Notas iniciais
Eu sei que está um pouco atrasado, gente! Mas não consegui postar antes! Espero que gostem!!

-Algum problema, Alana? – forçou um sorriso no rosto e fez o possível para não parecer nervosa.

-Nenhum, senhora Campbell. Acontece que... Bom, eu perdi um dos meus brincos, e como eu o usava na noite que vim para cá, imaginei que ele podia ter caído aqui.

-Puxa! E não o achou?

-Na verdade, não... Pelo visto, ele caiu na rua... – a senhora Campbell concordou e Alana fingiu uma expressão de desapontamento.

-Bom, amanhã é dia de faxina, então, se eu encontrar, te devolvo. – Alana sorriu.

-Obrigada!

-Não há de quê! – pausa – É melhor voltar lá para baixo, seus pais estão de saída.

-Tudo bem. – com as mãos no bolso do casaco para segurar o caderno, Alana desviou da senhora Campbell e foi até as escadas.

-Ah, Alana!

-Sim? – voltou-se para ela.

-Outro dia, eu estava conversando com uma amiga e eu queria contar uma história para ela, sabe, como uma lição de vida... – suspirou – Mas eu não me lembro de tudo... Você, por acaso, conhece a história da garota que morreu por saber demais?

A senhora Campbell continuava com o sorriso de sempre, mas Alana sentiu que aquela tinha sido uma indireta bem direta. Talvez por conta das palavras que saíram duras, ou pela pergunta aleatória, Alana quase teve certeza de que a mulher sabia de alguma coisa.

-Hum... – fingiu pensar – Não conheço não...

-Que pena... – a senhora Campbell pareceu desapontada – Mas não tem problema, uma hora eu lembro!

As duas voltaram para a cozinha e Alana encontrou Marcos com o mesmo olhar de nada, e seus pais já de pé, prontos para irem embora. Despediram-se calorosamente como se fossem melhores amigos há anos e Alana pôde finalmente ir para casa.

Assim que chegou, correu para o seu quarto, fechou a janela e a porta, e começou a ler o que estava escrito no caderno. Ele parecia ser uma espécie de diário, Marcos marcava a data em tudo o que escrevia e dizia seus pensamentos ou o que sentia.

Alana se perguntou se todo nerd era igual a ele, que contava em que level estava em determinados jogos, de como ficava indignado quando o professor era obrigado a parar a aula para chamar a atenção de algumas pessoas e de como ele detestava os populares.

No meio de tudo isso, Alana notou que todos os dias ele escrevia algo referente à mãe, como o que ela tinha feito para a janta, que ela tinha limpado a sala e que eles tinham saído. Por conta disso, chegou à conclusão de que Marcos era um virgem de dezessete anos que idolatrava a mãe.

Foi assim até quase o final do caderno e Alana se perguntou por que Elvira queria que ela o lesse. E embora quisesse chegar ao final para saber se em algum momento ele falava algo sobre Adriana, o cansaço falou mais alto e ela foi deitar.

Na manhã seguinte, a primeira coisa que fez foi pegar o caderno. Os cinco dias seguintes que ela leu foram a mesma ladainha, até que, no próximo dia, viu o nome Adriana escrito.

Não tinha data e, pelo fato de que a letra estava péssima em relação às outras anotações, deduziu que Marcos ou estava com raiva, ou com pressa.

“A vadia da Adriana me paga! Quem ela pensa que é? Desgraçada! Mas vai ter troco, com certeza vai ter!”

Alana ficou chocada ao ler aquilo. Pelo jeito que Marcos olhava para o túmulo dela, achava que eles eram amigos, ou até mesmo mais do que isso, mas não parecia ser o caso. Marcos não estava com pressa, estava com raiva, e todas as anotações seguintes se referiam a ela da mesma maneira.

“Ela pensa que pode me chantagear? Mas não pode! O que é dela está guardado! Assim que eu tiver a oportunidade perfeita, vou atacar!”

