Não É Fácil
6 Nicodemus
Notas iniciais
*Um novo capítulo para vocês, espero que gostem, porque eu trabelhei duro nele.
*Boa leitura.
Mike e Santana estavam em um carro, e o rapaz estava dirigindo. Ele passara na casa da garota para lhe dar uma carona até a cidade para se encontrarem com Rachel, e Santana não pôde deixar de perceber o comportamento atipicamente quieto de Mike.
“Mike, está tudo bem?” Ela perguntou, e o rapaz baixou os olhos. “Você está muito calado...”
“Problemas de família, mas vai ficar tudo bem.” Ele respondeu de forma simpática, mas não deixando de ser um jeito de cortar aquela conversa, no mesmo instante que o som de uma buzina os assustou. “Caramba!” Os dois adolescentes olharam para trás e viram uma caminhonete que vinha em alta velocidade e estava ‘atacando’ o carro de Mike. “O que esse doido está querendo fazer?” E em uma ultrapassagem perigosa a caminhonete acabou capotando, para o horror dos dois jovens.
Mike parou seu carro imediatamente, e Santana já pegou seu celular, ligando para a emergência. Ambos desceram do carro e foram socorrer o homem, que havia sido jogado para fora da caminhonete. O homem de mais ou menos uns quarenta e cinco anos, estava desacordado e usava um uniforme da Smythe Corporation com um crachá com sua foto e nome que dizia: ‘James Beels’.
“Ele está morto?” Santana perguntou, temerosa, enquanto Mike se ajoelhava ao lado do homem e colocou a mão em seu pulso.
“Não, ainda bem.” O garoto respondeu. “Agora só nos resta esperar, eu vou mandar um SMS para a Rachel.” O rapaz pegou seu celular e digitou uma mensagem para a sua melhor amiga, quando Santana olhou há poucos metros a frente e se surpreendeu com o que viu.
“Mike, olhe isso!” Ela apontou para uma flor com pétalas amarelas e alaranjadas que se mexiam.
“Tire uma foto, aposto como a Rachel sabe o que é, ela conhece tudo quanto é tipo de esquisitice.”O rapaz ainda encontrou um momento para brincar, mas Santana manteve-se séria, quando pegou seu celular e fez o que ele lhe dissera, mas logo após o flash, a planta se retraiu e em seguida, no que pareceu um espirro, ela jogou um pó que atingiu os dois adolescentes, que sentiram uma forte ardência em seus olhos e narizes, fazendo-os espirrar.
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“Eu não acredito nisso!” William Schuester esbravejou ao telefone, no momento em que Sebastian entrou em sua sala. “Eu não devia confiar naquele incompetente do Beels! Eu falei para aquele idiota não tirar a flor da maldita redoma! Agora não há mais nada nas minhas mãos, a merda já está feita!” William desligou o celular com raiva.
“Qual o motivo de tanta agressividade, William?” O jovem perguntou, e o cientista colocou as mãos na cintura.
“Aquele inútil do James Beels! Eu pedi para ele levar meu novo experimento, a flor de Nicodemus do laboratório da Smythe Corp até o meu laboratório particular, mas o idiota tirou a planta da redoma em que ela estava!” William explicou frustrado. “Você já ouviu falar sobre a flor de Nicodemus, não? Não foi por acaso que elas desapareceram da face da Terra há mais de cem anos.”
“Eu sei.” Sebastian confirmou. “Então, por que você se deu ao trabalho de trazê-las de volta?” O jovem o questionou.
“Bem, isso é só um pequeno passo para uma grande e revolucionária descoberta científica, hoje, uma planta extinta há um século, amanhã, criaturas de milhares, e por que não milhões de anos?” Sebastian sorriu.
“Surpreendente William.”
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“Ei Mike, eu liguei para você umas dez vezes depois que recebi sua mensagem, por que você não me atendeu?” Rachel perguntou, aproximando-se de seu amigo, que guardava o seu material antes da primeira aula daquele dia. “Eu fiquei preocupada...” Mas o som de uma batida violenta da porta do armário do adolescente a fez tremer e calar.
“Sério?” Ele perguntou em um tom e com um sorriso que esbanjavam ironia. “Desculpa, mas eu pensei que você estivesse ocupada com Puckerman.”
“Sobre o que você está falando, Mike Chang?” Rachel perguntou, extremamente ofendida, mas o rapaz não mudou nem um pouco sua expressão. “Você sabe muito bem que eu e o Puck...”
“Eu não quero ouvir!” Ele a cortou, de uma maneira tão agressiva que chamou a atenção de uma boa parte dos estudantes que estavam no corredor. “Você sempre se acha a dona da verdade, julgando as outras garotas, mas você não tem nada de diferente de nenhuma delas, você não passa de um troféu para um atleta acéfalo, como você costuma dizer!” Rachel ficou estática, nenhum movimento, nenhuma expressão, nada. Ela nunca poderia esperar uma atitude dessas vindas justamente de um de seus melhores amigos.
“Ei pessoal, o que está acontecendo?” Brittany chegou ali, e perguntou confusa.
“Me deixe em paz você também!” Mike disse para ela, e saiu apressado.
“Que bicho mordeu ele?” Brittany perguntou para Rachel, que manteve o silêncio, abaixou a cabeça e saiu chorando. “Ei Rach, espera!” Brittany a seguiu.
