Não me deixe ir

29 Capítulo 29 - É complicado


Notas iniciais
Oieeeeee! Voltei! o/ Finalmente eu tive inspiração p escrever essa bagaça! Só hj foram 2000 palavras oO P v6 verem o quanto q ainda faltava! hahahaha Bem espero que gostem, pq como sabem, eu sempre exagero no tamanho dos capítulos com Lemon =p Mas como v6 queriam mtooooo um Souis: tá aqui o/ Anyway, leiam e se deliciem ;) Kissus!

Não me deixe ir

29 – É complicado

Havia o peso dele sobre a cama, claro. Sam sentia seu corpo inteiro caído sobre o colchão como se ele fosse um grande e maciço bloco de pedra. Parecia que ele dormia há dias, ou mesmo semanas, tamanha era a letargia para se mover. No entanto, o que chamou sua atenção foi o outro peso afundado ao lado dele.

Esticando a cabeça para o lado, ele via a pequena figura de Louis com os braços apoiados sobre o colchão e o rosto enfiado no meio deles. O garoto dava pequenos soluços.

Levou algum tempo, mas finalmente Sam conseguiu abrir a boca seca:

– Louis...

O garoto ergueu o tronco num pulo, arregalando os olhos vermelhos:

– Sam! Você finalmente acordou!

– Acho que sim...

– E-eu estava tão preocupado! Como está se sentindo?!

– Estou bem, não se preocupe.

Louis respira fundo, soando aliviado, mas ainda assim ele começa a gaguejar:

–Sam, eu não queria nada disso! E-eu... Me desculpa, desculpa!

Louis falava sem parar com as mãos apertando os lençóis da cama enquanto Sam apenas o encara surpreso, em primeiro lugar porque não se lembrava de como havia voltado no Bunker, em segundo porque Louis não conseguia evitar o choro.

– Ei... Eu estou bem, Louis.

– Mas você não estava! – o garoto gritou, enxugando os olhos – Meu pai te nocauteou, e você não acordava e eu, eu não sabia o que fazer!

– Louis... Espera; me diz o que aconteceu.

– Você não se lembra?

– Não muito... – Sam franze o cenho, sentindo a cabeça estourar com uma dor aguda. Nada lhe vem á mente.

– Depois que vocês destruíram o altar, a invocação daquela menina foi interrompida.

– Ela está bem?

– Sim. Dean a levou para um novo abrigo. Ela parecia não se lembrar de nada.

– Bom, muito bom. – Sama balança a cabeça devagar – E depois?

– Depois eu fiquei com o Castiel. Ele e eu soltamos as outras pessoas que estavam lá para servirem de oferenda, e quando fomos atrás de vocês, Dean disse que você tinha desmaiado depois que meu pai te pegou de surpresa, e ele...

Louis engasga, apertando as manga de sua blusa. Sam espera até que ele respire fundo, e retome a fala.

– Meu pai está morto. Não posso dizer que ele não merecia, mas ainda assim...

– Ele era seu pai.

Acenando devagar, Louis enxuga os olhos mais uma vez, começando a odiar todas aquelas lágrimas que caíam, porque ele não devia se desesperar por algo desse tipo, não depois do que seu pai fez a ele, a Castiel, Dean e Sam!

– Que droga! – ele diz — Eu só trouxe problemas desde que nos conhecemos, e-eu não sei, quer dizer, Sam! Me desculpe, de verdade!

Revirando os olhos em meio ao discurso dramático do garoto, Sam segura o pulso de Louis o removendo da cadeira onde sentava e o trazendo para mais perto até que seus peitos de encostam num apertado abraço. Aos poucos os soluços de Louis vão se abrandando, até que ele consegue parar de chorar.

Uma vez que o corpo dele para de tremer, Sam desliza uma das mãos pelas costas de Louis até chegar ao seu pescoço, fazendo o garoto se virar a ele.

– Sam.

– Está tudo bem Louis, já acabou.

Concordando, o garoto aperta suas mãos sobre o peito de Sam suspirando aliviado pela primeira vez em muito tempo, sentindo-se seguro uma vez que Sam começa a acariciar seu rosto, o guiando para frente aos poucos, e mais, até estalar um beijo casto nos seus lábios.

– Do que está rindo? – Sam pergunta, ao ver o garoto tentando se controlar.

– Nada... É só que, parece que você gosta de me beijar quando eu estou chorando.

O caçador sorri, e Louis finalmente para de chorar, pondo as mãos ao redor do pescoço de Sam, o abraçando.

– Obrigado. Por tudo, Sam. – ele diz com a boca quase grudada na orelha do maior.

Sam apenas o abraça com mais força ainda, até sentir Louis afastando-se devagar dele. O caçador deparou-se com a face de Louis perto da sua, as bochechas coradas, até que o garoto parte para um novo beijo, e Sam o envolve instintivamente com ambos os braços passando pelas costas do menor. Uma das mãos sobe por trás do pescoço do garoto, o trazendo mais perto ao enroscar os dedos no cabelo negro.

Era como sentir-se vivo, ter ficado á beira da morte e agora poder beijar, sentir outro corpo contra o seu. Sam não se controla quando puxa Louis, e o garoto cai sobre ele na cama, apoiando as mãos no seu tórax e se derretendo aos poucos no beijo, escorregando as mãos devagar pelo tronco de Sam.

O caçador só queria trocar algumas carícias com ele. Beijos, toques suaves, nada de mais; coisas que o fizessem se esquecer dos ferimentos e fossem boas a ambos. Ele realmente gostava de Louis e queria deixar o garoto o mais à vontade possível.

