Notas iniciais
Meninas... demorei, mas cheguei. Não me abandonem! rs Nos falamos mais lá em baixo! Boa leitura!
..............................................
Agradecimentos: Gostaria de agradecer a Mari Novaes, por ter recomendado NSAPM e dedicar este capítulo a ela. *-*

Em algum dia de Julho do ano de 2007...


O jornalista fitava, diga-se ainda incrédulo e entorpecido, o local onde a pouco Isabella havia se materializado e olhado na perspectiva de um terceiro a cena entre ele e a irmã, concluído tudo errado e fugido. Literalmente fugido. Naquele momento teve certeza de que, se existia um Deus no céu – e Edward realmente acreditava nisso – Ele não estava jogando do seu lado. Jamais estaria. Afinal, qual era a probabilidade de uma situação semelhante acontecer com qualquer outra pessoa?



Alice voltara a tagarelar sobre Rosalie e sobre a maneira como ela estava – ou parecia estar – envolvida e realmente apaixonada pelo tal figurão de Hollywood, enquanto fazia uma sugestiva comparação entre o relacionamento da irmã e Emmett, com o relacionamento dela e Jasper.



– Então, você não concorda comigo, Edward? – a pergunta exigente de Alice o chamou de volta a New York, a Starbucks e por fim a mesa em que eles permaneciam sentados. Mexendo em sua grande xícara de café, ainda intacta à sua frente — era muito café, na verdade. Alice sempre exagerava... – ele buscou pelas palavras certas para responder a pergunta da irmã.


– Hmmm, eu não sei Alice. Veja bem, acho que deveríamos sim dar um voto de confiança para Rosalie e esse relacionamento, tendo ele começado de forma errada ou não. Quer dizer, ninguém por mais velho e mais experiente que seja, pode definir o que é certo e errado? Tudo se transforma muito de pessoa para pessoa. Quem sabe ela não mudou? Isso é possível, não é?! Bom, não sei. Mas acredito que coisas estranhas acontecem com as pessoas quando elas estão apaixonadas, afinal. – Edward concluiu seu pensamento, lembrando-se da cena patética que acabara de protagonizar com Isabella. Realmente aconteciam coisas estranhas com os apaixonados. Tão estranhas que chegavam a ser um tanto ridículas.

– Oh meu Deus! – olhos castanhos, úmidos e arregalados o encaravam com certo espanto. Teria ele falado algo errado e magoado Alice? Repassou mentalmente seu pequeno discurso. Não. Não havia nada ali que a ofenderia ou magoaria, tampouco. Argh! Como Alice era sensível.

– Mas o que foi agora, Alice? – perguntou com a voz irradiando um tantinho de irritação.

– Edward, eu nunca te ouvi falar assim irmão. Tão sentimental. No bom sentido, é claro. Não se ofenda de forma alguma com meu comentário. Ok? – Alice quebrou o espaço entre eles, buscando afagar novamente a mão do irmão. Esse era um costumo dos dois adquirido na infância.

– Ok. – respondeu com um meio sorriso descaradamente estampado no rosto. Sentiu-se um pouco... estranho, em relação ao comentário da irmã. Mas não demonstrou isso para Alice, pois sabia que tais palavras não eram uma crítica negativa, e sendo assim ela não as usou para ofendê-lo. Afinal, ele não era assim insensível. Ou era? Decidiu adicionar mais este assunto no rol de “questões para se pensar mais tarde”. Depois, quando não tivesse um probleminha pendente para resolver, por óbvio chamado Isabella Uley.

Edward já planejava um breve adeus – na verdade nada breve, uma vez que o outro indivíduo da relação era sua espevitada irmã – quando a curiosidade de Alice falou mais alto. Como sempre.

– Eu quero... não, eu preciso conhecer essa moça que transformou meu irmão. – disse ela cheia de ternura no olhar.

– Alice, eu já disse que é...

– Complicado. – ela terminou a frase dele, revirando os olhos em sinal de tédio. Edward riu.

– Quando tudo se resolver, você irá conhecê-la. – prometeu com sinceridade.

– Ok. – respondeu com um biquinho infame. Alice sempre conseguia o que queria de Edward. Seja a que custo fosse. Na relação de irmão mais velho, ele sempre se sentiu responsável por ela. Por seu bem estar e felicidade. Ainda se sentia assim, mesmo estando ligeiramente distante.

– Ah pequena, mas que droga! Não faça essa cara de cão vira-lata faminto. – soltou a mão dela, e passou nos cabelos revoltos. Os fios cor de bronze já estavam excessivamente grandes de novo.

