Não Brinque Comigo
2 Capitulo 1: Filho da Mãe
Notas iniciais
—Mas ele é tão filho da puta – falei para Hanna enquanto encarava o celular, eu já tinha visto tanto aquela publicação que meus olhos já haviam decorado cada detalhe. Mesmo assim, alguma parte da minha alma ainda se encontrava relutantemente em aceitar.
—Eu ainda não acredito, depois dele passar a noite com você – sussurrou Angel perplexa se sentado ao meu lado na cama – como ele pode ter feito algo assim?
Joguei o celular em cima do criado mudo, fiquei em silencio, minha cabeça estava a mil. Agora eu tinha conhecimento de como uma latinha de coca se sentia. Ser usada e depois jogada fora era o pior sentimento do mundo, revirava o estômago e deixava um gosto amargo na boca.
Mais cedo, quando contei a minha mãe ela dissera que poderia ser uma piada, céus ninguém brincaria com algo tão serio.
Meu coração estava em pedaços, porém o que mais me machucava não era o fato de ele estar namorando seriamente uma garota muito linda, pelo contrario, como sua amiga de infância eu tinha que ficar ao seu lado e torce por sua felicidade, era exatamente por isso, pela nossa amizade de anos, que Henry deveria pelo menos ter tido a consideração de me avisar antes, em vez de me deixar ser pega desprevenida ou deixar meu coração se alimentar de falsas esperanças.
Nunca imaginaria que ele seria tão baixo, tão sínico ao ponto de iludir a mim, enganar minha família e mentir para seus próprios pais.
Ontem, ele dormiu em minha casa, dispensou uma festa para ficar comigo, então eu, na minha mais pura inocência de garota de dezesseis anos da qual pouco viu da vida, pensou na possibilidade de que depois de estarmos ficando por três meses eu estivesse começando há significar um pouco mais para ele, que talvez, meus sentimentos de tantos anos, finalmente estivessem sendo correspondidos.
Ele estava bem bêbado, talvez ele use esse argumento em sua defesa, falamos de coisas que nunca pensei que teria coragem de falar com alguém – muito menos com um homem – demos beijos quentes e rolo muita mão boba, na verdade ele estava me ensinando umas coisas, disse que se preocupava comigo, com a possibilidade de ser feita de boba por outros garotos, e me mostrou exatamente como os homens ficam quando uma mulher usa roupa curta.
Mas hoje de manha, ele não me deu nenhuma chance de defesa ou cerimônia, cravou um punhal em meu coração.
Não me disse nada, apenas aguardou silenciosamente que eu descobrisse tudo por uma rede social.
Não é como se eu esperasse ganhar o titulo de sua namorada, mas eu esperava que ele pelo menos tivesse a decência de me falar antes, como tínhamos combinando. No entanto, Henry mostrou que, ao contraio do que todos o imaginavam, ele não é o idealizado rapaz responsável, educado e sim um verdadeiro canalha covarde.
—Não acredito, como aquele cuzão pode ter feito isso com você?.
Foi impossível controlar a expressão de susto quando Hanna entrou em meu quarto gritando e batendo a porta como a louca que era. Ela de todas nós já havida passado por um caminhos de decepções amorosas e quando nosso olhar se encontrou, senti como se ela pudesse ver minha alma completamente ferida.
—Você esta bem? -perguntou se sentado na cadeira perto da cama
Eu fechei meus olhos, respirei fundo.
Des de pequena, meus pais me ensinaram a nunca desabar na frente de ninguém, me disseram para sorrir mesmo estando com o coração aos pedaços e que eu sempre deveria engolir choro, pois lágrimas eram apenas um sinal de covardia, então me acostumei a reprender meus sentimento, seja eles quais forem, para mim o simples pensamento de demostrar fraqueza diante de outras pessoas já me causa pânico.
Mas hoje, apenas por hoje, permitiria elas verem um pequeno pedaço da minha alma.
—Olhe só o que ele fez com minha princesa – sussurrou Angel tentando ajeitar meu cabelo, porém este estava parecendo um ninho de pássaro – eu vou matar o Henrique
—Fecho – Hanna se levantou apressada da cadeira – eu vou dar na cara daquele filho da puta, mano estou puta de raiva, eu vou dá na cara dele
E naquele momento eu tive pena de Henry, quero dizer, minhas amigas pareciam duas leoas sedentas por seu sangue.
—Onde vocês vão? – perguntei me colocando entre a porta de madeira e elas
—Onde você acha?– gritou Hannna tentando passar por mim — Eu vou acabar com aquele rosto de neném daquele idiota safado
—Não faz isso – sussurrei agarrando seu braço fino
—Está de brincadeira? Depois de tudo ainda vai defende-lo?
Lancei um olhar triste para Angel, eu não estava defendendo ele, pelo contrario, se eu não fosse uma pessoa muito equilibrada eu iria rapta-lo, depois de deixar ele alguns dias sem comer iria corta suas veias para que ele sangrasse lentamente e dolorosamente até a morte
—Meu desejo e que ele se lasque totalmente – respondi – mas não quero coloca-las em confusão
—Não podemos deixar as coisas assim – disse Angel calmamente, dê nos, ela era a mais sensata.
Eu não podia como também não queria deixar as coisas assim, Henry sabia muito bem que eu não era esse tipo de garota, mesmo assim, se aproveitou da nossa antiga amizade, do amor que sentia por ele para me usar da maneira que mais achou conveniente para depois simplesmente me descarta de forma tão suja, sim, era uma causa justa, eu precisava me vingar.
—E se darmos na cara dele de forma indireta? – elas me lançaram um olhar curioso enquanto um sorriso malicioso nascia de meus lábios– estão a fim de fazer uma coisa muita loca? Sabotar um namoro?
Elas ficaram pensativas por alguns segundos, depois se juntaram a mim em uma desafinada gargalhada perversa.
Eu não sabia, gostaria de ter descobrindo antes, mas coisas ruins acontecem para que coisas boas sejam ainda mais especiais quando ocorrerem.
Naquela época, se eu já soubesse disse não teria machucado tantas pessoas, muito menos derramando tantas lágrimasQue t
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