Mas parecia que as intenções dele não eram exatamente tão calmas quanto às de Sam.

Louis continuou a descer as mãos no corpo do caçador, parando sobre a sua cintura no cós da calça de moletom, e quando Sam sentiu-o ir em frente com a descida, abruptamente ele soltou-se de Louis, sentando na cama ofegante e com a face um pouco constrangida, enquanto Louis acabou na frente de Sam, sentado em seu colo.

– Sam?

– Isso é... Louis, nós não podemos...

– Porque não? Você ainda está com dores?

– Que?! N-não! É só, uh... – Sam suspira, esfregando a testa com uma das mãos enquanto a outra mantém Louis abraçado em seu colo – É complicado...

–Sam, isso é algo que eu quero.

–E-eu... Caramba, Louis! – Sam bufa frustrado.

–... É porque eu sou um homem?

Sam revira os olhos levemente, balançando a cabeça em meio a um sorriso de escárnio.

– Já te disse que esse não é o caso.

– E então?

–Eu só, uh...

Sam engole seco sem saber por onde começar, o que estranhamente diverte Louis, que rebola ainda mais no colo de Sam o fazendo gemer de leve.

– Você já se envolveu com pessoas antes, certo? – comenta Louis — Digo, durante os seus casos. Você me disse, não foi?

Engolindo seco, Sam encara os olhos certeiros do garoto.

– Já.

– Então qual é a diferença comigo?

– Louis... É só que... Isso não é algo que eu-que você deveria fazer com qualquer um.

Sorrindo numa expressão amena, Louis passa os dedos sobre os longos cabelos de Sam, parando em sua nuca, falando com uma voz aveludada.

– Você não é qualquer um, Sam.

Ele pisca algumas vezes seus olhos cor de mel esverdeado encarando Louis e, realmente, a sua lista de desculpas havia se esgotado naquele ponto.

–... Droga... Louis.

Sam se vira no colchão ficando por cima do garoto, com suas pernas roçando no meio das coxas do menor ao sentir o calor que desceu do baixo ventre à sua virilha numa questão de segundos.

A verdade é que, apesar de ter sido nocauteado na caçada, ele não poderia se sentir melhor. Era como se suas energias estivessem completamente renovadas, e, convenhamos, acordar nos braços de alguém como Louis é um ponto muito positivo.

Grunhindo, o maior escorrega uma das mãos pela barra da blusa de Louis, começando a erguê-la devagar, tendo os dedos tocando um punhado de pele quente no abdômen e nas laterais do torço.

– Nós estamos sozinhos? – Sam pergunta, enquanto deposita beijos na clavícula de Louis.

– O-o Dean e o Castiel saíram há pouco tempo... C-comprar o jantar! – ele gagueja, enquanto enfia as mãos nos cabelos longos de Sam.

– Bom.

Fazia tempo, tanto tempo desde a última vez que Sam estivera com alguém debaixo dele, sentindo o calor de um corpo que não o seu. A vida de caçador não permitia que ele tivesse muitos momentos assim, e quando ele decidiu desistir de tudo e ficar com Amélia, uma grande parte dele também sofria por ter ignorado algo que é da sua natureza.

No entanto melhor do que as caçadas, são os instantes em que pode ser um homem normal, como estar no quarto com Louis junto dele. Ter esses momentos de normalidade lhe parecia muito mais interessantes e alegres, do que se os confrontasse diariamente. Sam aproveitava melhor sua felicidade quando ela era comedida, e por mais estúpido que isso parecesse, era como ele conseguia encarar a vida e lidar com ela.

Por essa razão ele passou a saborear cada beijo que dava no peito exposto de Louis, enquanto puxava a camisa dele para fora do corpo. O garoto tentava fazer o mesmo com a blusa de Sam e, cansado das tentativas frustradas dele – uma vez que Louis mal conseguia conter os gemidos – Sam ergue o tronco e tira ele mesmo sua blusa.

Louis abriu bem os olhos e corou, pois se antes ele achava Sam atraente, agora ele nem ao menos conseguia processar o que estava diante dos olhos.

Uma pele meio amorenada, com o peito definido e o abdômen cheio de gomos de músculos. Os braços de Sam faziam jus a sua força, pois eram largos e com os ombros protuberantes. Ele com certeza se exercitava regulamente, e Louis só podia agradecer por isso.

– Já acabou de olhar? – Sam pergunta num meio sorriso, achando graça da reação do garoto.

Mas ao invés de encontrar um Louis tímido, Sam se surpreende quando as mãos do menor sobem por sua barriga lentamente. As unhas dele arranhando a pele, e Sam quase enverga o corpo para frente, mordendo o lábio inferior, e aos poucos ele perde seu controle, pois a sensação dos dedos de Louis é maravilhosa.

Então ele permite que o garoto suba por seu peito, beijando o caminho que faz com as mãos, como se estivesse adorando o corpo de Sam – como se ele fosse muito mais experiente do que aparentava.

Ao baixar o queixo, Sam se depara com os olhos penetrantes de Louis o encarando firmes; as mãos dele paradas sobre suas costelas e a boca aberta, e sua língua lambendo logo acima do umbigo. É o limite do seu autocontrole.

Sam segura os ombros de Louis e o joga com vontade na cama, deitando-se sobre o menor e o beijando ávido, a língua passeando por dentro da boca do moreno, enquanto sua mão percorria a lateral da coxa de Louis, finalmente a encontrando e com nenhuma dificuldade, o caçador a puxa para cima, forçando sua cintura contra os meios da perna de Louis.