– Ah Edward... Sou curiosa. – tratou de se desculpar, dando de ombros, como se esse fato fosse incontestável. E realmente era...

Eles se olharam por alguns instantes. Alice mantinha uma sobrancelha arqueada. Mas nada falou. O silêncio dela era incomum, em qualquer circunstância que fosse. A pequena sempre tinha algo a dizer ou perguntar. Isso era um dos traços marcantes de sua personalidade. Tinha sempre palavras confortadoras em tempos de tristeza. Palavras de cumplicidade em tempos de alegria. E perguntas em demasia capciosas em momentos de curiosidade. Em momentos como esse, por exemplo. E foi aí que Edward percebeu que havia perdido essa batalha. Apenas esperou pela pergunta.

– Me diga só uma coisinha... – sibilou ela, tentando parecer séria.

– Ok... uma coisa apenas. – respondeu levantando o dedo indicador para enfatizar que responderia a apenas uma pergunta. Arrependeu-se na mesma hora. Ele não sabia o quanto Jasper tinha contado a ela. Quer dizer... sabe se lá o que Alice perguntaria. No momento seguinte Edward teve um insight. Percebeu que não deveria se arrepender de, de certo modo, ter “baixado a guarda” em relação a este assunto. Nem mesmo ele tinha resposta para as perguntas mais importantes, que rondavam o passado da morena. Meros segundos se passaram entre os extremos dúbios pelo qual a mente dele vagou. – Pode perguntar, Alice. Estou ouvindo.

– Como ela se chama? – Alice se debruçou na mesa para sussurrar a pergunta. Era como se eles estivessem compartilhando um segredo. Exatamente como faziam na infância.

Edward examinou o rosto cheio de uma expectativa inocente da irmã, que prestava total atenção nele. Concluiu que ela deveria estar mesmo engajada em descobrir a identidade de sua namorada – se ele já não tinha certeza desse status antes, agora então muito menos — distante, afinal Alice era uma pessoa de muito falar. E nada de ouvir. Isso meio que o comoveu. Poderia dar isso a ela? Por que não? Era só um nome mesmo.

– Ela se chama Isabella. – confessou. O Shakespeare apaixonado dentro dele pronunciou aquele conhecido nome com tamanho respeito e reverência que fez o couro cabeludo de Edward formigar. Não seja ridículo cara! Pensou.

– Isabella. – repetiu a pequena irmã de Edward. E lá se foi Alice filosofar na lua – É um bonito nome. É italiano, não?! Quer dizer, não conheço muito a origem dos nomes, nunca me interessei por isso. Mas tenho quase certeza de que Isabella é um nome italiano de origem hebraica, não é?! Não sei. Fico me perguntando se ela...

Naquela altura da conversa Edward já havia se desligado do discurso da irmã, de novo. A simples pergunta de Alice subitamente abriu uma nova vertente no quebra-cabeça que era a vida da vendedora. Ela era italiana? Por isso tinha um tutor nos EUA? Por que ele nunca pensou nisso antes? Era algo tão simplório a ser pensado. Tão primordial. Praticamente fazia parte da cartilha do “bom investigador” vasculhar a origem do nome do investigado. Por fim ele comprovou – um tanto colérico, deve-se ressaltar – que Isabella efetivamente ludibriava os seus mais perspicazes sentidos de jornalista. Mudar isso era preciso...

– Edward? Edward? – Alice estalou pela terceira vez os dedos na frente dos olhos do irmão.

– Hmmm...? Ah desculpa. Eu estava... pensando nessa possibilidade. – explicou-se.

– Que possibilidade? – Alice franziu o cenho, parecendo confusa.

– De Isabella ser italiana.

– Pelo jeito você não sabe muito dela, não é?! – perguntou, complacente.

– É... não muito. – confessou.

– E ainda assim você está apostando nessa relação...?

– Eu sei tudo o que preciso saber, por enquanto. E isso basta. – isso era verdade. Pelo menos para ele.

– Ih rapaz... então o negócio é mais sério do que eu imaginava. – disse Alice soltando uma risadinha.

– Pois é... me parece mais sério do que eu imaginava também, confesso. – declarou, à medida que trocava um sorriso de pura lealdade com Alice. Lealdade que sempre existiria entre os irmãos.

