Notas iniciais
Amoreeeeessss, entramos na última parte da fic, agora é tudo ou nada!!
Espero que gostem!!

Era extremamente raro chover naquela cidadezinha, e era exatamente aquilo o que acontecia do lado de fora da escola. Desde o começo da manhã, tudo indicava que uma boa quantidade de água cairia, as nuvens escuras e um cheiro peculiar que só aparecia quando a chuva estava próxima, já se faziam presentes desde as seis horas.

Alana olhava, pela janela, os pingos de chuva caírem, sem perceber como seu pensamento estava longe dali. Por algum motivo, não gostava de dias chuvosos, pareciam que eram o cenário perfeito para uma perseguição, ainda que nunca tivesse lido aquilo em algum livro ou visto em algum filme.

-Alana... – André chamou sua atenção – Algum problema? – perguntou, parecendo preocupado. Os outros alunos voltaram sua atenção para ela e Alana destetou ser o alvo de tantos olhares.

-Ah... Não.

-Sei que não gosta muito de física, mas será que podia tentar se concentrar um pouco mais na minha matéria? – achou rude a maneira de falar dele e, com a expressão fechada, respondeu apenas um:

-Claro.

-Ótimo. Então, classe, como eu estava falando...

Alana se limitou a apenas a copiar o que ele escrevia na lousa. De fato não gostava de nada que envolvesse muitos números e contas que julgava complexas, mas tinha uma tendência a entender minimamente a matéria quando estava no laboratório, fazendo as experiências. O problema era que, naquele dia, o professor tinha preferido ficar na sala de aula mesmo.

André passou alguns exercícios para eles fazerem e se sentou à sua mesa, corrigindo os testes que os alunos haviam feitos na semana anterior. Alana se esforçava para tentar responder as perguntas, mas não tinha nem ideia de por onde começar. Bufou e resmungou um pouco.

-Está com problemas, Alana? – ao ouvir aquelas palavras, levantou lentamente seu olhar, até encontrar os olhos castanhos de André, que a encaravam profundamente.

Não soube descrever o que sentiu com aquilo, a não ser que parecia estar familiarizada com ele. Era como se, em algum momento já tivesse sido observada por André com a mesma intensidade com a qual ele fazia naquele instante.

-Estou com dúvidas nos exercícios... – respondeu baixo devido à vergonha. André correu a sala com os olhos.

-Gabriel, pode ajuda-la?

-Claro.

Levantou e colocou sua cadeira próxima à mesa de Alana, sentando-se ao lado dela. Com um lápis na mão, puxou um pouco o caderno dela e releu a primeira questão.

-No que está com dúvida? – perguntou com sua voz grave, de maneira gentil. Há mais ou menos três dias, eles tinham tido uma discussão, e o resultado foi Gabriel prendendo os braços dela e beijando-a com uma voracidade que nunca experimentara antes.

-Em tudo, para falar a verdade. – seu olhar variava entre aqueles orbes verdes e os lábios convidativos, e antes que fizesse algo na sala de aula, resolveu voltar sua atenção para o caderno.

-Muito bem... – ele suspirou – Então vamos começar com o básico.

Com muita paciência, Gabriel explicou tudo da melhor maneira que pôde, e Alana conseguiu entender grande parte do que ele disse. Foi fazendo os exercícios aos poucos e, pela primeira vez em alguns anos, chegou em praticamente todas as respostas.

O sinal para o intervalo tocou e os alunos saíram correndo da sala, entregando os exercícios antes para André. Alana terminou de fazer a última questão e, assim que subiu seu olhar para Gabriel, recebeu um beijo, com um rápido encontrar de línguas.

-Só uma recompensa pelo o que fiz por você. – falou com um pequeno sorriso no rosto e se levantou.

Alana não teve tempo de falar nada, apenas o observou colocar a folha arrancada de seu caderno em cima da mesa de André e sair.

-Eu vi! – Mila gritou no seu ouvido, quase fazendo Alana ficar surda.