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Amanda caminhava a caminho de sua aula, quando no fundo do corredor ela viu Santana, pela primeira vez naquele dia. A morena estava vindo em sua direção, o que a fez parar, e prender a respiração por alguns segundos, diante do que estava poucos metros a frente.
Santana caminhava com um sorriso confiante estampado em seu rosto, e usando um vestido vermelho, colado, tão indecente que Amanda nem saberia explicar como ela conseguiu entrar na escola usando aquilo.
Por todo o corredor rapazes babavam diante daquela visão, o que deixou Amanda bastante desconfortável, mas ela os ignorou completamente. Seus olhos negros incapazes de esconder suas segundas intenções, e eles não desgrudavam de Amanda.
“Oi.” Santana cumprimentou a ruiva, que respirou fundo ao olhar de perto aquela nova Santana, ainda incerta de como se comportar, pois desde a festa de Sebastian, a morena deixou de falar com ela. “O que foi? Esqueceu de como se fala?” Santana a provocou, passando a língua nos lábios, sugestivamente.
“É... Oi Santana.” Amanda respondeu.
“Você gostou?” Santana mordeu o lábio inferior.
“Sim, eu gostei, mas... Eu preferia que você se vestisse assim em uma situação onde só estivéssemos nós duas.” Amanda respondeu.
“Não seja por isso.” Santana sorriu e pegou na mão de Amanda, levando-a até um banheiro feminino, que estava vazio.
“Santana, o que você está pretend...” Mas ela nem teve tempo de terminar, antes disso foi jogada contra a parede e sentiu o corpo de Santana ser pressionado contra o seu. A respiração da morena em seu pescoço lhe causou arrepios. “Santana, o que está acontecendo?”
“O que está acontecendo? Isso é o que está acontecendo!”Santana colocou as duas mãos no rosto de Amanda e lhe beijou com grande desejo. Em seguida ela começou a beijar o rosto da ruiva, e chegou até o seu ouvido, dando uma mordidinha de leve no lóbulo. “Eu quero você...Você também me quer, Mandy?”
“Santana, nós estamos na escola...”Amanda argumentou, tentando ignorar o fato de que Santana lhe beijava no pescoço.
“Que tal irmos para a minha casa? A velha está em Metropolis de novo, nós temos o dia todo, só eu e você, o que acha?”Amanda estranhou, nunca a morena havia se referido à sua avó como ‘a velha’, nem mesmo em suas maiores desavenças.
“Não!” Amanda falou firme, e se desvencilhou de Santana, que pareceu desolada diante tamanha rejeição.
“Por que, não?” Santana perguntou, cruzando os braços.
“Eu tenho que ir para aula, eu preciso de uma bolsa em alguma Universidade, e você sabe que eu não sou nenhuma brilhante, preciso estudar para manter minhas notas altas.”
“Ótimo!” Santana bateu palmas lenta e ironicamente. “Uma menina tão boa, estudiosa e preocupada com o futuro, bravo Amanda Fordman, bravo!” Santana sorriu. “E não se preocupe Mandy, agora você terá todo tempo do mundo para estudar, nós estamos terminando por aqui.”
“C-como assim, Santana?” A ruiva perguntou, estava atônita. “Por quê?”
“Porque você se tornou uma namorada muito chatinha.” Santana deu os ombros, e virou-se para sair do banheiro, mas antes de deixar o local definitivamente, ela mandou um beijo para Amanda e piscou.
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“Eu ainda não acredito que ele foi capaz de falar aquelas coisas para mim.” Rachel falou em lágrimas, enquanto Brittany acariciava o seu cabelo. Elas estavam na sala do Smallville Torch. “Eu não fiz nada para merecer isso, eu juto que não fiz, Britt.”
“Eu sei Rach.” Brittany respondeu. “Ele não parecia o Mike.”
“Alguma coisa aconteceu, e eu queria ajudá-lo, mas desse jeito eu tenho certeza que ele não vai querer minha ajuda.” E aquilo era o que mais estava lhe machucando.
“Nós vamos encontrar um jeito de descobrir o que está acontecendo e ajudar o Mike, você vai ver.” Brittany disse.
“Obrigada Britt, as vezes eu nem sei o que seria da minha vida sem você por perto.” Rachel abriu um pequeno sorriso, enxugando as suas lágrimas. “Eu tenho que ir agora, não posso perder a próxima aula.” A morena se levantou, mas Brittany manteve-se sentada na cadeira, que estava de frente para Rachel. “Você não vem?”
“Eu posso usar o computador daqui um pouco? Ainda tem vinte minutos até minha próxima aula.” Brittany perguntou.
“Tudo bem, vejo você mais tarde Britt.” Rachel saiu da sala, e deixou Brittany, que começou a checar seu e-mail, que era sempre recheado com avisos de suas redes sociais, e também de um site de RPG que ela e Mike passavam horas dia.
“Ei Britt-Britt.” Brittany se arrepiou ao ouvir um de seus apelidos, que era usado somente na sua infância, ser falado por uma voz baixa, e rouca de uma forma provocadora. Seus olhos se deslocaram da tela do computador para a direção da porta, onde Santana estava encostada, com os braços cruzados e um sorriso que prometia. O queixo de Brittany caiu diante daquela imagem. “Feliz em me ver?”
