Não Desista. Nunca Desista.

9 Capítulo 8 - Uma Voz Na Escuridão


Notas iniciais
Pessoas eu dei uma olhada rápida na ortografia então qualquer erro me avisem pra eu arrumar por favor. (:
Boa leitura *-*

Capítulo VIII

15 de agosto:

Apartamento Callie e Arizona, 14:00hs.

Três dias depois de que Cristina a entregou a carta de resgate que havia encontrado no hospital, o Sr. Carlos estava se preparando para ir ao terminal de ônibus de Seattle, havia chegado o momento de fazer a entrega do resgate, seguindo as instruções dos sequestradores na nota escrita a mão por Callie. A polícia o seguiria a uma distância segura, utilizando o chip GPS que o Sr. Torres havia injetado em si quando soube da notícias das mulheres assassinadas.

O que nem a polícia, nem o Sr. Torres suspeitavam é que uma vez que o Sr. Torres recebeu a primeira ligação dos delinquentes no terminal de ônibus, o chip que os sequestradores haviam enviado se ativaria e distorceria o sinal de qualquer outro dispositivo que Carlos levasse consigo, com o qual a polícia perderia seu rastro a pouco tempo de começar a seguir o pai de Callie. Dessa forma, os sequestradores teriam liberdade para que nas horas seguintes Carlos depositasse cada maleta com o dinheiro do resgate nos lugares que eles informariam progressivamente durante sua travessia. Normalmente os lugares marcados eram locais ermos, pouco movimentados que Robert havia pesquisado. Muito próximo dele estava Peter monitorando com a ajuda de um aparelho portátil a trejetória de Carlos. Depois de deixar a última maleta, disseram a Carlos que permanecesse duas horas mais no terminal de ônibus. Essa instrução tinha como objetivo confundir a polícia para o caso de qualquer dispositivo de Carlos conseguir algum sinal. Assim que enquanto Carlos perdia tempo sentado em uma cadeira no terminal de ônibus, os sequestradores fugiriam com o dinheiro do resgate.

Frink Park, 06:30hs

Em três noites Callie já tinha conseguido tirar os 16 parafusos que sustentavam a pena no piso. Tinha os dedos das mãos machucados e escapelados, mas já estava pronta para escapar. O processo havia demorado porque como ela mesma suspeitava o ferro que servia como chave improvisada era muito fraco e foi muito complicado desparafusar todos os parafusos. Por outro lado havia feito o trabalho sempre de noite para evitar que nas entradas ocasionais do homem latino ele descobrisse e que os planos fossem por água abaixo.

Com respeito ao que ia fazer para sair do quarto, Callie já tinha um plano. O homem latino entrava no quarto de tarde para fazer a limpeza, enquanto fazia o trabalho tinha ordens de seus cumplices, segundo dizia ele, de prender Callie a uma cadeira, mas a cada dia que passava Callie percebeu que o homem a olhava com mais e mais desejo e ela decidiu usar isso a seu favor. Agora só teria que esperar qye o homem viesse limpar o quarto para poder colocar o plano em prática.

Como sempre, por volta das 18:30hs, o homem latino entrou no quarto e fez todo o procedimento de amarrar Callie a cadeira. Callie obediente sentou na cadeira, mas enquanto o homem a amarrava ela começou a fingir certo interesse por ele com um olhar sedutor. O homem se deu conta e enquanto a amarrava foi ficando cada vez mais nervoso, pois morria de vontade de tê-la para si, mas sabia que se Robert soubesse disso o mataria sem dúvida. Não obstante, seus pensamentos de auto proteção caíram por terra quando Callie disse com uma voz sedutora.

Eu sei que você me deseja e eu já estou a tanto tempo aqui presa, não aguento mais, quero algo de ação e sei que você pode me dar o que eu quero, mas presa a uma cadeira não, me desamarre e vamos ver o que você pode fazer.