Não demora muito para que Sam apanhe a outra perna, bem atrás do joelho, e a coloque juntamente ao redor dele. Ele simula os movimentos de vai e vem sobre as roupas dos dois, ganhando gemidos abafados pelo longo beijo, e mais ainda: sentindo as mãos trêmulas de Louis agarrando seus cabelos.

Louis está complacente a todos os movimentos de Sam, apenas se adequando a eles, mexendo a cintura quando Sam a mexe, copiando os beijos e carícias, porém gemendo por vontade própria a cada novo espaço que Sam beija.

– Você realmente n-nunca fez isso com outro cara?! – Louis indaga, visivelmente surpreso com a habilidade de Sam.

O caçador sorri, com a boca colada abaixo do umbigo do garoto, começando a por cada uma das mãos nas laterais de sua calça, as empurrando para baixo enquanto fala:

– Nunca. Mas isso não quer dizer que eu seja ingênuo.

– O que quer dizer-AH!

As palavras e questões sumiram da cabeça de Louis assim que Sam removeu por inteiro o seu jeans, e a língua lambeu o inicio de sua glande, rodopiando a circunferência já rija.

– S-Sam! Sam!

Louis grita, pondo as mãos sobre o cabelo dele e puxando os fios, amassando as melenas enquanto tem seu corpo completamente entregue as grandes mãos de Sam o acariciando. A boca dele começa a engoli-lo sem dificuldade alguma, e o calor, ah! Louis só consegue pensar no gostoso calor se alastrando nele.

Quanto a Sam, bem, o que ele disse era verdade. Nunca antes ele fizera algo desse tipo com um homem, mas claro, sua curiosidade sempre foi mais forte que ele, e estando numa época de informações tão avançada, era de se esperar que ele acabasse se interessando, digamos assim, por uma breve pesquisa superficial sobre o assunto.

E francamente, ele não encontrou muita diferença do corpo feminino. Era tudo uma questão de estimular os locais certos; sobre os nervos e pontos sensíveis, e no mais, sexo era sexo. Sua mente nunca foi fechada como a de seu pai, ou mesmo Dean.

Que seja. Não é hora para pensar em nenhum dos dois.

Toda a sua atenção está voltada a Louis, em como o garoto treme cada vez que ele o sorve; e mesmo tendo apenas dezoito anos, Sam tem de admitir que o moreno é... Bem desenvolvido.

As mãos sobre seu cabelo começam a empurrá-lo para frente, e Sam apenas obedece aos pedidos silenciosos de Louis, subindo e descendo com a cabeça, chupando e engolindo mais e mais dele, até que ele escuta um longo e quebrado gemido misturado a um grito gutural, enquanto sua boca fica molhada e quente ao ter o orgasmo de Louis a enchendo.

Certo, aquilo era um pouco estranho, mas Sam sempre estava aberto a novas experiências. E ver Louis com o peito avermelhado, o rosto suado e soltando todos aqueles grunhidos ao gozar foi, com toda a certeza, um excelente experimento.

Fechando os olhos, Sam deixa o líquido descer pela garganta – estranhando um pouco a quentura e viscosidade – antes de se deitar vagarosamente sobre Louis, beijando-lhe o pescoço, a bochecha, e finalmente seus lábios.

– Você está bem? – ele pergunta com a voz rouca, e Louis apenas acena, umedecendo os lábios.

– Quem devia perguntar isso sou eu... – o garoto comenta, dando um meio sorriso – Foi você quem se feriu, lembra?

– Estou ótimo. – ele diz sincero, pois é a verdade. Sam nunca achou que teve tanta energia antes em sua vida.

Nisso, Louis abre um verdadeiro sorriso, abraçando os ombros do maior e o puxando a um beijo lento, onde eles saboreiam um ao outro sem pressa alguma para se soltarem, e quando o fazem, Louis mordisca o lábio inferior de Sam, passando a encarar os olhos dele.

– Quero você, Sam. – ele diz, com uma leve vermelhidão aparecendo em suas bochechas.

– Eu estou aqui. – responde sorrindo.

– Não... – o rosto dele se avermelha ainda mais, enquanto busca por novas palavras – Eu quero você dentro de mim.

Sam para de beijar a testa do garoto. Seus olhos se abrem depressa, fitando a certeza estampada nos olhos escuros de Louis. Sam engole seco, pego de surpresa, porém sentindo a excitação antecipada percorrendo seu baixo ventre e enchendo seu membro de sangue.

Piscando algumas vezes, Sam põe um cotovelo na cama se apoiando nele, tentando não permanecer vidrado na face do garoto ao encará-lo:

– Louis, você tem certeza disso? – indaga, ainda incerto de toda a situação inusitada — Isso não é brincadeira, e eu sou apenas um cara que você conheceu por acaso, e-

O rápido juntar dos lábios de Louis nos de Sam emudece o caçador. Louis tem os olhos tão perto dos dele, que parecem os dois uma única figura em cima da cama.

– De todos os caras que eu conheci Sam, você foi o único que se importou; que me ajudou a procurar um novo caminho. – Louis diz, certo e preciso.

Dessa vez é Sam quem se sente acanhado, com a face ardendo, mas antes de desviar ainda mais o olhar, Louis segura seu rosto entre as mãos, o mantendo concentrado nele, e apenas nele.

– É sério, Sam. Não podia haver uma pessoa melhor. Quero você.

Levam exatos dois segundos para Sam desistir de qualquer pensamento racional e atacar a boca de Louis.

Porque, mesmo que aquilo seja impensado, mesmo que eles sejam tão diferentes um do outro, os dois se conheceram pelas mesmas circunstâncias; Sam e Louis sempre quiseram uma única chance de pensar e agirem por si mesmos.