-Não faz isso! – repreendeu-a.

-Desculpa... – Mas por que não me contou que está ficando com o Gabriel? – perguntou fingindo estar ofendida, mas sem conseguir conter a euforia.

-Porque eu não estou ficando com ele! – pensou melhor – Ou... Eu acho que não estou...

-Mas vocês acabaram de se beijar!

-Eu sei! Mas essa foi a segunda vez... Aliás, por que você está tão eufórica com isso? – o sorriso de Mila diminuiu um pouco.

-Gosto desse tipo de coisa! – piscou para ela – Sem contar que, ainda que ele seja um pouco ameaçador... – ela pensou nas palavras – Bom, vamos só dizer que Gabriel é, no mínimo, tentador!

Alana e Mila riram e então ouviram um barulho de passos se distanciando. Quando elas olharam para frente da sala, notaram que André tinha se retirado, o que fez com que Alana se desesperasse.

-Merda! Me esqueci de entregar os exercícios para ele! – falou mau humorada – Vou atrás dele!

-Bom, vai lá. Estou morrendo de fome, então estou indo para a cantina.

-Tá, nos vemos lá.

Alana arrancou as páginas do caderno e foi par o corredor. Ouviu enquanto Mila andava na direção oposta à sua, afastando-se cada vez mais. Viu-se sozinha no corredor, sem saber direito onde ele tinha ido, e começou a andar lentamente, olhando dentro de cada sala.

Quando estava quase na metade do caminho, ouviu um barulho, parecido com o de curto-circuito, e todas as luzes se apagaram. Pôde ouvir, bem ao fundo, a agitação dos alunos diante da falta de energia, e a julgar pelo ruído, deduziu que eles gostaram daquilo.

O corredor ficou absurdamente escuro, tendo apenas poucos pontos de iluminação por conta das luzes de emergência. Um calafrio tomou conta do corpo de Alana e ela teve a súbita vontade de sair correndo dali.

Mas ela queria entregar os exercícios para André, suas notas não estavam muito boas e precisava daqueles pontos que aquelas duas folhas que tinha na mão provavelmente lhe trariam. Com passos inseguros continuou indo em frente.

A cada porta que passava, tinha receio de olhar para ver o que tinha do outro lado, mas ainda assim o fazia. Já estava quase chegando ao final do corredor e já estava prestes a desistir, quando ouviu vozes que vinham do outro lado de uma das portas.

-Não, André! – ao ouvir aquela voz e aquele nome, sua curiosidade foi a mil. Aproximou-se a passos lentos e tomando cuidado para não fazer barulho.

-E por que não, Victória? – ele parecia nervoso.

-Porque não quero! – ela parecia afoita – Qual é a dificuldade em entender isso?!

-Toda! – ouviu um suspiro pesado – O que eu faço com você?

-Me deixar em paz seria uma boa! Que saco!

-Não fale assim comigo, ou...

-Ou o quê? – ela elevou o tom de sua voz – Vai fazer o que comigo? – durante alguns segundos houve silêncio, e Alana se perguntou o que estava acontecendo dentro daquela sala.

-Desculpa, Victória... – André falou com ar cansado.

-É sempre assim, não é? Primeiro você faz, fala... E depois pede desculpa. – Victória falou e depois soltou uma risada sem humor, quase com amargura.

-Não fala assim...

-Por que não? Só estou dizendo a verdade! Isso tudo é culpa sua! – gritou, exaltada.

-Não venha jogar a culpa toda em mim!

-Não fuja da sua responsabilidade!

-Não estou fugindo, mas isso já é demais!

O barulho de algo sendo batido ecoou pela sala e chegou aos ouvidos de Alana abafado pela porta, mesmo assim, ela decidiu interromper aquela conversa, receosa de que, por conta do rumo que estava levando, não acabasse muito bem.

Deu três toques na porta e esperou até que ela fosse aberta. Assim que isso aconteceu, viu uma Victória irada encarando-lhe seriamente. Ela desviou de Alana e, enquanto se afastava, sussurrou em seu ouvido.

