Não me deixe ir

22 Capítulo 22 - A Very Supernatural Christmas


Notas iniciais
Então... Eu não morri xD hahahahaha! Está tarde, eu não quero me prolongar nas explicações, mas resumindo: estou num momento enrolado da minha vida, pois me formo esse semestre na faculdade e ainda n terminei a monografia. Por esta razão eu tenho escrito pouco minhas fanfics, n por falta d interesse, mas d tempo (inútil) para poder me dedicar ao meu hobbie! Desculpas pelo loooongo sumiço. Assim q eu me ver livre desse momento conturbado, irei voltar a postar regularmente. Até lá, espero q o povo ainda curta a fic,a leia, etc, mas como eu sempre digo e garanto: esta fic terá um fim sim!!!! (ps: resolvi fazer tb um cap. grande e colocar um pouco d tudo nele p v6 n ficarem na vontade! tem lemon, tem comédia, tem nostalgia e futuros arrependimentos xD) (ps2: esse cap. ficou bem mais fofo do q eu esperava, acho q eh a calmaria antes da tempestade! anyway, espero n ter fugido mto da essencia dos personagens!) Kissus a boa leitura!

Não me deixe ir

22 – A Very Supernatural Christmas

Sam olha para a tela do telefone uma última vez, as palavras ali prontas, apenas esperando serem enviadas. Mas ele não aperta o botão. 'Você podia vir para cá no natal.' Caramba. Nem ele mesmo acredita que começou a escrever aquilo. Bufando, as letras somem quando a mensagem é deletada. Louis os conhece há pouco tempo. Deus. Ele conhece Louis há pouco tempo! Como pode ter pensado em sequer sugerir isso ao garoto?

Garoto.

Ele repete na cabeça dele. Louis é só um adolescente assustado, que perdeu a família e tudo o que conhecia poucos dias atrás. Sam só queria ajudar de alguma maneira, fazê-lo se sentir melhor no que deve ser um dos momentos mais complicados na vida dele.

Sim, Sam só queria mostrar a Louis que ele tinha um amigo, alguém que entendia o tipo de caos em que ele vivia.

Respirando fundo, Sam terminou de esquentar o jantar quando a porta do Bunker abriu. Dean discutia algo com Cas no seu usual jeito bruto de ser.

– Porque Dean? — perguntava o ex-anjo, a expressão de incerteza estampada no rosto.

– Porque não Cas! É ridículo. — Dean rebateu não querendo nem um pouco embarcar naquela conversa.

– O que foi agora? — Sam veio da cozinha, secando as mãos na lateral da calça.

Dean revirou os olhos. Ótimo, mais um para estar contra ele nos argumentos.

– Eu apenas fiz um pedido a Dean. — Cas dizia, pondo duas sacolas de compras no chão.

Eles haviam saído de manhã para buscar algumas coisas que faltavam para a então comemoração do natal.

– Um pedido sem noção. — comentou Dean.

Oh, isso apenas aumentou ainda mais a curiosidade de Sam.

Apanhando uma camisa de dentro de uma das sacolas, Castiel abriu o que Sam agora notou ser um agasalho. Mas não um qualquer: esse era vermelho, a ponta das mangas verde assim como a gola. Um desenho de uma rena estava estampado na frente cobrindo quase todo o peito. Um suéter daqueles bem bregas que se encontra vendendo nessa época do ano. E aparentemente Cas achou uma excelente ideia que todos usassem um modelo diferente.

– Eu tenho muito amor próprio 'pra usar uma coisa dessas. — falou Dean.

– Na loja a vendedora foi muito atenciosa. — Cas prosseguiu — Me explicou todos os detalhes em torno destas vestimentas e a tradição que carregam nessa festividade humana.

– Ele quer dizer que a mulher o enrolou. — concluiu Dean.

Sam deixou um sorriso escapar. Nisso ele precisava concordar com seu irmão.

– Comemorações humanas são complicadas. – falou Castiel, e aquilo sim arrancou uma alta risada de Dean.

Mas ele não ia usar aquele estúpido suéter.

–----------------------(...)-----------------------

Em pouco tempo Sam havia decorado a sala do Bunker com os enfeites de natal encontrados num dos milhares de quartos do loca. Parece que os Man of Letters* também gostavam de sair da rotina de caçadores sempre que possível.

Castiel andava atrás do caçula para cima e para baixo, ajudando-o com as arrumações, mas também fazendo milhares de perguntas – ele antes tentou falar com Dean, mas o caçador começou a bufar logo depois da terceira pergunta. Ele não chegou a impedir Cas, nem dizer a ele para calar a boca; na verdade o ex-anjo percebeu quanta paciência ele estava exercendo ao ouvir suas inúmeras indagações. No fundo, Castiel agradeceu por isso, dizendo que ia ajudar Sam com o restante dos arranjos para que o caçador pudesse terminar de beber sua cerveja em paz, vendo seus filmes antigos.

Não é que Dean fosse insensível, ou não quisesse ser mais gentil com Castiel. Ele só, realmente, não tinha paciência para um bombardeio de perguntas.

Coçando a nuca, Dean apertou o ‘play’ no notebook de Sam voltando a assistir alguns dos seus filmes antigos.

A noite ele foi para a cozinha num acordo silencioso com seu irmão de fazer a janta. Os três haviam ficado separados praticamente a tarde toda dentro do Bunker. Sam fazendo pesquisas e ligações, mandando mensagens pelo celular; Castiel com os livros nas mãos os traduzindo, e Dean mofando no seu quarto.

Quando ele sentiu o cheiro dos ingredientes frescos que ele havia trazido mais cedo com Castiel, seu apetite despertou de imediato, começando a preparar alguma coisa simples e prática: espaguete.

– Dean?

O loiro quase saltou no lugar ao ouvir a voz de Castiel tão próxima dele.

– Caramba Cas, vê se avisa quando chegar assim do nada!

– Minhas desculpas. Eu apenas queria saber se precisa de alguma ajuda.

– Bom, já que está aqui dá um jeito nessa louça.

Concordando o ex-anjo apanhou os materiais ao lado da pia começando o serviço enquanto Dean balançava a cabeça.