Brittany não disse nada, porque o seu cérebro estava em um estado caótico e incapacitado de formar uma sentença com a mínima coerência que fosse. Santana parecia ver o que se passava dentro da cabeça da loira, e riu, enquanto atravessava a sala, e sentou-se na cadeira que há minutos atrás estava sendo ocupada por Rachel.
“Eu estou feliz em ver você também.” A morena falou, pegando as mãos de Brittany e colocando-as em suas coxas. Brittany acreditou que fosse desmaiar. “Eu tenho uma coisa para você, Britt-Britt.” Santana mordeu o lábio inferior. “Você sempre foi uma menina boazinha, e coisas boas sempre vêem para as meninas boazinhas.” Santana piscou, e em seguida depositou suas mãos nos ombros da loira, e a delicadamente a puxou para mais perto, colocando a sua boca bem próxima ao ouvido esquerdo de Brittany. “Eu sei que você gosta de mim, Britt-Britt.” Ela levou uma de suas mãos à nuca de Brittany, e começou a fazer pequenos círculos com a ponta de seus dedos. Essas carícias somadas as palavras e aquele tom provocante usado por Santana, estavam deixando Brittany louca, e ela já estava acreditando que aquilo não passava de um ótimo sonho. “Sabia que eu gosto de você também?” Brittany deixou escapar um pequeno gemido, e apertou as coxas de Santana, que se animou ainda mais. Ela estava no caminho certo. “Acho que vamos nos entender muito bem, Britt-Britt, venha comigo.”
“O-o quê?” Brittany perguntou, assim que as carícias em sua nuca cessaram, e Santana se levantou.
“Vem comigo Britt-Britt.” Santana estendeu suas mãos, na quais Brittany segurou e se levantou e abriu um sorriso tímido. “Você não vai se arrepender.”
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Para a surpresa de Brittany, Santana a guiou até a piscina da escola, deixando a loira ainda mais nervosa e confusa. Durante o caminho, ela acabou tropeçando em seus próprios pés algumas vezes, fazendo Santana rir, e Brittany se sentir ainda mais patética do que já acontecia normalmente.
“Que tal um banho de piscina?” Santana sugeriu, e virou-se para encarar Brittany.
“É... Eu não sei... E-está frio.” Brittany falou sem muita confiança, porque ao contrário das outras pessoas, ela possuía uma grande resistência ao frio, e isso a fazia questionar de que tipo de planeta ela viera.
“Não se preocupe, as coisas vão esquentar logo.” Santana a provocou, se afastando vagarosamente da outra adolescente, que vivia um dilema: Um lado seu queria sair correndo dali, pois não tinha certeza se conseguiria lidar com o que estava por vir, mas o outro... O outro a impedia de se mover um centímetro que fosse, porque a garota de seus sonhos estava ali, diante de seus olhos, e ao alcance de suas mãos, e aquilo era muito melhor que qualquer sonho que a loira já tivera.
Porém, enquanto ela se questionava, Santana não perdia tempo, e trilhou o seu próprio torso com as pontas dos dedos, alcançando a barra do vestido, e o puxou para cima. Brittany segurou sua respiração, e a morena jogou o vestido para ela, que nem sabe como conseguiu pegá-lo, já que seus olhos não desgrudavam do belo e atlético corpo de Santana.
“Você gostou, Britt-Britt?” Santana perguntou, colocando as mãos na cintura e fazendo poses para expor orgulhosamente seu corpo. Os olhos azulados de Brittany capturavam cada centímetro do corpo de sua vizinha, naquela lingerie preta. Suas pernas, seus braços, seu abdômen, tudo nela era praticamente perfeito, seus seios eram tão... Eles com certeza poderiam ser considerados a oitava maravilha do mundo, e os cabelos, lindos, negros, brilhantes e volumosos, e o seu sorriso, era a complementação perfeita para tudo aquilo.
“S-sim.” Brittany respondeu, logo que o seu cérebro processou a pergunta da líder. “Você é... Realmente linda.”
“Obrigada, Britt-Britt, e você é realmente sexy.” Santana piscou para ela, e seguiu para o trampolim.
“Santana, o que você está fazendo?” Brittany perguntou, mas a outra a ignorou por completo.
“Os exercícios e dietas loucas que a treinadora Sylvester nos obriga a fazer têm suas vantagens, olha só para o meu corpo, ele é tão flexível...” Brittany apenas admirou boquiaberta Santana ir pulando na ponta do pé, e finalmente pular na piscina.
Santana tirou a cabeça debaixo da água, rindo alegremente e passou a mão por seus longos cabelos. Ela jogou água em Brittany.
“Vem aqui comigo, Britt-Britt, está uma delícia, e vai ficar ainda melhor...” Brittany engoliu seco, e deu um passo para trás. “Eu vou ter que ir até aí te convencer?” A loira ficou sem reação com aquela pergunta, enquanto Santana foi se aproximando devagar, quase predatoriamente.
Assim que Santana saiu da piscina, a expressão de seu rosto havia mudado. Ela estava séria, determinada e seus olhos transbordavam desejo. Brittany sentiu todos os músculos de seu corpo ficarem tensos e a respiração deixar de ser algo natural, quando Santana tocou levemente o seu rosto.
“Eu preciso de você, Britt-Britt...” Olhos negros fixaram-se nos olhos azuis, e após alguns segundos de intenso olhar, o ápice do momento finalmente aconteceu. Brittany fechou os seus olhos ao sentir os lábios úmidos e macios de Santana tocarem os seus. Ela estava sendo beijada pela primeira vez em sua vida, e logo pela garota de seus sonhos, Santana Lopez.
