Não me deixe ir

20 Capítulo 20 - Novos antigos Costumes


Notas iniciais
Entããão.... Mais um capítulo grande o_o Sorry... Ele ia ser menor, juro! Mas quando eu vi..... 4k ¬¬ anyway, espero q se divirtam! Temos mais lemon pela frente ;) hehehe Kissus e boa leitura amores!!!! Obs: agradeço MUITO o apoio, mensagens e comentários de todos! V6 n fazem ideia d como eles me animam e me deixam mais incentivada ainda!!!! V6 moram no coração dessa escritora

Não me deixe ir

20 – Novos antigos costumes

Um quarto estranho, Dean pensou ao abrir os olhos. Nem ao menos sabia que horas da manhã eram – ou mesmo se já havia amanhecido – mas duma coisa tinha certeza: estava na cama de outra pessoa.

Bufou coçando os olhos tentando se lembrar de como tinha parado ali e quem era a sortuda da vez. Estava ao menos numa caçada? Nem se lembrava ao certo o que estavam fazendo. Um covil de vampiros? Lobisomens outra vez? Espíritos, demônios...

Mas o quarto estranho lhe parecia um tanto quanto familiar. Não tinha o mesmo cheiro de motel barato, nem os lençóis cheiravam mal. Talvez tenha se deixado levar a casa de alguém? Se fosse isso, seria melhor sair depressa, pois Dean não precisava ouvir nenhum tipo de pedido como: fique para o café, ou ainda que começassem a perguntar sobre sua vida. Uma noite de diversão era exatamente isso e pronto.

Começou a arrastar a mão pela cama à procura das suas roupas quando os dedos encostaram à pele quente dum corpo nu ao seu lado. Dean abriu os olhos outra vez girando a cabeça na direção dele, deparando-se com as costas largas de quem quer que seja a pessoa com quem passara a noite. Pele clara, aspecto magro, mas definido. As omoplatas estavam abertas sobressaindo à cútis fina e seguindo a linha da coluna. Dean deparou-se com o cabelo negro curto e desgrenhado.

Comprimindo o ar dos pulmões Dean apoiou-se no cotovelo erguendo metade do torso num pulo ao passo em que os sentidos acordavam da leseira da manhã, o fazendo recordar-se da noite passada.

Claro que o quarto lhe era familiar, estava no Bunker, e aquele ali ao lado ainda dormindo profundamente era Cas.

Gemidos, soluços e o sopro quente do hálito do menor pareceram atravessar seu corpo, tal como se cada toque ainda ardesse em sua memória. Passando a palma pelo rosto, Dean sentou-se na cama suspirando fundo em rápidos arquejos nervosos. Havia feito mesmo isso. Ele e Cas.

Tentou se ajeitar melhor no colchão até sentir um desconforto próximo ao pescoço. Passou os dedos por ali sentindo a pele áspera e, oh, aqueles eram os arranhões que Castiel lhe dera durante...

Céus! Dean nem aguentava pensar nisso sem ficar com o rosto em brasa. Uma coisa era acordar de manhã na cama de um desconhecido, mas outra inteiramente diferente era levantar ao lado – nesse caso – do seu melhor amigo. Ainda mais depois do que haviam feito.

Oh céus... Ele tinha transado com um cara!

Respirando fundo diversas vezes, a mandíbula do caçador retesou ao começar a procurar por suas roupas. Precisava sair dali, tinha de ir embora, voltar ao seu quarto, por a cabeça no lugar e...

Castiel remexeu-se na cama soltando um grunhido sonolento. Dean estagnou com a boxer já encaixada nas coxas mirando o corpo que se ajeitava numa melhor posição ao seu lado. Ele parecia cansado – óbvio que estava cansado Winchester, você ‘acabou’ com ele ontem!

E nesse pensamento Dean esticou os lábios, satisfeito consigo mesmo. Suas técnicas continuavam boas mesmo e... Oh merda! Não era hora de se vangloriar!

Precisava terminar de se vestir e... E então Dean parou outra vez segurando o tecido da camisa sobre o colo. Deixou o peito estufado; o oxigênio preso conforme reformulava suas ações e ideias.