Olhando o ex-anjo de soslaio, Dean podia ver como ele era capaz de se concentrar até mesmo na mais simples tarefa, como se não houvesse mais nada a sua volta. Era impressionante como Cas conseguia ser tão sério. Lembrava um pouco a Sammy quando estudava, ou quando os dois eram pequenos e Dean assistia TV enquanto Sam o importunava sobre o barulho. A verdade é que Dean gostava de implicar com seu irmão, vê-lo indo de calmo e sério para o pirracento menino de dez anos o perseguindo num quarto de motel com uma almofada na mão. Era engraçado demais o irritar.

Então é obvio que Dean pensou em fazer o mesmo com Cas.

Mal o moreno havia terminado de por um prato na secadora e ele tremeu num rápido susto ao ter um punhado de espuma arremessado no seu rosto. Ele piscou algumas vezes antes de encarar Dean, que continuava a cozinhar como se nada tivesse acontecido – mas o sorriso no rosto dele indicava o contrário.

Limpando a espuma, Castiel deu de ombros tornando a limpar a louça quando um segundo ataque veio. Franzindo o cenho ele se virou para Dean que, notando a espuma branca escorregando da bochecha ao pescoço dele, não resistiu, começando a gargalhar.

– Dean, qual a razão disso? – Castiel perguntou, limpando o rosto outra vez.

– ‘Tava tentando lavar sua cara séria. – disse sarcástico.

– Lavar a minha... Cara?

Inclinando a cabeça para um lado, Cas encarava o caçador sem nada entender, o que arrancou um novo riso histérico dele.

– Foi só uma brincadeira Cas.

– Oh.

Foi tudo o que o ex-anjo disse, tornando a olhar a pia cheia de sabão apanhando um bocado e ele mesmo lançando contra Dean. O caçador, porém se esquivou o encarando com um sorriso de vitória:

– Vai ter que ser mais rápido que isso Ca-

O segundo ataque o atingiu bem no meio do rosto.

– Par ‘lavar’ sua cara, Dean.

Castiel disse voltando a enxugar um prato. O loiro bufou tirando a espuma e tão logo o fez, lançou um novo ataque contra Cas. Os dois continuaram a pequena luta de sabão durante alguns minutos, praguejando e se escondendo pelos cantos da cozinha. Em pouco tempo, Castiel havia se entregue ao momento soltando alguns risos. Pronto, Dean estava satisfeito com sua missão.

– Meu deus.

Sam exclamou da porta da cozinha vendo o estado dos dois – ensopados da cabeça aos pés com tufos brancos de espuma no rosto, no cabelo, nas blusas, enfim tudo. Bufando, ele esfregou a mão no rosto balançando a cabeça.

– Deixa que eu termino o jantar antes que o macarrão termine com gosto de detergente.

– Se você insiste.

Dean deu de ombros sorrindo, indo para fora da cozinha. Cas o acompanhou pedindo desculpas ao caçula.

– Ei Sam.

Quando ele se virou, Dean jogou um bocado de espuma nele. Fechando os olhos, Sam esfregou os olhos, bufando.

– Muito maduro Dean.

– Você me ama, Bitch.

– Jerk.

Rindo, o loiro foi tomar banho, já imaginando que seria uma boa ideia dar um tempo com Cas. Contudo, o ex-anjo havia ido na frente e... Droga, a chance havia sumido. Pois bem, ele poderia tentar algo mais tarde.

–----------------------(...)-----------------------

Sam avisou que a janta estaria pronta em dez minutos. Dean já havia se trocado, ficando num clima mais leve até se esquecendo das prévias ameaças de Ezequiel. Foi até a porta de Cas para chamá-lo, porém parou na entrada do quarto vendo o menor mover-se ao lado da cômoda a procura de roupas ainda com a toalha em volta na cintura. O caçador entreabriu os lábios evitando que um som pedinte saísse da garganta.

Engoliu seco ao ver as gotas de água escorregarem pelas costas despidas do moreno, a maneira como a escápula movia-se por debaixo dos músculos, os mexendo dum lado a outro sem muita dificuldade. Cas nunca teve um corpo atlético, mas ainda assim ele o tinha bem definido. Dean podia ver cada pedaço bem treinado dele conforme o moreno se movia devagar pelo quarto, puxando da gaveta um par de calças e uma camisa preta.

Hipnotizado com o caminho da água, o cheiro do recente banho emanando dos poros de Cas, a maneira calma com a qual ele sempre se movia em ações firmes e bem definidas. Não, Dean nunca havia analisado o corpo de outro homem assim. Porém Castiel, ah! Ele conseguia muito bem perder o olhar sobre ele, ainda mais depois da primeira noite, sabendo os lugares em que era mais sensível, em como fazê-lo gemer... Céus, os gemidos de Cas causavam um arrepio em Dean apenas na memória.

Notando apenas agora a presença do outro, Castiel girou o torso em sua direção ainda segurando a calça numa das mãos.

– Dean estou quase pronto. Apenas terminando de me vestir.

Falou como se esperasse uma pequena bronca do loiro – que não veio. O caçador até pensou em dar meia volta e deixa-lo terminar de se aprontar, mas viu-se preso naquele quarto no instante em que Cas virou-se mostrando o pedaço sobre suas costelas onde ficava sua tatuagem. Dean engasgou.

A pele de Castiel parecia mais viva agora sobre as luzes fortes do Bunker, com cada contorno sendo exposto sobre as sombras dos músculos. Dean conseguia ver as linhas das costelas, a elevação da pélvis sobre a pele indo na direção das coxas torneadas do ex-anjo. Seu abdômen era liso e notando agora, Dean reparara na suave dobra dos gomos que poderiam saltar para fora da barriga dele se Cas fosse um aficionado por exercícios assim como Sam.

De qualquer forma, o que deixou Dean sem ar de vez foi notar a curva que as nádegas de Cas formavam; o desenho dum perfeito círculo cada uma, carnudas, mas sem mais nem menos, apenas o suficiente para preencherem as mãos de Dean.

Sem nenhum freio em sua mente Dean lambeu os lábios e antes de permitir que Cas pusesse a calça, recostou seu peito contra as costas úmidas dele. O menor foi para frente devido ao encontrão, porém fora seguro no lugar por Dean; suas mãos paradas sobre sua cintura a cingindo numa pressão gentil, mas intensa.