Sem nenhuma experiência, Brittany apenas abriu sua boca, e permitiu o acesso da língua de Santana, para que ela pudesse fazer tudo da melhor maneira possível. O vestido vermelho que estava nas mãos da loira escapou por entre seus dedos. Suas pernas amoleceram, e ela mal conseguia se equilibrar, e assim que a morena se afastou dela, o resto de seu equilíbrio parece ter ido junto, resultando em sua queda na piscina.
Brittany ainda estava entorpecida pelo que acabara de acontecer, que nem se importou, e então quando ela voltou a superfície, ao invés de encontrar o lindo sorriso de Santana, quem estava lá era o zelador, Mr. Kidney, de braços cruzados e com a cara ainda mais feia que o normal, olhando para a piscina. Ela olhou para o chão, e notou que o vestido de Santana já não estava mais ali. Ela provavelmente havia conseguido se esgueirado do homem.
“Muito bonito Srta. Pierce.” Ele falou em tom irônico. “O diretor Figgins vai adorar saber que você anda matando aula para bagunçar na piscina.”
“Não é isso, é que ...” Ela tentou se explicar, em vão, era melhor aceitar uma punição do que entregar a garota que ela amava.
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Assim que Rachel entrou na sala do jornal, ficou surpresa ao encontrar Brittany sentado com um uniforme de educação física, os cabelos molhados e uma expressão distante, com um sorriso encantado.
“Britt, o que aconteceu?” A adolescente perguntou, mas não obteve resposta. Sua amiga nem havia lhe escutado. “Ei Brittany!” Rachel falou mais alto e estalou os dedos, o que fez Brittany ‘acordar’, olhar para a sua amiga.
“Ah... Oi Rach.” Brittany respondeu.
“O que aconteceu?” Rachel perguntou novamente.
“É uma longa história, mas resumindo: depois que você foi para a aula, Santana apareceu aqui, muito diferente, então ela me levou para a piscina, ficou só de lingerie e...” Brittany suspirou, porque só de lembrar-se do beijo, todo o seu corpo arrepiava. “... E então ela me beijou.” O sorriso bobo voltou ao rosto da loira. “Foi lindo.”
“Uau, mas por que ela fez isso?” Rachel perguntou intrigada.
“Eu não sei.” Brittany deu os ombros. “ Mas eu gostei disso, de qualquer jeito.” Brittany sabia que mais uma detenção lhe ocasionaria longos minutos e talvez até horas de sermões de seus pais, mas naquele momento nada disso lhe importava, pois ela podia fechar os olhos, e ainda sentir os lábios macios de Santana contra os seus.
“Britt eu não quero cortar o seu barato, não, mas você sabe que tem alguma coisa errada com a Santana, ela normalmente não faria uma coisa dessas.” Rachel falou. É claro que Brittany sabia disso.
“É, eu sei.” A loira confirmou, sem muita animação.
“Ontem o Mike e a Santana iriam à minha casa, o Mike daria a carona para ela, mas eles não apareceram e a única coisa que aconteceu foi eu receber uma mensagem dele sobre um ‘imprevisto’.” Rachel falou séria. “ Esse tal ‘imprevisto’ é provavelmente a causa deles estarem agindo dessa forma estranha, mas eu não sei o que poderia ser.”
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Após a aula, Santana entrou no Talon, seus olhos estavam em uma ávida procura por uma pessoa especial, e um sorriso surgiu em seus lábios, quando eles a encontraram. Essa pessoa se tratava de Sebastian Smythe, que lia um jornal e tomava cappuccino no balcão.
Ela caminhou até ele, que estava tão concentrado em sua leitura, que mal percebeu a presença da garota.
“Ei Seb.” Assim que Sebastian surpreendeu-se, por Santana chamá-lo de ‘Seb’, pela proximidade de seus corpos e pela forma como ela sorria, um jeito provocador, inédito para ele. “Que boa surpresa te encontrar por aqui.”
“Digo o mesmo, Santana.” O rapaz respondeu, afastando-se dela, mas Santana avançou, diminuindo mais ainda a já pequena distância entre eles.
“Algum problema, Seb?” Ela perguntou, enquanto usou seu dedo indicador para pegar um pouco do chantilly da bebida do rapaz e levou para a sua boca, sugando seu dedo luxuriosamente. “Hmm... Delicioso.” Ela piscou para ele, e passou a língua em seus lábios. Seus olhos estavam fixos na boca do rapaz. “Mas eu aposto que o gosto do seu beijo é ainda melhor.” Ao dizer isso, Santana se inclinou para beijá-lo, que segurou em seus ombros, impedindo-a de realizar a ação.
“O que você está fazendo?” Ela perguntou, abismado com aquele comportamento tão atípico da garota.
“Por que todo mundo está me perguntando isso hoje?” Ela perguntou sorrindo.
“Talvez porque essa não seja você.” Sebastian respondeu. “Sinceramente Santana? Essa não é você!” As palavras de Sebastian fizeram o sorriso da garota desaparecer.
“Não sou eu?” Ela perguntou em um tom completamente diferente, cheio de agressividade.
“Não me entenda mal, Santana, eu só...” Ele tentou se explicar.