Mesmo que Sam agora entenda que sua vida é nas caçadas, ele ainda lutou com suas próprias forças para se livrar das escolhas impostas a ele. E Louis fez o mesmo, assim como agora, dizendo o quanto ele quer Sam; permitindo que o caçador o tenha dessa maneira tão íntima.

Beijando Louis, Sam reafirma cada uma dessas certezas, passando as mãos pelo tórax do moreno, escorregando as palmas de volta á cintura dele e movendo seu corpo até que se encaixe no meio das pernas.

Louis somente solta pequenos choramingos, estremecendo debaixo de Sam, tendo sensações estranhas brotando em todas as partes de seu corpo, e igualmente adorando cada uma delas.

Sam era delicado e cuidadoso, temeroso de magoar qualquer parte de Louis, uma vez que o garoto realmente parecia bastante inexperiente no assunto. Mas sempre que Sam hesitava, Louis prontamente agarrava os pulsos dele e o fazia segui r em frente, dizendo que sim várias vezes, ou dando permissões silenciosas com seu olhar, num aceno de cabeça.

Quando percebe que ambos estão despidos, Sam procura com uma mão cega pela gaveta da escrivaninha. Ele não tem nada como lubrificante ali, mas ele tem certeza de que pôs um vidro de hidratante em algum lugar daquelas tranqueiras.

Ele sorri vitorioso quando encontra o frasco, estalando um rápido beijo em Louis antes de se sentar entre as coxas dele, derramando parte do líquido em sua mão.

O garoto tem as bochechas coradas mais uma vez ao entender o que iria acontecer agora, porém Sam o relaxa com um meio sorriso, beijando a testa dele devagar.

– Se quiser que eu pare, a qualquer minuto, é só falar Louis. Okay? – Sam o assegura, afagando as melenas escurar dele.

– O-okay.

Respirando fundo, Louis se deita completamente na cama e deixa as pernas um pouco afastadas. Antes, ele achava que Sam iria direto ao ponto, enganou-se completamente.

A primeira coisa que ele faz é beijar devagar e sempre o seu peito, mordiscando e lambendo, chegando acima do um bingo e o rodeando com os lábios, continuando e parando sobre o baixo ventre de Louis.

A mão esquerda de Sam ficou repousada sobre sua coxa, a apertando de leve e arranhando em pequenas carícias, e Louis apenas notou que os dedos lambuzados com o hidratante estavam massageando sua entrada segundos mais tarde.

Respirando fundo, o moreno entreabre os lábios, com o ar escapando por entre eles. Sam ergue o rosto devagar ainda tocando com a boca a pele do abdômen de Louis, e quando ele acena que sim, o anelar de Sam circula e empurra docemente a abertura do menor.

O peito de Louis começa a se descompassar aos poucos, no entanto a sensação não lhe é adversa, apenas... Diferente.

Enquanto Louis agarra os lençóis, Sam preocupa-se apenas em deixa-lo distraído e relaxado o bastante para abri-lo devagar e com cuidado, e quanto mais Louis se remexia na cama, mais Sam encontrava motivações para continuar, utilizando o conhecimento teórico que tinha na prática. E os fatores não eram diferentes, de modo algum.

Beijar, lamber, ouvir gemidos, mãos trêmulas enquanto um dedo entra e sai do corpo de Louis; não havia nada a li que Sam não sabia fazer. E isso apenas o encorajou ainda mais.

Quando a terceira falange do anelar entrou em Louis, ele avançou um pouco mais, empurrando e tirando o dedo, ouvindo apenas um respirar mais acelerado do garoto, e assim ele começa a massagear com o segundo dígito, empurrando da mesma forma lenta e delicada.

– S-Sam...

– Dói? – ele pergunta, parando a mão.

– N-não...

– Tem certeza?

– Continue, por favor, Sam.

Abrindo um meio sorriso, o maior ergue o corpo sobre o de Louis – o que não é dificuldade alguma – e o beija. Ao ter Louis correspondendo ávido ao ósculo, com a língua rodopiando sobre a sua, Sam prossegue com o trabalho sobre a entrada do moreno, ganhando pequenos gemidos roucos dele.

Sobre a cama, Sam afasta seus joelhos e chega a cintura para frente, sentindo falta de um contato direto com seu membro. Ele já está pronto há séculos atrás, porém nada o faria machucar Louis.

Chega a ser dolorida a maneira branda com a qual ele encaixa o terceiro dedo, demorando mais do que o necessário para ter todos ali dentro em Louis, o alargando e fazendo mais espaço para o seu volume.

– Sam, e-eu já estou pronto... – Louis fala, apertando os olhos e rebolando a cintura de leve.

–... Me deixe cuidar de você, só mais um pouco. – Sam responde, beijando-o outra vez.

Nisso, o caçador gira o pulso da posição lateral em que estava para cima, e sente uma pequena diferença no interior de Louis, assim como o garoto também percebe, pois tão logo Sam o toca ali seu corpo todo vibra em contentamento.

– Sam!

Ele grita, cravando as unhas nos ombros largos do maior, arfando e encolhendo o corpo ao mesmo instante em que afasta as pernas, procurando por mais daquela soberba fricção.

– Ah... Aqui está. – Sam comenta ao ter encontrado o que procurava, tornando a certar no mesmo ponto, fazendo Louis gemer de novo.

– O-o que é isso?! – ele pergunta perdido entre a confusão e o êxtase.

Sorrindo, Sam beija a testa dele, afastando os fios molhados de suor.

– Você gostou? – ele pergunta.

– S-sim.

– Ótimo.