Os dedos foram deslizando sobre o tecido, primeiro nas coxas e depois voltavam ao mesmo ponto de origem, extraindo uma respiração entrecortada do menor. Ele deixou a cabeça repousar sobre o ombro de Dean com os fios molhados colando na camisa xadrez.

– Dean? – chamou-o passando a língua pelos lábios – O que está fazendo?

– Hm?

O ronronar foi a única resposta, e Dean continuou a suave carícia, começando a levar as mãos a parte interna das coxas do menor, passando as unhas de leve sobre o tecido molhado da toalha.

Castiel respirou fundo inalando um intoxicante perfume vindo de Dean. Ele poderia ser ingênuo, mas sabia muito bem reconhecer o toque do caçador como um avanço sexual. E se as mãos de Dean o percorrendo, o acelerado batimento cardíaco não fossem sinais bastante óbvios, o volume batendo contra suas costas com certeza tornou-se um claro sinal do que aquilo tudo significava. Não que Cas se importasse – longe disso.

Dean o desejava, queria estar com ele de todas as maneiras possíveis. Cas sabia o quanto o maior era adepto dos prazeres mundanos, sexo sendo talvez a principal delas.

E torta.

Contudo o que eles partilhavam ia muito, além disso; Castiel tinha plena consciência. Porém não conseguia evitar a onda de luxúria atravessando seu corpo. Ele queria tocar Dean, usar suas mãos para mostrar a ele o quanto o almejava duma maneira sincera e terna adorar aquele corpo cheio de cicatrizes e que ele mesmo reconstruiu do nada, molécula por molécula. ‘Meu’. Castiel pensou; aquele era o corpo do seu caçador, do homem que finalmente o via além da roupagem de anjo, além da figura da amizade, aquele era Dean o único humano pelo qual Castiel se permitiu entregar completamente.

Mordendo o lábio inferior enquanto fechava os olhos, Castiel sentiu a barba mal feita de Dean roçar contra o seu rosto deleitando-se com a sensação áspera e gostosa. Dean, por sua vez, não pode deixar de notar a moção da boca de Cas. Como ele saboreava o seu toque, mostrando uma expressão de desejo sem igual. Dean entreabriu os lábios beijando o maxilar do moreno sem fechar os olhos, assistindo como Cas separou a boca, e como suas mãos subiram apertando a ponta da nuca loira.

O que havia sobre Castiel que o deixava louco, praticamente insano, Dean não sabia. E ele não fazia questão de ponderar sobre esse assunto. Já havia se entregado a isso, ao menos uma boa parte dele superara a crise de pânico. Além do mais ele estava pensando com a cabeça de baixo agora. Tudo o que ele precisava saber era como Castiel o excitava, como ele não conseguia deixar de tê-lo, e mais ainda como era deliciosamente gostoso o corpo do ex-anjo. Verdade seja dita: quando foi a última vez que ele podia aproveitar tantas vezes num mesmo dia esse tipo de prazer? Sem freios ou cantadas mal feitas num bar e a esperança de que desse sorte com uma garota no fim da noite?

Poder afundar nessas carícias a qualquer hora? Era bom demais! Dean gostava mesmo de um bom sexo; e com certeza Castiel o era.

Homem, mulher. No fundo só um amontoado de carne buscando por prazer uns nos outros. E se Dean podia ter isso a qualquer hora? Bom... Que poder ele tinha para negar?

Num rápido assalto as mãos de Dean deixaram as coxas de Cas indo parar na carne de trás dele, apertando em cada uma das mãos as duas bandas. Nisso, Castiel entreabriu os lábios e sua cintura impulsivamente inclinou-se para trás; a fenda no meio de suas nádegas batendo contra a ereção ativa de Dean. O caçador abriu um sorriso torto beijando e lambendo o pescoço de Cas devagar. O menor quase não se mantinha de pé ao sentir os dedos do loiro apertando e afastando cada uma das nádegas, expandindo a fina pele no meio delas.

– Dean, você-ah-você... – gaguejou sem muito sucesso em concluir a frase.

– Shh. – Dean suspirou rente ao ouvido dele mordiscando o lóbulo, o que fez os joelhos de Cas tremerem.

Sem desistir ele tentou outra vez:

– Você não acha que deveríamos ir à cama, se vamos fazer...

– Só aproveita Cas. – Dean replicou tornando a apertar a carne traseira do menor.

Castiel silvou com o toque, porém ele ainda não compreendia porque Dean não o movera até a cama. Ele estaria apenas o incitando? Ou de fato pretendia levar aquilo a outro nível?

– Mas Dean seria mais confortável se nós...

Por um segundo Dean enrugou a testa confuso com a insistência de Cas. Na cama, de pé, no carro, no chão, não importava muito onde eles fossem estar desde que fosse bom. E cara, era deliciosamente saboroso fazer com Cas. Além disso, Dean já havia feito em muitos lugares loucos na sua vida e oh! OH! Uma grande luz pareceu se formar diante dele.

Resvalando a boca sobre o pescoço de Cas – o cheiro do sabonete ainda fresco nele – Dean sentiu o menor estremecer no seu abraço conforme falava rente ao seu ouvido:

– Você nunca fez fora duma cama Cas? – perguntou; sua voz mais grave do que o normal, presa numa onda lânguida.

– Parecia ilógico, já que a cama é o local próprio-

Com isso, Dean o virou pelos ombros rapidamente, batendo as costas de Castiel contra a parede. O moreno arquejou com o repentino baque, mas logo se esqueceu dele ao ter a boca presa na do maior. O aperto sobre seu ombro o mantinha recostado contra a parede enquanto tinha os lábios presos entre os do loiro, que sugava a macia carne, lambia o interior de sua boca, e numa ferocidade sem igual Dean o beijava roubando todo o seu ar.

Logo as mãos escorregaram até os pulsos de Cas, soltando-o para agarrarem a cintura, livrando-se da toalha – que ficou jogada num canto qualquer do quarto. Nisso, Castiel abraçou Dean na procura de sustento, pois suas pernas haviam perdido toda a força frente à investida voraz do caçador.