-Cuidado com ele.

Victória desviou de Alana e passou, desaparecendo no corredor escuro. As palavras dela não paravam de ecoar pela sua mente, o que Victória queria dizer com aquilo? Ficou alguns instantes refletindo.

-Alana? – André a chamou. Por breves segundos tinha se esquecido da presença dele – Posso ajudar? – perguntou com uma sobrancelha arqueada.

-Ah, sim... – estendeu a mão que segurava as duas folhas – Os exercícios...

Ele pegou as folhas e olhou, como que se certificando que estavam feitos. Foi até sua mesa e guardou-os em uma pasta que levava sempre consigo, voltando até onde ela estava.

-Você tem bastante dificuldade na minha matéria, não é? – Alana ficou envergonhada.

-Bom... Na verdade, não me dou muito bem com cálculos... Números, no geral.

-E você, por acaso, entendeu o que Gabriel explicou? – ele apoiou-se no batente da porta.

-Sim.

-Ótimo! Já pensou em estudar com ele?

-Na verdade, não... – analisou a possibilidade. Era uma boa ideia... Aprenderia física e ainda passaria um tempo com Gabriel, algo que adorava, já que se sentia bem perto dele – Vou ver se ele aceita me ajudar.

-Faça isso. – formou-se um silêncio.

-Bom, eu já vou indo...

-Alana. – ele a chamou antes que ela se afastasse mais – Me desculpa se fui um pouco rude com você hoje, durante a aula... É que... Estou tendo um dia ruim. – ele coçou a nuca, parecia desconfortável e cansado.

-Tudo bem... – ela sorriu um pouco – Até mais.

-Até.

Enquanto andava novamente pelo corredor, Alana podia sentir o peso do olhar de seu professor nas suas costas. Sabia que ele a observava e algo naquela atitude a deixava levemente incomodada.

Quando achou que já estava longe o suficiente, olhou rapidamente para trás, deparando-se com aqueles orbes castanhos em sua direção. Voltou sua atenção para frente a começou a andar mais rápido.

Estava tão distraída, ainda pensando em André, que não reparou quando passou pela sua sala de aula e uma voz feminina começou a chamar seu nome. Foi só quando uma mão delicada segurou sem braço que ela voltou para a realidade.

-Alana, estou te chamando! – Ana brigou.

-Desculpa. Aconteceu algo?

-Vou conversar com vocês agora... Onde estava? – perguntou, franzindo o cenho.

-Fui entregar um exercício para o André.

-Ah... Bem, vá para o seu lugar.

Enquanto entrava na sala e andava rumo à sua carteira, Alana pôde sentir alguns olhares sobre si, mas eles não chegavam nem aos pés do peso que o de André tinha. Sentou-se e prestou atenção em Ana.

-Bom, como vocês perceberam, estamos sem energia... – sua expressão era de desapontamento – E está muito escuro... Logo, não tem como as aulas continuarem.

Os alunos comemoraram, alguns levantaram os braços, outros batucaram a carteira e ainda tiveram aqueles que gritaram. Por conta da euforia, Ana teve um pouco de dificuldade de fazê-los ficar em silêncio novamente.

-É, muito legal isso, eu sei. – ela falou com voz contrariada – Vocês serão liberados mais cedo, mas tenham em mente que vamos repor essas aulas! – disse em tom de advertência e alguns alunos não gostaram da ideia. – Agora, podem ir. Dispensados.

Todos arrumaram seu material e saíram. Só quando chegou na porta do prédio, foi que Alana se lembrou de que não tinha um guarda-chuva na bolsa. Olhou a tempestade que caía fora da construção e pensou em aguardar ali dentro até a chuva diminuir, mas quando viu os corredores vazios e escuros, tentou pensar em outra solução.

Procurou, com os olhos, alguém que conhecesse e tivesse um guarda-chuva. Já achava que teria que ir embora na chuva, quando viu Gabriel, não muito distante, andar de maneira despreocupado.

