ao redor do membro de Dean apertou num novo movimento fazendo o caçador mexer a cintura para cima usando a mão de Cas para satisfazer a vontade louca de ser tocado. Agora era ele quem lambuzada a mão do menor ficando escorregadio e duro – pronto para continuar.

A comoção no meio das pernas do moreno aumentou. Dean forçava os dedos até a junção, os deslizando o mais rápido que podia e, então, arregalou os orbes verdes numa inesperada surpresa, quando Castiel arqueou gemendo – alto ‘pra cacete – no mesmo instante em que Dean curvou as falanges no seu interior.

– Dói? – Dean perguntou numa real preocupação, ao passo em que Castiel balançou negativamente a cabeça diversas vezes.

– Não; não! É... Bom! – respondeu ofegante – Diferente, mas não é-ah!... Desagradável!

– Que bom. – Dean sorriu – Porque isso seria péssimo se não fosse... Agradável.

Respondeu tornando a encurvar os dedos, e sim, aquele foi um gemido satisfatório por demais para Dean o confundir outra vez. Sorrindo, ele beijou Castiel roubando-lhe o ar dos pulmões enquanto o loiro guardava na memória o lugar certo onde havia feito Castiel tremer em êxtase.

A provocação no meio das coxas de Cas continuou e a cada instante mais, Dean o desejava. Deus! Como ele ansiava por mais de Castiel! De seu corpo, seus beijos, o toque quente, as mãos traçando os movimentos iguais aos seus sobre seu membro! Isso mesmo, Dean não conseguia mais negar a si mesmo a vontade de... Ter algo bom, de ser ele a receber um mínimo de felicidade na turbulenta vida das caçadas. Céu e Inferno, com a maldita Terra no meio desta merda toda. Dean, por esse breve instante de prazer queria aproveitar tudo isso como se não houvesse nada mais a sua volta, nenhuma batalha, nenhuma luta, nem o fim do mundo.

– Preciso... – falou estalando um beijo – Cas, eu preciso... – outro estalo – Quero... Você...

Disse; cada palavra selada num curto beijo.

– Você quer? – Cas perguntou suspirando.

– Quero... Eu... – refreou a língua procurando pela frase certa, pelo jeito correto de por aquilo para fora – ‘To cansado de ter de desistir das coisas...

‘... De permitir que elas escapem das minhas mãos’. – pensou Dean, porém fora incapaz de dizer o restante destes pensamentos – ‘Então amaldiçoado seja eu, mas vou agarrar essa chance agora, enquanto eu ainda a tiver. Enquanto esta louca vida me permitir ter este pequeno momento de prazer.'.

Cas engoliu seco mirando os olhos de Dean com seus globos índigo, parecendo vislumbrar as palavras que faltavam naquela frase. Os lábios partiram-se conforme o fitava, segurando as laterais do maxilar de Dean ao avistar o desespero e ódio nas íris do caçador. Por todas as suas perdas, lamúrias, por aquele último instante, dias atrás em que ele achou ter perdido o ex-anjo. Cas pressionou seus lábios contra os dele acariciando o rosto de Dean:

– Você me têm Dean. Enquanto você me quiser.

O caçador deixou o ar preso escapar da garganta conforme sua língua escorregava por cima da de Castiel e entre os beijos murmurava algo como ‘Sempre, Cas...’, ‘Sempre você.’, outro beijo e outro, grunhindo, com as mãos de Castiel bagunçando seu cabelo claro, aprofundando o ósculo.

Palavras tão desconexas, mas elas faziam todo o sentido para Cas.

Entre a comoção e troca de palavras tolas, Castiel nem notou o terceiro dedo acompanhando os demais, o fazendo livrar-se do beijo com Dean para soltar um novo som trêmulo pela boca. O loiro lambeu os lábios memorizando cada um destes detalhes, pois apesar de toda a novidade na cama junto de Cas duma coisa o loiro tinha certeza: ele gostava de dar prazer ao outro. Claro, sexo era bom de qualquer maneira e Dean adora o ato carnal um tanto quanto por demais. Entretanto tudo naquele quarto parecia diferente – porque o era, porque cada toque envolvia muito mais do que uma simples troca de prazeres. Envolvia aquele bolo emaranhado na boca do seu estômago que ele negava-se em assumir quase sempre.