O homem com os olhos cheios de desejo fez o que Callie pediu e ela se levantou e parou em frente a ele seu rosto a poucos centímetros do homem e com todo o nojo do mundo aproximou seus lábios dos dele, quando o homem fechou os olhos aguardando a sensação mágica que seria beijar aqueles lábios da bela latina, Callie com toda a sua força o empurrou, o homem bateu a cabeça em uma das madeiras da cama e caiu desacordado, mas vivo, Callie então aproveitou e o amarrou a cadeira.

De Volta a Frink Park, 19hs

Robert e Peter voltavam de carro, visivelmente felizes, já tinham em seu poder os vinte milhões de dólares pagos por Carlos para o resgate de sua filha, aquela que ele não veria mais segundo Robert. Estavam a poucas quadras da casa onde estava a mulher cujo o resgate acabavam de cobrar.

Sótão da casa de Frink Park, 19:05hs

Callie terminou de amarrar o homem a cadeira e saiu correndo para a parte superior da casa, quando subiu abriu a porta de entrada principal e se deu conta assustada de que um carro estava chegando, mas mesmo assim saiu, se escondeu atrás de uma mata e esperou os dois homens que vinham no carro descessem e entrassem na casa. Logo saiu correndo até o bosque próximo, temendo que se fugisse pela rua os homens a descobrisse mais facilmente. Corria o mais rápido que podia, levando em sua mão a grande “cadena” que tinha presa a seu tornozelo, o que dificultava e muito a corrida pois era pesada e grande então se engachava com facilidade nos arbustos.

Os homens entraram na casa e chamaram por Alberto, mas esse não respondeu, estranhando o comportamento Robert desceu ao sótão para checar se havia algum problema e quando viu Alberto amarrado a cadeira o agarrou na camisa e perguntou furioso o que havia acontecido, mas Alberto não conseguia arrumar as palavras para formar uma frase coerente, estava totalmente aturdido da pancada na cabeça ainda. Robert raivoso gritava palavrões a Alberto e a si mesmo, por ter deixado ele um latino cuidado da bela latina, estava tão furioso que em uma questão de segundos sacou a pistola e disparou uma bala no meio da testa do homem. Alberto estava morto.

Apartamento de Callie e Ariona, 19:05hs

Arizona estava em seu apartamento com os olhos no notebook que os policiais tinha instalado para monitorar qualquer movimento nos chips GPS que Callie levava consigo quando a sequestraram.

Levando em conta que rastreamento do chip era feito 24 horas e Cooper tinha que descansar em algum momento, Carlos, Lucia e Arizona montaram uma escala de revezamento para ajudar o policial a monitorar, assim todos poderiam descansar e alguém sempre estaria monitorando o sinal. Assim, no momento em que um ponto se iluminou na tela e Arizona estava ali observando, gritou chamando todos da casa apontando para a tela indicando o novo ponto que tinha surgido.

Cooper correu do sofá onde estava cochilando e correu para a frente do notbook, anotando as coordenadas do ponto luminoso e com o rádio rapidamente repassou as informações e solicitou que fossem enviadas viaturas e um helicóptero para aquele local.

Rapidamente ele obteve a resposta de uma das atendentes.

Entendido Sub Comissário, estamos enviando um helicóptero para as coordenadas repassadas e três viaturas que chegarão lá no menor tempo possível.

Cooper desligou o rádio, pegou sua jaqueta e justo quando estava saindo Arizona nervosa pediu:

Por favor, me deixe ir com você, por favor, é a minha esposa.

Cooper ao escutar o pedido de Arizona pensou bem, por que isso era totalmente contra as regras, mas sentia pena da bela loira, notava-se de longe que ela era perdidamente apaixonada pela esposa, ele acompanhou o sofrimento dela nos últimos quatro dias, e estava sozinho, precisava de alguém para indicar qualquer movimento na tela do notbook enquanto fazia o trajeto até Frink Park onde encontraria as outras viaturas de reforço para tentar resgatar Callie. Por isso tomou a decisão e disse:

Certo Dra. Robbins, você pode ir comigo, mas me ouça bem. Você vai comigo, mas por motivo nenhum, nenhum mesmo você vai poder descer da viatura certo ?