“ O que você sabe sobre mim, seu idiota? Você acha que a vida toda eu vou ser aquela garotinha que chora toda noite pelos pais mortos? Você está enganado, Sebastian Smythe!” Mas antes que o rapaz pudesse abrir a boca para se defender, Santana lhe acertou bem na mandíbula, com tamanha força que o fez cair de sua cadeira, atraindo a atenção de todos no estabelecimento. “Obrigada pelo presentinho, Seb.”
Assim que o rapaz, ainda com uma das mãos em sua face dolorida, olhou para Santana, ele viu a chave de seu carro nas mãos dela, que lhe mandou um beijinho, antes de sair do local.
“Ei Santana! Espera!” Ele falou, levantando-se, mas a adolescente foi mais rápida, e sem demora entrou no Porsche amarelo, que estava estacionado em frente ao Coffee Shop, e saiu em uma velocidade altíssima.
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Brittany andava pela rua principal de Smallville, ela havia acabado de deixar o correio, onde a pedido de sua mãe, ela havia levado uma carta para seu avô que morava em outro estado, William Clark, quando o som de pneus cantando chamou a atenção dela e de todo mundo que estava nas redondezas também.
A adolescente reconheceu o carro com facilidade, era o Porsche amarelo de Sebastian Smythe, mas assim que o veículo passou por ela, surpreendeu-se ao ver que o motorista se tratava de Santana Lopez.
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Rachel caminhava até a residência dos Chang, quando viu Mike saindo de lá, e indo em direção ao carro de sua família.
“Mike, espera!” Ela falou, apressando seus passos para conseguir falar com seu amigo. O rapaz colocou as mãos na cintura e começou a bater o pé com impaciência. “Eu preciso falar com você.” Ela falou, assim que chegou ao seu lado.
“Não agora, Rachel, eu tenho um assunto de família para resolver.” Ele respondeu e abriu a porta do carro, possibilitando a Rachel ver a espingarda do Sr. Chang dentro do veículo.
“Mike, o que você vai fazer?” Ela perguntou cautelosamente, mas aquilo irritou o rapaz, que deu um soco no teto do carro.
“Eu vou fazer Sebastian Smythe pagar pelo que está fazendo a minha família!” O garoto respondeu irritado, mas Rachel segurou em sua mão. Ela não sabia como, mas deveria impedi-lo de cometer tão grave erro.
“Você não pode fazer isso Mike, só vai acabar prejudicando a sua família e a você próprio!” Ela argumentou, mas ele puxou sua mão com força e desvencilhou-se dela.
“Você se importa?” Ele perguntou baixo, e Rachel sentiu seu coração disparar. “Você realmente se importa?”
“Sim.” Ela respondeu vacilante, pois a proximidade de Mike era de tirar o fôlego, e o toque de suas mãos em seu rosto quase foram capazes de fazê-la desmaiar.
“Rach, por que você não vê o quanto você significa para mim?” Mas antes que Rachel pudesse responder que sim, ela via, e que provavelmente sentia o mesmo por ele, os lábios de Mike se chocaram contra os seus.
Aquele não fora o primeiro beijo de nenhum dos dois, mas com certeza o mais sonhado por ambos, mas o beijo foi quebrado por Mike, e assim que Rachel abriu seus olhos e viu o rosto de seu amigo, ela notou que algo estava errado com ele. Ele estava pálido e seus olhos mal ficavam abertos.
“Mike, você está bem?” O rapaz não respondeu, e não demorou muito para cair desacordado. “Mike!” Rachel se ajoelhou ao lado dele, tentando reanimá-lo.
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Brittany seguiu o Porsche amarelo, até Santana estacioná-lo no campo Chandler, há poucos metros de distância da antiga torre da KTML TV, o canal de comunicação de Smallville. Ela desceu do carro, e olhou para a torre.
“Santana!” A voz de Brittany chamou a atenção da morena, que virou-se para olhar para a loira, surpresa com repentina aparição.
“Como você chegou aqui tão rápido?” Ela perguntou, e Brittany pensou durante alguns segundos, mas não encontrou nada que fosse convincente o suficiente para dizer. “Ah, isso não importa, só venha comigo.” Santana se aproximou da loira, e começou a guiá-la em direção a torre.
“Para onde?” Brittany a questionou.
“Para o topo da torre.” Santana respondeu de forma simples, como se estivesse prestes a fazer a coisa mais normal do mundo.
“O quê? Não!” Brittany respondeu, e puxou sua mão, sem muita força, mas que foi o suficiente para fazer o corpo de Santana se chocar contra o seu.
“Britt-Britt lá de cima da torre dá para ver Metropolis, uma vez meu pai me levou até lá.” Santana disse tentando convencê-la.
“Santana, eu não me dou muito bem com alturas.”Brittany respondeu e engoliu seco, só de se imaginar em cima daquela torre ela já sentia revertério.
“Faz um esforço Britt-Britt, por mim.” Santana disse, colocando as mãos nos ombros da outra adolescente.
“Eu não acho que seja uma boa idéia.” Brittany argumetou.
“Por quê?”
“Porquê você pode se machucar.”
“E por que você se importa?” Brittany engoliu seco, diante daquela pergunta. “Britt-Britt, me diga, você está apaixonada por mim?” Brittany arregalou os olhos, e manteve o seu silêncio, mas ela não disse nada,atitude que frustrou Santana. “Sabe o que você é Brittany? Uma fraca!” A palavra atingiu Brittany como um punhal em seu peito. “E saiba que esse seu bom-mocismo não vai te levar à lugar nenhum! Pessoas como você estão destinadas ao esquecimento!”