Aproveitando a moleza no corpo do moreno, Dean cingiu a pélvis de Cas levando as mãos à parte de trás do menor agarrando as duas bandas dele. Num grunhido em meio ao beijo, Cas mordiscou o lábio de Dean sentindo as coxas serem erguidas, a virilha pressionada, aberta contra a calça jeans do loiro, mas mesmo com o tecido grosso ali ele conseguiu notar a pulsante ereção do caçador contra a sua.

Enterrando-se no meio das pernas de Castiel, Dean foi escorregando junto dele pela parede até ficar de joelhos no chão com as coxas de Cas envoltas em seu abdômen. Seus dedos apertavam a pele firme das nádegas enquanto a boca explorava o pescoço do menor. Deus, as coisas que Dean queria fazer com ele.

Castiel igualmente. Abraçando os largos ombros do caçador ele entranhou os dedos pelo tecido permitindo que Dean chupasse a cútis clara do pescoço em novas marcas, mordiscando logo acima da pulsação.

Puxando o tecido da blusa xadrez, Cas foi a levando para fora dos braços de Dean até deixar apenas a camisa, onde tratou de enfiar as mãos por debaixo da barra aranhando e sentindo a pele quente do caçador – sua barriga, seu peito. Não tardou muito para que o loiro ergue-se o tronco deixando sua cintura como apoio ao ex-anjo enquanto removia o restante da blusa. Voltou a agarrar e afastar as nádegas de Cas no mesmo instante, deixando os torsos nus resvalarem um no outro.

Numa pressa sem igual Castiel abocanhou os lábios de Dean outra vez descendo uma das mãos ao meio das pernas do loiro enquanto a outra continuava apoiando-se ao redor do seu pescoço.

Primeiro; Cas puxou o botão da calça a abrindo num estalo. O jeans constringido ao redor do seu volume apertou-o uma vez antes de aliviar a pressão, causando arrepios em Dean. Depois ele ouviu o som do zíper descendo e tão logo o aperto ao redor de sua ereção foi aliviado um novo fez-se quando o ex-anjo cingiu a base de seu membro.

– Cacete!

Dean exclamou abafado com a boca pressionada contra a de Cas. O moreno apertava, subia e descia a mão aproveitando a umidade ao redor do músculo para deslizar com facilidade da ponta até a base.

Jogando a cabeça para trás, Dean aproveitou a gostosa sensação começando a esfregar sua cintura contra a de Cas, volta e meia batendo contra o volume do outro, causando um choque no contato pele na pele.

Na nova fricção dos dedos de Cas, Dean sugou ar pelos dentes massageando cada banda de Castiel, as afastando conforme a ponta dos dedos caminhava até a fenda sensível, achando o caminho à entrada vermelha e pulsante do menor. O anelar tocou ali de leve dando pequenos rodopios, alisando a fina cútis.

– D-Dean! – gritou o menor parando os movimentos de seu pulso no mesmo instante. Mal conseguia se concentrar com a sensação dos nervos pulando ao ter Dean o acariciando ali.

O caçador lambeu os lábios chegando o corpo ainda mais para frente, esfregando sua ereção contra a de Cas. Mas esse simples alívio não era o bastante. Ele queria mais, precisava sentir mais do ex-anjo, e só havia um jeito de fazer isso.

Apertou de leve a falange contra a entrada do menor sem o violar, mas incitando a invasão, o que arrancou gemidos longos de Castiel. Ele precisou levar ambas as mãos ao pescoço de Dean, como se aquilo fosse necessário para mantê-lo no mesmo lugar. O caçador continuou o provocando, apenas alisando e pressionando o dedo levemente. O músculo apertado pulsava numa comoção desesperada, querendo sentir mais daquilo, mais de Dean o possuindo.

Seus olhos azuis dilatados fitaram os esmeralda na mesma situação, no mesmo ponto da desesperadora volúpia, até Cas não mais aguentar. Sua voz saiu quebrada e ofegante, pois no meio destas carícias ele não conseguia manter nem um pouco a sua usual compostura; o hálito batia contra a boca de Dean, enquanto suas mãos comprimiam o pescoço dele:

– Dean! Dean, por favor! Eu-

– Sim, eu também Cas, eu... Droga!

Praguejou uma vez mais lembrando de que não tinha nenhum lubrificante por perto. Estalou a língua ponderando se teria condições de sair dali. Olhando a expressão de Castiel e seu corpo tremendo sobre o seu... Não, definitivamente ele não teria vontade própria nenhuma para se soltar do moreno, não agora.

Erguendo uma das mãos até o rosto de Castiel, Dean a espalmou sobre o maxilar sentindo a barba mal feita roçar sobre ela. Arrastando os dedos devagar pela face, parou com dois sobre os lábios carnudos dele:

– Abra a boca, Cas.

Pediu arfando, pois o ex-anjo parecia não ter entendido muito bem o porquê daquilo. Franzindo o cenho em dúvida ele fez como o loiro pedira, partindo os lábios e abocanhando os dois dedos de Dean devagar, deslizando a língua por cima de cada junção até chegar à base.

A respiração de Dean falhou. Os orbes azuis encaravam sem trégua o hipnotizando, o impedindo de desviar a atenção daquela cena sedutora e tão, tão errada, porque um ex-anjo do senhor não devia ser capaz de fazer uma cara tão tentadora; de encará-lo numa expressão de cobiça, com a voz reverberando num ronronar gostoso cada vez que seus dedos saíam e tornavam a entrar no espaço molhado da boca do moreno.

Dean entreabriu os lábios perdido naquela visão magnífica e desejosa que era Cas tomando cada um dos seus dedos como se eles fossem sagrados, engolindo com prazer cada pedaço que Dean lhe ofertava. Primeiro sugando lentamente articulação por articulação, o topo da língua batendo sobre eles, circulando e os encharcando; depois eles saíam ainda imersos na pressão quente da boca, voltando apressados. E Castiel tomava, lambia e chupava com vontade.

Céus! Castiel ia ser a morte do caçador; com certeza!