Numa nova velocidade, Dean sentira o interior de Cas derretendo conforme seus dedos abriam passagem, alargando, esticando e preparando o ex-anjo. Tudo parecia flutuar numa névoa de respirações ofegantes, e, claro, o loiro queria que a experiência toda fosse boa a Cas também. Então ele tomou cada gemido do menor como incentivo para continuar a mover os dedos, deixando-os algum tempo parados até a junção da mão.

No choque dos corpos eles nem notaram quando Dean começou a se posicionar entre as pernas do moreno, ainda o preparando. O caçador pareceu despertar do transe ao qual havia se submetido com a voz titubeante de Cas:

– Dean... Eu já... Já estou pronto, agora... Por favor... Eu também quero você.

Disse, e Dean só agora foi capaz de ver a ereção de Cas trêmula e rija esparramada sobre o baixo ventre dele, molhando ao redor de seu umbigo. Engolindo seco, Dean estava pronto para se mover quando, imediatamente depois do que falara, Castiel ergueu os joelhos sobre a cama afastando as pernas uma da outra dando mais espaço a Dean. O loiro arregalou os globos. Sua boca havia ficado seca e as pupilas dilataram-se ainda mais. Sério, onde Cas havia aprendido a ser provocativo desse jeito?! Dando a Dean a chance de o possuir dessa maneira... Céus! Ele estava perdido. Sério. Com todas as letras, Dean estava completamente de quatro por Castiel.

Respirando fundo, como que para manter a calma – e evitar olhar para baixo, onde seus dedos ainda perdiam o controle – Dean procurou no colchão por alguma coisa encontrando um pequeno pacote próximo ao tubo do lubrificante — e Cas indagou-se outra vez como foi que não percebeu aquele pacote na mão de Dean antes?

Devagar, após afastar as laterais da entrada de Castiel algumas vezes mais, Dean removeu sua mão do meio das coxas do menor retirando sua boxer. O alívio chegando sobre o seu músculo foi imediato. O tecido estava molhado, e ele nem precisou usar o lubrificante para começar a deslizar a camisinha sobre o membro. No entanto parou no meio da ação ao ouvir Castiel:

– Para que isso? – indagou ofegante.

– Ah... – certo; Cas ainda não tinha conhecimento sobre todas as coisas que envolviam sexo seguro – É só uma precaução Cas. Doenças e coisas desse tipo...

– Nesse caso não será preciso.

– Hum?!

Dean só conseguiu dizer aquilo ao mesmo instante em que apertou seus olhos em confusão. Engolindo seco, Cas continuou, levando uma de suas mãos a base do membro de Dean – que grunhiu sugando ar pelos dentes, jogando a cabeça para trás ao sentir o contato na sua negligenciada excitação:

– Eu estou saudável Dean.

– Hum? O que?... Ah....

Ele mal conseguia formar palavras conexas, pois Cas parecia brincar com sua ereção ao esfregar a ponta do dedão sobre a base dela, arrastando de leve a camisinha para cima, a removendo contra a vontade de Dean – okay, não tão contra sua vontade assim – mas ele ainda não entendia muito bem do que o ex-anjo estava falando:

– Um anjo curou-me poucos dias atrás. – a menção ao episódio fez Dean abrir os olhos encarando Castiel, que não parou de falar nem de mover sua mão – Além das lesões físicas ele também curou qualquer enfermidade. É assim que o fazemos um ‘trabalho bem feito’, como você diria.

Enquanto Castiel falava, Dean nem ao menos prestou atenção na explicação dele. Na sua última palavra o menor já havia o livrado do material envolvendo seu falo o deixando completamente livre.

– Eu disse que queria isso Dean. – Cas falou trazendo o rosto para cima até ficar frente a frente com Dean – Eu... Quero apenas você.