Ele precisava sair da cama de desconhecidos, dos motéis e tudo o mais porque eram lugares estranhos, coisas passageiras em sua vida, das quais nem ao menos lembraria depois. No entanto, maquinando os pensamentos, os olhos de Dean vaguearam pelo quarto contemplativos.

O Bunker era sua casa agora, o lugar onde tinha suas roupas guardadas num armário, fotos espalhadas na escrivaninha, fitas antigas tocando num rádio velho – não importa o que Sam diga, um clássico é um clássico. E seu irmão também estava ali, no seu próprio espaço, por mais que tentasse negar que o Bunker era mais um QG do que uma casa, ainda assim, Dean e ele finalmente podiam voltar a um mesmo lugar após uma caçada, para limpar as feridas e descansar sem preocupações.

Ainda, Cas também morava lá. Dean havia pedido a ele, não é mesmo? Que ficasse no Bunker, porque Castiel era sua família, e uma família precisa ficar unida. Além do mais, os dois estavam...

Oh, é mesmo Winchester. Você e Cas.

Deus. A noite passada realmente foi algo fora da realidade. Dean nem conseguia associar ao certo o que havia acontecido, como as coisas se desenrolaram. Só vinham gemidos, sons desconexos e pedidos suplicantes por mais e mais, uma voz rouca e pesada reverberando em seus ouvidos. Droga... Aquilo havia sido muito bom mesmo.

E sim, Dean precisava se afastar de qualquer outra coisa passageira em sua vida, pois não podia se apegar a elas. No entanto a Cas o caçador já havia se ligado por inteiro; há anos, os dois estavam juntos enfrentando o que quer que fosse jogado contra eles. E agora ainda tinham algo a mais.

Virando a face amena – e bem menos assustada do que antes – Dean esticou o braço até Castiel pairando os dedos no ar logo acima de seu ombro, vacilante no que fazer. Por fim, num suspiro, desceu a mão incerta traçando movimentos fantasmas sobre o bíceps de Cas. A ponta dos dedos tocou vagamente sua pele, e foi como se o toque desencadeasse as lembranças em lentas imagens, tal como as de um filme, onde ele e Cas se entranhavam nas cobertas, unindo-se em abraços, beijos lânguidos, mordidas e arranhões. Palavras soltas no ar entre o bafo quente que batia no seu rosto. E a sensação do interior de Cas... Ah! Um choque gostoso percorreu sua espinha ao lembrar-se tão bem da carne o envolvendo, o calor ao redor do seu músculo; tudo ainda numa esfera surreal demais em sua mente.

Devagar sua mão espalmou o ombro de Castiel escorregando a clavícula, retornando ao mesmo ponto numa velocidade quase inerte. Era um carinho tolo, Dean sabia disso, mas enquanto Cas dormisse, enquanto ele não abrisse os olhos para questioná-lo o porquê daquilo, Dean poderia adorar o corpo do moreno sem receios de parecer sentimental demais.

Nisso, as costas do menor se agitaram. Dean puxão a mão imediatamente permitindo que Cas girasse no colchão até seu rosto ficar frente a frente com o loiro. As pálpebras se abriram numa comoção lenta, e então as esferas azuis brilharam na direção do caçador, e por um instante o mundo pareceu parar.

– Olá Dean.

Disse a voz grave devido ao sono – e o cansaço, provavelmente – usando o costumeiro cumprimento como se o fato de Cas estar nu e Dean com o peito despido; ambos numa cama após a noite de sexo, fosse a coisa mais normal do mundo.

– Ei.

Respondeu o loiro, os olhos caídos na direção de Cas e mais nenhuma palavra – pergunta ou comentário, nada lhe vinha à boca. Normalmente nessa hora ele já estaria de volta ao impala acompanhado de Sam indo embora da onde fosse. Mas aquilo, essa manhã tão doméstica não fazia parte da rotina de Dean. Já se foi o tempo em que passava as manhãs junto de Liza, permitindo que a mulher se aninhasse em seu peito falando algo trivial, mas que o fazia rir alegre só de ouvir a voz dela.