– Sério Cas, onde você aprendeu isso?! – perguntou não aguentando mais, dando espaço para que ele pudesse falar.

Puxando ar pelos dentes, Castiel ofegou, quase não conseguindo responder:

– Eu passei algum tempo analisando as diferentes formas de sexo.

Dean arqueou as sobrancelhas, abobalhado demais com o que acabara de ouvir, piscando algumas vezes antes de falar:

– Você andou assistindo pornô?

Cas aquiesceu lambendo os lábios, continuando a confissão:

– Eu queria saber mais, sobre como dar prazer. Para que fosse uma experiência justa a ambos e-

Dean o beijou cortando sua fala, roubando o restante de ar nos pulmões do menor. Se Cas dissesse isso num outro momento qualquer ele teria achado graça — um anjo intrigado sobre como os humanos transam. Mas ele fizera aquilo, pois queria que fosse bom, que ambos gostassem e... Puta merda! Cas não sabia o quão sexy era aquilo! Pensar que ele queria satisfazer Dean; imaginá-lo se tocando...

Silvando, perdido demais na maravilhosa revelação que Cas lhe entregava, Dean o deixou sorver uma última vez seus dedos, para então retirar devagar os substituindo por sua boca, ávido para tomar os beijos de Cas.

Nisso, a mão desceu até o meio das pernas do menor tornando a contornar sua entrada, a ponta das falanges — agora úmidas de saliva — puderam escorregar para dentro sem muita dificuldade.

Cas deixou-se levar pela já conhecida sensação ardente, o topo da cabeça indo para trás de encontro à parede repousando ali conforme o caçador o alargava; entrando e saindo devagar, depois distendendo as laterais do estreito canal que relaxava com o toque a cada segundo passado. Dean pressionava até a base das falanges, adorando ouvir os urros de Castiel rente ao seu ouvido, sentir o corpo dele tremendo em êxtase com o toque íntimo.

Seu próprio falo abalou em concordância com os ritmos lentos da voz entrecortada de Cas. Com o incentivo, Dean prendeu os dois dedos o mais fundo possível, girando o pulso, explorando todos os cantos dentro do moreno.

Castiel os sentia rodopiando, forçando os lados da sua entrada, e, num repentino assalto, Dean os curvou acertando o lugar que ele já havia guardado na memória, aquele ponto precioso, fazendo Cas afastar ainda mais as coxas num convite.

Escalando as costas de Dean, o ex-anjo deixou a boca aberta com os sons desconexos escapando. O terceiro dedo veio e tudo o que ele conseguiu fazer entre as ondas de prazer o preenchendo foi gemer ainda mais alto, arranhando a voz nos soluços.

Castiel compreendia melhor a razão de Dean ser tão aficionado pelos prazeres humanos. Era demais, incrível, arrepiante, um ato surreal capaz de deixa-lo à mercê do caçador tamanho era o seu deleite.

Dean quase não o encarava, mas quando o fazia Cas podia ver o tanto mais escondido naquele olhar esverdeado, o carinho mascarado nas ações lentas e o cuidado que ele tinha para com ele, o desejo e a intimidade que o sexo carregava; a confiança por fazê-lo nesse encontro direto dos corpos.

E se os anjos soubessem que este ato não se resume apenas ao prazer próprio, que há tanto mais sentimentos e convulsões nele, talvez entendessem melhor os humanos, a necessidade sem igual que tinham de se unir.

– A-ah! Mais... Dean! Mais!

Castiel gritou rouco, destruindo todas as barreiras do caçador. Dean deixou um ar de surpresa o acometer antes de arfar em meio ao desespero; a pressa de entrar no ex-anjo.

Para Dean o sexo não era diferente. Pelo contrário: parecia ser o único momento em que podia se soltar, se expressar sem palavras da melhor maneira possível – com toques, olhares e afagos – o quanto se importava com o ex-anjo.

Transar de qualquer jeito era bom. Mas com Cas parecia ser infinitamente melhor, denso, único. E era ainda muito estranho Dean sentir-se tão atraído por outro homem. Mas a questão é que além daquele corpo – que convenhamos, era bastante convidativo – Dean conseguia enxergar mais a frente; enxergar apenas Castiel.

Num solavanco, Dean grunhiu removendo seus dedos. A entrada latejou com a falta do toque ao mesmo tempo em que Cas gemeu ao ter o volume do loiro assumindo seu lugar. Ele escorregou mais depressa dessa vez, sôfrego para possuir Castiel, parando apenas por um momento tanto para respirar quanto para permitir que o menor se acostumasse à invasão.

As pernas de Cas uniram-se ao redor da cintura de Dean o prendendo logo depois. O caçador achou aquele o sinal de que podia continuar e o fez – saindo e entrando dele, baixando a testa sobre a de Castiel. Deixou o olhar fixo na ação acalorada no meio das pernas de Cas vendo seu membro afundando e desaparecendo dentro do ex-anjo, entreabrindo os lábios e gemendo sem parar, incapaz de qualquer controle ao ver o palpitante músculo apertando do moreno o sorvendo com força – gritando ao sentir as paredes de Cas comprimidas ao redor de toda a extensão do seu membro.

Ele afundava sem trégua, segurando a parte debaixo das coxas de Cas para prendê-lo no lugar conforme estocava, e entrava, saindo o máximo possível para deixar apenas a glande dentro de Castiel, e num solavanco o violava outra vez até a base, o mais fundo imaginável.

As estocadas no início eram sempre dolorosas, queimando por dentro; Castiel aprendera. Mas bastavam alguns poucos segundos daquilo para sentir seu interior derretendo junto de Dean; os nervos debatendo-se num êxtase tremendo, viajando por todas as junções de seu corpo. Dean entrava e saía num compasso ritmado, resvalando sua barriga contra a ereção de Cas, provocando gemidos incontroláveis dele.

– Isto te lembra algum pornô Cas? – indagou Dean e, uau, da onde ele tirou forças para perguntar aquilo?

– N-Não! – gaguejou, apertando seus lábios contra os de Dean – Mmm-melhor!

– Melhor? – implicou, parando de se mover – Isto é melhor?

– Sim!

– O quanto?

– M-muito!

– Mesmo?