Sam nada mais diz, pressionando o mesmo lugar algumas vezes mais. Louis apenas grita e se remexe na cama, rebolando os quadris e procurando pelos dedos de Sam em seu interior, arfando, jogando a cabeça para trás enquanto estremece sobre o toque do maior.

Ao notar que o membro do garoto começava a ficar ativo outra vez, Sam sorriu – um tanto quanto orgulhoso de si mesmo – tornando a subir pelo peito de Louis e beijá-lo. Sam saboreou cada detalhe do gosto de Louis, fechando os olhos e tomando a língua dele como se fosse algo precioso, e seus dedos continuavam a oscilar no interior quente, arrancado as tremedeiras e os grunhidos do menor.

Sam só queria deixa-lo confortável, dando a Louis a melhor experiência possível, mas ele igualmente não podia imaginar quão grande seria sua excitação.

Louis é menor do que ele, fato, porém os seus músculos são bem estruturados, e não lembram em nada o físico franzino de muitos garotos de dezoito anos, oh, não. Louis, em muitos aspectos, parecia muito mais maduro do que aparentava; na sua aparência definida ou no seu jeito tímido e ousado ao mesmo tempo.

Não importa o que era; Sam só sabia que estava a ponto de explodir.

Estalando mais um beijo, Sam passou a beijar o pescoço de Louis, parando de mover os dedos dentro dele aos poucos, até sair por completo. Louis chiou um pouco com a falta de ter algo o preenchendo, porém seus olhos logo se abriram ao ouvir as palavras de Sam:

– Louis, você pode-pode se virar pra mim?

– M-me virar? – ele repete – Por quê?

– Só, uh... Vai ser melhor...

Sam responde, parecendo um pouco desconfortável, o que Louis nota, franzindo o cenho e se virando para encarar o caçador:

– Qual o problema?

– N-nenhum! – diz, parecendo afobado, desviando dos olhos do garoto – É só que, uh... E-eu não...

– O que foi? E-eu fiz algo errado?

Dessa vez Sam o encara, abrindo bem os olhos e balançando a cabeça algumas vezes.

– Não! Sou eu e-eu... Urgh! Não dá pra fazer assim, okay?! Eu não alcanço!

Louis abriu e fechou a boca algumas vezes antes de estourar numa gargalhada, achando ainda mais graça ao ver a cara fechada de Sam.

– Isso mesmo, continue rindo! – Sam disse irônico, cruzando os braços em cima do peito.

– Oh me desculpe eu-Rá! – Louis não conseguia, enxugando o canto dos olhos e rindo ainda mais.

De todos os momentos que a altura de Sam lhe podia ser inconveniente essa, com certeza, era a pior delas. Com um metro e setenta de Louis não ajudavam em nada no encaixe dos corpos e, bom, se eles quisessem ir adiante, Sam ia precisar dizer mais cedo ou mais tarde o seu... Inconveniente problema.

Antes que o clima fosse totalmente arruinado, Louis, ainda risonho, jogou-se no colo de Sam, afastando os braços dele do peito e o beijando, enquanto rebolava os quadris sobre o baixo ventre do maior, arranhando as laterais das costelas. E foi o bastante para apagar a expressão emburrada da face do caçador.

– Eu faço o que você quiser Sam...

Louis sussurra com os lábios colados nos de Sam.

As mãos grandes e ágeis do caçador não perdem tempo, ao envolverem a cintura de Louis, o jogando para o lado na cama numa potência quase feroz, e o acomodando com a barriga encostada no colchão. Sam aperta docemente a pele do garoto, puxando os seus quadris para cima, ajeitando Louis assim da maneira que ele queria.

Numa longa respiração, Louis sentiu dois dedos de Sam entrando nele, na mesma velocidade de antes, porém seu corpo parecia muito mais receptivo e ávido agora, com suas ancas até mesmo empurrando para trás enquanto Sam afastava os dígitos um do outro, fazendo com o anel esticasse para os lados. E Louis tão somente gemia.

– Sam, Sam! E-eu estou pronto! Por favor!

Sam nada diz, removendo os dedos e deixando Louis sozinho por alguns instantes, mas antes q eu o garoto pudesse se desesperar, Sam retorna com o peso de seu corpo deitando-se sobre as suas costas. O garoto consegue sentir um volume opulento e rijo contra as suas nádegas e, oh, é bem mais do que ele esperava; mesmo que já imaginasse como seria, devido ao tamanho de Sam num todo. No entanto uma pequena onda de ansiedade percorreu sua espinha.

– Louis...

Sam o chama, começando a traçar doces beijos na base de sua coluna, subindo por ela até chegar ao pescoço, e a cada estalo, Louis deixava-se levar pela gostosa sensação da boca carnuda de Sam. Na ponta do lóbulo do garoto, Sam deixou novas palavras escorrerem:

– Você tem certeza? – ele indaga de uma maneira gentil – Eu não vou ficar triste, te prometo...

Soltando um breve riso, Louis vira o rosto para o lado, vendo a face apreensiva de Sam. Ele lhe rouba um beijo, mordendo o lábio inferior do caçador:

– Eu confio em você Sam.

Grunhindo em satisfação, Sam beija-o abaixo da orelha e começa a erguer seu corpo, acariciando com as mãos cada pedaço da pele de Louis, apertando docemente, massageando e o relaxando por inteiro. Uma vez que ele sente as pernas do garoto se afastando um pouco mais, com as nádegas batendo contra sua virilha, Sam suspira, agarrando a ponta de sua glande e a alinhando na abertura de Louis.