Vacilou ao final sem compreender se havia falado corretamente, ou sem nem ao menos saber se as pessoas conversavam tanto assim durante o sexo. De qualquer forma pareceu ter funcionado, pois na mesma hora Dean grunhiu em aprovação o beijando, começando a deslizar ambas as mãos pelo interior de suas coxas até elas espalmarem a parte de trás de seus joelhos os trazendo para cima. Sua cintura flutuou no colchão e Dean permaneceu com o tronco firme no meio de suas pernas – agora completamente espaçadas ao redor do abdômen do caçador.

Num respiro apressado, Castiel sentiu a glande do maior resvalar logo acima de sua entrada, e os pulmões se fecharam, as mãos adentrando o lençol ao seu lado em busca de sustendo. Notando a tensão no corpo abaixo dele, Dean estalou os lábios na testa de Cas tornando a beijá-lo. Os dedos do moreno aos poucos se desenroscaram do tecido indo à base da coluna de Dean.

– I’ve got you.*

Dean murmurou na ponta do ouvido de Cas tornando a se posicionar no meio dele. Com isso o ex-anjo pareceu relaxar. Uma das pernas foi solta por Dean e num novo ‘pop’ Castiel viu o líquido viscoso cair sobre a mão dele outra vez para depois ser lambuzado sobre o falo.

Noutro abalo, Dean ajeitou-se melhor no colchão levando o músculo molhado e escorregadio para as coxas de Castiel colocando a ponta sobre sua entrada.

Okay, era isso, Estava prestes a acontecer. Depois dessa noite não haveria mais volta, seria apenas ele e Cas, ele e toda a certeza de que havia transado com outro cara, espancando a cara de qualquer convenção moral ainda pertinente na cabeça do caçador.

Oh bem, Dean nunca foi bom em seguir regras sociais mesmo.

Num rápido sorriso torto ele encarou Cas uma última vez. Havia um misto de nervosismo e desejo nos seus olhos. O azul índigo restava apenas numa linha ao redor das pupilas negras, dilatadas em êxtase.

De todas as experiências que tivera, para Cas aquela seria a melhor delas, pois isto atestava, enfim, que ele havia sido aceito por Dean e vice versa. E essa certeza veio numa forte ardência no instante em que Castiel sentiu a glande do maior atravessando sua entrada — que permitia essa invasão duma maneira quase suplicante.

No primeiro segundo ambos se encaravam. As faces rubras, as bocas semiabertas e os olhares que trocavam eram de puro prazer e volúpia. Mas logo depois tudo ficou turvo na visão de Dean, pois a sensação do interior de Castiel o envolvendo foi demais para ele aguentar os olhos do moreno sobre si. Fechando os orbes verdes, permitiu um gemido satisfatório escapar da garganta conforme a boca abria-se mais e mais, incapaz de manter a voz quieta.

Castiel não estava longe. Na verdade o menor se tornara uma bagunça debaixo de Dean. As unhas cravaram na base da espinha do maior e sem perceber os joelhos afastaram-se ainda mais permitindo que Dean se acomodasse entre suas pernas completamente.

A pressão do músculo pulsante de Castiel dificultava a entrada de Dean, que precisou parar algumas vezes; a pele sensível se abrindo devagar, o interior de Cas tão apertado, mas ainda assim o aceitando o abrangendo por completo.

O membro de Dean tremeu ao chegar à metade; as veias pulsando. Era diferente fazer no contato direto com a pele, uma sensação que ele não experimentava há tempos e por isso precisava ir devagar, acostumando-se com o maravilhoso choque subindo por seu corpo. Ele já havia abaixado a testa para encontrar a de Castiel e os dois grunhiam em urros de satisfação incapazes de proferir qualquer palavra concisa. Arriscando perder o controle, Dean entreabriu as pálpebras ficando perplexo ao encontrar as esferas brilhantes de Castiel o encarando de volta. O hálito quente batia nos rostos, aquecendo as bochechas de ambos e apesar da afobação aquela rápida encarada — tal como todas as outras vezes em que as compartilhavam — apenas os incentivava a ir adiante, a levar aquilo até o final.

E Dean o fez, enterrando-se por completo em Castiel. O peito do loiro estufou descompassado num alto suspiro, e as costas de Cas arquearam para cima removendo a cintura ainda mais do colchão. Ao mesmo tempo suas mãos apertavam a coluna de Dean o forçando a permanecer naquele arranjo – totalmente afundado em seu interior como se sempre pertencesse ali.