Ao dizer isso, Santana se virou e seguiu para a torre, e começou a subir na torre.
“Santana, por favor...” Foi a último pedido de Brittany.
“Se você quer me impedir, vai ter que vir até aqui, boa-moça.” Santana a provocou e continuou subindo, e foi assim até passar da metade da metade da escada, e Santana parou.
“Você está bem, Santana?” Ela perguntou, mas não obteve resposta. Então a morena caiu da torre, mas graças a sua grande velocidade e bom reflexo, Brittany foi capaz de pegá-la, antes que ela atingisse o chão. Santana estava desacordada.
“Santana, por favor, fale comigo.” Brittany a chamou, tentando acordar a garota em seus braços, mas ela parecia estar em um sono profundo.
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Brittany encostou-se na parede do hospital, ao lado de Rachel, que estava com os seus olhos lacrimejando e com soluços escapando por entre seus lábios.
As duas amigas chegaram ao centro médico Smallville com poucos minutos de diferença. Rachel foi a primeira, e agora Mike e Santana estavam sendo atendidos há quinze minutos.
Assim que o médico plantonista, responsável pelo atendimento de ambos adolescentes apareceu ali, as duas amigas foram correndo ao seu encontro, mas a expressão no rosto do médico era desanimadora.
“Então doutor, o que aconteceu?” Rachel perguntou.
“Bom, é estranho, mas, esses dois adolescentes estão com os mesmo sintomas do funcionário da Smythe Corporation que chegou aqui ontem a tarde, vítima do acidente na estrada da KTML.” Rachel não pôde deixar de ligar os fatos. A estrada KTML dava acesso ao rancho Pierce, e claro, à casa de Alma Lopez.
“Quais são esses sintomas?” Brittany perguntou.
“Eles estão em um estado de como profundo e acreditamos que irreversível também.” Brittany e Rachel se entreolharam ainda mais arrasadas. “ E para ser sinceros, nenhum médico desse centro médico já presenciou algo parecido antes.”
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Do hospital as duas garotas seguiram até a casa de Rachel, sem muita conversa durante o caminho.
“Rachel, eu não sei se deveria fazer isso, mas quando Santana caiu da torre, eu peguei o celular dela, e talvez tenha alguma pista do que aconteceu com ela e Mike ontem, eu não sei.” Brittany falou desanimada. Ela daria tudo para conseguir encontrar a cura e salvar os seus amigos desse estado de incógnita que eles estavam. Ela entregou o celular a sua amiga.
“Eu sempre digo Britt, você leva jeito para jornalista, deveria considerar a possibilidade de trabalhar comigo no Smallville Torch.” Rachel lhe disse.
“Eu não sei Rachel, eu não acho que nasci para ser jornalista.” Brittany respondeu timidamente, porque, sinceramente, aquilo era a última coisa que ela pensaria naquele momento. Ela só queria salvar os seus amigos.
“Vamos ver se encontramos alguma coisa aqui.” Rachel falou, e pegou o seu cabo USB. Por sorte, o seu celular era do mesmo modelo do de Santana,e por isso, ela conseguiu conectá-lo ao seu notebook, e abriu os seus arquivos.
Ela rolou por muitas fotos, na maioria de Santana, algumas de Amanda, outras delas duas juntas, e até algumas dela somente em lingeries provocantes. Brittany sentiu suas bochechas arderem, e desviou os olhos naquele momento.
“Britt, olha isso.” A adolescente voltou o seu olhar para a tela do notebook e viu em tamanho grande a imagem de uma flor amarela. “Essa foi a última foto tirada.” Rachel falou
“Essa flor é esquisita.” Brittany comentou.
“Essa flor não me é estranha.” Rachel começou a dar ‘zoom’ na imagem, e percebeu que a flor estava em cima do que parecia uma redoma quebrada,e na parte debaixo ficou visível o símbolo da Smythe Corporation logo abaixo da inscrição que dizia: FLOR DE NICODEMUS. “Não, não pode ser...” Rachel murmurou.
“Não pode ser o quê?” Brittany a questionou.
“As flores de Nicodemus não existem mais, ou pelo menos não deveriam existir.” Rachel abriu uma página do Google e colocou o nome da tal flor,e abriu um site especialista em botânica. “Escuta só isso Britt: Flor de Nicodemus: Uma flor rara, que foi extinta que libera os desejos mais íntimos de quem se contamina com seus esporos. Entre o final do século 19 e início do século 20 eram bastante populares e apreciadas no sul do Kansas, sendo mantidas como adornos para as casas dos habitantes de cidades como Metropolis, Granville e Smallville, porém, quando as pessoas notaram os males trazidos pela flor, elas foram destruídas e tornaram-se extintas.
Os esporos soltos pelas flores de Nicodemus continham substâncias tóxicas, que em contato com a corrente sanguínea, tiravam suas inibições em um prazo de 24 horas, e as induzia a um coma profundo e irreversível, causando sua morte em um prazo de 72 horas...” Rachel e Brittany se entreolharam.
“Não pode ser Rach, eles não... Eles não podem morrer.” Brittany falou chateada. “Tem que existir algo que nós possamos fazer para salvá-los.”