Dean não tinha mais esse costume, e sentia-se deslocado, quase um estranho na sua própria casa. As ações dele não passavam despercebidas por Castiel. O ex-anjo o conhecia muito bem para entender os sinais de inquietação dele.

Num sorriso torto, um tanto quanto sem graça, Cas meneou a cabeça num gesto de compreensão começando a se sentar afastando-se de Dean e, ah, aquilo fez o estômago do caçador embrulhar.

Ao ver o menor já sentado na cama, Dean engoliu seco vendo os resultados de suas ações ontem à noite na pele do menor. As costas tinham pontos amarelados descendo até sua cintura, onde logo acima do osso ilíaco manchas mais escuras destoavam na pele clara. E oh, Dean lembrou-se o quão bruto havia sido, e na primeira vez em que Cas...

Okay, pensar que aquela havia sido a primeira vez de Cas com outro cara o deixou mais culpado ainda.

Porque ele havia sido sim egoísta, querer Castiel e o tomar de forma tão violenta; o deixar repleto de marcas – dentro e fora – sem nem ao menos questionar isso. E o pior de tudo era que o ex-anjo aceitava todas essas investidas de Dean, cada um e todo toque áspero, palavra dura, ações raivosas. Cas... O aceitava com falhas e tudo mais. Era Dean quem deveria sair daquele quarto envergonhado com o que fizera da maneira que se aproximou de Castiel sem trégua ou gentileza alguma – porque Dean não era assim, ele não sabia ser gentil, ao menos não durante o sexo – não quando ele se importava demais com o outro e a dor tornava-se a única coisa real.

Foi ele quem decidiu entrar no quarto de Cas noite passada, foi ele quem tomou as iniciativas – okay, Cas também queria e muito, por sinal – mas era Dean quem estava no quarto dele, que havia tomado à decisão final ao espantar as incertezas, pois diferente dele o moreno já tinha se livrado das dúvidas. Então porque era Castiel quem estava se afastando?! Porque era sempre ele quem tentava compreender e amparar o caçador?!

Segurando o pulso do menor Dean o parou. Castiel encarou o loiro por alguns segundos procurando nos globos verdes a razão de ter sido impedido de continuar. E então, como sempre, Dean não disse nada apenas agiu.

Levou a outra mão à face do menor tocando gentilmente o maxilar. Do pulso de Castiel a palma de Dean segurou sua cintura começando a empurrá-lo num movimento calmo de volta ao colchão. Cas seguiu estes comandos silenciosos repousando a cabeça sobre o travesseiro sendo acompanhado por Dean. Os narizes ficaram quase colados na pequena distância entre eles, o caçador passando de leve o dedão sobre a barba mal feita do moreno, enquanto os braços do ex-anjo continuavam dobrados na frente de seu corpo.

Engolindo seco, Castiel arrastou uma das mãos pelo colchão a espalmando sobre o peito de Dean. Seus olhos subiram até encontrar os do loiro procurando por sua permissão e quando Dean não recuou do carinho, Cas pressionou a palma no tórax do maior chegando a cintura para frente.

As pernas se intercalaram e em pouco tempo as respirações nivelaram, contidas na parca distância entre os rostos. As mãos pesadas sobre a face e pélvis de Castiel repousavam cansadas. Dean semicerrou os olhos encarando o sobe e desce vagaroso do peito do ex-anjo. Tornou a fitar a boca do moreno escapando assim da visão dos orbes índigo. Traçou os contornos da pele sobre as manchas arroxeadas novamente, engolindo seco:

– Cas... – o nome veio quase num sussurro – Você... Você ‘tá okay?

Mantendo os olhos abertos, Castiel continuou a observar o semblante sério, porém cauteloso de Dean – o caçador sem saber ao certo o que falar ou fazer, onde tocá-lo – se deveria o tocar — a situação completamente desconhecida a ele:

– Estou Dean, só um pouco cansado.

Dean apertou a palma sobre a cintura do menor o trazendo mais perto enquanto abria um meio sorriso:

– Então... Ontem a noite foi tão bom assim?

Certo, uma coisa Dean sabia fazer era ser audacioso e usar as artimanhas da antiga arte do sarcasmo auto defensivo. Ao menos com isso ele conseguia trabalhar sem problemas:

–Em comparação as minhas outras experiências, sim. Foi diferente.