Abraçaram-se, o moreno gritou desconexo ao escalar as costas do maior. Recostou a cabeça sobre o vácuo do ombro do loiro respirando acelerado rente a sua orelha. Já Dean arfava pesado, repousando a lateral da testa no topo da cabeça do moreno apenas aproveitando a carne apertada que o sugava, deixando seu falo esparramar-se inteiro em Castiel.

Dean respirou apressado precisando se recompor por alguns instantes antes de levar a cintura para trás puxando seu membro junto, porém mal conseguiu se mover. Cas o sorvia de volta, sem dar espaço aos seus movimentos de vai e vem. Sugou o ar pelos dentes, sendo obrigado a segurar firmemente à pélvis do ex-anjo o mantendo fixo entre suas mãos; e sua ereção fincou-se até a base, tremendo em regozijo. Sentiu as unhas do moreno marcarem ainda mais seus ombros enquanto um urro abafado escapava da garganta dele, e mesmo assim não parou.

– Apertado... — murmurou mais para si mesmo do que para chamar a atenção do menor.

A cada segundo passado dentro de Cas, Dean crescia mais e mais, o músculo ardendo, preenchendo Castiel por inteiro. Quando as pernas do moreno entrelaçaram sua cintura, Dean apertou a pélvis do menor logo acima dos ossos e, ficando parado, moveu ao invés de si mesmo o corpo de Castiel para frente e para trás, o forçando a sentir sua ereção pulsando cada vez que aliviava a pressão em seu interior e cada vez que o penetrava de novo, mais uma vez e sempre; indo até o fundo nas rápidas estocadas que se seguiram.

Castiel tremia incapaz de unir todas as emoções numa só que não fosse o delírio. Dean estava dentro dele, o explorando, alargando, o fazendo parte de seu corpo aos poucos — a cada minuto — os tornando um só; e mesmo assim não era o bastante. E que Deus o jogue no inferno! Porque se aquilo era um pecado, Castiel iria afogar-se nele.

Dean o invadia, abrindo caminho em sua entrada e se alastrando; a carne rija palpitando em cada puxada, permitindo seu corpo ser usado e abusado pelo caçador. Dean enterrava o falo abrasador sem dó dentro de Castiel sendo envolto pelo moreno o mais fundo que impetrava. Saía devagar enquanto a abertura apertada do menor tentava o chupar de volta, grunhindo sons guturais ao sentir a carne do falo regressando acelerada ao seu interior em brasas.

Doía, e muito no início, mas Castiel ignorava essa dor o corroendo, impedia as lágrimas de descerem, pois ele só conseguia pensar em como Dean o tinha, em como ele finalmente pode unir-se ao loiro, e isto bastava para deixá-lo contente, para aguentar essa nova ansiedade. Porque os humanos completavam-se assim: entre atos carnais impensados e perfeitos, onde não diziam nada e ao mesmo tempo diziam tudo. Cas podia aguentar essa dor a tornando algo desejado, e assim ele se aquietou. Até então, numa rápida estocada, Dean acertar aquele mesmo ponto de antes, bem fundo, o fazendo revirar os olhos com a onda de prazer percorrendo seus nervos. Porque quem poderia o preparar para aquilo? Já não bastava o rio de sensações transbordando dele ao estar junto, enfim, do caçador, mas aquilo?! Tanto... Prazer neste ato mortal?! Era demais, incrível!

– Dean! Ah-Dean! Isso!

Ele começou sem saber ao certo o que dizia nem o porquê. Apenas sentiu uma imensa vontade de externar nos gritos o que sentia. Continuou, gaguejando e gemendo, apertando as costelas de Dean ao passo em que o loiro cingia sua pélvis a compelindo para cima no encontro dos corpos:

– Droga, fique quieto Cas! – gritou em meio a uma estocada.

O menor o olhou um tanto quanto incrédulo frente às palavras duras, porém Dean continuou o impedindo de protestar:

– Eu vou... Acabar antes da hora se você... Sua voz... Urg!

