Não Espere

8 Pensamentos Obscuros


Notas iniciais
+ um cap! (:
sorry pela demora..sem tempo pra escrever e postar..=/
cap um pouquinho deprê..a Lu tá na fossa, gente kkkk =P
a música que coloquei é mais pq é beeeem dark e tem haver com o que a Luna vai fazer..u-u
Boa leitura!

" Você vai implorar por mim. Não haverá outra maneira. Jamais se livrará de mim."

Acordei gritando depois de escutar o sussurro desconfortável da Morte.

Eu estava suada e tremia um pouco; o meu cabelo, totalmente bagunçado. Respirando ofegante, me deparei com Leon olhando pela janela com as mãos no bolso. Parecia muito sério.

- Quanto tempo fiquei capotada? — perguntei tirando cabelo do rosto.

- Muito tempo — ele se virou pra mim.

Engoli em seco.

- Sei o que está pensando. Eu...

- Não tem problema, Luna.

Eu o olhei melhor e ele suspirou, sentando na cama ao meu lado. Depois, tomou minha mão e encostou sua testa na minha.

- Sei que Marion contou a história dela à você — disse ele. — E eu quase fui a causa da morte dela. Eu a deixei sozinha; por conta própria, quando eu era a única chance de esperança dela.

- Não sei se deveria acreditar nela. — eu bufei. — Há várias possibilidades, Leon. Ela pode estar fazendo isso pra nos separar. E pode ser por vingança também — acrescentei. — Lembre-se: ela é filha da Morte.

- De qualquer forma, não vou deixar que aconteça com você o mesmo que houve com ela — ele falou, decidido. — Você não vai se entregar às trevas.

- O que você quer dizer? — eu o olhei com cuidado.

- Eu não queria fazer isso, Luna — ele levantou. — Mas lá fora, você é um risco para si mesma.

- Espera, o que... — só me dei conta do que ele iria fazer quando ele abriu a porta. — Você não pode fazer isso! — me espantei e dei com as mãos na porta. — Não pode me trancar aqui!

Tentei mexer na maçaneta e estapear a porta, mas nada adiantou. O que eles pensavam que eu era? Uma psicopata que sairia matando todo mundo? Eu era tão perigosa assim?

Olhei pelos lados tentando achar alguma coisa. A única alternativa era fugir pela janela. Baguncei todo o quarto a fim de achar algo para quebrá-la. Acabei encontrando um taco de baseball, e fui de encontro à janela com toda a força.

Mas a janela apenas trincou e voltou ao normal. Suspirei.

Notei que eles provavelmente previram que essa seria minha primeira ideia na cabeça. Muito inteligente, de fato.

Mas eles esqueceram que eu tinha um dom imensurável: o de sempre conseguir escapar.

Pus as mãos na janela e fechei os olhos. Como esperava, a janela abriu espaço, e sorri. Ela só evitara ataques diretos, como imaginei. Sem delongas, me espremi como pude e me encolhi lá fora.

A primeira coisa que recebi foi uma rajada de vento, e tive que me segurar firme. Com passos curtos, consegui chegar até a outra extremidade, onde me abaixei para que não me vissem. Caminhei — praticamente engatinhando — pelo estreito caminho. Finalmente, escorreguei e caí no chão, sem ferimentos.

Corri em disparada até sair dali e chegar ao centro da cidade. Eu estava sozinha — o que era um risco — mas nada justificava o fato de terem que me prender. Era pior do que encarar a própria Morte.

Caminhei sem destino pelas ruas pensando comigo mesma. Será que todos tinham medo de mim? Seria, me prender, uma medida desesperada de me salvar?

Meio perdida, me vi entrando em um supermercado cheio. Um calafrio percorreu minha espinha. Ignorei.

Resolvi ir ao banheiro. Assim que terminei de lavar as mãos, ao olhar o espelho, soltei um grito.

Havia alguém vestido de negro do outro lado do espelho — como se estivesse dentro. Além disso, o espelho estava ensanguentado.

Saí às pressas; quase correndo. Sem querer, acabei topando em alguém.

- Desculpe... — murmurei, mas logo arquejei ao ver Marion.