Eles engataram uma conversa de aproximadamente mais vinte minutos, falando de amenidades. Programas de televisão que estavam passando. Filmes que estavam em cartaz. Peças de teatro. E no decorrer da conversa ficou nítido que Edward não estava por dentro desses assuntos. De assunto nenhum, na verdade. Estivera tanto tempo focado em Isabella e em seu trabalho, que se esqueceu de todo o resto. Pela terceira vez no mesmo dia ele tinha a prova de que sua fascinação por aquele par de olhos castanhos amendoados estava exacerbada. Tentando disfarçar o evidente, decidiu perguntar sobre a academia de ballet que Alice a pouco assumira, pois era um assunto na qual se lembrava – mesmo que vagamente – e que poderia perfeitamente se encaixar naquela conversa.

– Alice, como vão as coisas na academia de ballet? Já está aberta? – e de repente, como em um passe de mágica, ele estava mesmo interessado no trabalho da irmã. Era uma satisfação ver os desejos de Alice de tornarem realidade.

– Vão muito bem. Estou terminando a reforma do salão principal. A obra está prevista para ser entregue ainda essa semana. Com isso já posso abrir as matrículas. – respondeu Alice animadamente. O fato de Edward se lembrar de sua academia lhe tocou... e até emocionou. Isso não passou despercebido por ele.

– Reforma é? Que coisa boa, Alice. Mudanças assim são sempre bem vindas. – a encorajou.

– Tenho que passar lá na obra daqui alguns minutos, para conferir como vão as coisas. Você... quer ir comigo? – a pergunta veio carregada de carência. Edward se sentiu um trapo de irmão. Pelo visto ele estava muito mais longe do que imaginava estar.

– Claro que eu quero. – aceitou prontamente.

Seria ótimo ocupar a cabeça com algo diferente. No mais, se isso deixaria Alice feliz, por que não fazer?

E juntos eles saíram da Starbucks rumo à academia de ballet.

Xxx

O convite surgiu ali mesmo, bem no meio dos sacos de cimentos, massa corrida, gesso, grandes espelhos e dos obreiros que passavam freneticamente de um lado para o outro, terminando um reparo aqui e ali.

– Nossa pequena, estão fazendo um ótimo trabalho aqui, hein! – elogiou Edward, enquanto olhava atentamente as barras de ferro fixadas nas paredes, harmonicamente trabalhadas em gesso branco. Tudo ali tinha a cara de Alice. – Muito bom mesmo. Qual o nome do engenheiro?

– Edward... – ela disse de vagar.

– O que? Ele tem meu nome? Não brinca. – ele riu.

– Não! Errr... Edward, por que você não almoça lá em casa hoje? A dona Esme vai adorar ter você sob o mesmo teto novamente. – pediu Alice de repente. Os olhos fixos no irmão.

– Hmmm... almoço Alice? – a ideia não agradava muito ele. Não quando Edward tinha tantos assuntos pendentes a resolver e não queria mais adiar.

– É. Vamos lá, Edward. Qual o problema? É só um almoço com sua família. Ou vai me dizer que você sofre de deipnofobia agora? – disse exasperada, com as pequenas mãos nos quadris. Alice era assim... uma leve brisa anunciando um devastador furacão.

– Você disse deipnofobia? – zombou ele. Será que Alice sabia o que era aquilo?

– Qual é? Vai me dizer que não sabe do que se trata? É aquela fobia de pessoas que tem medo das conversas à mesa de refeição. – explicou jogando uma das mãos para o ar.

– É claro que eu sei do que se trata. Mas não sofro disso não. Pelo menos não que eu saiba. – franziu o cenho, no intuito de dramatizar sua frase.

– Então está com medo de almoçar com a sua família, maninho?

– De forma alguma. É só que... – ele até que tentou responder. Mas foi interrompido pelo furacão de um metro e meio, parado em sua frente.

Alice pegou rapidamente o celular e discou um número. O sorriso vitorioso se alargou em seus lábios cobertos de batom cor de rosa e permaneceu ali até o final da ligação.

– Oi mamãe! Escute, pode pôr mais um lugar na mesa. É eu consegui. O Cullen recluso irá almoçar em casa. Não é incrível? Ok. Beijinhos.

– Alice, o que foi isso? – perguntou boquiaberto. Onde estava o livre arbítrio mesmo, afinal?

– Isso foi eu resolvendo o seu problema irmão.

Xxx

Ao menos Edward conseguiu convencer Alice de que precisava passar em seu apartamento antes do tal almoço, para tomar um banho, retirar a poeira branca que a reforma no estúdio de ballet deixou nele, a fim de chegar apresentável na casa dos pais.

