Não Brinque Comigo

1 Prólogo: Eu renasci naquele verão


Notas iniciais
Mas alguém aqui também é excelente para dar conselho, mas quando se trata de sua vida e um completo lixo? Serio, se eu me escutasse eu não quebraria tanto a cara, mas quando a pessoa que gostamos se aproxima não a como se afastar, eu sempre fui uma pessoa racional, mas quando se trata dele sempre perco o equilíbrio? Poderiam me responder. Vocês já tiveram seu coração quebrado? Como conseguiram se recuperar?

Foi em uma singela manha de março que tudo começou... Mas eu, aos puros sete anos de idade não fazia a mínima ideia do quanto àqueles minutos seriam importantes. Ah, aqueles breves minutos foram como um jardineiro semeando uma rosa em meu coração que futuramente desabrocharia lentamente.

Naquele dia eu estava péssima, encostada em uma das paredes frias da escola, sentindo lagrimas descendo pela minha face cuja se encontrava escondida em minhas mãos. Minha mente estava uma bagunça, inundada por turbilhoes de sentimentos negativos.
Eu estava é sentindo um lixo nojento....

—Ei – eu me encolhi ainda mais ao ouvir o sussurro

—Não me machuque mais

—Porque esta chorando?– Levantei minha cabeça, apenas para ver a quem pertencia tal voz desconhecida. Demorou um pouco para reconhecê-lo, mas confesso que a primeira coisa que gostei nele foi seus olhos; grandes e da cor de avelãs – me lembraram de trufas de chocolates — quase totalmente cobertos pelo cabelo escuro e comprido.

Seu nome era Henrique, começara a estudar em nossa classe há apenas dois dias, mesmo sendo um curto período ele já ganhara apelidos por seu temperamento sensível e falta de altura.

—Eu não estou chorando – falei usando a barra da minha blusa para enxugar meu rosto rechonchudo

—Mas, você não esta bem – ele estava certo, por isso fiquei em silencio, tinha consciência de que se dissesse mais uma palavra voltaria a chorar novamente — eu já naquele tempo não gostava de demostrar minhas fraquezas para ninguém — Escondi as marcas roxas no meu braço causado pelos beliscões e chutes daquelas meninas idiotas. – o que foi?

—Nada – rebati

—Eles também não te deixam brincar?

—Deixam, mas não gosto.

—Por quê?

—Não disse para parar de fazer perguntas

—Você tem tanta sorte – sussurrou com aquela voz fina – eles não me deixam jogar futebol, dizem que sou pequeno e vão me machucar.

Ele se sentou desengonçado ao meu naquelacalçada suja. Ficamos em silencio por muito tempo. Até hoje me pergunto do motivo deu não ter me levanto e parti a procura de outro lugar a qual pudesse ficar sozinha... Talvez fosse o destino já brincando comigo.

—Sabe – falou baixinho — minha avó me disse, que cada vez que ficamos tristes fazemos um dos gnomos do papai Noel chorar, e se eles choram muito alto acabam acordando o Yeti, que fica muito bravo e quebra um monte de presentes. Por isso, tente sorrir mais, pois assim, muitas crianças ganharam seu premio no natal.

Era um historia idiota, mas era muito bem aceita para quem ainda acreditava em coelhinhos da pascoa.

—Aqui – sussurrou me entregando metade de um chocolate amassado do qual ele havia retirado do bolso de sua bermuda.

Minha mente fez questão de grava aquele precioso momento, pois meu coração já sabia o quanto importante seria.

Foi em um dia quente e o céu estava praticamente sem nuvens, os pássaros cantavam nas secas galhas das arvores, eu me encontrava perdida em mim, evolvida pela escuridão, meus dias eram completamente nubladores e sem sentindo, quando ele chegou para mim subitamente como um suave sopro de vida me mostrando que talvez eu não devesse desistir.

Eu me senti tão leve quanto as folhas carregadas pela brisa na aurora. Você sorriu para mim pela primeira vez no exato momento em que o vento bagunçou teu cabelo e os raios de sol coroaram sua cabeça com uma dança dourada... Eis o momento em que me apaixonei perdidamente por ti.

Eis quando meus sorriso ganharam um novo sentido e minhas lagrimas um nome...