“Adriana merece morrer de forma lenta e terrível, aquela vagabunda! E todos achando que ela é boa moça! Desgraçada! Mas ela vai ver só!”

Era difícil acreditar que Marcos era capaz de ter tanta raiva de uma pessoa como ele tinha de Adriana. Alana não conseguia imaginar o que ela poderia ter feito para deixa-lo naquele estado. Só de ler aquilo já se sentia mal, ela realmente não queria estar no lugar da outra.

Várias páginas em branco se seguiram até Alana chegar à penúltima. Ela continha apenas uma anotação, a última do caderno. Tinha uma data e as letras não pareciam mais demonstrar raiva, pelo contrário, eram trabalhadas e aparentavam ter sido feitas com calma.

“14 DE MAIO

Pronto! Aquela filha-da-puta teve o que mereceu. Não me sinto culpado, apenas aliviado.”

Alana olhou mais uma vez para a data e, procurando no celular, achou o primeiro e-mail que Elvira tinha mandado. Ela não podia acreditar no que via, a data da anotação de Marcos era a mesma que Elvira dizia ser o dia da morte de Adriana.

Com as mãos trêmulas, mandou um e-mail.

“Achei que fossem amigos.”

Logo recebeu uma mensagem de Elvira.

“Pensou errado, eles eram o oposto disso. E então, gostou do caderno?”

Alana ignorou a pergunta.

“Como sabia da existência dele?”

“Todos temos nossos segredinhos, Alana.”

Ficou um pouco irritada com o tom arrogante.

“Adriana foi morta?”

“Achei que já tinha deduzido isso. Cruelmente assassinada, eu diria.”

Ao ler aquilo, voltou sua atenção para o caderno de Marcos. Ele parecia estranhamente mais calmo, além de dizer que não se sentia culpado. Foi impossível não pensar que ele podia ter matado Adriana, e Alana odiou aquela ideia. Por que ele faria aquilo? Aliás, o que Adriana fizera para ele?

Se ela o chantageou, como o próprio Marcos escrevera, significava que ela sabia de algo, mas o que seria para fazê-lo ficar naquele estado? De repente, a pergunta da senhora Campbell na noite anterior fez sentido e Alana ficou um pouco tonta.

“Conhece a história da garota que morreu porque sabia demais?”

A resposta demorou um pouco, deixando-a apreensiva.

“Claro! É a mesma que você está tão interessada em saber.”

Seu lado racional gritou para que ela parasse de mexer com aquela história naquele momento. Tinha uma garota morta por, aparentemente, saber segredos alheios, e seu vizinho era um possível assassino. Mas a curiosidade dentro de si insistia em querer saber como tudo tinha acontecido.

“Marcos matou Adriana?”

“Pode ser que sim, como pode ser que não. Não acha um pouco cedo para tirar conclusões tão precipitadas?”

Alana estava prestes a mandar outro e-mail para tentar saber
o que, exatamente, Elvira sabia, mas a porta de seu quarto foi aberta e sua mãe, vestida com roupas velhas, apareceu.

-Venha me ajudar a arrumar a casa, Alana.

Antes de dar tempo para ela contestar, sua mãe deu meia volta e desceu as escadas. Alana bufou, guardou o caderno em uma de suas gavetas, e foi ajudar os pais. Odiava fazer aquilo, sempre perdia o dia fazendo faxina.

Assim que chegou no colégio, no dia seguinte, Alana foi recebida por olhares intimidadores, raivosos, e alguns até a olhavam de maneira admirada. Arriscava pensar que estava tendo mais atenção do que no seu primeiro dia de aula.

Enquanto andava pelos corredores, sentia cada passo seu ser vigiado e ela sentia como se, a qualquer momento, alguém fosse ataca-la. Quando chegou na sala e foi para o seu lugar, viu que sua carteira estava toda rabiscada. Frases como “morra; vai embora e não seja intrometida” se repetiam por todo o objeto.