E Dean apenas continuou numa outra estocada, depois mais uma e outra, um tanto quanto violento, apertando os dedos sobre o osso ilíaco, puxando a cintura do menor para si onde, com certeza, marcas roxas apareceriam depois. Contudo Castiel nada temeu. Era assim que o caçador agia quando se importava demais com algo ou alguém: com raiva; ódio. E com isso Castiel podia trabalhar, ele podia aceitar e compreender melhor até mesmo do que Dean o quanto ele se entregava nestas ações impulsivas. Entre um grunhido e outro de prazer, Cas pode sorrir.

Dean o fazia sem pensar, contendo esse ódio todo dentro de si. Porque sim, ele se odiava por ser tão ligado a Cas, por ser incapaz de esquecer o ex-anjo nas inúmeras vezes em que pensou tê-lo perdido, por ser impossível apagar da lembrança seu rosto. Dean odeia tanto tudo isso, porque quando ele ama é sempre intenso e pesado demais para todo seu ser aguentar. Há tanta raiva dentro dele porque ao menos a raiva faz sentido e o buraco no seu peito pode ser entendido. Esse vácuo que ele conseguia agora preencher nesses poucos momentos com Castiel. E ele odiava ser tão desesperadamente necessitado de outra pessoa ao mesmo tempo em que não conseguia evitar – não conseguia deixar de ser bruto e duro com ele. E também se odiava por isso.

A mão tocando seu rosto pareceu o despertar do torpor agressivo, dos golpes ríspidos, brutos, dentro do ex-anjo. Dean entreabriu os olhos encarando a face de Castiel, seu semblante em êxtase misturado no contentamento dum sorriso torto, e Dean desfaleceu. Ah sim, aquele era Cas, o homem que o aceitava de todas as maneiras, que o compreendia, sabendo que debaixo dessa máscara de dureza havia um cofre trancafiado com emoções as quais ele jamais se permitia destrancar. Mas dentro daquele quarto, em meio à ação desgovernada e àspera frente ao rosto de Cas, ele não se conteve, deixando a fechadura abrir mesmo que só por um instante. Os globos amenizaram numa contemplação estupefata daquilo que estavam fazendo, que ele estava transando... Ou não... Não era bem essa a palavra que ele devia usar. Devia ser outra, mais doce e sincera, mas que ele jamais diria, no entanto era capaz de demonstrar.

Apanhando numa comoção lenta a mão de Cas em seu rosto, Dean entrelaçou seus dedos arrastando a palma do menor por seu maxilar, parando sobre sua boca, a beijando conforme as pálpebras fecharam-se com força. Os impulsos da cintura diminuíram por algum tempo e o caçador ficou imóvel, aprofundado em Castiel, apenas mantendo os orbes cerrados, beijando e adorando os dedos gentis de Castiel com seus lábios; da sua mão capaz de destruir um exército inteiro de criaturas, a mesma mão que o agarrou e o salvou do inferno, a mesma mão que agora podia o tocar gentilmente. Beijou-a outra vez a levando ao seu pescoço, onde o menor a deixou repousada. Olhos fechados, a testa colada a do ex-anjo com o ar vacilando dos pulmões, inalando pesadamente:

– Cas, eu...

– Eu sei, eu sei. – interrompeu-o, pois ele não precisa ouvir nada. Cas realmente já sabia de tudo.

O que ele queria, o que ele ansiava naquele momento era sentir Dean, seu corpo, sua vontade. Apertando as pernas ao redor de sua cintura ele fez o loiro mover-se para frente. Dean gemeu, entendendo o recado, tornando as estocadas, voltando a sair; entrando em Castiel uma, duas, três, quatro vezes e mais sem trégua.

Nisso, Castiel teve o membro apertado grunhindo em resposta na ponta da orelha do maior. Dean apertava a sua ereção vendo o moreno se contorcer, precisando ele mesmo respirar fundo, pois com o toque Cas parecia ter ficado mais estreito. Engoliu seco tentando manter os movimentos de seu pulso compassados com os seus ao se mexer dentro do ex-anjo. Seu membro pulsava em busca de mais espaço no interior de Castiel avançando outra vez até a base.