Dean soltou um sorriso de escárnio, lambendo os lábios:

– É, certo, isso eu já sabia Cas.

– Ontem eu... Achei bastante apreciativo.

Franzindo o cenho Dean o encarou, finalmente, segurando um riso na garganta:

– Cara, você tem que aprender a falar direito.

– Meu vocabulário é muito vasto, Dean.

– É, é, você é um incrível dicionário ambulante Cas. Mas não é assim que você, sabe, elogia uma boa noite de sexo.

– Oh. – os olhos do moreno abriram-se em entendimento.

– Tente dizer algo como ‘foi bom ‘pra caralho’, ou sei lá.

– Não me sinto à vontade usando estes termos.

Dean abriu e fechou a boca antes de revirar os olhos em meio a um riso. As habilidades humanas do ex-anjo com certeza precisavam melhorar ainda – bom, nem tanto, porque cara! O jeito que Cas rebolou na cama ontem... Okay chega de fantasiar acordado.

– Mas devo acrescentar que fiquei imensamente... Satisfeito. – concluiu o menor.

Com isso Dean riu colando os lábios aos de Cas sem nem perceber como a ação foi um ato tão natural a ele:

– Certo; isso já é um pouco melhor.

– E para você Dean?

A pergunta o pegou desprevenido. Dean havia usado os minutos em que acordou antes do ex-anjo para refletir sobre o dia anterior, e o que dizer?

Tinha sido bom – não, melhor do que isso, muito melhor mesmo. Dean não fazia a mínima ideia do porque, mas essa noite com Cas o deixou estático; sem forças e completamente apagado por horas a fio. Então, é, tinha sido uma noite foda ‘pra cacete.

Pigarreando, o loiro sentia o suor escorrer da nuca, lutando contra a vontade de arrastar a mão por ali como quando fazia ao ficar nervoso. Ainda precisava dizer algo e a mandíbula retesou antes de abrir a boca:

– O que eu fiz foi... Correto?

Cas emendou uma pergunta na outra sem dar tempo a Dean. O caçador o encarou alguns instantes antes de explodir uma alta risada.

– É Cas, foi sim; nós dois fomos, ao que parece.

– Você gostaria de fazer de novo?

Dean quase engasgou. As palavras sempre diretas, não importa o quanto à humanidade do ex-anjo aumentasse, ele sempre falava assim: sem freios. Engolindo seco, Dean ergueu a face até – finalmente — encarar os olhos de Castiel deixando a boca semiaberta num sorriso torto:

– Porra! Claro que sim! E você?

– Sim, a experiência foi algo que eu realmente gostaria de repetir. — respondeu, numa voz grave e baixa, no que Dean achou mais do que excitante apesar do uso excessivo das palavras.

– Gostaria é? – perguntou no seu melhor tom insinuante.

– Muito, de fato.

– Bem, eu posso resolver isso.

Lá estava o tom convencido de sempre que Dean gostava de usar na cama com mulheres. Ou nesse caso homem... Que seja! Já passamos dessa fase, certo Winchester? Hora de aceitar duma vez suas escolhas. Claro, o fato de ele gostar – e muito – de um exercício pela manhã ajudava bastante.

Virando o corpo sobre o colchão Dean entranhou ainda mais sua perna no meio das de Cas erguendo a coxa até encontrar a excitação do menor. O ex-anjo grunhiu em satisfação descendo as mãos pelo torso de Dean, parando em suas costelas, deslizando até a boxer mal colocada dele tratando de se livrar do tecido. O loiro chutou o pano para longe deixando as peles se tocarem duma vez, e nenhuma lembrança tola da noite anterior se comparava com o agora, com a sensação quente do corpo de Cas contra o dele.

A saliva espessa e quente da manhã passeava entre o beijo fazendo os corpos derreterem um sobre o outro, presos entre o calor que se instalava no baixo ventre e a ainda fatiga matinal.