-Gabriel! – gritou, mas o barulho da água que caía era muito – Gabriel! – tentou novamente, dessa vez mais alto. Ele parou e se voltou para trás, e ao avistar Alana, foi até ela.

-Deixa eu ver se adivinho... Está sem guarda-chuva.

-Pode me ajudar? – perguntou sem graça e Gabriel sorriu.

-Vem, eu te levo para casa.

Pelo fato de o objeto ser pequeno, para que ambos não se molhassem muito, tinham que ficar bem próximos. Demoraram até encontrar um jeito mais fácil de ficar daquele jeito, até que Alana descobriu que, se segurasse no braço de Gabriel que sustentava o guarda-chuva, tudo se resolveria.

-Onde está o Pedro? – lembrou-se dele assim que passaram pelo portão do colégio.

-Ali. – Gabriel apontou com o queixo. Assim que olhou para a esquerda, Alana viu Pedro praticamente devorando uma garota com a boca embaixo de um toldo. Mesmo não querendo, acabou reparando no jeito dele, e deduziu que Gabriel era melhor naquilo que ele, embora não parecesse.

-Seu irmão é realmente um...

-Galinha? – completou – Sim, é. – Alana riu com o jeito que ele falou.

-Eu ia dizer que ele era rápido na troca de garotas, já que ontem ele estava com outra menina.

-Apenas uma maneira mais delicada de dizer que ele é um galinha. – Gabriel sorriu.

Algumas ruas já começavam a alagar devido à grande quantidade de água, e Alana temia que sua rua tivesse inundado. Sentia seus pés encharcados e odiava aquela sensação, além der a barra da calça jeans molhada, o que fazia parecer que ela pesava mais de dois quilos. Sem notar, acabou soltando um suspiro.

-O que foi? – Gabriel perguntou.

-Nada.

Chegaram em uma esquina e, enquanto esperavam para atravessar a rua, um carro em alta velocidade passou, fazendo com que a água que estava na rua fosse jogada onde os dois estavam, deixando ambos ensopados.

-Filho-da-puta! – Gabriel gritou e mostrou o dedo do meio para o motorista, que retribuiu o gesto – Desgraçado! – murmurou – Como você está?

-Nojenta, eu diria. – Alana respondeu seca, vendo sua camiseta branca se tornar marrom. Gabriel soltou uma pequena risada e segurou as pontas do cabelo dela. Quando Alana virou o rosto para olhá-lo, sentiu os lábios quentes deles nos seus. Imediatamente fechou os olhos e abriu espaço para a língua dele que, sem hesitar, invadiu sua boca. Ele deu um passou na sua direção, ficando de frente para ela e, enquanto explorava sua boca, apertava sua cintura, fazendo com que ela fosse de encontro com o seu quadril. Alana arranhava de leve os braços dele e, quando recebeu um beijo em seu pescoço, que a fez se arrepiar por inteiro, achou melhor parar com aquilo.

-Vamos.

Quando estavam quase chegando na casa dela, Alana simplesmente não acreditava no que via. Uma pessoa, toda vestida de preto, estava segurando Margarida pelo pescoço. Ao ver aquela figura, um medo incondicional tomou seu corpo, mas o instinto de salvar outra pessoa foi maior.

-Hey! – Gabriel gritou e os dois correram na direção de Margarida. A pessoa a soltou e empurrou-a, fazendo com que ela caísse no chão.

Alana foi até ela e a ajudou a se levantar, enquanto Gabriel foi atrás da figura toda de preto, mas acabou perdendo-a de vista. Voltou até onde as outras duas estavam.

-A senhora está bem? – ele perguntou.

-Estou, foi só uma queda. – respondeu, sorrindo.

-É melhor a gente entrar... – Alana falou. Àquela altura, os três estavam molhados.

-Venham. – Margarida disse e, com a ajuda de Gabriel, andou até a porta da sua casa.

Assim que a abriu, entrou e fez um gesto para que os outros dois fizessem o mesmo. Com passos inseguros, Alana se viu dentro da casa de uma das pessoas que mais lhe causavam medo.