Suspirando, Cas abraçou ainda mais as largas costas de Dean tencionando todo o corpo. Isso fez o loiro grunhir, estremecendo devagar quase se caindo sem forças por cima do menor. Dean precisou parar alguns segundos ou ia acabar ali mesmo – e ele definitivamente não queria terminar tão cedo.

– Ei Cas... – sussurrou ofegante mirando a face do outro – Eu não consigo... Ah; me segurar quando você faz isso...

E, Deus! Quando foi que ele havia se tornado um tagarela durante o sexo?! Certo, ele precisava avisar a Castiel, mas ainda assim! Recomponha-se Winchester!

Claro, Cas tinha de aproveitar este momento para o provocar – e sério, de novo, onde foi que ele aprendeu essas coisas?!

Abrindo os olhos mareados Castiel deixou aboca entreaberta. Notando a força de vontade do caçador, o moreno contraiu o abdômen sabendo que aquilo fechava sua abertura em volta do membro de Dean. O maior jogou a cabeça para trás abrindo a boca, deixando um longo grito ecoar pelo cômodo, cingindo a mão ao redor do falo de Cas.

Satisfeito com a reação arrancada de Dean, Castiel pôs ambas as mãos no pescoço do loiro acariciando o maxilar com os dedões. Ao ter o ar retomado pelos pulmões estalou um beijo na boca do maior dizendo na voz rouca e mansa:

– Então não se segure.

Estupefato, Dean não mais se conteve. Mordendo o lábio inferior, Dean enlaçou seus braços ao redor dos ombros de Castiel os empurrando para baixo, criando assim um apoio aos seus movimentos, impedindo que o moreno se afastasse demais dele. Ao mesmo tempo em que isso permitia Dean ir para cima e para baixo, dentro e fora, afogando-se em Cas, tendo em resposta apenas grunhidos ofegantes, sussurros gagos sufocados por gritos de prazer:

– Dean! Dean! – berrou, batendo uma das mãos na lateral do colchão.

– Foi bom? — perguntou esbaforido num tom rouco.

– Sim!

– Onde?

– Eu... Eu não sei! Quando você se moveu...

– Aqui?

Dean escorregou outra vez para dentro de Castiel devagar o acertando com força ao chegar à base no mesmo lugar. Cas gemeu batendo a mão outra vez no colchão:

– S-Sim! – gritou; mais de uma vez.

As mãos de Cas escalaram suas costas em busca de sustento. As pernas do moreno suspensas no ar se encontravam com a cintura de Dean criando o encaixe perfeito entre os corpos, as peles roçando uma na outra. O peito do loiro desceu batendo contra o de Castiel, e ambos podiam sentir os acelerados corações batendo num ritmo desafinado, os carinhos retribuídos eram violentos outra vez, contudo agora procuravam tocar e sentir mais um do outro, numa necessidade inumana de se unir nesse ínfimo momento.

O embate dos músculos, do suor escorrendo da pele, os grunhidos soltos os faziam gritar pelo nome um do outro feito uma prece, como que para reafirmar essa presença carente, de apenas existir em meio aos abraços e beijos trocados.

Arquejando, Dean aumentou a velocidade mordendo o ombro de Castiel. O ex-anjo sentia seu interior ser empurrado mais e mais, os nervos em reboliço quando sentia aquele mesmo ponto delicioso ser golpeado. Suas mãos fecharam-se ao redor de Dean o trazendo para perto de si, querendo encalar através de sua pele e se afundar debaixo dela. As testas se colaram e tudo o que Cas conseguia enxergar eram os olhos do caçador o querendo, o cobiçando.

Um dos braços de Dean desceu ajeitando-se na base da coluna do moreno o elevando. Sua outra mão mantinha o aperto sobre seu falo copiando a velocidade da cintura, e Dean tentou sim não perder o controle, não se deixar levar, no entanto era demais para ele – sentir Castiel carne contra carne, ouvir seus gemidos, aspirar o seu cheiro intoxicante cobrindo o ambiente, deixava-o louco, incontrolável, uma besta presa ao instinto.

– Cas! – berrou arranhando a garganta sem importar-se com mais nada – E-eu vou! Cas! Eu vou-AH!