– Certo. – Respondeu Arizona.

E saíram com destino a Frink Park

No bosque ao norte de Frink Park, 19:15hs.

Callie corria sofridamente, não sabia onde estava e muito menos para onde estava indo, a corrente que levava presa a seu tornozelo era pesada e a fazia parar porque a cada instante enganchava em algum arbusto e nas pedras no caminho. E como se não bastasse a corrente estava deixando um rastro por onde passasse, de repente Callie se arrependeu por não ter ido pela rua, mas agora não podia voltar, o risco de ser pega era enorme, ela tinha que continuar, não poderia desistir, não depois de tudo isso.

Robert desesperado estava correndo pelo bosque seguindo o rastro de mato esmagado por algum objeto pesado, supôs que era a corrente que a latina tinha presa a si, depois de um momento seguindo a trilha, a avistou não muito longe com a corrente na mão, correu então com todas as suas forças e conseguiu alcançar uma parte da longa corrente, então começou a puxá-la para si.

Callie caiu no chão, horrorizada viu como uma força poderosa a arrastava pelo pasto na direção contraria a qual ela estava correndo e logo viu que era ele, o assassino, o mesmo homem que havia matado aquela mulher algumas noites antes. O homem a agarrou pelo cabelo puxou para cima e logo jogou-a no chão novamente, enquanto isso proferia diversos palavrões. Callie caiu e bateu a cabeça na beira de uma pedra, não perdeu a consciência, mas ficou tonta com o forte golpe e sentiu seu próprio sangue escorrendo pelo rosto.

O homem colocou o pé nas costas de Callie forçando-a a ficar de cara no chão, pegou algumas amarras dos bolsos e prendeu fortemente os pés e mãos de Callie. Enquanto prendia suas mãos nas costas o homem notou que ela tinha algo no bolso traseiro, puxando a pequena caixa transparente pode ver que se tratavam de chips GPS e as seringas que ela não tinha usado, então gritando palavrões novamente virou Callie para cima e a amordaçou dizendo:

– Eu vou te matar sua puta, mas antes eu tenho que tirar esse chip que você colocou em algum lugar do seu corpo. – O homem tirou do bolso um detector e escaneou com ele a parte de cima do corpo de Callie, não enconstrando nada a virou novamente para baixo e escaneou mais uma vez, quando se aproximou da nadega na qual Callie tinha injetado o chip o aparelho emitou um som. O homem a virou novamente para cima e com um sorriso torto e um olhar de nojo tirou o cinto da calça e a baixou até os joelhos com um puxão só. A virou novamente e pegou uma faca afiada que trazia consigo e sem falar mais nada, enterrou a faca na nádega de Callie.

Callie gritou de dor enquanto o homem uma vez que tinha localizado o chip o retirou com a ponta da faca, provocando em Callie um novo grito de dor.

Ainda com a dor pulsante em sua bunda, Callie olhou horrorizada como o homem, logo a empurrando para cima de novo só que dessa vez com o pé, já estava apontando a pistola diretamente para a sua cabeça. Callie se sentiu derrotada, sabia que só restavam alguns segundos de vida. A imagem de Arizona e sya filha estavam em sua mente, não queria pensar em mais nada, apenas dizia mentalmente com lágrimas nos olhos: Eu as amo, as amo muito e onde quer que eu esteja eu vou amá-las para sempre ...

Então tudo silenciou ...

Em algum lugar entre o centro de Seatlle e Frink Park, 19:15hs

Copper dirigia a patrulha pegando o rumo para o norte de Frink Park, já tinha ligado para a central indicanso a sua pocição e solicitando reforços, enquanto Arizona nem piscava olhando atentamente qualquer mudança na tela do notbook, tão atentamente que ela percebeu no exato momento que o ponto brilhante de onde estaria Callie se apagou da tela.