Dean grunhiu em satisfação ao ter a mão de Cas descendo outra vez por seu torso, chegando aos ossos da cintura e de lá seguraram sua já ativa excitação. Soltando-se do beijo, Dean estalou outro na linha do maxilar do ex-anjo, deslizando os lábios até o pescoço. Sua mão foi seguindo o mesmo movimento pelas costelas de Cas, até Dean ouvir o moreno sugando ar pela boca contorcendo o cenho. Entreabrindo os olhos o loiro notou que havia acertado os dedos sobre uma das marcas escuras logo acima da coxa do menor, e isso o fez engolir seco.

– O que houve Dean? – indagou Castiel ao perceber que ele havia parado.

Dean nada disse começando a arrastar a ponta do nariz pelo pescoço do menor sentindo seu cheiro, depois chegou ao canto dos lábios até então beijá-lo, apenas numa pressão tenra das bocas, mas ainda assim duma maneira que dizia querer mais.

Sim, Dean com certeza queria mais – e Castiel também, fato. Mas as marcas espalhadas no moreno ainda mexiam com o caçador.

Ele era um homem bruto, incontrolável e sem noção muitas das vezes. Mas algo do qual ele nunca se orgulhou era sua facilidade em ferir as pessoas. Principalmente se estas fossem aqueles com quem se importava de verdade.

Inconscientemente os dedos traçaram novos padrões sobre a pele de Cas em toques simples, calmos e sem pressa alguma. Lambendo os lábios, Castiel ergueu a mão sobre o peito de Dean até tocar seu rosto:

– Você está bem Dean?

E, oh, era o loiro quem devia ter esse tipo de preocupação agora, não o contrário! Bufando ao revirar os olhos, Dean entrelaçou os dedos com os do moreno beijando-os como havia feito antes, levando a palma de Cas até seu pescoço.

Dean queria dar a Castiel novas sensações e prazeres que não fossem apenas marcas roxas sobre seu corpo, ou a lembrança de palavras duras. Sexo devia ser uma coisa boa aos dois. Não que Cas tivesse detestado ontem à noite – aliás, pelos gemidos dele você fez um excelente trabalho Winchester.

Ainda assim havia uma pequena pontada de remorso corroendo o peito do caçador. Cas merecia muito mais do que aquilo.

– Cas, você me deixa? – perguntou num tom manso conforme beijava o vácuo do ombro do menor.

Castiel nada entendeu afinal ele já havia dado mais do que permissão a Dean, contudo por alguma razão as palavras do caçador, o jeito com o qual ele praticamente se aninhava contra seu torso – e Dean não era nem um pouco sentimental para fazer esse tipo de coisa do nada — dizia que ele precisava daquilo, que tinha de saber que os dois estavam bem, de que ele podia estar com o ex-anjo, porque aquilo era algo que Cas também desejava. Dean poderia ser dominante, teimoso e até mesmo cruel. Mas sempre que ele feria Sam, ou Castiel, mesmo sem querer, a culpa o destruía. E Cas queria juntar todos estes pedaços soltos numa peça inteira outra vez.

– Sim Dean.

Foi toda a resposta de que ele precisava. No rápido avanço da mão do caçador sobre seu membro, Cas mal teve tempo de processar o som que sua voz fazia apendas se deixando levar pela sensação, com os gritos e gemidos ganhando forma ao bel prazer da gostosa troca de carícias.

Engolindo seco, o moreno mordeu o lábio agarrando veementemente a cintura de Dean a roçando contra sua própria. O corpo do loiro tremeu, mas ele não teve tempo de responder ao estímulo de Cas, pois ele continuou indo com uma das mãos à virilha do caçador e de lá uniu a junção dos dedos com os de Dean, deixando a excitação de ambos escorregarem entre o enlaço das mãos.

Num urro, Dean desceu a boca de volta ao pescoço do moreno, jogando sobre ele beijos abertos, sugando a pele em cima da clavícula conforme sua cintura e a de Cas mexiam-se num ritmo harmonioso, esfregando entre as palmas as ereções já tão molhadas e desesperadas por mais daquelas fricções.

Dean conseguia ver as glandes debatendo-se uma sobre a outra para fora do aperto das mãos, o músculo tremendo ao sentir o de Cas sobre o seu fazendo o calor aumentar entre as carnes rijas que se encontravam nessa carícia lânguida.