-Me devolve. – Alana se assustou com a voz atrás de si e teve que se esforçar muito para não parecer amedrontada.

-Bom dia, Marcos...

-Vamos pular essa parte. – ele se aproximou e Alana deu um passo para trás – Me devolve.

-Devolver o quê? – perguntou se fingindo de desentendida. Seu coração batia tão forte que ela ficou com receio de Marcos poder escuta-lo.

-Para de ser sonsa, garota. O caderno! – ele gritou e bateu a mão na mesa, assustando-a ainda mais.

-Não sei do que está falando.

-Para de mentir, Alana! Me devolve o maldito caderno!

-Eu não sei que porra de caderno é esse! Então, por que acha que eu o peguei?!

-Simples! Minha mãe disse que te viu no meu quarto ontem!

-E ela não disse que eu estava procurando um brinco meu? – ele parou e encarou Alana.

-O que quer dizer com isso. – Alana franziu o cenho.

-Como assim? – perguntou, sem entender.

-Está chamando minha mãe de mentirosa, por acaso? – Marcos perguntou entre os dentes.

-O quê? – gaguejou. O rosto dele ficou vermelho de raiva e Marcos deu mais um passo na direção dela – Não...

-Foi, você chamou minha mãe de mentirosa... – deu mais um passo e Alana se viu encurralada entre a mesa e a cadeira. Os olhos dele tinham um brilho estranho, fazendo Alana sentir medo.

-Eu não...

-Não fale assim dela, desgraçada!

Marcos levantou a mão e Alana se preparou para o impacto no rosto. Mas ele não veio. Assim que olhou para frente, viu Pedro segurando, com o braço, o pescoço de Marcos e Gabriel acabava de se aproximar, colocando-se entre ela e Marcos.

-Epa! – começou Pedro, enquanto Marcos tentava se soltar dele – Não sabia que você batia em mulher.

-Isso não é da sua conta! – Marcos vociferou.

Com uma cotovelada, ele se desvencilhou do braço de Pedro e foi para a direção de Gabriel, que empurrou Alana um pouco para o lado e se defendeu do ataque. Pedro, já recuperado, foi atrás de Marcos, tentando segurá-lo novamente.

-Parem! – Alana gritou, mas nenhum dos três ouviu. Ela queria separá-los, mas sabia que não conseguiria. Quando foi correr para a porta para chamar alguém, viu André passando e não hesitou em chama-lo.

Assim que viu o que acontecia, André correu para dentro da sala e, segurando Marcos pelos braços, parou a briga. Os três estavam ofegantes e um filete de sangue escorria pela boca de Marcos, Alana se perguntou qual dos outros dois tinha conseguido acertá-lo.

André olhou feio para os quatro e, com um tom de voz que não admitia discussão, falou:

-Na minha sala. Agora.

Enquanto se dirigiam para o laboratório de física, nenhum dos cinco disse nada. André andava à frente e sempre olhava para trás, certificando-se de que os outros não tentariam fugir. Alana seguia logo atrás dele e, um pouco na frente de Gabriel e Pedro, ia o Marcos.

-Entrem. – André esperou os quatro entrarem e fechou a porta – Quem começa? – um olhou para o outro e o silêncio reinou.

-Marcos ia bater na Alana. – Pedro se pronunciou.

-Ela merecia. – rebateu Marcos.

-Espera, você realmente ia bater nela? – André perguntou, indignado.

-Ela merecia! Ela roubou meu caderno e ainda chamou minha mãe de mentirosa! – Alana podia compreender o desespero pelo caderno, mas o fato de ficar irritado daquela maneira só porque ele tinha entendido que chamara sua mãe de mentirosa, era absurdo. Ele parecia uma criança.

-Do que ele está falando, Alana? – o professor, assim como os demais, parecia não entender nada.

-Marcos perdeu um caderno e pôs na cabeça que fui eu peguei, só porque a mãe dele disse que me viu em seu quarto. Acontece que eu só fui lá procurar um brinco que perdi. Não faço ideia de que caderno seja esse. – ouviu Marcos grunhir de raiva.