“Se a Smyhte Corporation trouxe essa maldição de volta, eles vão ter que dar um jeito de salvar Mike e Santana.” Rachel falou determinada.
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Sebastian estava em seu escritório, mexendo em seu computador, quando Rachel e Brittany entraram ali. Ele surpreendeu-se ao vê-las. Ele fechou as páginas que estava vendo e se levantou para recebê-las.
“Rachel, Brittany, que prazer em recebê-las.” Ele falou sorrindo. “Posso ajudá-las em alguma coisa?”
“Nós queremos uma explicação.” Rachel falou firme, e o rapaz estranhou as expressões no rosto das duas garotas.
“Sobre?” Ele cruzou os braços.
“Sobre uma antiga espécie de flor, conhecida como Nicodemus, você conhece?” Rachel mantinha a voz firme, em um tom quase intimidador.
“Claro que sim, as vezes caíam em questões nas provas de biologia durante o ensino médio, por que? Você precisa de ajuda para algum teste?” Ele perguntou com um sorriso irônico.
“Isso não é brincadeira, Sebastian.” Brittany o repreendeu.
“Desculpe, eu só estava tentando amenizar o clima aqui.” Ele explicou, de forma séria. “Vocês duas parecem estar uma pilha de nervos...”
“Nós não poderíamos estar de outro jeito quando nossos amigos estão em coma no hospital, com no máximo 48 horas de vida.” Rachel respondeu e Sebastian pareceu chocado com a informação.
“O quê? Como?” Ele perguntou.
“Já que você conhece a flor de Nicodemus, sabe o que ela é capaz de fazer com as pessoas, tira suas inibições e depois os mata, causando um verdadeiro caos.” Rachel falou, tirando de sua bolsa uma folha com a imagem da flor de Nicodemus imprimida nela. “Elas foram extintas exatamente por esse motivo, e o que a sua empresa faz? Traz elas de volta, e agora Mike e Santana estão em coma no hospital!” Ela entregou o papel a Sebastian, que olhou para a imagem durante algum tempo.
“Olha Rachel, eu jamais estaria envolvido em algo assim, entende? Eu sei o quão grave são os danos causados por essa planta, eu jamais apoiaria essa história de trazê-las de volta.” Sebastian garantiu.
“Como você explica o logo da Smythe Corporation aí?” Rachel o cobrou.
“Eu não sei o que dizer, eu nem sequer tenho acesso a experiências feitas pelos cientistas da Smythe Corporation, eu só administro uma fábrica de creme de milho.” Ele respondeu. “ E eu também fui uma vítima disso se você quer saber.” Ele apontou para a sua face visivelmente inchada. “Santana tentou me seduzir e me agrediu antes de roubar o meu carro.” Brittany sentiu uma pontada de ciúmes naquele instante. “Eu sinto muito que isso esteja acontecendo com eles...”
“Você vai sentir mais se eles morrerem e todos ficarem sabendo do que a Smythe Corporation é a responsável pela morte de dois adolescentes.” Rachel o ameaçou. Sebastian ficou em silêncio, como se estivesse pensando em algo.
“Eu vou conseguir a cura para eles, vocês vão ver!” Ele garantiu. “O que está acontecendo não é minha culpa, mas eu me prontifico a ajudá-los mesmo assim, pois não acho justo dois adolescentes perderem suas vidas pelas experiências dos cientistas provavelmente comandadas pelo meu pai.” Sebastian prometeu.
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“OLHA SÓ O QUE ACONTECEU, TUDO CULPA SUA, SCHUESTER!” Sebastian estava descontrolado, e empurrou o cientista violentamente contra a parede de seu laboratório. “NÃO ME BASTA MANDAR UM INCOMPENTE PARA FAZER ESSE SERVIÇO, AINDA DEIXA O NOME DA MINHA EMPRESA NAQUELA COISA?”
“Sebastian, eu nunca poderia imaginar...” William tentou explicar, mas Sebastian apertou a sua boca.
“CALA A BOCA! EU FALO AQUI, VOCÊ SÓ VAI OUVIR, SEU IDIOTA!” William se calou. “Essa sua idéia de brincar de Deus acabou dando errado, e dois adolescentes foram infectados por essa porcaria de flor, e adivinha só? Eles são amigos de Brittany Pierce, mundo pequeno não? Agora ela está desconfiada de mim, e isso não poderia ter acontecido, porque eu estava indo tão bem no meu plano de ganhar a confiança dela, e não vai ser um bosta como você que vai estragar isso, você entendeu?” William apenas sacudiu a cabeça confirmando. “Então Schuester, você vai começar agora mesmo a procurar uma cura para esse coma, certo?” Sebastian soltou a boca de William , que respirou aliviado.
“Eu vou tentar...” Mas antes que ele pudesse terminar, Sebastian mais uma vez segurou a boca dele, de forma ainda mais violenta.
“Tentar não, você vai conseguir!” Sebastian falou de forma tão amedrontadora, que William nunca vira algo parecido, mesmo de Lionel em seus piores dias, que muitos já consideravam como uma encarnação do próprio demônio. “Porque, caso você falhe nessa tarefa, os próximos velórios serão o da sua esposinha e do seu filhinho, e eu tenho quase certeza que você não quer isso.”
Mais uma vez Sebastian o soltou, e deixou a sala.