Castiel gemia rente ao seu ouvido, a voz pesada, quase seca, reverberando dentro do caçador como se o timbre rouco viesse dele e não do ex-anjo. Erguendo a mão livre à nuca de Cas o loiro o puxou procurando por um beijo faminto e sem coordenação alguma, mas que servia para aplacar a secura em seus lábios, a necessidade de estar sempre o mais perto possível de Cas.

Engolindo seco, Castiel mordeu o lábio inferior do maior arrastando a boca por seu maxilar, abocanhando o pomo de adão até alcançar a parte logo abaixo da orelha de Dean – um lugar que ele sabia causar arrepios no outro. Ali pressionou novos beijos, ouvindo os sons desconexos do caçador rente ao seu rosto que perdia o controle do próprio corpo cada vez mais que sentia as mordidas do moreno.

Arriscando uma nova ação, Cas aumentou a pressão sobre os membros, ele mesmo ficando extasiado com a sensação, porém antes de se deixar levar escorregou a ponta do dedão à fissura no topo do falo de Dean, apertando a falange numa suavidade precisa, como se fosse a entranhar naquele minúsculo espaço – mas daí então ele voltava traçando movimentos circulares sobre a glande.

E nessa hora, Dean parou. Sua boca ficou aberta parada no tempo, sem mais nada a sua volta fazendo sentido. A razão deixava seu corpo ao passo em que os nervos percorriam da ponta dos pés até sua cabeça uma onda de prazer descomunal. Arfou contra o rosto de Cas, o que incentivou o ex-anjo a seguir em frente, repetindo os movimentos e buscando por novos, ao arranhar levemente a lateral da extensão de Dean; tornando a pressionar num vai e vem o mesmo ponto da fenda do caçador.

– C-Cas, vo-você n-não pode! E-Eu vou-eu vou!

Persistindo nos movimentos ousados, Castiel esfregou ainda mais a cintura contra a de Dean escorregando a mão para cima e para baixo, ainda pressionando a fenda no falo do caçador – sentindo sua mão já tão molhada ser a única fazendo todo o trabalho, pois Dean havia se esfarelado no meio do abraço deles. O loiro fechou os olhos com força, gemendo enquanto empurrava sua pélvis para cima e seu falo rebatia no vai e vem contra a mão de Cas, a usando – literalmente – para se satisfazer. Nem mais conseguia retribuir o favor ao ex-anjo, porque Deus! Onde... Quando Cas aprendeu a fazer aquilo?! Tocando Dean desse jeito naquele lugar sensível! Ah sim, Castiel sabia muito bem tomar as rédeas da situação quando queria.

E, oh, como Cas adorou ver aquilo, deixar Dean alucinado, compreendendo que era por sua causa, por seus toques e não o de outro qualquer que o caçador se entregava assim.

Porque ele tinha de mostrar ao loiro que ele queria sim aquilo, que o desejava – sempre desejou – e qual melhor forma para mostrar algo desse tipo a Dean Winchester se não com uma boa prova de prazer carnal?

Cas, claro, também quase não se aguentava mais. O hálito espesso de Dean batendo contra seu rosto, a boca fantasma tentando alcançar sua boca – em vão – devido aos grunhidos que escapavam da garganta de Dean antes que ele conseguia selar os lábios com o do menor. Foi demais, foi o limite!

Num longo suspiro Dean permitiu o êxtase completo escapar dele, sentindo o calor espalhando-se por seu abdômen e o de Cas, lambuzando os dois numa bagunça só. Para Castiel o último grilhão o mantendo controlado se rompeu ao ver a cabeça do loiro indo para trás enquanto a boca se abria ao lançar o grito áspero. Ele não mais aguentou. Dois mais golpes em si mesmo e na excitação de Dean – ainda quente – e Cas lançava o jato quase ao mesmo que o caçador, respirando gago rente ao ouvido de Dean.

Nenhum dos dois falou mais nada por um bom tempo, imersos naquele espaço sagrado que parecia ser o quarto de Cas com os peitos ofegantes subindo e descendo. Após a secura da boca amenizar, e Dean finalmente conseguir molhar a boca, ele falou levando a mão – a que não estava completamente encharcada com o gozo de ambos – bater de leve no rosto do menor de tão molenga, afagando a barba mal feita.