-Calma. – André sorriu de maneira irônica – Quer dizer que vocês aprontaram isso só por causa da porcaria de um caderno? – ele pareceu se irritar – Em que série vocês acham que estão? Primeira? Olha para vocês, nem parecem ter dezessete anos! – apontou para Marcos – Estava prestes a bater nela por causa disso?! – voltou-se para Pedro e Gabriel – E vocês dois, o que estavam fazendo ali?

-Segurando ele. – Gabriel murmurou.

André se encostou à mesa, segurou a cabeça com a mão e soltou um longo suspiro. Alana nunca o vira tão nervoso. Tirou a mão do rosto e olhou para os quatro à sua frente.

-Pedro e Gabriel, voltem para a sua sala. – sentou-se a cadeira e começou a escrever algo em um papel, enquanto os outros dois saíam – Marcos, você é um excelente aluno e gosto de você, mas sua atitude foi inadmissível. – terminou de escrever e estendeu o papel para ele – Por isso, vai para a diretoria.

Contrariado, Marcos arrancou o papel dele e fez questão de bater a porta quando saiu da sala. Um silêncio se formou e Alana não sabia o que fazer. André a encarava de uma maneira que ela não conseguia distinguir o que significava.

-Pegou o caderno dele? – perguntou com uma voz suave.

-Não! O que eu ganharia com isso? – ele deu de ombros e Alana se sentiu incrivelmente boba por toda aquela situação.

-Para. – falou de maneira cansada – Por favor, Alana, para. – ela sorriu sem humor.

-Parar com o que, professor? Não estou fazendo nada!

-Alana... – ele fechou os olhos com força.

-O que é? – irritou-se – Por que todo mundo dessa cidade tem medo de uma pessoa que está morta, e fala por códigos? Por que simplesmente não dizem o que foi que aconteceu e pronto?!

André apenas a fitava e, quando Alana percebeu que ele não diria nada, caminhou em direção à porta. Uma mão forte a segurou e a virou de frente para lelé. O cheiro de seu perfume a agradava e ela se sentiu incrivelmente mais calma, como se aquele aroma lhe passasse segurança.

-Por que quer tanto saber sobre ela?

-Não sei... – a verdade era que, bem no fundo de sua mente, Alana sabia perfeitamente porque queria tanto saber sobre a morte de Adriana. Mas pensar no motivo a fazia passar terrivelmente mal, e ela não queria voltar a viver tudo aquilo. Compreendendo que ela não diria mais nada, André começou:

-Não a conheci muito... Era uma ótima aluna, uma pessoa carinhosa... Parecia ter bastante amigos... – Alana prestava muita atenção no que ele dizia. Marcos não partilhava da mesma opinião que o professor, e se fosse realmente do jeito que ele estava contando, por que alguém a teria matado?

-Se é assim, por que ninguém gosta de falar sobre ela? – por breves segundos, André desviou o olhar e Alana entendeu aquilo como um “não posso dizer”. Preparou-se mais uma vez para sair do laboratório, quando ele a segurou levemente pela cintura, fazendo o coração de Alana bater um pouco mais rápido.

-Eu realmente não sei, Alana... – respirou fundo – Só o que sei é que já vi muitas pessoas se machucarem, fisicamente, por conta desse assunto. – ouvir aquilo mexeu com ela. Sabia da possibilidade de ser machucada, mas, por algum motivo, até então não tinha se dado conta de que algo realmente podia lhe acontecer – Por isso te peço, Alan, por favor, parar de se envolver com essa história.

Naquele momento, Alana percebeu que aqueles orbes castanhos demonstravam preocupação. Sentiu-se, de certa forma, feliz e aliviada, era a primeira vez que conversava com alguém pessoalmente sobre Adriana, sem que quase fosse atacada.

-Por que essa preocupação comigo? – perguntou após um suspiro.

