Não É Tão Simples Quanto Pensa
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Após dois dias de investigação, finalmente pegaram o sujeito que havia tirado a vida do casal e deixado a menina órfã. Seu nome era Joey Leblanc. Confessou que havia feito isso, pois Ross e Mary Bucker lhe deviam uma grande quantia em dinheiro, e não queriam lhe pagar. Estavam lhe enrolando por meses. E naquela noite, ele havia bebido demais, pegado a arma que lhe fora dada há uns anos, e foi atrás de seu pagamento. Mary foi quem abriu a porta, e ele em um ataque de fúria a jogou contra a parede. Foi quando ela gritou e seu marido veio ver o que havia acontecido e deu de cara com Joey. Mary suplicava pela vida, mas ele estava cego de raiva, muita raiva. Foi quando ele deu o primeiro disparo, que acertou Ross. Mary se abaixou e deu um grito de desespero, então, o seu destino fora traçado pela bala disparada vinda da arma de Joey, outro tiro certeiro. Morrera junto com seu marido. Joey fugiu, pois com certeza havia acordado os vizinhos. O que ele não sabia, era que o casal tinha uma filha. Que enquanto tudo isso acontecia, estava em seu quarto, abaixada em um canto, com medo de sair. Quando tudo ficou em silêncio, ela saiu, e viu no chão, seus pais. Ela não entendia muito bem o que havia acontecido, nem o sangue. Por isso se deitou do lado deles, e lá ficou fitando o teto. Talvez na inútil ideia de que eles acordariam, e lhe levariam para tomar o sorvete prometido.
Um vizinho chamou a polícia, e bem, o resto vocês já sabem.
Alice foi levada para o Conselho Tutelar, onde ficou sob os cuidados de uma agente por uns dias, até o crime ser desvendado.
Em seu íntimo, Sara sentia que não deveria deixar a menina desamparada, ainda mais após esta perda. Mas, por outro lado, sua vida de perita lhe impediria de cria-la apropriadamente.
Sala do Grissom
SS: Posso entrar?
GG: E precisa pedir? – respondeu em um tom irreconhecível. Sara se questionava o que diabos havia com ele. Manteve a expressão taciturna e adentrou a sala sentando-se diante de seu “chefe”.
SS: Você deve saber melhor que eu, que não sou o tipo que pede conselhos, mas eu realmente preciso de alguém me orientando neste momento.
GG: É sobre Alice, não é?
SS: Isso mesmo. – respondeu em um muxoxo- Está claro para todos que eu realmente me apeguei àquela menina, você deve saber por quê. Eu sinto que não devo deixa-la sob os cuidados de Agentes Tutelares até ela se encontrar, entende?
Grissom tira os óculos e pressiona os dedos sobre suas têmporas
GG: Sara, é algo muito bondoso de sua parte querer agir de tal forma, mas você tem um trabalho um tanto quanto perigoso, e quase não para em casa. Qual o tipo de criação você poderia lhe proporcionar desta maneira?
Sara buscava um ponto fixo para poder manter seu olhar antes de responder àquela pergunta. Não entendia porque se sentia tão impotente diante de uma situação como aquela, por que se apegou tanto à Alice? Respirou fundo. Já sabia o que faria.
SS: Tem razão, Gris. Na vida não podemos ter tudo que queremos.
Dizendo isso, se levantou e saiu andando pelos corredores do lab. Tinha uma visita para fazer. Grissom, por outro lado, indagava-se se haveria duplo sentido na frase que ouvira.
Notas finais
xoxo
Fale com o autor