– Nós com certeza vamos fazer isso de novo, assim que for humanamente possível.

Atestou, no que não foi um pedido e sim uma afirmação, rindo fracamente logo depois. Deus. Fazia tanto tempo desde a última vez que acordara recebendo um ‘bom dia’ desses!

Meneando a cabeça, Cas encurtou a parca distância entre os dois colando sua testa na de Dean antes de angular o queixo para frente, dando um beijo casto no maior:

– Eu certamente concordo com isso, Dean.

Numa fraca risada, Dean puxou o ex-anjo a um beijo lento.

– Mas primeiro; precisamos de um banho.

Começando – relutantemente – a se levantar, Dean se livrou das cobertas buscando por sua boxer e, caminhando devagar à porta procurou nos corredores ao redor por Sam. Nenhum sinal do alce.

– Eu vou... Uh... Na frente, okay? – falou com metade do corpo fora do quarto.

Cas apenas lançou um sorriso torto, ainda extasiado demais para se mexer.

– Okay Dean.

O caçador levou cinco segundos a mais do que o normal para terminar de sair do quarto. Droga... Que o matem se a visão de Cas totalmente acabado em cima da cama não o fazia ponderar seriamente sobre uma tarde de preguiça jogado dentro daquele quarto.

Bufando, Dean chegou ao banheiro tirando a boxer. Ligou a água vendo pela primeira vez o seu estado. Céus ele estava... Bem, com cara de quem havia acabado de fazer sexo. Riu de si mesmo deixando a água cair sobre seu corpo.

O cheiro de Cas o abandonava aos poucos e mais uma vez ele se viu preso as indagações de antes.

Uma vida doméstica não era bem algo comum na vida de Dean. Arrancar cabeça de vampiros? Certo. Meter balar de prata no peito de lobisomens? Okay. Exorcizar demônios e esfaquear anjos? Tranquilo.

Agora, se acostumar com o fato de que ele morava num único lugar agora, com seu irmão e as memórias de seu pai, seu melhor amigo – e de quebra a mesma pessoas com quem podia ficar no rala e rola sem culpa – era sim a coisa mais bizarra que ele sequer poderia imaginar. Se perguntassem a ele dias atrás sobre a situação de hoje, com certeza Dean teria rido alto de até chorar.

O que ele entendia era a desordem. Nada de apple pie life* para um caçador feito ele.

Só existia o caos e nele poucos momentos perdidos de certeza e razão. Dean já aprendera a dançar dentro dessa bagunça, contornando a agitação nas longas horas que passava nas mesas de bar com um copo na mão e a cabeça ficava turva, nos instantes em que tinha outro corpo colado ao dele numa cama qualquer, e só o ato eufórico bastava para amenizar o caos.

Mas os costumes mais simples continuavam os mesmos. Trabalhando sempre, caçando e matando, buscando tampar os buracos nas marcas da família que ele já teve; não deixando outros perderem as chances que ele um dia permitiu escaparem.

Dean levanta-se todos os dias bem cedo; gostava de limpar o motor do seu impala, de ter uma garrafa de cerveja gelada na mão ao ver filmes antigos. São costumes tolos, mas que lhe davam conforto, o mantinham longe da insanidade.

Passando a mão sobre seus ombros ele franziu o cenho sentindo uma ardência. Os arranhões de Cas ainda ficariam ali por um tempo.

Certo... Ele agora tinha outra ‘coisa’ constante em sua vida. Tudo isso com o ex-anjo ainda era um tanto quanto... Inesperado. Mas, sim ele podia se acostumar com aquilo. Com ter mais um certeza em sua turbulenta vida.

Aquilo, essa manhã doméstica e tola era só mais algo novo a por nessa lista. Ter o braço de Cas envolta da cintura — e ignorar o fato de que Dean detestava esse grude todo na cama, mas enfim. Pelo menos Cas não ficava se apertando contra ele no colchão, dando ao caçador o máximo de espaço possível, tanto que ele conseguia achar uma posição para dormir com os braços do menor assim. Cada um destes detalhes novo, Dean pensava em meio à água batendo em suas costas, seria apenas mais um novo costume ‘pra por na lista.