Dean entreabriu os lábios num sorriso vitorioso. Dean Winchester, o melhor sexo na vida de muitas mulheres – e aparentemente homens também. Nada mal para quem começou a se dar bem com outro cara há pouco tempo, certo? Dean gostava de saber que tinha jeito para a coisa; sério, isso o deixava extremamente orgulhoso de si mesmo. Tanto, que ele resolveu provocar Cas mais um pouco:

– Então, isso é bom?

Perguntou, dando uma nova estocada rápida, ao passo em que Castiel jogou a cabeça para trás:

– Ah-s-Sim! – respondeu ofegante.

– Hmm. – ronronou Dean – E isto?

Movendo a cintura para a direita, depois para a esquerda, Dean rebolou de leve, fazendo o falo bater primeiro numa lateral interna de Castiel depois na outra e de novo, golpeando a próstata sempre, até o moreno respirar gago:

– SIM! – exclamou num urro, apertando ainda mais os ombros de Dean, entrelaçando suas pernas num constringido abraço ao redor do caçador.

Satisfeito consigo mesmo, Dean beijou o menor mordiscando o lábio inferior na volta. Oh, mas como ele queria mais reações iguais aquelas do ex-anjo. Sorrindo no meio do beijo, o loiro afastou o torso levemente de Cas, o bastante apenas para tornar a ver seu membro entrando nele.

– Então se eu fizer isso... – perguntou, ainda provocando, tirando-se de dentro de Castiel para então parar apenas com uma pequena parte sua tocando a entrada dele.

No meio de um grunhido de satisfação e impaciência, Castiel bufou enfiando uma das mãos nos cabelos da nuca de Dean o puxando para trás num solavanco brusco. O loiro apertou os olhos em meio à rápida dor – mas que ele estranhamento não achou desagradável — e foi quando viu-se preso no olhar sério de Castiel. Ele o encarava com aquele mesmo ar que tinha quanto furioso; e por um instante Dean podia jurar ter visto um brilho mais intenso emanando dos orbes azuis, tal como se Cas ainda possuísse sua graça.

Rangendo os dentes, Castiel permaneceu com os olhos fixos em Dean puxando seu cabelo; sem piscar. O caçador engoliu seco, realmente intimidado pela presença do outro:

– Dean.

Chamou-o num timbre rouco e pesado, e bem, Dean não conseguiu segurar o movimento involuntário que seu membro fez pulsando de acordo com a voz sexy do moreno.

– Compreendo que você encontra satisfação com este tipo de interrupções. – continuou – Mas eu aprecio muito mais o sexo quando você está dentro de mim.

Os olhos do caçador dilataram-se num misto atônito de surpresa e desejo. Lambendo os lábios sem nem perceber, Dean continuou encarando o ex-anjo conforme Cas falava num timbre quase ameaçador:

– Sendo assim, podemos continuar?

Perguntou erguendo uma sobrancelha ao puxar mais uma vez o cabelo de Dean, que nada mais pode fazer a não ser menear positivamente a cabeça – estupefato demais para discordar dele.

– Bom. – falou sem nunca abandonar os olhos de Dean — E então?

– Caramba Cas... – Dean suspirou finalmente, mostrando um riso torto — Tão mandão.

Numa única estocada Dean enterrou-se por inteiro em Castiel arrancando um grito áspero dele. A mão do moreno continuava segurando os fios loiros de seus cabelos, puxando-o de vez em quando, e por alguma estranha razão Dean adorou aquilo. Ser domado.

O caçador deixou metade do falo sair com um ar gelado batendo na pele dali, mas assim que entra novamente tudo o que ele consegue processar é a ardência úmida de Castiel. A entrada vibra com cada golpe – saliva pingando pelo períneo cobrindo as coxas de Cas – e Dean é apenas capaz de apertar forte sua cintura com um rugido gutural, puxando o corpo do ex-anjo para frente e para trás em sincronia com suas estocadas, aumentando a força de cada empurrada. Seu membro apenas afunda mais e mais, tremendo guloso.

Logo, Dean rebola a cintura, fazendo sua ereção girar enquanto escorrega para dentro com um potente impulso. Ele acerta aquele ponto em Castiel, e o moreno abre os olhos junto dum alto grito conforme uma onda de deleite o dissolve, correndo por todos os nervos de Cas.

– Dean! Ouh! Aa-ah!

Ele geme, agarrando o cabelo do caçador arranhando a nuca. Dean rebola a pélvis, escorregando uma mão pelo cotovelo de Cas e então entrelaçando os dedos. Eles se movem juntos em pequenos abalos, aproveitando o choque de prazer os atingindo.

Mordiscando a orelha de Cas, Dean respirou quente contra sua face. Os orbes estão fechados, seu corpo perfeitamente ajustado ao de Castiel, e ele estão perto, tão, tão perto.

– Dean… — o chama, ofegando o nome, querendo que Dean continue, que lhe entregue tudo.

– T-tão... Apertado; molhado. É… É tão bom. Seu cheiro e seu corpo; t-tão bom Cas.

Dean fala qualquer coisa que lhe vem à mente, perdido entre o prazer de afogar seu membro de novo e de novo em Cas.

– Quente e molhado... – ele continua, a voz saindo em rápidos sopros ao beijar o pescoço do menor – M-me chupando ‘pra dentro, não ah-não me deixando sair... Tão perfeito Cas.

– D-Dean! Mmm-é-é t-tão bom!

Dean enterra o nariz na garganta de Cas, mordendo o vão de seu pescoço. Uma marca fica ali enquanto Castiel grita.

Antes de poder controlar a si mesmo Dean bate a virilha contra as coxas de Cas. Eles gritam seus nomes em harmonia, com o caçador entrando, empurrando seu membro até o talo, o músculo escarlate inchado sendo sugado pela entrada de Cas sem piedade. A pressão ao redor de seu membro o deixa tonto; assim como Dean preenchendo Castiel faz o ex-anjo grunhir.

Aumentando a velocidade sem trégua, Dean circula a base da ereção de Castiel, bombeando para cima e para baixo na mesma comoção em que seu músculo entra e sai da franzida entrada – escorregando fácil centímetro por centímetro e acertando o sensível tecido protuberante dentro de Castiel que o faz engasgar e gemer.

