Não É Tão Simples Quanto Pensa
3 Um anjo
Notas iniciais
Depois de dirigir alguns quilômetros, Sara finalmente chegara ao seu destino. Tocou a campainha, e logo ouviu a voz de quem tanto queria.
NJM (Norma Jeane Mortensen): Sara? Céus, não acredito no que meus olhos estão vendo. É você mesmo? – disse não contendo um abraço.
SS: Sou eu, Norma. Acredite, e venho trazendo notícias que podem ser muito interessante a você e Arthur.
NJ: Então entre minha amiga. Quanta saudade, não faz ideia. Sente-se. Vou chamar Arthur, ele também não vai acreditar.
Sai deixando Sara perdida em seus devaneios.
AM (Arthur Mortensen): Sara? Quem é vivo sempre aparece. Como vai garota? – disse a abraçando.
SS: Que generosidade Arthur, já deixei de ser uma garota há algum tempo.
NJM: Ela é modesta demais.
AM: Concordo. Mas, diga-nos, que ventos a trazem à nossa humilde residência?
SS: Bem, eu lembro que vocês sempre quiseram adotar uma criança, certo?
NJ e A: Sim, mas por que a pergunta?
Foram horas de conversas. Dias de discussões. Meses e meses de processo, até a família Mortensen conseguir a guarda da pequena. Alice já era praticamente amiga de todo o lab., e principalmente, apegadíssima a Sara, como não poderia deixar de ser.
Logo após se mudar para a cara dos Mortensen, Norma e Arthur deram uma grande festa, em comemoração a chegada de Alice.
Estavam todos presentes, amigos de Norma e Arthur, e claro, a equipe noturna do melhor laboratório de criminalística de Las Vegas. Enquanto todos festejavam, Alice e Sara estavam sentadas um pouco afastadas de todos. Era um jardim grande, e muito bonito por sinal.
A: Sara – disse com sua voz de criança-, se lembra de quando eu te disse que você lembrava alguém?
SS: Claro, meu anjo. E lembrou?
A: Bom, você pode achar estranho, mas na noite em que eu te conheci, eu sonhei que um anjo, – soltou uma risada- uma anja na verdade, vinha me salvar do escuro. E essa anja parecia você. É, era você mesmo.
SS: Ual, nunca me passaria pela cabeça algo assim Alice. E você ficou feliz de ter me conhecido?
A: Claro que sim. Eu te gosto este tanto ó – tentou demonstrar com os bracinhos abertos o quanto gostava de Sara. Esta depositou um beijo na bochecha da menina e se despediu. Já era tarde.
De agora em diante, Alice não estava mais sozinha. Seria amada, cuidada por dois pais, mesmo que postiços, que fariam de tudo para lhe ver bem. Algo que infelizmente, não pôde ter.
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