Não era ela!

A Morte estava tentando me confundir. Por outras vezes, vi vários rosto conhecidos me rondando — até Leon.

" A Morte vai usar as pessoas que você mais ama contra você.", lembrei-me do que Lissa dissera.

( Evanescence — Tourniquet )

Assim que saía do supermercado, vi dois homens totalmente de preto e a cabeça coberta por um capacete preto com o visor abaixado, entrarem. Eles pareciam vasculhar o lugar e não dava pra saber pra que lado olhavam. Me abaixei perto do balcão por precaução. Logo escutei um tiro. Eles estavam armados!

Me levantei pelo susto e decidi correr com a multidão assustada.

Foi aí que vi.

Eles se viraram na minha direção. Eu era o alvo.

Um deles apontou a arma direto pra mim. Como se fosse em câmera lenta, pude vê-lo disparar e a bala seguir o caminho certeiro para o meu peito. O calafrio me fez agir e desviar. O pânico tomou conta das pessoas.

O outro começou a correr na minha direção. Pouco tempo depois, começou a atirar, seguido pelo comparsa. Atarantada, eu tropeçava entre as pessoas.

Aqueles atiradores...seriam eles humanos?

Dessa vez, eu estava muito encrencada. Provavelmente, se eu tivesse muita sorte, eu não acabaria o dia morta.

Os atiradores marchavam para me executar; com a arma em riste. Meu coração se apertou. Haviam muitas pessoas ali. Estariam feridas? Estariam mortas por minha causa?

Chorei. Chorei por tudo. Abracei os joelhos escondida atrás da porta dos fundos. Eles me achariam; de qualquer forma. Não havia a menor chance de fuga pra mim.

Eu realmente merecia aquilo?

Merecia. Porque estava na hora de implorar pela Morte.

- Ei, psiu.

Não sei de onde veio aquela voz; mas parecia perto, e me levantei.

- Por aqui. — prosseguiu, como se me vigiasse; e em seguida, jogou uma pedra na parte inferior da porta dos fundos, onde eu poderia escapar. Com um pouco de esforço, eu passaria por ali.

A porta que dava acesso ao meu esconderijo estava prestes a ser arrombada. Sem aviso prévio, corri e escorreguei por debaixo. Lá fora, olhei para os lados e vi que minha única chance era subir pelos prédios, já que era um beco pequeno. Enquanto eu subia, me apoiando onde podia, senti mais um calafrio.

Vamos nos encontrar de uma vez, pensei comigo mesma, focando na Morte.

O prédio não tinha uma altura muito grande; talvez só o suficiente para uma queda mortal. Senti minhas pernas bambearem e suar frio. Eu não tinha medo de altura, mas engoli em seco mesmo assim. Sentindo o vento em meu rosto, uma ideia me ocorreu.

Talvez, aquele era o momento oportuno que meu Ceifador tanto esperava.

- Sei que está aí — falei para ele ou ela. — Você venceu. Quer que eu me entregue agora? É o que vou fazer. Vamos, pode aparecer. — insisti. — Queria ao menos ver quem você é. Parabéns, você sempre consegue o que quer.

Nenhuma resposta.

Dei um passo adiante. Eu sabia que suicídio não era uma forma muito honrada de morrer. Desespero, talvez, seria o grande motivo que levava muitas pessoas a praticarem tal ato. A Morte devia adorar — afinal, era menos trabalho. Talvez, quando fosse meu enterro, eu seria homenageada. Marion teria o caminho livre para Leon. E todos que estiveram comigo até ali...bem, a dor não passa — ela só é esquecida.

Totalmente derrotada e entregue, comecei a caminhar. Sinceramente, eu não esperava morrer daquela forma. Não havia ninguém para me salvar. Eu estava só. Completamente e unicamente só.

Eu já enxergava a imensidão lá embaixo e me preparei pra me jogar e acabar com a minha dor e a que estava causando aos outros.

Mas algo aconteceu, e eu não caí. Pelo contrário.

Fui puxada de volta por uma força invisível.

- Mas que merda! — eu me virei bruscamente para ver Lissa me olhando muito séria.