Cas põe uma mão de volta no ombro do caçador enquanto a outra ainda entranha o cabelo loiro. Ele pode sentir o bafo quente de Dean contra seu pescoço e não há mais nada naquele quarto se não o incrível ato que executam.

– Ouah! A-ah! Dean-Mnn! D-Dean! Mmmm-mais forte!

Fechando os olhos, Dean se enterra em longos golpes, bombeando o membro de Castiel no mesmo ritmo conforme ele obedece – alegremente – o pedido de Cas. Ele se arremessa para frente, orelhas zunindo enquanto Dean perde todos os sentidos. Ele é cego e surdo; não há tempo nem sons, apenas a sensação de Castiel envolvendo seu falo, o chupando para dentro, dentro, dentro, e quase não dando espaço para sair. É apertado, escaldante, e aciona todos os músculos duma só vez.

– C-Cas! Eu vou-vou! Gaah!

Há gritos, gemidos, rosnados e vozes roucas, os reduzindo a bestas buscando alívio na quente pele na qual habitam; caçando prazer.

A litania de urros se torna uma melodia despudorada.

Cravando até a base vermelha e inchada, Dean é inteiramente engolido. A entrada é apertada, fervendo, amarrando o caçador no lugar. Castiel não mais o deixa se mover. Ele deseja apenas sentir ser preenchido, quando Dean bombeia uma quente e molhada onda dentro, entupindo Castiel num único golpe. Castiel gagueja em longas respirações; Dean gozando e gozando fundo conforme ele suspira, empurrando-se mais uma vez, depois outra, estocando até não ter mais nenhuma gota para despejar. Cas soluça com o pulsante membro tremendo em seu interior. A onda quente colide contra o ponto sensível em Castiel num forte jorro, juntamente com a mão sobre seu falo o fazem gozar quase no mesmo momento, encharcando sua barriga e a de Dean de branco.

Respirar não mais é uma necessidade, mas um desejo esquecido. Eles inalam o que há de ar restante no cômodo, arfando, ofegando ásperos sussurros.

Quando Dean deixa o interior de Castiel, arrastando parte de seu gozo para fora, o ex-anjo silva com a perda e a sensação molhada. Porém logo depois há braços envolvendo sua cintura, uma testa grudada na dele quando Dean deixa ambos os pulmões se recuperarem. O caçador fecha os olhos esmeralda em meio ao cansaço – do êxtase em que estava.

– ...Acredito que preciso de um novo banho.

Cas comenta. Dean apenas ri, concordando. Ele se levanta com o moreno, enrolando a toalha em sua cintura, dando-lhe um beijo e parando na porta:

– Você vem ou não Cas?

Oh. Dean iria o acompanhar? Bom, melhor ainda.

–----------------------(...)-----------------------

A véspera de natal chegou mais rápido do que eles haviam previsto. Para a alegria de Sam, Dean havia preparado as coisas mais tradicionais possíveis: eggnog*, salada de ovos, farofa de amêndoas (Sam nem quis saber onde Dean aprendeu a fazer isso), creme de nozes, purê de batas e é claro, o peru de natal recheado. Dean não ia admitir que ele também preparou tudo isso porque Cas nunca teve um natal antes.

Eles optaram por beber cerveja ao invés de vinho, afinal nenhum deles é refinado o bastante para esse ripo de coisa. Talvez Sam.

Já era quase meia noite. Havia presentes em baixo da árvore, e luzes baixas, o jantar estava ótimo – Castiel estava usando o maldito suéter vermelho — tudo parecia bem, tudo lembrava um pouco do ambiente em família.

Antes do relógio virar meia noite Sam arrumou o computador para passar alguns filmes numa televisão, sem deixar Dean escolher nenhum deles, claro, se não passariam o natal vendo alguma coisa em preto em branco, com tiros, carros e tudo o mais. Castiel sentou-se na ponta do sofá – Dean foi depressa ao seu lado, o que Sam também não notou, claro; nem o fato de que depois de meia hora de filme ele apoiou um braço atrás de Cas.

Agora faltava pouco. Sam não queria admitir, mas a ideia boba de Dean talvez tenha sido a melhor dos últimos tempos.

– Cinco minutos.

Sam anunciou se levantando para pegar um dos presentes da árvore. Dean se esticou pondo a garrafa vazia de cerveja na mesa, enquanto Castiel encarava o filme com a cabeça inclinada ao lado, apenas dando atenção a Dean quando ele tornou a se sentar abruptamente ao seu lado segurando um pacote embrulhado em jornais (sério?).

– Dean, o que é isto? – indagou o moreno.

– Sh! Tenha paciência Cas.

Ele estava sorrindo animado, o que conseguiu aplacar a curiosidade de Castiel.

O relógio da cozinha fez um alto som pouco tempo depois e junto dele Sam e Dean trocaram um rápido abraço enquanto Castiel os observava. Uma vez de volta ao seu lugar, Dean abriu uma nova cerveja olhando o ex-anjo de soslaio:

– Vamos lá Cas, é natal, abra seu presente.

Franzindo o cenho, Cas desviou os olhos do loiro removendo o mal embrulhado jornal envolto de um material maleável, descascando cada folha até finalmente chegar ao tão misterioso presente.

– Dean?

Castiel voltou-se o caçador segurando entre os dedos a coisa mais simples do mundo: um cachecol azul. Dando de ombros, Dean tomou outro gole da cerveja pondo a garrafa na mesa:

– Você só tem camisas e calças sem graça, ‘tava na hora de usar algo diferente. Foi o Sam quem deu a ideia, eu só peguei a primeira coisa da loja...

Algo que o incluísse finalmente na vida humana, algo único, só dele, mas claro, Dean não disse nenhuma dessas coisas piegas.

Num sorriso torto, Castiel esfregou as mãos sobre a lã admirando o material macio e a cor vibrante. Pensar que Dean havia comprado aquilo pensando nele.

– Cara, fala sério!

Sam exclamou distraindo Castiel e ao levantar a cabeça o ex-anjo deparou-se com a expressão divertida em Dean enquanto Sam segurava um livro: domesticando animais de fazenda.