Ele afasta uma das bandas, dando um leve empurrão inicial. Louis não reage, e ele toma isso como o sinal para ir em frente. O moreno tem os lençóis da cama enroscados em seus dedos na sentir a primeira invasão o abrindo e entrando devagar nele. A boca se parte, mas não há som nenhum vindo dela, e Louis deixa os olhos bem fechados, concentrado naquela comoção no meio de suas pernas.

Sam solta o primeiro gemido ao ter boa parte de sua extensão no garoto, porém ele para, tanto para buscar fôlego, quanto para permitir a Louis que se acostume com ele.

Arrastando uma mão por seu cabelo, Sam o joga para trás, o removendo do rosto, e desce até a orelha de Louis, beijando-a.

– Eu posso... Continuar? – ele indaga, respirando pesado.

Louis continua em silencio, apenas acenando com a cabeça.

Antes de ir em frente, contudo, Sam pôs as mãos em cada lado do ombro de Louis, começando a apertar numa pressão moderada os músculos dali. O moreno tinha em cada toque de Sam uma onda que abrandava seus pensamentos e corpo, o fazendo ter ciência apenas de Sam ali, cuidando dele, o fazendo sentir-se protegido e aninhado nos grandes braços do caçador.

A cintura do garoto vai para trás no mesmo instante, e Sam silva ao ter uma boa parte de seu membro encaixado no interior de Louis. Uma das mãos sai do ombro do garoto e vem à cintura dele, mantendo-o dessa maneira preso naquela posição.

– L-Louis, eu vou!

– Pode vir, Sam!

Louis grita pela primeira vez, e é o bastante. Sam estoca tudo de uma vez enquanto grunhe ao ter a base colada nas nádegas de Louis. O moreno arfa e joga a cabeça para trás, erguendo os cotovelos na cama e empinando ainda mais seus quadris. Ambas as mãos de Sam espalmam a lateral das coxas de Louis, começando a entrar e sair numa ardência moderada ao garoto, mas que não é nem um pouco desagradável.

Sam sente que boa parte das suas energias está sendo usada para se manter no controle por mais tempo, pois fazia muito desde a última vez em que dormira com alguém, ainda mais se tratando de Louis, que é tão apertado e quente, parecendo que derrete Sam cada vez que ele enfia sua ereção. Todavia, ele quer que Louis tenha uma experiência tão boa quanto a dele.

Movendo devagar a pélvis em pequenos círculos, Sam começa a procurar em meio a rápidas ofegadas por aquele ponto dentro de Louis. Ele consegue, algumas vezes, arrancar gemidos trêmulos, mas ainda não é o que ele quer; ainda não é o bastante.

Apenas ao se deitar novamente, com o peito suado grudado na coluna de Louis, é que Sam acerta – com precisão – aquele lugar sensível e maravilhoso de Louis.

– Sam, Sam, Sam!

Ele grita rouco, apertando o colchão e se desfazendo em sons desconexos uma vez que Sam consegue acertá-lo nesse lugar tão prazeroso, que tudo o que Louis consegue ver é uma imagem turva do quarto, quase como uma neblina de euforia e excitamento, tampando qualquer outro sentido seu que não fosse o tato; para sentir Sam entrando e saindo dele, estocando nos locais certos do seu canal e deixando músculo complacente e aberto as investidas de Sam.

Se antes Louis ficara apreensivo, achando que teria apenas dores e um desconforto imenso como lembrança, ele foi completamente enganado.

Sam o tratava como algo precioso, tendo cuidado com cada parte de seu corpo, mas ao mesmo tempo não se contendo para enchê-lo de prazeres com os quais ele antes não conhecia.

Era bom, gentil e forte ao mesmo tempo; todas essas emoções passavam por Louis e o faziam gritar por mais, pedindo a Sam que o tomasse de todas as maneiras imagináveis.

– Ah-Sam! E-eu quero m-mais!

– Louis! E-eu não—

Num berro gutural, Sam deixou-se escorregar até a base para dentro da abertura de Louis, mordendo seu lábio enquanto controlava a quentura de seu baixo ventre. Só mais um pouco, ele queria ficar assim com ele só por mais alguns minutos antes de se deixar ir ao fim.

Ao apanhar o membro do garoto em uma das mãos, Sam o sente rijo como se já nem tivesse gozado, o que o faz rir da sua própria infelicidade por estar tão perto do clímax.

– Sam! Isso! Sim! M-me toque mais! Por favor, por favor!

O garoto começou a pedir e rebolar toda a vez que Sam bombeava seu músculo para cima e para baixo, usando a pressão certa para não machucar, mas sim extrair mais pré-gozo a cada moção de seu pulso, sentindo a pele escorregaria, quente e úmida de Louis.

A abertura dele estava da mesma maneira; tão convidativa e cheia do falo de Sam, agarrando-se nele como se nunca mais fosse soltar, o sugando com uma força sem igual – E Louis era tão, tão apertado e terno, que Sam perdeu o mínimo de controle que tinha segundos mais tarde.

– Louis, Louis!

Ele berra o nome, saindo e entrando o quanto mais pode do garoto, mantendo uma mão firme sobre o membro dele enquanto a outra aperta a cintura do menor. Sua virilha bate contra as nádegas as fazendo tremer, e a sucção da entrada de Louis, juntamente de seus gemidos, do tremor de seu corpo por inteiro é o limite para Sam, que berra, arranhando a garganta, quando deixa o jorro do seu orgasmo atingir Louis por todos os cantos do seu interior.

– Ah! S-Sam! Mmmm!