O banho na verdade era o de menos. Um pretexto dentro de um contexto.

Ele aproveitaria o tempo livre e sozinho – uma vez que a irmã seguiu direto para casa, sob a promessa dele de não furar no almoço – para procurar o pequeno e amassado pedaço de papel impresso em cores escuras, que Isabella chamava de cartão. O cartãozinho da loja dela. Assim ele teria diante de si duas possibilidades. Uma menos provável que a outra, é verdade. Mas não custava nada tentar... Afinal, o que ele tinha a perder mesmo?

Depois de uma ducha rápida, Edward colocou uma calça jeans, camiseta branca, seu par de all star preto e foi à procura do cartão. Encontrou o pequeno cartão fazendo às vezes de um marca páginas, em cima de sua estante de livros do quarto. Teria herdado a mania de marcar páginas de livros com qualquer objeto, assim como costumava fazer Isabella? Lembrou-se da morena marcando a página de O Palermo das aves de Geoffrey Chaucer com um lápis. Sorriu com a lembrança simples. Tocou o pedacinho de papelão. Não resistindo à tentação, levou-o ao nariz para constatar se o cheiro dela ainda estava impregnado lá. E estava. Agora era apenas um leve odor doce e amadeirado. Ainda divino e perfeitamente capaz de lhe confundir os sentidos. Aquilo era a coisa mais próxima que ele possuía dela. Um cartão velho e amassado.

De repente Edward estava nervoso.

Tenso, foi até a sala do apartamento à procura de sua mochila. Encontrou-a jogada no canto do sofá. Tateou os bolsos procurando seu celular. Não foi difícil de achá-lo. Sem nenhum traço de dúvida, pegou o aparelho e discou os números impressos no cartão da “IU Artigos Musicais”. Respirou fundo e apertou send... a ligação caiu na caixa postal. Claro! O telefone era da loja de artigos musicais, que por causa dele continuava fechada. Mas Edward não se deixou desanimar e seguiu com a segunda parte do plano.

O que não significava que ele não continuava nervoso.

Abriu o notebook e começou a esboçar um e-mail, para o endereço eletrônico que constava impresso no verso do cartão.

_____________________________________________________

De: Edward Cullen
Data e horário: 20 de Julho de 2007 – 11h37min
Para: IU Artigos Musicais
Assunto: Explicando o mal entendido
Prioridade: Alta

Querida Isabella, bom dia.

Gostaria de esclarecer o mal entendido de hoje mais cedo.

Sei que era você do lado de fora da Starbucks. Digo isso porque, em determinado momento, consegui ver seus olhos e para mim não restam dúvidas. Seus doces olhos, lindos... que para mim são difíceis de esquecer. Impossíveis de esquecer, eu arriscaria dizer.

Elogios – sinceros — à parte, gostaria muito de esclarecer que a moça que você viu à mesa comigo, não era uma namorada ou companheira. Era apenas minha irmã Alice. Por favor, não pense que é diferente disso.

Estou esperando você me procurar, de novo.

Sinto sua falta...

Um beijo, Edward Cullen.

__________________________________________________________

A seta do mouse permaneceu morbidamente parada em cima do ícone “enviar” do Outlook, enquanto Edward relia o e-mail pela quarta vez consecutiva. Para que tudo isso mesmo? Sentiu-se ridículo. Por que ela responderia aquele e-mail? Era uma verdade que soava mais como uma mentira. Até mesmo para ele. Respirou fundo e apertou o botão enviar. Arriscou.

Quase que instantaneamente retornou uma mensagem automática, informando que aquele endereço eletrônico não existia mais. Ela havia cancelado a conta de e-mail... por que ele não estava surpreso? Era uma atitude tão característica dela. Típica de quem quer se proteger. Típica de quem quer se isolar do mundo. Típica de alguém assustadoramente presa aos monstros do passado.

“Pobre Isabella”. Pensou sentindo o coração pesar e dobrar de tamanho. Mas, muito mais que isso, aquela mensagem automática desencadeou nele um desejo latente de proteção. Um desejo de lutar por algo até o final. De preservar aquela moça de seu passado sombrio. E acima de tudo, de resguardá-la de si mesma. Ela precisava dele para superar aquilo... Seja lá o que aquilo fosse! O ego obstinado dentro dele gritava que o levaria até as últimas consequências por ela. Até se esgotarem todas as possibilidades. Ela precisava dele!