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No dia seguinte após a aula, Rachel e Brittany foram direto ao hospital, onde a movimentação estava bastante diferente da usual. Assim que elas entraram no corredor dos quartos onde Santana, Mike, e James Beels estavam , elas se arrepiaram.
Dois enfermeiros saíram de um dos quartos, empurrando uma maca coberta por um pano branco. Ali estava um corpo.
Mais ao fundo, o casal Chang e Alma Lopez assistiam a cena com uma expressão mortificada. Martha Pierce estava ao lado da mulher, enquanto Jonathan foi ao encontro das duas adolescentes.
“Pai, o que aconteceu?” Brittany perguntou, com medo do que ouviria.
“James Beels faleceu, e o médico disse que Santana e Mike provavelmente não passam dessa noite.” Jonathan estava arrasado. “Eu sinto muito, meninas.”
Naquele momento Brittany sentiu uma dor enorme em seu coração, como se alguém tivesse cravado uma faca diretamente em seu coração. Ela não conseguia se imaginar vivendo em um mundo sem o seu melhor amigo e a garota que ela amava. Era muito pior que qualquer pesadelo.
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Era início da noite quando Sebastian chegou ao centro médico Smallville, com um sorriso vitorioso e no bolso um frasco com o soro que reverteria o efeito do coma causada pela flor de Nicodemus.
O soro criado por William Schuester, veio dos próprios esporos venenosos da planta.
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Brittany e Rachel estavam sentadas no sofá da sala no rancho Pierce. O silêncio entre elas já duravam longos minutos, porém seus pensamentos eram atormentados pelo cruel sentimento da perda.
“Eu... Eu não sei o que vou fazer sem ele.” Rachel começou. “Antes dele desmaiar, ele me beijou.” Brittany abriu um sorriso solidário para sua amiga, e segurou em sua mão. Ela sabia exatamente como Rachel se sentia.
O telefone tocou, e as duas estremeceram. Uma enorme incerteza e inquietação invadiu o ambiente, e somente após o terceiro toque, Brittany se levantou para atendê-lo.
“Alô.” Sua voz estava baixa, quase inaudível.
“Brittany, minha filha” Era Martha, e sua voz estava bastante animada, o que fez um grande alivio invadir o coração da loira. “Sebastian Smythe trouxe um soro que os curou, eles já estão acordados!” Um sorriso nasceu no rosto de Brittany, e toda tensão em seu corpo desapareceu.
“Obrigada por avisar, mãe.”
“Eu e o seu pai já estamos voltando para a casa.” Martha falou. “Nos vemos daqui a pouco.” A adolescente desligou o telefone e olhou para Rachel que observava a conversa. “Rach, ele conseguiu! Sebastian conseguiu, eles estão curados!” Rachel se levantou e abraçou Brittany, que de tão animada que estava, levantou sua amiga do chão.
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Brittany olhou para baixo dos mais de 50 metros de altura da KTML TV, e sentiu uma tontura e um certo enjôo batendo. Ela respirou fundo, e sentiu suas mãos serem seguras.
“Se você ficar aí na ponta vai acabar passando mal.” Santana lhe disse, então Brittany caminhou com ela até o meio da torre, e olhou para a direção dos arranha-céus de Metropolis, que como Santana lhe dissera dias atrás, podiam ser vistos dali.
“É muito bonito mesmo.” Brittany disse, e sorriu para Santana, que parecia encantada com a vista.
“Brittany, como você sabia que esse é o meu refúgio favorito?” A morena perguntou.
“Você me disse, quando estava infectada pela flor de Nicodemus.” Brittany respondeu.
“Ah...” Santana surpreendeu-se. Nem ela nem Mike se lembravam de nada do que havia acontecido durante o tempo que ficaram infectados, o que era assustador, já que ela não acreditava que havia ido com um vestido muito mais que escandaloso para a escola. “ Brittany, agora me responda com sinceridade: durante esse tempo, eu não fiz nada constrangedor com você, fiz?” Brittany sentiu suas bochechas arderem, porque ao lembrar-se da cena na piscina e do beijo a deixava com muito calor.
“Não, a gente só conversou.” Brittany mentiu. “Então você me falou sobre esse lugar, mas não conseguiu chegar ao topo porque desmaiou antes.”
“E você me salvou.” Santana completou sorrindo. “ Já está virando rotina, então eu vou te fazer outra pergunta: você é moça ou super-moça?” Brittany riu.
“Super-moça eu? Eu só estava no lugar certo, na hora certa.” Ela falou timidamente.
“Está bem, então, mas na hora que nós fomos descer daqui eu vou primeiro, para caso você se desequilibre eu possa devolver o favor.” Santana brincou, e se aproximou de Brittany, que sentiu suas pernas amolecerem. “Mas de verdade, obrigada mais uma vez por me salvar.” Os lábios macios de Santana tocaram a bochecha já vermelha de Brittany, que fechou os olhos e sorriu.
Finalmente ela e Santana estavam se aproximando, e o seu coração começou a se encher de esperança.
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Próximo capítulo: Invisível
Um cientista da Smythe Corporation é assassinado por uma figura misteriosa, que por acaso tem uma ligação com Smallville High, colocando a vida de quase todos os alunos em perigo.
Rachel procura Sebastian para falar sobre a demissão do Sr. Chang, Santana e Amanda tomam uma atitude que pode mudar totalmente a dinâmica de sua relação, e Brittany descobre uma nova habilidade.
Notas finais
*Até a próxima.
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