Apertando os lábios numa fina linha, Louis fecha os olhos e grunhe abafado pelo colchão, num êxtase sem igual ao ter Sam dentro dele por inteiro; o volume dele o completando como se fosse a última peça restante dali; e o líquido quente de Sam apenas adicionava ainda mais a toda a gama dessa união que Louis queria com ele.

Cansado e sem folego, Sam remove a mão lambuzada com o gozo de Louis do meio das pernas do garoto e se deixa cair para o lado do menor, silvando ao ter saído de dentro dele tão depressa, mas igualmente feliz.

Nenhum deles se importa em procurar um pano ou ter qualquer outro tipo de cuidado. Eles só queriam a presença um do outro.

Com isso em mente, Sam engole seco, virando-se para encontrar a face extasiada de Louis ao seu lado; o quadril dele deitado sobre a cama, e ele tem certeza de que se levantasse, poderia ver o estrago que fez entre as nádegas do garoto escorrendo por entre as coxas do menor – a ideia por si só o querendo ter mais.

Erguendo lentamente uma mão, Sam acaricia o rosto de Louis, enxugando parte do suor sobre a pele, outrora pálida, mas agora vermelha e estufada. O garoto dá um meio sorriso com as forças que ainda possuiu, virando um pouco de lado na cama, e se aproximando mais de Sam.

–... Eu adorei.

Louis diz, soando ainda cansado, porém sabendo que era a pergunta que Sam faria – continuamente querendo ter certeza de que não havia o machucado. E Sam agradece por ele entender suas preocupações, sorrindo e abraçando Louis ao trazê-lo para um aconchego contra seu corpo.

– Fico feliz. – ele responde, beijando a testa do menor.

Ao passo em que os ânimos dos dois se acalmaram, Sam e Louis se aninharam na cama, tendo o garoto deitado com metade do corpo sobre o peito de Sam, coberto apenas na cintura pelo lençol, enquanto o caçador arrasta os dedos pelo cabelo escuro dele, adorando a sensação que os fios fazem ao se arrepiar por debaixo das unhas.

– Isso é bom... – Louis comenta.

– O sexo ou o carinho? – Sam brinca, ganhando um rápido sorriso do menor.

– Os dois! – Louis ri – Mas me refiro a... Tudo isso. Ficar com você, no Bunker.

Sam dá um meio sorriso. O tempo parecia não ter lugar ali dentro do quarto, mas ainda assim as horas corriam, e Sam só conseguia pensar que teria de deixar Louis ir, mais cedo ou mais tarde.

– Você sabe que nós nãos podemos, Louis... – Sam fala, sabendo que em breve teriam de se despedir, porém ao mesmo tempo abraçando o corpo do garoto contra o dele, não o querendo deixar escapar.

Por mais que ele quisesse manter Louis por perto, ao mesmo tempo sabia o quão perigoso seria ao garoto, e por Deus! Louis ainda tinha tantas oportunidades pela frente!

Louis igualmente compreendia. Os dois tinham plena certeza de que manter qualquer tipo de ligação não seria possível; não com a vida de Sam e Louis tendo tanto ainda pela frente. Ainda assim a saudade já pesada no peito dos dois.

Eles podiam ser completos estranhos, contudo pareciam se conhecer tão bem em outros aspectos que doía ter de deixar essa parte da vida deles para trás. Foi como quando Sam decidiu ficar na faculdade em Stanford, ou quando precisou abandonar Amélia.

– Só me deixe fingir mais um pouco. – Louis murmura com a boca colada ao pescoço dele.

Sam engole seco, acenando que sim com a cabeça enquanto ele também se aninha à Louis na cama.

Não tarda muito, o garoto já está dormindo, emaranhado nos lençóis, enquanto a figura de Sam o encara – mas não é realmente o caçador quem está ali.

Ainda confuso com tudo o que aconteceu, Ezekiel encara o corpo desse humano ao qual acabou de partilhar um ato... Inesperado. E ele não sabe muito bem o que pensar sobre isso tudo, tão pouco possuiu certeza alguma no que diz respeito aos homens. Ele só sabe que a gama de comoções, desejos e impulsos, lhe foi algo excepcional e diferente, porém não menos interessante. Se há algo a se aprender disso, é que os humanos podem ser mais simples do que ele havia imaginado; nem sempre mesquinhos ou interesseiros, ao mesmo tempo em que o podem ser.

– Humanos são estranhos.

Ezekiel comenta, deitando-se na cama outra vez e abraçando o corpo de Louis, afastando-se e deixando a consciência de Sam em seu lugar.

(...)

As despedidas sempre eram complicadas, inconvenientes e até mesmo... Melancólicas. Sam sentia uma mistura de emoções se formando em seu estômago. Uma parte sua queria se apegar à Louis, como ele sempre queria, para ter alguém com quem dividir sua vida, e mesmo que ele fosse muito novo, bem... Sam não o recusaria se ele realmente insistisse.

A questão com Dean e Castiel lhe vinha à mente nessas horas, porém os fatores entre ele e seu irmão eram tão diferentes. Para começar, Castiel era um anjo e, bom, isso por si só muda a situação inteira em mais de trezentos e sessenta graus. Sem Dean, ou mesmo Sam, Castiel não tinha mais nada nem ninguém, e mesmo que isso não fosse um motivo plausível o bastante, ainda tinha o fato de que Castiel era mais do que envolvido no que eles faziam; com as caçadas.

E no fundo, o lado caçador de Sam sabia que manter o garoto perto só traria problemas. A ele, principalmente. Sua concentração se focaria no bem estar de Louis, assim como o moreno perderia boa parte da sua vida de ficasse ao lado de um homem cheio de traumas e problemas como Sam. Não. Se Louis tinha a chance de seguir em frente, de dar o passo para fora da vida do Sobrenatural, então sim, Sam iria dar essa chance a ele.