Seria estranho, de fato, dali ‘pra frente acordar com aqueles olhos azuis, analisando as linhas de seu rosto que atravessavam o tempo.

Mas o que são costumes se não meios de dar razão ao caos?

Continua

*Apple Pie Life: outro termo em ingles, desculpem =X Mas ele é usado pelo Dean algumas vezes na série, então eu achei legal por nesse cap.

A tradução seria algo como: vida cor de rosa, vidinha doméstica, etc. Se refere a típica vida de casal, que vive numa casa, os pai trabalham enquanto os filhos estão na escola, e a noite todos sentam para jantar (sim é uma visão americanizada xD).

Notas finais
Mensagens de Sam 06 15/12/2014 Ei Louis. Tudo bem? Faz tempo n falo c vc. (07:16✓) Hey, Louis eu vi q vc leu minha mensagem. oq houve? (09:59✓) Louis, estou preocupado, sério. (11:12✓) Louis C.: Oi Sam... Foi mal pelo sumiço. (11:23) Vc tá bem? (11:25✓) Louis C.: Eu... Sam... (11:28) Q foi? (11:28✓) Louis C.: Recebi uma carta do meu pai. (11:33) Sério? e como vc está? (11:34✓) Louis C.: N mto bem. Ele disse q queria me ver. (11:36) Wow. Isso n me cheira bem. (11:37✓) Louis C.: Tb fiquei assim, mas, sabe, no fundo, uma parte minha quer falar com ele. (11:39) Hm. N sei Louis, acho perigoso. (11:41✓) Louis C.: Eu sei mas.... (11:41) Louis? (11:50✓) Louis C.: Ele ainda eh meu pai, sabe? E por mais q eu odeie uq ele fez teve um tempo antes das surras q nos dois nos dávamos mto bem. (11:55) Eh... Eu sei bem como eh querer ficar perto dos nossos pais. (11:59✓) Louis C.: Então. Antes a gt se divertia juntos, jogávamos bola, etc. Ai quando eu fiz dez anos tudo mudou. (12:04) Oq houve? (12:06✓) Louis C.: Ele me mandou matar um coelho, o degolar e usar o sangue dele num feitiço d proteção ou algo do tipo. eu disse não, e foi quando ele me bateu pela primeira vez. (12:13) Isso eh horrível Louis. vc n pode querer falar c ele d novo. (12:14✓) Louis C.: Se fosse seu pai pedindo desculpas e dizendo q quer t ver vc não iria? (12:15) Eu... Eh um pouco diferente Louis. Seu pai tentou t matar. (12:16✓) Louis C.: Eu sei. Eu sei! Ah! Isso eh péssimo. Eu só... queria entender Porque ele e minha mãe... Porque eles fizeram tudo aquilo comigo (12:19) Louis, eu só tenho receio q ele tente t machucar ou algo assim. (12:20✓) Louis C.: Eu tb. Mesmo ele estando na clínica, ainda tenho medo dele... Queria ir c alguém, mas ninguém q eu conheço sabe desse problema. = (12:22) N acho uma boa ideia Louis. Mas se vc precisa fazer isso, N irei te impedir. Só... (12:23✓) Louis C.: Sam? (12:36) Me prometa q vai tomar Cuidado, okay? E qualquer coisa, me ligue. (12:45✓) Louis C.: Tudo bem Sam, eu tomarei sim. (12:50) Me dê noticias assim Q puder. (12:52✓) Louis C.: Okay. E Sam... Obrigado. (12:53) Depois eu cobro ;) Abs! (12:55✓) Louis C.: Abs! (12:56) ____________________ Problemas no paraíso? O pai de Louis querendo falar c ele? HMMM Nada de spoilers =p HAHAHAH!!! E esse Dean! Cada vez mais desinibido e à vontade com a nova relação deles xD hahahaha, muito bom gt! Mais uma vez vem a pergunta: tá boa a fic? os personagens estão legais? =X Sei q isso pode parecer chato, mas eu preciso saber amores! Assim eu melhoro a fic sempre q possível ;) Obrigada pela paciência e pelo carinho! Kissus!