Os olhos de Edward vagaram para além da tela do computador durante alguns minutos, procurando algo com que pudesse trabalhar. Concentrou-se em um exercício novo e até certo ponto difícil, lançando para além dele todo o sentimento que nutria por Isabella, não querendo que nada interrompesse suas importantes reflexões. Abandonou os traços de sentimentalismo e optou pelo lado lógico e racional de ser. Assim como faria Sherlock Holmes, pensou. Sua mente de jornalista, finalmente trabalhando rápida, atrás de uma alternativa plausível, assim como ele gostava. Sim, exatamente como Holmes.

Então a ideia lhe ocorreu de repente...

Ele prometeu que não investigaria o passado dela. E cumpriria com excelência e honradez essa promessa, até quando isso não atrapalhasse o relacionamento que planejava ter com Isabella. Até quando não representasse um empecilho no futuro. Sabia, no entanto, que havia prometido também esperar o tempo dela para voltar aos seus braços. E deu na merda que deu. O destino – na qual ele custava a acreditar – riu descaradamente deles, através daquele vidro no Starbucks. Era nessa vertente do jogo que ele teria que mexer. A regra do jogo que ele teria que mudar. Agora estava nítido como água cristalina. Essa promessa Edward não poderia cumprir mais. Não poderia esperar pelo tempo dela, pois isso só estragaria ainda mais as coisas. Teria que agir. Trabalhar com as armas que tinha.

E no mundo só existia uma pessoa na qual Edward poderia confiar plena e condicionalmente, para ajudá-lo no que estava começando a planejar. Afinal, assim como Holmes ele também tinha seu Dr. Watson. Não foi difícil localizar o nome do amigo na agenda do seu ifone. Rápido e habilidosamente digitou um sms.

“Jasper, preciso falar contigo. Urgente. Avise-me quando desembarcar em Londres e puder atender. Boa viagem. E.C.”.

Assim que enviou o sms Edward lembrou-se de uma época não muito distante, quando não queria compartilhar nada que dissesse respeito à Isabella com ninguém. Nem mesmo com Jasper. Pensou com pesar que se tivesse deixado o egoísmo de lado, e envolvido o amigo no começo da coisa toda, poderia ter evitado metade desse sofrimento e constrangimento. Afinal, Jasper sempre o ajudaria. Disso ele tinha certeza.

– É Edward... você agiu como um idiota. – disse para si mesmo.

Sentindo-se estranhamente descolado no meio de sua própria sala de estar, pensando no quanto era injusto o que Isabella estava fazendo, para ambos os lados. Era injusto priva-los de desenvolver aquele sentimento. Ela teria que perdoá-lo e tentar entendê-lo. Depois... ele cuidaria dessa parte depois. Cada coisa ao seu tempo.

Edward tinha feito sua escolha.

Iria encontrar Isabella.

Notas finais
Notas da beta:
Olá pessoal!!! Tudo bem?!
Awnnnnnn o que não faz um homem apaixonado, não rs?! Edward tem todos os sintomas ahaha: distração, fugas momentâneas, adoração pelo objeto amado, enfim... e não escapou nadinha da adorável Alice ;)
Pois agora tenho que dizer que muito aprovo a determinação do Edward em encontrar sua Isabella!!! Quero demais que ele acione todas as fontes possíveis e imagináveis, jáaaa heheh!!! Alguém P.R.E.C.I.S.A dizer/mostrar para ela que tudo não passou de um mal entendido, certo?! Quero encontro... encontrooo... encontrooooo... (Bem... é nessas horas que apelamos para a autora, para diminuir nossa sofrimento rs... e do jornalista também heheh). Sofro só de pensar o que passou pela cabeça da Isabella quando viu a cena dos irmãos, isso sem contar o quanto ela não deve ter lutado contra as próprias convicções ao decidir procurá-lo! Agora só nos resta torcer para que o Edward encontre não apenas o paradeiro da morena, mas também o caminho do seu coração! Recomendações e comentários para a Juh??? Sempre bem-vindos ;)
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
..........................
Notas da autora:
Olá meninas!
Bom... primeiro gostaria de desejar um feliz ano novo para todas! Que 2013 seja repleto de felicidade e sucesso para nós! =)
Espero que tenham gostado do capítulo. Não deixem de comentar... please! rsrs Preciso muito entender como vocês estão sentindo o enredo. Pensei em inserir algumas lembranças do passado da Isabella. Fiquem atentas a isso nos proximos capitulos.
Obrigada a todas que enviaram MPs perguntando da atualização de NSAPM. O carinho de vocês é motivador!
Sejam bem vindas as novas leitoras!
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice
@juhcantalice