Ele só queria que fosse menos doloroso.

Na estação de trem, Louis tinha apenas uma pequena mochila nas costas. Dinheiro no bolso e alguma ideia da onde ir. Ele não queria voltar a se envolver com nenhuma pessoa de sua família. Talvez ele fosse fazer aquilo que disse a Sam em primeiro lugar: veterinária, procurar uma boa faculdade e usar o dinheiro que a venda da fazenda lhe deu como suporte para esses anos de estudo. E quem sabe um dia ele veria Sam de novo? Tudo é possível, não é mesmo? Louis só sabia que ele não queria mais ouvir nem falar sobre magia, feitiços ou qualquer detalhe que envolvesse coisas fora do normal.

Sam ficou ao lado dele esperando pelo trem e andando sobre ovos, sem saber ao certo o que dizer ou mesmo fazer. Ele apenas olhava para o grande relógio na parede, vendo que o tempo não parava e Louis estava mesmo indo embora. Faltava apenas cinco minutos até que o trem chegasse.

– Bem, acho que é isso.

Foi o garoto quem quebrou o gelo, batendo com as mãos na lateral do corpo.

– É... É isso. – Sam respondeu ainda sem retirar as mãos de dentro dos bolsos do casaco.

– Vamos lá, Sam. Não fique tão pra baixo!

Engraçado como agora era Louis quem tentava ajudar Sam a sair desse estado, digamos, depressivo. Ele teve de rir da sua própria desgraça.

– Certo... Certo. – ele murmura – Só queria que você...

Ele engasga, incerto do que devia dizer, porque esses dias com o garoto, tudo aquilo pelo o que eles passaram significava muito mais do que um caso qualquer.

– Louis eu... Eu só queria que você soubesse que-

– É complicado. Eu sei, Sam. – ele diz o interrompendo.

Respirando fundo, Sam põe as mãos no bolso de sua calça.

– É complicado... Mas isso não quer dizer que eu não queira... Que eu não quero, Louis.

O garoto nada diz. Ele sorri a Sam, pressionando bem seus lábios, até dar um passo á frente e, na ponta dos pés, depositar um apertado beijo contra a boca do mais velho. Sam o segura pela cintura grudando seus corpos, ignorando os suspiros de surpresa das pessoas ao redor deles.

– Sam... Não pense que eu me arrependo de nada. Foi... Incrível. – ele cora um pouco — Melhor do que eu imaginei. Foi melhor do que eu podia querer e mais.

– Louis, eu...

– Eu queria... Há tanto tempo, e ficar com você esses dias todos foram os melhores da minha vida. Mas você está certo. Eu ainda tenho muito que viver pela frente... Ver o que aconteceu com meu pai, o quanto ele desperdiçou a vida dele em busca de poder... Isso só me faz desejar seguir em frente. E eu sei que você tem muitos problemas para resolver agora e ainda precisar lidar comigo.

–... Às vezes eu acho que você é mais velho do que aparenta, Louis.

O garoto ri.

– Não fique surpreso por eu ser maduro. Você que é uma criança grande, Sam.

– Ei.

Rindo outra vez, Louis dá um novo beijo em Sam, acariciando de leve sua bochecha.

– Mais uma vez obrigado, Sam. Por tudo, de verdade. E quando sua vida não estiver tão conturbada... – Louis para de falar pensando um pouco sobre sua frase — Ou melhor dizendo, quando você estiver com saudade, pode me mandar uma mensagem, Okay?

Concordando com ele, Sam o puxa para outro beijo, dessa vez tocando a boca do garoto com sua língua e a partindo para recebê-lo, saboreando a presença sólida de cada um.

– Até breve, Sam.

Louis fala estalando um último beijo nele, entrando no trem.

Aquilo tudo parecia cada vez mais a sua relação com Amélia, e ele não pode deixar de sentir remorso, uma saudade já tão forte batendo no meio de seu peito.

Respirando fundo, Sam esperou até que o trem saísse da estação para voltar ao carro, agradecendo ao fato de Dean não ter feito nenhum comentário sobre nada no caminho de volta ao Bunker – aonde a vida real ficava.

Continua

Notas finais
pois bem! Eis que temos a parte triste da relação dos dois T_T Eu sei, sei que muitos queriam ver o Louis com o Sam, vivndo a vida felizes deles e blah, blah, blah. Eu tb queria isso. mas a fic se passa dentro dos moldes do seriado, e ter mais um cara lá dentro do Bunker, n ia dar certo. Até pq, como o Sam mesmo explica nessa cap., o Louis tem q ter a chance de viver a vida dele. E ele é como os encontros amorosos que os rapazes tem durantes os casos. Claro, com o Louis foi um pouco mais sério, mas eu acredito que o Sam compreende que ele n tem espaço p relacionamentos agora na vida dele. Aaaanyway, eu espero que v6 consigam entender isso, do fundo do caração de v6, e n matem a tia Yume O nosso OTP destiel ainda tá junto, né gt?! xD E o Sam sempre terá o número de Louis gravado no Cel ;) Enfim, é isso, espero que tenham curtido o Lemon super água com açúcar desses dois! Passo aqui tb p agradecer desde já os come´ntários e icnentivos do povo! Eu fico mega feliz só de ver aquele simples: gostei, ao fim de um capítulo, pq eh bom saber q os leitores estão curtindo uq vc escreve =3 Obrigada mais uma vez o/ Enfim amores, espero postar o próximo em breve tb, ele terá uma surpresa (BOA) para os fãs ;) kissus, bye bye!