Copper visivelmente preocupado disse a Arizona que possivelmente era a bateria que tinha acabado, mas Arizona lembrando o que Callie havia explicado no hospital:

Callie me disse que as baterias desse dispositivo não descarregavam porque se alimentam com o calor corporal. – No mesmo instante em que falou a Copper, Arizona se horrorizou ainda mais, perguntando com medo em sua voz, ainda que soubesse qual seria a resposta:

Se não há calor corporal... Significa que Callie pode estar morta não é ?

Copper, sentindo a necessidade de tranquilizar um pouco a dra. Robbins respondeu;

É possível que ela esteja em algum lugar onde o sinal não possa ser captado. – Disse sem acreditar muito e como policial não deveria alimentar falsas esperanças assim que agregou com um tom sombrio – Mas sim, essa é uma possibilidade, é possível que ela esteja morta.

Arizona não pode resistir as lágrimas saindo de seus olhos e para piorar a situação o rádio da patrulha chamou e eles puderam ouvir:

– “Objeto localizado ao norte de Frink Park, coordenadas N 47.599980, W -122.291364, repito, coordenadas N 47.599980, W -122.291364, mulher, cabelo preto, aproximadamente 1,75metros de altura, amordaçada e presa nos pés e mãos nas costas, não observamos movimento nenhum, ferida visível na cabeça, possivelmente um tiro. A mulher está com sua calça abaixada até os joelhos, possivelmente foi estuprada...” – O policial do helicóptero continuava transmitindo as informações – “Ao fazer contato visual com o objeto, um homem de cabelo preto, 1,85 metros de altura, estava apontando uma pistola para a mulher, depois saiu correndo fugindo para o sul, fez alguns disparos para o helicóptero nosso atirador respondeu mas não o acertou ..”

Arizona escutou horrorizada a descrição de sua esposa pelo rádio e o estado em que a haviam visualizado do helicóptero, os sons que seguiam na transmissão passaram despecerbidos pelos ouvidos de Arizona , essas palavras “...amordaçada e presa nos pés e mãos nas costas, não observamos movimento nenhum, ferida visível na cabeça, possivelmente um tiro. A mulher está com sua calça abaixada até os joelhos, possivelmente foi estuprada...” se repetiam em sua mente e não podia controlar, cada vez que repetia sentia como se uma faca fosse enterrada em sua alma, a única pessoa por quem havia se apaixonado verdadeiramente em toda a sua existência, a que havia transformado seus sonhos em realidade, agora estava morta, jogada em um matagal, presa nos pés e mãos, amordaçada, tinha sua boca amordaçada, essa mesma boca que a havia feito a mulher mais feliz do mundo com seus beijos; com as mãos atadas, as mesmas mãos que foram sua fonte do prazer mais extremo que já havia sentido; e ainda mais estuprada. Com uma imagem aterrorizante pensando no quanto Callie teve que sofrer antes de morrer assim, Arizona repetia a si mesma “Não, não, não”

E então um gemido de angustia saiu de sua garganta, enquanto que de seus olhos brotavam lágrimas de dor, uma dor que vinha do interior de si mesma, do mesmo jeito que tanta outras vezes havia vibrado de emoção quando Callie fazia amor a sua alma ...

Ao Norte de Frink Park, 19:25hs

Viatura da Polícia com Cooper e Arizona

A viatura policial chegou ao seu destino, no lugar já se encontrava outra viatura, a qual havia chegado + — dez minutos antes, Cooper informou sua localização pelo rádio portátil para um dos policiais e logo ouviu a resposta:

Fomos a pé até as coordenadas indicadas e estamos próximos do objetivo, preciso que fique onde está, logo daremos novas instruções.

Entendido, aguardarei aqui. – Respondeu Cooper e desligou.

Arizona continuava chorando sem consolo, de repente sentiu náuseas e fazendo pouco caso do que tinha prometido a Cooper, teve que descer da viatura.

Derrotada, desolada, se sentou no chão e olhando o céu justo antes de enterrar sua cabeça no meio de seus joelhos gritou com desespero.

CALLIEEEEEEEEEEEEEEE!

Parecia um lobo uivando para a lua, mas era somente a voz de Arizona... Uma voz na escuridão



Essa história continuará...

Notas finais
Até o próximo capítulo :)