– Sabe, por causa de todo esse seu interesse em fazendeiros e coisas desse tipo.

– Você é um idiota.

Mas Sam riu do mesmo jeito, um tanto quanto encabulado, balançando a cabeça dum lado ao outro e quase arremessando um embrulho ao seu irmão que tratou de abrir o pacote vermelho, segurando em suas mãos uma fita cassete sem título.

– De quem é? – perguntou Dean entusiasmado.

– Oh, na próxima vez que você sair de carro, escute.

Dean tinha grandes suspeitas sobe aquilo, mas se Sam havia perdido tempo para gravar uma fita, devia ser algo no mínimo interessante. Sorrindo, ele agradeceu com um leve soco no ombro de Sam, voltando-se para Cas que, havia sumido da sala.

– Mas onde foi que ele?...

Olhando ao redor do cômodo, Dean chegou a se erguer do sofá, porém logo o ex-anjo voltava do corredor dos quartos.

– Algum problema, Cas? – indagou o caçador.

– Eu... Aqui.

Ele esticou as mãos entregando a Dean uma camiseta preta dobrada. Estranhando aquilo, Dean bufou esticando a blusa na frente do corpo, deparando-se com um belo desenho detalhado do álbum House of the Holy do Led Zepplin.

– Quando...

– Durante a visita à cidade, semana passada, onde compramos minhas novas roupas. Eu... Infelizmente não pude comprar presentes de natal, já que não possuo minha própria renda, contudo você me deu o cachecol...

– Cara, não precisa se preocupar com isso! Se você comprou essa blusa ‘pra você...

– Eu a comprei, pois me lembrei que é uma das suas ‘músicas’ do carro.

Aquilo era um álbum, mas tudo bem, já era impressionante o fato de Castiel ter se lembrado do nome da banda.

– Cas, eu...

– Não me vejo usando este tipo de roupa por isso eu sei que você fará um melhor uso dela.

Verdade era que Dean já havia passado da fase das blusas de caveiras e bandas – isso era coisa daquele moleque com o casaco de couro, seguindo os passos do pai e achando que a vida era uma grande aventura de caçar monstros. Não, Dean já havia saído desse mundinho da fantasia há muito tempo. Ainda assim, saber que Castiel havia o considerado dessa forma, que ele se lembrava dos seus gostos, mesmo os mais bobos. Ele ficou em silêncio por mais um tempo, analisando a blusa e a expressão perdida de Cas, bufando:

– Valeu cara.

O ex-anjo pareceu mais aliviado, voltando-se agora à Sam.

– Queria ter comprado algo de igual importância à você, Sam.

– Relaxa Cas, não se preocupe com isso.

– Ainda há o suéter vermelho...

– Oh! Não, realmente não precisa!

Isso fez Dean rir – o que alertou Sam, pois aquele era o riso maléfico do seu irmão:

– Que coisa Sam! O Cas me deu um presente, é justo que você também ganhe.

– Estou feliz com meu livro.

– Não acredito! Sam Winchester fazendo uma desfeita.

– Eu não estou-

– Sinto muito Sam, eu deveria ter maior consideração, afinal você também é meu amigo, ajudou Dean com meu presente e eu não lhe dei nada, ignorando as regras desta festividade. Minhas desculpas...

Se Castiel estava fazendo aquilo de propósito ou não, Dean não sabia, porém a expressão de remorso nos olhos de Sam foi impagável. Bufando, o caçula esfregou o rosto num movimento de derrota, olhando para baixo:

– Me dá logo esse suéter.

E foi assim que Sam passou o restante do natal usando a droga do suéter vermelho – Castiel também, além do cachecol enrolado no pescoço, e Dean, bom... Depois da quinta cerveja acabou pondo a blusa do Led Zepllin por cima da camisa xadrez. Era natal, eram lembranças de tempos passados e menos complicados do que o agora. Dean podia imaginar que estava tudo bem entre eles sem culpa – ou quase nenhuma.

Continua

*Eggnog é uma bebida tradicional americana, tipo a nossa gemada, só que a dele é mais legal pq tem álcool! xD

Notas finais
Mensagens de Sam 08 25/12/2014 Louuuis!!!! (01:13) Louis C.: Sam? (01:15) É nataaaal! (01:15) Louis C.: Hmm. É, desde a meia noite. (01:15) Feliz natal Louish! (01:16) Louis C.: Uh, Feliz natal...Você está bêbado, Sam? (01:16) Naum... Talvez. (01:17) Louis C.: Rs. Okay, eu acho que você devia ir dormir. (01:17) Vamos dormir Luuois! (01:17) Louis C.: Eu estava antes da sua mensagem. (01:17) Ahhh! A festa foi chata? (01:17) Louis C.: Um pouco, sim. (01:18) Se vc estivesse aqui teríamos nus divertido maisss! (01:18) Louis C.: ... talvez. (01:20) Louish! Louiis! Lou... (01:20) Louis C.: Sim?... Feliz natal!!!!!!!! (01:20) Louis C.: Certo, certo, vc realmente precisa ir dormir Sam, e eu farei o mesmo. (01:21) Vamos dormir juntos! (01:21) Louis C.: Hm; é, praticamente. (01:21) Dormir! Louish! Vc devia ter vindo! Hahaha! Nataaaal! (01:22) Louis C.: Amanhã conversamos sobre isso! (01:22) Amanhã é longe... (01:23) Louis C.: Vamos dormir e falar sobre isso depois, Sam. (01:23) Ugh... Okay. (01:23) Louis C.: Boa noite Sam, abs! (01:23) ‘Noite Louish! Beiiiiijoss de nataaal! (01:24). Louis C.: Rs, vc vai se arrepender muito dessa conversa amanhã. Boa noite, Sam. (01:25) ---------------------------------------(...)--------------------------------------- Sim, sim, eu já tenho ideias para o próximo cap., mas como eu disse: sem tempo para me dedicar a ele. Espero ter condições em breve de voltar a escrever! Eu me divirto demais fazendo isso, além de adorar ver quantas pessoas leem e se importam c a fic! obrigada de corações à todos v6 q tem paciencia c a minha pessoa! Kissus, e até um futuro próximo!