– Dean! – respondeu fechando os olhos com força ao sentir o corpo de Dean retesando, o músculo agitando-se dentro dele em rápidas pulsões.

O calor espalhou-se inteiramente, preenchendo Castiel num jato quente fluindo por todas as direções. Dean... Dentro dele, em absoluto. Era incrível demais para acreditar, para Castiel compreender que aquilo realmente havia acontecido. Era assim, então, que o ato mortal se concluía. Singelo e completo. Contudo antes de se deixar levar pelo devaneio o caçador o distraiu com um forte aperto sobre seu membro.

Noutro empurrão Dean enterrou o falo ainda rijo em Castiel, puxando o líquido quente que acabara de despejar nele para fora e para dentro outra vez, encharcando as nádegas do moreno. A entrada de Cas o recebia agora sem retenções tornando as novas invasões de Dean fáceis ao deslizarem. Cas soluçou- ar quente escapando da goela — gemendo ao ter a excitação apertada outra vez. A fricção de antes o tornara sensível e bastaram apenas mais duas estocadas no mesmo ponto prazeroso, e era ele quem derramava o gozo sobre os dedos de Dean, gemendo trêmulo em longas arfadas ao apertar os bíceps do maior.

Nada antes foi como aquilo, esse ápice que misturava prazer e emoções. Um ato tão humano e real que Castiel se perguntava como ele pode negligenciar por tanto tempo o que sentia por Dean, o que eles há muito poderiam ter sido.

Ainda assim talvez fora melhor desse jeito, nessa espera desenfreada que acabou os levando a uma das – prováveis – melhores noites de suas vidas.

Abobalhado com o que acabara de acontecer Dean esticou os lábios fracamente, abraçando Castiel num novo ósculo. O falo ainda apontava dentro do moreno tocando-o fundo, mantendo os dois inebriados. Devagar Dean afogou-se uma última vez sentindo um resquício final escapar para dentro de Cas aquecendo seu interior outra vez. O ex-anjo grunhiu fechando os olhos aproveitando a sensação que aprendera a gostar; a desejar.

Sentiu a falta imediata de Dean quando ele se retirou de dentro de si, mas Castiel não reclamou, pois logo depois o corpo cambaleante do caçador caiu de costas na cama ao seu lado. Extasiados, mantiveram-se ofegantes apenas recuperando o fôlego, encarando o teto do quarto como se a cor branca fosse a mais interessante de todas.

Girando o pescoço para o lado Dean pode avistar o rubor ainda presente nas maçãs do rosto do moreno. A vermelhidão destoava tão bem com sua pele pálida destacando os orbes azuis. Segundos depois Castiel encontrou-se com seu olhar e tudo o que Dean pode fazer – além de respirar descompassado – foi permitir que a mão de Cas segurasse a sua sobre seu peito.

Dean podia surtar na manhã seguinte sobre o que acabara de acontecer. Porque agora ele só queria aproveitar estes últimos instantes mirando o rosto de Castiel antes de desmaiar de cansaço.

E se o corpo do menor se moveu aninhando-se mais perto de seu tronco, Dean não reclamou nem ao menos tentou afastá-lo; na sua mania por espaço pessoal. Porque o perfume do cabelo molhado de Cas o fez mergulhar num sono profundo de imediato, deixando as últimas horas repetirem-se em seus sonhos. E se os lábios de Dean formaram um sorriso torto ao se entregar ao sono, bom, apenas Castiel o vira antes de dormir junto dele.

Continua

* Algo como 'eu tenho você' ou 'eu te tenho', ou ainda 'eu estou com você' a tradução literal para a frase é um pouco desconexa no contexto da cena por isso preferi deixar em inglês.

O termo em inglês significa algo como o fato da pessoa que está com você querer cuidar de você, se preocupar e etc.

Notas finais
eu me derreti nesse capítulo! uahuahauha Quase caí da cadeira algumas vezes xD Aliás, esse cap. n tem uma mensagem do Sam pq eu queria q fosse algo só dos dois, sabe? E por favor me digam uq acharam da relaçãod eles! Tà mto OCC?! >_< Eu espero q não! Kissus amores e até breve!