-Não sei... – pareceu franco – Só... Gosto de você.

Notou que a mão dele continuava em sua cintura e não se incomodou nem um pouco com aquilo. Sua atenção desceu para os lábios dele e, sentindo vontade de beijá-los, mordeu levemente os seus próprios.

Viu André engolir em seco e ele apertou um pouco sua cintura. Seus rostos se aproximaram de tal maneira que ela podia sentir sua respiração. Ergueu-se um pouco na ponta dos pés e, para ter equilíbrio, apoiou-se nos braços dele. As bocas de ambos estavam quase se tocando quando o sinal bateu e os dois se assustaram.

Sorrindo, Alana finalmente foi até a porta.

-Vai precisar de mim para mais alguma coisa, professor? – perguntou em tom provocativo e André sorriu.

-Por enquanto não, pode voltar para a sua sala. – ela se virou – Ah, Alana. – quando seus olhos se encontraram novamente, André apenas disse: — Juízo. – o que a fez rir.

-Pode deixar!

Quando entrou na sala, sentiu o peso do olhar de Gabriel e de Pedro em si. Foi para o seu lugar e, durante todas as aulas, não pôde deixar de pensar na reação esquisita de Marcos e do momento estranho, mas excelente, com André.

Por volta da segunda aula, Marcos voltou com uma expressão fechada no rosto e ficou quieto o tempo todo, como fazia todos os dias. Mila falou algo para ele, que olhou na direção de Alana, e depois voltou-se para frente, deixando-a curiosa para saber do que estavam falando.

Ao final da aula, Marcos e Mila foram os primeiros a sair. Alana viu Victória a encarar antes de sair da sala e, quando terminou de arrumar seu material, viu Pedro ao seu lado e Gabriel na porta.

-Vamos? – perguntou, animado.

-Para onde? – ficou confusa.

-Para a sua casa! Vamos te acompanhar, já que precisamos passar em um lugar lá perto.

-Imagina...

-Para com isso, Alana! — Pedro a puxou pelo braço e os três saíram.

Durante todo o caminho, Gabriel ficou calado e Pedro não parava de falar. Ao contrário do que Alana pensou, não era asneira o que saía de sua boca, mas sim observações e situações engraçadas pelas quais ele já tinha passado. Além disso, Pedro era bastante simpático e nada metido, e Alana entendeu como ele conseguia ficar com tantas garotas.

Estava entretida na conversa, quando seu celular tocou, viu que era sua mãe e estranhou.

-Alô.

-Oi filha, tudo bem?

-Tudo...

-Olha só, sua avó caiu na rua e teve uma fratura exposta no braço. Ela vai precisar fazer uma cirurgia, então eu e seu pai estamos indo até o hospital.

-Nossa, é tão grave assim?

-É.

-Então, quero ir junto!

-Não dá, meu bem, já estamos na estrada. Vai ter que passar a noite sozinha, prometo que amanhã estamos de volta.

-Mas, mãe...

-Desculpa, Alana. – ela suspirou.

-Tá. Manda um beijo para ela.

-Pode deixar. Beijo.

-Outro.

Assim que desligou, chegou em casa. Os três pararam no portão e Alana fez questão de olhar para todos os lados, certificando-se de que Marcos não a estava espionando.

-Algum problema? – Pedro perguntou.

-Não! – sorriu – Muito obrigada mesmo, por terem me companhado até em casa! – Pedro sorriu e Gabriel continuou com sua expressão de indiferença.

-Disponha! – um vento forte soprou e algumas nuvens escuras cobriram o céu – É melhor a gente ir, não quero pegar chuva. – Gabriel concordou – Até amanhã, Alana!

-Até.

Logo após entrar em casa e trancar a porta, recebeu uma mensagem no celular. Ao ver que não era um e-mail, ficou tensa e sentiu o coração descompassar. Nervosa, leu o que estava escrito.

“Descobri seu segredo.”

Notas finais
E então, o que acharam?? Alguma sugestão??