O lugar era praticamente do tamanho da sua casa, mas, diferentemente de onde vivia, os móveis eram escassos, resumindo-se apenas eu dois pequenos sofás, uma mesinha de centro e uma televisão velha.

O ambiente era escuro e Alana tinha quase certeza de que era por conta da sujeira que havia nas paredes, aquilo com certeza não devia ajudar na luminosidade da sala. o chão de madeira rangia com o peso sobre eles e a escada que dava para o segundo andar parecia bastante frágil.

-Por favor, sentem-se. Vou pegar toalhas para nós. – sem esperar por uma resposta, Margarida subiu as escadas.

Gabriel se sentou em um dos sofás e Alana fez o mesmo ao lado dele. Aquele lugar lhe causava arrepios e tudo o que ela mais queria era ir embora logo. Apreensiva, segurou a mão de Gabriel, e ele, percebendo seu nervosismo, enroscou os dedos aos dela e afagou sua mão.

-Aqui estão. – Margarida apareceu na sala. Cada um pegou uma toalha e Alana e Gabriel se enxugaram um pouco.

-Tem certeza de que a senhora está bem? – ele perguntou.

-Claro! Como eu disse, foi apenas uma queda. – ela parou e voltou seu olhar para ele, sorrindo – Obrigada pela preocupação. – ele fez um gesto com a cabeça e o silêncio tomou conta – Algo está diferente... – ela soltou enquanto olhava pela janela.

-Como? – Gabriel não entendeu.

-Dessa vez está diferente... Não era para estar chovendo...

-Ah, deve ser por conta do calor que fez hoje. – ele explicou – Estava abafado.

-Não é isso. – ela o cortou com a voz fria – Nas outras vezes não tinha chovido nesse dia... Está diferente, Alana.

Alana subiu lentamente seu olhar, parando em Margarida.

-Será diferente dessa vez, Alana... Algo mudou... – com o canto dos olhos, Alana pôde ver Gabriel olhando-a confuso – Não erre de novo... Por favor... – ela sentia que sabia perfeitamente do que Margaria estava falando, ainda que não tivesse entendido absolutamente nenhuma palavra do que ela tinha dito.

-Alana... – Gabriel chamou-a.

-Bom. – ela o interrompeu sem perder o contato visual com a velha – Já que a senhora está bem, nós já vamos. – estava incomodada com aquela sensação. Pegou a mão de Gabriel e, sem se despedir adequadamente, saiu da casa.

-Hey, espera! – Gabriel tentou fazê-la parar de andar, mas aquilo só aconteceu quando eles estavam na porta da casa de Alana – O que foi aquela conversa bizarra? – Alana suspirou.

-Não faço ideia...

-Ela parecia bastante convicta no que falava.

-Pois é, mas eu realmente não sei à que ela se referia. – apoiou suas mãos no peito de Gabriel, o que o fez envolver sua cintura com os braços – Esquece isso... Dizem que ela é maluca. – sussurrou e beijou a boca dele.

Gostava daquele contato, mas sabia que, naquele momento, ele era uma tentativa de fazê-la parar nas palavras de Margarida. Quando o beijo começou a se aprofundar, o celular de Gabriel começou a tocar e eles se afastaram.

-Pedro. – disse, olhando o visor – É melhor eu ir para casa. – deu um selinho nela – Vai ficar bem aqui sozinha.

-Vou. – sorriu um pouco.

-Certo. Se precisar de algo, é só me ligar.

-Pode deixar. – trocaram mais um beijo e Gabriel deu meia volta, andando na direção da calçada.

Alana entrou em casa e trancou a porta. Só depois de se certificar que estava tudo trancado, ela relaxou um pouco e subiu para o quarto. Queria tomar um banho quente e demorado, mas antes, resolveu mandar um e-mail.

“Qual é a relação entre Victória e André?”

Notas finais
E então, o que acharam?? Alguma sugestão??