Minha expressão frustrada foi se desmanchando aos poucos, enquanto ela permaneceu incrédula, me olhando como se eu fosse louca. Bem...provavelmente eu estava mesmo.

- Luna... — murmurou ela. — Mas que porcaria você queria fazer?! Você ia mesmo se matar?!

- Se você não tivesse me segurado, é eu ia sim — falei, consternada e com raiva. — Estou cansada disso! Está me enlouquecendo!

- E pra provar isso, ia se matar — ela falou com um certo escárnio. — Luna! Você sempre foi tão inteligente... — lamentou. — Não percebe? O Ceifador está usando a sua mente contra você.

- Acha que não vejo isso? — eu disse. — Mas eu não aguento mais! — gritei.

Lissa olhou pelos lados e tomou minha mão.

- Vem comigo.

Lissa e eu fomos até uma cafeteria movimentada, onde sentamos afastadas para conversarmos melhor.

- Não tem jeito, Luna. O veneno do Pesadelo só vai sair de você, se você lutar — falou ela.

- Eu sei disso — garanti. — Mas essa ideia não passa pela minha cabeça.

Ela apertou minha mão.

- Se eu pudesse ajudar...

- E você, hã? — sorri um pouco. — Não consegue cumprir as próprias promessas?

Ela revirou os olhos.

- Não podia deixar você se matar. Eu disse que ia embora — ela engoliu em seco e me olhou. — Mas...

Eu levantei uma sobrancelha, esperando.

- Mas?

- Eu sou o único elo que você tem. — ela se rendeu.

- Você nunca me deixaria.

De repente, o vidro da porta se quebrou do nada. Rapidamente, Lissa e eu nos abaixamos. Logo vi o porquê: os mesmos atiradores haviam me seguido até ali.

- O que eles são? — perguntei enquanto me arrastava atrás de Lissa.

- Caçadores — contou ela. — Uma espécie de matadores de aluguel.

- Eles fazem o trabalho sujo?! — me espantei. — Quanta preguiça por parte da Morte, não?

Ela riu.

- São pessoas que estão perto de morrer ou fizeram algum tipo de pacto com o seu Ceifador em troca de mais "tempo". Como uma espécie de imortalidade.

- Como fugimos deles então?

Ela me olhou.

- Não dá pra fugir. Temos que enfrentá-los.

- O quê?!

Do nada, Lissa me puxou pra fora. Como cães farejadores, os atiradores nos seguiram enquanto seguíamos para um lugar mais deserto.

- Vamos distraí-los — ela começou. — Quando for a hora, você pega um deles.

- Como vou fazer isso? — quis saber.

- Você saberá.

E parecia que eles não estavam sozinhos. Meus calafrios denunciavam que havia algo errado por ali. Era ele.

- Lissa — sussurrei. — Tenho uma ideia.

- Tenha cuidado — avisou.

Eu me virei; meu coração acelerando. Minha vida seria decidida agora.

- Ei! — gritei. — Aqui!

O atirador percebeu e marchou na minha direção, com a arma em riste, e o dedo no gatilho. A qualquer momento, ele poderia atirar. Lissa permaneceu uma estátua.

- Luna... — gemeu ela.

- Tudo bem — eu a tranquilizei. — É melhor assim.

- Deve haver outro jeito — disse ela.

Eu recuava para trás, apenas mirando a arma apontada pra mim. De repente, o atirador e eu paramos; apenas nos encaramos. A arma ficou a um centímetro da minha testa. Olhando pelo visor para ver se via alguém por trás do capacete, tudo aconteceu rápido.

Num golpe, eu pulei em seu pescoço, e a arma caiu para um lado e nós rolamos para outro. Lissa gritou. Enquanto ele tentava se esquivar de mim, eu forçava seu capacete para abrir.

Por um milagre, o capacete rolou para um canto e eu, ofegante, me assombrei ao reconhecer o atirador, e arquejei.

- Jason?!

Notas finais
Deixem reviews se gostaram, please!
vou dar o meu sangue pra postar logo logo o prox! o.O
Xero e bye bye..